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“Filmar o corpo de um colega para o expor”: Fabian Figueiredo pede investigação após vídeo divulgado por André Ventura

O deputado do Bloco de Esquerda pediu ao presidente da Assembleia da República a abertura de um inquérito à captação e divulgação de imagens suas nos corredores do Palácio de São Bento. Na exposição, refere ainda um comentário de um deputado do Chega numa das publicações, que considera constituir uma “apologia da violência” e uma “ameaça direta” à sua integridade física

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“Filmar o corpo de um colega para o expor”: Fabian Figueiredo pede investigação após vídeo divulgado por André Ventura

O deputado do Bloco de Esquerda pediu ao presidente da Assembleia da República a abertura de um inquérito à captação e divulgação de imagens suas nos corredores do Palácio de São Bento. Na exposição, refere ainda um comentário de um deputado do Chega numa das publicações, que considera constituir uma “apologia da violência” e uma “ameaça direta” à sua integridade física

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Nasa encerra operações do telescópio espacial Swift após 22 anos; nave vai reentrar na atmosfera terrestre nas próximas semanas

Após 22 anos em órbita, o telescópio espacial Neil Gehrels Swift Observatory, da Nasa, encerrou sua missão e deverá reentrar na atmosfera terrestre nas próximas semanas.

O observatório realizou sua última observação científica em 20 de outubro, quando já estava a aproximadamente 275 quilômetros de altitude e o aumento do arrasto atmosférico dificultava a manutenção de sua orientação.

Até o momento, a Nasa não informou data, horário ou local exatos para a reentrada e não existe previsão indicando que destroços cairão no Brasil. Entretanto, como o Swift percorre uma órbita inclinada aproximadamente 20,6° em relação ao equador, parte do território brasileiro encontra-se dentro da faixa de latitudes sobrevoada pelo telescópio. Isso significa que uma reentrada sobre o Brasil é fisicamente possível, mas não que esteja prevista.

A incerteza ocorre porque pequenas mudanças na densidade da atmosfera, na atividade solar e no comportamento da espaçonave podem alterar o instante e o local da reentrada.

Conforme o Swift perder mais altitude, as previsões deverão se tornar progressivamente mais precisas. Durante a entrada na atmosfera, grande parte de sua estrutura deverá ser destruída pelo intenso aquecimento, embora componentes mais resistentes possam eventualmente alcançar a superfície.

Observatório Swift

Lançado em novembro de 2004 para uma missão inicialmente planejada para dois anos, o Swift permaneceu em operação por quase 22 anos e observou mais de 2 mil explosões de raios gama, além de supernovas, buracos negros, asteroides e cometas.

*Sob supervisão de André Rigue

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À CNN, defesa cita acordo para Flávio entregar passaporte e relata surpresa

O advogado do senador Flávio Bolsonaro (PL), Tracy Reinaldet, afirmou nesta quarta-feira (28), em entrevista à CNN, que havia combinado com o parlamentar a entrega dos passaportes à PF (Polícia Federal), conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Segundo Reinaldet, o acordo foi feito em uma reunião para discutir questões técnicas do processo. Na ocasião, ficou acertado que o advogado passaria na casa do senador na terça-feira (27), prazo final para o cumprimento da medida, para buscar os documentos e entregá-los à PF.

“Em momento algum dessa reunião foi sequer cogitada a possibilidade de o senador Flávio deixar o país. A gente debateu as questões técnicas do processo, mas essa possibilidade de deixar o país não foi ventilada”, afirmou à CNN Brasil.

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O advogado disse ter sido surpreendido pela ida do parlamentar aos Estados Unidos e afirmou que soube da viagem pela imprensa. “Eu estou no mesmo nível de conhecimento dos senhores”, declarou.

Na segunda-feira (26), Flávio havia sido intimado a entregar à PF o passaporte brasileiro e quaisquer documentos relacionados a outras nacionalidades ou viagens internacionais. A decisão de Moraes também o proibia de manter contato com o advogado Willer Tomaz, investigado no mesmo processo por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

No dia seguinte, o senador deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos sem entregar os documentos, descumprindo a determinação. Moraes também havia proibido Flávio de sair do território brasileiro.

Para a defesa, não havia necessidade de descumprir a medida cautelar, pois o Santander, banco que mantém a conta investigada, já teria apresentado informações que contestariam a hipótese da PF.

“A percepção técnica da defesa é que o Santander tinha desconstruído a hipótese investigativa, que não haveria necessidade nenhuma de descumprir medida cautelar”, disse Reinaldet.

Segundo o advogado, o banco afirma nos autos que “o senador não usava essa conta e que não houve nenhuma transferência bancária dessa conta para o Flávio”.

O processo tramita no STF em razão do foro por prerrogativa de função do senador e apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo Flávio e Willer Tomaz.

A principal suspeita da Polícia Federal é de que o parlamentar teria participação econômica e societária em empresas com Tomaz, principalmente na Alcazar Holding. Flávio estaria cadastrado como usuário master de uma conta bancária da empresa.

