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El mundo de los rallyes se concentra en un homenaje a Carlos Sainz

La mítica pareja de campeones del mundo de rallyes, Carlos Sainz y Luis Moya, volverá a pilotar junta un Ford, como en sus mejores tiempos en el Mundial de la especialidad. Esta vez será en el Rally de Asturias, que se disputa este fin de semana, con salida desde Pravia y por las carreteras del Principado. A la cita acudirán otros pilotos que fueron sus rivales en el Mundial, como François Delecour, además de numerosos participantes españoles del campeonato histórico.

El Rally de Asturias Histórico: Carlos Sainz Tribute tendrá su centro neurálgico en Pravia, donde se instalará, a partir del jueves 29, un parque cerrado abarrotado de campeones del mundo y máquinas de leyenda. El centro de todas las miradas serán Carlos Sainz y Luis Moya, que vuelven a ajustarse los arneses para enfrentarse al cronómetro con una de las máquinas más avanzadas del automovilismo moderno: el Ford Puma Rally1 híbrido.

La prueba contará con un recorrido total de 365 kilómetros y diez tramos cronometrados, en los que los pilotos lucharán por cada décima de segundo. El objetivo principal de esta edición es rendir homenaje a una figura irrepetible del automovilismo español: Carlos Sainz. Pero el tributo es tan singular como el propio Carlos: en lugar de recibir los aplausos desde un escenario, se pondrá el casco para competir de verdad sobre el asfalto. Sainz saldrá a la carretera con una de las máquinas del WRC: el Ford Puma Rally1. Más de 500 caballos, tracción total y propulsión híbrida para volver a disfrutar de nuestro campeón.

Han pasado exactamente 24 años desde que Carlos Sainz y Luis Moya compartieron, en la temporada 2002, el habitáculo de un Ford Focus RS WRC de la máxima categoría mundial sobre asfalto. El propio Carlos lo confirmaba emocionado a sus seguidores: «Hace poco os decía que a lo mejor había alguna sorpresa... Se ha confirmado y tengo que agradecer enormemente tanto a Ford como a Red Bull que van a traer un Ford Puma Rally1 y voy a correr con un coche de última generación. Hace tantísimos años que no conduzco en asfalto... Tengo muchísima ilusión, tanto Luis como yo tenemos ganas de verlo y de probarlo».

El Puma Rally1 concluye su ciclo de homologación en el WRC, por lo que las carreteras de Pravia, Salas y Muros del Nalón serán testigos de una de las últimas grandes apariciones en competición de este excepcional vehículo sobre asfalto, nada menos que con Carlos Sainz al volante. Junto a él, cerca de cien participantes de distintas categorías tomarán parte en este homenaje al campeón español. Entre ellos estará su hermano Antonio, con un Subaru Impreza.

© LR

El mundo de los rallyes se concentra en un homenaje a Carlos Sainz
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Quando se levanta rapidamente da cama fica com tonturas durante alguns segundos? Saiba o que pode estar a acontecer

Levantar-se rapidamente da cama e sentir tonturas, fraqueza ou uma sensação de desequilíbrio durante alguns segundos é uma situação relativamente comum. Embora estes episódios sejam muitas vezes passageiros, podem estar relacionados com uma descida súbita da tensão arterial, provocada pela mudança de posição do corpo, que em determinadas circunstâncias merece atenção médica.

Este fenómeno é conhecido como hipotensão ortostática, também designada por hipotensão postural. O portal do Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS) esclarece que isto acontece quando a tensão arterial diminui ao passar da posição deitada ou sentada para a posição de pé, podendo provocar tonturas, visão turva e, nos casos mais intensos, desmaios.

Por que é que a tensão arterial pode baixar ao levantar-se?

Quando uma pessoa se levanta, a gravidade faz com que parte do sangue se desloque temporariamente para as pernas e para a região abdominal. Em condições normais, o organismo responde rapidamente a esta alteração, ajustando a frequência cardíaca e a contração dos vasos sanguíneos para assegurar que o cérebro continua a receber sangue suficiente.

Contudo, quando este mecanismo de compensação não funciona com a rapidez necessária, a tensão arterial pode diminuir durante alguns momentos. Segundo o NHS, esta alteração pode provocar uma sensação de cabeça leve, tonturas ou fraqueza, sintomas que tendem a melhorar quando a circulação estabiliza ou quando a pessoa volta a sentar-se.

Quais são os valores considerados tensão arterial baixa?

O NHS considera que existe tensão arterial baixa quando os valores são inferiores a 90/60 mmHg, habitualmente conhecidos como 9 por 6. No entanto, a entidade esclarece que nem todas as pessoas com estes valores apresentam sintomas ou necessitam de tratamento, uma vez que a tensão arterial varia naturalmente ao longo do dia e pode ser mais baixa em indivíduos saudáveis.

Importa ainda distinguir a tensão arterial habitualmente baixa da hipotensão ortostática. Esta última está associada a uma descida significativa dos valores após a mudança de posição, mesmo quando a tensão arterial em repouso não é particularmente baixa. Para avaliar a situação, um profissional de saúde pode realizar medições enquanto o paciente está deitado e depois de se colocar de pé.

Desidratação e medicamentos podem estar na origem do problema

Entre as causas identificadas pelo NHS encontram-se a desidratação, determinados medicamentos, a gravidez e algumas doenças, incluindo a diabetes. A perda de líquidos reduz o volume de sangue em circulação, podendo dificultar a capacidade do organismo para manter a tensão arterial estável quando uma pessoa muda rapidamente de posição.

O problema também pode tornar-se mais frequente com o envelhecimento. Segundo a mesma fonte, alguns medicamentos utilizados no tratamento de doenças cardiovasculares e outras condições podem contribuir para a descida da tensão arterial. No entanto, qualquer alteração da medicação deve ser avaliada por um médico, não sendo aconselhável interromper tratamentos por iniciativa própria.

Há pequenos hábitos que podem ajudar a evitar as tonturas

Uma das principais recomendações do NHS consiste em evitar mudanças bruscas de posição, especialmente ao sair da cama. Em vez de se levantar imediatamente, a pessoa deve passar primeiro da posição deitada para a posição sentada e só depois colocar-se de pé, permitindo que o organismo se adapte gradualmente.

A entidade aconselha também uma hidratação adequada, refeições mais pequenas e frequentes e a redução do consumo excessivo de álcool. Permanecer muito tempo de pé ou sentado e levantar-se repentinamente também pode favorecer os sintomas. Se as tonturas surgirem, é recomendável sentar-se ou deitar-se até recuperar o equilíbrio, evitando caminhar ou realizar atividades que possam provocar uma queda.

Quando é necessário procurar ajuda médica?

Embora uma tontura ocasional ao levantar-se nem sempre represente um problema grave, o NHS recomenda procurar um médico quando os episódios são frequentes, persistentes ou acompanhados por outros sintomas. Visão turva, náuseas, fraqueza, confusão e desmaios são alguns dos sinais que podem surgir quando a tensão arterial diminui excessivamente.

A avaliação é especialmente importante quando existe perda de consciência, mesmo que dure apenas alguns segundos. Já situações acompanhadas por dor no peito, dificuldades súbitas em falar ou fraqueza num dos lados do corpo exigem assistência médica urgente. Assim, levantar-se mais devagar pode ajudar a evitar determinados episódios, mas a repetição das tonturas não deve ser automaticamente atribuída à tensão arterial baixa sem uma avaliação adequada.

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¿La IA nos vuelve más apáticos? Un estudio demuestra la pérdida de motivación tras diez minutos de ayuda

¿La IA nos vuelve más apáticos? Un estudio demuestra la pérdida de motivación tras diez minutos de ayuda

Los investigadores advierten de que obtener respuestas inmediatas puede reducir las oportunidades de aprendizaje y proponen diseñar herramientas que guíen al usuario en lugar de resolver los ejercicios

Pedro Almodóvar: “La inteligencia artificial es un peligro, pero nunca podrá escribir 'Hable con ella'”

La inteligencia artificial permite resolver problemas en cuestión de segundos, pero recurrir a ella de forma habitual también podría tener consecuencias sobre la capacidad de trabajar sin asistencia. Una investigación presentada en la Conferencia sobre Modelado del Lenguaje de 2026, celebrada en San Francisco, ha observado que las personas que utilizan un chatbot para resolver tareas sencillas muestran una menor perseverancia cuando se les retira esa ayuda. Los resultados indican que recibir soluciones inmediatas puede debilitar la disposición a esforzarse cuando una actividad exige reflexión individual.

El estudio, cuyos resultados se publicaron inicialmente como prepublicación y posteriormente superaron la revisión por pares, contó con 1.222 participantes distribuidos en tres experimentos controlados aleatorizados. El equipo analizó el impacto del soporte digital en dos áreas formativas: la resolución de ejercicios con fracciones y la comprensión lectora. Cada prueba requirió entre 13 y 15 minutos, de modo que las conclusiones reflejan conductas en plazos cortos y no bastan para determinar secuelas prolongadas en el tiempo.

En el primer experimento participaron 354 personas, divididas en dos grupos. Uno podía utilizar un chatbot para resolver 12 ejercicios matemáticos, ya fuera solicitando directamente las respuestas o pidiendo pistas, mientras que el otro debía trabajar sin esa herramienta. Después, los investigadores retiraron la IA y plantearon tres problemas adicionales a todos los participantes. Aunque los participantes asistidos completaron más operaciones en la fase inicial, su eficacia decayó al afrontar los ejercicios en solitario y dejaron más preguntas en blanco.

Menos perseverancia cuando desaparece la ayuda

El equipo reprodujo la prueba con otros 667 participantes e introdujo algunos ajustes, entre ellos una fase preliminar para excluir a quienes no podían resolver los ejercicios más básicos. Las conclusiones coincidieron con las del ensayo previo. La diferencia fue especialmente acusada entre los usuarios que pedían la solución directa al asistente, en contraste con quienes recurrían a él de forma guiada para recibir pistas.

