❌

Reading view

Bancada do PL no Congresso manifesta “total apoio” a Flávio Bolsonaro

A bancada de parlamentares do PL (Partido Liberal) no Congresso manifestou nesta quarta-feira (28) seu “total apoio” ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que fugiu para os Estados Unidos após ser derrotado na eleição presidencial do último domingo (25).

*Em atualização.

  •  

PL tem divisão interna sobre fuga de Flávio Bolsonaro

A fuga de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil provocou divisões internas no Partido Liberal, com integrantes da sigla adotando posições distintas sobre o episódio e seus possíveis desdobramentos políticos.

Segundo apuração da analista de Política da CNN Isabel Mega, ao Live CNN, enquanto uma ala do partido foi pega de surpresa pela iniciativa, outra já a esperava de alguma forma.

De acordo com a analista, o presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, figura descrita como pragmática dentro do partido, teria ficado “chateado” com os acontecimentos.

A avaliação interna é de que o PL precisará se reorganizar e caminhar para um tom mais moderado, distanciando-se do radicalismo que marcou a sigla nos últimos anos com a amplitude do bolsonarismo.

Reorganização do PL e disputa pela presidência do Senado

O pragmatismo de Valdemar Costa Neto já mira um plano para 2027: tornar o partido ainda mais competitivo para conquistar a presidência do Senado Federal.

A avaliação interna é de que ainda é possível reunir apoio suficiente para viabilizar a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN), mesmo diante das articulações de Davi Alcolumbre (União-AP), que estaria se reorganizando para se manter na função e já contabilizaria 41 votos a seu favor.

Segundo Isabel Mega, a saída de Flávio Bolsonaro do país pode, paradoxalmente, beneficiar os senadores do PL na tentativa de atrair parlamentares do chamado Centrão.

A avaliação é de que parlamentares que poderiam caminhar com Davi Alcolumbre, mas que entendem que ele pode barrar pautas utilizadas por eles nas eleições ao Senado Federal, podem se sentir sensibilizados a votar em Rogério Marinho.

Isso porque Alcolumbre é visto pelo bolsonarismo como aliado a Alexandre de Moraes, o que, na leitura interna, inviabilizaria o encaminhamento de pedidos de impeachment contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).

Críticas internas e expectativas frustradas

Ainda de acordo com a apuração, parlamentares do PL fizeram críticas a Flávio Bolsonaro sob reserva, afirmando que a decisão de deixar o Brasil era “muito ruim para o partido” e muito negativa para a imagem da sigla.

A avaliação era de que seria preciso “perder com honra, não com esperneio”, com Flávio ocupando uma posição de liderança da oposição ao governo Lula a partir do Brasil.

Havia, inclusive, uma expectativa de que Flávio Bolsonaro, com o fim de seu mandato de senador previsto para o final do ano, pudesse se instalar na sala anteriormente utilizada por Jair Bolsonaro na sede do PL em Brasília, assumindo o comando da oposição.

Com a fuga, esse cenário foi descartado. Valdemar Costa Neto passou a aparecer ao lado de Michelle Bolsonaro (PL), com quem tem afinidade declarada e que terá mandato pela frente, enquanto Flávio Bolsonaro não terá.

Direita busca reposicionamento

Isabel Mega destacou ainda que o restante da direita também aproveita o momento para tentar assumir as rédeas da ala ideológica que, segundo ela, “dividiu o Brasil ao meio” com o bolsonarismo, tido como extrema direita.

A avaliação é de que outros setores da direita apostam no enfraquecimento da família Bolsonaro e do bolsonarismo para retomar uma postura mais pragmática junto aos demais partidos.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
  •  

Após fuga de Flávio, Jair Bolsonaro pede visita de presidente do PL

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu, nesta quarta-feira (28), autorização ao STF (Supremo Tribunal Federal) para receber visita do presidente nacional do PL (Partido Liberal), Valdemar Costa Neto.

O pedido se dá um dia após o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente, fugir do Brasil.

No último domingo (25), Flávio perdeu a disputa pelo Palácio do Planalto para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No mesmo dia, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), proibiu o senador de deixar o país e determinou que ele entragasse todos os seus passaportes.

Flávio é investigado em dois inquéritos que tramitam no STF sob a suspeita de lavagem de dinheiro. Caso tivesse sido eleito presidente, as apurações seriam paralisadas.

Na decisão, Moraes argumentou que o irmão do senador, Eduardo Bolsonaro (PL), já estaria dizendo publicamente que Flávio deveria deixar o país caso perdesse as eleições.

Na terça-feira (27), o senador não cumpriu a decisão de entregar os passaportes e deixou o Brasil por meio da Argentina. Em um avião particular, decolou para Miami, nos Estados Unidos, onde chegou na manhã desta quarta.

Após a fuga, o presidente do PL chegou a realizar uma reunião emergencial com lideranças estaduais do partido para afinar o discurso e definir os rumos da sigla.

