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Pensões conjuntas da CGA e Segurança Social estão a ser atribuídas em 25 dias


A secretária de Estado da Segurança Social anunciou esta segunda-feira que o tempo médio de atribuição das pensões unificadas — que resultam de contribuições feitas para a Segurança Social e para a Caixa Geral de Aposentações (CGA) — diminuiu quase 400% em apenas dois anos. Neste momento, ronda os 25 dias, quando, em 2024, demorava 122 dias, adiantou Susana Filipa Lima.

“Fruto da interoperabilidade com a CGA, tivemos uma redução no tempo de atribuição das pensões unificadas cujo último regime é a CGA de 122 dias em 2024 para 25 dias em 2026“, indicou a responsável, numa audição parlamentar no âmbito do Orçamento do Estado para 2027.

Na primavera, o presidente do Instituto Informático da Segurança Social, Luís Farrajota, adiantou ao ECO que a atribuição destas pensões continuava a ser complexa, demorando vários meses. Na altura, o responsável assegurou que os procedimentos seriam acelerados, o que agora ficou confirmado com os dados revelados pela secretária de Estado.

“Para 2027, as nossas prioridades passarão por ter uma Segurança Social mais proativa, que seja capaz de antecipar as necessidades e simplificar a vida das pessoas, através da automatização e antecipação de direitos, redução dos tempos de espera e simplificação de procedimentos, reforço da qualidade de informação, entrada em funcionamento do nosso ciclo contributo e de uma aposta numa maior integração dos sistemas da Administração Pública, em particular com a Saúde e a Autoridade Tributária”, adiantou Susana Filipa Lima, na audição desta segunda-feira.

Já sobre o combate à fraude na Segurança Social, a responsável avançou que foram investigados mais de 7.500 casos identificados com potencial risco de fraude, relacionados, nomeadamente, com pagamentos a cidadãos já falecidos e a pensões de invalidez indevidas. “Permitiu-nos poupar só este ano 15 milhões de euros“, indicou a secretária de Estado, que projeta uma poupança acumulada futura de 110 milhões de euros por esta via.

PRR na Segurança Social

Na audição desta segunda-feira, a equipa do Ministério do Trabalho foi também questionada sobre a execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) nesta área. Coube à ministra, Maria do Rosário Palma Ramalho, responder, notando que a taxa de execução das metas era muito baixa, quando chegou à Praça de Londres. “Nalguns casos, praticamente inexpressiva. E algumas das metas eram irrealistas“, observou a governante.

“Em termos de balanço, foi necessário fazer uma reprogramação. Dentro desta, pudemos dar cumprimento na sua integralidade”, acrescentou a mesma, que esclareceu que as obras que ficaram por concluir poderão ser financiadas pelo Orçamento do Estado, pelo Portugal 2030 ou por verbas internas dos próprios organismos. “Não vai ficar nenhuma destas obras por concluir”, garantiu a ministra.

Já sobre os trabalhadores, Palma Ramalho realçou que, uma vez que a estrutura de missão do PRR teve “a sua vida prolongada até ao final de 2027, os trabalhadores afetos manterão o vínculo”. O mesmo se aplicará aos trabalhadores da Segurança Social com missões PRR.

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Ministra admite “lapso” da CGA, mas garante que “não cortou nenhuma pensão”


A ministra do Trabalho assegurou esta segunda-feira que o “Governo não cortou nenhuma pensão“, justificando a correção que a Caixa Geral de Aposentações (CGA) está a fazer a quase três mil reformas com um “lapso de parametrização administrativo informático“. Numa audição parlamentar, Maria do Rosário Palma Ramalho garantiu que não deu qualquer orientação e adiantou que, todos os anos, são corrigidas cerca de 800 pensões “por uma razão ou por outra”.

“Este Governo não corta nenhuma pensão, nem aqui, neste caso, cortou alguma pensão. O que aconteceu foi um lapso de parametrização administrativo informático das pensões da CGA. Foi detetado agora porque só agora é que os trabalhadores em causa pediram a reforma ao fim dos 20 anos sobre 2006“, explicou a ministra da tutela, em resposta a uma questão colocada pelo deputado bloquista Fabian Figueiredo, no âmbito de uma audição sobre o Orçamento do Estado para 2027.

