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Jair Renan Bolsonaro se torna réu por suspeita de lavagem de dinheiro

O deputado federal eleito por Santa Catarina, Jair Renan Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, passou a responder a uma ação penal na Justiça Federal do Distrito Federal. Ele é investigado por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documentos falsos. A denúncia apresentada pelo Ministério Público foi aceita pela 5ª Vara Criminal na segunda-feira (26) e inclui outras cinco pessoas.

Com o recebimento da denúncia, os acusados deverão apresentar suas defesas à Justiça. O prazo é de dez dias, contados a partir da notificação. Na decisão, o juízo considerou que há elementos suficientes para dar início ao processo criminal. Em agosto do ano passado, Jair Renan já havia sido alvo de uma operação de busca e apreensão relacionada ao caso.

De acordo com a acusação, os envolvidos teriam adulterado registros fiscais da RB Eventos e Mídia, empresa pertencente a Jair Renan, para apresentar uma situação financeira mais favorável do que a real. A suspeita é de que os documentos tenham sido utilizados para viabilizar empréstimos bancários que somaram R$ 291 mil entre 2022 e 2023.

O caso veio à tona após o não pagamento dos valores contratados. Com a inadimplência, o banco iniciou a cobrança da dívida, que alcançou R$ 360 mil com a incidência de juros e encargos. Entre os documentos questionados está um registro que atribuía à empresa uma movimentação financeira anual de R$ 4,6 milhões.

Na denúncia, o Ministério Público sustenta que os investigados teriam praticado os crimes entre 2020 e 2023. Segundo o órgão, eles teriam ocultado ou dissimulado a origem, a movimentação e a propriedade de bens e valores supostamente relacionados a crimes como falsidade ideológica, estelionato e falsificação de documentos públicos e particulares.

A defesa de Jair Renan nega o envolvimento dele nas irregularidades. Alega que o vereador foi vítima de uma fraude cometida por outra pessoa e sustenta sua inocência.

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© Joédson Alves / Agência Brasil

Jair Renan Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, é investigado por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documentos falsos
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Deputado italiano pede investigação sobre processo de cidadania da família Bolsonaro

O deputado italiano Angelo Bonelli, do partido Europa Verde, afirmou nesta quarta-feira (28), que apresentou um requerimento aos ministérios das Relações Exteriores e do Interior da Itália para saber se Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro tiveram tratamento privilegiado para obter a cidadania italiana.

Como mostrou o Estadão, os registros migratórios do governo da Argentina mostram que Flávio usou um passaporte italiano para entrar no país vizinho. De lá, ele seguiu para os Estados Unidos, com uma parada no Equador.

Processo de cidadania acelerado

Segundo Bonelli, Flávio e Eduardo pediram para entrar na lista de espera da Embaixada da Itália em Brasília em 2020.

O deputado afirmou que, em 8 de novembro de 2022, nove dias após o segundo turno das eleições presidenciais, quando o pai deles, Jair Bolsonaro, foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio e Eduardo compareceram pessoalmente à embaixada para cobrar o andamento do processo. Segundo ele, naquela época, estavam sendo convocadas as pessoas inscritas em 2018. Ainda assim, em 2023, os dois conseguiram a cidadania italiana.

Bonelli disse que Carlos obteve a cidadania italiana em 2024. "Em muitas repartições consulares no Brasil, a espera chega a dez anos ou mais, e muitas pessoas são obrigadas a recorrer à Justiça contra o Estado", afirmou o deputado em uma publicação nas redes sociais.

"Há também uma hipocrisia insuportável. Com o decreto de março de 2025, o governo fechou as portas da cidadania para milhares de descendentes de italianos que estavam na fila havia anos. Já para os aliados políticos da Liga, tudo correu sem problemas", disse. Conhecido como Liga, o partido de direita Lega per Salvini Premier é liderado por Matteo Salvini, atual vice-primeiro-ministro da Itália.

Segundo a RFI, os irmãos Bolsonaro conseguiram a cidadania italiana com base no princípio jurídico do jus sanguinis, pelo qual uma pessoa pode adquirir a cidadania de um país com base na nacionalidade de seus pais ou antepassados. A RFI afirmou que a família apresentou a ascendência de um bisavô de Jair, originário da região do Vêneto.

Carla Zambelli citada

Em sua publicação, Bonelli citou a ex-deputada federal Carla Zambelli, que também tem cidadania italiana. No ano passado, ela foi condenada a 10 anos de prisão por sua participação na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mas deixou o Brasil e foi para a Itália antes de ser presa.

No entanto, em julho de 2025, ela foi detida em um apartamento em Roma. Na época, Bonelli afirmou que a prisão ocorreu após ele descobrir o endereço de Zambelli e denunciá-la para a polícia italiana. A ex-deputada passou quase dez meses presa e foi solta em maio deste ano.

"Vimos com Carla Zambelli o que isso significa: uma condenada que chega à Itália declarando-se intocável graças ao passaporte italiano. A Itália não pode se tornar um refúgio para quem precisa responder à Justiça de seu próprio país", escreveu Bonelli na quarta-feira.

Flávio deixou o Brasil na noite de terça-feira, 27, dois dias após ser derrotado por Lula no segundo turno das eleições presidenciais. O petista foi reeleito com 51,79% dos votos, enquanto Flávio recebeu 48,21% dos votos.

