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GNR realiza ação de fiscalização conjunta a oficinas e veículos em fim de vida em Sines

O Comando Territorial de Setúbal da Guarda nacional Republicana (GNR), através do Posto Territorial de Sines e do Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) de Santiago do Cacém, em colaboração com a Autoridade Tributária, realizou, esta segunda-feira, 26 de outubro, uma ação conjunta de fiscalização a oficinas, resíduos automóveis e veículos em fim de vida, no concelho de Sines.

No decorrer da ação, foram elaborados 50 autos de contraordenação e 15 relativos a infrações de natureza ambiental relacionadas com resíduos automóveis. A GNR adianta que esta ação teve como objetivo reforçar a fiscalização e promover o cumprimento da legislação aplicável, contribuindo para a proteção ambiental, a segurança de pessoas e bens e a preservação dos recursos naturais.

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Galp rejeita que pressões políticas tenham ditado fim do negócio com espanhóis

A Galp rejeitou que tenham sido pressões políticas a ditar o fim do negócio com os espanhóis da Moeve.

Apesar de o Governo ter imposto duas “linhas vermelhas” para não colocar entraves ao negócio, a companhia petrolífera garante que a operação só caiu por terra por não criar valor de longo prazo para os seus acionistas.

“Houve um diálogo fluido e construtivo e as preocupações do Governo foram sempre consideradas no âmbito das conversações”, disse o co-CEO da Galp João Diogo Marques da Silva ao JE.

Mas “não vamos atribuir a essas conversações qualquer tipo de influência ou responsabilidade no desfecho desta transação”.

“O desfecho da transação tem puramente a ver com os termos comerciais em que esta transação foi negociada e com a não criação de valor, do ponto de vista de longo prazo sustentável, para os nossos acionistas. E é com esses critérios de investimento que nós tomamos todas as nossas decisões de portfólio. E essa foi a razão do desfecho”, afirmou o gestor em declarações ao JE.

Apesar do Governo ter começado a falar a duas vozes sobre este tema – com a ministra do Ambiente a congratular o negócio e o ministro da Economia a mostrar reservas -, acabou por afinar o tiro na comunicação pública para passar uma mensagem de que o executivo não colocaria entraves se fossem garantidas duas “linhas vermelhas”:

“Queremos garantir duas condições. Uma, que continuemos a ter uma refinaria em solo português. Duas, que em situação de crise essa refinaria tem Portugal como principal objetivo de fornecimento. Sai um pouco das regras de mercado, mas é isso que queremos garantir. São as nossas linhas vermelhas: a localização e a situação de crise”, disse a ministra Maria da Graça Carvalho em julho no Parlamento.

Sobre a primeira ferramenta ao dispor do Governo para colocar pressão sobre a Galp e a Moeve, a governante destacou as “diretivas europeias e a legislação nacional” sobre ativos estratégicos e por se tratar de “acionistas de fora da Europa”, referindo-se aos acionistas da Moeve: Mubadala, fundo de Abu Dhabi, e Carlyle, fundo americano. “Podemos ter um poder reforçado neste diálogo”, afirmou a governante na altura.

Terminado o negócio sem sucesso, a Galp já garantiu que está preparada para retomar uma operação semelhante, mas sem prazos no horizonte.

“Não estamos, neste momento, com uma linha temporal já ativa para uma outra opção. Acreditamos na lógica industrial de uma operação com estas características. É sempre na última hora que se negoceiam os aspetos comerciais, as avaliações, a componente mais financeira, e foi neste momento que se chegou à conclusão que não conseguíamos avançar”, começou por dizer a co-CEO Maria João Carioca ao JE.

“Agora seria muito estranho se nós, de repente, deixássemos de ver mérito estratégico, que continuamos a ver e, continuando a ver, se surgir uma operação com contornos semelhantes, vamos estar disponíveis e queremos estar preparados para olhar para ela da melhor forma possível. É só isso que estamos a dizer: não mudamos de ideias, vemos mérito e queremos estar preparados para colher o valor desse mérito, desta vez não conseguimos colher o valor para avançar”, acrescentou a gestora.

Galp pede mais apoios para refinaria de Sines, Governo garante “total disponibilidade”

O executivo de Luís Montenegro considera que a refinaria de Sines tem uma “importância estratégica” para o país e garante que vai continuar a acompanhar a “evolução” da infraestrutura crucial para Portugal.

“O Governo acompanhou as negociações entre a Galp e a Moeve e continuará a acompanhar a evolução da empresa, que tem uma importância estratégica para a economia e para a segurança energética do país”, disseram hoje os ministérios do Ambiente e da Economia.

