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Finlândia e Noruega levam mensagem de Zelensky a Putin, que recusa reunião imediata com líder ucraniano

Alexander Stubb e Jonas Gahr Støre transmitiram a Moscovo o desejo de Volodymyr Zelensky de se reunir com Vladimir Putin. O Presidente russo respondeu que só aceitará um encontro quando houver um acordo de paz pronto para ser assinado. O contacto marcou também o regresso das conversas diretas entre dirigentes europeus e o Kremlin, interrompidas desde julho de 2025

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"As comunidades árabes estão a votar de uma forma massiva"

Maria Isabel Tavares aponta que a elevada afluência nas eleições em Israel desfavorece Netanyahu. E prevê que um ataque norte-americano ao Irão surja após as intercalares, sem encerrar a crise.

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Noruega destina US$ 54 milhões em apoio energético à Ucrânia

A Noruega destinará 500 milhões de coroas norueguesas, o equivalente a cerca de US$ 53,7 milhões, para apoiar o setor energético da Ucrânia antes da chegada do inverno, informou nesta terça-feira (27) o Ministério da Energia norueguês.

Mais cedo, o ministro da Defesa do Reino Unido, Wes Streeting, chegou a afirmar que a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) precisa estar preparada para um cenário de guerra com a Rússia.

Durante uma visita a Varsóvia, capital da Polônia, o ministro disse que a aliança militar não deseja um conflito, mas alertou que as garantias dadas pelo presidente russo, Vladimir Putin, não são suficientes para afastar essa possibilidade.

“Eu alertei os cidadãos do Reino Unido de que precisamos estar preparados para um cenário em que o Reino Unido e a aliança da Otan se encontrem em guerra com a Rússia. Não porque queiramos uma guerra; não temos desavenças com o povo russo e não desejamos uma guerra com a Rússia”, declarou Streeting.

O que são e como funcionam as armas nucleares?

 

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Yulia Navalny: um "disparate" chamar humanista a Putin

Yulia Navalny considera "um disparate" os elogios do enviado especial da Casa Branca Steve Witkoff ao Presidente da Federação Russa, a propósito da libertação de um cidadão norte-americano. 

© MIRKO AQUILINO/EPA

Navalnaya reagia assim às declarações de Witkoff na semana passada, quando elogiou Putin durante uma reunião realizada em São Petersburgo
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Trégua humanitária em Oleshky prolonga-se até domingo

Mediado por Melania Trump, o acordo suspende os combates em Oleshky até 1 de novembro e abre caminho a operações humanitárias. Trégua geral ainda não está em cima da mesa.

© MICHAEL BUHOLZER/EPA

"Todos os esforços de desescalada como este aproximam-nos da tão esperada paz na Ucrânia", escreveu o líder parlamentar do partido presidencial ucraniano numa mensagem no Telegrama
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Rússia atinge ponte em Kiev, no que Zelensky classifica como grave escalada

A Rússia atingiu uma importante ponte rodoviária em Kiev durante a noite, em ataques que envolveram 16 mísseis balísticos e mais de 280 drones, informou o presidente Volodymyr Zelensky nesta terça-feira (27), classificando o episódio como uma grave escalada contra a logística ucraniana.

“Tragicamente, houve vítimas e impactos em Kiev, inclusive na Ponte Sul”, escreveu ele na rede social X, referindo-se a uma das principais pontes rodoviárias sobre o rio Dnipro, que corta a capital ucraniana.

“Uma grave escalada na operação da Rússia contra a nossa logística. Também houve ataques nas regiões de Kiev, Vinnytsia, Zaporizhzhia, Dnipro, Kharkiv, Odessa, Chernihiv, Sumy, Donetsk, Kherson e Chernivtsi.”

