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Lula vence em todas as cidades de CE, SE, PB e PI

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu em todos os municípios do Ceará, de Sergipe, da Paraíba e do Piauí no segundo turno das eleições presidenciais, realizado neste domingo (25).

Os dados constam de um levantamento da plataforma Central Eleições 2026, que reúne os resultados da apuração eleitoral por município e permite comparar o desempenho dos candidatos nos dois turnos.

Ao todo, Lula foi o mais votado nas 706 cidades dos quatro estados. No Ceará, venceu nos 184 municípios. Na Paraíba, o resultado se repetiu nas 223 cidades. No Piauí,  liderou a votação nos 224 municípios. Em Sergipe, também conquistou a maioria dos votos válidos nas 75 cidades.

O resultado representa a manutenção da liderança de Lula na maioria desses municípios em relação ao primeiro turno. A exceção foi Morrinhos, no Ceará, onde Flávio Bolsonaro (PL) havia recebido mais votos na primeira etapa da disputa, mas acabou superado pelo presidente no segundo turno.

Na cidade cearense, Flávio Bolsonaro recebeu 48,45% dos votos válidos no primeiro turno, contra 47,71% de Lula. Já no segundo, o presidente alcançou 52,39%, enquanto o adversário ficou com 47,61%.

Entre os municípios dos quatro estados, Fortaleza registrou o maior número de votos para Lula, com 932.282. Na sequência aparecem Teresina (337.154), João Pessoa (266.096) e Aracaju (216.858). Fora das capitais, Campina Grande (PB), com 144.322 votos, e Caucaia (CE), com 133.527, também aparecem entre as cidades com maior votação para o presidente.

Lula também venceu nos outros cinco estados do Nordeste. Na região, o presidente recebeu cerca de 24,45 milhões de votos no segundo turno, o equivalente a 69,37% dos votos válidos, contra 30,63% de Flávio Bolsonaro.

PB CE SE PI

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Professor da UFS critica vídeo de Nikolas e defende o Nordeste

O professor Elton Freitas, da Universidade Federal de Sergipe (UFS), publicou um vídeo nas redes sociais em que critica o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) por causa da gravação feita no Nordeste. Ele afirma que o parlamentar mineiro chegou à região com câmera de cinema, iluminação e teleprompter, montou a estrutura na casa de uma família humilde e concluiu que o Nordeste foi esquecido.

O professor cita os bastidores vazados do material. Segundo ele, a equipe pediu para esconder a antena parabólica da casa por ser “tecnológica demais” e uma voz comentou sobre a moradora: “ela faz uma cara de coitada, que chega a dar dó”. Elton rebate a fala e afirma que a expressão usada não corresponde à realidade da população nordestina.

Elton Freitas lembra que a gravação ocorreu em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, cidade do agronegócio e um dos maiores PIBs do estado, com campus da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), criada em 2013. Ele questiona a tese de abandono e cobra coerência entre o cenário escolhido e a mensagem divulgada pelo deputado.

O professor recorre à história para definir o que considera abandono real. Na seca de 1979 a 1983, pesquisadores estimam pelo menos 700 mil mortos de fome e sede, a maioria crianças. Ele apresenta o dado como exemplo do que a ausência de políticas públicas produziu na região.

Elton cita indicadores de saúde para mostrar a evolução do Nordeste. Em 1980, de cada mil crianças nascidas na região, 97 morriam antes de um ano. Em 2010, o número caiu para 23. Ele atribui a queda à chegada de cisternas, do Bolsa Família, da aposentadoria rural, da energia elétrica e das universidades no interior.

O professor afirma que a seca de 2012 foi mais forte que a de 1980 e não produziu morte em massa, saque ou êxodo. Segundo ele, o resultado decorre de política pública e não de sorte. Ele cita a instalação de mais de 1 milhão de cisternas como parte desse conjunto de ações.

Elton Freitas apresenta dados econômicos da região. Hoje, mais de 90% da energia eólica do Brasil sai do Nordeste. Em Camaçari, onde a Ford encerrou as atividades em 2021, a BYD já montou 100 mil carros. Ele usa os números para rebater a imagem de região sem atividade produtiva.

O professor reconhece que a região tem problemas graves e aponta falta de saneamento, segurança e emprego. Ele afirma, no entanto, que a solução não depende de esconder antena para retratar a população como miserável. Para Elton, o Nordeste é resistência, e a frase virou lema pessoal dele.

Ele encerra com uma reflexão sobre os riscos da exposição pública e sobre o que tem a perder com o posicionamento.

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