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To build new coalition amid deadlock, Eisenkot, Netanyahu and others may need to break key pledges

With both blocs short of a 61-seat majority, their leaders and respective allies must decide which divisive issues are worth prioritizing, and which promises are worth reneging on
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Eisenkot vows to advance draft law, Oct. 7 inquiry despite slim coalition prospects

Golan meets Eisenkot, Lapid and Mansour Abbas in coalition push; Ra'am leader says minority government unlikely; Liberman keeps distance from opposition partners; opposition chiefs vow fraud probe won't delay new Knesset
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Arab parties pan ‘racist’ campaign as PM claims alleged foreign influence plot ‘stole’ election

Qatar reportedly implicated, but Likud statement doesn't name Gulf state; Eisenkot says allegations must not delay Knesset's swearing-in; Herzog: 'We must avoid tarnishing an entire community'
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Israel: sem vencedor declarado, partidos discutem coligações

Logo Agência Brasil

Com a contagem de votos ainda em andamento, não há vencedor definido nas eleições em Israel. Nem o bloco do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, nem o principal rival, Gadi Eisenkot, conquistaram as 61 cadeiras do Parlamento necessárias para formar maioria.

Com 85% das urnas apuradas, a coligação de Netanyahu garantia 54 dos 120 assentos no Parlamento. Já o bloco de Eisenkot somava 49 vagas. Por outro lado, os partidos árabes alcançariam a marca recorde de 17 cadeiras, o que levou o líder da coligação de esquerda maioritariamente árabe a defender a criação de "uma verdadeira aliança judaico-árabe".

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No entanto, a maior parte da oposição judaica em Israel descartou governar ao lado de partidos liderados por palestinos que, durante a campanha eleitoral, foram alvos de acusações racistas. Netanyahu não se cansou de retratar os cidadãos palestinos como um inimigo dentro do Estado.

Agora, o partido de Benjamin Netanyahu acusa os partidos de maioria árabe de terem "roubado" as eleições. A que se junta o apelo desesperado do ministro da extrema-direita, Ben Gvir, para prender os seus líderes.

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, cita alegações infundadas de interferência estrangeira. A polícia israelense e o comitê central de eleições afirmaram que não há provas de fraude eleitoral.

A previsão é de que a contagem dos votos termine amanhã (30), e os resultados oficiais da eleição sejam formalmente publicados no dia 4 de novembro.

Os partidos vão ter que negociar e tentar chegar a uma coligação que tenha maioria no Congresso.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

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Election committee chief instructs Shin Bet to probe suspicion of foreign influence on vote

Security agency said to provide Sohlberg with info on possible Qatari campaign to sway Arab vote; Likud decries 'stolen' election, Eisenkot warns against delay in swearing in Knesset
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How Netanyahu Used Fear, Again, to Win More Votes Than Anyone Else

Despite years of political baggage, the Israeli prime minister outperformed expectations, and his rivals, by playing on Jewish voters’ fears of Arab political power and potential security threats.

© Ronen Zvulun/Reuters

Prime Minister Benjamin Netanyahu reacts to exit polls during a speech at his party headquarters in Jerusalem on Wednesday.
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With No Clear Winner, How Could Israel Get a Prime Minister?

Deadlock is possible, as neither the bloc of Prime Minister Benjamin Netanyahu nor his main challenger have won a majority. But there are still paths to a new government.

© The New York Times

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Israel: partidos árabes têm nas mãos o futuro de Israel

Os analistas já tinham avisado: as iniciativas profundamente racistas levadas a cabo nos últimos anos pelo ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, seriam o melhor combustível para acender a vontade dos árabes israelitas de comparecerem em força nas eleições da passada terça-feira, 27 de outubro. Aparentemente, foi exatamente isso que aconteceu: os partidos árabes (Ra’am e Lista Conjunta) asseguraram para já 19 lugares no Knesset, o parlamento israelita, e tornaram-se incontornáveis para a formação do próximo governo, seja ele de que cor for.