The number of people injured in the Russian strike on a university campus and the surrounding area yesterday evening has risen to 12. Five of them are students and university staff. While emergency services were helping people and dealing with the aftermath of the first strike, the Russians used ballistic missiles again. In total, 16 ballistic missiles were launched overnight. More than 280 drones as well. Tragically, there have been casualties and hits in Kyiv, including on the South Bridge. A serious escalation in Russia’s operation against our logistics. There were also strikes on the Kyiv, Vinnytsia, Zaporizhzhia, Dnipro, Kharkiv, Odesa, Chernihiv, Sumy, Donetsk, Kherson, and Chernivtsi regions. Almost everywhere, Russia’s targets were the energy sector, logistics, and ordinary urban infrastructure. The artificial and prolonged delays in the delivery of interceptor packages for Patriot and NASAMS systems, which unfortunately have occurred recently, are directly helping Russia achieve the objectives of its terrorist campaign. Every such delay means another Russian strike on one facility or another. Unfortunately, strikes are taking place every day. Russia is constantly taking new steps toward escalation. Pressure on Russia and real support for Ukraine are needed to change the situation. I thank everyone who truly supports our efforts to protect lives and understands the importance of support packages arriving on time. We must bring peace closer and save lives. Thank you to everyone who stands with Ukraine!

— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) October 27, 2026

Líderes da Noruega e Finlândia conversam com Putin e Zelensky por telefone

Os líderes da Finlândia e da Noruega telefonaram para o presidente russo, Vladimir Putin, nesta terça-feira (27), para instá-lo a encerrar a guerra na Ucrânia — rompendo com uma prática de longa data entre os líderes da Europa Ocidental de evitar contato direto com o Kremlin.

O telefonema, realizado pelo presidente finlandês, Alexander Stubb, e pelo primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, foi uma tentativa de influenciar o processo diplomático em um momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mudou sua postura em favor da Rússia, e as relações entre o país e a Ucrânia atingiram seu ponto mais baixo nos últimos 18 meses.

Os líderes nórdicos conversaram por telefone com Putin e, na sequência, com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, segundo um assessor de Zelensky.

“A discussão (com Putin) foi franca e substantiva. Somos países vizinhos da Rússia. O desfecho desta guerra terá um impacto direto na nossa segurança e na segurança da Europa como um todo. Encerrar a guerra exige discussões diretas”, afirmou Stubb em um comunicado conjunto com Støre.

O líder norueguês acrescentou: “A guerra traz custos humanos e materiais enormes. O sofrimento e a destruição afetarão gerações. Durante a conversa, enfatizamos a importância de uma desescalada”.

Ambos os líderes reafirmaram seu forte apoio à Ucrânia, assegurando que esse suporte continuará.

Nenhum sinal de concessão por parte do Kremlin

O relato do Kremlin sobre a conversa não indicou que Putin tenha sinalizado qualquer disposição para ceder em relação a posições anteriormente declaradas.

“Enfatizou-se que alcançar uma paz justa e duradoura só é possível se os interesses legítimos da Federação Russa forem levados em conta de forma plena e incondicional”, afirmou o Kremlin.

“Ao mesmo tempo, chamou-se a atenção para as políticas de confronto adotadas por países da União Europeia e da Otan, que contribuem para o prolongamento das hostilidades.”

Desde que a Rússia iniciou sua guerra em larga escala na Ucrânia, em fevereiro de 2022, os líderes da Europa Ocidental têm, em sua maioria, evitado o contato com Putin, ao mesmo tempo em que intensificam as sanções contra Moscou.

Contudo, essa postura os deixou em segundo plano, uma vez que os esforços para encerrar o conflito passaram a ser liderados por Trump — visto, em muitas capitais da União Europeia, como uma figura imprevisível, errática e propensa a ficar ao lado de Putin em detrimento da Ucrânia.

Essa percepção foi reforçada por acordos firmados este mês, nos quais Putin concordou em fornecer diesel russo aos EUA, enquanto Trump flexibilizou sanções contra a Rússia e declarou que seria o momento de os ucranianos substituírem Zelensky como seu líder.

