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Salari fermi e prezzi alle stelle: ecco quel che dovrebbe fare il centrosinistra di concreto

Il popolo italiano vuole il pane, e non solo promesse di rose. Il popolo ha certamente bisogno di pace, di sanità e scuole migliori, ma ha bisogno anche di avere subito soldi per arrivare alla fine del mese. Ormai da parecchi anni i prezzi aumentano e gli stipendi no, e il centrosinistra si lamenta, protesta, ma non propone nulla di concreto.

Renzi vinse il 40% degli elettori con gli 80 euro in più in busta paga. Berlusconi vinse le gare elettorali con l’abolizione dell’Imu sulla prima casa. La destra prende voti con la flat tax (incostituzionale) per i lavoratori autonomi e con i condoni fiscali. La sinistra invece protesta per l’inflazione che mangia i salari ma non indica una soluzione semplice e immediata: indicizzare in tutto o in parte gli stipendi al carovita, non per aumentare i salari reali, ma solo per recuperare potere d’acquisto.

Per migliorare sanità, scuole e pensioni dovrebbe proporre una tassa patrimoniale e tasse di successione ai super-ricchi; dovrebbe imporre all’Unione Europea di abolire i paradisi fiscali che sono dentro la Ue; imporre un controllo sui prezzi dell’energia per diminuire le bollette a famiglie e imprese, e altre cose di sinistra che invece il nostro morbidissimo centrosinistra – molto di centro e poco di sinistra – non propone.

Per vincere le elezioni ed essere nuovamente credibili dopo i fallimenti passati, le forze di centrosinistra dovrebbero per prima cosa garantire la difesa del potere di acquisto delle famiglie massacrato dall’inflazione crescente. Il centrosinistra ha già promesso di introdurre un salario minimo indicizzato all’inflazione; questa è una misura giusta e sacrosanta, ma non basta: infatti riguarda solo 4 o 5 milioni di lavoratori e non i 19 milioni di lavoratori dipendenti che in grande maggioranza hanno stipendi da fame o insufficienti.

Il centrosinistra dovrebbe dimostrare di non avere timore di scontrarsi con Confindustria, e anche con l’Ue; e dovrebbe proporre una grande riforma fiscale, fondata su imposte sui redditi non basate su scaglioni fissi ma su una progressività continua e continuamente aggiornata, come in Germania.

Occorrerebbe tassare meno il lavoro e il capitale produttivo e più la finanza. Il centrosinistra dovrebbe avere il coraggio e la lungimiranza di proporre una tassa patrimoniale sui super-ricchi chiarendo che, per esempio, i miliardi presi a chi ha lo yacht verranno destinati a finanziare il taglio delle imposte per il lavoro e per i ceti medi. Occorre stabilire un vero controllo sui prezzi dell’energia, magari nazionalizzando l’Eni, ormai in gran parte in mano a azionisti stranieri. In Italia dominano le grandi banche private; occorre invece anche una banca pubblica che faccia credito per lo sviluppo delle piccole e medie aziende.

Alle ultime elezioni politiche italiane del 2022, gli astenuti che non si sono recati alle urne sono stati circa 16,6 milioni di cittadini, pari a circa il 37% del corpo elettorale. Le statistiche dicono che in grande maggioranza sono povera gente, i meno istruiti, i disoccupati e i lavoratori disillusi da una sinistra che non ha fatto nulla per loro. Il centrosinistra rischia di perdere i voti che la grande maggioranza degli astenuti gli darebbe volentieri se si impegnasse su cose concrete. Purtroppo è invece ammalato di moderatismo per non impaurire l’establishment italiano ed europeo: così però rischia di perdere e di dare tutto il potere a Meloni.

Al centrosinistra non basterà denunciare le disfunzioni della sanità pubblica o le spese per il riarmo del governo Meloni. Ormai anche la Lega di Salvini e Futuro Nazionale di Vannacci condannano il fatto che il governo italiano da anni fa morire inutilmente gli ucraini finanziando con miliardi la guerra inutile di Zelensky contro la Russia (una guerra scatenata soprattutto per il fatto che Zelensky voleva fare entrare la Nato in Ucraina).

Non basta promettere, come fanno inutilmente tutti i partiti, di recuperare l’evasione fiscale. Occorre imporre tasse sulle plusvalenze finanziarie e sulle grandi eredità. Occorre che il governo riacquisti le quote di maggioranza delle società strategiche dell’energia, in modo da controllare i prezzi per le imprese e le famiglie. Occorre che il centrosinistra denunci apertamente che l’Unione Europea non fa nulla per impedire lo scandalo dei grandi paradisi fiscali dentro la Ue: Irlanda, Lussemburgo, Olanda, Malta, Cipro.