Já nos EUA, o senador publicou, na noite de quarta-feira, uma carta de teor golpista na qual chegou a se autodeclarar "verdadeiro presidente eleito do Brasil". Posteriormente, fez alterações no texto e publicou pelo menos outras duas versões, nas quais passou a se autointitular "o líder do Brasil".

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© Reprodução/YouTube/TV Celular Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro viajou com a família para os Estados Unidos
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PF investiga Paulo Guedes por suspeita de crimes contra sistema financeiro

O ex-ministro da Economia Paulo Guedes, que comandou a equipe econômica durante o governo Jair Bolsonaro (PL), está na mira de uma investigação da Polícia Federal (PF) por suspeita de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. O empresário Fábio Lino de Almeida, proprietário da empresa OnilX, também figura entre os investigados.

A apuração tramita sob sigilo na 9ª Vara Federal de Curitiba, no Paraná. O inquérito foi aberto em 10 de fevereiro de 2026 e envolve suspeitas relacionadas à legislação que trata dos crimes contra o sistema financeiro. As informações sobre o caso foram divulgadas pelo portal Metrópoles, a partir de documentos judiciais.

A investigação ocorre em meio a questionamentos sobre a atuação da OnilX no mercado de ativos digitais. A empresa enfrenta processos movidos por investidores que afirmam ter dificuldades para recuperar os recursos aplicados em produtos ligados a criptomoedas e stablecoins.

Relação com a empresa entrou no foco da apuração

A ligação de Guedes com a OnilX envolve prestação de consultoria, participação em reuniões estratégicas e encontros com potenciais investidores. A empresa também utilizou a imagem do ex-ministro em materiais de divulgação.

Em uma publicação da própria companhia, Guedes aparece ao lado de Fábio Lino e de executivos da Visa em uma reunião apresentada como estratégica. O economista foi descrito pela empresa como alguém que contribuía com orientação e visão para os negócios.

O ex-ministro também participou de eventos voltados a investidores e assessores da companhia. Em uma dessas ocasiões, diante de uma plateia de aproximadamente 500 pessoas, elogiou a atuação da empresa e destacou sua importância no desenvolvimento do mercado digital.

A participação de Guedes na companhia passou a aparecer também em ações judiciais movidas por clientes. Em um dos processos, um casal cobra R$ 876,5 mil da OnilX e afirma ter mantido e ampliado os investimentos após participar de uma reunião com o ex-ministro na sede da empresa, em abril.

Segundo o relato apresentado à Justiça, os investidores tentaram recuperar os recursos quatro meses depois, mas não conseguiram concluir o resgate.

Em outro processo, uma assessora da empresa teria mencionado a presença de Guedes na estrutura do negócio ao tentar atrair um potencial investidor. Uma mensagem anexada aos autos indicava a possibilidade de marcar uma reunião com o economista para discutir estratégias financeiras, caso o interessado dispusesse de R$ 3 milhões a R$ 5 milhões para aplicar.

As alegações apresentadas pelos investidores fazem parte de processos judiciais e não representam, por si só, comprovação de responsabilidade criminal dos investigados.

CVM suspendeu ofertas de valores mobiliários

A OnilX também entrou no radar da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão responsável pela fiscalização do mercado de valores mobiliários no Brasil.

Em janeiro de 2026, a autarquia determinou a suspensão de ofertas públicas de serviços de intermediação de valores mobiliários realizadas pelo grupo. Em abril, o colegiado manteve a determinação e esclareceu que a restrição não abrangia a simples intermediação de criptoativos, como Bitcoin, Ethereum e USDT, quando não houvesse promessa de rendimento ou contrato de investimento.

A empresa passou a enfrentar uma série de disputas judiciais. Entre 12 de junho e 10 de setembro, foram identificadas 108 ações contra o grupo, segundo o levantamento publicado pelo Metrópoles.

Nos processos, investidores relatam dificuldades para retirar valores aplicados em produtos relacionados a criptomoedas e stablecoins. Alguns também levantam suspeitas de funcionamento de um esquema de pirâmide financeira.

A OnilX nega as acusações e afirma atuar regularmente no mercado de ativos virtuais.

Processo segue sob sigilo

Os registros judiciais indicam que a investigação teve movimentações ao longo de 2026. Em 21 de setembro, houve despacho judicial e expedição de intimações relacionadas a Fábio Lino, à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal (MPF).

Em outubro, o processo continuou a registrar petições e diligências policiais. Como o inquérito tramita sob sigilo, não há informações públicas suficientes para detalhar todas as medidas adotadas nem estabelecer a conduta atribuída individualmente a cada investigado.

Paulo Guedes é representado pelos advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, que também atuam na defesa de Fábio Lino. Segundo a reportagem original, a defesa não respondeu aos contatos feitos pela publicação até o fechamento do texto.

A investigação não equivale a uma condenação. A eventual responsabilidade dos envolvidos dependerá da apuração dos fatos e das decisões das autoridades competentes.

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Estudo desvenda nova informação sobre os impactos da diabetes gestacional e da obesidade no coração de recém-nascidos

Um estudo coordenado pelo Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC) / Centro de Inovação em Biomedicina e Biotecnologia (CiBB) identificou uma relação entre o metabolismo materno e o stress cardíaco no recém-nascido, sobretudo quando a diabetes gestacional coexiste com excesso de peso ou com obesidade materna antes da gravidez.