Ao final do dia de ontem, 28 de outubro, e com 85% dos votos apurados, o bloco de Netanyahu assegurava 53 lugares, o da oposição liderada por Gadi Eisenkot 48 e os partidos árabes somavam 19 (um recorde histórico e quase o dobro dos dez lugares que tinham até agora). Os partidos de extrema-direita Otzma Yehudit e os ultraortodoxos Shas e Judaísmo Unido da Torah tinham sete lugares cada, assim como o Yisrael Beytenu, de Avigdor Liberman. O Sionismo Religioso, liderado pelo ministro das Finanças Bezalel Smotrich, conquistou seis lugares.

A divisão de lugares deixou o bloco liderado por Netanyahu, composto por Likud, Shas, Judaísmo Unido da Torah, Otzma Yehudit e Sionismo Religioso, com 53 lugares, oito a menos que a maioria de 61 e menos ainda que os 68 deputados do grupo no atual Knesset, o que representa uma queda significativa. O bloco de Eisenkot, composto por Yashar, B’Yachad, Democratas e Yisrael Beytenu, tinha um total de 48 lugares, menos 13 que o necessário para a maioria.

Segundo a imprensa israelita, era improvável que houvesse novas atualizações antes desta quinta-feira, visto que a Comissão Eleitoral Central está agora a concentrar os seus numa contagem que exige supervisão adicional. Os resultados finais e oficiais só deverão ser publicados a 4 de novembro.

O cenário que está em cima da mesa é muito diferente daquele que era apresentado pela maioria das sondagens realizadas nas semanas que antecederam as eleições: quase todas mostravam o bloco de Eisenkot à frente do de Netanyahu por margens variáveis, embora, nenhum dos partidos apresentasse um caminho claro para a formação de uma coligação. Falhou igualmente a sondagem à boca das urnas, que mostrava o bloco de Eisenkot à frente do de Netanyahu por dois ou três lugares.

Feitas as contas, os 19 lugares dos partidos árabes seriam mais do que suficientes para consolidar uma maioria confortável para o bloco anti-Netanyahu, caso todos os membros do bloco, com exceção dos Democratas, não tivessem descartado a possibilidade de cooperarem com o Ra’am ou com a Lista Conjunta. Do mesmo modo, os árabes poderiam fazer maioria com Netanyahu. O sentido dos dois partidos e inclusivamente a sua abstenção passam a ter um peso político que nunca antes aconteceu.

 

Netanyahu alega fraude

Perante estes resultados, o Likud, partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, apressou-se a afirmar que as eleições foram “roubadas” por partidos árabes, exigindo uma investigação da polícia e do Shin Bet (a ‘secreta’ interna). “As eleições em Israel foram roubadas por partidos árabes que apoiam o terrorismo e a eliminação do Estado judeu por meio de crimes graves como suborno, ameaças, violência, falsificação e uso de software ilegal para mobilizar eleitores”, insistiu o partido Likud em comunicado, horas depois de a Comissão Eleitoral Central (CEC) ter rejeitado as alegações de fraude.

Sendo difícil perceber-se como é que dois pequenos partidos, que concorrem regularmente às eleições, tiveram artes de enganar a poderosa máquina estatal israelita, o Likud planeava contestar os resultados das localidades árabes e alegar que a eleição foi fraudulenta. Em comunicado, o partido afirmou ter fornecido à polícia, ao Shin Bet e à Comissão Eleitoral Central (CEC) “centenas de depoimentos” e outras provas, incluindo “milhares de envelopes com dinheiro e comprovantes de votação, ameaças e violência contra membros da comissão eleitoral, vários eleitores atrás da cabine de votação, voto duplo, discrepâncias entre o número de envelopes e o número de eleitores, uso de software ilegal de mobilização de eleitores e muito mais”.

O Likud exige uma “investigação minuciosa” e uma resposta imediata da Comissão Eleitoral Central sobre a investigação, que confirmou estar a analisar as alegações. “O Comité Central de Eleições iniciou uma operação de monitorização da integridade eleitoral, como faz em todas as eleições, e, como parte dela, todas as denúncias dos partidos referentes à integridade das eleições ou a supostos erros nos resultados serão examinadas”, afirmou a CEC).