El tercer ensayo examinó si esta reacción afectaba a disciplinas no numéricas. En este caso, 201 personas realizaron una prueba de comprensión lectora: contestaron cinco preguntas con o sin apoyo de la herramienta y, acto seguido, resolvieron otras tres tras deshabilitarse el programa. Los resultados confirmaron el mismo patrón, lo que sugiere que la pérdida de la perseverancia puede aparecer en tareas que requieren comprender textos y construir significados, y no únicamente en ejercicios numéricos.

Asistente de inteligencia artifical 'Claude'
Asistente de inteligencia artifical 'Claude'

Una de las posibles explicaciones planteadas en el estudio es que acostumbrarse a recibir respuestas instantáneas haga que las personas perciban como menos eficiente cualquier método que requiera más tiempo. Sin embargo, los experimentos no demuestran que la inteligencia artificial provoque apatía generalizada ni un deterioro cognitivo permanente. Las pruebas fueron breves y los autores reconocen que todavía es necesario investigar cómo influye la utilización repetida de estas herramientas en el aprendizaje a largo plazo.

Una IA que enseñe en lugar de resolverlo todo

Ante estos resultados, los investigadores proponen desarrollar chatbots que funcionen más como tutores. En lugar de proporcionar directamente una solución, estas herramientas podrían ofrecer pistas, explicaciones y orientaciones para que los usuarios completen el razonamiento por sí mismos.

Brian Christian, coautor del estudio e investigador del Centro de Inteligencia Artificial Compatible con los Seres Humanos de la Universidad de California en Berkeley, defendió en un comunicado que las capacidades humanas deberían verse potenciadas por estas tecnologías, en lugar de ser sustituidas. Para comprobar qué efectos tiene este enfoque, serán necesarios nuevos estudios que sigan a las mismas personas durante periodos prolongados y midan su evolución en distintas tareas.

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Tem 50 anos ou mais? Universidade do Algarve abriu aulas sem exames e não exige habilitações académicas

Voltar a estudar depois dos 50 anos já é possível numa universidade portuguesa sem ter de realizar exames ou apresentar diplomas escolares. A iniciativa permite frequentar aulas sobre temas tão diferentes como inteligência artificial, cavalos-marinhos ou alimentação, num ambiente académico onde a troca de experiências e a curiosidade dos participantes são mais importantes do que as classificações.

O projeto chama-se UAlg C+ Universidade Comunitária e começou a funcionar a 19 de outubro, no Algarve, com atividades realizadas sobretudo no Campus da Penha, em Faro. De acordo com a rádio TSF, a iniciativa destina-se a pessoas com 50 anos ou mais que pretendam continuar a aprender, independentemente das habilitações académicas, mediante o pagamento de uma propina.

Não é preciso ter frequentado o ensino superior

A principal particularidade desta iniciativa é a possibilidade de qualquer pessoa com a idade exigida regressar a uma sala de aula sem precisar de ter concluído o ensino secundário ou frequentado anteriormente uma universidade. Nídia Braz, uma das coordenadoras do projeto, explicou à TSF que o objetivo é abrir as portas da instituição e permitir à população conhecer o trabalho desenvolvido pelos docentes e investigadores.

Segundo a mesma fonte, os responsáveis fazem questão de distinguir esta experiência das universidades seniores tradicionais. Em vez de um programa organizado em disciplinas fixas, os participantes encontram módulos independentes, com diferentes professores e conteúdos. A Universidade do Algarve confirma que a oferta abrange seis áreas do conhecimento, desde saúde e ambiente até economia, património, artes e tecnologias.

Num dia fala-se de cavalos-marinhos e noutro de inteligência artificial

As primeiras sessões já abordaram temas relacionados com a conservação dos cavalos-marinhos, a importância das águas subterrâneas e a inteligência artificial. A programação inclui aulas teóricas e práticas, oficinas, caminhadas e visitas de estudo, permitindo que os participantes contactem diretamente com diferentes áreas de investigação desenvolvidas na universidade.

Cada módulo tem uma duração habitual de 90 minutos e as atividades decorrem nos dias úteis, entre as 10 h e as 17 h. Os estudantes podem escolher os temas que pretendem frequentar, mediante inscrição prévia e de acordo com a capacidade de cada sessão. A programação prolonga-se até 25 de junho de 2027, com uma interrupção entre 11 de dezembro e 18 de janeiro.

Aluna de 72 anos destaca a liberdade para fazer perguntas

Entre os primeiros participantes encontra-se Anabela, de 72 anos, que contou à estação de rádio como as aulas decorrem num ambiente de partilha entre professores e estudantes. A aluna considera que a experiência de vida dos participantes contribui para tornar as sessões mais participativas, uma vez que muitos aproveitam para colocar questões relacionadas com os assuntos apresentados.

A presença de pessoas com diferentes percursos profissionais e pessoais é, precisamente, uma das características que a universidade pretende valorizar. Nídia Braz referiu que os docentes responderam positivamente ao desafio de participar no projeto, tendo apresentado propostas de atividades que já permitem preencher a programação até ao final de junho.

Quanto custa frequentar esta universidade?

A frequência do programa implica o pagamento de uma propina. Os participantes pagam 25 euros por mês e passam a integrar a comunidade académica da Universidade do Algarve. A página oficial do curso apresenta, para o ano letivo de 2026/2027, uma propina de 200 euros, acrescida de uma taxa de candidatura de 10 euros e de outros 10 euros referentes à inscrição e ao seguro escolar.

A iniciativa permite também utilizar espaços da universidade, incluindo bibliotecas, cantinas e bares. Os participantes podem almoçar no campus, conviver com estudantes mais jovens ou passar algum tempo na biblioteca. A responsável considera que esta integração na vida universitária contribui para criar novas oportunidades de convívio e combater o isolamento social.

Como fazer a inscrição na Universidade Comunitária?

As candidaturas encontram-se abertas para o ano letivo de 2026/2027, estando previstas 50 vagas. Podem inscrever-se cidadãos portugueses ou estrangeiros residentes em Portugal com idade igual ou superior a 50 anos. A seleção é realizada por ordem de inscrição, não sendo exigidas habilitações académicas específicas.

Os interessados podem apresentar a candidatura online até 3 de maio de 2027, através do portal da universidade. Existe também apoio presencial às inscrições às sextas-feiras, entre as 10 h e as 12 h, no Balcão do Estudante do Campus da Penha, no edifício do Instituto Superior de Engenharia.

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É alérgico a gatos? Ciência mostra que afinal o problema não está propriamente no pelo

Basta entrar numa casa onde vive um gato para algumas pessoas começarem a espirrar, sentir comichão nos olhos ou ficar com o nariz entupido. Estes sintomas são frequentemente atribuídos ao pelo dos animais, mas a explicação científica é diferente. O principal responsável pelas reações alérgicas é uma proteína que os gatos produzem naturalmente e que pode espalhar-se pelo ambiente, mesmo sem contacto direto com o animal.

Trata-se da Fel d 1, considerada o principal alergénio associado aos gatos. Segundo a American College of Allergy, Asthma and Immunology (ACAAI), organização norte-americana especializada em alergias, os felinos produzem várias proteínas capazes de desencadear reações do sistema imunitário. Estas substâncias encontram-se na saliva, na pele e no pelo, embora não sejam os próprios fios de pelo a provocar a maioria das alergias.

Proteína presente na saliva é uma das principais responsáveis

A Fel d 1 é produzida sobretudo nas glândulas salivares e sebáceas dos gatos. Durante a higiene diária, os animais lambem repetidamente o corpo, espalhando a saliva e as proteínas nela presentes pela superfície da pele e do pelo. Quando estas substâncias secam, podem permanecer depositadas no animal e libertar-se posteriormente para o ambiente.

Segundo uma revisão científica publicada na revista Allergy, Asthma & Clinical Immunology, a Fel d 1 é responsável por grande parte das reações alérgicas associadas aos gatos. Estudos indicam que mais de 90% das pessoas sensibilizadas a alergénios felinos apresentam anticorpos contra esta proteína, embora existam outras substâncias produzidas pelos animais que também podem desencadear sintomas.

Alergénios podem permanecer na casa durante muito tempo

O pelo desempenha um papel importante na distribuição destas proteínas, funcionando como um veículo que as transporta para diferentes locais. Quando o gato perde pelo ou pequenas partículas de pele, os alergénios podem acumular-se em sofás, tapetes, colchões, cortinas e peças de roupa, mantendo-se no ambiente mesmo depois de o animal sair da divisão.

A mesma investigação explica que estas proteínas podem ser transportadas pelo ar, associadas a partículas muito pequenas, e aderir facilmente aos tecidos. Por esse motivo, é possível encontrar alergénios de gatos em escolas, transportes públicos e outros espaços onde não vivem animais. A presença destas substâncias, contudo, não significa necessariamente que todas as pessoas expostas venham a desenvolver sintomas.

Ter um gato com pouco pelo evita as alergias?

Uma das dúvidas mais frequentes está relacionada com a existência de raças consideradas hipoalergénicas. Alguns gatos são apresentados como mais adequados para pessoas com alergias, sobretudo quando têm pouco pelo ou praticamente nenhum. No entanto, a ACAAI esclarece que não existem provas científicas de que determinadas raças sejam completamente incapazes de provocar reações alérgicas.

A entidade acrescenta que todos os gatos produzem alergénios, independentemente do comprimento do pelo. A quantidade destas proteínas pode variar entre animais, mas a reação depende também da sensibilidade individual. Assim, escolher um gato sem pelo não garante que uma pessoa alérgica consiga viver com ele sem apresentar sintomas.

Há medidas que podem reduzir as reações alérgicas

Para quem já tem um gato em casa, existem cuidados que podem ajudar a diminuir a exposição aos alergénios. A American Academy of Allergy, Asthma & Immunology (AAAAI) recomenda impedir a entrada do animal no quarto, aspirar regularmente os tapetes e utilizar equipamentos com filtros HEPA, capazes de reter partículas finas presentes no ambiente.

A organização aconselha ainda a lavagem frequente dos tecidos onde os alergénios se podem acumular e a redução do contacto direto com os animais. A escovagem pode ser realizada no exterior por alguém que não tenha alergias, enquanto os cuidados de higiene do gato devem respeitar as orientações de um veterinário. Contudo, estas medidas podem diminuir a exposição, mas não garantem a eliminação completa dos sintomas.

