Pela sétima vez, o Corinthians está na final da Libertadores Feminina. Nesta quarta-feira (28), as Brabas derrotaram o Santa Fe (Colômbia) por 2 a 1 no Estádio Casa Blanca, para alcançarem a decisão do torneio, que ocorre em Quito (Equador).
O Timão venceu as seis finais que disputou na história: 2017 (em parceria com o Audax), 2019, 2021, 2023, 2024 e 2025. Em 2020, as alvinegras caíram para o América de Cali (Colômbia) nas semifinais. Dois anos depois, foram surpreendidas pelo Boca Juniors (Argentina) nas quartas de final.
O Corinthians aguarda o ganhador do confronto entre Cruzeiro e Olimpia (Paraguai), que medem forças ainda nesta quarta, às 21h (horário de Brasília), no mesmo estádio. A final será no sábado (31), novamente no Casa Blanca, em horário a ser anunciado pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).
— CONMEBOL Libertadores Femenina (@LibertadoresFEM) October 28, 2026
O Santa Fe saiu na frente. Aos 28 minutos, a atacante Manuela González lançou a bola desde o campo de defesa e acabou encontrando Daniela Garavito em velocidade, nas costas da marcação. A meia invadiu a área e chutou na saída da goleira Lelê. Anulado inicialmente por um suposto impedimento, o gol foi validado após intervenção da arbitragem de vídeo (VAR).
A resposta corintiana veio aos 36. Na sobra de uma bola afastada por Cristina Motta, após lançamento da também zagueira Thais Ferreira, a meia Letícia Monteiro bateu de primeira, da entrada da área, acertando o cantinho esquerdo da goleira Jimena Ospina.
Na etapa final, o Timão chegou ao gol da virada no melhor momento das adversárias. Aos 30 minutos, Letícia Monteiro acionou a volante Duda Sampaio, que tentou o passe de calcanhar, de primeira, na entrada da área. Motta tentou afastar, mas pegou mal e a bola sobrou livre com a lateral Gi Fernandes, que mandou para as redes, decretando o triunfo alvinegro.
A 2ª Corrida da Educação de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, marcou o encerramento dos Jogos Escolares 2026, nesta quarta-feira, 28, na Avenida Jorge Amado. Promovida pela Secretaria Municipal da Educação (Seduc), a iniciativa incentivou hábitos saudáveis, estimulou a prática regular de atividades físicas e promoveu valores como superação, cooperação, respeito e inclusão.A corrida foi disputada em diferentes categorias, com percursos adaptados a cada grupo. A primeira largada foi destinada aos participantes com deficiência (PcD), reforçando o compromisso do evento com a inclusão, seguida pela categoria dos estudantes dos anos iniciais. Para ambos os grupos, o trajeto foi de 500 metros. Já os estudantes da categoria Sub-12 percorreram 1 quilômetro, enquanto os participantes da Sub-16, professores, funcionários e convidados enfrentaram um percurso de aproximadamente 3 quilômetros.Segundo colocado na categoria dos anos iniciais, o estudante Iuri Pereira Oliveira, de 10 anos, celebrou a participação na corrida. “Foi muito bom ter esses Jogos Escolares, porque todo mundo se diverte, todo mundo participa”, disse.Para o professor de Educação Física do Centro Educacional Reitor Edgar Santos, Ruan Lima Cardoso, os Jogos Escolares representam uma oportunidade de aprendizado que vai além dos conteúdos trabalhados em sala de aula e das atividades desenvolvidas no ambiente escolar.“Eu acho que o esporte educacional é excepcional para garantir que esses estudantes tenham uma motivação para adentrar ao mundo do esporte e, a partir daí, ganham motivação para levar à frente na vida diária”, afirmou.A gestora da Escola Municipal Santo Antônio de Machadinho, Verônica Moraes, também avaliou positivamente os Jogos Escolares 2026. “Tem um impacto muito positivo, porque ressalta esse protagonismo estudantil, une as escolas que podem compartilhar esse momento juntos. E, para eles [alunos] tudo é novidade. Sair da escola, estar nesse ambiente, ganhar a camisa, são pequenos detalhes que fazem a diferença. O que para o senso comum parece pouca coisa, mas que significa muito na vida de cada criança”, destacou. Presente no evento, o titular da Seduc, Márcio Neves, destacou que a edição deste ano alcançou 51 unidades de ensino, com a participação de mais de 4,5 mil estudantes nas demais modalidades esportivas. Já a Corrida da Educação reuniu outros 1,1 mil participantes, entre estudantes, professores e funcionários não docentes da rede municipal.“Hoje é uma grande festa de confraternização, na qual nós conseguimos integrar toda a comunidade escolar nessa corrida para celebrar esse grande momento do esporte e da educação”, celebrou Márcio.
Márcio Neves é secretário de Educação de Camaçari
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Foto: Patrick Abreu
Terceira fase dos Jogos Escolares 2026A primeira etapa dos Jogos Escolares foi dedicada às disputas de modalidades esportivas tradicionais de quadra e individuais, enquanto a segunda contou com o Festival de Talentos. A programação foi concluída com a corrida, iniciativa que reafirma o compromisso do município com a promoção da saúde, a qualidade de vida, a integração social e a valorização do esporte educacional.O evento foi realizado pela Coordenação de Esporte Educacional da Seduc, em parceria com as secretarias de Esporte, Lazer e Juventude (Sejuv), da Cultura (Secult), da Saúde (Sesau), da Mulher (Semu) e de Serviços Públicos (Sesp), além da Superintendência de Trânsito e Transporte Público (STT). A iniciativa ainda contou com apoio do Esquadrão Fênix da Polícia Militar da Bahia (PMBA).
As mulheres representam 63,98% das 5.051.345 inscrições confirmadas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2026. Em números absolutos, elas são 3.232.013 inscritas. Já os homens correspondem a 36,02%, totalizando 1.819.332 inscritos.