A investigação identificou movimentações suspeitas de R$ 130 milhões entre março e maio de 2025, montante considerado incompatível com as atividades econômicas conhecidas do senador.

A PF também apura possíveis irregularidades envolvendo apostas esportivas e uma casa lotérica no Rio de Janeiro, além de suspeita de fraude em licitação. Willer Tomaz, que atualmente mora nos Estados Unidos, já havia sido alvo de busca e apreensão na Operação Sem Desconto, que investiga irregularidades envolvendo o INSS.

Reinaldet afirmou que ainda não conseguiu conversar com Flávio após a saída do país e que os próximos passos da defesa não foram definidos.

*Sob supervisão de Mayara da Paz

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Projeto de controle da hipertensão reduz em 54% internações por AVC

Um estudo identificou uma redução de cerca de 54% nas taxas de internação por AVC (Acidente Vascular Cerebral), padronizadas por idade, em dois distritos de São Paulo atendidos por um projeto de controle da hipertensão, chamado CARDIO.

A iniciativa multissetorial de saúde cardiovascular foi desenvolvida em parceria com governos, organizações locais, sociedades médicas, como a Sociedade Brasileira de Cardiologia, com execução da Beneficência Portuguesa de São Paulo e apoio da Umane na capital paulista.

A pesquisa, conduzida pela Fundação Novartis, analisou dados de Itaquera e Penha entre janeiro de 2016 e setembro de 2021, considerando os períodos anteriores e posteriores ao início da implementação do CARDIO, em 2018.

Ao todo, foram analisadas 4.491 hospitalizações por AVC, obtidas a partir de informações do DATASUS. Durante a avaliação dos resultados do projeto, o risco de internação por AVC foi 24,5% menor em Itaquera e Penha, considerados conjuntamente, do que no restante da cidade de São Paulo.

“Os resultados mostram o potencial de iniciativas que fortalecem o rastreamento, manejo e controle da hipertensão na atenção primária. Ao melhorar o diagnóstico, o tratamento e o acompanhamento dos pacientes, buscamos reduzir não apenas a pressão arterial, mas também o risco de complicações graves, como o AVC”, afirmou Dr. Fernando Ribas, cardiologista e coordenador da iniciativa CARDIO.

Entre 2016 e 2021, foram registradas 2.204 internações por AVC em Itaquera e 2.287 na Penha. Desse total, cerca de 34% ocorreram entre pacientes com 59 anos ou menos.

Em Itaquera, a taxa de internação por AVC, padronizada por idade, caiu 60%, passando de 129,1 para 51,5 hospitalizações por 100 mil habitantes. Na Penha, a redução foi de 48%, de 111,9 para 58,1 internações.

O estudo também identificou uma diminuição nas taxas de mortalidade hospitalar por AVC, calculadas em relação à população. Em Itaquera, a queda foi de 40% entre 2016 e 2021, enquanto, na Penha, a redução chegou a 45%, de 18,5 para 10,2 mortes por 100 mil habitantes.

Comparação com o restante da cidade

Além de analisar a evolução dos indicadores ao longo dos anos, os pesquisadores compararam os resultados de Itaquera e Penha com os registrados nos demais distritos de São Paulo. Entre o período anterior à intervenção e a etapa de acompanhamento da iniciativa, houve redução de 33% no risco de hospitalização por AVC em Itaquera, contra uma queda de 10% no restante da cidade.

Segundo o estudo, antes da implementação do CARDIO, não havia diferença estatisticamente significativa no risco de hospitalização por AVC entre Itaquera e as demais regiões da capital. A mudança passou a ser observada durante o acompanhamento, quando o risco foi 31% menor em Itaquera e 18% menor na Penha, em comparação com os demais distritos paulistanos.

A hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco para o AVC. Conforme indicado no estudo, mesmo reduções relativamente pequenas na pressão arterial podem diminuir entre 20% e 40% o risco de sofrer um AVC, o que reforça a importância do diagnóstico precoce e do tratamento contínuo.

Prevenção da CARDIO

A iniciativa busca fortalecer o cuidado de pessoas com hipertensão por meio da qualificação do atendimento, da ampliação do acesso ao diagnóstico e tratamento e do uso de dados para orientar decisões em saúde pública.

O CARDIO se estrutura em seis frentes de atuação: melhoria da qualidade do cuidado, acesso precoce aos serviços, aprimoramento de políticas públicas, uso de tecnologias digitais e dados, colaboração entre diferentes setores e fortalecimento da gestão local.

Em São Paulo, a implementação começou em julho de 2018, em seis unidades de saúde de Itaquera, mas foi ampliada, ao longo de 2020, para outras 18 unidades, incluindo a Penha. Atualmente, a iniciativa está implementada em 100% das 475 Unidades Básicas de Saúde do município.