Quando deve procurar um especialista?

As alergias aos gatos podem manifestar-se através de espirros, congestão nasal, olhos lacrimejantes e comichão, mas algumas pessoas também apresentam tosse, pieira ou dificuldades respiratórias. Segundo a ACAAI, a exposição aos alergénios felinos pode agravar os sintomas de asma, especialmente em indivíduos que já apresentam sensibilidade respiratória.

Quando os sintomas são frequentes ou interferem com a vida quotidiana, é aconselhável procurar um médico especialista em imunoalergologia. Através de testes adequados, é possível identificar os alergénios responsáveis e avaliar tratamentos, incluindo medicamentos para controlar os sintomas ou imunoterapia em determinadas situações. Assim, embora o pelo seja frequentemente associado às alergias, são sobretudo as proteínas transportadas por ele que explicam as reações do organismo.

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De ganar títulos con el Barça a dependiente en una tienda de deporte: el duro relato de Jérémy Mathieu y su paso por la depresión

De ganar títulos con el Barça a dependiente en una tienda de deporte: el duro relato de Jérémy Mathieu y su paso por la depresión

El exfutbolista francés cuenta que pasó cuatro años sumido en una depresión tras retirarse en 2020 y explica cómo trabajar en Intersport le ayudó a recuperar la vida social

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Ganar títulos con el FC Barcelona y levantar la Champions League situó a Jérémy Mathieu en el punto más alto de su carrera profesional. Sin embargo, su retirada del fútbol en 2020 a raíz de una rotura del ligamento cruzado durante su etapa en el Sporting de Portugal, dio paso a uno de los momentos más complicados de su vida personal. El exdefensa francés ha relatado que atravesó cuatro años de profunda depresión, marcados por el aislamiento y la falta de ilusión, hasta que un empleo como dependiente en una tienda de deportes le sirvió de apoyo para recuperar su entorno social.

En una entrevista con la revista So Foot, recogida por la emisora RMC Sport, Mathieu detalló las dificultades que afrontó tras dejar el deporte de élite a los 36 años. “Fue un proceso duro. Pasé una época muy sombría durante cuatro años. Por suerte, mi mujer estuvo a mi lado para ayudarme a salir adelante. Había perdido el rumbo por completo”, reconoce el exfutbolista, que cumple 43 años este jueves.

El francés describe unos hábitos en los que prácticamente no salía a la calle y permanecía casi todo el día en el sofá, pendiente del televisor y del teléfono móvil. Su vínculo con el fútbol también se deterioró: dejó de ver partidos y perdió el interés por cualquier actividad cotidiana. “Durante cuatro años estuve totalmente inactivo, encerrado en casa día tras día”, recuerda. Durante ese periodo intentó salir adelante apoyándose principalmente en su familia, sin recurrir a un psicólogo.

Intersport, el punto de inflexión para recuperar su entorno social

El cambio llegó cuando comenzó a trabajar como vendedor en una tienda de Intersport, una decisión que le permitió recuperar una rutina y relacionarse con otras personas. Mathieu explica que no buscaba ese empleo por motivos económicos, sino porque necesitaba salir del aislamiento. “Ese empleo me sirvió para recuperar el ánimo, reconstruir mis relaciones y, en el fondo, volver a la vida real”, explica.

El exdefensa cuenta que su mujer había empezado a realizar algunos trabajos y que ambos necesitaban recuperar espacios propios. “Antes de eso, estábamos juntos todo el tiempo, y cada vez era más difícil. Trabajar por separado nos vino bien a los dos”, explica. Además, volvió a quedar con sus amigos y encontró en sus compañeros de tienda un ambiente de convivencia que le recordaba al vestuario de un equipo de fútbol.

Mathieu permaneció casi doce meses en la tienda. Durante ese tiempo, llegó a recibir una propuesta para convertirse en segundo responsable de la sección de fútbol. También recuerda las bromas con sus compañeros, las conversaciones con los clientes y las situaciones cotidianas que le ayudaron a recuperar el contacto con otras personas. Después presentó su dimisión para incorporarse al centro de formación del Sochaux, aunque el proyecto no salió adelante y terminó regresando a la tienda.

En abril de 2025, una imagen suya con la indumentaria de Intersport se hizo viral en las redes sociales. La fotografía desató comentarios y burlas por parte de personas que insinuaban problemas de ruina o una mala administración del patrimonio obtenido en su carrera. Mathieu rechaza esas interpretaciones y critica que se juzgara su situación sin conocer sus circunstancias personales.

“No encuentro la lógica. Son juicios absurdos. Gran parte de esas personas escribe protegida por una pantalla. No saben nada de mi día a día ni de lo que me tocó vivir. Lo reducen todo al dinero y olvidan el aspecto humano”, puntualiza. También evoca la sorpresa de varios clientes que le cuestionaban por qué atendía en un comercio tras haber formado parte del Barcelona, confundiendo una elección personal con una supuesta urgencia económica.

Una nueva etapa vinculada al deporte

Tras su paso por la élite, Mathieu probó también en categorías modestas. Militó dos campañas en el Luynes Sport, con la idea de disfrutar del juego sin la exigencia de la primera línea, antes de cerrar esa experiencia. En la actualidad dirige a un conjunto sub-15 en la localidad de Aix-en-Provence y cursa los estudios para conseguir la titulación técnica, con la meta de seguir ligado al fútbol desde los banquillos. Su trayectoria en el Barcelona, donde jugó entre 2014 y 2017, quedó marcada por la conquista de nueve títulos con el club azulgrana, incluida la Champions League de 2015.

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Vai viajar para fora da zona euro? Pergunta no terminal de pagamento pode fazê-lo gastar mais dinheiro

Pagar com cartão durante uma viagem ao estrangeiro pode parecer uma operação simples, mas existe uma pergunta que surge em determinados terminais de pagamento e que pode tornar as compras mais caras. Quando o equipamento apresenta a possibilidade de escolher entre euros e a moeda do país visitado, a opção aparentemente mais conveniente nem sempre é a mais económica.

A situação pode acontecer em países como o Reino Unido, a Polónia ou a Dinamarca, onde a moeda utilizada não é o euro. De acordo com o portal Your Europe, da Comissão Europeia, escolher pagar na moeda nacional do titular do cartão pode implicar encargos adicionais, uma vez que o estabelecimento ou o operador do terminal aplica uma conversão cambial que frequentemente torna a operação mais dispendiosa.

Por que é que pagar em euros pode sair mais caro?

O procedimento é conhecido como conversão dinâmica de moeda, também designado pela sigla DCC, e permite que o consumidor veja imediatamente o valor da compra convertido para a moeda da sua conta bancária. Por exemplo, um português que esteja na Polónia pode encontrar um terminal que lhe pergunte se pretende pagar em euros ou em zlótis, a moeda polaca.

Segundo a mesma fonte, ao escolher euros, o consumidor aceita a taxa de câmbio apresentada pelo serviço de conversão associado ao terminal. Esta taxa pode incluir uma margem adicional que torna a compra mais cara do que seria se o pagamento fosse processado na moeda local e convertido posteriormente pelo banco ou pela entidade emissora do cartão.

Qual é a opção normalmente mais económica?

A Comissão Europeia explica que pagar na moeda local é frequentemente a alternativa mais barata, embora o valor final dependa das condições aplicadas pelo banco. Ao escolher esta modalidade, o consumidor permite que a conversão seja realizada posteriormente pela entidade responsável pelo cartão, segundo as taxas e comissões previstas no respetivo contrato.

Contudo, esta escolha não garante que a operação fique isenta de encargos. O banco pode cobrar comissões por transações internacionais ou pela conversão de moeda, pelo que é importante consultar antecipadamente o preçário. A principal diferença está na entidade responsável pela conversão e na taxa aplicada, sendo aconselhável comparar os custos sempre que existam informações disponíveis.

Comerciantes são obrigados a informar sobre os custos?

Nos pagamentos abrangidos pelas regras europeias, os comerciantes e operadores que oferecem a conversão dinâmica de moeda devem informar os consumidores sobre os encargos antes de a operação ser concluída. Segundo o portal Your Europe, estes custos devem ser apresentados através de uma percentagem de acréscimo relativamente às taxas de câmbio de referência mais recentes do Banco Central Europeu.

Esta obrigação encontra-se prevista no artigo 4.º do Regulamento (UE) 2021/1230, relativo aos pagamentos transfronteiriços na UE. A legislação determina ainda que, quando é oferecida a conversão no terminal, devem ser apresentados os montantes nas duas moedas. Estas regras aplicam-se às operações abrangidas pelo regulamento europeu, não devendo ser consideradas automaticamente válidas em todos os países fora da União Europeia.

Levantamentos em caixas automáticos também exigem atenção

O mesmo problema pode surgir quando um viajante pretende levantar dinheiro num caixa automático fora da zona euro. Alguns equipamentos oferecem a possibilidade de realizar imediatamente a conversão para euros, apresentando o montante que será debitado na conta. No entanto, essa opção pode incluir uma taxa de câmbio menos favorável do que a utilizada pelo banco do titular do cartão.

Os levantamentos podem ainda envolver outros custos, nomeadamente comissões cobradas pelo proprietário do equipamento e encargos associados a operações em moeda estrangeira. Por isso, antes de confirmar um levantamento, importa verificar não apenas a moeda selecionada, mas também os eventuais custos apresentados no ecrã.

Banco de Portugal recomenda atenção às taxas de câmbio

O Banco de Portugal esclarece que as instituições autorizadas a realizar operações cambiais podem fixar livremente as respetivas taxas, devendo divulgar os valores aplicados e as comissões cobradas. Acrescenta que, mesmo quando uma entidade anuncia uma operação sem comissões, os custos podem estar incorporados na própria taxa de câmbio utilizada.