Il centrosinistra appoggia ciecamente la tedesca Ursula von der Leyen e le sue assurde politiche belliciste; non denuncia però il fatto che ogni anno lo Stato italiano a causa dell’euro – e quindi dell’impossibilità di finanziare gli investimenti pubblici con la propria moneta – paga 90 miliardi circa ai mercati finanziari solamente per pagare gli interessi sui debiti pregressi. Una tassa enorme che soffoca l’economia nazionale a beneficio della finanza nazionale ed estera.

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Metais preciosos: “Perspetiva de longo prazo continua a ser atrativa”, realça Julius Baer

O Julius Baer, um dos principais grupos bancários privados da Suíça, especializado em gestão de património, referiu esta terça-feira 27 de outubro que os riscos de curto prazo nos metais preciosos “parecem inclinados” para o lado negativo, mas a perspetiva de longo prazo “continua a ser atrativa”. Pelo que mantém a sua visão “construtiva” para o ouro e “neutra” para a prata. No mercado cambial o cenário base é de fraqueza do dólar a longo prazo.

“A pressão sobre os metais preciosos persiste, mas não é claro o que está a levar à queda dos preços. Uma possível causa das vendas pode ser a necessidade de os investidores chineses angariarem dinheiro em resposta à repressão do capital offshore”, referiu o Head Next Generation Research do Julius Baer, Carsten Menke.

“Os preços do ouro caíram para perto dos 4.000 dólares/onça, e a prata rompeu a barreira dos 55 dólares/onça. Embora a trajetória da tendência não tenha mudado significativamente desde o pico dos preços no início do ano, não é claro para nós o que está por detrás da recente queda. Normalmente, existe uma forte correlação entre os preços e os stocks de produtos fisicamente lastreados. A compra destes produtos eleva os preços, e a venda reduz-nos. Dito isto, tem havido uma notável desconexão recentemente, particularmente para o ouro”, referiu.

“As reservas de produtos de ouro lastreados fisicamente aumentaram cerca de 70 toneladas desde o verão, enquanto os preços caíram mais de 13%. Também não observámos vendas significativas por parte de investidores especulativos no mercado de futuros. Além disso, os factores habituais, como um dólar norte-americano mais forte ou rendimentos mais elevados dos títulos do Tesouro dos EUA, têm estado ausentes nos últimos dias”, continua.

Carsten Menke salienta que uma “possível fonte de vendas” poderá ser a dos investidores chineses, que são forçados a angariar capital devido à “repressão” do país ao capital offshore. “O pagamento de impostos pode levar à liquidação de parte das suas posições em metais preciosos, criando uma fonte de pressão vendedora que não é imediatamente visível. Esta é uma tese baseada nas últimas notícias disponíveis, no momento da onda de vendas e na pressão mais ampla sobre os ativos chineses. Teriam estas vendas o potencial de levar os metais preciosos a uma queda duradoura? Provavelmente não”, acrescenta. “No entanto, poderiam alastrar para o mundo ocidental, levando os investidores a desfazerem-se também das suas posições”, reforça.

O Head Next Generation Research do Julius Baer, relativamente ao ouro, defende que uma queda abaixo dos 4.000 dólares/onça “provavelmente desencadearia” algumas vendas. “Os riscos de preço no curto prazo parecem estar inclinados para a baixa, mas ainda vemos um cenário de longo prazo bastante promissor. Tanto o ouro como a prata devem ser sustentados pelas preocupações com o endividamento e o peso das taxas de juro nos Estados Unidos. Embora o ouro também beneficie das compras dos bancos centrais, uma forte fonte estrutural de procura, o mesmo não se aplica à prata. Mantemos a nossa visão construtiva para o ouro e neutra para a prata”, diz.

Cenário base do Julius Baer é de um dólar fraco a longo prazo

Já o economista do Julius Baer, David A. Meier, refere que a política francesa “desencadeou uma forte reprecificação” do euro, que “parece estar interrompida” por agora. “A fraqueza do dólar a longo prazo continua a ser o nosso cenário base, mas o caminho para a recuperação do euro pode ser árduo. O franco suíço continua sustentado pelos riscos da zona euro, no meio de possíveis obstáculos decorrentes de uma reprecificação da taxa de juro suíça”, assinala.