Catástrofe demográfica: Ucrânia está virando nação de viúvas e órfãos

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Líderes da Noruega e Finlândia conversam com Putin e Zelensky por telefone

Os líderes da Finlândia e da Noruega telefonaram para o presidente russo, Vladimir Putin, nesta terça-feira (27), para instá-lo a encerrar a guerra na Ucrânia — rompendo com uma prática de longa data entre os líderes da Europa Ocidental de evitar contato direto com o Kremlin.

O telefonema, realizado pelo presidente finlandês, Alexander Stubb, e pelo primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, foi uma tentativa de influenciar o processo diplomático em um momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mudou sua postura em favor da Rússia, e as relações entre o país e a Ucrânia atingiram seu ponto mais baixo nos últimos 18 meses.

Os líderes nórdicos conversaram por telefone com Putin e, na sequência, com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, segundo um assessor de Zelensky.

“A discussão (com Putin) foi franca e substantiva. Somos países vizinhos da Rússia. O desfecho desta guerra terá um impacto direto na nossa segurança e na segurança da Europa como um todo. Encerrar a guerra exige discussões diretas”, afirmou Stubb em um comunicado conjunto com Støre.

O líder norueguês acrescentou: “A guerra traz custos humanos e materiais enormes. O sofrimento e a destruição afetarão gerações. Durante a conversa, enfatizamos a importância de uma desescalada”.

Ambos os líderes reafirmaram seu forte apoio à Ucrânia, assegurando que esse suporte continuará.

Nenhum sinal de concessão por parte do Kremlin

O relato do Kremlin sobre a conversa não indicou que Putin tenha sinalizado qualquer disposição para ceder em relação a posições anteriormente declaradas.

“Enfatizou-se que alcançar uma paz justa e duradoura só é possível se os interesses legítimos da Federação Russa forem levados em conta de forma plena e incondicional”, afirmou o Kremlin.

“Ao mesmo tempo, chamou-se a atenção para as políticas de confronto adotadas por países da União Europeia e da Otan, que contribuem para o prolongamento das hostilidades.”

Desde que a Rússia iniciou sua guerra em larga escala na Ucrânia, em fevereiro de 2022, os líderes da Europa Ocidental têm, em sua maioria, evitado o contato com Putin, ao mesmo tempo em que intensificam as sanções contra Moscou.

Contudo, essa postura os deixou em segundo plano, uma vez que os esforços para encerrar o conflito passaram a ser liderados por Trump — visto, em muitas capitais da União Europeia, como uma figura imprevisível, errática e propensa a ficar ao lado de Putin em detrimento da Ucrânia.

Essa percepção foi reforçada por acordos firmados este mês, nos quais Putin concordou em fornecer diesel russo aos EUA, enquanto Trump flexibilizou sanções contra a Rússia e declarou que seria o momento de os ucranianos substituírem Zelensky como seu líder.

A Ucrânia também relatou interrupções no compartilhamento de informações de inteligência por parte dos EUA, bem como nos serviços de internet via satélite dos quais suas forças militares dependem.

Líder dinamarquês critica pares nórdicos por tomarem a decisão

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, criticou a decisão da Finlândia e da Noruega de conversar com Putin, acrescentando que não vê sinais de que a Rússia deseje a paz.

“Acredito que a Europa deveria permanecer unida, em vez de agir por conta própria”, disse Frederiksen à emissora pública DR.

Stubb e Støre participaram da conversa na qualidade de líderes de seus respectivos países — e não em nome da Europa como um todo —, ressaltaram, acrescentando que as duas nações nórdicas manterão seu apoio de longa data à Ucrânia.

A Rússia tem acusado frequentemente os governos europeus de alimentar a guerra ao fornecer armas à Ucrânia e recusar negociações diretas.

O país tem contrastado a postura dos líderes da Europa Ocidental com a de Trump, que manteve contato com Putin e tentou — até agora sem sucesso — intermediar um acordo de paz.

