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OAB suspende decisão que impede Deolane de exercer advocacia em SP

A OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo) anulou, nesta segunda-feira (26), a decisão que suspendia o exercício da advocacia pela influenciadora Deolane Bezerra Santos. A medida havia sido imposta em junho e impedia a atuação profissional da advogada.

Na ocasião, a instituição determinou a suspensão do exercício da advocacia por um prazo inicial de 90 dias, com possibilidade de prorrogações sucessivas até o limite de 360 dias.

A decisão foi contestada por meio de recurso, que resultou na anulação da medida nesta segunda-feira.

Em nota, a OAB-SP informou que apura todas as infrações de que toma conhecimento, seja por meio de representaçõe ou de fatos divulgados publicamente, por meio do Tribunal de Ética e Disciplina.

A instituição ressaltou que os processos tramitam sob sigilo e, por isso, não pode fornecer informações sobre eventuais apurações ou instaurações.

A CNN Brasil entrou em contato com a defesa de Deolane e aguarda retorno. O espaço segue aberto.

Entenda: OAB-SP suspende Deolane Bezerra e a impede de exercer advocacia

Presa por suposto envolvimento com o PCC

Deolane foi presa em maio deste ano, no âmbito da Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital). A influenciadora é suspeita de possuir envolvimento direto com a facção e ocupar uma posição de destaque na estrutura criminosa, com ramificações empresariais, patrimoniais e financeiras.

Leia também: Investigação do Gaeco aponta ligação direta de Deolane Bezerra com PCC

Apurações apontaram que Deolane tinha vínculos estreitos – pessoais e negociais – com um dos gestores fantasmas da transportadora investigada pelas autoridades.

O objetivo da Operação Vérnix, terceira fase da investigação, era expor ainda mais o esquema mais amplo de lavagem de capitais.

A influenciadora, de acordo com a polícia, passou a ocupar posição de destaque no caso em razão de movimentações financeiras expressivas, incompatibilidades patrimoniais e indícios de conexão com integrantes do núcleo de comando do PCC.

Os levantamentos mostraram ainda o uso de pessoas jurídicas, recebimentos de origem não esclarecida, circulação de valores milionários e aquisição ou vinculação a bens de alto padrão.

Para os investigadores, a projeção pública, a atividade empresarial formal e a movimentação patrimonial eram utilizadas como camadas de aparente legalidade para dificultar a identificação da origem ilícita dos recursos.

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Justiça nega habeas corpus de tenente-coronel preso por feminicídio em SP

A Justiça de São Paulo negou, na última sexta-feira (23), um novo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, réu pelo feminicídio da esposa, a soldado Gisele Alves Santana.

A CNN Brasil teve acesso à íntegra da decisão, relatada pelo desembargador César Augusto Andrade de Castro, da 9ª Câmara de Direito Criminal do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo).

No pedido, a defesa solicitou a revogação da prisão preventiva ou a substituição por medidas cautelares, além da expedição de um alvará de soltura. Os advogados alegaram que a prisão não tem fundamentação adequada e representa constrangimento ilegal ao réu.

A defesa também argumentou que Neto tem endereço fixo, ocupação lícita e não representa risco à ordem pública ou à instrução processual. Segundo o requerimento, o tenente-coronel colaborou com as investigações, inclusive ao “participar espontaneamente da reprodução simulada dos fatos”.

Ao analisar o pedido liminar, o Tribunal não identificou ilegalidade evidente que justificasse a soltura imediata do réu. Na decisão, o desembargador afirmou que os argumentos apresentados pela defesa se confundem com o mérito do habeas corpus e, portanto, exigem uma análise mais aprofundada, que não cabe nos limites da apreciação liminar.

“Não sou assassino”

Durante interrogatório de mais de oito horas, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pelo feminicídio da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, declarou à Justiça que não é assassino e que segue preso injustamente há mais de 200 dias por um crime que não cometeu.

A CNN Brasil obteve acesso a íntegra do depoimento, prestado na última segunda-feira (5), no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo.

Ao longo do relato, Neto relembra o relacionamento com Gisele e afirma que, após o ocorrido, foi criada uma narrativa de que ele era um homem agressivo e violento com ela.