Em concreto, ao analisar gravidezes com e sem diabetes gestacional, os cientistas descobriram o aumento de um marcador de stress cardíaco nos casos em que as mães apresentavam excesso de peso ou obesidade antes da gravidez. Estes novos dados podem abrir caminho à futura identificação de sinais de vulnerabilidade para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

O estudo é particularmente relevante num cenário em que o excesso de peso e a obesidade em idade reprodutiva se tornam cada vez mais frequentes, e em que a diabetes gestacional – uma condição que surge durante a gravidez em mães que não eram anteriormente diabéticas – afeta cerca de 15% das gravidezes a nível mundial. Já a doença cardiovascular é habitualmente associada à idade adulta, ao estilo de vida ou à genética. Contudo, o coração começa a desenvolver-se muito antes disso e, durante a gravidez, adapta-se continuamente ao ambiente em que se encontra.

Neste estudo, a equipa queria “compreender a ligação entre a diabetes gestacional, o desenvolvimento fetal e a doença cardiovascular, que pode surgir décadas mais tarde. Tentámos avaliar se a diabetes gestacional deixa sinais mensuráveis de stress cardíaco no bebé antes do nascimento, influenciando a sua saúde cardiovascular futura, e como o ambiente metabólico materno pode comunicar com o coração do bebé antes mesmo de ele nascer”, explica a investigadora e também aluna do Programa Doutoral em Biologia Experimental e Biomedicina do CNC-UC, Carolina Tocantins.

A investigação foi feita através da análise do sangue do cordão umbilical de 82 recém-nascidos, com foco na presença de um marcador de stress cardíaco – a molécula NT-proBNP –, informação que foi cruzada com características metabólicas, hormonais e inflamatórias da mãe e do bebé.

Ao analisar o sangue do cordão umbilical de gravidezes com e sem diabetes gestacional, a equipa descobriu um aumento de cerca de 26% dos níveis da NT-proBNP nos casos que apresentavam excesso de peso ou obesidade materna antes da gravidez. Esta abordagem permitiu identificar esta molécula como um possível ponto de ligação entre o metabolismo da mãe, a resposta metabólica do bebé e a potencial adaptação do coração do bebé.

“Conseguimos relacionar a NT-proBNP com o índice de massa corporal e a glicemia materna, o peso da placenta e a secreção de insulina fetal. Encontrámos ainda uma relação inversa com o cortisol no sangue fetal do cordão umbilical”, revela a investigadora que coordenou o estudo no CNC-UC, Susana Pereira.

“Isto não significa que possamos atualmente usar a molécula NT-proBNP para prever se o bebé desenvolverá doença cardiovascular, mas abre-se uma possibilidade de vir a combinar biomarcadores obtidos ao nascimento com informação clínica”, adiantam as investigadoras. “Identificar precocemente sinais de vulnerabilidade poderá, no futuro, contribuir para estratégias de prevenção mais personalizadas para estas doenças”, refere Susana Pereira, da Unidade de Ciências Biomoleculares Aplicadas e do Instituto para a Saúde e a Bioeconomia do Departamento de Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa.

O estudo, desenvolvido no âmbito do doutoramento de Carolina Tocantins, foi realizado em colaboração com a Universidade Médica de Graz (Áustria) e com a Universidade NOVA de Lisboa. O trabalho contou com financiamento do Fundo Austríaco para a Ciência, da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e do programa Horizonte Europa, através do projeto PAS GRAS: redução de riscos metabólicos, determinantes ambientais e comportamentais da obesidade em crianças, adolescentes e jovens adultos.

O artigo Maternal BMI modulates cord plasma NT-proBNP in gestational diabetes linking cardiac stress to insulin-cortisol crosstalk (O IMC materno modula os níveis plasmáticos de NT-proBNP no cordão umbilical na diabetes gestacional, estabelecendo uma ligação entre o stress cardíaco e a interação entre a insulina e o cortisol, em português) está publicado na revista Cardiovascular Diabetology e disponível clicando AQUI.

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Fora do Brasil, futuro de Flávio Bolsonaro passa por investigações no STF e TSE

Fora do País após perder as eleições presidenciais, Flávio Bolsonaro (PL) enfrenta uma nova situação jurídica que pode comprometer seu futuro político. Alvo de investigações criminais no Supremo Tribunal Federal (STF) e de ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o senador está sujeito a desdobramentos que podem resultar em uma eventual condenação penal ou em sua inelegibilidade.

A situação ganha um novo contorno com a proximidade do fim de seu mandato, em janeiro de 2027, quando Flávio ficará sem cargo eletivo pela primeira vez em 24 anos e perderá as prerrogativas parlamentares.

Uma das investigações já levou à imposição de medidas cautelares contra o senador. Nesta segunda-feira (26), um dia após sua derrota nas urnas, Flávio foi intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, que também proibiu sua saída do País e o impediu de manter contato com o advogado Willer Tomaz, amigo do senador.

Flávio negou irregularidades e classificou a medida como uma tentativa de intimidação. Nesta terça-feira (27), a PF cancelou os passaportes do parlamentar. A medida ocorreu após Flávio ter viajado para os Estados Unidos.

