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Novo apoio pretende garantir igualdade de oportunidades no ensino superior

VTM

Esta medida encontra-se prevista no projeto do regulamento municipal de Bolsas de Capacitação e Formação para Jovens do município de Boticas, que foi aprovado pela câmara municipal na reunião de 17 de setembro. O regulamento encontra-se em consulta pública por um período de 30 dias úteis, durante o qual os interessados poderão apresentar sugestões e observações.

Segundo Guilherme Pires, presidente da Câmara Municipal de Boticas, esta medida tem como objetivo apoiar os jovens do concelho e garantir a igualdade de oportunidades de acesso ao ensino superior. “Investir nos nossos jovens é investir no futuro de Boticas”.

O autarca destacou ainda a importância de dar a todos os jovens a oportunidade de prosseguir os estudos, desenvolver competências e construir um futuro com mais possibilidades. “Porque as oportunidades devem ser para todos. Porque o futuro de Boticas começa nos nossos jovens”.

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Covas do Barroso maintains David v. Goliath struggle against lithium mining

Communities around Covas do Barroso have been protesting against Savannah's plans for years. This is a demo from 2019.

Opponents of lithium mining in Covas do Barroso, Boticas, are continuing their protest today against exploration work by British based Savannah Resources, to “defend a way of life” and, ultimately,

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População mantém o bloqueio aos trabalhos em Covas do Barroso

VTM

Perante o resultado da ação, que interrompeu durante todo o dia os trabalhos da empresa, cerca de 40 pessoas estão no local desde as seis horas da manhã, impedindo o acesso às máquinas de perfuração.

Em comunicado, a Associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB) revelou que durante o dia de ontem, a mobilização chegou a “reunir cerca de 50 pessoas e conseguiu interromper os trabalhos de prospeção da empresa”.

Já a ação de hoje pretender “dar continuidade a uma resistência que já tinha levado à interrupção dos trabalhos a 9 de outubro, ocasião em que 27 pessoas foram identificadas pela polícia”.

A população de Covas do Barroso mantém há oito anos a oposição à exploração de lítio no seu território, considerado pela FAO como património agrícola mundial.

Os trabalhos decorrem numa área de baldio abrangida por uma servidão administrativa que permite à empresa realizar operações de sondagem, apesar da oposição dos proprietários e compartes. Esta autorização dada pelo Governo permite à Savannah aceder a terrenos sobre os quais a comunidade mantém direitos e usos coletivos, contornando a recusa local em autorizar os trabalhos. A sua aplicação tem agravado a contestação ao projeto e alimentado um conflito em que está em causa o poder de decisão da comunidade local sobre o seu próprio território.

Citada em comunicado, Rita Mó, presidente da Junta de Freguesia de Covas do Barroso, refere que este protesto é sinal de determinação da comunidade local. “Com este bloqueio, a comunidade está, mais uma vez, a mostrar o quão longe está disposta a ir para defender a sua terra. Para nós Covas do Barroso não é um lugar qualquer. É o sítio onde nascemos, crescemos, e onde queremos fazer a nossa vida. Temos muito amor à nossa aldeia, aos nossos costumes, às nossas paisagens. E se para defender a aldeia tivermos de continuar a fazer bloqueios, que assim seja. Vamos continuar a lutar até travarmos este projeto”.

Na mesma nota de imprensa, Aida Fernandes, presidente dos Baldios de Covas do Barroso, sublinha que “toda a gente aqui está a lutar pelos seus próprios motivos pessoais, mas também por uma razão coletiva. Aqui crescemos a olhar para o baldio como a nossa herança comum, algo que é ao mesmo tempo de todos e de ninguém. Para nós é um lugar cheio de afetos, memórias, histórias. Não aceitamos que de um dia para o outro, a partir de gabinetes de Lisboa, decidam que o vão expropriar em nome de uma empresa privada. É muito revoltante. E por isso é que a comunidade se levanta com tanta determinação, para proteger o que é seu por direito”.

Armando Gonçalves, morador na aldeia de Romainho, explica o que o levou a estar presente no protesto. “Nós estamos a lutar pela nossa aldeia. Mas não apenas. Não quero que os meus netos um dia acordem num país em que os agricultores não têm direitos”.

 

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Novo bloqueio em Covas do Barroso contra extração de lítio pela Savannah

VTM

Cerca de 30 pessoas que se opõem à extração de lítio em Covas do Barroso, no concelho de Boticas, repetiram hoje um bloqueio aos trabalhos realizados pela Savannah numa das áreas da servidão administrativa. O presidente da Associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB), Nélson Gomes, afirmou à Lusa que nada os vai fazer parar. “Dissemos que não íamos parar e não vamos parar, nada nos vai desmobilizar da nossa luta”.