Pesquisas anteriores sobre o CARDIO já haviam identificado avanços no controle da pressão arterial entre a população atendida. Na capital paulista, as taxas de controle da hipertensão quase triplicaram nos dois primeiros anos de implementação da iniciativa. A nova pesquisa buscou avaliar se esses avanços também estavam associados à redução de desfechos mais graves, como hospitalizações e mortes por AVC.

Para elaborar a análise, os pesquisadores utilizaram registros do Sistema Único de Saúde (SUS), disponibilizados pelo DATASUS, sobre pacientes com 20 anos ou mais. Também foram considerados possíveis efeitos da pandemia de Covid-19 sobre os indicadores de hospitalização, mas a conclusão dos pesquisadores indica que a crise sanitária não modificou a tendência de redução de risco nas dinâmicas analisadas.

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À CNN, Tebet diz que centrão terá ganho se fechar aliança com Lula

A ex-ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet (PSB) afirmou nesta quarta-feira (28) em entrevista à CNN que os partidos de centro devem se beneficiar de uma aliança com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“O centrão e os partidos de centro vão ver nessa aliança com o governo uma oportunidade de ganha-ganha”, afirmou Tebet.

Segundo ela, o cenário do novo governo Lula deve ser de “frente-ampla”, como um retrato das mobilizações vistas nas ruas durante o segundo turno das eleições presidenciais.

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“Com certeza um cenário de frente ampla, os recados da rua foram muito claros. O presidente Lula falou que ouviu as ruas, entendeu que vai governar com as ruas e a rua é eclética. As ruas mostraram que têm alma democrática e generosa”, disse Tebet.

A ex-ministra aposta que o quarto mandato será integrado por partidos de centro, que vão para além daqueles que formaram a federação que reelegeu o presidente Lula.

Uma aliança do centrão, segundo ela, possibilitaria um centro democrático “se reerguendo e tentando alijar definitivamente a extrema-direita no Brasil”.

“Ganha o governo que precisa de governabilidade e ganha o centro democrático se reerguendo e tentando alijar definitivamente a extrema-direita no Brasil. Acho que eu sou mais otimista e vejo uma janela de oportunidade”, declarou.

*Sob supervisão de Mayara da Paz

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Ajuste fiscal é necessário e temos “gordura” para cortar, diz Tebet

A ex-ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet (PSB) afirmou nesta quarta-feira (28) em entrevista à CNN que na gestão do quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será necessário fazer “um ajuste fiscal e uma revisão de gastos”. Segundo Tebet, o Brasil é “o país dos desperdícios” e tem “muita gordura para cortar”.

“Os problemas do Brasil cabem dentro do Orçamento brasileiro e é possível e necessário fazer um ajuste fiscal, uma revisão de gastos, revisar gastos, sem tirar um benefício sequer”, declarou em entrevista.

“O Brasil lamentavelmente tem muita gordura apra cortar. O Brasil é o país dos desperdícios, é o país da corrupção, é o país de privilégios. Essa é uma frente que temos que enfrentar. Isso é suficiente? Não, mas tem muitas políticas públicas que eram necessárias e não são mais, como as renúncias fiscais”, completou.

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Segundo Tebet, as equipes econômicas de alguns ministérios já possuem um “cardápio de medidas prontas” para serem apresentadas ao presidente Lula com o objetivo de realizar um ajuste fiscal. “A janela de oportunidade é agora”, disse.

A ex-ministra avalia que, para além das medidas por parte do governo, também é necessária uma PEC (proposta de emenda a Constituição) sobre “contenção de gastos”, com destaque do que precisa ser reduzido nas contas públicas, sem colocar em cheque os benefícios sociais.

Tebet afirma que a PEC deverá incluir “ajustes finos na regra do arcabouço, renúncias e despesas, fazer os ajustes para ter um superávit de 2% em quatro anos”.

*Sob supervisão de Mayara da Paz

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Fuga de Flávio enfraquece extrema direita no país, diz Tebet à CNN

A ex-ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet (PSB) afirmou nesta quarta-feira (28) em entrevista à CNN que a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após a derrota nas eleições brasileiras, enfraquece a extrema direita no Brasil e abre espaço para que “a direita democrática possa se reerguer”.

“[Fuga] enfraquece a extrema-direita do Brasil e abre, ao meu ver, uma janela de oportunidade para que a direita democrática possa se reerguer. E entendo, inclusive, a importância para o governo e para democracia que isso aconteça”, afirmou.

Segundo Tebet, a saída de Flávio do país ultrapassa o campo político e passa a ser um caso de polícia e da Justiça, já que o senador descumpriu medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), ao partir rumo aos Estados Unidos. Segundo determinação do magistrado, o parlamentar não poderia deixar o país.

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Para ela, quando os partidos de centro – sejam de centro-esquerda ou direita – se “apequenam”, o crescimento do “extremismo” se consolida.