Os dados constam do Painel Enem 2026, disponibilizado para consulta pública pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Os dados permitem conhecer o perfil dos inscritos por sexo, faixa etária, cor/raça, situação escolar e distribuição geográfica, bem como informações sobre gratuidade da inscrição e aprovação de solicitações de atendimentos especializados.
As informações podem ser consultadas por unidade da federação e permite comparar a distribuição dos participantes em todo os indicadores.
Faixa etária
Dos 5,05 milhões de inscritos, o maior grupo é o dos jovens de 17 e 18 anos, que representam a metade (50,7%) dos participantes.
De acordo com os dados do painel, os grupos por faixa etária estão assim distribuídos:
com 17 anos, são 1.292.082 inscritos;
com 18 anos, são 1.269.907 inscritos;
com até 16 anos, são 691.633 inscritos;
com 19 anos, são 463.720 inscritos;
com 20 anos, são 235.457 inscritos;
entre 21 a 30 anos, são 725.118 inscritos;
entre 31 e 59 anos, são 359.607 inscritos; e
com mais de 60 anos, são 13.821 inscritos;
Cor e raça
Com dados consolidados em setembro de 2026, o indicador de cor/raça registra as categorias parda, branca, preta, amarela, indígena e não declarada, assim distribuídas:
parda: 2.078.015 inscrições, sendo 1.530.186 gratuitas e 547.829 pagas;
branca: 1.825.230 inscrições, sendo 932.181 inscrições gratuitas e 893.049 pagas;
não declarada: 495.553 inscrições, sendo 478.309 inscrições gratuitas e 17.244 pagas;
preta: 556.824 inscrições, sendo 424.540 inscrições gratuitas e 132.284 pagas;
amarela: 57.702 inscrições, sendo 35.088 inscrições gratuitas e 22.614 pagas; e
indígena: 38.021 inscrições, sendo 31.807 inscrições gratuitas e 6.214 pagas.
Situação escolar
Em relação à trajetória escolar, entre os mais de 5,05 milhões de inscritos, 2.364.868 estão cursando a última série ou ano do ensino médio, o que corresponde ao grupo mais numeroso – 46,82%.
Os demais estão distribuídos desta forma:
1.610.522 – concluíram o ensino médio;
1.015.127 – cursam o ensino médio, mas não o concluirão em 2026;
60.828 – não cursam o ensino médio.
Atendimento especializado
A ferramenta desta edição do Enem também reúne dados sobre as 138.329 solicitações de atendimento especializado confirmadas pelo Inep.
Entre as condições que mais motivaram as solicitações estão os participantes com déficit de atenção ( 51.724, ou 37,39%); candidatos com Transtorno do Espectro Autista (34.723, ou 25,1%); baixa visão (9.792 candidatos, 7,04%); e deficiência intelectual (8.922 candidatos, 6,45%).
Entre os recursos de acessibilidade solicitados no ato da inscrição, destacam-se o tempo adicional, com 77.956 solicitações (34,47%); a correção diferenciada, com 42.379 (18,74%); e o auxílio para leitura, com 28.042 (12,40%).
O painel interativo apresenta outros quantitativos de recursos de acessibilidade, como salas acessíveis, auxílio para transcrição, prova em braile e tradutor-intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras), uso do aparelho auditivo ou implante coclear.
Gratuidade
Dos 5.051.345 inscritos confirmados no Enem 2026, 3.432.111 se inscreveram gratuitamente, enquanto outros 1.619.234 participantes tiveram o pagamento confirmado pelo Inep.
Têm direito à gratuidade quem se enquadra em pelo menos um dos seguintes perfis, conforme as regras do Inep:
estudantes matriculados no terceiro ano do ensino médio em escola pública no ano da edição do exame;
estudantes que cursaram todo o ensino médio em escola da rede pública ou como bolsista integral em escola privada, desde que a renda familiar seja igual ou inferior a um salário mínimo e meio por pessoa; e
Inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico), com renda familiar per capita de até meio salário mínimo.
Enem 2026
O Enem é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.
Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições de ensino de Portugal que tenham convênio com o Inep.
Desde a edição de 2025, o Enem também voltou a certificar a conclusão do ensino médio para os candidatos a partir dos 18 anos.
Pela primeira vez, o Enem também terá como objetivo avaliar o domínio das competências e habilidades esperadas no fim do ensino médio, integrando o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).
A produção literária de estudantes do Ensino Fundamental ganhou espaço na Escola Municipal Maria Feijó, em Alagoinhas, no agreste baiano, durante a I Festa Literária da Maria. O evento reuniu a comunidade escolar em torno da leitura e da escrita, com o lançamento de um livro de poesias produzido por alunos do 4º e 5º anos e homenagens a educadoras que contribuíram para a trajetória da instituição.A coletânea reúne textos escritos pelos estudantes no início do ano, organizados e encaminhados para publicação pela coordenação pedagógica. A primeira tiragem contou com mais de 90 exemplares, viabilizados com o apoio de pessoas interessadas em adquirir a obra.
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A proposta foi idealizada pela coordenadora pedagógica Geisa Lima, que decidiu desenvolver a iniciativa na unidade de ensino com foco na poesia. Além de estimular a escrita, o projeto buscou mostrar aos alunos que seus pensamentos, sentimentos e percepções podem se transformar em produções literárias.Segundo a coordenação, alguns estudantes inicialmente tiveram dificuldade em acreditar que os próprios textos seriam publicados. A concretização do livro, no entanto, permitiu que os jovens autores vissem suas produções reunidas em uma obra e ampliassem a confiança na própria capacidade de escrever.