“Na segunda quinzena de setembro, o euro sofreu uma pressão significativa devido às preocupações políticas em França. Um alargamento expressivo dos spreads das obrigações do governo francês em relação às obrigações alemãs refletiu a crescente inquietação com os futuros desenvolvimentos políticos e fiscais”, descreve. “Contudo, apesar da contínua ampliação dos spreads em Outubro, o euro tem-se mantido em grande parte lateralizado, sugerindo que os investidores reagiram decisivamente quando os riscos políticos começaram a ganhar destaque”, refere.

“Os mercados de opções fornecem provas deste ajustamento: as reversões de risco do euro moveram-se acentuadamente a favor da protecção contra quedas, atingindo níveis verificados antes da mudança radical na política orçamental da União Europeia (UE)”, salienta o economista. “Desde então, a procura por hedge adicional diminuiu. Um padrão semelhante é visível nos dados de posicionamento especulativo, sugerindo que os investidores adotaram agora uma postura de cautela”, explica.

Face a este contexto o Julius Baer refere que a sua meta de  1,15 para o par euro/dólar norte-americano a três meses “parece ambiciosa”. A instituição salienta que “continua a esperar uma fraqueza do dólar norte-americano a longo prazo”, mas alerta que uma recuperação do euro “pode agora revelar-se mais difícil”.

As dificuldades do euro foram acompanhadas por uma “força renovada” do franco suíço, sublinha. “No início do ano, o franco passou por um período de menor valorização devido à sua crescente desvantagem em relação às taxas de juro, enquanto a sensibilidade aos preços da energia limitou o seu apelo como porto seguro durante o conflito de Hormuz”, diz.

“No entanto, o franco continua a servir como uma proteção fiável contra riscos específicos da zona euro, como ilustrado pela sua dissociação dos diferenciais de taxas durante os acontecimentos recentes. Olhando para o futuro, o franco poderá desvalorizar modestamente se as expectativas em relação às taxas suíças forem reavaliadas. Esperamos ainda que o Banco Nacional Suíço (SNB) mantenha as taxas até meados do próximo ano, enquanto os mercados ainda antecipam uma normalização mais rápida. Qualquer fraqueza resultante do franco deverá ser menos pronunciada do que a implícita na nossa previsão atual de 0,95 para o par euro/franco suíço a três meses”, conclui.

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“Vi indignate per le vetrine, ma non per chi non riesce a pagare l’affitto. Siete parte del problema”: l’eurodeputata Montero contro il Parlamento Ue

“Se vi fa arrabbiare tantissimo un cassonetto bruciato in Francia e se trovate insopportabile una vetrina rotta in Italia, ma non vi indignate per la gente che non riesce a pagare l’affitto o per i milioni di giovani che, a causa delle vostre politiche, sono costretti a studiare in baracche, vuol dire che voi siete parte del problema“. È il duro affondo dell’eurodeputata di Podemos Irene Montero contro il Parlamento Europeo, in risposta ai commenti dei suoi colleghi sugli episodi, avvenuti in diversi Paesi, in cui migliaia di giovani hanno manifestato con violenza la loro rabbia sociale.

La politica spagnola ha accusato il presidente del Consiglio Ue Antonio Costa e i presenti di essere più preoccupati per le banche, i fondi di investimento e le multinazionali, che delle persone schiacciate da violenza sociale ed economica. Cittadini che vedono i loro governi dirottare sul riarmo fondi che dovrebbero essere utilizzati per la sanità, per il diritto all’abitare o per l’istruzione. “Siete voi parte del problema”, ha concluso Montero.

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Anche in Spagna la sinistra fa fatica a stare insieme: come si stanno organizzando i partiti alleati di Sànchez per il (difficile) voto di novembre

Il Frente Amplio che prova a riunire la sinistra spagnola alla sinistra dei socialisti, ha perso una delle sue figure più riconoscibili tre giorni dopo la presentazione. Martedì la ministra della Salute Mónica García, medico anestesista e leader di Más Madrid (la forza progressista della capitale), ha annunciato che non sarà candidata alle elezioni del 29 novembre. Il posto di numero due nella lista di Madrid andrà a una compagna di partito, la deputata Tesh Sidi, mentre lei si concentrerà sulle regionali di Madrid di maggio 2027, dove vuole togliere la presidenza della Comunità a Isabel Díaz Ayuso, la leader dei popolari (PP, centrodestra) che governa la regione.