 

A alternativa ao centro

A única forma de os partidos hebraicos escaparem ao ascendente árabe é Netanyahu e Gadi Eisenkot acordarem fazer uma grande coligação ao centro. Ainda assim, o número de lugares dos dois partidos não chega: a coligação teria de abrir-se a outros participantes. E seria, evidentemente, um governo assente numa forte instabilidade e numa espécie de ódio político (pelo menos) entre os seus mais altos líderes.

De qualquer modo, esse é desde sempre o desejo do presidente do país, Isaac Herzog, que chegou mesmo a sugerir o regresso à rotatividade do lugar de primeiro-ministro – como já sucedeu no passado entre Naftali Bennett e Yair Lapid em 2021-22, com muito fracos resultados.

Uma outra alternativa, que Herzog quer evitar a todo o custo, é a repetição das eleições. Como também já aconteceu no passado recente. Herzog indicou que está empenhado em evitar uma repetição de 2019-2020, quando impasses persistentes levaram o país às urnas três vezes em 11 meses.

O risco de isso voltar a acontecer é grande. E o calendário apertado: o candidato a primeiro-ministro designado pelo presidente terá 28 dias para articular uma coligação, com uma possível prorrogação de 14 dias. Caso essas tentativas falhem, um segundo líder partidário poderá ter 28 dias (sem prorrogação) para tentar formar um governo, e se essa tentativa também não for bem-sucedida, uma maioria de 61 deputados poderá solicitar ao presidente que atribua a tarefa a um parlamentar específico dentro de um prazo adicional de 21 dias. Se nada disso acontecer, haverá novas eleições.

 

Juntos e ao vivo no Irão, outra vez

Entretanto, o presidente dos EUA, Donald Trump, atribuiu o sucesso de Benjamin Netanyahu ao seu apoio. “Quando o presidente Trump apoiou Bibi Netanyahu, a situação mudou completamente e, agora, em vez de uma derrota decisiva para um grande primeiro-ministro, parece um grande impasse, ou até mesmo uma VITÓRIA para Netanyahu. Tudo isso aconteceu DEPOIS do apoio do presidente Trump, que só quer o que é bom para o Oriente Médio, Israel e os Estados Unidos da América!”, escreveu Trump nas redes sociais.

Esta espécie de surto psicótico surge depois de Trump ter declarado formalmente o seu apoio a Netanyahu a 18 de outubro, nove dias antes das eleições, oferecendo o seu “apoio completo e total”, dias depois de ter dito que “nem sequer tinha pensado” em apoiar um candidato nas eleições em Israel.

Indiferente a isso, Netanyahu aceitou o apoio e disse algures (em vídeo) : “Donald, temos um trabalho a terminar [no Irão]… e vamos terminá-lo juntos. Vamos terminá-lo, e ninguém mais o fará”.

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Israel Election Deadlock Clouds Prospects for New Government

Israel election results leave Benjamin Netanyahu and Gadi Eisenkot facing coalition negotiations in the Knesset.

Arab parties could hold the balance of power as rival blocs fall short of a majority, leaving coalition talks or fresh elections on the table.


Israel faces difficult negotiations to form its next government after parliamentary election results left rival blocs short of a majority, with Arab parties potentially holding the key to breaking the deadlock.

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With 88.6% of the vote counted, Prime Minister Benjamin Netanyahu’s bloc held 53 seats in the 120-member Knesset, compared with 48 for the opposition camp led by centrist Gadi Eisenkot. Arab parties won a combined 19 seats, leaving neither side with the 61 needed for an absolute majority.

The Central Elections Committee is expected to publish the final results on Friday, after counting between 430,000 and 480,000 double-envelope ballots cast by military personnel, diplomatic staff, prisoners and people who are ill.