Estudantes apresentam exemplares do livro de poesias na I Festa Literária da Maria
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Foto: Divulgação | Prefeitura de Alagoinhas
Entre os participantes está Robert Ferreira, que destacou a oportunidade de compartilhar suas ideias com outras pessoas. “Foi uma experiência muito boa. Eu nunca imaginava que ia escrever um livro. A nossa coordenadora deu essa oportunidade para a gente, e é muito legal ver a nossa história em um livro, para as pessoas conhecerem como a gente pensa e enxerga as coisas”, contou.O estudante também relatou que sentiu vergonha no início do processo, mas avaliou positivamente a experiência. “Amo muito essa escola, já tenho sete anos aqui, e participar disso foi muito legal”, afirmou.Homenagem a educadoras
Programação cultural também destacou a trajetória de educadoras com longa dedicação à ensino público
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Foto: Divulgação | Prefeitura de Alagoinhas
A programação também incluiu o projeto História de Mestres, dedicado ao reconhecimento de profissionais que contribuíram para a formação de diferentes gerações de estudantes da escola.No turno matutino, a homenageada foi a professora Genalva, que já exerceu a função de diretora e atualmente atua como vice-diretora e professora da unidade. À tarde, a homenagem foi dedicada à professora Iracema, que trabalha na comunidade há muitos anos e integra a equipe escolar desde 2019.Para a gestora da escola, Degeane Andrade da Silva, a festa representa a realização de um projeto coletivo, construído com o envolvimento da equipe pedagógica e dos demais profissionais da instituição.“Estamos muito felizes em realizar esse projeto, que valoriza a história das nossas educadoras e também dá aos nossos estudantes a oportunidade de ver suas próprias produções transformadas em um livro. É uma conquista de toda a escola, da coordenação à equipe pedagógica, e um momento muito especial para todos nós”, destacou.A iniciativa reuniu, assim, duas frentes de valorização da educação: o reconhecimento da memória da comunidade escolar e o incentivo à produção autoral dos estudantes, aproximando a literatura do cotidiano da sala de aula.
Com o tema ‘Ciência Delas’, a 23ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) segue até esta quarta-feira, 28, com entrada gratuita, no Parque Tecnológico da Bahia, em Salvador. A programação reúne estandes interativos, experimentos com realidade virtual, oficinas e rodas de conversa voltadas à popularização da ciência e à valorização do protagonismo feminino na pesquisa e na inovação.A abertura oficial do evento ocorreu nesta terça-feira, 27, com atividades destinadas a aproximar o público do conhecimento científico e das tecnologias desenvolvidas em universidades, escolas e centros de pesquisa.Na Bahia, a iniciativa é coordenada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), com ações na capital e em municípios do interior. A proposta integra a estratégia estadual de ampliar o acesso à ciência e incentivar a participação da população em atividades de pesquisa e inovação.
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Semana de Ciência e Tecnologia destaca mulheres e inovação na Bahia | Foto: Clara Pessoa/Ag. A TARDE
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Exposição de projetosEntre os destaques da exposição estão projetos de robótica desenvolvidos por estudantes e professores da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), que apresentam o Robô Bill. Segundo Vitória Matos, de 22 anos, pesquisadora da área de robótica da universidade, o equipamento foi desenvolvido integralmente por professores e estudantes do curso de Sistemas de Informação, no Centro de Pesquisa em Arquitetura de Computadores e Sistemas Inteligentes e Robótica (ACSO).O Bill funciona como uma espécie de assistente doméstico. O robô é capaz de reconhecer pessoas, responder a perguntas sobre assuntos específicos e transportar objetos. Em uma situação cotidiana, por exemplo, o usuário pode solicitar que ele vá até a cozinha, busque água e retorne com um copo.A tecnologia, conforme detalhou Vitória, também pode ser aplicada em ambientes como restaurantes, onde o equipamento pode atuar como garçom, recebendo solicitações e levando itens aos clientes.
Projeto de robótica desenvolvidos por estudantes da Universidade do Estado da Bahia (Uneb)
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Foto: Clara Pessoa/Ag. A TARDE
O próximo desafio da equipe será colocar o robô à prova na Competição Brasileira de Robótica, em João Pessoa. Na disputa, os equipamentos enfrentam tarefas práticas que exigem autonomia, reconhecimento do ambiente e execução de comandos.No espaço da exposição, há também o Clube STEM, projeto criado pelas estudantes do Colégio Estadual Professor Carlos Valadares, em Santa Bárbara. A iniciativa reúne projetos de robótica, tecnologia, sustentabilidade e outras áreas do conhecimento.Entre os trabalhos está o Ecopark, que utiliza papel que seria descartado e cascas de aipim em uma proposta de reaproveitamento de materiais. De acordo com a estudante Emily Gabriele Barbosa, de 17 anos, o grupo também desenvolve um álbum de figurinhas dedicado a mulheres negras brasileiras e internacionais.“A ideia do STEM é a sustentabilidade. É trazer isso para dentro da escola pública, porque a gente não tinha essas oportunidades. Por exemplo, material de robótica. Em que época alunos de escola pública tinham esse contato com esse material? Então, o STEM é para reforçar isso, para que os alunos da nossa escola venham até o clube, participem e estejam vivendo isso aqui que a gente está vivendo hoje”, destacou Emily.