“O Governo não deu nenhuma orientação. Não cortou e não cortará nenhuma pensão. Nem sequer sabia o que se estava a passar. A CGA já reconheceu que devia ter informado o Governo”, mas achou que era “uma questão que achava que era administrativa. Todos os anos a CGA corrige 800 pensões. Vai corrigindo por uma razão ou outra“, acrescentou Palma Ramalho.

Aos deputados, a ministra do Trabalho adiantou também que, neste momento, está a decorrer o prazo de audiência prévia, findo o qual os visados terão três opções à opção: o pagamento voluntário do valor transferido em excesso, o pagamento desse montante em prestações até dezembro de 2027 ou o pagamento desse valor através da compensação nas pensões futuras.

Palma Ramalho detalhou que em causa estão pensionistas com reformas médias líquidas de 2.475 euros, sendo que o valor médio que terão de repor é de 93 euros.

Há algumas semanas, foi noticiado que a CGA vai corrigir 2.937 pensões atribuídas entre maio e agosto deste ano, depois de ter detetado um erro no cálculo que levou a que fossem fixadas acima do valor previsto na lei. O valor pago a mais terá de ser, como mencionado, devolvido.

Na semana passada, o próprio presidente do conselho diretivo da CGA, António Valente, foi ouvido no Parlamento sobre esta tema, tendo garantido que a correção não resulta de qualquer instrução do Governo, mas da necessidade de repor a legalidade.

Já o Bloco de Esquerda tem sido uma das vozes que contestam o facto de serem os pensionistas a assumir o “suposto erro” da Caixa Geral de Aposentações, pelo que entregou uma queixa à Provedora de Justiça. Por outro lado, há advogados que entendem que os pensionistas poderão recorrer aos tribunais para travar a devolução destes valores, segundo noticiou o Público.

A própria ministra do Trabalho sublinhou, esta segunda-feira, que os visados, querendo, “podem pôr uma ação contra o Estado por responsabilidade civil“. “É um direito que assiste a qualquer pessoa que se sinta lesada”, disse a também jurista.

(Notícia atualizada às 19h59)

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Ministra apela a pacto de regime para reforma da Segurança Social


A ministra do Trabalho defendeu esta segunda-feira que seria vantajoso para o país que se conseguisse um “pacto de regime” em torno da reforma da Segurança Social. Maria do Rosário Palma Ramalho argumentou que se exige um “entendimento quanto aos desafios“, mesmo que não haja, à partida, acordo sobre as soluções.

“Cumprimos o compromisso que os portugueses sufragaram: estudar a sustentabilidade da Segurança Social. E fizemo-lo através de um grupo de trabalho independente, que aprofundou o trabalho desenvolvido em governos anteriores“, começou por sublinhar a governante.

“Neste âmbito, o país ganha em caminhar para um pacto de regime, mesmo que isso não signifique, à partida, estarmos de acordo quanto às soluções. Certamente, exige-se um entendimento quanto aos desafios, porque esses são comuns a todos”, defendeu a ministra da tutela, numa audição parlamentar promovido no quadro do Orçamento do Estado para 2027.

O primeiro-ministro já tinha indicado que deseja um “entendimento nacional” na reforma da Segurança Social, mas também tem dito que não será nesta legislatura que essas mudanças profundas ao sistema terão lugar.

Em agosto, o grupo de trabalho nomeado pelo Governo para estudar a sustentabilidade da Segurança Social apresentou, como referido pela ministra do Trabalho, o seu relatório final (com várias propostas de reformas). Os próprios peritos assinalaram, nesse relatório, que é preciso um “consenso político alargado” para que as mudanças perdurem.

Em resposta ao apelo deixado por Maria do Rosário Palma Ramalho, o deputado socialista Miguel Cabrita salientou que “o PS tem um pacto de regime com as pensões e a Segurança Social há 50 anos”. “Todas as reformas que foram feitas para reforçar a sustentabilidade do sistema foram feitas pelo PS“, declarou.

