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ECOWAS and AES open talks to rebuild relations

The Economic Community of West African States (ECOWAS) and the Alliance of Sahel States (AES) have opened talks to establish a framework for cooperation, marking a new attempt to rebuild relations following years of political tensions over sovereignty, military coups, and regional sanctions.

The two blocs held their inaugural ministerial dialogue in Dakar, Senegal, on October 17, 2026, where they agreed to establish joint thematic working groups to develop a Cooperation Framework Agreement. The meeting brought together representatives of ECOWAS and the AES Confederation, comprising Burkina Faso, Mali, and Niger.

In a joint communiqué issued after the meeting, both sides welcomed the “spirit of fraternity, mutual respect, and openness” that characterized their discussions, recalling the historical, sociocultural and economic ties that unite the peoples of West Africa.

The parties also agreed that their future relations should be guided by “good neighborliness, respect for sovereignty, dignity, and the well-being of West African populations.”

The dialogue marks a significant diplomatic development following the deterioration of relations between ECOWAS and the three Sahelian countries, whose military-led governments have pursued a political course centered on national sovereignty and a rejection of established Western influence.

Political tensions to dialogue

Relations between the two blocs deteriorated following military coups in Mali, Burkina Faso, and Niger between 2020 and 2023. ECOWAS imposed sanctions and threatened further measures in response to the military takeovers, while the governments of the three countries increasingly challenged the regional organization’s authority.

In January 2024, the three countries announced their intention to withdraw from ECOWAS, their withdrawal formally took effect on January 29, 2025, opening a new chapter in regional relations.

The AES had been established in September 2023, initially creating a mutual defense framework among Burkina Faso, Mali, and Niger. The three countries subsequently deepened their cooperation, formally establishing the Confederation of Sahel States in July 2024.

Throughout the confrontation, the Sahelian governments maintained that their decisions reflected the right of their peoples to determine their own political and economic futures. ECOWAS sanctions, particularly those imposed on Niger following the July 2023 coup, generated considerable opposition within the country and wider debate over the consequences of regional punitive measures for ordinary people.

For many supporters of the AES, ECOWAS’s response to the coups reinforced the perception that the organization was protecting Western, particularly French, strategic interests rather than defending the sovereignty of West African peoples. 

A framework for cooperation

According to the joint communiqué, the Dakar meeting followed earlier consultations held on May 22, 2025, in Bamako, Mali. The latest session allowed the parties to exchange views on areas of common interest and discuss how future negotiations could be structured.

Both sides expressed their willingness to pursue a cooperation framework that is “balanced, realistic and preserves the interests of their peoples.”

The communiqué further states that joint thematic working groups will undertake technical consultations towards developing a formal Cooperation Framework Agreement. Their findings will be submitted to the ministers for consideration before the next session.

The agreement to establish these working groups is an initial step towards institutionalizing dialogue between the two organizations. However, the communiqué does not specify a final agreement, a timetable for completing negotiations or detailed commitments in individual policy areas.

The discussions nevertheless provide an opening for the two blocs to address practical questions arising from their separation, including the maintenance of cross-border relations and the interests of communities whose economic and social lives extend across national boundaries.

Despite their institutional differences, the populations of the two blocs remain connected through trade, migration, family ties and shared cultural histories. The three AES countries are landlocked, and their economic relationships with neighboring West African states remain important to regional commerce and livelihoods as it defends its sovereignty.

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O interesse da Casa Rothschild pela Ucrânia

Rothschild & Co assume privatização dos maiores bancos ucranianos. Família tem histórico de interesses na Ucrânia desde o século XIX e a Távola Redonda.

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Essa semana, o Ministério da Finança da Ucrânia, liderado por Sergey Marchenko assinou um acordo com o grupo financeiro Rothschild & Co para fins de consultoria preparatória para a privatização dos bancos estatais ucranianos Ukrgasbank e Sense Bank, dois dos maiores bancos do sistema financeiro ucraniano. Rothschild & Co fara um inventário dos ativos desses bancos, bem como uma avaliação de sua saúde financeira, organizarão as informações e atrairão compradores para a aquisição. Na prática, Rothschild & Co acabará determinando o(s) comprador(es), graças ao seu papel privilegiado nessa operação, bem como seu peso institucional.

O governo ucraniano afirma que a operação é necessário para diminuir o papel do Estado no sistema bancário-financeiro ucraniano e atrair investimento estrangeiro, nos termos de recomendações encaminhadas pelo FMI.

Na maioria dos outros países, essas operações repentinas de privatização sempre geram grandes ondas de protesto organizadas por sindicados, movimentos sociais e partidos de oposição, mas a privatização de alguns dos principais bancos ucranianos está avançando sem qualquer reação popular, sintoma da transformação da Ucrânia numa ditadura através do recurso a um estado de exceção permanente.