“Quando os partidos de centro – isso é mundial –, sejam de esquerda e de direita democrática, se apequenam, isso dá sorte para o crescimento do extremismo e [faz com que o] jogo seja fora das quatro linhas Constituição”, afirmou Tebet.

A ex-ministra ainda apostou que a extrema-direita devem buscar um novo líder após a fuga do senador.

Flávio foge do Brasil após derrota nas eleições

O candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) chegou com a família às 10h25 desta quarta-feira (28) nos Estados Unidos.

A CNN mostrou com exclusividade o momento em que o avião fretado pousou no aeroporto executivo de Miami-Opa Locka (OPF).

Na operação para fugir do Brasil, Flávio passou pela fronteira com a Argentina em Foz de Iguaçu às 22h50 de terça-feira (27). Quarenta minutos depois, embarcou em um voo privado para Guayaquil, no Equador, onde parou no início da manhã para abastecer. Minutos depois, decolou em direção à Flórida.

Na noite de terça-feira, o presidente Donald Trump disse que havia sido informado de que Flávio estaria em território argentino, mas sem saber seu real paradeiro. Ao ser questionado por jornalistas sobre a ida do candidato derrotado aos EUA, ele disse que “aprovaria” a entrada da família no país.

Dois funcionários do governo dos EUA afirmaram à CNN que vistos estão sendo emitidos para o senador, esposa e duas filhas. Um funcionário americano chegou a indicar a Flórida como destino.

*Sob supervisão de Mayara da Paz

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PF diz que não registrou saída de Flávio em postos migratórios brasileiros

A PF (Polícia Federal) afirmou, em nota nesta quarta-feira (28), que não há registro oficial da saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelos postos de controle migratório brasileiros.

A corporação esclareceu que restrições relacionadas a documentos de viagem, por si só, “não caracteriza[m] a condição de foragido” nem autorizam prisão, vigilância permanente ou outras medidas cautelares.

Segundo a PF, os passaportes comum e diplomático do senador foram cancelados após decisão judicial. Também foi inserido um alerta no sistema de controle migratório SONAR. Na manhã de segunda-feira (26), Flávio foi intimado a entregar eventuais passaportes de outras nacionalidades em até 24 horas, mas não cumpriu a determinação.

Leia Mais:

A PF informou que investiga as circunstâncias do descumprimento das ordens judiciais. O senador deixou o Brasil na terça-feira (27), pela fronteira com a Argentina, após a derrota nas eleições presidenciais.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a apreensão dos passaportes após o segundo turno, realizado no domingo (25). Naquela data, a PF havia solicitado medidas cautelares ao identificar risco de saída do país. Flávio é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro em um caso que envolve o advogado Willer Tomaz.

Como mostrou a CNN, a Polícia Federal está elaborando um relatório detalhado sobre o descumprimento da ordem judicial. O documento deverá apontar por onde e quando o senador saiu do Brasil, quem o acompanhou e quem eventualmente o auxiliou, além de reunir informações sobre a origem e o financiamento do jato particular utilizado.

Flávio entrou em território argentino com passaporte italiano.

Leia a nota completa:

A Polícia Federal informa que, no dia 25/10, representou ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela adoção de medidas cautelares, incluindo a apreensão de passaportes, a proibição de saída do país e a restrição de contato com outros investigados, após identificar risco de saída do Brasil pelo senador Flávio Bolsonaro, investigado no âmbito da PET nº 16877/DF.

Após a decisão judicial, os passaportes comum e diplomático emitidos pelo Brasil foram cancelados, foi inserido alerta migratório no sistema SONAR e o senador foi intimado na manhã de segunda-feira (26/10) a entregar eventuais passaportes de outras nacionalidades no prazo de 24 horas, o que não ocorreu.

Não há registro oficial de saída do parlamentar pelos postos de controle migratório brasileiros.

A existência de restrições relacionadas a documentos de viagem, por si só, não caracteriza a condição de foragido nem autoriza a realização de prisão, vigilância permanente ou outras medidas cautelares.

A Polícia Federal investiga as circunstâncias do descumprimento das ordens judiciais pelo investigado, atuando nos limites da legislação e no cumprimento das determinações judiciais.

Flávio passou a fronteira na noite de terça

Segundo a Direção Nacional de Migrações da Argentina, órgão oficial de imigração do país, Flávio cruzou a Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú, na província de Misiones, por volta de 22h50. O senador estava acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e das filhas.

A Migrações afirma que os quatro apresentaram documentação de viagem válida, sem nenhum impedimento legal para a entrada no país, e que não houve incidentes.

Ainda de acordo com o órgão, às 23h30 a comitiva embarcou em um voo privado operado pela empresa Baires Fly S.A. O destino informado no plano de voo era Guayaquil.

Como mostrou a CNN, o governo de Javier Milei negou, na manhã de terça-feira que Flávio havia entrado na Argentina.

À CNN Brasil, o ministério da Segurança, pasta responsável pelo departamento de Imigração e pela Polícia de Segurança Aeroportuária, afirmou que o senador, derrotado nas eleições presidenciais de domingo (25), não entrou no país.

