Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL) nas cidades brasileiras com maior presença do Bolsa Família. Nos 100 municípios em que o programa atende a maior parcela da população, o presidente reeleito recebeu 72% dos votos válidos, enquanto o adversário somou 28%.
O resultado também foi favorável ao petista quando considerados os municípios com o maior número absoluto de famílias beneficiárias. Nesse grupo de 100 cidades, Lula alcançou 52,5% dos votos, contra 47,5% de Flávio.
Ao todo, o candidato do PT foi o mais votado em 93 das 100 cidades mais dependentes do programa de transferência de renda. Flávio Bolsonaro venceu nas outras sete localidades.
No resultado nacional do segundo turno, Lula conquistou 51,79% dos votos, enquanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) obteve 48,21%.
Municípios com maior proporção de moradores atendidos
O levantamento a seguir considera a parcela da população de cada município que recebe o Bolsa Família. Entre as dez cidades com maior proporção de beneficiários, estão localidades do Amapá, Pará, Amazonas e Maranhão.
Itaubal (AP): 2.024 famílias atendidas;
Mocajuba (PA): 9.089 famílias;
Autazes (AM): 15.932 famílias;
Cachoeira Grande (MA): 3.653 famílias;
Cajari (MA): 5.585 famílias;
Belágua (MA): 2.039 famílias;
Anajás (PA): 6.327 famílias;
Pracuúba (AP): 1.128 famílias;
Serrano do Maranhão (MA): 4.011 famílias;
São Paulo de Olivença (AM): 7.410 famílias.
Cidades com mais famílias beneficiárias
Neste ranking, o critério é o número total de famílias que recebem o benefício, sem considerar a proporção em relação à população municipal. São Paulo lidera a lista, seguida pelo Rio de Janeiro e por Fortaleza.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou a presença na história política brasileira ao derrotar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno deste domingo (25/10). Com 51,78% dos votos, contra 48,27% do adversário, segundo apuração com 99,9% das urnas, o petista conquistou um quarto mandato, marca inédita no país.
Lula também se tornou o primeiro candidato a conquistar a Presidência após terminar o primeiro turno atrás do adversário. A recuperação contrariou as expectativas de uma disputa que parecia favorável a Flávio Bolsonaro até os últimos dias da campanha.
Ao concluir o mandato em 2030, Lula terá acumulado 16 anos na Presidência, recorde entre governantes eleitos democraticamente no Brasil. Na história republicana, ficará atrás apenas de Getúlio Vargas, que governou por aproximadamente 18 anos e seis meses, em períodos que incluíram regimes autoritários.
Nascido em uma família pobre de Pernambuco, Lula trabalhou como engraxate, vendedor ambulante e metalúrgico antes de alcançar projeção nacional como líder sindical no ABC paulista. Primeiro operário eleito presidente, chegou ao Palácio do Planalto em 2003, após três derrotas eleitorais.
Lula venceu as eleições de 2002, 2006, 2022 e 2026. Em 2010, encerrou o segundo mandato com aprovação de 83%, segundo o Datafolha. Em 2022, tornou-se o primeiro candidato a derrotar um presidente em exercício que disputava a reeleição.
O presidente completará 81 anos na terça-feira (27/10) e chegará aos 85 ao final do mandato, em 2030. A nova vitória consolidou uma trajetória de sete disputas presidenciais, quatro triunfos e protagonismo político ao longo de mais de quatro décadas.
Com 98,76% das urnas apuradas, o candidato Cadu de Lula (PT) foi eleito governador do Rio Grande do Norte.
O candidato recebeu, até o momento, 1.059.700 votos válidos, o equivalente a 50,71%. Ele disputou o segundo turno com Allyson Bezerra (União), que obteve 1.030.049 votos (49,29%).
Carlos Eduardo Xavier é auditor fiscal de carreira e foi secretário estadual da Fazenda no governo de Fátima Bezerra (PT-RN). Aos 48 anos, disputou pela primeira vez um cargo eletivo.