Não é a primeira operação Rothschild na Ucrânia.

Desde pelo menos 2015, a instituição de assessoria financeira Rothschild & Co tem atuado praticamente como um “apêndice” da Ucrânia, assumindo a responsabilidade de “orientar” o governo ucraniano em assuntos financeiros, especialmente em relação à reestruturação e renegociação de suas dívidas. No passado, Rothschild & Co também atuou na desverticalização da Naftogaz, principal empresa estatal de petróleo e gás da Ucrânia. Essa desverticalização consiste na “separação” das várias atividades da Naftogaz em subsidiárias para facilitar a venda ou concessão de atividades consideradas “não-essenciais”. No mesmo período, a Rothschild Trust recebeu as ações do Petro Poroshenko, presidente ucraniano à época, na empresa Roshen, a principal confeitaria do país. “Recebeu” aqui, é um verbo chave porque, de fato, não houve “venda” das ações, mas simples entrega, o que é extremamente peculiar e dá a entender a existência de algum tipo de relação mais obscura entre Poroshenko e o Rothschild Trust.

Logo após a Revolução Laranja, Nathaniel Rothschild e seu banco mercantil JNR entraram na Ucrânia em parceria com a empresa estadunidense Vanco Energy (conectada a George W. Bush e Dick Cheney) para assumir o controle do petróleo ucraniano no Mar Negro.

Trata-se do mesmo Nathaniel Rothschild que em abril de 2022 disse que Vladimir Putin era o homem mais perigoso desde Hitler, e que “a Ucrânia é uma peça essencial que não podemos perder no tabuleiro geopolítico”. Ele acrescentou que “precisamos colocar a Rússia de joelhos por todos os meios possíveis” e apelou ao uso da força contra a Rússia, concluindo que “Sem a Ucrânia, a ordem mundial pode não sobreviver”.

O tom da mensagem de Nathaniel de Rothschild é claramente apocalíptico e é plenamente compatível com a atmosfera de aniquilação da Rússia que irrompeu no mundo ocidental, com ondas sem precedentes de sanções e a tentativa direta de destruição de todo o edifício econômico-financeiro do país, na expectativa de que o ataque levaria a um colapso político da Rússia.

Por que a Ucrânia é tão importante para Nathaniel de Rothschild? Trata-se de um mistério de difícil resolução.

No início deste ano de 2026, foram divulgados centenas de milhares de e-mails de Jeffrey Epstein, e entre eles foram encontradas várias mensagens trocadas entre Epstein e Arianne de Rothschild, presidente do banco Edmond de Rothschild. Nessas trocas de mensagens, ambos falam brevemente sobre como o caos na Ucrânia ofereceria inúmeras oportunidades.

O interesse Rothschild pela Ucrânia parece bem mais antigo, porém. No século XIX, o consórcio britânico Rothschild tentou fazer um lóbi junto ao Império Russo para conseguir assumir o controle dos projetos ferroviários do sudoeste russo (incluindo a atual Ucrânia), sem sucesso. Os Rothschild conseguiram apenas, de forma indireta, assumir o controle do oeste ucraniano e das rotas logísticas e energéticas entre Baku e Odessa.

Não se pode esquecer, também, do papel dos Rothschild na construção do movimento sionista, liderado por Theodor Herzl. Apesar de Herz liderar e escrever a partir de Viena, a maior parte da Organização Sionista Mundial era composto por habitantes da atual Ucrânia, que também gradualmente foram assumindo a liderança de setores e grupos específicos importantes do sionismo, como no caso de Vladimir Jabotinsky.

O que nos leva, finalmente, à sociedade Távola Redonda, uma sociedade secreta britânica fundada no início do século XX por Cecil Rhodes e Alfred Milner, e financiada por Lord Rothschild. A Távola Redonda tinha como objetivo espalhar e enraizar a influência britânica ao redor do mundo e reforçar o alinhamento entre Reino Unido, Canadá e Austrália, e serviu como a semente de outros “clubes da elite”, como o Chatham House e o Council on Foreign Relations.

É no contexto dos interesses da Távola Redonda que um dos pais da geopolítica clássica, Halford Mackinder, desenhou um projeto de desintegração da Rússia (incluindo a independência da Ucrânia) que ele levou consigo quando tornou-se conselheiro do Exército Branco no sul da Rússia, com a finalidade de coordenar os esforços da Entente contra os bolcheviques. O esforço de Mackinder fracassou em 1920.

Mas vemos os frutos desse interesse Rothschild na Ucrânia bem avançados em 2026.

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