La spiegazione ufficiale è una “profonda riflessione” e la volontà di mettere “il bene comune” prima dell’interesse personale. Il capolista di Madrid Emilio Delgado (vicecapogruppo di Más Madrid nell’Assemblea regionale) ha assicurato che García “starà dove vuole stare” e che avrà il suo sostegno. Perché una scelta così, a poche settimane dal voto? I motivi reali non li ha spiegati nessuno, ma le letture possibili sono due. La prima è che García preferisca preservare il proprio capitale politico per la sfida con Ayuso, evitando di legare il suo nome a un risultato che i sondaggi descrivono molto difficile: Sigma Dos, uno dei principali istituti privati, stima che il cartello perderebbe seggi anche a Madrid rispetto al 2023. La seconda, sostenuta soprattutto dai media di destra come Libertad Digital, è che sia stata scavalcata da Ada Colau, l’ex sindaca di Barcellona, diventata la candidata di tutta la coalizione.

Sabato scorso, in un auditorium all’aperto sulle rive del Manzanares (il fiume di Madrid), il Frente Amplio aveva aperto la sua campagna elettorale. Sul palco sette volti, alle spalle un grande striscione rosso e giallo. Doveva essere la fotografia dell’unità, ma lo scatto più eloquente era quello di chi non c’era. Il giorno prima, scaduti i termini per registrare le coalizioni, l’accordo con Podemos era definitivamente saltato.

Anche in Spagna la sinistra fa fatica a stare insieme: ecco perché

Il Frente Amplio riunisce quattro sigle. C’è Sumar, la piattaforma dell’ex vicepremier Yolanda Díaz, che fino a oggi ha governato con il Psoe (i socialisti del premier Pedro Sánchez). C’è Izquierda Unida, erede dei comunisti spagnoli. C’è Más Madrid, forza ecologista e progressista della capitale, nata in parte da una scissione di Podemos. E ci sono i Comuns, la formazione barcellonese di Ada Colau, oggi leader dell’intera coalizione e capolista a Barcellona.

Dall’altra parte c’è Podemos, il partito nato dagli indignados del 2014 e oggi molto ridimensionato, guidato da Ione Belarra e con Irene Montero, ex ministra dell’Uguaglianza ed eurodeputata, come candidata. Poi c’è Esquerra Republicana de Catalunya (Erc), la sinistra indipendentista catalana, il cui volto più noto a Madrid è Gabriel Rufián, portavoce del partito al Congresso.

Fu proprio Rufián a lanciare l’idea di un fronte ampio, capace di rimettere insieme ciò che Sumar aveva lasciato in frantumi. Per mesi è stato il principale promotore del progetto, che sulla carta sembrava interessante, soprattutto considerando le frizioni tra i partiti alla sinistra del Psoe. Poi la svolta: lui e Montero hanno aperto un canale diretto tra Erc e i viola. Da lì le trattative con il Frente Amplio non sono più ripartite.

L’argomento più plausibile è che, quando è comparso il nome di Colau, Erc abbia deciso di sbarrare la strada a qualsiasi intesa. Il motivo è una ferita barcellonese. Nel 2019 Esquerra vinse le elezioni comunali con Ernest Maragall, ma Colau fu rieletta sindaca grazie ai voti della destra di Manuel Valls (ex premier francese, candidato a Barcellona), con l’obiettivo dichiarato di impedire agli indipendentisti di governare la città. Per Erc non è mai stata archiviata. Rufián, che parla di una “telenovela nefasta” e ammette il proprio fallimento, ha scelto il suo campo: sarà capolista di Erc in Catalogna, con Podemos come unico alleato. L’intesa è ormai operativa. Podemos non si presenta in Catalogna e sostiene Erc, che inserisce alcuni esponenti viola come indipendenti nelle sue liste. Rufián e Montero faranno campagna insieme in tutta la Spagna: il primo appuntamento è sabato 24 a Barcellona, nel quartiere popolare di Nou Barris, con lo slogan “Casa, Vida, Futur“.