Fontes confirmam destino final

Uma fonte brasileira próxima ao senador disse à CNN que ele temia ser preso no Brasil.

Um conselheiro de Donald Trump disse à CNN que o presidente americano aprovou a entrada de Flávio no país.

O avião é um Gulfstream G400 de matrícula argentina LV-JQW. Segundo a imprensa argentina, ele estava parado no aeroporto de Puerto Iguazú desde segunda-feira (26) e decolou por volta da 0h20 desta quarta. De acordo com o site de monitoramento de voos Flight Radar, a aeronave pousou em Guayaquil pouco antes das 6h da manhã desta quarta-feira.

Versão oficial muda a cronologia

O comunicado altera a cronologia que vinha sendo apurada ao longo de terça.

À tarde, duas fontes informaram à CNN que Flávio já havia deixado o Brasil a caminho dos Estados Unidos. Mais tarde, uma pessoa a par da situação disse à CNN que o senador já tinha chegado ao país.

Pelo registro oficial argentino, porém, Flávio só deixou o território brasileiro na noite de terça. O horário de entrada na Argentina equivale ao de Brasília, já que os dois países estão no mesmo fuso.

O próprio governo argentino mudou de posição. Durante a terça, o órgão de imigração havia informado que não tinha registro de entrada de Flávio no país.

Um porta-voz do governo de Javier Milei também negou que o senador estivesse na Argentina ou que uma aeronave com as características descritas tivesse decolado para os Estados Unidos.

Passaportes cancelados

A viagem ocorre depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibir Flávio de deixar o país. A decisão foi tomada no domingo (25), dia do segundo turno, em que o senador foi derrotado pelo presidente Lula (PT).

A medida foi adotada no âmbito de uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz.

Moraes determinou o cancelamento dos passaportes brasileiros de Flávio, incluindo o diplomático, e a entrega de eventuais documentos estrangeiros em até 24 horas. Também proibiu o contato entre os dois investigados.

Na segunda-feira (26), Flávio disse em vídeo que havia sido abordado por agentes da Polícia Federal ao deixar a casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, os agentes o informaram de que estava proibido de sair do Brasil.

O senador classificou a medida como tentativa de intimidação e afirmou que entregaria os documentos.

A Polícia Federal cancelou os passaportes de Flávio depois que ele não os entregou no prazo, conforme informou a CNN Brasil, e passou a procurar o senador.

O comunicado argentino não esclarece qual documento Flávio apresentou na fronteira. Cidadãos do Mercosul podem entrar na Argentina apenas com a carteira de identidade.

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La angustia de la espera en Urda: “Está en el hospital de Toledo. Díselo a quien sea”

La angustia de la espera en Urda: “Está en el hospital de Toledo. Díselo a quien sea”

Familiares de los pasajeros de los trenes aguardan noticias en uno de los dos pabellones habilitados en el municipio

Óscar Puente ve “inexplicable” la orden del centro de control que permitió al AVE circular hasta chocar con el Iryo detenido en Urda

La espera se hace insoportable en un pabellón ubicado en la calle Escuelas del municipio de Urda (Toledo), a apenas unos kilómetros del lugar donde a las 8:48 horas de este miércoles un convoy de AVE impactó con otro de Iryo que estaba detenido. En este espacio que es poco más que una nave techada, familiares de los pasajeros aguardan noticias de sus seres queridos dando vueltas en círculos o sentados en unas sillas blancas. 

Dentro, el ambiente es de una tristeza absoluta. Algunos de los familiares salen a fumar, a hablar por teléfono o a tomar algo de aire. Y vuelven a entrar apresurados cuando una voz de mujer empieza a dar una relación de nombres por megafonía. En ese momento, todo el mundo contiene la respiración. “¿Qué más han dicho?”, pregunta alguien. “Nada, están informando de dónde se pueden poner las denuncias”, responde un joven. A consecuencia del accidente, la Guardia Civil ha habilitado puestos de recogida de denuncias en Toledo, Córdoba, Sevilla y Madrid. 

Estaba dormido. Cuando abrí los ojos ya me estaba yendo hasta el asiento de delante y me di un golpe en la barbilla. Es como si hubiera vuelto a nacer

Hay quien logra dar con la información que todos esperan: su familiar está vivo. “Está allí, en el hospital de Toledo. Díselo a quien sea, le están haciendo análisis”, grita una mujer a otra. “Nosotros somos unos afortunados”, dice la segunda mientras sale corriendo hacia el coche en dirección al centro sanitario. 

La angustia en los pabellones organizados para los familiares tras el choque de dos trenes en la provincia de Toledo
La angustia en los pabellones organizados para los familiares tras el choque de dos trenes en la provincia de Toledo

Para los demás, la espera se hace cada vez más difícil y arrecia la incertidumbre. En algunos momentos, desde fuera se escucha el llanto de algunas personas rotas por el dolor mientras son atendidas por sanitarios y psicólogos. Voluntarios y vecinos del pueblo les ofrecen mantas y comida. Alrededor de las cinco de la tarde llega la furgoneta de un cátering con comida caliente. 