A decisão foi tomada no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O caso foi revelado pelo Estadão em 18 de outubro, uma semana antes do segundo turno.

Investigações

A investigação teve origem em uma apuração da Polícia Federal sobre plataformas de apostas e pagamentos digitais. Ao analisar dados extraídos da nuvem do advogado, os investigadores identificaram registros de encontros e viagens envolvendo Flávio, além de documentos que mencionavam o senador como "usuário master" de uma conta bancária vinculada à empresa Alcazar Holding.

O material foi encaminhado ao STF em 8 de outubro, em razão do foro do parlamentar, e distribuído a Moraes.

Outra investigação no Supremo apura suspeitas de irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. Os recursos destinados à produção foram negociados pelo senador com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O inquérito, relatado pelo ministro André Mendonça, apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção relacionadas aos repasses para a produção.

Em outubro, a Polícia Federal pediu mais 90 dias para concluir a investigação, incluindo perícias contábeis e diligências nos Estados Unidos para rastrear o destino dos recursos.

Uma nova frente de investigação foi determinada nesta terça-feira (27), pelo ministro Flávio Dino. O magistrado requisitou à Polícia Federal a abertura de um inquérito para apurar suspeitas de financiamento estrangeiro em benefício da campanha presidencial de Flávio.

A investigação deverá esclarecer se houve repasses de recursos ou prestação de serviços à candidatura, além de apurar o financiamento de publicações favoráveis ao senador por perfis sediados no exterior e possíveis manipulações de algoritmos pelas plataformas digitais.

Mais recentemente, nesta terça-feira (27), o ministro Flávio Dino determinou a abertura de uma nova frente de investigação sobre possíveis irregularidades na campanha presidencial de Flávio. O magistrado requisitou à Polícia Federal a instauração de um inquérito para apurar suspeitas de financiamento estrangeiro em benefício da candidatura.

Mesmo após o fim do mandato, as investigações poderão continuar sob responsabilidade do Supremo. O chamado foro por prerrogativa de função é uma regra que atribui a determinados tribunais a competência para julgar autoridades em razão dos cargos que ocupam.

No caso de deputados federais e senadores, cabe ao STF analisar crimes relacionados ao exercício de suas funções.

Em 2025, o Supremo mudou seu entendimento e decidiu que essa competência pode ser mantida mesmo depois que a autoridade deixa o cargo, desde que os crimes investigados tenham ocorrido durante o mandato e estejam relacionados às funções exercidas. Assim, o fim do mandato de Flávio não provocará necessariamente a transferência dos inquéritos para a primeira instância.

Para o criminalista e coordenador de Direito da ESPM-SP Marcelo Crespo, será necessário avaliar se as suspeitas investigadas nesses casos "possuem ligação com sua atuação parlamentar". É dessa análise que dependerá a definição sobre a permanência dos procedimentos no Supremo ou seu encaminhamento a outra instância.

Flávio também perderá proteções constitucionais vinculadas ao mandato parlamentar, como as restrições à prisão de congressistas e a possibilidade de o Senado suspender o andamento de determinadas ações penais.

Para Crespo, o fim do mandato tem consequências que ultrapassam a perda dessas prerrogativas. Sem uma cadeira no Senado, Flávio também deixará de contar com o peso institucional do cargo, o que tende a reduzir os custos políticos de eventuais medidas judiciais contra ele.

Nikolas Ferreira e Pablo Marçal são investigados

Na Justiça Eleitoral, Flávio encara outra frente de processos que pode comprometer sua participação em futuras eleições.

Uma das ações, investiga suspeitas de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação, a partir de alegações da coligação de Lula de que plataformas digitais teriam favorecido a candidatura do senador na distribuição de conteúdos eleitorais.

Outra investigação apura a atuação do deputado Nikolas Ferreira e do influenciador Pablo Marçal nas redes sociais, sob suspeita de disseminação coordenada de desinformação em benefício de Flávio.

Para o advogado eleitoral Alberto Rollo, Flávio poderá ficar inelegível por oito anos caso a Justiça Eleitoral comprove sua responsabilidade pelas irregularidades investigadas. As ações ainda dependem de julgamento.

Rollo lembra que as investigações criminais no STF também podem ter consequências eleitorais por meio da Lei da Ficha Limpa, que impede a candidatura de pessoas condenadas por determinados crimes, como corrupção e lavagem de dinheiro, quando a decisão é definitiva ou proferida por um tribunal colegiado.

Eleições 2026

Enquanto enfrenta essas ações, Flávio também anunciou uma ofensiva na Justiça Eleitoral contra a vitória de Lula. Derrotado por 51,79% dos votos válidos a 48,21%, uma diferença de aproximadamente 4,4 milhões de votos, o senador afirmou inicialmente que não reconheceria o resultado das urnas e pediria a anulação da eleição.

Ele questionou a prorrogação do horário de votação determinada pelo ministro Cristiano Zanin, sob o argumento de que a medida teria comprometido a igualdade da disputa. Como mostrou o Estadão, apenas 34,7 mil votos foram registrados após as 17h.

Nesta segunda-feira (26), porém, Flávio mudou o foco da contestação e anunciou que pretende pedir a cassação da chapa de Lula e Geraldo Alckmin (PSB), sob a acusação de abuso de poder político e econômico durante a campanha. O senador não apresentou, até então, provas que sustentassem as acusações.