A virada de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro, que parecia improvável até as vésperas do segundo turno, é mais uma proeza de um político que se acostumou a acumular feitos históricos. O petista derrotou o senador do PL, segundo projeção do Datafolha.
Primeiro operário a virar presidente da República, detentor da maior aprovação de um chefe do Executivo no país (em 2010, ao final do segundo mandato), único a ser eleito depois de um período na cadeia e primeiro a vencer o ocupante do cargo (Jair Bolsonaro, em 2022).
A reversão de um resultado adverso na primeira etapa, inédita no país até este domingo (25), aumenta a coleção, ampliando ao mesmo tempo duas marcas conquistadas por Lula na eleição passada: o potencial recorde de votos absolutos e a condição de único a ser eleito presidente quatro vezes.
Ao final do quarto mandato, completará 16 anos no poder, estendendo a condição que já detém de segundo com mais tempo no cargo, atrás somente de Getúlio Vargas, que governou por 18 anos e seis meses, em dois períodos diferentes (1930-1945 e 1951-1954).
Como os mandatos de Getúlio foram frutos primeiro de um golpe (a chamada Revolução de 30), depois de uma eleição indireta (1934) e em seguida de outro golpe (da ditadura do Estado Novo, 1937-1945), tendo o líder gaúcho sido eleito pelo voto direto em apenas uma ocasião (1950, no governo abreviado em 1954 por seu suicídio), Lula é o presidente que governou por mais tempo o país sob a democracia, escolhido pelos brasileiros.
Em se tratando de Lula, é arriscado cravar, mas é muito provável que seja o seu último mandato. Aos 80 anos, quase 81 (completa em 27/10), terá 85 ao final da nova gestão, em 2030. Como foi reeleito, não poderá concorrer novamente daqui a quatro anos. Em 2034, terá 89, idade elevada até para quem diz pretender viver até os 120 anos.
Luiz Inácio Lula da Silva falando para milhões de metalúrgicos numa assembleia na Ford em 1984 |Foto: Clovis Cranchi/Estadão Conteúdo/Arquivo
Da infância humilde à liderança sindical
Uma réplica da casa em que o Presidente Lula passou sua infância em Caetés, no sertão do Agreste Pernambuco | Foto: San Costa/TV Globo
Superar grandes adversidades é, no caso de Lula, um traço que vem da infância. Sétimo dos oito filhos de um casal de lavradores pobres, Aristides Inácio da Silva e Eurídice Ferreira de Mello, a Lindu, Luiz Inácio da Silva nasceu em Garanhuns, no agreste de Pernambuco no distrito de Caetés, hoje emancipado.
Quando a mãe estava grávida dele, Aristides migrou para São Paulo em busca de emprego. Aos 7 anos, o garoto embarcou com a mãe e os irmãos num caminhão pau de arara para se juntar ao chefe que abandonara a família, numa viagem de 13 dias.
Viveram em Santos até Lindu se separar de Aristides, um homem violento e alcoólatra que durante seu período paulista sem a esposa já tinha constituído outra família.
A jornada de dona Lindu para cuidar sozinha da prole na cidade grande serviria de inspiração para Lula, que até hoje cita a mãe como sua heroína, modelo de virtude e referência moral.
Ainda menino, enquanto estudava, Lula foi vendedor de laranja, amendoim e tapioca, auxiliar de tinturaria, telefonista, engraxate e office boy. Aos 14 anos, consegue seu primeiro emprego fixo, na fábrica de parafusos Marte. Aos 15, entra num curso de torneiro mecânico no Senai, que lhe garante a profissão na qual trabalhou pelos anos seguintes: metalúrgico.
Aos 17 anos, como disse no debate da Globo, perdeu o dedo mindinho da mão esquerda num acidente com uma prensa quando era torneiro mecânico na metalúrgica Independência.