Assim, quem vai viajar para um país que não utiliza o euro deve consultar previamente as condições do seu cartão e verificar os encargos associados a pagamentos noutras moedas. Quando o terminal apresentar duas opções, pagar na moeda local é frequentemente mais vantajoso, mas a decisão deve ter em conta a taxa de conversão oferecida e os custos do banco, evitando que uma compra aparentemente simples acabe por representar uma despesa superior à esperada.

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No Barlavento algarvio há uma vila que hoje é conhecida pelas praias mas no passado foi o “celeiro do Algarve”

Atualmente associada às praias, às paisagens naturais e ao turismo, há uma vila no Barlavento algarvio cuja importância económica esteve durante muito tempo ligada a uma atividade bastante diferente. A produção de cereais marcou a história desta localidade, que chegou a ser conhecida como o “celeiro do Algarve”, numa época em que os campos agrícolas e os moinhos tinham um papel fundamental na vida da população.

Trata-se de Vila do Bispo, no extremo sudoeste do Algarve, onde a atividade agrícola deixou marcas que ainda podem ser encontradas no património local. De acordo com o Visit Portugal, o portal oficial do Turismo de Portugal, a vila foi considerada durante séculos uma importante zona produtora de cereais, tendo os numerosos moinhos constituído um dos principais símbolos dessa atividade.

Por que razões era Vila do Bispo conhecida como o “celeiro do Algarve”?

A designação está relacionada com a importância que a produção cerealífera assumiu na economia local durante várias gerações. Os terrenos agrícolas de Vila do Bispo permitiram o desenvolvimento de uma atividade que se tornou uma das principais fontes de sustento dos habitantes, numa região onde a pesca e a apanha de marisco também contribuíam para a subsistência das famílias.

Os moinhos de vento estavam diretamente associados a essa produção, uma vez que eram utilizados para transformar os cereais em farinha. Embora muitos tenham desaparecido ou perdido a função original, a Junta de Freguesia de Vila do Bispo e Raposeira identifica três moinhos na periferia do núcleo antigo, que continuam a recordar a ligação histórica da localidade à agricultura.

Centro histórico ainda conserva características do Algarve antigo

Apesar das transformações registadas ao longo dos anos, Vila do Bispo mantém um conjunto de ruas estreitas e casas tradicionais que ajudam a compreender a organização da antiga povoação. O casario branco distribui-se pela encosta de uma colina, tendo como principal referência a torre da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição.

Nas ruas próximas do templo podem observar-se edifícios caiados de branco, com molduras coloridas em portas e janelas, cantarias trabalhadas e outros elementos característicos da arquitetura tradicional algarvia. A Câmara Municipal de Vila do Bispo destaca, em particular, as ruas do Outeiro e Capitão Viegas, onde subsistem casas com platibandas, barras coloridas e poiais junto às entradas.

Há uma casa que resistiu ao terramoto de 1755

Uma das curiosidades do centro histórico encontra-se na Rua do Outeiro, onde permanece uma pequena habitação que, segundo a autarquia, resistiu ao terramoto de 1 de novembro de 1755. O edifício constitui um testemunho de uma fase anterior à reconstrução de parte da localidade, depois dos danos provocados por aquele acontecimento.

A Praça da República também está associada a este período da história de Vila do Bispo. De acordo com o portal do município, as suas origens poderão remontar à reconstrução posterior ao terramoto, tendo o espaço funcionado como um dos principais pontos de encontro da população. A presença da igreja e do casario envolvente continua a marcar a configuração desta zona da vila.

Antiga lota dos percebes foi transformada num espaço cultural

Outra particularidade do património local é o edifício que acolhe atualmente o Centro de Interpretação de Vila do Bispo. Segundo a Câmara Municipal, o imóvel terá sido construído durante a década de 1920, tendo funcionado como matadouro e como espaço associado à comercialização de percebes, uma atividade que demonstra a importância dos recursos marítimos para a economia do concelho.

Em 2009, o antigo edifício foi recuperado e passou a funcionar como Centro de Interpretação, acolhendo iniciativas culturais e exposições temporárias. A fachada voltada a poente apresenta uma pintura de arte urbana realizada em 2018, evocativa dos contactos marítimos portugueses dos séculos XV e XVI. O espaço permite, assim, conhecer outras dimensões da história local, para além da atividade agrícola que esteve na origem da designação de “celeiro do Algarve”.

Antigos celeiros deram lugar a um museu

A memória cerealífera também permanece num equipamento cultural inaugurado em janeiro de 2024. O Museu de Vila do Bispo, denominado “Celeiro da História”, foi instalado nos antigos armazéns da Federação Nacional dos Produtores de Trigo, construídos na década de 1950, quando a localidade ainda era reconhecida pela importância da produção agrícola.

O edifício foi reabilitado para acolher um percurso dedicado ao património histórico, arqueológico e natural do concelho. O museu reúne testemunhos de diferentes períodos da ocupação humana e da relação das populações com o território. Desta forma, a antiga função dos armazéns permanece ligada à identidade de Vila do Bispo, permitindo conhecer uma atividade económica que antecedeu a atual importância do turismo na região.

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Fábio Paim reage após ser acusado de violar jovem em Faro: “Acusação não é condenação”

O antigo futebolista Fábio Paim quebrou o silêncio depois de ter sido acusado pelo Ministério Público de violar uma estudante universitária em Faro. O também ex-concorrente de reality shows, de 38 anos, rejeita as acusações e garante que pretende demonstrar a sua inocência em tribunal, tendo partilhado nas redes sociais uma mensagem em que sublinha que ainda não existe qualquer decisão judicial sobre o processo.

“Acusação não é condenação”, escreveu Fábio Paim numa publicação na sua conta de Instagram. A mensagem terá sido divulgada na segunda-feira, 26 de outubro, depois de serem conhecidas as acusações de violação, violação de domicílio e dano relacionadas com um episódio ocorrido em abril de 2023, na cidade de Faro.

Antigo futebolista garante que não conhece a jovem

Além da reação nas redes sociais, Fábio Paim terá negado os factos numa conversa telefónica com Léo Caeiro. O comentador revelou, durante a emissão de terça-feira, 27 de outubro, do programa “Olá, Bom Dia”, da CMTV, que contactou o antigo jogador para perceber como estava a reagir à divulgação do caso.

“O Fábio disse-me que não correspondia à verdade esta acusação, não conhece a pessoa em questão e que vai provar isso nas instâncias próprias. Mas ele estava muito abalado”, afirmou Léo Caeiro. O comentador acrescentou que o antigo futebolista se encontrava fragilizado com a situação, embora confiante na possibilidade de esclarecer os acontecimentos em tribunal.

Alegados crimes terão ocorrido em abril de 2023

Os factos que deram origem ao processo remontam à madrugada de 20 de abril de 2023. O Ministério Público acusa Fábio Paim de ter entrado à força num prédio em Faro e de se ter dirigido a um apartamento onde residiam estudantes universitárias, depois de alegadamente ter seguido uma jovem que encontrara num estabelecimento de diversão noturna.

O antigo jogador terá agredido uma das moradoras, que teria aproximadamente 20 anos na altura, antes da alegada violação. A jovem apresentou queixa às autoridades, dando origem a uma investigação conduzida pela PJ. Estes acontecimentos integram a versão apresentada pela acusação e ainda terão de ser apreciados em julgamento.

Vestígios biológicos terão permitido identificar o suspeito

O Correio da Manhã avança que a PJ recolheu vestígios biológicos na roupa da jovem e procedeu à sua análise. Segundo a mesma fonte, o cruzamento dos resultados com perfis genéticos existentes numa base de dados utilizada pelas autoridades terá permitido estabelecer uma correspondência com o ADN de Fábio Paim.

O antigo jogador foi posteriormente interrogado pela PJ e constituído arguido, não tendo sido apresentado a um juiz para primeiro interrogatório judicial por decisão do Ministério Público. A identificação através dos vestígios biológicos constitui um dos elementos referidos na investigação, mas caberá ao tribunal apreciar a prova e determinar a sua relevância para o esclarecimento dos factos.

Julgamento está marcado para 18 de novembro

Fábio Paim deverá começar a ser julgado no dia 18 de novembro. O processo envolve três crimes, nomeadamente violação, violação de domicílio e dano, relacionados com os acontecimentos descritos na acusação do Ministério Público.

O antigo futebolista, que passou pela formação do Sporting e participou posteriormente em programas de televisão, mantém a posição de que não praticou os factos que lhe são imputados. Segundo Léo Caeiro, pretende responder às acusações nas instâncias judiciais, onde terá oportunidade de apresentar a sua defesa.

Acusação não significa que exista uma condenação

A mensagem publicada por Fábio Paim nas redes sociais destaca uma distinção importante no funcionamento da justiça portuguesa. Uma acusação do Ministério Público significa que esta entidade considera existirem elementos suficientes para levar determinados factos a julgamento, mas não equivale a uma decisão judicial que estabeleça a responsabilidade criminal do arguido.

Assim sendo, será durante o julgamento que o tribunal irá analisar os elementos apresentados pela acusação e pela defesa, incluindo eventuais depoimentos e provas periciais. Até existir uma decisão judicial definitiva, Fábio Paim beneficia da presunção de inocência, princípio garantido pela Constituição da República Portuguesa.

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Cómo fue la huida de Flávio Bolsonaro y por qué se ha escapado a EEUU tras acariciar la presidencia de Brasil

Cómo fue la huida de Flávio Bolsonaro y por qué se ha escapado a EEUU tras acariciar la presidencia de Brasil

El padre, Jair Bolsonaro, está en arresto domiciliario por golpismo, su hijo Eduardo Bolsonaro está prófugo en EEUU tras ser condenado a cuatro años de pisión y ahora Flávio ha escapado del país con varias causas pendientes y la pérdida de su inmunidad

Flávio Bolsonaro huye de Brasil hacia EEUU tras su derrota electoral

Rozó la presidencia de Brasil, pero el ultraderechista Flávio Bolsonaro acabó huyendo del país tan solo unas horas después de su derrota electoral ante el presidente Lula da Silva.