“Mantemos a total disponibilidade para criar condições que permitam à Galp continuar a investir, a gerar valor e a reforçar a competitividade da sua atividade em Portugal”, acrescentam a tutela de Maria da Graça Carvalho e de Manuel Castro Almeida.

“É positivo que a empresa reafirme o compromisso com a transformação das suas atividades industriais e comerciais e destaque os projetos de hidrogénio verde e de biocombustíveis avançados em Sines. São investimentos relevantes para a descarbonização da indústria e para a afirmação de Portugal na transição energética”, segundo os dois ministérios que acompanharam a negociação entre a Galp e a Moeve.

Na segunda-feira, a Galp já tinha defendido que este era um bom momento para o Governo apoiar o movimento de descarbonização da refinaria de Sines, para garantir a competitividade da infraestrutura. A companhia tem-se queixado nos últimos anos de apoio insuficiente à refinaria de Sines, especialmente em comparação com o apoio dado ao Governo espanhol à descarbonização nas suas refinarias.

E num momento em que o Governo prepara uma taxa extraordinária sobre o lucro das petrolíferas, a Galp pediu também estabilidade nos impostos.

“Ao longo destas conversas com o Governo, demos ainda mais visibilidade à importância de termos um enquadramento fiscal estável e um enquadramento regulatório bem definido e transparente, que tenha também em conta os incentivos adequados”, disse ao JE o co-CEO da Galp João Diogo Marques da Silva.

“Ou seja, se quisermos alavancar ainda mais o nosso ativo para futuro com investimentos adicionais, sem dúvida que é absolutamente essencial ter um enquadramento fiscal estável e um incentivo adequado. Caso contrário, [a refinaria] vai competir com outros ativos fora de Portugal. Este assunto é tanto mais importante quando falamos de refinação, que é um setor ou uma atividade extremamente intensiva em termos de capital sujeita a ciclos bastante longos”, segundo o gestor.

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“Se surgir uma operação com contornos semelhantes, vamos estar disponíveis”, garante Galp

Caiu por terra o negócio entre a Galp e os espanhóis da Moeve, mas a companhia acredita que os “méritos estratégicos” da operação continuam intactos.

“Após um longo processo de negociação não chegámos a um acordo comercial, contudo, os méritos da transação persistem, ou seja, a escala, a competitividade, o foco numa operação de retalho fazem sentido quando olhamos para o futuro destes negócios de ‘downstream’. A nossa história de investimento vai-se manter inalterada com foco no ‘upstream'”, segundo o co-CEO João Diogo Marques da Silva em declarações ao Jornal Económico.

A Galp afundou hoje quase 11% em bolsa com a ação a cair para cerca de 20,5 euros, com os investidores a reagirem negativamente à não concretização do negócio.

Apesar da intenção em avançar com nova operação, não existe nenhum prazo definido para o efeito, com a companhia a admitir a possibilidade de segregar negócios para poder gerir parcerias estratégicas de forma separada.

“Em alguns aspetos, termos os nossos negócios estruturados de uma forma que nos permita dar mais visibilidade ao valor que acrescentam cada um deles individualmente, pode vir a ser positivo”, disse, por sua vez, a co-CEO Maria João Carioca ao JE.

“Não estamos, neste momento, com uma linha temporal já ativa para uma outra opção. Acreditamos na lógica industrial de uma operação com estas características. É sempre na última hora que se negoceiam os aspetos comerciais, as avaliações, a componente mais financeira, e foi neste momento que se chegou à conclusão que não conseguíamos avançar. Agora seria muito estranho se nós, de repente, deixássemos de ver mérito estratégico, que continuamos a ver e, continuando a ver, se surgir uma operação com contornos semelhantes, vamos estar disponíveis e queremos estar preparados para olhar para ela da melhor forma possível. É só isso que estamos a dizer: não mudamos de ideias, vemos mérito e queremos estar preparados para colher o valor desse mérito, desta vez não conseguimos colher o valor para avançar”, segundo Maria João Carioca ao JE.

A questão da refinaria de Sines – que iria passar para uma sociedade controlada a 80% pelos espanhóis da Moeve e 20% pela Galp – foi sempre o tema mais sensível do negócio, especialmente depois de a refinaria ter sido absolutamente crucial para Portugal enfrentar a maior crise energética de sempre, com mais de dois terços do gasóleo e combustível para aviação consumidos em Portugal terem origem em Sines.