Uma fonte próxima ao Kremlin informou à agência de notícias Reuters que o presidente francês, Emmanuel Macron, foi o último líder da União Europeia a conversar por telefone com Putin.

A ligação, ocorrida em julho deste ano, não foi divulgada publicamente e não trouxe resultados, segundo a fonte.

A fonte relatou que Putin disse a Stubb e Støre que a Rússia não abriria mão de seu objetivo de conquistar toda a região de Donbas, na Ucrânia.

Os europeus responderam afirmando que é necessária uma paz “justa”, segundo essa mesma fonte.

Por que Donetsk é ponto de discórdia para encerrar guerra na Ucrânia?

 

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Los líderes de Finlandia y Noruega hablan por teléfono con Putin y Frederiksen estalla: "No sé qué creen que pueden conseguir"

Helsinki y Oslo señalan que "poner fin a la guerra requiere conversaciones directas", y que la llamada estuvo coordinada con Ucrania y EEUU. Dinamarca cree que Rusia no quiere en ningún caso la paz Leer

Helsinki y Oslo señalan que "poner fin a la guerra requiere conversaciones directas", y que la llamada estuvo coordinada con Ucrania y EEUU. Dinamarca cree que Rusia no quiere en ningún caso la paz
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Orçamento da UE: bloco não sabe como acomodar défice da Ucrânia

O debate sobre o Orçamento da União Europeia para o período 2027-34 está a entrar numa fase crítica – já se tendo percebido que o consenso entre os países frugais do norte do centro da Europa, que querem cortes na despesa, e aqueles que não querem cortes nenhuns (a maioria) será difícil de ultrapassar. Mas Bruxelas tem um condicionalismo adicional: o financiamento do défice de 70 mil milhões de euros que a Ucrânia apresenta no seu próprio orçamento para 2027, e que espera que seja assumido pela bondade externa. Prevê-se que o bloco cubra dois terços do montante pedido, cerca de 46 mil milhões de euros, e que outros aliados (Reino Unido, Canadá, Noruega e Japão, entre outros), assumam o restante.

Os chefes de Estado e de governo da União solicitaram à Comissão Europeia que apresentasse opções para garantir o financiamento, tendo a emissão conjunta de dívida surgido de imediato como a via mais exequível.

Vale a pena lembrar que a Comissão Europeia propôs um plano, no final de 2025, para utilizar os mais de 200 mil milhões de euros em ativos russos (a maior parte retida na infraestrutura financeira Euroclear, na Bélgica) para financiar Kiev. Mas, ao cabo de intensas negociações, países como a Bélgica, Itália, Hungria, República Checa e Eslováquia opuseram-se firmemente, invocando riscos jurídicos e financeiros globais. Como alternativa, a UE acabou por aprovar um empréstimo bilionário à Ucrânia garantido pelo próprio orçamento europeu. Agora que é preciso avançar no processo, o bloco arrisca voltar a perder-se em discussões intermináveis.

A dimensão do défice levou a alterar a ordem de trabalhos da cimeira extraordinária do próximo mês, inicialmente concebida para se concentrar exclusivamente na proposta de orçamento, refere a agência Euronews. A reunião foi prolongada para dois dias, 26 e 27 de novembro, para incluir debates sobre a Ucrânia, onde são esperadas novas propostas para o financiamento do défice.

Défice de Kiev resvala para o Orçamento

Segundo várias fontes, o debate vai ser mais difícil que o esperado, porque o défice ucraniano arrisca ser inscrito na coluna das despesas do Orçamento 2027-34, o que vai dinamitar ainda mais o debate. A presidência rotativa do Conselho propôs um corte de 8% face à intenção original da Comissão, fixando o valor do Orçamento em 1,62 biliões de euros. Os eurodeputados defendem um teto mais alto, na ordem dos 1,78 biliões de euros (a preços de 2025, o que equivale a 2,01 biliões a preços correntes).