“Porque até o dia 18 de fevereiro de 2026 [dia da morte da soldado], se eu colocasse o meu nome no Google, tinha tantas coisas boas de mim, tantas ocorrências boas, 35 anos de serviço […] Eu não sou um assassino”, afirma.

Leia também: Em depoimento, tenente-coronel fala em armação da perícia para incriminá-lo

Réu por feminicídio e fraude processual

Geraldo Leite Rosa Neto responde pelos crimes de feminicídio e fraude processual. Segundo a investigação, o tenente-coronel interferiu na cena do crime e no curso do caso.

Para o Ministério Público, o homicídio foi praticado por motivo torpe, relacionado ao sentimento de posse e à recusa do acusado em aceitar o fim do relacionamento. A denúncia também afirma que Gisele foi surpreendida, sem possibilidade de defesa, circunstância que qualifica o crime.

Após o interrogatório de Neto, ocorrido no dia 5 de outubro, o oficial e a defesa da família de Gisele devem apresentar as alegações finais do caso. Finalizado esse processo, a juíza do caso avaliará os autos e decidirá se o caso será submetido ou não a júri popular.

 

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Polícia investiga saudação nazista feita por mulher durante votação no RJ

Uma mulher foi gravada fazendo uma saudação nazista na tarde deste domingo (25), segundo turno das eleições de 2026, no Colégio Santo Inácio, em Botafogo, na zona Sul do Rio de Janeiro. A polícia investiga o caso.

Nas imagens, cedidas à CNN Brasil, a mulher aparece caminhando pelo colégio, que é um local de voto, e fazendo o gesto. Ela é questionada por pessoas que presenciaram a cena.

Ao ser confrontada, ela rebate: “Você é comunista?”. Um homem responde ser judeu, ao que ela responde: “Pior ainda”.

Veja o vídeo: 

Créditos: @dpontanews

À CNN Brasil, o Colégio Santo Inácio afirmou que “repudia veementemente qualquer manifestação de apologia ao nazismo, discriminação ou preconceito, condutas inaceitáveis e incompatíveis com seus princípios humanos e cristãos”.

Segundo a instituição, no dia do pleito, o espaço esteve temporariamente sob a responsabilidade e jurisdição da Justiça Eleitoral para servir como local de votação e, por isso, o controle de acesso e a segurança pública do prédio competem às autoridades eleitorais e policiais.

A unidade de ensinou declarou ainda que está à disposição da Justiça Eleitoral e da Polícia Civil para cooperar com a apuração dos fatos.

Em nota, a Polícia Civil do Rio informou que o caso foi registrado na 10ª DP (Botafogo). Segundo a corporação, diligências estão em andamento para apurar os fatos.

Federação Israelita repudiou episódio

A FIERJ repudiou o ocorrido em uma nota publicadas nas redes sociais. Veja abaixo: 

“A Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (FIERJ) manifesta seu mais veemente repúdio ao episódio de antissemitismo ocorrido neste domingo, 25 de outubro, nas proximidades de um local de votação em Botafogo, no Rio de Janeiro.

Conforme relato recebido pela Federação, acompanhado de registro em vídeo, uma mulher teria realizado reiteradamente a saudação nazista, inclusive após ser questionada por cidadãos que presenciaram a cena. Ao ser informada de que um dos presentes era judeu, teria respondido: “pior ainda”.

Trata-se de uma manifestação absolutamente inaceitável, que ultrapassa os limites da liberdade de expressão e afronta os valores democráticos, a dignidade humana e a memória das milhões de vítimas do nazismo

É especialmente grave que um episódio dessa natureza ocorra durante o exercício do voto, um dos símbolos mais importantes da democracia brasileira.

A FIERJ informa que um boletim de ocorrência já foi registrado junto às autoridades policiais e acompanhará de perto a apuração dos fatos, cobrando a responsabilização dos envolvidos e a adoção das medidas legais cabíveis.

O antissemitismo não pode ser naturalizado, relativizado ou tolerado. A apologia ao nazismo e as manifestações de ódio não encontram espaço em uma sociedade democrática. Não há democracia possível quando o ódio e a intolerância são tratados com indiferença.”

Em nota, o TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) afirmou que “trata-se de caso concreto, que a Justiça pode vir a julgar e, portanto, está impedido pela Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), de se manifestar sobre o tema”.

A CNN Brasil entrou em contato com a defesa da mulher que aparece no vídeo. O espaço segue aberto.

 

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