Deixou, contudo, um recado: “Se por pacto de regime se entende uma espécie maioria de direita com base no alarmismo e com uma agenda privatizadora para minar a confiança e a credibilidade do sistema, não contará certamente [com o PS]“.

Questionada também pelo PS sobre que mudanças concretas estarão em cima da mesa (isto é, que propostas dos peritos pondera o Executivo acolher), a ministra do Trabalho não deu detalhes, remetendo-o para um debate com as várias partes.

Já em resposta à Iniciativa Liberal, Maria do Rosário Palma Ramalho, garantiu que o estudo apresentado em agosto “não está na gaveta”. “Está aí e está em debate“, assegurou. “Compete ao Parlamento e ao sentido de responsabilidade de todas as bancadas saber que solução podemos construir a partir daqui. O Governo está disponível para chegarmos a essa solução“, realçou.

Ainda sobre a Segurança Social, mas sobre um outro tema, a ministra da tutela adiantou que o programa de digitalização já permitiu retirar 4,2 milhões de pessoas dos balcões presenciais.

Já sobre as mudanças recentemente aprovadas pelo Parlamento às licenças parentais, a ministra do Trabalho clarificou que o Governo da AD travou a intenção da esquerda de aplicar essas mudanças às situações já em curso, porque entende que só assim se honra o princípio da segurança jurídica e porque seria “inexequível” do ponto de vista procedimental disponibilizar esse período transitório.

Regras das plataformas digitais à beira da mudança

Na audição desta tarde, a ministra do Trabalho anunciou também que pretende transpor a diretiva europeia relativa às plataformas digitais para a legislação portuguesa no próximo ano. A reforma laboral que o Governo esteve a discutir entre o verão de 2025 e a primeira de 2026 previa essa transposição, mas acabou chumbada, daí que seja necessário avançar agora de forma autónoma para cumprir as orientações comunitárias.

Desde maio de 2023 que do Código do Trabalho português já constam regras para o trabalho nas plataformas, prevendo-se a possibilidade de os estafetas serem considerados trabalhadores por conta de outrem das plataformas.

Na proposta de reforma laboral que esteve a discutir com os parceiros sociais e com os partidos com assento no Parlamento, o Governo de Luís Montenegro não fechava a porta a esse reconhecimento, mas queria, nomeadamente, deixar claro que só seria possível para os estafetas em situação de dependência económica, isto é, pelo menos, 80% da sua atividade ligada a apenas uma plataforma.

Esta poderá ser uma das propostas que voltará à ribalta no próximo ano, já que esta segunda-feira, numa audição parlamentar no âmbito do Orçamento do Estado para 2027, a ministra do Trabalho explicou que, em 2027, será tempo de transpor a diretiva europeia das plataformas digitais.

No próximo ano, o Governo pretende também transpor a diretiva europeia da transparência salarial, sinalizou Maria do Rosário Palma Ramalho, além de subir o salário mínimo nacional em 50 euros pata 970 euros, atualização as pensões e subir o valor de referência do Complemento Solidário para Idosos.

À parte destas duas diretivas europeias, o PS quis saber, durante a audição desta tarde, que outras alterações ao Código do Trabalho o Governo está a planear. A ministra da tutela não identificou mudanças, mas reforçou que “a reforma da legislação laboral vai ser inevitável“. “Não foi desta vez porque o Parlamento não quis, mas vai ser inevitável. Pode ser este Governo, pode ser outro“, afirmou, explicando que a lei, como está, está profundamente desajustada face ao mercado de trabalho da era digital.

Já o Livre aproveitou a discussão em torno da adaptação da lei do trabalho ao século XXI para questionar a ministra sobre a semana de trabalho de quatro dias, modelo que foi testado recentemente na Função Pública dos Açores, com resultados animadores.