Em termos formais, os dois temas continuam a ser processos distintos, mas politicamente, dizem diplomatas e responsáveis citados pela Euronews, estão a tornar-se interdependentes. “São claramente os dossiers mais urgentes até ao fim do ano, definitivamente”, afirmou um diplomata, observando que ainda é demasiado cedo para se falar de um grande pacote único.

O problema é que as primeiras vozes que discordam do pagamento do défice ucraniano ‘no matter what’ estão a começar a ser cada vez mais audíveis.

França prepara-se para recusar

O caso francês parece ser o mais audível de todos. Num contexto em que o governo liderado por Sébastien Lecornu não consegue fazer aprovar o orçamento para 2027 e as ruas das principais cidades gaulesas estão a arder há quase um mês com a população a queixar-se de que não é possível viver com mais cortes orçamentais, pagar o défice da Ucrânia é apresentado como inaceitável.

Marine Le Pen, candidata da extrema-direita do Rassemblement National que lidera confortavelmente as sondagens para as presidenciais de abril, prometeu limitar a contribuição francesa para o orçamento da União a cinco mil milhões de euros por ano e advertiu que se Macron, ainda presidente, concluir um acordo diferente antes das eleições seria um “escândalo democrático”. Ciente disso, o presidente em funções disse aos restantes líderes que um acordo orçamental entre janeiro e abril seria “complicado”. Ou seja, não vai haver. Mas Le Pen disse mais: para a candidata, a mesma lógica aplica-se à Ucrânia, o que a leva a prometer pôr fim a todo o apoio francês ao país em guerra. “Este financiamento vai acabar, e é uma questão de honestidade dizer a Zelensky a verdade”, declarou há dias.

Tudo isto colide frontalmente com os objetivos da Ucrânia, mas também com os da União, que quer ver todas estas questões resolvidas antes do final do ano. António Costa, presidente do Conselho Europeu, disse isso mesmo, mas já ninguém acredita que seja possível.

“A nossa coesão interna é frágil. Se isso começar a desfazer-se, as consequências para a Ucrânia podem ser ainda maiores do que tudo o que Trump diga ou faça”, afirmou um analista citado pela Euronews. “Precisamos de uma solução estrutural para o financiamento da Ucrânia. Não podemos continuar todos os anos a improvisar sob pressão. O apoio a Kiev tem de ficar devidamente integrado no próximo orçamento”.

Convém ter em conta que entre os Frugais encontram-se alguns dos maiores doadores bilaterais da Ucrânia – Dinamarca, Finlândia, Países Baixos, Suécia e Alemanha – que têm interesse direto em garantir o novo financiamento. Isto é, por via deste poderoso grupo, o défice da Ucrânia deverá, em princípio, ser inscrito no Orçamento no lado da despesa, sendo depois necessário ‘inventar’ uma forma de o financiar através de nova receita que não mexa no equilíbrio estrutural do documento. Uma decisão coletiva sólida sobre a Ucrânia poderia tornar politicamente mais tolerável para estes países aceitarem um orçamento mais elevado do que desejariam.

Mas há também quem considere que a insistência dos Frugais em cortar verbas para a agricultura e as políticas de coesão pode impossibilitar que alguns ‘Amigos da Coesão’ – o grupo ‘rival’ onde está Portugal – apoiem um acordo sobre a Ucrânia sem provocar uma reação negativa interna. Chéquia, Hungria e Eslováquia já sinalizam que se vão excluir de qualquer emissão conjunta de dívida para apoiar Kiev. A Bulgária, crítica assumida das entregas de armas, deverá seguir o mesmo caminho. E todos pertencem ao grupo da coesão onde está Portugal. “Seria muito perigoso, e quero deixar isto absolutamente claro, se alguém tentasse ligar o financiamento da Ucrânia ao orçamento”, afirmou o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico. “Seria um milagre se chegássemos a um acordo em dezembro” – que é o mesmo que dizer que não vai acontecer.

