Herzog urges avoiding another election, calls for ‘open mind’ in coalition talks


Benjamin Netanyahu’s party won the legislative elections held Tuesday in Israel, but even with the support of his ultra-nationalist and religious allies, the prime minister will not secure the majority of seats in parliament needed to continue governing.

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Enquanto o primeiro-ministro é o chefe de governo de Israel e lidera as negociações internas e no exterior, o país conta com um presidente que age como chefe de Estado, com um papel mais simbólico do que político.
A cada sete anos, um candidato é eleito pelo Knesset, o Parlamento do país, para mandato único. Na prática, o presidente israelense pode continuar no cargo por diferentes gestões, garantindo estabilidade.
A votação é secreta, realizada durante uma sessão especial.
O atual presidente israelense é Isaac Herzog, que assumiu em 2021.
Além de representar o país de forma diplomática pelo mundo, ele será responsável por definir quem será responsável por organizar a formação de governo após as eleições desta terça-feira (27) em Israel.
A votação é vista como um teste político para o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. O resultado poderá dificultar a formação de um novo governo liderado por ele, caso seus aliados não consigam reunir apoio suficiente no Knesset.
De acordo com o governo israelense, a influência do presidente está “na capacidade de servir como símbolo da unidade nacional”.
A natureza e o alcance da influência do cargo são definidos como poder brando ou quarto poder.
A principal atribuição é apontar um líder partidário para formar um governo, após eleições ou renúncia de um primeiro-ministro.
Depois do resultado das eleições, o presidente consulta representantes dos partidos e atribui a um integrante do Knesset a tarefa de formar o governo.
O parlamentar escolhido conduz as negociações para reunir apoio suficiente e, caso consiga formar uma coalizão, apresenta o governo ao Parlamento para obter um voto de confiança.
“Existem duas razões principais para o envolvimento do presidente nessa política: primeiro, a estabilidade do cargo. Em segundo, há a capacidade para mediar agendas e grupos partidários, especialmente nos momentos mais polarizados e divisivos da vida nacional: as eleições para o Knesset”, diz o governo.
A lei permite que o presidente seja destituído em casos de condutas incompatíveis com o cargo.
Isso acontece após audiências e o consentimento de pelo menos 90 de 120 membros do Knesset.
Enquanto Benjamin Netanyahu define ministros, propõe leis e negocia com outros parlamentares e líderes internacionais, Isaac Herzog recebe diplomatas, faz viagens oficiais sem peso político, mas institucional, e defende a imagem do Estado e suas ações.
Não é incomum a separação entre chefes de Governo – que controlam o Executivo – e chefes de Estado – responsáveis por representar os países de forma institucional.
Caso parecido é o do Reino Unido: a Família Real tem o rei ou rainha vigente no papel de chefe de Estado, enquanto o primeiro-ministro lidera o governo e conduz a política executiva. Embora o monarca exerça funções constitucionais, a condução política cotidiana cabe ao governo, que precisa contar com a confiança de outros parlamentares da Câmara.
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