Mais. Este é um bom momento para o Governo apoiar o movimento de descarbonização da refinaria de Sines, para garantir a competitividade da infraestrutura.

“Ao longo destas conversas com o Governo, demos ainda mais visibilidade à importância de termos um enquadramento fiscal estável e um enquadramento regulatório bem definido e transparente, que tenha também em conta os incentivos adequados. Ou seja, se quisermos alavancar ainda mais o nosso ativo para futuro com investimentos adicionais, sem dúvida que é absolutamente essencial ter um enquadramento fiscal estável e um incentivo adequado. Caso contrário, ele vai competir com outros ativos fora de Portugal”.

Este assunto é tanto mais importante quando falamos de refinação, que é um setor ou uma atividade extremamente intensiva em termos de capital sujeita a ciclos bastante longos”, disse ao JE o co-CEO João Diogo Marques da Silva.

Questionados se a guerra no Médio Oriente e a crise energética, e o facto de o Governo ter imposto “linhas vermelhas” para não colocar entraves ao negócio, tiveram impacto na decisão de não avançar com o negócio, os gestores rejeitaram essa possibilidade.

“Nenhum negócio funciona em abstrato e portanto sim, ao longo deste período em que estivemos em conversas com a Moeve, muitas coisas evoluíram e o negócio teve um desempenho muito positivo durante este ano. Portanto, não estávamos a olhar apenas para os resultados deste ano ou dos últimos seis meses ou dos últimos três. Estávamos a olhar para o todo, para os planos de investimento futuro, para a capacidade de sustentar esses planos de investimento, para os vários negócios que tínhamos neste portefólio, para a escala que íamos trazer a esses negócios. O contexto é muito específico, mas sendo importante, não foi o determinante. Para chegarmos ao fim, precisamos de ter uma partilha de valor que assegurasse que capturávamos o valor do nosso negócio”, segundo Maria João Carioca.

No caso do Governo, João Diogo Marques da Silva destaca que “houve um diálogo fluido e construtivo e que as preocupações do Governo foram sempre consideradas no âmbito das conversações”.

Mas “não vamos atribuir a essas conversações qualquer tipo de influência ou responsabilidade no desfecho desta transação”.

O desfecho da transação tem puramente a ver com os termos comerciais em que esta transação foi negociada e com a não criação de valor, do ponto de vista de longo prazo sustentável, para os nossos acionistas. E é com esses critérios de investimento que nós tomamos todas as nossas decisões de portefólio. E essa foi a razão do desfecho”, segundo o gestor.

“Havia o receio de poder escapar ao controle nacional a única refinaria que temos”, diz Governo

O Governo disse hoje ver com “bons olhos” o compromisso da Galp com o investimento na refinaria de Sines após o fim do negócio com os espanhóis da Moeve.

“Acompanhámos muito de perto [o processo de fusão]. É importante as refinarias terem massa crítica para poderem investir na descarbonização. Mas havia o receio de poder escapar ao controle nacional a única refinaria que ainda temos”, disse a ministra do Ambiente e da Energia esta segunda-feira, 26 de outubro.

“No comunicado da Galp é dito que há uma aposta em continuar a investir em produtos verdes: hidrogénio verde, biocombustíveis, vimos isso com muitos bons olhos”, acrescentou Maria da Graça Carvalho.

“Também nos agrada que a Galp continua apostada em separar o retalho da refinaria, em criar uma empresa só para a refinaria. Pensamos que será útil, permite focar as atenções da parte do Estado na refinaria, isso continua. Iremos acompanhar os desenvolvimentos futuros”, segundo a governante em declarações à margem do encontro dos autarcas pelo Clima e Energia em Torres Vedras.

A ministra apontou que “foi uma decisão da Galp devido às negociações com a Moeve… se calhar, não terá correspondido ao que esperavam. É dito que estão abertos a outras parcerias, teremos que estar atentos a futuras parcerias”.

Questionada sobre a taxa sobre os lucros extraordinários derivados à guerra no Médio Oriente, a ministra recordou que existe um projeto-lei no Parlamento.

“Mostra que foi uma decisão correta do Governo. Há empresas que tiveram lucros extraordinários devido à situação [de guerra]. Até por uma questão de justiça social devem ser taxadas. O ministro das Finanças teve essa decisão, esperemos que passe em breve na Assembleia da República”, respondeu Maria da Graça Carvalho.

Lucros da Galp disparam mais de 50% para 1,5 mil milhões

Os lucros da Galp dispararam 54% no terceiro trimestre para 1.494 milhões de euros. Já nos primeiros nove meses subiram 68% para 682 milhões de euros, revelou a companhia na segunda-feira.