Clube STEM, criado pelas estudantes do Colégio Estadual Professor Carlos Valadares, em Santa Bárbara
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Foto: Clara Pessoa/Ag. A TARDE
Visibilidade global Outro projeto desenvolvido pela estudante é o Fossa Viva Tech, criado a partir da observação de uma dificuldade enfrentada por moradores da zona rural: a dependência do fogão a lenha diante do alto preço do gás de cozinha.A proposta consiste em produzir biogás a partir de resíduos orgânicos, como esterco de cavalos e bois, utilizando uma estrutura de baixo custo feita com lona. A ideia é reduzir a necessidade de instalações caras e ampliar o acesso à tecnologia para famílias que enfrentam dificuldades para adquirir combustíveis convencionais.O projeto conquistou espaço no Solve for Tomorrow, programa da Samsung voltado ao incentivo de projetos educacionais baseados em ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Após avançar pelas etapas de seleção, o Fossa Viva Tech chegou à lista dos dez finalistas nacionais, sendo, segundo a estudante, o único projeto baiano a alcançar essa fase.Emily tem previsão de viajar a São Paulo em dezembro para disputar a etapa final da premiação.Para a professora de Língua Inglesa Charlene de Jesus, a visibilidade das estudantes é fundamental para incentivar novas gerações. “Quando uma estudante começa a apresentar e mostra o trabalho que é feito, as outras também vão perceber que aquele espaço é para elas”, afirmou.Ciência como política públicaDurante a abertura do evento, o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Edson Porto, ressaltou a importância de levar a produção científica a diferentes territórios e fortalecer a participação feminina na pesquisa. Segundo ele, o estado mantém investimentos em bolsas para pesquisadoras por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb).“A política pública está sendo muito bem realizada aqui na Bahia através de mais de 101 feiras literárias, onde a SECTI se faz presente, em todo o interior da Bahia. E aqui [na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia], a gente vem com o tema mais relevante que existe, que é a mulher e a ciência delas. Para se ter ideia, são mais de 200 milhões [de reais] aplicados em bolsas através da Fapesb para doutoras e pesquisadoras, onde 80% são mulheres”, ressaltou Porto.
Edson Porto é secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação
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Foto: Clara Pessoa/Ag. A TARDE
Com o apoio da Secretaria da Educação da Bahia (SEC), estão reunidos projetos de 15 escolas estaduais de diferentes municípios e territórios baianos, incluindo Feira de Santana, Santa Bárbara, Ipiaú, Cafarnaum, Itororó, São Francisco do Conde, Lauro de Freitas e Salvador.O secretário da Educação do Estado, Marcius Gomes, destacou a articulação entre ensino, pesquisa e inovação por meio de políticas públicas, como o Pop Ciência Bahia. A estratégia inclui investimentos em educação integral, laboratórios de química, física e robótica, além de iniciativas destinadas a ampliar o contato dos estudantes com experiências científicas.“A agenda de hoje é uma agenda compartilhada, que tem a centralidade da ciência e tecnologia, com a parceria da Fapesb. E a educação entra justamente nessa agenda de transversalidade”, disse.
Marcius Gomes é secretário da Educação da Bahia
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Foto: Clara Pessoa/Ag. A TARDE
Mais parcerias e avançosDurante o evento, a Secti assinou Termos de Cooperação Técnica com o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict); Fapesb, Associação Bahiana de Imprensa (ABI) e Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (Sinjorba).A ocasião marcou ainda a entrega do Espaço Miríade e o lançamento da chamada para ocupação, que teve um investimento superior a R$670 mil. O local foi revitalizado por meio do convênio com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com o Governo da Bahia. O espaço é o ambiente de residência de projetos de inovação do Parque Tecnológico da Bahia.
A prevenção do câncer e os cuidados com a saúde emocional foram temas de uma atividade realizada na manhã de terça-feira, 27, na Escola Municipal Maria Quitéria, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. A programação marcou o encerramento do projeto da unidade escolar para o Outubro Rosa, com o tema “Cuidando de quem cuida - o câncer tem cura”.O encontro reuniu a comunidade escolar em torno de discussões sobre prevenção, autocuidado e apoio a pessoas em tratamento oncológico, com atenção também à saúde mental de pacientes, familiares e profissionais que se dedicam ao cuidado de outras pessoas.
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Estudantes do quarto período de Medicina da Faculdade Afya, de Salvador, participaram da programação com orientações sobre prevenção do câncer. Em seguida, o psicanalista Wéllington Macario conduziu uma palestra sobre a importância do suporte psicológico durante o enfrentamento da doença.Um dos momentos da atividade foi o depoimento da professora Marcia Cristina, que leciona na própria escola e compartilhou sua experiência durante o tratamento contra o câncer. O relato abriu espaço para reflexões sobre os desafios vividos por pacientes e a importância da rede de apoio durante o processo.
Estudantes de medicina e profissionais de saúde levaram orientações práticas sobre autocuidado para a comunidade escolar
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Foto: Arquivo pessoal
A programação também contou com a participação musical do professor José Lima e um sorteio de brindes. Estiveram presentes a coordenadora de polo Mônica Evangelista, a coordenadora de Inclusão Marivânia Caldeira e a secretária municipal da Educação, Heliene Mota.O Outubro Rosa é uma campanha anual de conscientização sobre o câncer de mama, que busca ampliar o acesso à informação, estimular a prevenção e reforçar a importância do diagnóstico precoce.
Uma praga de pulgas está a atingir a Escola Básica de Ribeirão, em Famalicão.
Segundo a rádio Cidade Hoje, a situação levou ao encerramento temporário de novos espaços, depois da situação na biblioteca, onde o problema foi inicialmente detetado, ter sido resolvida.
De acordo com a mesma fonte, foram detetados novos casos em salas de aula e na sala de professores, que foram encerrados temporariamente para desinfestação.
A direção da escola, citada pela Cidade Hoje, também confirmou que um número reduzido de alunos e professores foi picado pelas pulgas. Estão a receber acompanhamento, em articulação com as orientações das autoridades de saúde, que estão a monitorizar os casos.
O encerramento da escola nunca esteve em causa e a direção quer tranquilizar os pais, garantindo que tudo está a ser feito para eliminar a infestação o mais rapidamente possível.
O Governo quer permitir que licenciados em Educação Básica possam dar aulas ao 1.º ciclo antes de concluírem o mestrado ou a profissionalização em serviço, para resolver o problema dos alunos sem professores, revelaram os sindicatos. O ministro da Educação, Ciência e Inovação (MECI), Fernando Alexandre, apresentou esta terça-feira aos sindicatos de professores “uma proposta de alteração da legislação para permitir que os detentores de licenciatura em Educação Básica possam lecionar no 1.º ciclo”, contou à Lusa Manuel Teodósio, da Federação Nacional da Educação (FNE). A proposta “não agradou muito” aos sindicatos, mas “ninguém se opôs”, acrescentou Manuel Teodósio, explicando
As escolas vão continuar a visitar o Monte Palace Madeira sem pagar a visita, o transporte ou o lanche. É esse o compromisso do Raízes e Asas, o programa educativo que será apresentado na próxima quinta-feira, 29 de Outubro, às 11h00. Reformulado para os anos lectivos 2026/27 e 2027/28, do pré-escolar ao ensino superior, o […]
Os locais de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 foram divulgados nesta terça-feira (27/10) e já podem ser consultados. A informação está disponível no Cartão de Confirmação de Inscrição, na Página do Participante. O documento também traz o número de inscrição, a data, o horário e o local de prova, além de registrar se o inscrito terá direito a atendimento especializado ou tratamento pelo nome social.