Sentimos un empujón, no sabíamos bien lo que estaba pasando. Había humo y muchos cables caídos

Este municipio de 2.500 habitantes, ubicado a apenas unos kilómetros del lugar del accidente, ha habilitado dos pabellones ante la tragedia. En este, ubicado al lado del colegio, están instalados los familiares de los viajeros que están todavía desaparecidos. Las inmediaciones son un ir y venir de personas: vecinos del pueblo, efectivos policiales, psicólogos, sanitarios… Una vecina cuenta que algunos restaurantes del pueblo han cerrado para preparar comida para atender la emergencia y abastecer a todos los servicios desplazados al municipio. 

Uno de los pabellones de atención tras el accidente en Urda
Uno de los pabellones de atención tras el accidente en Urda

En el otro pabellón, situado junto a la piscina municipal, se han alojado durante las primeras horas los heridos leves o quienes han salido ilesos, como Tongui Biñer, que viajaba en el vagón siete del Iryo junto a su padre. Ambos iban con destino a Sevilla. “Sentimos un empujón, no sabíamos bien lo que estaba pasando. Había humo y muchos cables caídos”, dice este joven de 22 años, que logró salir del vagón por la puerta de emergencia. Todas sus pertenencias quedaron en el tren siniestrado.

“Estaba dormido. Cuando abrí los ojos ya me estaba yendo hasta el asiento de delante y me di un golpe en la barbilla. Es como si hubiera vuelto a nacer. Hoy es mi segundo cumpleaños”, dice otro joven, Diego Martín, mientras espera que su padre llegue desde Sevilla para recogerle. Renfe ha habilitado autobuses para llevar a sus destinos a los pasajeros ilesos o heridos leves como este joven, al que le han dado unos puntos en el mentón. 

Voluntarios preparan comida para los viajeros del accidente de dos trenes de alta velocidad, uno de Renfe y otro de Iryo, que han colisionado a primera hora de este miércoles a la altura de la estación de Urda (Toledo), donde hay al menos 64 fallecidos. EFE/ Ismael Herrero
Voluntarios preparan comida para los viajeros del accidente de dos trenes de alta velocidad, uno de Renfe y otro de Iryo, que han colisionado a primera hora de este miércoles a la altura de la estación de Urda (Toledo), donde hay al menos 64 fallecidos. EFE/ Ismael Herrero

Los vecinos de Urda y de municipios cercanos se han volcado con las víctimas. Muchos de ellos han acudido con sus coches a la zona del accidente y han ayudado a llevar heridos leves hasta el pueblo. Una de ellas es María José, una vecina de Marjaliza, que ha acudido a primera hora para ayudar a los afectados y afectadas. “Estamos a cargo del bebé de esta señora que ha ido a buscar a su marido. Es su abuela y nos ha dejado a su bebé”, afirma. Media hora después ha aparecido la madre del bebé, su hija, y ha tenido lugar un emotivo encuentro. En ese momento no conocían todavía el paradero del abuelo.

A última hora de este miércoles, el número de fallecidos ascendía a 68 muertos y se contabilizan un centenar de heridos, muchos de ellos graves. Más de 500 personas viajaban en el AVE y el Iryo siniestrados en el término municipal de Urda.

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En la zona cero del accidente: "Tuvimos que sacar a mucha gente con costillas rotas, he visto muchas cosas difíciles hoy"

Grupo de familiares esperan con angustia noticias de los viajeros, mientras los grupos de control trasladan a los afectados y tramitan las desapariciones Leer

Grupo de familiares esperan con angustia noticias de los viajeros, mientras los grupos de control trasladan a los afectados y tramitan las desapariciones
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"Parecia fogo de artifício na minha cabeça, fiquei com um traumatismo craniano": os relatos dos manifestantes e a versão da PSP

Testemunhos de vários manifestantes da acampada do Rossio, no último domingo, descrevem agressões policiais e perseguições pela Baixa de Lisboa. A PSP diz ter tentado o diálogo com os manifestantes, “sem sucesso”, negando ter feito “perseguições”. Ontem, o primeiro-ministro referiu-se à intervenção da polícia como “especialmente cuidadosa e competente”. IGAI investiga

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"Parecia fogo de artifício na minha cabeça, fiquei com um traumatismo craniano": os relatos dos manifestantes e a versão da PSP

Testemunhos de vários manifestantes da acampada do Rossio, no último domingo, descrevem agressões policiais e perseguições pela Baixa de Lisboa. A PSP diz ter tentado o diálogo com os manifestantes, “sem sucesso”, negando ter feito “perseguições”. Ontem, o primeiro-ministro referiu-se à intervenção da polícia como “especialmente cuidadosa e competente”. IGAI investiga

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El miedo a Ben Gvir y Smotrich impulsa a los árabes a las urnas y les da la llave de la investidura

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La imagen circuló por redes sociales y aterrizó directamente en el teléfono de Beniamin Netanyahu. Una comitiva de beduinos con camellos y quads en marcha hacia el colegio electoral de Rahat, la mayor ciudad beduina, situada en el desierto del Néguev, al sur de Israel. En sus manos portaban banderas y eslóganes del partido islamista Ra’am, que, junto a la Lista Conjunta, ha conseguido 18 escaños en el parlamento.