No início da noite desta terça-feira (27), o senador Rogério Marinho (PL-RN), atual líder da oposição no Senado, disse que o núcleo duro da campanha presidencial não foi comunicada sobre a fuga. Marinho, que coordenou a campanha, afirmou estar “surpreso” com a notícia.

Conforme mostrou a CNN, com a fuga do senador, foi aberta uma disputa pela liderança da oposição e da direita no Brasil. O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é visto por aliados da família Bolsonaro e pelo Centrão como o nome mais bem posicionado para ocupar esse espaço.

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em razão da condenação por tentativa de golpe de Estado. Por isso, todas as visitas, com exceção de advogados e familiares diretos, precisam ser previamente aprovadas pelo ministro Alexandre de Moraes.

Também cabe ao ministro decidir a data do encontro, que pode ser às quartas-feiras ou sábados, conforme as regras da reclusão.

  •  

Fuga de Flávio contou com estratégia de desinformação de aliados

A saída do Brasil do candidato derrotado ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL) foi acompanhada, ao longo de toda a terça-feira (27), de informações falsas sobre o paradeiro do senador.

Os dados foram repassados por pessoas ligadas à família Bolsonaro e por fontes ligadas ao governo de Donald Trump.

Enquanto aliados e interlocutores americanos afirmavam que Flávio já havia deixado o país e chegado aos Estados Unidos, o senador ainda estava em território brasileiro.

Segundo a Direção Nacional de Migrações da Argentina, Flávio só cruzou a fronteira às 22h50 de terça, pela Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú. Ele estava com a mulher, Fernanda, e as filhas, Carolina e Luiza.

Às 23h30, a família embarcou em um voo privado com destino declarado a Guayaquil, no Equador.

Nas horas anteriores, a CNN publicou, com base nessas fontes, informações que o registro oficial argentino agora desmente.

O que foi dito ao longo do dia

Pouco depois das 14 horas, aliados de Flávio afirmaram à CNN que o senador e a família haviam deixado o Brasil naquela terça.

No meio da tarde, duas fontes confirmaram à CNN que Flávio estava a caminho dos Estados Unidos.

Na mesma linha, uma autoridade americana disse à agência Reuters que o senador estava a caminho do país.

Às 17h39, fontes ligadas ao governo americano afirmaram à CNN que Flávio já havia chegado aos EUA com a mulher e as filhas.

Uma pessoa a par da situação também disse à CNN, ainda à tarde, que ele estava em solo americano.

À noite, um conselheiro de Trump disse à CNN que o presidente americano autorizou a entrada de Flávio. Segundo a fonte, autoridades americanas sabiam desde segunda-feira (26) que o senador tinha 24 horas para entregar os passaportes e lhe disseram que a entrada nos EUA seria permitida.

Pouco antes das 22 horas, aliados afirmaram à CNN que Flávio já havia se encontrado com o irmão, Eduardo Bolsonaro, na Flórida, e que planejavam uma entrevista para esta quarta-feira (28) para explicar a decisão de deixar o país.

Uma hora depois, segundo o governo argentino, Flávio estava passando pelo controle migratório na fronteira.

Informação falsa enquanto a PF procurava o senador

As versões circularam enquanto a Polícia Federal procurava Flávio.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), havia determinado no domingo (25) a entrega dos passaportes do senador e o proibido de deixar o país.

O prazo terminou às 11h de terça, e os documentos não foram entregues. A PF então cancelou os passaportes comum e diplomático de Flávio.

Com o senador dado como já fora do país e até já nos EUA, a atenção se voltou para a chegada dele em território americano. Mas Flávio ainda não tinha cruzado a fronteira.

O governo argentino também negou durante a terça que o senador tivesse entrado no país, versão que acabou revista pela própria Migrações na madrugada desta quarta.

Orientação para não sair

Na segunda-feira (26), em reunião com integrantes da campanha em um escritório de advocacia no Lago Sul, em Brasília, Flávio foi aconselhado por aliados a não deixar o país, segundo apurou a CNN.

Aliados moderados avaliavam que uma prisão logo após a eleição prejudicaria a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no exterior e, por isso, não esperavam nenhuma medida contra ele.

No mesmo dia, em vídeo nas redes sociais, o senador afirmou ter sido intimado a entregar os passaportes e que também estava proibido de deixar o país.

Uma fonte brasileira próxima a Flávio disse à CNN que ele temia ser preso.

Destino final

Fontes ouvidas pela CNN mantêm que o objetivo final do senador são os Estados Unidos.

Dois funcionários do governo americano disseram à CNN que vistos estão sendo emitidos para ele e a família.

Até a publicação desta reportagem, não havia confirmação oficial da chegada da aeronave ao Equador nem do pouso em território americano.

Flávio é investigado em dois inquéritos da PF. Um apura o financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, que teria recursos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

O outro investiga suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz. Flávio nega irregularidades e diz manter apenas relação de amizade com Tomaz, que também contesta as suspeitas.

  •  
❌