Para conferir o cartão, é preciso acessar a Página do Participante (enem.inep.gov.br/participante), utilizando o login gov.br (CPF e senha). Após o login, a página mostra três abas: Inscrição, Aplicação e Resultado. Na aba Aplicação, consta o Local de Prova e uma caixa de diálogo com o personagem Vini, que exibe o botão de Local de Prova. Basta clicar ali para acessar o cartão de confirmação.
As provas serão aplicadas nos dias 8 e 15 de novembro, nas 27 unidades da Federação. No primeiro dia, além da redação, serão aplicadas as provas de linguagens, códigos e suas tecnologias, e ciências humanas e suas tecnologias. No segundo dia, os participantes fazem as provas de ciências da natureza e suas tecnologias, e matemática e suas tecnologias. São 45 questões em cada área do conhecimento.
Os portões abrem às 12h e fecham às 13h, no horário de Brasília. A aplicação começa às 13h30 e vai até as 19h no primeiro domingo e até as 18h30 no segundo. O Inep orienta chegar ao local às 12h. Também é preciso levar documento oficial com foto e caneta esferográfica transparente de tinta preta.
A apresentação do cartão de confirmação nos dias de prova não é obrigatória, mas o Inep recomenda que o candidato imprima e leve o documento consigo. Após consultar o local, a orientação é pesquisar o endereço, verificar a distância e o tempo de deslocamento e, se possível, simular o percurso em um domingo.
A preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) vai além da revisão dos conteúdos. Com as provas marcadas para os dias 8 e 15 de novembro, a alimentação, a hidratação e a qualidade do sono também merecem atenção dos candidatos, especialmente na semana que antecede o exame e durante as horas de aplicação.Segundo a nutricionista Carolina Dias, manter uma rotina alimentar equilibrada pode contribuir para a concentração e a disposição dos estudantes. A recomendação é priorizar alimentos variados e evitar mudanças bruscas na alimentação justamente nos dias que antecedem a avaliação.
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Formação em Itaberaba aborda o uso do jornal na alfabetização
“Na semana que antecede a prova, o estudante, tanto para o Enem quanto para concurso, precisa priorizar uma alimentação bem equilibrada, com alimentos que favoreçam, por exemplo, a concentração, memória e disposição”, afirma.Entre os alimentos indicados pela especialista estão fontes de proteínas, como ovos, frango e peixe, além de frutas, verduras, legumes e carboidratos como aveia, batata-doce e arroz, preferencialmente integral. Esses alimentos fornecem nutrientes importantes para o organismo e podem ajudar a manter a saciedade e a energia ao longo do dia.A organização das refeições também é importante para quem passa muitas horas estudando. De acordo com Carolina, o ideal é evitar excessos e priorizar preparações que façam parte de uma alimentação equilibrada, sem provocar desconfortos digestivos.Café e energéticos exigem atençãoEmbora o café seja frequentemente utilizado pelos estudantes para combater o sono durante os estudos, o consumo de cafeína precisa ser moderado, principalmente no período da tarde e à noite. A nutricionista também cita o chá verde como uma bebida que contém cafeína.Carolina recomenda evitar o consumo de café e energéticos no fim do dia, sugerindo que os estudantes estabeleçam um limite entre 15h e 16h para essas bebidas, de acordo com a sensibilidade individual. O consumo tardio pode prejudicar o sono e comprometer o descanso necessário para a prova.“Não adianta às vezes a gente virar a madrugada estudando e chegar para a prova com o cérebro muito cansado”, alerta.A especialista também orienta reduzir o consumo de ultraprocessados, frituras e refeições muito gordurosas, que podem provocar desconforto e dificultar a digestão. A escolha de refeições mais leves e variadas pode ajudar o estudante a manter o bem-estar durante a preparação.Sono e hidratação também influenciamDormir bem é parte importante da preparação para o Enem. Durante o sono, ocorrem processos relacionados à consolidação da memória e à aprendizagem, fundamentais para o aproveitamento dos conteúdos estudados.Por isso, a semana da prova não é o momento ideal para tentar recuperar todo o conteúdo acumulado à custa de noites mal dormidas. A recomendação é manter horários regulares de descanso e reservar tempo para a recuperação física e mental.A hidratação também merece atenção. Beber água regularmente ao longo do dia ajuda a evitar a desidratação, que pode provocar desconforto e prejudicar o bem-estar. A quantidade necessária varia conforme as características individuais, a atividade física e a temperatura ambiente.O que levar para comer durante o Enem?Como a aplicação do exame dura várias horas, os candidatos podem se organizar para levar lanches que sejam práticos, fáceis de consumir e adequados às suas necessidades. A escolha deve considerar também a conservação dos alimentos durante o período da prova.Entre as opções que podem compor o lanche estão:Frutas: banana, maçã e outras opções fáceis de transportar;Sanduíches: preparados com ingredientes habituais e armazenados adequadamente;Castanhas e amendoim: fontes de gorduras e outros nutrientes, desde que não haja alergias ou restrições;Aveia e barras de cereais: opções práticas, cuja composição deve ser observada no rótulo;Água: importante para manter a hidratação durante o exame.A combinação dos alimentos pode ajudar a oferecer energia e saciedade por mais tempo. Não existe, porém, um lanche único que garanta melhor desempenho, já que as necessidades variam de pessoa para pessoa.Outra orientação é não experimentar alimentos desconhecidos no dia da prova. Manter hábitos familiares reduz o risco de desconfortos inesperados, especialmente entre estudantes que já apresentam sensibilidade gastrointestinal ou ficam ansiosos em situações de avaliação.Planejamento começa antes do dia da provaPara Carolina Dias, a alimentação deve fazer parte da preparação dos estudantes durante todo o período de estudos, e não apenas nos dias do exame. Manter refeições organizadas, beber água e respeitar os horários de sono são medidas que contribuem para chegar à prova em melhores condições físicas.A orientação é evitar exageros, não depender de estimulantes para compensar o cansaço e não substituir refeições por café ou energéticos. Na semana do Enem, preservar a rotina e o descanso pode ser tão importante quanto revisar os conteúdos.As provas do Enem 2026 serão realizadas nos dias 8 e 15 de novembro. Os candidatos devem consultar o Cartão de Confirmação de Inscrição na Página do Participante para verificar o local de aplicação e planejar a chegada com antecedência.
