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Chef Henrique Ferreira volta à Global Wines para liderar enoturismo e restauração


A Global Wines anunciou esta quarta-feira o regresso de Henrique Ferreira para assumir a direção das áreas de enoturismo e restauração do grupo, com responsabilidades nas três unidades no Dão e na Bairrada.

Natural de Santar, Henrique Ferreira começou a trabalhar em cozinha aos 14 anos e entrou na Global Wines em 2009 como estagiário. Em 2013, assumiu a chefia da cozinha do Paço dos Cunhas de Santar e, em 2016, tornou-se chef executivo do grupo.

“Regressar à Global Wines tem um significado muito especial, pela ligação a Santar e por ter construído nesta casa uma parte significativa do meu percurso profissional. Queremos reforçar a ligação entre gastronomia, vinhos e território, criando experiências que convidem as pessoas a descobrir as nossas casas e a regressar”, afirma Henrique Ferreira, em comunicado.

“O regresso do Henrique representa um passo importante no desenvolvimento da restauração e do enoturismo da Global Wines, no Dão e na Bairrada. Conhece profundamente o grupo, os espaços e as equipas, e reúne a experiência e a capacidade de liderança necessárias para reforçar a qualidade da oferta e desenvolver novas experiências que valorizem a gastronomia, os vinhos e os territórios onde estamos presentes”, afirma Nuno Medeiros, diretor-geral da Global Wines.

A preparação de novas experiências de enoturismo e a renovação das cartas dos três restaurantes — Paço dos Cunhas de Santar, Quinta de Cabriz e Quinta do Encontro — são duas prioridades de Henrique Ferreira nesta nova fase.

No Paço dos Cunhas de Santar, a reabertura do restaurante será um dos momentos em destaque, com Victor Alves à frente da cozinha. Na Quinta de Cabriz, Ana Gomes mantém a liderança da cozinha, com uma carta baseada nos produtos e nas receitas da região. Na Quinta do Encontro, na Bairrada, o chef Gabriel Claro passa a liderar uma proposta de cozinha portuguesa, centrada nos produtos de cada época.

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Dona da Jean Paul Gaultier e Uriage quer superar oito mil milhões em receitas até 2032


O grupo espanhol Puig, detentor das marcas Jean-Paul Gaultier, Charlotte Tilbury e Uriage, traça a meta de superar os oito mil milhões de euros em receitas líquidas anuais até 2032, de acordo com o plano Vision 2032 entregue esta quarta-feira na Comisión Nacional del Mercado de Valores (CNMV) e apresentado no Museu do Prado, em Madrid.

Este objetivo compara com os 5.042 milhões registados em 2025 e deverá assentar, sobretudo, no crescimento orgânico.

“Vision 2032 é o nosso plano para fazer crescer, de forma rentável, aquilo que funciona. A nossa ambição é sermos, até 2032, uma empresa com receitas superiores a oito mil milhões de euros, uma das quatro maiores empresas de beleza premium e o segundo maior operador de fragrâncias”, disse José Manuel Albesa, CEO da Puig, na apresentação. “Esperamos concretizar esta ambição sobretudo através do crescimento orgânico, reforçando o nosso portefólio principal, expandindo as nossas marcas mais fortes e concentrando os recursos nas categorias, mercados e canais onde temos as melhores oportunidades de sucesso”, acrescentou.

Marc Puig, chairman da Puig

Marc Puig, presidente executivo da Puig, acrescentou que a empresa inicia o “novo capítulo” numa “posição de força”. “Hoje, estamos mais fortes do que em qualquer outro momento dos nossos mais de 110 anos de história. Temos uma cultura própria e uma visão de longo prazo, assentes na propriedade familiar, numa gestão profissional e numa identidade que definimos como uma Casa da Criatividade. Este percurso levou a Puig a ultrapassar os cinco mil milhões de euros em receitas líquidas em 2025, mais do que triplicando as receitas nos últimos cinco anos, e constitui a base da Vision 2032″.

O plano Vision 2032 prevê o crescimento do portefólio da Puig. “complementado por aquisições seletivas que acrescentem marcas distintas, competências ou exposição a categorias e mercados atrativos. Continuaremos a selecionar marcas, em vez de simplesmente agregá-las, preservando a identidade e a autonomia criativa de cada Love Brand e proporcionando-lhes acesso às capacidades globais e à escala da Puig”, acrescentou Marc Puig.

A estratégia da Puig concentra o investimento em quatro áreas. Na perfumaria de prestígio, a divisão que esteve na origem da empresa catalã, a Puig quer desenvolver a Carolina Herrera também na maquilhagem e continuar a expandir as fragrâncias Rabanne e Jean Paul Gaultier. O grupo pretende tornar-se o segundo maior operador mundial de fragrâncias até 2032. Na perfumaria de nicho, prevê expandir as marcas Byredo e a Penhaligon’s.

A Charlotte Tilbury, uma das marcas mais bem sucedidas da Puig nos últimos anos, triplicou de dimensão desde que entrou na Puig, em 2020 e a empresa pretende multiplicar o negócio por 1,5 até 2032, com crescimento na maquilhagem e nos cuidados da pele e entrada nas fragrâncias a partir de 2028.

Na dermocosmética, a Puig quer duplicar a Uriage, uma marca que é líder em Portugal. Se a aquisição da ISDIN se concluir, as duas marcas e a Apivita formarão uma plataforma com receitas líquidas superiores a mil milhões de euros.

Geograficamente, a Puig quer consolidar posições na Europa, reforçar a América Latina e acelerar nos Estados Unidos e na Ásia-Pacífico. No retalho de viagem, a empresa passou do sexto para o terceiro lugar entre os operadores de fragrâncias desde 2021, elevando a quota de mercado de 9,6% para 13%.

O grupo mantém a meta de distribuir 40% do lucro líquido em dividendos e prevê ainda alcançar uma margem EBITDA ajustada superior a 22,5%, face a 20,7% em 2025, o que corresponderia a um EBITDA ajustado acima de 1,8 mil milhões de euros. A empresa aponta ainda a um fluxo de caixa livre superior a 900 milhões de euros em 2032 e estima que a integração de plataformas e as sinergias operacionais gerem cerca de 80 milhões nos próximos três anos.

Este ano, recorde-se, a Puig tentou, sem êxito, uma fusão com a norte-americana Estée Lauder.

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