Once the results are official, President Isaac Herzog will ask the candidate he considers best placed to assemble a majority to form a government. The designated candidate will initially have 28 days to build a coalition, with the option of a 14-day extension.

The negotiations could be protracted. Netanyahu took 58 days to form his current cabinet after the November 2022 election, and the latest results leave both camps facing obstacles to securing the support needed to govern.

Eisenkot has a relative advantage in seeking coalition partners, as smaller right-wing parties failed to clear the threshold required to enter parliament, limiting Netanyahu’s options for gaining additional seats.

Arab parties could prove decisive in the negotiations. Raam, led by Mansour Abbas, has signaled its willingness to open talks with Eisenkot’s bloc, while the Joint List has proposed providing a parliamentary “safety net” to any coalition that removes Netanyahu from power.

Opposition leaders have nevertheless been reluctant to enter formal agreements with Arab parties, given hostility toward such arrangements among substantial sections of the electorate. During the campaign, Netanyahu used the prospect of cooperation between his rivals and Arab parties to attack the opposition, describing it as an alliance of the “left and the Muslim Brotherhood” that would undermine state security.

Yair Golan, leader of the Democrats and the only Zionist political figure openly willing to include Arab parties in a governing arrangement, has convened talks with Eisenkot and Yair Lapid to discuss possible alliances.

Avigdor Lieberman, leader of Yisrael Beiteinu, has taken a different approach. He opposes both a minority government dependent on Arab parties and a cabinet headed by Netanyahu, preferring instead a national unity arrangement in which Eisenkot joins the incumbent prime minister.

Eisenkot has advocated a “Zionist mobilization government” as an alternative. In a social media post following the release of the initial projections, he wrote: “There are still long days of work ahead of us, but we are focused on the important task entrusted to us: bringing change to Israel and establishing a Zionist mobilization government.”

National unity or another election

A national unity government bringing together parties with a Zionist profile, while excluding Arab and ultra-religious parties, has been floated as another way out of the deadlock. A poll published in mid-October found that 55% of respondents preferred such an arrangement to holding another election.

The proposal faces significant political resistance. In 2020, Netanyahu and centrist Benny Gantz agreed to rotate the premiership under a power-sharing deal that collapsed after a year. Local media have reported behind-the-scenes efforts by Herzog to bring Netanyahu and Eisenkot closer, but the opposition has framed the election as a referendum on Netanyahu’s leadership.

If coalition talks fail, Israel could be forced to hold another election, repeating a cycle of political instability that saw four national votes between April 2019 and March 2021.

Alternative arrangements, including a minority government supported by individual lawmakers, could avert an immediate return to the polls. Until a new administration is formed, Netanyahu will remain in office in a caretaker capacity.

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Progressive US Jews call for Eisenkot-led opposition bloc to welcome Arab parties

But mainstream Jewish groups take more neutral stances that focus on touting high turnout, as most Jewish-led parties still oppose political partnership with Arab-led parties
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Empate electoral en Israel abre incertidumbre por la formación de Gobierno

Entre la búsqueda de pactos de unidad, la reticencia a acordar con el sector árabe y la sombra de nuevas elecciones, el panorama político queda a la espera de complejas negociaciones para destrabar la gobernabilidad en Israel.
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How Arab Voters in Israel Shifted the Political Landscape

The Arab parties have long been kept on the political sidelines. But stunning turnout by their supporters makes the Arab minority an Israeli political reality that cannot be ignored.

© Ahmad Gharabli/Agence France-Presse — Getty Images

Voting in the predominantly Arab town of Tayibe during the Israeli election on Tuesday.
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Israel’s Parties Gird for Wrangling to Form a Government, With No Clear Path

Votes are still being counted, but it appears that neither Prime Minister Benjamin Netanyahu’s right-wing coalition nor the opposition alliance headed by Gadi Eisenkot will have a majority.

© Ohad Zwigenberg/Associated Press

Torn Likud party campaign ad featuring Prime Minister Benjamin Netanyahu of Israel and President Trump in Jerusalem on Wednesday.
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