Poche ore prima della scadenza il Frente Amplio ha messo nero su bianco l’ultima proposta: un capolista a Madrid e uno in Catalogna per Podemos, la portavoce al Congresso, risorse divise in modo equo. Diario Red, il media diretto dal fondatore di Podemos Pablo Iglesias, l’ha liquidata come una “trappola“, perché un seggio catalano ai viola avrebbe imposto di rompere con Erc. In cambio Podemos chiedeva a Izquierda Unida di fare un passo indietro nelle province più a rischio, ma i dirigenti territoriali hanno chiuso la porta, come aveva già annunciato il coordinatore Antonio Maíllo: niente accordi a pezzi. Montero e Belarra hanno poi sostenuto che le divergenze erano politiche e non di poltrone, rimproverando al Frente Amplio la vicinanza al Psoe. Un riferimento alla lista comune che le due forze presenteranno al Senato, con il nome “Senado de Progreso“.

Dal palco di Manzanares, Colau ha chiuso la questione: “Se qualcuno non vuole sedersi a un tavolo, non si può obbligarlo”. Poi ha ringraziato le 15 organizzazioni della coalizione e assicurato di aver dato “tutto”. Delgado ha scelto l’ironia: basta drammi, non siamo qui per contarci le ferite.

Perché Podemos non ha voluto l’accordo? La risposta più convincente guarda oltre il 29 novembre. I sondaggi sembrano anticipare un governo di PP e Vox (la destra radicale di Santiago Abascal), e Podemos sembra già posizionarsi sui quattro anni successivi. Presentarsi da sola, con una campagna centrata sulla critica al governo uscente, significa farsi trovare pronta a raccogliere la mobilitazione che un governo di destra produrrà quasi da sé. Il prezzo lo pagherà l’intera sinistra. L’unità si è fatta solo dove esiste un terzo attore forte. Nel País Valencià, storicamente terra di destra, Compromís (la sinistra valenciana), Podemos, Izquierda Unida ed Esquerra Republicana hanno firmato una lista unica, “Compromís-Front Valencià”, a poche ore dal limite. Alle Canarie nasce Unidad del Pueblo Canario, con Podemos; in Aragona, CHA-Frente Amplio, senza Podemos.

Cosa dicono i sondaggi: com’è messa la sinistra

Il Congresso ha 350 seggi e la maggioranza assoluta è a 176. La media degli otto principali sondaggi privati di ottobre dà il Pp al 31,9%, il Psoe al 26,5% e Vox al 18,7%: PP e Vox sommati sono in media a 201 seggi e superano la maggioranza in tutte le rilevazioni. Fa eccezione il Cis, l’istituto statistico pubblico, che a inizio ottobre (prima della rottura tra Frente Amplio e Podemos) vedeva il Psoe al 34%, il Pp al 22,2% e Vox al 17,1%.

Per la sinistra radicale le stime sono più basse di quelle che l’accordo avrebbe potuto produrre. Il Cis attribuisce al Frente Amplio il 6,1% e a Podemos il 3,1%. Sigma Dos per El Mundo lo dà al 7,2%, con 9-10 seggi: tra Frente Amplio, Podemos e alleanza valenciana si arriverebbe a 13 seggi, contro i 31 che Sumar aveva ottenuto nel 2023. Nei vari istituti l’area oscilla tra 5 e 17 seggi.

Programmi e fragilità degli alleati a sinistra di Sànchez

Sommati, Frente Amplio e Podemos metterebbero insieme il 9,2% secondo l’istituto Cis, ma divisi restano entrambi sotto soglia in gran parte delle province. La Spagna non vota in un collegio unico: sono 52 elezioni provinciali, con il sistema d’Hondt (proporzionale, ma che premia chi arriva primo). Nel 2023 il seggio più economico di Sumar costò il 9,6% (a Murcia). Dove il collegio è piccolo l’effetto diventa paradossale: a Girona, Lleida e Tarragona, con 6, 4 e 6 seggi, solo i socialisti o Erc hanno speranze realistiche di ottenerne uno a sinistra. Ogni voto dato al Frente Amplio o a Podemos non produce deputati e finisce per favorire i partiti più forti, destra compresa. E superare il 10% non basta: in Navarra e nell’Araba (Álava, nei Paesi Baschi), con oltre il 12% nel 2023, non è scattato nessun seggio. Una coalizione nata per essere «ampia» si presenta, in questo momento, come una forza di nicchia.