Lula casou-se pela primeira vez aos 23 anos, com a operária Maria de Lourdes, que morreria grávida de oito meses vítima de hepatite o bebê também morreu. Teve sua primeira filha, Lurian, em 1974, de uma relação com a enfermeira Miriam Cordeiro, enquanto namorava com Marisa Letícia Rocco Casa.
Casou pela segunda vez ao final deste mesmo ano com Marisa, com quem teve outros três filhos biológicos (Fábio Luís, Sandro Luís e Luís Cláudio), além de adotar o primogênito dela (que também era viúva), Marcos Cláudio.
Lula começou a participar de reuniões e atividades no Sindicato de Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema em 1969, levado pelo irmão Frei Chico. Seis anos depois, em 1975, foi eleito presidente da entidade.
Tornou-se conhecido nacionalmente ao liderar greves de trabalhadores no ABC paulista no final dos anos 70, nos estertores da ditadura. Foi um líder sindical pragmático. “No sindicato, adorava encher a boca pra falar: não gosto de política e não gosto de quem gosta de política. Daí eu descobri que não dava pra fazer nada fora da política”, relembrou anos depois.
Com a projeção nacional do movimento, a ditadura fechou o cerco sobre o sindicato, que sofreu intervenções do governo. Em 1980, Lula foi preso com base na Lei de Segurança Nacional.
No mesmo ano, já ciente da necessidade de participar da política institucional, funda o Partido dos Trabalhadores, reunindo sindicatos, setores progressistas da Igreja Católica, movimentos sociais e universitários e intelectuais de esquerda como Antonio Candido, Mário Pedrosa, Lélia Abramo e Sérgio Buarque de Holanda.
Em 1982, para disputar sua primeira eleição (ao governo de São Paulo), acrescenta em cartório o apelido Lula ao sobrenome. Termina em quarto lugar. Em 1986, é eleito deputado federal constituinte (o mais votado do país), com 651,7 mil votos.
Três derrotas antes da primeira vitória presidencial
Lula e Fernando Collor no debate em 1989 | Foto: Reprodução/Editoras Bloch
A trajetória vencedora de Lula como presidente foi precedida por três tentativas frustradas de chegar ao Planalto. Na primeira, em 1989 perdeu para Fernando Collor (PRN) no segundo turno; em 1994 e 1998, foi derrotado por Fernando Henrique Cardoso (PSDB) no primeiro turno.
Em 2002, a estratégia de ampliar alianças, escolhendo o empresário José Alencar (PL) como vice; acalmar o mercado, com a publicação da Carta ao Povo Brasileiro pela qual se comprometeu a honrar contratos e equilibrar as contas públicas; e profissionalizar a campanha, contratando o publicitário Duda Mendonça, foi exitosa. Com 52,8 milhões de votos (61,3%), venceu José Serra (PSDB) no segundo turno.
Vídeo: Lula chora em discurso após a vitória eleitoral de 2002.
Primeiro mandato e o escândalo do mensalão
Lula elegeu o combate à fome como prioridade e lançou o programa Fome Zero, embrião do Bolsa Família. Na economia, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, manteve a política da era FHC, baseada no chamado tripé macroeconômico (metas de inflação, austeridade fiscal e câmbio flutuante).
O final do primeiro mandato foi abalado pelo escândalo do mensalão, um esquema de compra de apoio parlamentar no Congresso que derrubou o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu.
Lula recuperou a popularidade e se reelegeu em 2006, ao vencer Geraldo Alckmin (PSDB) no segundo turno. Seu segundo mandato foi marcado por grandes obras de infraestrutura e forte crescimento (média de 4,6%/ano), apesar da crise internacional de 2008.
O bom momento da economia se refletiu em popularidade aqui e alhures. Em 2009, o presidente dos EUA, Barack Obama, brincou com a situação. “Esse é o cara. Eu adoro esse cara. O político mais popular do mundo.” Em 2010, ao final do mandato, Lula teve índices de aprovação acima de 80% (Datafolha, 83%; Ibope, 87%), recorde histórico para um presidente.