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Fuerzas rusas atacan centro logístico ucraniano en Járkov

Moscú, 27 oct (Prensa Latina) Las Fuerzas Armadas de Rusia atacaron hoy con armamento de alta precisión y drones un centro logístico del Ejército de Ucrania en la región de Járkov, comunicó el Ministerio de Defensa.

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Rússia comete crimes contra humanidade ao atacar civis na Ucrânia, diz ONU

A Rússia está cometendo crimes de guerra e contra a humanidade ao atacar intencionalmente a infraestrutura civil — incluindo sistemas de energia vitais — na Ucrânia, afirmou um painel independente de investigação da ONU nesta segunda-feira (26).

As forças russas têm visado a infraestrutura energética ucraniana desde os primeiros meses da guerra, em 2022, e intensificaram drasticamente esses ataques no início do inverno do ano passado, deixando milhões de ucranianos passando frio na escuridão de suas casas.

Um novo relatório, publicado nesta segunda-feira pela Comissão Internacional Independente de Inquérito sobre a Ucrânia e compartilhado com a CNN, afirma que esses ataques “foram realizados com intenção” e estão alinhados a uma “política de Estado” russa de “privar a população civil de suprimentos energéticos essenciais e causar sofrimento”.

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“Os comandantes russos que ordenaram esses ataques sabiam que as instalações de aquecimento que visavam eram indispensáveis ​​para a população civil, especialmente durante o inverno”, diz o relatório, que está sendo submetido à Assembleia Geral da ONU.

A CNN entrou em contato com o Kremlin para solicitar um comentário.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, afirmou que o relatório “confirma o que os ucranianos vivenciam há anos: os ataques sistemáticos da Rússia à infraestrutura energética civil constituem crimes de guerra e crimes contra a humanidade”.

Em uma publicação na rede social X, Sybiha declarou que a Rússia “privou deliberadamente milhões de pessoas de eletricidade, aquecimento e água, transformando o frio e a escuridão em instrumentos de guerra”.

Segundo Kiev, ataques russos em larga escala com drones e mísseis, ocorridos no inverno passado, reduziram a capacidade de geração de energia térmica da Ucrânia em 70% nas áreas mais afetadas. O sofrimento foi agravado por um inverno excepcionalmente rigoroso, com temperaturas chegando a -30 graus Celsius em diversas ocasiões.

A comissão foi estabelecida pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU poucos dias após a Rússia lançar sua invasão em larga escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Anteriormente, o grupo já havia relatado outros aspectos da guerra da Rússia contra a Ucrânia, incluindo alegações de violência sexual e de gênero cometidas pelas forças armadas russas, bem como a deportação forçada em larga escala de crianças ucranianas pelas autoridades russas.

Neste relatório mais recente, a comissão descreve os impactos graves da exposição prolongada ao frio sobre os civis ucranianos, afirmando que as autoridades médicas do país documentaram mortes causadas pelas baixas temperaturas em residências e até mesmo em hospitais.

“Profissionais de saúde relataram que, durante o último inverno, atenderam pacientes que sofreram traumas relacionados ao frio, incluindo diversos graus de congelamento e hipotermia. Os pacientes desenvolveram essas condições em suas próprias casas, devido à exposição a ambientes sem aquecimento, e precisaram ser hospitalizados”, diz o relatório.

O documento cita uma civil que vive em Dnipro, a quarta maior cidade da Ucrânia, descrevendo o impacto que os ataques russos tiveram sobre ela: “O frio — ele te paralisa; simplesmente não há como se aquecer, e pensamentos aterrorizantes surgem na sua mente”, relatou.

Responsabilizando Putin e outros

O relatório da comissão da ONU aponta várias autoridades russas de alto escalão como as principais responsáveis ​​pelo que classifica como “crimes de guerra e crimes contra a humanidade”.

