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Durigan diz que não há definição sobre Fazenda e elogia nome de Fonteles

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, considera positiva uma eventual indicação do governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), para o comando da pasta econômica.

Como mostrou a CNN Brasil, o nome do governador despontou como um dos favoritos para ocupar o Ministério da Fazenda. Rafael Fonteles foi reeleito governador do Piauí no 1° turno.

Segundo Durigan, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai definir a nova composição da Esplanada dos Ministérios nas próximas semanas. O ministro da Fazenda se reuniu com o petista na última segunda-feira (26).

“Não tratamos de equipe. Isso é um assunto que o presidente vai se debruçar nas próximas semanas para definir. Acho o nome do Rafael um excelente nome”, declarou Durigan a jornalistas nesta terça-feira (27).

A eventual ida de Fonteles para a Fazenda tem como justificativa sua trajetória. Antes de assumir o governo do Piauí, ele comandou a Secretaria estadual da Fazenda e presidiu o Comsefaz (Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda).

A nomeação de Fonteles ao Ministério da Fazenda exigiria deixar o governo estadual. O chefe do Executivo é formado em matemática e mestre em economia matemática.

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Durigan diz que vai propor ajustes fiscais para perseguir centro da meta

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta terça-feira (27) que vai propor uma alteração nas regras fiscais para mirar o centro da meta. A mudança depende de aprovação do Congresso Nacional.

Na prática, a proposta vai permitir que a equipe econômica amplie a fatia do contingenciamento do Orçamento para perseguir o centro da meta. Atualmente, o volume contingenciado mira o piso da meta.

 

De acordo com o ministro da Fazenda, a proposta vão vai acabar com a banda de tolerância. O arcabouço fiscal estabelece um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual.

“Vamos buscar o centro da meta de maneira formal. As medidas legislativas vão ser apresentadas para isso. Vamos dar todos os instrumentos para que não haja dúvida jurídica de que vai perseguir o centro da meta”, disse a jornalistas.

Durigan também afirmou que o governo estuda outras medidas de ajuste fiscal. Sem detalhá-las, o ministro disse que as ações vão depender da nova equipe econômica do quarto mandadto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Existem outras medidas que estão sendo avaliadas. Depois da eleição, o presidente vai definir a equipe dele. Depois a equipe vai apresentar quais serão essas medidas em termos de ajuste, em termos de perseguição da meta, para mostrar que o nosso compromisso é com responsabilidade fiscal. É com estabilidade fiscal”, disse.

A meta de 2026 é de um superávit de 0,25% do PIB, o que equivale a aproximadamente R$ 34,3 bilhões.

“A informação que eu tenho da análise técnica é de que um projeto de lei complementar daria conta fazer esse estabelecimento”, declarou.

Em setembro, a equipe econômica atualizou as projeções e informou que deve fechar o ano com um déficit primário efetivo de R$ 80,9 bilhões, isto é, sem considerar as exceções do cálculo da meta.

Ao considerar as exceções previstas em lei para o cálculo da meta fiscal, o governo considerou que pode faltar R$ 13,6 bilhões para alcançar o piso da meta em 2026. Por essa razão, a equipe econômica anunciou um contingenciamento de mesmo valor.

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Mercedes reduz previsão de lucro para 2026 devido a problemas na China

A Mercedes-Benz reduziu sua previsão de margem de lucro para 2026 nesta terça-feira (27), citando condições mais fracas na China e custos mais altos no quarto trimestre, no mais recente sinal da crescente pressão sobre as montadoras alemãs em seu principal mercado.

Suas ações caíram até 5,5% e, às 9h55 GMT, estavam em queda de cerca de 4%.

A montadora alemã de veículos premium agora prevê um retorno ajustado sobre as vendas de 2% a 3% em 2026, abaixo da previsão anterior de 3% a 5%.

A empresa também reduziu sua previsão de lucro operacional do grupo para 2026, esperando agora que os ganhos fiquem praticamente estáveis ​​em relação ao ano anterior, em vez de serem significativamente maiores.

O alerta surge num momento em que as montadoras alemãs continuam a enfrentar dificuldades na China, o maior mercado automotivo do mundo, onde a desaceleração da demanda e a intensa concorrência dos fabricantes locais estão corroendo as vendas e o poder de precificação.

As vendas do principal modelo de vendas da Mercedes caíram 8% em relação ao ano anterior no terceiro trimestre, afetadas pela fraca demanda na China .

As concorrentes BMW e Volkswagen também reduziram suas projeções no início deste ano, atribuindo a culpa, em parte, ao agravamento da situação na China.

O analista da Metzler, Daniel Schwarz, afirmou que a China foi o principal motivo para o fraco desempenho das montadoras alemãs.

A Mercedes, assim como a BMW, continua fortemente presente na China.

Em contrapartida, a Porsche, que anunciou uma recuperação nos lucros na terça-feira, reduziu sua dependência da China e está impulsionando a marca ainda mais para o segmento de luxo, tornando-a menos vulnerável à concorrência de fabricantes chineses que se expandem para a Europa e outros mercados, afirmou Schwarz.

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