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Christopher Lloyd confiesa su adicción a la cocaína y el episodio que casi le cuesta la vida

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Con el pelo blanco alborotado, los ojos muy abiertos y una hiperactividad descontrolada, Christopher Lloyd hizo viajar en el tiempo a varias generaciones de espectadores con su personaje de Doc Brown en Regreso al futuro. Se convirtió así en uno de los personajes más queridos de la historia del cine. Pero detrás del excéntrico científico de la ficción o de sus muchas interpretaciones sobre los escenarios había una vida bastante menos conocida.

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El Supremo pide al Gobierno la lista de 160.000 nacionalizados con la ley de nietos y advierte de su "responsabilidad penal" si no la entrega

El Supremo pide al Gobierno la lista de 160.000 nacionalizados con la ley de nietos y advierte de su "responsabilidad penal" si no la entrega

La Sala de lo Contencioso da cinco días a Exteriores y Presidencia para que envíen la "relación nominal" de las personas nacionalizadas bajo la ley de nietos con "expreso apercibimiento" de que pueden llegar a incurrir en un delito si no lo hacen

El despacho de Baltasar Garzón busca la vía para que el veto al voto por la ley de nietos regrese al Constitucional

El Tribunal Supremo da cinco días a los ministerios de Exteriores y Presidencia para que envíen la lista de los 163.020 españoles que se acogieron a la ley de nietos a los que pide sacar del censo para las próximas elecciones, cuenten o no con documentos que acrediten el exilio de sus antepasados.  

Los mismos jueces que mantienen paralizado desde hace semanas el voto de estas personas exigen esta información a ambos departamentos del Gobierno bajo advertencia de “una multa coercitiva” o incluso “deducir el oportuno testimonio de particulares para exigir la responsabilidad penal que pudiera corresponder”.

Los autos conocidos este viernes cuentan con el voto particular de la misma magistrada que se viene oponiendo a las decisiones del Alto Tribunal sobre el voto de los descendientes de represaliados que accedieron a la nacionalidad a través de esa norma.

Los jueces especifican que tanto el titular de Presidencia, Justicia y Relaciones con las Cortes, Félix Bolaños, como el ministro de Asuntos Exteriores, José Manuel Albares, tienen cinco días para cumplir este mandato. Si no lo hacen, advierten, se exponen a “la imposición de multa coercitiva por importe de 1.000 euros” sin cerrar la puerta a “otras responsabilidades patrimoniales”. Las resoluciones mencionan incluso la posibilidad de “deducir, en su caso, el oportuno testimonio de particulares para exigir la responsabilidad penal que pudiera corresponder”.

91 'nietos' que pueden votar

En sus autos, el Alto Tribunal distingue entre dos formas de acceso a la nacionalidad. Por un lado, quienes aportaron documentos del exilio de sus antepasados. Y, por otro, quienes se acogieron a la instrucción que daba por exiliado a cualquiera que hubiera salido de España entre 1936 y 1955 y sobre la que el Supremo ha lanzado sospechas de que puede ser irregular. De acuerdo a esos autos, el primer grupo sí puede votar si cuenta con un certificado del consulado. Pero la decisión que han tomado los jueces es suspender preventivamente el sufragio de todos. Y dejar en manos de los consulados la tarea de cribar cada expediente. 

Hacer ese filtrado supone revisar miles de concesiones de nacionalidad. El auto revela que, a fecha 21 de octubre, la Administración únicamente ha revisado 31.390 de los 163.020 expedientes y que los cónsules han emitido solo 91 certificados. El tribunal considera “incomprensible” que la Administración General del Estado no haya facilitado aún la lista nominal de los 163.020 electores afectados, a pesar de que fue la Abogacía del Estado la que aportó esa “cifra exacta”.

Los jueces cargan duramente contra el Gobierno, al que hacen responsable de que estas personas puedan quedarse sin votar el próximo 29-N. “No se acierta a adivinar cuáles puedan ser las razones por las que no se haya facilitado a esta Sala la relación nominal de los electores, máxime cuando hay un proceso electoral convocado y, por aplicación de las medidas cautelares de suspensión impuestas, estas personas pueden verse imposibilitadas finalmente del ejercicio de su derecho al voto por la propia inacción de la Administración”, recoge uno de los autos.