Os manifestantes juntaram-se às 06h00 nos terrenos assinalados para os trabalhos de sondagem da Savannah Resources e formaram um cordão humano em frente a uma máquina de prospeção. Com a chegada dos seguranças da empresa ao local, foi também chamada a GNR. Nélson Gomes frisou que “não queremos uma mina à porta das nossas casas”.

O responsável do coletivo acrescentou que ter uma mina próxima representa o risco de ter que abandonar as suas habitações. “Numa altura que tanto se fala da habitação, é precisamente também a nossa casa que está em risco”, disse Gomes.

No dia 9 de outubro, a associação já havia interrompido os trabalhos da empresa, com a GNR a identificar 27 opositores à mina. Nélson Gomes destacou que estão em terrenos baldios onde já foram realizados projetos de intervenção para preservar a floresta. “As máquinas entram, fazem decapação, cortam pinheiros e árvores”, lamentou.

Em maio, o ministério do Ambiente autorizou uma segunda servidão administrativa para permitir à Savannah realizar trabalhos de geotecnia em terrenos comunitários e privados. Esta decisão foi contestada em tribunal pelo Conselho Diretivo dos Baldios da Freguesia de Covas do Barroso, resultando na suspensão das prospeções por cerca de 20 dias.

Paulo Pires, pastor de Romainho, sublinhou que esta luta é pela defesa do modo de vida da comunidade. “Ninguém quer viver a 200 metros de uma mina a céu aberto (…) agora é o nosso próprio Governo que nos quer tirar isso à força”, afirmou.

A presidente da Junta de Covas do Barroso, Rita Mó, considerou o bloqueio um protesto contra a atuação da União Europeia. Ela questionou: “Onde se vê essa Europa dos direitos quando as suas populações rurais são assim tratadas como descartáveis?” A autarca criticou ainda o projeto mineiro promovido pela Comissão Europeia como um atentado ambiental.

Nélson Gomes garantiu que os bloqueios vão continuar enquanto for necessário. O projeto mineiro foi viabilizado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) com uma Declaração de Impacte Ambiental favorável condicionada emitida em 2023. A empresa Savannah pretende iniciar a construção em 2027 e alcançar a primeira produção em 2028.

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Brussels hints it may “reassess” ‘strategic status’ awarded to Covas do Barroso lithium project

REPORTAGEM: População de Covas do Barroso quer travar mina de lítio a céu aberto

The European Commission has hinted today that it may reassess the ‘strategic project’ status given, at the 11th hour, on the Covas do Barroso lithium mine, which locals have been

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Variante aprovada com investimento de 55 milhões de euros

VTM

Com um custo de construção estimado em 55 milhões de euros, a variante ligará a Estrada de Acesso Norte do projeto mineiro, através da ER311, à A24, com ligações à EN103 e à EN312. A via ficará aberta ao público, apesar de financiada pela Savannah Resources.

A obra responde a uma reivindicação antiga do município, e por isso, a câmara emitiu parecer favorável à proposta durante o processo de avaliação ambiental.

Para Emanuel Proença, presidente executivo da Savannah, a decisão representa “uma excelente notícia para o desenvolvimento global do projeto, mas também para toda a região”.

Entre os traçados analisados, a APA selecionou a alternativa Norte, considerada pela Comissão de Avaliação a opção com menor impacte ambiental. A decisão surge na sequência da entrega dos projetos revistos e do Estudo de Impacte Ambiental, em fevereiro de 2026, e da consulta pública realizada entre 5 de junho e 17 de julho.

O processo avança agora para a elaboração do Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (RECAPE). A declaração favorável está sujeita ao cumprimento de condições ambientais e não autoriza, por si só, o início das obras.

A variante poderá ter um calendário de execução distinto do projeto da mina, afirma a empresa em comunicado, uma vez que este poderá entrar em funcionamento antes da conclusão da estrada.

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Novos produtos à base de truta-fário querem chegar à mesa dos consumidores

VTM

O desafio foi lançado pela Associação Empresarial Mais Boticas, que fez uma candidatura à Fundação La Caixa e obteve financiamento para valorizar a truta-fário, que existe em grande quantidade no concelho de Boticas.

Para isso foi desenvolvido o projeto “Sustainable Trout” – Promoção, Valorização e Sustentabilidade da truta de Boticas, que criou uma marca para impulsionar a dinâmica económica local e a sustentabilidade dos recursos endógenos.

Boticas paulo aleixo
“Os chefs criaram pratos extraordinários, agora, esperamos que a restauração aproveite”
PAULO ALEIXO,
Presidente da Associação Mais Boticas
 

Paulo Aleixo, presidente da associação empresarial, explicou à VTM as motivações por detrás da candidatura. “Surgiu a necessidade de escoar a produção excessiva da truta-fário que, em determinadas alturas do ano, existe em grande quantidade nos nossos viveiros”, explicou, adiantando que se juntaram ao projeto o Aquavalor (Universidade Politécnica de Bragança), o CIMO (Centro de Investigação de Montanha) e o município de Boticas, para se conseguir criar um produto diferenciado.

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