Para Rollo, a própria reação de Flávio à derrota poderá abrir uma nova frente judicial contra ele. O advogado alerta que, caso o senador ultrapasse os limites da contestação legítima do resultado e cometa irregularidades previstas na legislação eleitoral, poderá ser alvo de novas ações no TSE, inclusive com risco de inelegibilidade.

"Precisamos aguardar os próximos passos do senador", afirma.

 

© MARINA UEZIMA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

Candidato Flávio Bolsonaro (PL) em fala durante debate da Band
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Aliados dizem que governo Trump apoiou fuga de Flávio e sinalizou asilo

Aliados do candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que o governo de Donald Trump apoiou a decisão de deixar o Brasil e sinalizou a possibilidade de conceder asilo político ao parlamentar nos Estados Unidos, de acordo com a apuração da CNN Brasil.

A informação foi divulgada nesta terça-feira (27), em meio a relatos de que Flávio viajou aos Estados Unidos. Em publicação na rede social X, o ex-subsecretário de Turismo do México Simón Levy, aliado do Governo Trump, também afirmou que o senador já havia deixado o território brasileiro e seguia para o país norte-americano.

“Posso confirmar que @FlavioBolsonaro não está mais no Brasil e está a caminho dos Estados Unidos. Uma operação de proteção dos EUA está em andamento para garantir sua segurança”, escreveu o empresário em post.

Segundo a coluna Grande Angular, do portal Metrópoles, o destino final do voo do senador seria a Flórida. A informação foi atribuída a pessoas próximas à família do parlamentar. 

A movimentação ocorre após a derrota de Flávio para Lula (PT) no segundo turno da eleição presidencial, realizado no domingo (25).

Flávio estava sem dar notícias públicas desde a manhã desta terça-feira. De acordo com informações divulgadas sobre o caso, a última mensagem enviada pelo senador foi às 8h, ao senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou sua campanha presidencial. Na ocasião, Flávio teria dito que estava “esfriando a cabeça”, sem esclarecer se havia deixado o Brasil.

Na segunda-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a apreensão dos passaportes do senador. Flávio deveria entregar os documentos nesta terça, mas, conforme as informações disponíveis, não o fez. O senador também é investigado, ao lado do advogado Willer Tomaz, por suspeita de lavagem de dinheiro.

Alexandre de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, o relator no STF de inquéritos sob sigilo que miram o senador Flávio Bolsonaro (PL), vive também a condição de investigado na Operação Compliance Zero. O nome dele consta de relatório da Polícia Federal anexado ao inquérito relatado pelo ministro André Mendonça.

A extração de dados do celular de Vorcaro, apreendido em novembro de 2025, expôs mensagens, contatos diretos e minutas de contratos entre o ex-banqueiro, o ministro e a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado.

 

 

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© Reprodução/ Redes Sociais

Flávio Bolsonaro e Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca
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Flávio Bolsonaro está em voo para os EUA, diz Metrópoles

O candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) já estaria a caminho dos Estados Unidos, segundo as colunas Grande Angular e o colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles. Segundo os colunistas, o avião que o senador está já se encontra em voo, com a esposa e as duas filhas nas últimas horas. A informação teria sido confirmada por pessoas próximas à família. 

A fuga, segundo Igor, foi organizada de última hora com a ajuda de restrito de aliados mais próximos no Brasil e nos EUA para evitar vazamentos, ajudando na operação da saída do país e garantindo a entrada no parlamentar em território americano.

De acordo com Isadora, Flávio está sumido desde a manhã desta terça-feira (27). Na última mensagem enviada às 8h, para o coordenador da campanha Rogério Marinho, o senador disse que estava “esfriando a cabeça”, mas não respondeu se havia deixado o Brasil.

De acordo com Gadelha, o governo Donald Trump já foi avisado. A previsão de aliados de Flávio, é de que o parlamentar chegue pelo estado da Flórida na tarde nesta terça e encontre o irmão Eduardo Bolsonaro (PL) na quarta-feira (28).

Após perder a disputa presidencial, o senador é investigado junto ao advogado e amigo Willer Tomaz por suposta lavagem de dinheiro e deverá entrar com um pedido de “asilo político” junto ao governo Trump.

Flávio foi derrotado pelo presidente Lula (PT), no segundo turno da disputa realizado no domingo (25). No dia seguinte, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a apreensão dos passaportes do parlamentar. Flávio deveria ter entregue os documentos nesta terça, mas não o fez.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é investigado junto ao advogado e amigo Willer Tomaz por suposta lavagem de dinheiro.

Alexandre de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, o relator no STF de inquéritos sob sigilo que miram o senador Flávio Bolsonaro (PL), vive também a condição de investigado na Operação Compliance Zero. O nome dele consta de relatório da Polícia Federal anexado ao inquérito relatado pelo ministro André Mendonça.

A extração de dados do celular de Vorcaro, apreendido em novembro de 2025, expôs mensagens, contatos diretos e minutas de contratos entre o ex-banqueiro, o ministro e a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado.