Fez a sucessora, a ministra Dilma Rousseff, reeleita em 2014, que sofreria impeachment, com o vice Michel Temer assumindo o cargo.
Prisão, anulação das condenações e retorno ao Planalto
Alvo da Operação Lava Jato, Lula foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro e preso por ordem do juiz Sergio Moro quando liderava as pesquisas para a eleição de 2018. Passou 580 dias preso até ter suas condenações anuladas pelo STF.
Solto em novembro de 2019, foi eleito presidente pela terceira vez em 2022, ao derrotar Jair Bolsonaro por 50,9% a 49,1%, a margem mais estreita da história.
Em seu terceiro mandato, teve como bandeira a reconstrução de país após a gestão Bolsonaro. A pobreza e a fome diminuíram, e a renda e o emprego melhoraram. Por outro lado, a dívida pública e os juros aumentaram, pressionando as contas do governo. Conseguiu aprovar no Congresso a isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil e o fim da escala de trabalho 6 x 1.
Sua gestão esteve envolvida no escândalo de descontos indevidos na folha de pagamento de aposentados do INSS que começaram no governo Temer, continuaram sob Bolsonaro e cresceram sob Lula, quando a PF e a CGU desbarataram o esquema. Com a repercussão do caso, o ministro da Previdência, Carlos Lupi, foi demitido.
Em 2022, Lula se casou pela terceira vez, com a socióloga Rosângela da Silva, a Janja. (Fabio Victor/FOLHAPRESS)
O segundo turno das eleições deste domingo (25) definiu os governadores de seis estados e do Distrito Federal. As disputas terminaram com vitórias de candidatos de diferentes partidos e confirmaram a continuidade de duas governadoras, Mailza Assis (PP), no Acre, e Celina Leão (PP), no Distrito Federal.
No Amazonas, Omar Aziz (PSD) venceu Professora Maria do Carmo (PL). No Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos) superou o governador Ricardo Ferraço (MDB). No Rio Grande do Norte, Cadu de Lula (PT) derrotou Allyson Bezerra (União Brasil). Já no Tocantins, Vicentinho Júnior (PSDB) venceu Professora Dorinha (União Brasil).
Veja quem venceu em cada estado
Acre
Mailza Assis (PP) foi reeleita governadora do Acre. Atual chefe do Executivo estadual, ela enfrentou Alan Rick (Republicanos) no segundo turno. No primeiro turno, Mailza havia recebido 49,76% dos votos válidos, contra 32,27% do adversário.
Amazonas
O senador Omar Aziz (PSD) foi eleito governador do Amazonas ao derrotar Professora Maria do Carmo (PL). Aziz já havia governado o estado e voltou a disputar o cargo após terminar o primeiro turno na liderança, com cerca de 40,6% dos votos válidos.
Distrito Federal
Celina Leão (PP) foi eleita governadora do Distrito Federal. Atual chefe do Executivo distrital, ela disputou o segundo turno contra Leandro Grass (PT). Na primeira etapa, Celina havia ficado muito próxima da vitória, com 49,93% dos votos válidos.
Espírito Santo
Lorenzo Pazolini (Republicanos) venceu a disputa pelo governo do Espírito Santo contra Ricardo Ferraço (MDB), que buscava permanecer no cargo. Com 97,77% dos votos apurados, Pazolini já era considerado matematicamente eleito, com 52,03% dos votos válidos.
Rio Grande do Norte
Cadu de Lula (PT) venceu Allyson Bezerra (União Brasil) na disputa pelo governo do Rio Grande do Norte. O resultado foi apertado. Com 99,93% da apuração, Cadu tinha 50,77% dos votos válidos, contra 49,23% de Allyson.
Tocantins
Vicentinho Júnior (PSDB) foi eleito governador do Tocantins ao derrotar Professora Dorinha (União Brasil). A disputa teve uma mudança em relação ao primeiro turno, quando Dorinha havia terminado na frente, com 45,52% dos votos, enquanto Vicentinho recebeu 43,94%.