Várias escolas estão sem conseguir encontrar professores do 1º ciclo e as escolas têm de improvisar soluções para as crianças não irem para casa. Ministério garante que esta alteração é uma “medida transitória”, até serem formados os professores necessários
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MEC Enem reúne mais de 1,1 milhão de estudantes e registra 31,5 milhões de questões respondidas
Mais de 1,1 milhão de estudantes estão cadastrados no MEC Enem, plataforma gratuita do Ministério da Educação (MEC) para preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Dados acumulados até outubro de 2026 apontam 1.112.187 usuários, 31,5 milhões de questões respondidas, 1,6 milhão de redações enviadas para correção e 1,3 milhão de simulados realizados.
A ferramenta oferece questões de provas oficiais, trilhas de aprendizagem, materiais de apoio e aulas de reforço personalizadas de acordo com o desempenho dos participantes.
Entre os 717.742 estudantes que informaram a unidade da Federação no cadastro, o Nordeste concentra a maior parcela de usuários, com 257.400 (35,9%), seguido pelo Sudeste, com 255.080 (35,5%). São Paulo lidera o número de inscritos, com 116.889 estudantes, seguido por Minas Gerais (68.369), Bahia (66.840), Rio de Janeiro (55.783) e Pará (42.903).
Pernambuco aparece na sexta posição, com 40.109 usuários. Ao todo, a plataforma já contabilizou 8,4 milhões de atividades de estudo e gerou 1,5 milhão de aulas de reforço individualizadas.
Os dados também apontam associação entre o uso dos recursos da plataforma e a evolução no desempenho. Entre 56.876 estudantes que tiveram pelo menos duas redações corrigidas, a nota média aumentou de 586 para 630,5 pontos entre a primeira e a última produção, um ganho de 44,4 pontos. Entre aqueles que concluíram 20 ou mais aulas de reforço, o avanço médio foi de 67,9 pontos.
Nos simulados, estudantes que resolveram de 50 a 199 exercícios adicionais alcançaram média de 394,2 pontos, ante 328,9 entre os que não fizeram exercícios fora das provas simuladas. Os resultados indicam uma associação entre a prática e o desempenho, mas não comprovam, isoladamente, uma relação de causa e efeito.
Equipes de Pernambuco avançam para a competição nacional de robótica
Estudantes pernambucanos se destacaram no Festival Regional SESI de Robótica e garantiram vagas na etapa nacional das competições FIRST LEGO League (FLL) e FIRST Tech Challenge (FTC), realizadas nos dias 23 e 24 de outubro, no Piso L3, do Shopping RioMar.
As equipes classificadas vão disputar a próxima fase, prevista para março de 2027, em Salvador, na Bahia. Além dos pernambucanos, duas equipes de Sergipe também garantiram classificação para a competição nacional.
Na FIRST Tech Challenge (FTC), avançaram as equipes Unity Sunset, do SESI Escada; Rev Atom, do SESI Ibura; e V-Legacy, do Colégio Vita, escola particular de Sergipe. Já na FIRST LEGO League (FLL), seguem na disputa as equipes Kyrios Lego, do SESI Araripina; Unity Sunrise, do SESI Escada; Cyber Lego, do SESI Petrolina; Shield, de Sergipe; e Star Space, equipe de garagem de Paulista.
O Festival Regional SESI de Robótica reuniu estudantes do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, com competidores a partir dos 9 anos de idade, em desafios que estimulam a criatividade, o pensamento crítico, a programação, a resolução de problemas e o trabalho em equipe.
De acordo com a diretora de Educação do SESI, Mirella Barreto, o festival tem um papel importante na demonstração dos conhecimentos desenvolvidos pelos estudantes de todas as escolas ao longo do ano. “É uma grande satisfação perceber como as equipes se dedicam, resolvem problemas e vibram com cada resultado. É muito bom premiar esses talentos como mais uma iniciativa para incentivar os jovens a ampliar seus conhecimentos, acreditar no próprio potencial e conquistar novos espaços”, destacou.
As equipes vencedoras da etapa nacional avançam para a competição mundial, prevista para ocorrer nos Estados Unidos, em 2027.
Estudantes pernambucanos se destacaram no Festival Regional SESI de Robótica - Augusto Cataldi
Escola e família têm papel fundamental na formação de novos leitores
Em meio à concorrência com videogames, vídeos e redes sociais, incentivar o hábito da leitura entre crianças e adolescentes é um desafio para famílias e escolas. Segundo a 6ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada em 2024 pelo Instituto Pró-Livro, apenas 25% das crianças de 5 a 10 anos apontam os livros como uma das atividades preferidas no tempo livre, enquanto 43% preferem videogames. Entre os jovens de 11 a 13 anos, a leitura também é citada por 25%, contra 39% que escolhem os jogos eletrônicos.