 

© Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro (PL), candidato à presidência da República
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Aliados de Flávio Bolsonaro são avisados que ele fugiu do Brasil, diz colunista da Folha

Aliados mais próximos do candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) teriam sido informados que o senador, de fato, fugiu do Brasil para a Argentina, de onde pretende seguir para os EUA, segundo a colunista da Folha de São Paulo, Mônica Bergamo. A Polícia Federal (PF) faz o rastreamento do parlamentar nos pontos entre os dois países para confirmar a informação.

A colunista da Folha de S.Paulo relata que o senador Flávio Bolsonaro (PL) teria tentado chegar à Argentina por uma passagem não oficial na fronteira com o Brasil, com o objetivo de embarcar em um avião fretado rumo aos Estados Unidos. Segundo as informações reunidas pela jornalista, o parlamentar teria desistido de embarcar, e seu paradeiro, assim como o de seus familiares, era desconhecido até o momento do relato.

De acordo com a colunista, as autoridades brasileiras e argentinas não identificaram registros oficiais de entrada de Flávio no país vizinho. Agentes também verificavam os voos entre os dois países. Caso a travessia tenha ocorrido sem passar pelos controles migratórios, ela teria sido clandestina.

Na madrugada desta terça-feira (27), o portal argentino Infobae publicou que o senador teria cruzado a fronteira utilizando seu documento nacional de identidade. A partir de Porto Iguaçu, cidade argentina próxima à divisa com o Brasil, ele embarcaria em um jato particular Gulfstream com destino aos Estados Unidos.

A aeronave mencionada na reportagem efetivamente decolou de Buenos Aires às 22h14 de segunda-feira (26) e pousou em Porto Iguaçu às 23h45, segundo informações de plataformas de rastreamento de voos. Até o momento do relato, o avião permanecia no aeroporto da cidade.

O jornal argentino Clarín informou que o voo privado, operado pela empresa Baires Fly, tinha decolagem prevista para Miami às 2h30 desta terça-feira, mas foi cancelado antes de deixar o aeroporto. Segundo a publicação, a aeronave partiria com quatro passageiros e três tripulantes, mas a lista de passageiros não havia sido apresentada às autoridades migratórias.

Ainda de acordo com o Clarín, uma fonte ouvida pelo jornal mencionou suspeitas, não confirmadas, de que o voo poderia estar relacionado a Flávio Bolsonaro e a seus familiares.

A colunista acrescenta que assessores, amigos e políticos tentavam entrar em contato com o senador durante a manhã, sem sucesso. Até a publicação do relato, não havia confirmação de que ele tivesse entrado na Argentina ou embarcado no avião.

Passaportes cancelados

Na segunda-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o cancelamento dos passaportes emitidos em nome de Flávio Bolsonaro e proibiu que ele deixasse o Brasil, conforme as informações relatadas pela colunista.

A decisão veio a público um dia após o senador perder a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio, que é alvo de investigação no Supremo, havia sido intimado pela Polícia Federal na manhã de segunda-feira a entregar os passaportes comum e diplomático no prazo de 24 horas, além de eventuais documentos de viagem emitidos por outros países.

As informações sobre a suposta tentativa de travessia e o possível embarque nos Estados Unidos, porém, não confirmavam que Flávio tivesse deixado o Brasil. O relato indicava que as autoridades ainda verificavam os registros migratórios e os dados do voo.

Alexandre de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, o relator no STF de inquéritos sob sigilo que miram o senador Flávio Bolsonaro (PL), vive também a condição de investigado na Operação Compliance Zero. O nome dele consta de relatório da Polícia Federal anexado ao inquérito relatado pelo ministro André Mendonça.

A extração de dados do celular de Vorcaro, apreendido em novembro de 2025, expôs mensagens, contatos diretos e minutas de contratos entre o ex-banqueiro, o ministro e a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado.

© PEDRO KIRILOS/ESTADÃO CONTEÚDO

Senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL)
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Argentina nega que Flávio Bolsonaro tenha desembarcado no país

O órgão de migração da Argentina e um funcionário do governo Milei negaram que o senador Flávio Bolsonaro teria desembarcado no país. De acordo com o órgão, não foi apresentado nenhum plano de voo que inclua a família Bolsonaro.

Após a repercussão sobre a presença de um avião particular no Aeroporto Nacional de Foz do Iguaçu, as autoridades realizaram os procedimentos de fiscalização na aeronave e na tripulação.

A suspeita de que o senador estaria no país surgiu após o site argentino Infobae divulgou que Flávio teria atravessado a fronteira utilizando seu documento nacional de identidade e seguido até Puerto Iguazú, na província argentina de Misiones.

O avião citado pelo veículo é um Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, registrado em nome da empresa Baires Fly S.A. Segundo o Infobae, a companhia solicitou os procedimentos alfandegários e migratórios para quatro passageiros e três tripulantes.

O coordenador político de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), nega que ele tenha deixado o Brasil. No entanto, aliados e integrantes da campanha do senador não souberam informar onde ele está.

Moraes também é investigado

O ministro Alexandre de Moraes, o relator no STF de inquéritos sob sigilo que miram o senador Flávio Bolsonaro (PL), vive também a condição de investigado na Operação Compliance Zero. O nome dele consta de relatório da Polícia Federal anexado ao inquérito relatado pelo ministro André Mendonça.

A extração de dados do celular de Vorcaro, apreendido em novembro de 2025, expôs mensagens, contatos diretos e minutas de contratos entre o ex-banqueiro, o ministro e a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado.

