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Réplica da Cruz da JMJ inicia peregrinação na Diocese de Vila Real

VTM

A réplica da Cruz da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) iniciou, no passado sábado, 24 de outubro, uma peregrinação pela Diocese de Vila Real, com o objetivo de passar por todas as paróquias, aldeias e lugares do território e divulgar a próxima edição do encontro mundial de jovens, que se realiza em Seul, na Coreia do Sul, em agosto de 2027. As inscrições para o encontro mundial de jovens já se encontram abertas.

A iniciativa teve início na Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Conceição, em Vila Real, numa tarde dedicada à partilha de experiências e à memória das jornadas.

De acordo com nota da diocese, o programa começou com uma tertúlia orientada pelo Grupo de Jovens Jeochua, da comunidade paroquial, que reuniu participantes para recordar diferentes momentos ligados às JMJ, desde Roma, em 2000, até ao Jubileu dos Jovens, em 2025.

Os jovens da paróquia entregaram depois a cruz aos representantes das comunidades da zona oeste do Arciprestado do Centro I, dando início à passagem do símbolo pelas diferentes localidades da diocese.

A tarde terminou com a celebração da Eucaristia, presidida pelo pároco, monsenhor Fernando Miranda, e animada pelo Grupo Coral Juvenil Estrela Polar.

Símbolo

A Cruz da Jornada Mundial da Juventude foi confiada aos jovens pelo Papa São João Paulo II, em 1984, tornando-se um dos símbolos associados a este encontro internacional. Em setembro de 2022, a cruz original passou pela Diocese de Vila Real, durante a preparação da JMJ Lisboa 2023.

Após essa edição, a organização da JMJ Lisboa 2023 ofereceu a cada diocese uma réplica da cruz, com o propósito de preservar a memória da iniciativa e manter vivo o espírito das Jornadas.

A peregrinação agora iniciada pretende prolongar esse legado, envolvendo as comunidades locais na preparação para a JMJ Seul 2027 e aproximando os jovens de um encontro que voltará a reunir participantes de diferentes países.

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“O interior reveste-se de grandes obras, de monumentos”

VTM

Esta é a opinião de D. António Couto, bispo de Lamego, em declarações à margem das III Jornadas da Pastoral dos Bens Culturais da Igreja, que se realizaram no Museu Diocesano.

Em Lamego, a proximidade de igrejas, capelas e monumentos de grande valor reforça a importância de preservar estes bens e de os dar a conhecer às novas gerações, defendem o bispo de Lamego e o presidente da Comissão Episcopal da Cultura e Bens Culturais, D. Nuno Brás da Silva Martins, também presente na iniciativa.

Para o bispo de Lamego, D. António Couto, a realização de iniciativas habitualmente concentradas nas grandes cidades do litoral ou em Fátima constitui, por si só, um sinal significativo de valorização do interior. “O interior reveste-se de grandes obras, de monumentos, de imensos sinais de arte que nós não encontramos facilmente nas grandes cidades”, afirmou à VTM, destacando a existência de igrejas e capelas de grande beleza.

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Diocese de Vila Real leva 32 catequistas às Jornadas Nacionais

VTM

O encontro, subordinado ao tema “A inspiração catecumenal da catequese”, procurou refletir sobre os desafios da iniciação à vida cristã e a renovação da catequese em Portugal.

D. António Augusto Azevedo, bispo de Vila Real e presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé, desafiou os catequistas a abraçarem este processo com empenho e dedicação. “Todas as renovações, todas as mudanças, supostamente é para melhor, com certeza, mas todas exigem um grande esforço, exigem trabalho, exigem formação, exigem dedicação e, eu diria, sobretudo, exigem paixão”, afirmou na abertura das jornadas.

O prelado voltou a destacar a responsabilidade dos catequistas na Eucaristia de encerramento, sublinhando a importância da formação das novas gerações. “Na catequese formamos as novas gerações para construir um futuro melhor”, declarou, defendendo uma catequese centrada no encontro com Jesus Cristo e no envolvimento das famílias e das comunidades.

Ao longo dos dois dias, os participantes refletiram sobre a necessidade de ultrapassar uma catequese limitada à transmissão de conhecimentos e à preparação para os sacramentos, privilegiando a experiência de fé, a oração, a participação comunitária e o acompanhamento das crianças e dos jovens.

O padre Miguel López Varela, responsável pela Catequese da Arquidiocese de Santiago de Compostela, defendeu que as paróquias devem ser espaços de acolhimento e relação, capazes de criar confiança. “A fé transmite-se de pessoa a pessoa”, salientou.

A inclusão das famílias foi outra das questões em debate. O padre Tiago Neto, do Patriarcado de Lisboa, afirmou que “a catequese é um lugar onde cabem todos”, apelando a comunidades capazes de acolher diferentes percursos familiares e de integrar a fé no quotidiano.

As jornadas abordaram ainda a importância da catequese de adultos, da criação de momentos de silêncio e oração e do envolvimento dos pais na educação cristã dos filhos.

A iniciativa foi promovida pela Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé, através do Departamento de Catequese do Secretariado Nacional da Educação Cristã.

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