“Nenhum empregador está impedido de implementar na sua empresa a semana de quatro dias ou três dias. O Estado não se substitui ao empregador na gestão do tempo de trabalho. Os resultados são bons? Ainda bem, mas não nos substituiremos aos empregadores“, declarou, sinalizando que este não é um tema a que o Governo de Luís Montenegro queira dar seguimento.

Já sobre o Orçamento do Estado para 2027, a ministra do Trabalho salientou que “há duas formas de falhar a um país: prometer o que hipoteca o futuro e adiar o que não se pode adiar”.

“Este Orçamento recusa ambas. Não promete o que hipoteca o futuro, nem adia o que não se pode adiar. Moderação política nas promessas. Imoderação na transformação, com as duas prioridades inseparáveis deste Ministério: promover a criação de riqueza e tornar a proteção social mais eficaz. É este o compromisso que aqui reafirmo”, rematou Palma Ramalho.

(Notícia atualizada às 18h53)

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Así es La Consentida, la finca sevillana de Andrés Roca Rey: un cortijo del arquitecto Aníbal González con plaza de toros y piscina

Finca La Consentida de Andrés Roca Rey (Montaje Infobae).

Andrés Roca Rey ha encontrado en la provincia de Sevilla un lugar en el que alejarse del ritmo frenético de la temporada taurina y recuperar la tranquilidad lejos de los focos. Mientras se recupera de su reciente ruptura con Tana Rivera, el peruano se refugia en La Consentida, la finca que fue testigo la pasada semana de una fiesta de cumpleaños que ha dado mucho que hablar.

Se trata de un hogar situado en Gerena que adquirió en 2020 y que se ha convertido en uno de sus refugios más personales en España. Con una extensión aproximada de diez hectáreas, la propiedad reúne arquitectura tradicional andaluza, amplios espacios al aire libre y rincones diseñados tanto para el descanso como para la preparación profesional del diestro.

El propio torero explicó en las páginas de ¡HOLA! el significado que tiene para él esta vivienda. “Esta casa es un pedazo de mis raíces en tierra ajena, un espacio donde puedo soltar la presión, dejar de ser Roca Rey y volver a ser simplemente Andrés”, confesaba. Una declaración que resume la importancia de este entorno para el peruano, cuya vida transcurre buena parte del año entre viajes, compromisos profesionales y tardes en la plaza.

Finca La Consentida de Andrés Roca Rey en Gerena, Sevilla (INSTAGRAM).

Un cortijo de esencia andaluza

La primera impresión que ofrece La Consentida es la de una hacienda sevillana en la que predominan los materiales tradicionales y la integración con el paisaje. Las fachadas encaladas, las tejas de barro, los pavimentos de tonos rojizos y los elementos de hierro forjado definen el aspecto exterior de la vivienda. La vegetación que rodea el edificio y los árboles de gran tamaño contribuyen a crear zonas de sombra y refuerzan la conexión con el campo.

Uno de los detalles arquitectónicos más llamativos es la torre que se eleva sobre el conjunto, con ventanas rematadas en arco. A sus pies, un porche porticado permite disfrutar del exterior protegido del sol. La propiedad conserva así el carácter de las construcciones rurales tradicionales, con espacios abiertos y una estética alejada de los diseños contemporáneos más minimalistas.

La historia del lugar también resulta singular. La finca está vinculada a La Caprichosa, una propiedad relacionada con Joanne Hearst Castro, descendiente del magnate estadounidense William Randolph Hearst, cuya figura inspiró al protagonista de Ciudadano Kane, la película dirigida por Orson Welles. La arquitectura de la finca principal se asocia al regionalismo andaluz de Aníbal González, conocido, entre otras obras, por la Plaza de España de Sevilla.

Finca La Consentida de Andrés Roca Rey en Gerena, Sevilla (INSTAGRAM).

Según informa ABC de Sevilla, La Consentida surgió como una construcción vinculada a aquel conjunto y tomó como referencia el estilo del cortijo original. Y, una vez falleció Joanne Hearst Castro en 2011, fue adquirida por el empresario mexicano Javier Rodríguez Borgio, quien la reformó y le dio un aspecto más parecido al que luce actualmente. Finalmente, el peruano la adquirió y formó en ella su centro de operaciones.