Il discorso del Frente Amplio punta tutto sulla casa. Colau ha ricordato il suo passato da attivista contro gli sfratti e da sindaca, rivendicando più di 1.600 abitazioni espropriate e oltre mille costruite in cessione d’uso, e ha chiesto più coraggio al Psoe. L’ex ministro Ernest Urtasun ha evocato il governo di PP e Vox come una copia del “programma della motosega” di Javier Milei, il presidente argentino. L’ex ministro Pablo Bustinduy ha promesso lo stop agli affitti turistici. A convincere dovrà essere quel 21,8% di ex elettori di Sumar che a inizio ottobre non aveva ancora deciso, mentre sullo sfondo cresce il richiamo del voto utile al Psoe. Con l’addio di García e la campagna parallela di Montero e Rufián, il Frente Amplio ha poco tempo per dimostrare di essere qualcosa di più di una somma di sigle.

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France hit by debt sell-off as violent protests unnerve investors

Difference between French and German borrowing costs widens after public buildings burned and shops looted

France has been hit by a fresh wave of selling in its bond and stock markets after violent protests over the weekend led to thousands of arrests and left public buildings burned and hundreds of shops looted across the country.

The chaos has spooked investors as analysts worried that it would undermine Paris’s efforts to cut spending and reduce its debt.

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© Photograph: SDIS 87/AFP/Getty Images

© Photograph: SDIS 87/AFP/Getty Images

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La moneta dal Chicago Plan all’euro digitale

La Bce lavora all’introduzione dell’euro digitale. Seppure molto diversa, l’iniziativa richiama il Chicago Plan nato come risposta alla Grande Depressione. Non un progetto contro le banche, ma un nuovo equilibrio tra iniziativa privata e moneta pubblica.

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The digital euro: The weapon of financial sovereignty that the EU can no longer do without

As negotiations enter their final phase in Brussels, the ECB's electronic money project for 2029 transcends the technical aspects. It is a geopolitical imperative in the face of American payment giants.

The European Union's financial landscape is poised for its biggest transformation since the introduction of banknotes in 2002. The European Parliament, the Council, and the European Central Bank (ECB) are intensifying their discussions to finalize the regulatory framework for the digital euro. If the draft legislation is adopted as planned by the end of the year, the first large-scale practical tests with financial institutions will begin in the autumn of 2027.

The goal? Official rollout to citizens by 2029.

This gradual rollout is not accidental. It is designed to guarantee the stability of an interconnected banking system. The digital euro will not be a private or speculative cryptocurrency, but rather an electronic extension of fiat money, issued and guaranteed directly by the ECB. It will function as a direct complement to coins and banknotes, without ever replacing them.

For European citizens, this innovation will represent a public and sovereign alternative to the private tech and credit giants. In practical terms, everyone will be able to use these services directly through their own commercial bank's app.

The major technical advance lies in offline use.

Money transfers between devices will occur simply by being near each other, even without an internet connection or in the event of a power outage. This option will also guarantee complete confidentiality, since peer-to-peer transactions will not pass through commercial servers.

To reassure the traditional banking sector and prevent a massive flight of deposits during the crisis, the ECB will impose a strict limit. The current holding ceiling is €3,000 per person. Any excess amount received in this public wallet will automatically be transferred to the user's regular commercial bank account.

Beyond the technical aspects, the issue is crucial for the real economy, particularly for small and medium-sized enterprises (SMEs) and the tourism sector within the single market. Currently, almost all European merchants rely on payment infrastructures controlled by American companies, such as Visa and Mastercard. With each transaction, the local economy relinquishes a portion of its profit margins in intermediation fees.

The digital euro aims to break this dependence.

The European Parliament is pushing for acceptance fees imposed on merchants to be significantly lower than current rates, or even completely free for microtransactions.

Intra-European tourism will also benefit from increased fluidity. A traveler will be able to pay for their expenses instantly in any member state using their home country's electronic wallet, without friction, without going through third-party networks and without hidden cross-border fees.

Despite the Commission's optimistic pronouncements, the European banking sector remains on the defensive. Banks are concerned about the operational costs associated with upgrading their technological systems, but above all about the risk of liquidity loss if clients choose to place their funds under the direct custody of the central bank.

The decisions made in the coming months will therefore be highly political. The challenge will be to define the necessary economic incentives for banks to agree to distribute this currency. For the European Union, the 2029 deadline provides the necessary time to orchestrate this new era of financial autonomy and strategic sovereignty.

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Manca un piano B per l’infrastruttura che regge l’euro

T2 è il sistema attraverso cui le banche dell’Eurozona regolano i pagamenti tra loro in tempo reale. Non ha sostituti: se si ferma, si fermano tutte le operazioni. Una situazione che diventa preoccupante di fronte alla possibilità di attacchi informatici.

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