Envío de papeletas

Por otro lado, el Alto Tribunal da instrucciones precisas a la Junta Electoral Central (JEC) y a la Oficina del Censo Electoral sobre cómo ejecutar sus medidas cautelares en la votación del 29-N. Así, da el visto bueno a la decisión de la JEC de remitir la documentación electoral a los 2,7 millones de electores inscritos en el censo exterior. Pero exige que ese envío recoja la “advertencia expresa” para los nacionalizados por la ley de nietos de que sólo podrán votar si cuentan con el citado certificado emitido por los consulados. 

Así, impone a la Oficina del Censo Electoral que cuando reciba la relación de los 163.020 españoles que se acogieron a la ley de nietos excluya del listado del CERA vigente para el 29-N a quienes no cuenten con el certificado. Ese listado también debe enviarse a los consulados. En el caso de que una persona no aparezca inscrita en dicho listado, los responsables consulares recibirán su voto pero no lo introducirán en la urna, sino que lo mantendrán aparte para enviarlo a la Junta Electoral Provincial competente, junto con el resto de la documentación electoral pero “debidamente diferenciada”. 

Para el escrutinio del voto de los electores inscritos en el CERA, las Juntas Electorales Provinciales deberán utilizar el listado que la Oficina del Censo Electoral les haya facilitado antes de esa fecha. “Únicamente introducirán en la urna los sobres de los electores que estén incluidos en dicho listado, debiendo guardar aparte, junto con el resto de su documentación electoral, los de quienes no lo estén, haciéndolo constar además en el acta de la sesión”, dicen los magistrados.

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La reflexión de Woody Allen sobre el negocio del cine: “Los estudios conciben sus proyectos para hacer dinero, y las películas están destinadas al más bajo denominador común”

Woody Allen. (Europa Press)

Woody Allen (Nueva York, 1935) cumple 91 años este 30 de noviembre y, al menos por ahora, no parece dispuesto a jubilarse. El polémico director estadounidense se encuentra desde principios de octubre en Madrid rodando su película número 51, una comedia romántica ambientada en el mundo diplomático que pasará durante seis semanas por más de treinta localizaciones de la región. El Ayuntamiento y la Comunidad Autónoma de Madrid han financiado la cinta con 1,5 millones de euros cada uno. En total, tres millones de euros para “promocionar” Madrid como destino turístico, según figura en los contratos.

El proyecto supone además el regreso de Allen al cine después de que en 2023, tras estrenar Golpe de suerte, asegurara que quería retirarse porque hacer películas se había vuelto “agotador”. La jubilación, sin embargo, ha durado poco. “No me quiero retirar del cine aún”, aseguró el pasado 1 de octubre, durante la presentación del proyecto que contó con José Luis Martínez Almeida e Isabel Díaz Ayuso, y donde definió la capital como el escenario “perfecto” para una historia con “romance, intriga e infidelidad”. Tampoco es la primera vez que España se convierte en escenario de una de sus películas. Será la tercera después de Vicky Cristina Barcelona (2008), rodada en Barcelona y Asturias, y Rifkin’s Festival (2020), ambientada en el Festival de San Sebastián.

La financiación de la película volvió a poner encima de la mesa el dinero que destinan las arcas públicas madrileñas, y más teniendo en cuenta que el presupuesto del gobierno de Ayuso este 2026 para ayudas a la producción de largometrajes es en total de tres millones de euros.

Una financiación con polémica

El dinero, precisamente, es una cuestión sobre la que Allen reflexionó hace más de dos décadas. En 2002, al recoger el Premio Príncipe de Asturias de las Artes, el cineasta comparó el Hollywood con el que había crecido con el cine europeo que descubrió después de la Segunda Guerra Mundial. Así, recordó que Fellini, Buñuel, Kurosawa, Bergman, De Sica o Truffaut le hicieron descubrir que una película podía ser algo más que entretenimiento: “Enseguida nos dimos cuenta del potencial que tenía el cine para convertirse en una forma de arte”, dijo.

Su diagnóstico sobre la industria estadounidense de aquel momento fue bastante menos amable. “Actualmente, los Estados Unidos han entrado en un periodo poco creativo en cuanto al cine. Los estudios conciben sus proyectos para hacer dinero”, afirmó, antes de lamentar que muchas producciones estuvieran destinadas al “más bajo denominador común” y que la tecnología hubiera terminado imponiéndose sobre las historias. “El elemento humano se ha perdido por completo”, sentenció.

Woody Allen filma su nueva película en las calles de Madrid (AFP)

Allen fue todavía más gráfico al hablar de las cifras que movía Hollywood: “Se gastan cientos de millones y se pierden cientos de millones en un fin de semana. Se gastan más dinero en publicidad en una película que todo el dinero que Buñuel se gastó en toda su vida haciendo películas. La situación se ha desmadrado por completo”, añadió, para concluir: “Espero que los europeos sigan liderándonos y guiándonos en nuestro camino, porque al final de Estados Unidos no nos está llegando nada”.

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