Poco después de la orden policial para la entrega de sus pasaportes, Flávio Bolsonaro se esfumó. Cuando emergieron las primeras informaciones sobre un sospechoso jet privado Gulfstream G400 matrícula LV-JQW aterrizado en Puerto Iguazú, en la provincia de Misiones, Argentina, el Gobierno de Milei desmintió que estuviera relacionado con Bolsonaro y aseguró que el político ultra no había entrado en el país.

Horas después, el Gobierno argentino, a través de Migraciones, se vio obligado a corregir y cambiar de versión que había dicho en la mañana del martes: Flávio Bolsonaro entró a Argentina por la provincia de Misiones y abordó un avión privado que lo estaba esperando.

“La Dirección Nacional de Migraciones informa que a las 22:50 horas del dia 27/10, ingresaron por el paso fronterizo de Puente internacional Tancredo Neves en la provincia de Misiones, los ciudadanos Flávio Nantes Bolsonaro, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, Carolina Figueira Bolsonaro y Luiza Figueira Bolsonaro, quienes lo hicieron con documentación hábil de viaje sin ningún impedimento legal para el ingreso al país. Asimismo los tránsitos fueron registrados por la autoridad de aplicación sin incidentes”, ha informado la dirección de Migraciones.

El comunicado agregó sobre la huida del excandidato presidencial y su familia, con escala en Ecuador: “A las 23:30 horas, la comitiva ingresante abordó un vuelo privado despachado por la compañía Baires Fly S.A con destino a la ciudad de Guayaquil, Ecuador, según se informó en el plan de vuelo”. El avión privado esperó todo un día en Puerto Iguazú y finalmente despegó con Bolsonaro y su familia a las 00:21 horas, según los datos del portal de seguimiento de vuelos Flightradar24.

La nave había despegado a las 22.14 horas del lunes desde Aeroparque, Buenos Aires, y llegó a Iguazú a las 23.45 y pidió autorización para seguir el vuelo a Miami a las 2 de la mañana. En el pedido decía que viajarían cuatro ciudadanos brasileños. Sucedió, pero 24 horas después.

En una jugada que parece coordinada bajo las sombras, Santiago Caputo, influyente asesor de Milei, supervisó personalmente la partida de Bolsonaro, informaron los diarios argentinos Clarín y La Nación en base a fuentes cercanas a Casa Rosada. “Caputo monitoreó la operación desde la primera hora, cuando empresas vinculadas a la Embajada de Estados Unidos contrataron con la empresa argentina Baires Fly un vuelo en el avión modelo Gulfstream G400, matrícula LV-JQW”, publicó Clarín.

Según revelaron medios argentinos, el Gulfstream y Baires Fly son propiedad de Sergio Daniel Mastropietro, quien fue imputado en la causa de corrupción en la Agencia Nacional de Discapacidad (ANDIS). Baires Fly habría emitido facturas falsas con vuelos que nunca existieron como parte de la trama de corrupción que se investiga en el área de discapacidad.

Las investigaciones

Tras recibir una orden de la Policía Federal (PF) para entregar sus dos pasaportes, el ordinario y el diplomático, decidió salir del país con su familia rumbo a Estados Unidos, donde el Gobierno de Donald Trump expedirá visados para ellos. Alexandre de Moraes, el juez del Supremo Tribunal Federal (STF) que emitió la orden de aprehensión de los pasaportes, investiga la relación de Flávio Bolsonaro con el abogado Willer Tomaz. Sobre ambos pesa la acusación de lavado de dinero y de divisas, relacionadas a Rede Loto, una empresa de apuestas online que obtuvo licencia durante el Gobierno de Claudio Castro, el gobernador bolsonarista del estado de Río de Janeiro, alejado de su cargo por la justicia por múltiples casos de corrupción.

La Polícia Federal encontró correos electrónicos del abogado que apuntan a que Flávio Bolsonaro estuvo registrado como “usuario máster” de una cuenta bancaria offshore de la empresa Alcazar Holdings, propriedad de Tomaz, hasta el 22 de mayo de 2025. Aunque ser usuario máster no significa ser miembro societario de la empresa, permite realizar transacciones. La Policía Federal sospecha que Flávio Bolsonaro era socio oculto de Alcazar Holdings y que pudo desviar dinero hacia su despacho de abogados, que facturó 13,7 millones de reales (2,3 millones de euros) mientras ejercía su cargo de senador.

Willer Tomaz, que viajó con su familia a Miami antes de la segunda vuelta de las elecciones y de donde no ha regresado, está siendo investigado por sus vínculos con el Banco Master (cerrado por el gobierno Lula por un escándalo de corrupción mayúsculo), por el fraude del INSS (Instituto Nacional da Segurança Social, la seguridad social brasileña) y por el lavado de dinero en la casa de apuestas online Blaze. Willer Tomaz movió 5 mil millones de reales (unos 839,65 millones de euros) en Blaze, tranformándose en el mayor usuario individual de Brasil de una casa de apuestas.

Flávio Bolsonaro, que tiene foro privilegiado como senador hasta febrero, también está siendo investigado en el Supremo por irregularidades en la financiación de la película Dark Horse por el dinero recibido por Daniel Vorcaro, presidente del Banco Master. La investigación, conducida por el juez André Mendonça, acusa a Flávio Bolsonaro de “lavado de dinero, evasión de divisas, corrupción y otros delitos relacionados” utilizando la película como tapadera.

Precisamente, el caso Dark Horse podría estar vinculado a Eduardo Bolsonaro, hermano de Flávio también prófugo de la justicia en EEUU. La Policía sospecha que parte del dinero de la financiación de la película podría haberse desviado para costear la vida de millonario que Eduardo Bolsonaro lleva en Texas, tal como reveló la Revista Piaui en septiembre de 2025. Parte del dinero fue a parar al fondo de inversiones Havengate, registrado en el estado de Texas. Las autoridades estadounidenses todavía no han enviado a la policía brasileña informaciones sobre dicho fondo.

La sombra de Willer Tomaz

Las investigaciones sobre Willer Tomaz han revelado en las últimas semanas su íntima relación con Flávio Bolsonaro. Ambos viajaban juntos en Europa en un jet privado que Alcazar Holdings compartía con una empresa de Daniel Vorcaro. Por otro lado, Willer Tomaz organizó un encuentro durante la pandemia en un yate de un lago de Brasilia en el que participaron Flávio Bolsonaro, lobbistas y representantes de la empresa farmacéutica de la vacuna Covaxin y prostitutas, según publicaron medios locales.

La venta de la vacuna Covaxin, con sospechas de superfacturación, ya fue investigada en el Congreso en 2021. Por otro lado, Willer Tomaz está en el epicentro de la polémica del presunto robo de una isla al jugador de fútbol Richarlison en Angra dos Reis (Río de Janeiro), ciudad de veraneo de la familia Bolsonaro. Richarlison acusa a Willer Tomaz y a Flávio Bolsonaro de haber robado su isla con una maniobra en la justicia y la ayuda del coronel Paulo da Silva Medeiros, secretario de la Secretaria do Patrimônio da União (SPU) durante el Gobierno de Jair Bolsonaro, recomendado en el cargo por el propio Flávio Bolsonaro. Lula aseguró en la recta final de la campaña que, si ganaba las elecciones, investigaría lo ocurrido con la isla a Richarlison.

Sin embargo, el escándalo de corrupción de Willer Tomaz que puede complicar más la vida a Flávio Bolsonaro es el del INSS. Aunque Flávio Bolsonaro todavía no está acusado formalmente, existen diversas conexiones. ICL Noticias reveló que Flávio Bolsonaro compartía oficina con Willer Tomas y Carlos Camilo Antunes, conocido como el “calvo del INSS”, acusado de desviar las pensiones de 4,3 millones de brasileños.

Eduardo Bolsonaro y Trump

Eduardo Bolsonaro viajó a Washington para asistir a la toma de posesión de Donald Trump el 20 de enero de 2025. Desde entonces, realizó varios viajes a Estados Unidos y se convirtió en el principal lobbista contra el juez Alexandre de Moraes en Estados Unidos. El 27 de febrero se instaló definitivamente en Estados Unidos. El 18 de marzo de 2025, el hermano de Flávio anunció que renunciaba a su acta de diputado y que trasladaba su residencia a Estados Unidos para presionar contra la supuesta persecución del padre.

Triangulando entre Elon Musk, la Administración Trump y diputados y senadores, Eduardo Bolsonaro presionó para que Estados Unidos aplicara a Alexandre de Moraes la ley de sanciones. A su vez, Eduardo Bolsonaro presionó directamente al Gobierno de Trump para la aplicación del tarifas a los productos brasileños, llegando a anunciar su mediación en la visita a Brasilia de David Gamble, el coordinador de sanciones del Departamento de Estado de Estados Unidos.

En junio de 2025, el Gobierno de Trump anunció tarifas de un 50% a productos brasileños. Como consecuencia de las maniobras, destinadas a evitar el juicio que acabaría condenando Jair Bolsonaro a la cárcel, la Procuradoría General de la República (PGR) presentó en el Supremo una denuncia contra Eduardo Bolsonaro por coacción de proceso judicial. El Supremo condenó a Eduardo Bolsonaro a cuatro años y dos meses de presión, en régimen semiabierto, el 16 de junio de este año.

La llegada de Flávio Bolsonaro a Estados Unidos redondea el discurso de persecución política usado por Eduardo Bolsonaro desde que se estableció en el país. Sin embargo, la presencia de Willer Tomaz en suelo estadounidense puede enturbiar la narrativa victimista usada por el clan Bolsonaro.

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Filho de manifestante revela dificuldades com a crise da habitação: “A mãe precisa do dinheiro para não ficarmos na rua”

Uma criança que frequenta o segundo ano de escolaridade tornou-se uma das vozes de uma manifestação pelo direito à habitação, ao explicar por que motivo a mãe nem sempre lhe pode comprar aquilo que pede. Apesar da idade, o menino já percebe que o dinheiro disponível tem de ser utilizado prioritariamente para pagar a renda, evitando que a família fique sem casa.