Uma das estratégias para despertar o interesse é permitir que a criança tenha participação na escolha do que deseja ler. A faixa etária deve ser considerada, especialmente em relação à linguagem e à complexidade da obra, mas os interesses individuais também podem orientar esse processo.
“Uma criança curiosa sobre animais pode se aproximar dos livros por meio de histórias ou obras informativas sobre o tema. Quem gosta de aventura, por sua vez, pode encontrar na fantasia ou nas narrativas de ação uma porta de entrada para a literatura”, explica a bibliotecária do Colégio Salesiano Recife, Maria Tamyres.
Segundo a profissional, variar gêneros e formatos também pode ajudar. “Histórias em quadrinhos, contos, poesias, livros ilustrados, biografias e obras de ficção oferecem experiências diferentes e permitem que cada leitor encontre aquilo que mais desperta sua curiosidade”, detalha. A proposta, nesse primeiro momento, não deve ser, necessariamente, fazer a criança ler determinada quantidade de páginas, mas construir uma relação positiva com o livro.
A formação do hábito também pode começar em casa, sem exigir grandes períodos do dia, reservado alguns minutos para a leitura antes de dormir, durante uma pausa no fim da tarde ou em outro momento tranquilo da rotina familiar.
Para as crianças menores, a bibliotecária recomenda a leitura compartilhada. “Ler em voz alta, conversar sobre os personagens, perguntar o que a criança achou da história ou imaginar juntos o que pode acontecer nas próximas páginas são formas de estimular a compreensão e transformar a atividade em uma experiência de convivência”, ressalta.
Outra estratégia simples é deixar os livros acessíveis em casa, permitindo que a criança possa escolher espontaneamente uma obra para folhear ou ler. A participação dos pais e responsáveis nesse processo também é importante, ao demonstrarem interesse pela leitura, comentarem sobre os livros e reservar um tempo para ler.
A bibliotecária do Colégio Salesiano Recife, Maria Tamyres, chama atenção para estratégias que podem ajudar a aproximar crianças e adolescentes da literatura - Divulgação
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Os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 já podem conferir os locais onde farão as prova nos domingos 8 e 15 de novembro.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) disponibilizou, nesta terça-feira (27), o Cartão de Confirmação de Inscrição do Enem com a informação.
Para acessar o documento, basta o inscrito acessar a Página do Participante. É preciso usar a senha da plataforma Gov.br.
Além da informação sobre os locais de prova, o Cartão de Confirmação traz o número de inscrição, a data e o horário. Caso o inscrito tenha direito a atendimento especializado ou ao tratamento pelo nome social autorizado pelo Inep, os dados também estarão registrados.
O Inep avisa que não é obrigatório levar o Cartão de Confirmação de Inscrição nos dias de aplicação do Enem, mas recomenda levá-lo para evitar erros.
Dois dias de provas
As provas serão aplicadas em dois domingos de novembro, nos dias 8 e 15, no turno da tarde, nas 27 unidades da federação.
De acordo com o edital desta edição, o primeiro dia do Enem terá duração de cinco horas e 30 minutos. Neste dia, os candidatos farão a redação e os exames de linguagens (língua portuguesa, literatura, língua estrangeira, artes, educação física e tecnologias da informação), códigos e suas tecnologias e ciências humanas (história, geografia, filosofia e sociologia) e suas tecnologias.
No segundo dia, os estudantes farão provas de ciências da natureza e suas tecnologias (biologia, química e física) e matemática. Os participantes terão cinco horas para fazer as provas. São 45 questões em cada área do conhecimento.
Saiba tudo sobre o exame no Guia do Enem, disponibilizado pelo Ministério da Educação (MEC).
Enem 2026
Nesta edição, o Ministério da Educação (MEC) registrou mais de 5 milhões de inscrições.
O Enem é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.
Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições de ensino de Portugal que tenham convênio com o Inep.
Desde a edição de 2025, o Enem também voltou a certificar a conclusão do ensino médio para os candidatos a partir dos 18 anos.
Pela primeira vez, o Enem também terá como objetivo avaliar o domínio das competências e habilidades esperadas no fim do ensino médio, integrando o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).
Professores do 2º ano do Ensino Fundamental da rede municipal de Itaberaba, na região do Piemonte do Paraguaçu, participaram, nesta terça-feira, 27, de uma formação do Programa A TARDE Educação, do Grupo A TARDE.Voltada ao uso do jornal como ferramenta pedagógica nos processos de alfabetização e letramento, a atividade foi realizada no Centro de Atendimento à Educação Básica e Formação Continuada Padre Giovanni Caneva (Cenacon), com encontros nos turnos da manhã e da tarde.
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O encontro foi conduzido pelas pedagogas do Programa Isadora Cruz, mestre em Educação e Contemporaneidade, Fernanda Souza, mestre em Educação, e Quécia Damascena, doutora em Educação.A professora do 2º ano, Letícia Santana, que atua há dois anos na rede municipal, destacou a oportunidade de conhecer novas formas de trabalhar com o jornal. Segundo ela, a formação pode contribuir tanto para a prática docente quanto para o aprendizado das crianças, especialmente por apresentar um recurso ainda pouco familiar aos estudantes.“É uma formação muito interessante, porque oferece ao estudante obter o recurso que não estão tão acostumados com o jornal e fortalece também a prática pedagógica do professor”, avaliou.Técnica pedagógica dos anos iniciais e professora de alfabetização desde 1997, Hianne Pinheiro Ramos, também ressaltou o potencial do jornal como recurso complementar às atividades desenvolvidas nas escolas. Para ela, a proposta amplia as possibilidades de trabalho com gêneros textuais no processo de alfabetização.“O uso do jornal na sala de aula, com os professores do segundo ano, é uma ferramenta que vem a somar”, disse.
Secretari de educação de Itaberaba, Jacielma Vieira
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Foto: Divulgação
Presente no encontro, a secretária municipal da Educação, Jacielma Vieira, destacou que a formação continuada contribui para aproximar as práticas pedagógicas das necessidades dos estudantes. “Nós precisamos estar sempre em busca do conhecimento, a troca do conhecimento faz valer a nossa prática na sala de aula, buscando sempre aproximar o tempo que o nosso aluno precisa para aprender, respeitando cada um”, concluiu.