Un salón clásico con recuerdos personales

En el interior, Roca Rey ha apostado por una decoración de aire tradicional, con muebles de madera, tapicerías estampadas, alfombras y piezas ornamentales que aportan personalidad a las estancias. Las paredes claras contrastan con los tonos cálidos de los suelos de barro, mientras que los cuadros y otros elementos decorativos reflejan los gustos y las vivencias del torero.

El salón combina sofás y butacas de diferentes estilos con lámparas de sobremesa, muebles auxiliares y detalles clásicos. La decoración no busca la uniformidad de una vivienda de diseño, sino transmitir una sensación de hogar vivido, en el que los recuerdos de su trayectoria profesional conviven con objetos cotidianos. El mundo taurino también tiene presencia en la casa, con piezas que conectan la vida privada del diestro con su profesión.

Finca La Consentida de Andrés Roca Rey en Gerena, Sevilla (INSTAGRAM).

Piscina, jardines y una plaza de toros

El exterior ocupa buena parte del protagonismo de La Consentida. Entre jardines y zonas verdes se encuentra una piscina que se ha convertido en uno de los puntos centrales de la finca durante los meses de calor. En las imágenes compartidas por el torero destaca un detalle personalizado: una «R» en el fondo, en referencia a su apellido.

Finca La Consentida de Andrés Roca Rey en Gerena, Sevilla (INSTAGRAM).

Los espacios al aire libre están pensados también para reunirse con familiares y amigos. La propiedad dispone de un porche y de un cenador de estilo rústico, con vigas de madera vistas, una gran mesa y sillas tradicionales. Su ambiente invita a alargar las comidas y las sobremesas después de una jornada en el campo.

La finca cuenta, además, con una capilla y con una zona destinada a las celebraciones y encuentros privados. La presencia de animales y los amplios caminos rodeados de vegetación completan la imagen de un refugio en el que la naturaleza tiene un papel fundamental.

Más allá de su faceta residencial, La Consentida cumple una función esencial en la preparación de Roca Rey. Dentro de la propiedad hay una pequeña plaza de toros privada en la que puede entrenar y realizar tentaderos, una instalación especialmente relevante para un profesional que necesita mantener su preparación durante toda la temporada.

Finca La Consentida de Andrés Roca Rey en Gerena, Sevilla (INSTAGRAM).
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El hermano de la reina Mette-Marit de Noruega, Espen Høiby, se enfrenta a una demanda colectiva por la quiebra de una escuela de aviación

La reina Mette-Marit saluda a su hermano Espen Hoiby en el tren infantil durante las celebraciones del 17 de mayo en Skaugum. (Lise Aaserud NTB Asker Noruega).

La familia real noruega no conoce lo que es la calma desde hace mucho tiempo. Mientras que la investigación sobre Marius Borg Høiby, hijo de la reina Mette-Marit, continúa acaparando titulares, este lunes la atención se dirige también hacia el entorno empresarial de la consorte. Su hermano mayor, Espen Høiby, está en el punto de mira de decenas de antiguos alumnos de una academia de pilotos que cerró sus puertas dejando importantes pérdidas económicas.

Un grupo de 60 estudiantes de la Pilot Flight Academy, situada en el aeropuerto de Torp, ha decidido emprender acciones legales contra los responsables de la compañía tras su colapso a comienzos de año. Los afectados sostienen que la dirección demoró la declaración de insolvencia pese a conocer la delicada situación financiera del centro. La quiebra, ocurrida a principios de este año, dejó a 160 cadetes sin poder continuar su formación y provocó el despido de 40 trabajadores, además de comprometer las cantidades abonadas por adelantado por quienes aspiraban a convertirse en pilotos.

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Según explica El Español, las matrículas anticipadas rondaban las 250.000 coronas noruegas por estudiante, equivalentes a unos 21.500 euros. La situación ha llevado a los antiguos alumnos a organizarse con el respaldo del sindicato Parat para reclamar responsabilidades tanto por la vía civil como por la penal.