O testemunho foi recolhido pela SIC Notícias, na última terça-feira, 27 de outubro, durante uma manifestação junto à Assembleia da República, em Lisboa. A mãe, identificada como Soraia, participou no protesto acompanhada pelos dois filhos e revelou que paga 800 euros mensais de renda, apesar de receber um salário de apenas 460 euros por trabalhar a tempo parcial.

Criança já compreende as dificuldades financeiras da família

Questionado pelo jornalista, o filho mais velho de Soraia demonstrou compreender as dificuldades que a família enfrenta para assegurar as despesas da habitação. “Entendo que a renda é muito cara e que a mãe precisa do dinheiro para não ficarmos na rua”, afirmou a criança, numa resposta que ilustra como os problemas financeiros dos adultos também são sentidos pelos mais novos.

A mãe encontrava-se na manifestação com um cartaz onde expressava o desejo de poder aceitar mais vezes os pedidos dos filhos quando vão ao supermercado. Na mensagem, explicava que gostaria de deixar de ter de lhes dizer que o dinheiro destinado a determinadas compras é necessário para pagar a renda. Uma situação que, segundo contou, faz parte do quotidiano familiar.

Mãe recebe 460 euros e paga 800 euros de renda

Durante a entrevista, o jornalista da SIC Notícias perguntou a Soraia quanto pagava mensalmente pela habitação. A resposta foi de 800 euros, um valor superior ao salário de 460 euros que recebe pelo trabalho a tempo parcial. A manifestante esclareceu que a família consegue enfrentar as despesas com a ajuda de familiares, que também contribuem para o pagamento das contas.

Além deste apoio, Soraia conta com o rendimento do companheiro, que, segundo explicou, trabalha quase 12 horas por dia. O dinheiro que este recebe é utilizado para assegurar despesas essenciais, nomeadamente as compras de supermercado. Apesar dos rendimentos do agregado e do apoio familiar, a manifestante descreveu uma situação em que é necessário gerir cuidadosamente os gastos.

Responsabilidades familiares dificultam aumento do horário de trabalho

A mãe de duas crianças explicou também que já tentou aumentar o número de horas de trabalho para melhorar o rendimento mensal. Contudo, a passagem para um horário de oito horas implicava aceitar um horário fixo, condição que, segundo relatou, não se ajustava às suas necessidades familiares e acabou por inviabilizar a alteração pretendida.

A situação tem consequências no dia a dia dos filhos. Soraia contou que o mais velho, que frequenta o segundo ano, já compreende os motivos pelos quais recebe respostas negativas a determinados pedidos.

Milhares de pessoas manifestaram-se junto ao Parlamento

O relato foi partilhado durante uma concentração que reuniu milhares de pessoas na Rua de São Bento, junto à Assembleia da República. De acordo com a agência Lusa, os manifestantes começaram a chegar ainda antes das 18:30 h, hora marcada para o início do protesto, levando a Polícia de Segurança Pública a interromper a circulação automóvel naquela zona de Lisboa.

A iniciativa foi organizada pela plataforma Casa Para Viver e pelo movimento responsável pela Acampada de Lisboa, que tinha promovido concentrações anteriores na Praça do Rossio. Entre as principais reivindicações estavam o acesso a habitação a preços comportáveis, a proteção das famílias perante dificuldades no pagamento das rendas e o reforço das políticas públicas destinadas ao setor.

Protesto coincidiu com discussão do Orçamento do Estado

A manifestação aconteceu no mesmo dia em que começou, na Assembleia da República, a discussão na generalidade da proposta de Orçamento do Estado para 2027. Os participantes aproveitaram a ocasião para exigir medidas destinadas a melhorar o acesso à habitação, numa altura em que os elevados preços das casas e das rendas continuam a ser apontados como obstáculos para muitas famílias portuguesas.

Os manifestantes decidiram, já perto do final da noite, não instalar uma nova acampada em frente ao Parlamento, por considerarem que não estavam reunidas as condições de segurança necessárias. O movimento anunciou, contudo, a continuidade das ações de protesto no Rossio. Entre os milhares de participantes esteve Soraia, que procurou dar visibilidade às dificuldades de uma família em que o pagamento da renda condiciona até as pequenas compras pedidas pelos filhos.

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Elevador da Glória: Fidelidade contesta indemnização de 1.000.000€ e alega que vítima sofreu durante pouco tempo antes de morrer

A Fidelidade considera excessivos os valores de indemnização exigidos pela família de uma das vítimas mortais do acidente do Elevador da Glória e argumenta que o sofrimento da vítima antes de morrer terá durado pouco tempo. A seguradora sustenta ainda que o risco de um acidente não podia ser considerado totalmente imprevisível, numa posição que está a provocar contestação por parte dos familiares.

Em causa está o descarrilamento do Elevador da Glória, em Lisboa, ocorrido a 3 de setembro de 2025, que provocou 16 mortos e 24 feridos. Segundo a RTP, a seguradora da Carris está a contestar o pedido apresentado pela família de uma das vítimas, num processo que corre no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa. A família reclama uma indemnização global de 1,05 milhões de euros.

Seguradora considera que o sofrimento antes da morte foi reduzido

Um dos argumentos apresentados pela Fidelidade está relacionado com o período de sofrimento vivido pela vítima antes da morte. A companhia considera que esse intervalo foi reduzido, circunstância que invoca na contestação aos montantes reclamados. No entanto, esta avaliação corresponde à posição da seguradora e não a uma conclusão judicial sobre o sofrimento efetivamente vivido pela vítima.

A indemnização solicitada pela família abrange diferentes tipos de danos, que devem ser analisados separadamente. Entre eles encontram-se a compensação pela perda do direito à vida, os danos não patrimoniais sofridos pela própria vítima e pelos seus familiares, bem como eventuais prejuízos patrimoniais futuros. A duração do sofrimento antes da morte é um dos elementos que podem ser considerados na avaliação dos danos sofridos pela vítima, mas não determina, por si só, o valor global da compensação.

Fidelidade considera excessivo pedido de 125.000 euros

O jornal Correio da Manhã também escreve que a família exige 125.000 euros especificamente pela perda do direito à vida. A Fidelidade considera este montante “manifestamente excessivo”, argumentando que os tribunais portugueses têm atribuído compensações entre 50.000 e 90.000 euros em situações semelhantes. A companhia afirma que apresentou anteriormente uma proposta baseada nos valores habitualmente reconhecidos pela jurisprudência nacional, mas que esta não foi aceite pelos familiares.

Contactada pelo ECO, a seguradora esclareceu que não divulga documentos de processos judiciais em curso, mas explicou que procura seguir critérios semelhantes na avaliação de situações comparáveis. A Fidelidade sublinhou que essa abordagem não constitui um juízo sobre o valor de uma vida humana nem diminui a dimensão da perda sofrida pelos familiares. A referência aos 125.000 euros corresponde, por isso, apenas a uma das parcelas incluídas no pedido global de 1,05 milhões de euros.

Companhia argumenta que acidente não era totalmente imprevisível

Outro ponto da contestação está relacionado com a segurança do Elevador da Glória antes da tragédia. A Fidelidade sustenta que o ascensor não podia ser considerado um meio de transporte altamente confiável, invocando a ocorrência de incidentes anteriores, desde 2018. Na perspetiva da companhia, estes antecedentes impediriam que a possibilidade de um acidente fosse considerada completamente inesperada.

A posição causou surpresa à família de Ana Paula Lopes, trabalhadora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa que morreu no descarrilamento. Em declarações à agência Lusa, o advogado Nuno Pinto Coelho de Faria manifestou “perplexidade” perante a argumentação da seguradora, considerando que as afirmações sobre a falta de fiabilidade do equipamento podem assumir relevância no apuramento de responsabilidades. A família não aceita que os argumentos apresentados justifiquem a redução da compensação reclamada.

Família e seguradora discordam sobre o processo judicial

A Fidelidade pretende que a ação de indemnização seja suspensa até à conclusão do inquérito criminal conduzido pelo Ministério Público. A companhia defende que o pedido seja apreciado no âmbito desse processo, procurando evitar a existência de decisões contraditórias relativamente aos mesmos acontecimentos.

Contudo, o advogado da família discorda desta posição e sustenta que o pedido de responsabilidade civil não depende necessariamente da conclusão da investigação criminal. Segundo a Lusa, o representante dos familiares considera que o objetivo da ação é obter uma compensação pela perda sofrida, independentemente de virem a ser identificadas responsabilidades criminais. A decisão sobre uma eventual suspensão da ação caberá ao tribunal.

Apenas quatro famílias tinham concluído as indemnizações

Mais de um ano depois do acidente, a situação indemnizatória das vítimas continua por resolver em vários casos. Segundo os dados divulgados pela Fidelidade em agosto, apenas quatro famílias das 16 vítimas mortais tinham chegado a acordo com a seguradora. Outros sete processos encontravam-se em negociação, enquanto um seguia a via judicial e outro estava a ser tratado no âmbito de um acidente de trabalho.

A companhia revelou ainda que tinha suportado ou assumido aproximadamente 2,3 milhões de euros em despesas relacionadas com a tragédia, incluindo indemnizações, funerais, tratamentos médicos e outros encargos. A RTP voltou a referir, a 27 de outubro, que apenas quatro famílias tinham concluído os processos indemnizatórios. Entretanto, prossegue a investigação do Ministério Público, que deverá determinar a existência de eventuais responsabilidades criminais pelo acidente.

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Un choque entre dos trenes en Toledo provoca una tragedia ferroviaria con al menos 30 muertos en la línea de alta velocidad Madrid-Andalucía

Dos trenes colisionan en la estación de Urda (Toledo) (Europa Press)

Un alcance entre dos trenes en Toledo ha provocado un nuevo desastre ferroviario que a mediodía de este miércoles ha dejado al menos 30 muertos. Pasadas las 9 de la mañana, conocíamos el accidente producido entre Mora y Orgaz y Urda, cerca de Los Yébenes que, según anunciaba Adif, provocaba la interrupción de la línea de alta velocidad Madrid-Andalucía. Varios vagones de uno de los trenes, un Iryo, cayó a un terraplén, lo que ha provocado las numerosas víctimas. Más de 500 pasajeros viajaban entre los dos trenes. Según el presidente regional, García-Page, los fallecidos hasta ahora contados serían 24 del AVE y seis del Iryo.