© Reprodução/TV Globo

Flávio Bolsonaro (PL) em sabatina da TV Globo
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Aliados desconhecem paradeiro de Flávio Bolsonaro; residência está sem movimentação

Aliados e integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro não souberam informar onde está o senador nesta terça-feira (27). Até o momento, a reportagem do Broadcast (Sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) não registrou movimentação na casa de Flávio em Brasília. Segundo um funcionário do condomínio, tentativas de ligações pelo interforne foram malsucedidas.

Veículos de imprensa argentina afirmaram que o senador teria viajado do Brasil à cidade fronteiriça de Puerto Iguaçu. O coordenador político de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), nega que ele tenha deixado o País.

A PF acionou autoridades argentinas para obter informações sobre se Flávio teria entrado no país e investiga se ele saiu do Brasil.

Ontem, a Polícia Federal o intimou para que entregasse seus passaportes até o fim da manhã desta terça-feira (27), o que o senador disse que faria. Os documentos não foram enviados. O "Zero Um" divulgou um vídeo ontem (26), em que negou a intenção de deixar o Brasil.

"Quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele e, no meio da rua, eu fui intimado a entregar os passaportes e também estou proibido de deixar o País", declarou, em vídeo publicado em seu perfil no Instagram.

Segundo Flávio, o motivo teria sido uma declaração de seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que teria sugerido que Flávio deixasse o Brasil caso perdesse a eleição. Flávio é investigado em dois inquéritos.

"Nunca disse isso. Isso é motivo para tirar meu passaporte?", questionou.

Flávio afirmou tratar-se de uma decisão política e disse que pretende ficar no Brasil. "Nunca pensei em sair do País. Vou entregar meus passaportes e vou me defender dessa aberração. Mas ninguém vai me calar".

Moraes também é investigado

O ministro Alexandre de Moraes, o relator no STF de inquéritos sob sigilo que miram o senador Flávio Bolsonaro (PL), vive também a condição de investigado na Operação Compliance Zero. O nome dele consta de relatório da Polícia Federal anexado ao inquérito relatado pelo ministro André Mendonça.

A extração de dados do celular de Vorcaro, apreendido em novembro de 2025, expôs mensagens, contatos diretos e minutas de contratos entre o ex-banqueiro, o ministro e a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado.

© VINICIUS NUNES/AGÊNCIA F8/ESTADÃO CONTEÚDO

Flávio Bolsonaro (PL)
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Flávio Bolsonaro descumpre ordem de Moraes e não entrega passaporte à PF; documento foi cancelado

O senador Flávio Bolsonaro (PL) não entregou o passaporte à Polícia Federal no prazo determinado, até às 11h desta terça-feira (27), descumprindo a ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) dada no domingo (25).

Após o descumprimento da decisão judicial, a Polícia Federal cancelou os passaportes do senador e prepara um ofício para informar a situação ao magistrado. Até o momento, a PF também não identificou registros formais de saída do senador do território brasileiro.

Flávio atualmente tem um inquérito aberto para apurar a possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme "Dark Horse". Além de ser investigado, junto com o advogado Willer Tomaz, por lavagem de dinheiro em um suposto esquema envolvendo empresas do jurista e bets.

Veículos de imprensa argentina afirmaram que o senador teria viajado do Brasil à cidade fronteiriça de Puerto Iguaçu. O coordenador político de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), nega que ele tenha deixado o País.

Na manhã desta terça-feira (27), a PF consultou autoridades argentinas para checar se o senador teria deixado o Brasil. Órgão da migração e membro do governo Milei negaram que ele esteja na Argentina.

Flávio segue para os EUA

Segundo as colunas Grande Angular e o colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, Flávio Bolsonaro já estaria a caminho dos Estados Unidos com a esposa e as duas filhas. 

A fuga, segundo Igor, foi organizada de última hora com a ajuda de restrito de aliados mais próximos no Brasil e nos EUA para evitar vazamentos, ajudando na operação da saída do país e garantindo a entrada no parlamentar em território americano.

De acordo com Gadelha, o governo Donald Trump já foi avisado. A previsão de aliados de Flávio, é de que o parlamentar chegue pelo estado da Flórida na tarde nesta terça e encontre o irmão Eduardo Bolsonaro (PL) na quarta-feira (28).

Moraes também é investigado

O ministro Alexandre de Moraes, o relator no STF de inquéritos sob sigilo que miram o senador Flávio Bolsonaro (PL), vive também a condição de investigado na Operação Compliance Zero. O nome dele consta de relatório da Polícia Federal anexado ao inquérito relatado pelo ministro André Mendonça.

A extração de dados do celular de Vorcaro, apreendido em novembro de 2025, expôs mensagens, contatos diretos e minutas de contratos entre o ex-banqueiro, o ministro e a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado.

© Joédson Alves/Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL) descumpre ordem de Moraes e não entrega passaporte à PF
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CCMAR recebe selo HR Excellence in Research

O Centro de Ciências do Mar (CCMAR) associa-se, assim, a um grupo reduzido de instituições que detêm este selo no nosso país. O reconhecimento é atribuído pela Comissão Europeia e destaca o compromisso do CCMAR na progressão da implementação dos princípios da Carta Europeia dos Investigadores, promovendo uma melhoria contínua das políticas e práticas de recursos humanos.