O texto afirma que o presidente russo, Vladimir Putin, fez diversas “declarações referentes a instruções para realizar ataques contra a infraestrutura energética da Ucrânia”.

O relatório alega ainda que evidências coletadas ao longo dos últimos anos indicam que o ex-ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, e seu sucessor, Andrey Belousov — assim como o chefe do Estado-Maior General, Valery Gerasimov —, foram responsáveis ​​pelo planejamento e pela supervisão desses ataques.

O Tribunal Penal Internacional já havia emitido mandados de prisão contra Putin, Shoigu e Gerasimov por supostos crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

Com a chegada do tempo mais frio à Ucrânia, a Rússia deixou claro que pretende continuar a aterrorizar seu país vizinho.

Na noite desta segunda-feira, mísseis balísticos russos atingiram o campus de uma universidade em Kiev, bem como áreas próximas, incluindo as imediações de uma estação de metrô e edifícios residenciais, informou Zelensky em seu pronunciamento noturno. Operações de resgate estão em andamento, com relatos de pessoas presas sob os escombros, acrescentou.

“Os mísseis atingiram áreas muito movimentadas, onde não existe nenhuma instalação militar”, disse o presidente ucraniano. “Foi um ataque direto contra a cidade e sua infraestrutura.” O relatório menciona uma declaração feita pelo Ministério da Defesa da Rússia em agosto, que anunciou ataques contra a infraestrutura energética da Ucrânia e afirmou: “No inverno, vocês vão congelar”.

A Ucrânia enfrenta dificuldades crescentes para se defender contra esses ataques em larga escala, devido a uma escassez crítica de mísseis de defesa aérea. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tem feito apelos repetidos aos aliados ocidentais de Kiev por mais munição, destacando, em particular, a chegada do inverno como uma grande preocupação.

Kiev vinha atacando a infraestrutura de petróleo e gás da Rússia, em um esforço para prejudicar as receitas do Kremlin provenientes das exportações de energia. No entanto, a Ucrânia reduziu esses ataques após críticas do presidente dos EUA, Donald Trump, que culpou o país pela alta nos preços dos combustíveis.

“Tráfico de pessoas”

O relatório divulgado nesta segunda-feira também investigou os métodos da Rússia para recrutar cidadãos estrangeiros para servir em suas forças armadas, concluindo que tais práticas constituem violações dos direitos humanos e tráfico de pessoas.

A CNN relatou extensivamente como a Rússia utiliza o engano, o suborno e a chantagem para atrair estrangeiros para suas forças militares. Pessoas de diversos países da África, da Índia e da América Latina relataram ter recebido promessas de emprego na Rússia, apenas para se verem, na realidade, nas linhas de frente do combate.

A comissão afirmou ter encontrado “provas contundentes” de que as autoridades russas, em colaboração com agentes, “traficaram pessoas de 29 países, recorrendo ao engano ou à coerção, para recrutá-las para as forças armadas russas”.

O documento aponta que o fato de a Rússia ter empregado as mesmas táticas para recrutar indivíduos de vários países “demonstra um alto grau de coordenação entre agentes que operam ao redor do mundo e as autoridades russas”.

“Os pagamentos e bônus prometidos eram, em geral, desviados pelos agentes recrutadores e comandantes militares; passaportes e telefones eram frequentemente confiscados, e o contato entre os recrutas e suas famílias era interrompido assim que eles eram enviados para o front.”

O relatório conclui que a Rússia violou os direitos humanos fundamentais dos recrutas, incluindo o direito à vida, à liberdade, à saúde e a um tratamento humano.

A comissão também investigou o recrutamento de cidadãos estrangeiros pelas forças armadas da Ucrânia.

Segundo o órgão, os depoimentos coletados indicam que aqueles que ingressaram nas forças armadas ucranianas “o fizeram de forma consciente e voluntária”, compreendendo os contratos que assinavam e recebendo salários.

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