Com 97,34% das urnas apuradas, o candidato Lorenzo Pazolini (Republicanos) foi eleito para governar o estado do Espírito Santo.
Segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Pazolini recebeu, até o momento, 1.116.303 dos votos válidos, o que equivale a 52,01%. Ele disputou o segundo turno com Ricardo Ferraço (MDB), que obteve 1.030.156 votos (47,99%).
Com 83,96% das urnas apuradas, o candidato Vicentinho Júnior (PSDB) foi eleito governador do estado do Tocantins.
O candidato recebeu, até o momento, 467.130 votos válidos, o equivalente a 63,95%. Ele disputou o segundo turno com Professora Dorinha (União), que obteve 263.334 votos (36,05%).
Vicentinho Júnior exerce o terceiro mandato como deputado federal pelo Tocantins. Empresário, já atuou como secretário estadual no governo de Wanderley Barbosa, que comanda o estado atualmente. Tem 41 anos e é natural de Goiânia.
A Organização dos Estados Americanos (OEA) informou neste domingo (25) que acompanha as denúncias de problemas no transporte público durante o segundo turno das eleições presidenciais no Brasil. Em nota divulgada nas redes sociais, a missão de observação eleitoral afirmou que monitora relatos de redução da frota de ônibus e dificuldades de deslocamento em diferentes regiões do país.
“A missão da OEA no Brasil está acompanhando as informações divulgadas pela imprensa e as denúncias sobre problemas no transporte público em diferentes localidades do país”, declarou a organização.
A entidade também afirmou que seguirá atenta às decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o tema.
As denúncias incluem filas, demora e redução da circulação de ônibus, além de relatos de restrições em outros meios de transporte, como voos e barcas no Rio Amazonas.
Justiça acionada
Os problemas relatados levaram partidos e coligações a recorrer à Justiça Eleitoral em estados como São Paulo e Bahia. Em Sergipe, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) determinou a recomposição da frota intermunicipal após reclamações sobre a quantidade de veículos disponíveis.
A Prefeitura de São Paulo informou que recebeu a notificação judicial no sábado (24) e comunicou às empresas concessionárias a necessidade de cumprir a determinação. Em nota, a administração municipal afirmou que a ampliação da frota em prazo curto exigiu ajustes nas escalas de trabalho dos profissionais.
Em Sergipe, o Departamento Estadual de Infraestrutura Rodoviária (DER-SE) informou que a gratuidade das passagens estava garantida e que a frota foi reforçada com mais 20 veículos. Segundo o órgão, a procura pelo transporte superou as expectativas, inclusive pela presença de eleitores que não votaram no primeiro turno.
Também houve relatos de dificuldades de deslocamento em outras localidades, incluindo municípios da Região Metropolitana de São Paulo, Teresina, na Paraíba, em Alagoas e no Rio de Janeiro. No Pará, passageiros relataram dificuldades para embarcar em embarcações com destino à ilha de Marajó.
Papel da missão da OEA
A missão da OEA acompanha a organização e o andamento do processo eleitoral brasileiro. O grupo reúne mais de 90 observadores de 23 países, distribuídos por mais de 20 estados e pelo Distrito Federal.
Os especialistas analisam aspectos como o uso de recursos tecnológicos, o trabalho da Justiça Eleitoral, as campanhas, a cobertura da imprensa e os índices de violência relacionados ao período eleitoral. A missão é chefiada por José Miguel Insulza, ex-secretário-geral da OEA e ex-chanceler do Chile.
A organização havia registrado preocupações com o deslocamento de eleitores em eleições anteriores. Em 2022, observadores relataram denúncias de atrasos em algumas regiões durante operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Na ocasião, a missão destacou a importância de garantir que as forças de segurança facilitassem o exercício livre do direito ao voto.
Neste domingo, a OEA informou que continuará acompanhando as denúncias e as decisões das autoridades eleitorais brasileiras sobre os problemas no transporte público.