La portavoz del Gobierno de Castilla-La Mancha, Esther Padilla, informó en TVE que el AVE de Renfe transportaba a 147 personas, entre ellas un bebé, mientras que el tren de Iryo llevaba a 397 pasajeros. Se ha habilitado el teléfono 900 101 020 para atender a todos los afectados. El portal Train Tracker 24 refleja que el AVE 02080 permanece parado a la altura de estas localidades toledanas. Salió a las 08:00 de Atocha, Madrid, y se dirigía a Sevilla, cuando a la 08:54 se ha producido el accidente. El tren tenía que llegar a la estación de Santa Justa a las 10:39 de la mañana, en una línea habitual como es la que conecta las comunidades de Madrid y Andalucía.

Un mapa de seguimiento ferroviario en Los Yébenes señala el tren colisionado (Train Tracker 34)

Las causas del accidente aún se desconocen. Entre las hipótesis figuran un posible fallo humano, ya sea del maquinista o del responsable de regular el tráfico ferroviario, y un fallo temporal del sistema de señalización automática que controla la distancia entre trenes y activa el frenado de emergencia. Según fuentes citadas por la Cadena SER, el maquinista habría recibido autorización para continuar la marcha pese a una señal en rojo.

El Gobierno de Castilla-La Mancha activó a las 9:15 el Plan Territorial de Emergencia de Castilla-La Mancha (Platecam), en fase de emergencia y situación operativa 1. El Servicio de Atención y Coordinación de Urgencias y Emergencias 112 movilizó a los grupos de intervención y al Puesto de Mando Avanzado, desde donde se coordina la respuesta y se toman las decisiones operativas. Después, hemos conocido que la UME se ha desplegado a través del cuartel de Torrejón, mientras que distintos efectivos de la Guardia Civil se han unido al rescate. Emiliano García-Page, canceló su agenda y se trasladó a la localidad, mientras sigue los hechos “con atención y preocupación”. Se han movilizado varios hospitales, entre los que se encuentra el 12 de Octubre, al que el Instituto Armado trasladan a los heridos.

Tragedia en medio de la campaña electoral

Pedro Sánchez ha expresado su consternación por el grave accidente y asegura que mantiene contacto permanente con el ministro de Transportes, Óscar Puente, y con el presidente de Castilla-La Mancha, Emiliano García-Page. “Los servicios de emergencia están trabajando sobre el terreno para atender a las personas afectadas y garantizar su seguridad, en coordinación con todas las administraciones implicadas”, ha señalado.

Tanto Sánchez como el líder del PP, Alberto Núñez-Feijóo, han cancelado sus agendas para centrarse en el accidente. “Lo prioritario ahora es atender a las víctimas y acompañar a sus familias. Todo mi apoyo a los equipos de emergencia que trabajan sobre el terreno”, ha señalado el candidato popular en X. Santiago Abascal ha sido el único dirigente que mantuvo los actos de precampaña. Vox sostiene que continuará con sus críticas al PSOE, al que acusa de ser el responsable del desastre de Adamuz que dejó 46 muertos. “VOX seguirá denunciando la desvergüenza de la ‘campaña del amor’ del PSOE que causa muertos en España”, afirma el partido.

El portavoz del Sindicato Ferroviario, Rafael Escudero, calificó de “muy raro” el accidente. En declaraciones a Antena 3, explicó que el tramo no cuenta con parada comercial, que la circulación se controla en tiempo real y que los trenes reciben información actualizada sobre el estado de la vía. Tras conocer lo ocurrido, el ministro Óscar Puente abandonó el acto de inauguración del World Infrastructure Forum en Madrid y se trasladó al centro de control H24 para recabar información sobre el accidente.

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Giulia Q4, todo el espíritu de un Alfa Romeo en una berlina de lujo

En un mercado dominado por los SUV, las berlinas aportan un diseño y una comodidad superiores, además de una mejor aerodinámica que permite reducir los consumos. En el caso del Giulia, Alfa Romeo ha sabido transmitir a este coche la elegancia del diseño italiano y el espíritu deportivo que siempre ha caracterizado a la marca milanesa, y que se hace patente en su sistema Q4, que indica tracción a las cuatro ruedas.

Tanto en su aspecto exterior como en el equipamiento interior, el Giulia es una berlina deportiva de alta gama, con una longitud de 4,64 metros. Destaca su característico frontal, con la parrilla de Alfa Romeo, cuya belleza permite distinguirlo claramente del resto de sus competidores. Por dentro encontramos cinco plazas amplias y cómodas, con unos asientos de cuero que sujetan bien el cuerpo en las curvas y un volante multifunción de tacto muy agradable, con el botón de arranque integrado y otras funciones, como el control del sistema de radio. El conductor recibe la información sobre el funcionamiento del coche mediante relojes redondos, enmarcados al estilo clásico de Alfa Romeo. El maletero es amplio, con una capacidad de 480 litros.

El Giulia está disponible con diferentes motorizaciones, pero nosotros hemos realizado la prueba de la versión equipada con un motor diésel 2,2 Multijet que rinde una potencia de 210 caballos, asociado a una caja de cambios ZF de ocho velocidades muy efectiva, que también puede accionarse mediante las levas situadas tras el volante. Y es que, a pesar de ser un combustible denostado, los coches con mecánica diésel son eficaces, ofrecen consumos verdaderamente bajos y una respuesta rápida desde la parte baja del cuentavueltas. Además, cuentan con una longevidad más que probada.

En su uso diario presenta una doble personalidad. Normalmente lo utilizaremos como una berlina familiar, amplia, cómoda y silenciosa, con la que recorrer cientos de kilómetros a alta velocidad y sin tener que parar a repostar, ya que tiene una autonomía de más de mil kilómetros. Pero, si queremos divertirnos, este Giulia saca todo su espíritu alfista en las zonas de curvas, donde demuestra una estabilidad destacable gracias a su tracción integral Q4, con mayor protagonismo del eje trasero para mantener la agilidad de la parte posterior. Con ello, logramos entrar en las curvas verdaderamente rápido y jugar con el deslizamiento de la zaga para inscribirnos mejor en el viraje. El cambio mediante las levas y la eficacia de los frenos nos ayudarán en una conducción al límite.

El Giulia Q4, que viene equipado de serie con todo tipo de ayudas a la conducción y sistemas de seguridad activa y pasiva, está disponible por unos 50.000 euros, dependiendo de la personalización y los complementos que quiera incorporar cada comprador. Sin duda, es una de las opciones más ventajosas en el mercado de las berlinas de lujo.

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Giulia Q4, todo el espíritu de un Alfa Romeo en una berlina de lujo

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Alfa Romeo Giulia

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Alfa Romeo Giulia
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La segunda fragata de la Armada de la serie F-110 sale al agua: así fue la botadura de la ‘Roger de Lauria’ en Ferrol

La fragata F-112 Roger de Lauria desciende por la grada de los astilleros de Navantia en Ferrol (Armada)

La fragata F-112 ‘Roger de Lauria’ completó este martes su salida de los astilleros de Navantia en Ferrol, donde se convirtió en la segunda unidad de la clase F-110 que toma contacto con el mar. El buque continuará ahora su construcción junto al muelle antes de afrontar los ensayos previos a su entrega a la Armada, prevista para 2029. La operación se produjo con cuatro meses de adelanto respecto al programa pactado con el Ministerio de Defensa. La secretaria de Estado de Defensa, Amparo Valcarce, destacó que las futuras fragatas deberán reforzar las capacidades de las Fuerzas Armadas ante los desafíos vinculados a la seguridad marítima. El almirante jefe de Estado Mayor de la Armada, Antonio Piñeiro Sánchez, definió el programa como un proyecto nacional para responder a un escenario geoestratégico más exigente.

A partir de ahora, el barco recibirá los sistemas de combate, sensores, equipos de comunicación y el resto de los elementos necesarios para iniciar las pruebas de puerto y, después, las de navegación. Con 145 metros de eslora y 18 metros de manga, la nueva unidad forma parte del plan para construir cinco fragatas F-110. La serie comenzó con la F-111 ‘Bonifaz’, que fue botada en septiembre de 2025 y se encuentra todavía en fase de montaje. Cuatro de los cinco buques encargados ya están en proceso de ejecución en Ferrol.

Descendiente del almirante que da nombre al buque

La escritora Almudena de Arteaga fue la madrina de la fragata y protagonizó uno de los momentos centrales de la ceremonia. La elección no fue casual: la autora es descendiente directa de Roger de Lauria, el almirante de la Corona de Aragón cuyo nombre recupera el nuevo buque. Tras la bendición del capellán castrense Vicente Hernández Chumillas, la F-112 descendió por la grada al son del himno de España, interpretado por la Unidad de Música del Tercio Norte. Antes de cortar la cinta que dio paso a la maniobra, Arteaga deseó a la fragata una navegación segura y pidió que sus futuras misiones contribuyan a la paz y la seguridad.

“Que la mar te sea propicia, que tus misiones fortalezcan la paz y la seguridad de todos”, expresó la madrina. También se dirigió a los futuros integrantes de la dotación, para quienes reclamó prudencia, fortaleza y acierto en el servicio. Roger de Lauria, nacido en 1245 y fallecido en 1305, fue una de las figuras navales de la expansión mediterránea de la Corona de Aragón. Sus campañas pasaron por lugares como Malta, Nápoles y las islas Formigues, en el marco de la disputa por Sicilia y el sur de Italia.

Capacidades de la serie F-110 de la Armada

La F-112 pertenece a un programa de cinco fragatas que incluirá también las unidades ‘Menéndez de Avilés’, ‘Luis de Córdova’ y ‘Barceló’. Las entregas se extenderán hasta 2032, según la planificación del programa. Las F-110 están diseñadas como plataformas de escolta con capacidades antisubmarinas, antiaéreas y antisuperficie. Su perfil prioriza la localización y seguimiento de submarinos, una tarea para la que dispondrán de sensores acústicos y sistemas que reducen el ruido emitido por el propio barco.