La iniciativa judicial no se limita a Espen Høiby. También señala a Per Mikael Eriksson, antiguo director general y expresidente del consejo de administración. El administrador concursal, Kåre Jølberg, trasladó previamente documentación a la Policía noruega después de detectar posibles irregularidades societarias y contables.

Los denunciantes consideran que la empresa siguió recibiendo dinero de los estudiantes cuando su continuidad ya estaba seriamente comprometida. El abogado que representa a los demandantes, Sigurd Kambestad, apuntó a la televisión pública NRK que Eriksson habría sido quien tomaba las decisiones efectivas dentro de la organización.

La defensa, por su parte, rechaza esta interpretación. Kristoffer Aasebø, letrado de ambos señalados, considera que las acusaciones presentan una versión parcial de lo sucedido. En el caso de Espen Høiby, sostiene que no formaba parte del consejo de administración ni actuaba como representante de la academia ante sus alumnos. Respecto a Eriksson, argumenta que la gestión estuvo condicionada por las promesas de financiación de los accionistas, que finalmente no se materializaron.

Espen Hoiby y Per Hoiby (hermano de la reina Mette-Marit) llegan a la iglesia antes de la confirmación del príncipe Sverre Magnus. (POOL. Vidar Ruud / NTB scanpix).

Una trayectoria ligada a la aviación

Espen Høiby, de 67 años, es el mayor de los cuatro hijos de Sven O. Høiby y Marit Tjessem. Su hermana Mette-Marit tiene otros dos hermanos, Per y Kristin, además de un hermanastro materno, Trond Berntsen, que murió durante los atentados de Noruega de julio de 2011 cuando intentaba proteger a su hijo en la isla de Utøya.

Lejos de la actividad institucional de la familia real, Espen ha desarrollado prácticamente toda su carrera profesional en el sector aeronáutico. Comenzó a trabajar como piloto en 1983 y tres años después se incorporó a Scandinavian Airlines (SAS), compañía en la que permaneció durante 28 años. Durante esa etapa llegó a ser capitán e instructor de vuelo y también ocupó puestos de responsabilidad empresarial.

Su formación incluye un MBA cursado en la escuela de negocios IMD, en Suiza. En 2013 puso en marcha AAP Aviation, una compañía especializada en la selección y gestión de tripulaciones aéreas, de la que figura como fundador, propietario y consejero delegado.

Su vinculación con Pilot Flight Academy ya había generado preocupación antes del cierre. A finales de 2025, distintos medios noruegos informaron de las dificultades económicas de la institución, marcada por deudas y procedimientos de cobro. Pese a ello, estaba previsto que las clases comenzaran en enero.

Otro frente para la familia real noruega

En el plano personal, Espen Høiby se ha casado en dos ocasiones y tiene cuatro hijos, tres de una relación anterior y uno con Renate Jonassen, con quien contrajo matrimonio en 2006. Su presencia en los actos oficiales de la familia real es poco habitual. Una de sus últimas apariciones públicas tuvo lugar el 9 de septiembre de 2026, durante el funeral del rey Harald en Oslo.

La demanda llega en una etapa de especial vulnerabilidad para Mette-Marit, que se recupera del trasplante pulmonar al que se sometió en junio. A las preocupaciones relacionadas con su salud se suma la situación judicial de su hijo Marius Borg Høiby, cuyo caso continúa generando una enorme atención mediática. El joven ha sido condenado este año por abuso sexual después de ser imputado por 32 delitos entre los que se encuentran tráfico de drogas, violación y conducción temeraria. Hace unas semanas, su defensa solicitó la repetición del juicio para mejorar su condena.

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Lula terá Trump como principal desafio externo e apostará em diálogo após embates na eleição

Depois de fazer da defesa da soberania brasileira uma das bandeiras de sua campanha, Lula (PT) iniciará seu quarto mandato com um desafio central na política externa: administrar a relação com Donald Trump nos dois anos restantes do governo americano. Durante a disputa eleitoral, o petista elevou o tom contra a política dos Estados Unidos para a América Latina. Leia mais (10/25/2026 - 21h16)
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