O resultado foi impactado pela produção de petróleo e de gás no Brasil, com as exportações a triplicarem para 640 milhões de euros nos primeiros nove meses.

Já o investimento em descarbonização em projetos de hidrogénio verde e biocombustíveis avançados na refinaria de Sines atingiu 960 milhões de euros, a par da compra de centrais eólicas em Espanha.

A produção de petróleo e gás no Brasil atingiu um novo recorde: 131 mil barris diários à boleia da subida da produção no campo Bacalhau, onde o consórcio da Galp conta com a mais recente unidade flutuante de produção.

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Future of Sines refinery appears safe after GALP and Moeve end negotiations over potential merger

Portuguese energy giant GALP has announced today that it has ended negotiations with Moeve over a potential merger of their refining and fuel marketing businesses after failing to reach an

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Portos de Sines e do Algarve reforçam parceria com a Comunidade Escolar e atribuem Bolsas de Estudo

Cumprindo os objetivos de reforço da sua responsabilidade social e presença na comunidade onde se insere, a APS – Administração dos Portos de Sines e do Algarve, S.A irá atribuir Bolsas de Estudo a dez alunos que tenham ingressado no Ensino Superior, já no Ano Letivo 2026/2027. Constituindo a educação e a qualificação instrumentos essenciais […]

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GNR detém homem com 50 anos em Sines por tráfico de estupefacientes

O Comando Territorial de Setúbal da Guarda Nacional Republicana (GNR), através do Posto Territorial de Sines, no dia 20 de outubro, deteve um homem, de 50 anos, por tráfico de estupefacientes, no concelho de Sines.

No decorrer de uma ação policial, os militares da Guarda detetaram e abordaram uma viatura, no interior da qual se encontrava o indivíduo, que apresentou um comportamento suspeito perante a presença dos militares. Na sequência de uma revista pessoal de segurança, foi possível apurar que o suspeito tinha na sua posse produto estupefaciente.

Da ação resultou a apreensão de 49,42 doses de canábis resina, 28,8 doses de cocaína, 36,89 gramas de produto de corte, e 254,22 euros em numerário.

O suspeito foi detido e notificado para comparecer no Tribunal Judicial da Comarca de Setúbal, em Santiago do Cacém, para aplicação das medidas de coação.

A Guarda Nacional Republicana continuará a desenvolver ações de prevenção e combate ao tráfico de estupefacientes, contribuindo para a segurança e tranquilidade das populações.

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Portos de Sines e do Algarve apoiam comunidade escolar com atribuição de Bolsas de Estudo

Cumprindo os objetivos de reforço da sua responsabilidade social e presença na comunidade onde se insere, a APS – Administração dos Portos de Sines e do Algarve, S.A irá atribuir Bolsas de Estudo a dez alunos que tenham ingressado no Ensino Superior, já no Ano Letivo 2026/2027.

Constituindo a educação e a qualificação instrumentos essenciais para a igualdade de oportunidades, coesão social e desenvolvimento sustentável, esta iniciativa da APS pretende apoiar alunos que tenham concluído o 12º Ano e ingressado no Ensino Superior Público e cuja situação económica possa limitar o prosseguimento dos estudos. 

Para além do apoio financeiro, as Bolsas de Estudo visam ainda acompanhar o percurso académico dos alunos, disponibilizando a APS quadros técnicos que assumirão o papel de Tutores que, ao longo da formação académica manterão um relacionamento de proximidade com os alunos, orientando e ajudando na adaptação ao contexto universitário, bem como na futura transição do meio académico para o contexto de trabalho.  

Destinadas a alunos residentes nos concelhos que integram as áreas jurisdição dos portos de Sines e do Algarve, nomeadamente Sines, Portimão e Lagoa, a atribuição destas Bolsas de Estudo visa contribuir para a igualdade de oportunidades no acesso e frequência do ensino superior, reduzir limitações económicas, incentivar a qualificação dos jovens das comunidades envolventes e promover a sua aproximação ao setor portuário e logístico, no quadro da política de responsabilidade social da APS. 

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Porto de Sines defende criação de uma zona franca

A proposta foi apresentada no Congresso de Logística da APLOG, em Oeiras. Alfândega de Sines deverá ser autonomizada em janeiro de 2027.