O CCMAR recebeu a distinção HR Excellence in Research, atribuída pela Comissão Europeia às organizações de investigação que demonstram um compromisso efetivo com a implementação dos princípios da European Charter for Researchers e com a melhoria contínua das suas políticas e práticas de recursos humanos.

A distinção resulta de um processo iniciado pelo CCMAR em 2024, que envolveu uma análise aprofundada das práticas existentes, a identificação de áreas de melhoria e a definição de um Plano de Ação com medidas concretas para reforçar o ambiente de investigação, as condições de trabalho e o desenvolvimento profissional.

Este trabalho contou com a participação de investigadores em diferentes fases da carreira, bem como de profissionais de diversas áreas do CCMAR. Os contributos da comunidade foram fundamentais para identificar necessidades, discutir prioridades e definir as medidas que integram a estratégia da instituição.

A atribuição do HR Excellence in Research Award representa um marco importante neste percurso e reconhece o compromisso assumido pelo CCMAR em proporcionar um ambiente de investigação estruturado, inclusivo e sustentável, no qual investigadores e restantes profissionais possam desenvolver as suas carreiras, reforçar competências e contribuir plenamente para a missão científica da instituição.

“Este reconhecimento é um marco importante para o CCMAR, mas é sobretudo um compromisso com o futuro. Reflete o trabalho desenvolvido com a participação de toda a nossa comunidade e reforça a nossa vontade em continuar a melhorar as condições, as oportunidades de desenvolvimento e o ambiente em que trabalhamos diariamente”, refere Adelino Canário, Diretor do CCMAR.

Com esta distinção, o CCMAR passa a integrar um pequeno conjunto de organizações portuguesas que atualmente detêm o HR Excellence in Research Award.

O HR Excellence in Research Award está associado à implementação da European Charter for Researchers, que estabelece um conjunto de princípios destinados a apoiar o desenvolvimento de carreiras de investigação atrativas e a promover a excelência na investigação e inovação na Europa. A Carta é composta por 20 princípios-chave, organizados em quatro pilares: Ética, Integridade, Género e Ciência Aberta; Avaliação, Recrutamento e Progressão dos Investigadores; Condições e Práticas de Trabalho; e Carreiras de Investigação e Desenvolvimento de Talento.

A obtenção deste reconhecimento não representa, contudo, o final do processo. Marca antes o início de uma nova fase de implementação, acompanhamento e melhoria contínua monitorizando os resultados alcançados e continuando a envolver a sua comunidade na evolução das políticas e práticas de recursos humanos e do ambiente de investigação.

O Plano de Ação e mais informações sobre esta distinção estão disponíveis no site do CCMAR.

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Bragança avança com candidatura a cidade europeia do cereal em 2027

VTM

O município de Bragança anunciou hoje que vai avançar com a candidatura a Cidade Europeia do Cereal em 2027, revelando que a preparação foi aprovada na reunião de câmara do dia 9 de outubro.

Em comunicado, a autarquia, liderada por Isabel Ferreira, explica que pretende “dar visibilidade à tradição do cereal em Trás-os-Montes, ao património associado ao pão e ao trabalho desenvolvido na região por produtores, empresas e investigadores”.

A candidatura será apresentada à Rede de Cidades do Cereal (REDCCER), entidade responsável pela atribuição anual do título, que distingue projetos dedicados à cultura cerealista.

Para além do município, o projeto envolve a Universidade Politécnica de Bragança, através dos centros de investigação CIMO e SusTEC, o MORE CoLAB, produtores agrícolas, padarias, empresas, restaurantes, escolas e associações locais.

A candidatura prevê um programa de atividades para 2027, com iniciativas dirigidas à população e aos visitantes.

Entre as propostas apresentadas está a criação de um “Pavilhão Vivo do Cereal”, integrado na Feira de Agricultura, onde será possível acompanhar diferentes etapas da produção, desde as sementes e variedades de cereais até à moagem, panificação e utilização na gastronomia.

Está também prevista a criação da “Rota do Cereal e do Pão”, que ligará padarias, moinhos, produtores, restaurantes e espaços patrimoniais, bem como a iniciativa “Doze Meses, Doze Sabores”, que desafiará estabelecimentos de restauração, padarias e pastelarias a apresentar mensalmente criações à base de cereais.

Na área da investigação e inovação, o programa propõe o “Bragança Cereal Lab”, um desafio dirigido a estudantes, investigadores e empresas para desenvolver novos produtos alimentares e soluções relacionadas com os cereais e os seus subprodutos.

A programação inclui ainda a recolha de memórias e testemunhos ligados à atividade cerealista, a celebração do “Dia Mundial do Cereal”, a 7 de março, e a realização do Festival “Bragança, Pão e Futuro”, no outono.

Citada em comunicado, Isabel Ferreira, presidente da Câmara de Bragança, destaca a importância dos cereais e do pão para a identidade e a economia da região, defendendo uma maior atenção ao trabalho desenvolvido neste setor. “É importante dar visibilidade a tantos trabalhos que são feitos na área dos cereais, de inovação, de recuperação de espécies, e de valorização do trabalho também dos nossos empresários, agricultores e investigadores nesse domínio”.

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