O Governo quer permitir que licenciados em Educação Básica possam dar aulas ao 1.º ciclo antes de concluírem o mestrado ou a profissionalização em serviço, para resolver o problema dos alunos sem professores, revelaram os sindicatos.
O ministro da Educação, Ciência e Inovação (MECI), Fernando Alexandre, apresentou hoje aos sindicatos de professores “uma proposta de alteração da legislação para permitir que os detentores de licenciatura em Educação Básica possam lecionar no 1.º ciclo”, contou à Lusa Manuel Teodósio, da Federação Nacional da Educação (FNE).
A proposta “não agradou muito” aos sindicatos, mas “ninguém se opôs”, acrescentou Manuel Teodósio, explicando que a medida pretende responder à falta de professores de 1.º ciclo que tem deixado muitos alunos sem aulas, em especial na zona de Lisboa.
“Nenhuma estrutura sindical se opôs ao documento, porque estamos entre a espada e a parede: entre alunos sem aulas de todo ou alunos a terem aulas com profissionais que querem ser professores, mas ainda não concluíram a formação pedagógica, optamos pelo mal menor”, explicou.
“Entre a espada e a parede” foi a expressão usada também pelo Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE).
Ensinar crianças a ler, escrever e contar “exige metodologias muito específicas”, mas “neste momento, não há alternativa”, sublinhou Rosa Maria Sá, do SIPE, no final da reunião que decorreu hoje no ministério.
A responsável do SIPE lembrou que ainda existem professores de 1.º ciclo na lista de recrutamento, mas vivem muito longe das escolas onde são procurados: “Os incentivos para virem trabalhar para regiões onde o nível de vida é muito caro limitam imenso a aceitação dessas escolas”.
O MECI garantiu que esta alteração legislativa, que permitirá aos licenciados dar aulas antes de terem o mestrado e de fazerem o estágio, é uma “medida transitória”, até as escolas formarem os professores necessários.
Manuel Teodósio acrescentou que a tutela se comprometeu a deixar escrito no diploma que será exigido a estes professores fazer a formação pedagógica: “O ministério comprometeu-se a ministrar o mais rapidamente possível as pedagógicas a estes profissionais para obterem a profissionalização”.
A falta de professores nos restantes níveis de ensino levou a tutela a rever os requisitos de formação para permitir que pessoas com formação académica numa área distinta possam dar aulas, como por exemplo um engenheiro dar aulas de Matemática.
Sobre as mudanças agora anunciadas para o 1.º ciclo, a FNE diz ter recebido apenas na segunda-feira a proposta de alteração legislativa e por isso tem agora até sexta-feira para fazer chegar à tutela a sua posição final sobre as mudanças.
O plano do ministério é fazer com que o diploma entre “em vigor o mais rapidamente possível para resolver o problema de alunos sem professores”, disse Manuel Teodósio.
O executivo municipal de Viana do Castelo aprovou hoje, por unanimidade, um investimento superior a 890 mil euros para garantir transportes e auxílios económicos aos alunos do concelho no ano letivo 2026/2027.
Estima-se que o plano de transportes escolares abranja 370 alunos “cuja residência se localize em zonas dispersas ou isoladas e em que a utilização de transportes públicos implique tempos de espera superiores a 45 minutos ou tempos de deslocação superiores a 60 minutos em cada viagem simples”.
Também estão incluídos os “alunos abrangidos por medidas de educação inclusiva, com dificuldades de locomoção, nos termos da legislação em vigor, cuja necessidade de transporte tenha sido devidamente identificada e validada pela Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares”.
O plano, num investimento global estimado de 679.085,46 euros, abrange também “os alunos deslocados em resultado do encerramento de estabelecimentos de ensino”.
O plano “resultou de um trabalho colaborativo com os agrupamentos de escolas, as operadoras de transporte e as juntas de freguesia”, podendo “ser objeto de ajustamentos sempre que se verifiquem alterações de natureza conjuntural, legal ou regulamentar”.
A sua implementação será acompanhada em diferentes momentos de avaliação, em estreita articulação com os agrupamentos de escolas e as operadoras de transporte.
Relativamente aos encargos previstos em auxílios económicos, o município vai investir “14 mil euros em material didático e 197 mil euros na comparticipação das refeições, abrangendo cerca de mil alunos posicionados nos escalões A e B (1 e 2 da Segurança Social)”.
A comparticipação das refeições compreende uma “redução de 25% para agregados com dois educandos e 50% para famílias com três ou mais educandos”.
Estima-se que esta medida abranja cerca de 521 alunos, representando um acréscimo de encargos com refeições, relativamente ao ano transato, na ordem dos 20 mil euros.
Os apoios incluem “a implementação da gratuitidade da disponibilização da Componente de Atividades de Animação e Apoio às Famílias (AAAF) nos jardins de infância que abrangerá um universo estimado de 799 crianças”.
A Câmara de Arcos de Valdevez abriu um concurso público para o recrutamento de 30 assistentes operacionais para as escolas do concelho.
Segundo o anúncio hoje publicado e consultado por O MINHO, os auxiliares de ação educativa terão como funções participar com os docentes no acompanhamento das crianças e dos jovens durante o período de funcionamento da escola, com vista a assegurar um bom ambiente educativo; exercer tarefas de atendimento e encaminhamento de utilizadores da escola e controlar entradas e saídas da escola; providenciar a limpeza, arrumação, conservação e boa utilização das instalações, bem como do material e equipamento didático e informático necessário ao desenvolvimento do processo educativo, entre várias outras.
O salário é de 934,99 euros.
É exigido pelo menos o 9.º ano de escolaridade.
As candidaturas podem ser feitas até 10 de novembro no ‘site‘ da Câmara de Arcos de Valdevez.