© MIGUEL A. LOPES/LUSA

Uma zona franca corresponde a uma área isolada e delimitada onde as mercadorias podem entrar, ser armazenadas, transformadas ou comercializadas com isenção ou redução de impostos e tarifas aduaneiras
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A mesma vila algarvia deu abrigo ao maior guerrilheiro do país e ao mestre do ensino

A identidade histórica de São Bartolomeu de Messines, vila do concelho de Silves, está profundamente ligada à sua vasta geografia e ao legado de duas figuras marcantes do século XIX.

Leia também: A lenda secreta de uma igreja algarvia

Uma delas foi o prestigiado poeta e pedagogo João de Deus. Autor da célebre Cartilha Maternal, um método revolucionário que alfabetizou gerações de portugueses, o escritor deixou uma marca cultural indelével no país, sendo a sua memória hoje celebrada e preservada na Casa-Museu João de Deus, situada na própria vila.

Foi nesta vila algarvia que também emergiu José Joaquim de Sousa Reis, o célebre “Remexido”, um capitão e guerrilheiro absolutista que transformou a região no palco principal das suas incursões e combates durante as violentas lutas entre Liberais e Miguelistas. A sua audácia militar gravou o nome de Messines nas crónicas da história política e militar de Portugal.

Com mais de 254 km², São Bartolomeu de Messines é a maior freguesia do Algarve, caracterizada pelo solo vermelho do “grés de Silves” e pelas bacias hidrográficas do Arade e do Funcho.

A ocupação humana da região remonta ao Paleolítico, com posterior presença romana e islâmica, tendo a freguesia sido integrada em Silves no reinado de D. Afonso III.

No património religioso, o grande destaque é a Igreja Matriz de São Bartolomeu de Messines, cuja construção (século XVI) está envolta numa lenda.

Diz-se que a sua localização foi decidida por uma corrida de cavaleiros entre a Amorosa e Messines, ganha por este último através de uma estratégia deliberada de avançar mais devagar.

A riqueza espiritual da vila completa-se ainda com as ermidas de Nossa Senhora da Saúde, Sant’Ana, São Pedro e São Paulo.

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A lenda secreta de uma igreja algarvia

// Se já estiver a falar, para o áudio e repõe o botão
if (window.speechSynthesis.speaking) {
window.speechSynthesis.cancel();
botao.innerHTML = "🔊 Ouvir este artigo";
return;
}

// 1. Seleciona o bloco de texto do artigo (lógica original do Guia Algarve)
const artigo = document.querySelector('.entry-content') || document.querySelector('.post-content') || document.body;

// 2. Guarda o texto na memória
let textoFinal = artigo.innerText;

// 3. Remove a frase do botão para ela não ser lida
textoFinal = textoFinal.replace("🔊 Ouvir este artigo", "").replace("Ouvir este artigo", "");
textoFinal = textoFinal.trim();

if (textoFinal.length === 0) return;

// 4. Configura a voz
const mensagem = new SpeechSynthesisUtterance(textoFinal);
mensagem.lang = 'pt-PT';

// 5. Quando o áudio terminar sozinho, o botão volta ao normal
mensagem.onend = function() {
botao.innerHTML = "🔊 Ouvir este artigo";
};

// 6. Muda o texto do botão para indicar que se pode parar
botao.innerHTML = "⏹ Parar Áudio";

// 7. Começa a ler
window.speechSynthesis.speak(mensagem);
}

// Garante que o áudio para se o utilizador fechar ou mudar de página
window.onbeforeunload = function() {
window.speechSynthesis.cancel();
};

A Igreja de São Bartolomeu de Messines nasceu de uma forma bem pouco comum.

Diz a lenda que os habitantes da Amorosa e de Messines não chegavam a acordo sobre a localização do templo.

Para resolver o conflito, decidiu-se que dois cavaleiros partiriam de cada aldeia e que a igreja seria erguida no ponto de encontro.

O cavaleiro de Messines, contudo, avançou propositadamente mais devagar, garantindo que o edifício ficasse nas terras da sua povoação.

Leia também: Esta igreja guarda um segredo macabro

Para além do mito, o templo é um valioso exemplar arquitetónico.

Construído originalmente no primeiro quartel do século XVI, exibe hoje uma fusão entre o Manuelino e o Barroco, fruto de grandes obras no início do século XVIII.

No exterior, destaca-se o imponente pórtico barroco, ladeado por colunas salomónicas e capitéis coríntios.

O seu interior, de planta longitudinal com três naves, guarda um rico espólio de imagens dos séculos XVII e XVIII.

A importância religiosa da vila estende-se ainda às ermidas de Nossa Senhora da Saúde, Sant’Ana, São Pedro e São Paulo, que completam o património local.

Leia também: Esta igreja guarda um segredo macabro

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