Estos buques convivirán con las fragatas F-100 de la clase ‘Álvaro de Bazán’. Las F-100 cuentan con el sistema AEGIS y están especializadas en defensa aérea, mientras que las F-110 ampliarán las opciones de la Flota en la lucha antisubmarina y la protección de fuerzas desplegadas. El programa incorpora además el Gemelo Digital, una réplica virtual destinada a facilitar el mantenimiento, el adiestramiento de las dotaciones y la gestión de los sistemas durante la vida útil del barco. La serie también prevé el uso de impresoras 3D para fabricar determinados repuestos a bordo.

Navantia emplea el desarrollo de las F-110 como base para digitalizar parte de su actividad en Ferrol. La transformación incluye una nueva fábrica de bloques y procesos industriales conectados con las necesidades de construcción y sostenimiento de los buques. La ‘Roger de Lauria’ permanecerá en el muelle del astillero durante los próximos trabajos de integración. Tras las pruebas de mar y la certificación de sus equipos, pasará a formar parte de una Armada que busca reforzar su presencia en operaciones nacionales.

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“Ele pega no telefone e imediatamente diz ‘Então, Tio, está bom?’”: Ricardo Araújo Pereira relembra a confiança injustificada de um beto

Neste episódio especial de Assim Vamos Ter de Falar de Outra Maneira sobre dactiloscopia, quiroscopia e pelmatoscopia, Miguel Góis, José Diogo Quintela e Ricardo Araújo Pereira reflectem sobre os comportamentos de certas figuras que, à falta de melhor palavra, designam por betos. No fim, recordam outra parte do sketch Castigadores da Parvoíce, pois era um sketch recorrente, o que também têm vindo a dizer recorrentemente

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“Não correr é a principal regra do ténis de beto”: Miguel Góis, praticante de ténis operário, explica as diferenças na modalidade

Neste episódio especial de Assim Vamos Ter de Falar de Outra Maneira sobre dactiloscopia, quiroscopia e pelmatoscopia, Miguel Góis, José Diogo Quintela e Ricardo Araújo Pereira reflectem sobre os comportamentos de certas figuras que, à falta de melhor palavra, designam por betos. No fim, recordam outra parte do sketch Castigadores da Parvoíce, pois era um sketch recorrente, o que também têm vindo a dizer recorrentemente

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Paul Smith cumple 80 años en lo alto de la moda: “Sigo vistiendo a gente muy famosa, pero pienso en ellos como personas normales”

Durante la tarde del sábado 5 de septiembre, por la tienda insignia de la firma Paul Smith, en el elegante barrio de Mayfair en Londres, pasaron el director de un museo nacional de Noruega, un arquitecto que tenía entre manos el diseño de un nuevo aeropuerto y varios visitantes más de Atenas, Toronto, Ciudad de México y lugares diversos de Estados Unidos. A todos los atendió un señor alto y espigado, de unos 80 años, elegante en su traje de chaqueta, con estilosas gafas y melena revuelta. Ninguno se enteró de que era el mismísimo Smith, el decano de la moda británica, que en la cumbre de su fama y éxito no se resiste a seguir despachando clientes, como un eterno Saturday boy (así se ha llamado siempre al estudiante de refuerzo que contratan los comercios para la tarde más atareada de la semana) que disfruta con el contacto humano.

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© Manuel Vázquez (EL PAÍS)

Mosaico de imágenes para retratar a Paul Smith en uno de los salones de la gran 'suite' que lleva su nombre en el Brown’s Hotel de Londres.
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No demonizar al turismo

No demonizar al turismo

El récord de 100 millones de turistas internacionales que se alcanzará este año ha abierto el debate sobre si el turismo empieza a ser perjudicial para nuestra economía. En particular, se le acusa de ser el causante de los problemas de la vivienda y de la baja productividad de la economía española. En este artículo repasamos los datos para ver si esas acusaciones carecen o no de fundamento

El Gobierno impone un 10% de IVA a los pisos turísticos y permitirá que los Ayuntamientos dupliquen su IBI

El número de turistas internacionales (excluyendo a los “excursionistas”, es decir, los que no pernoctan) alcanzó en 2025 los 96,8 millones de personas. Para 2026 solo tenemos los datos hasta agosto, pero crecen a un ritmo de 5% en lo que va de año. Incluso suponiendo que esa tasa de crecimiento anual se modera en los últimos meses, la cifra de visitantes extranjeros fácilmente superará los 101 millones al acabar este año.

El gráfico a continuación presenta la evolución temporal de los turistas internacionales desde 1996, en que alcanzó los 36 millones, hasta 2026: casi se ha triplicado en los últimos 30 años, con una tendencia creciente salvo la crisis mundial de 2009 y los años de pandemia, en los que cayó de forma abrupta y no recuperó su tendencia hasta 2023, cuando superó los niveles de 2019 y retomó una tendencia a un ritmo incluso superior. No es de extrañar que, con este empuje del sector turístico, hayan surgido voces que le responsabilizan de prácticamente todos los males que asolan a nuestra economía.



Muchos dicen que el problema de la vivienda se debe a esta presión turística. “Con un número de visitantes extranjeros superior a la población de Alemania, 84 millones, y buena parte de ellos yendo a pisos turísticos, absorben la práctica totalidad de la escasa vivienda en alquiler disponible”: en este tipo de argumentos se deslizan varias afirmaciones que son rotundamente falsas. La propia evidencia empírica reflejada en el gráfico sería suficiente para desmontarla: el problema de la vivienda surge recientemente, mientras que el flujo de visitantes ha sido muy intenso desde 2009 en adelante. Y con el desplome del turismo en 2020-2022 no se percibieron mejoras ni en la oferta ni en el precio de los alquileres. Además de la evidencia empírica, ese tipo de afirmaciones se desmonta con argumentos teóricos difícilmente discutibles.

El primero es que los 100 millones de turistas extranjeros no pueden ejercer una presión sobre el mercado de vivienda como el que ocurriría si se moviera toda la población de Alemania a España buscando alojamiento. El motivo es que la estancia media del turista extranjero es de unos 7 días (1/52 de un año). Por tanto, 100 millones de habitantes ejercerían una presión equivalente a 1,9 millones de demandantes de alojamiento.

El segundo argumento es que cuando hablamos de “turismo”, generalmente lo asociamos a extranjeros. De hecho, las pintadas y pancartas se dirigen a ellos en inglés: “Tourists go home”. El problema es que casi la mitad de todos los turistas que circulan por España son residentes españoles. Es decir, si los turistas son los responsables de la escasez de vivienda, la mitad de esa responsabilidad recaería en nosotros mismos, no solo en los extranjeros.

El tercer argumento es que la inmensa mayoría de los turistas, tanto extranjeros como españoles, no se alojan en apartamentos turísticos, que son los que compiten con los demandantes de vivienda en alquiler, sino en otro tipo de alojamientos. En la Tabla 1 presento el resumen de las pernoctaciones de viajeros españoles y extranjeros en España en 2025, el último año con datos completos. La diferencia de estas cifras con las de visitantes del gráfico anterior, es que se excluyen aquellos que se alojan en sus propias viviendas o en casas de familiares y amigos y, por tanto, no entran en las estadísticas de “pernoctaciones”.



Tal y como señalaba antes, el 48% de los “turistas” son españoles y el 52% son extranjeros, aunque es cierto que pernoctan más días que los nacionales. Pero más del 82% de ambos grupos se hospedan en hoteles, albergues o alojamientos de turismo rural y, por tanto, no ejercen ninguna presión sobre el mercado de la vivienda.

Un 9% de los nacionales se aloja en campings, como también lo hacen el 5% de los visitantes extranjeros, y ello tampoco supone demanda sobre la vivienda. El porcentaje de usuarios de apartamentos turísticos es de un 8,5% para el caso de los residentes y algo más alto, el 11,3% para los extranjeros.

En cuarto lugar, no todos los apartamentos turísticos están en zonas tensionadas. Esos son los que deberían ser sujetos a regulación, a una imposición igual o superior al de otros alojamientos o, simplemente, a una prohibición. Pero, reconociendo el problema que causan, y que debe ser regulado, ello no justifica la demonización de todo el sector y, ni mucho menos la de los turistas extranjeros en particular.

El otro argumento que se suele utilizar contra el turismo es que es el causante de nuestra baja productividad, uno de los puntos débiles de nuestra economía y sobre el que algunos llevamos décadas alertando. Pero es falso que nuestra baja productividad se deba al turismo. Según la Cuenta Satélite del Turismo del INE, el peso del turismo en el conjunto de la economía fue el 12,6% del total del PIB en 2024. En ese mismo año el peso del empleo del sector turístico representaba el 12,3% del total del empleo. Por tanto, la productividad del sector turístico es incluso superior a la productividad media del conjunto de la economía.

Que la llegada de turistas, españoles y extranjeros, causen problemas de congestión, agotamiento de recursos o impacto sobre el precio de la vivienda, no quiere decir que el sector sea “nocivo” para nuestra economía. Nadie discute que las exportaciones de naranjas, de aceite de oliva o de jamones encarece esos productos para los consumidores españoles. Pero a nadie se le ocurriría denostar al sector exportador o, ni mucho menos, tratar de suprimirlo. Con el turismo internacional ocurre algo parecido. Es también un sector exportador (sus ingresos de contabilizan como exportaciones de servicios) y ha sido, es y será uno de los pilares de nuestro modelo de crecimiento, que hay que cuidar y preservar.

Su sostenibilidad exige la transición hacia un modelo más basado en los ingresos que en el número de turistas, algo que vengo defendiendo desde que fui ministro del ramo en 2008-2011. Ello requiere apostar por la desestacionalización, la diversificación de los países de origen, aumentar la calidad de la oferta turística y ofrecer paquetes individualizados en función de las preferencias de los potenciales clientes, buscando atraer a los visitantes que aporten más valor añadido. Y, por supuesto, corregir las externalidades negativas que puedan surgir puntualmente para preservar nuestro patrimonio histórico y natural. Pero no demonicemos al turismo. Lo vamos a seguir necesitando por mucho tiempo.

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