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Trabalhadores e população exigem melhores cuidados de saúde

VTM

Esta iniciativa, semelhante à que teve lugar em Chaves no dia 13 de outubro, teve como objetivo denunciar a degradação dos cuidados de saúde na região e alertar para as dificuldades enfrentadas por utentes e profissionais.

Paula Dias, da União dos Sindicatos de Vila Real, exigiu o reforço do SNS e o fim das ameaças de encerramento e de redução dos serviços hospitalares no distrito. A sindicalista considerou que as medidas em curso representam “o desmantelamento descarado e cruel do SNS”, acusando as políticas governamentais e a gestão dos serviços de saúde de contribuírem para a redução das especialidades, a centralização dos cuidados de saúde e o agravamento das dificuldades de acesso à assistência médica nas zonas rurais. “A saúde é um direito constitucional e não uma mercadoria”, afirmou Paula Dias.

Entre os problemas apontados, destacou a existência de cerca de 16 mil utentes sem médico de família no distrito, a falta de recursos humanos, a saída de profissionais e o desgaste dos médicos que continuam a assegurar os serviços.

Paula Dias denunciou também atrasos no pagamento de horas extraordinárias, obstáculos à avaliação de desempenho e à progressão nas carreiras, bem como dificuldades de deslocação causadas pela dispersão geográfica e pela concentração de serviços em Vila Real.

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Jornadas científicas promoveram debate sobre saúde pélvica e a quebra de tabus

VTM

Intitulado “Saúde Pélvica sem Tabus: Desafio Clínico, Integrador e Inovador”, o evento pretendeu fomentar a partilha de conhecimentos, experiências e boas práticas clínicas, realçando a importância de uma abordagem multidisciplinar e fundamentada em dados científicos.

Segundo Alexandrina Gomes, presidente da comissão científica do evento, este representou uma oportunidade para “afirmar Chaves como um ponto de encontro científico entre Portugal e a Galiza, promovendo a cooperação transfronteiriça e a criação de novas parcerias no âmbito da saúde”.

A responsável salientou igualmente o papel do programa científico na criação de um espaço dinâmico e privilegiado para a partilha de conhecimentos, experiências e boas práticas clínicas, que aproximou profissionais de saúde dos dois territórios, promovendo uma abordagem integradora e inovadora da saúde pélvica ao longo do ciclo de vida.

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A ave mais velha do mundo superou em três décadas a expectativa de vida da espécie e continua tendo filhotes com novos parceiros

O pássaro albatroz-de-laysan é uma das espécies mais monogâmicas conhecidas pela biologia. Estes animais passam 90% de seu tempo em busca de presas nas águas do mar; em geral, suas fêmeas botam um ovo por ano e têm um único parceiro durante sua vida, que costuma durar por volta de 40 anos.

No entanto, a ave Wisdom superou tanto as expectativas de vida de seus companheiros que precisou encontrar diversos parceiros para continuar reproduzindo.

Wisdom começou a ser acompanhada por cientistas dos Estados Unidos em 1956, quando sua idade era estimada em 5 anos. Ela foi vista pela primeira vez nas Ilhas Midway no norte do Oceano Pacífico. Desde então, estima-se que tenha voado por mais de 4,8 milhões de quilômetros, distância equivalente a percorrer toda a circunferência da Terra 120 vezes.

“Toda vez que ela volta à ilha, aprendemos mais sobre quanto tempo pássaros marinhos podem viver e ter filhotes”, diz a bióloga Beth Flint em publicação da United States Fish and Wildlife Service. “Seu retorno não só inspira amantes das aves, mas nos ajuda a entender como proteger esses pássaros graciosos e o habitat do qual eles precisam para sobreviver no futuro.”

Leia Mais:

Wisdom volta à ‘casa’ em todo mês de novembro

A ave de 75 anos já ganhou diversas novas anilhas para continuar seu rastreamento; em uma das seis trocas ela ganhou seu nome, escolhido pelo cientista John Klavitter em 2006. Na maior parte do tempo, ela é rastreada de longe, mas em novembro, os albatrozes deixam de sobrevoar os mares e retornam à ilha de origem para cortejar seus parceiros e acasalar. A cada ano, os biólogos e entusiastas de pássaros celebram a confirmação de que Wisdom ainda está viva e saudável.

Mas a trajetória não foi fácil. Em 2011, as ilhas do Oceano Pacífico foram devastadas por um terremoto seguido por tsunami; cerca de 2 mil albatrozes adultos e 110 mil filhotes teriam morrido no desastre. Wisdom sobreviveu junto de seu pintinho.

Até 2021, ela era avistada na época de acasalamento com um parceiro “fixo”: Akeakamai. No entanto, quando o macho parou de voltar à ilha e deixou de ser visto pelos pesquisadores, muitos decretaram o fim da época reprodutiva da fêmea, que precisaria competir com aves mais jovens para formar novo casal.

O pássaro albatroz Wisdom com seu parceiro anterior na ilha de Midway durante época de acasalamento
Wisdom (à esq.) com seu parceiro anterior, Akeakamai, em 2015 • Wikimedia Commons

Naquele ano, ela não botou ovos, mas virou avó pela primeira vez: o filhote que sobreviveu ao terremoto teve seu primeiro descendente.

Os anos seguintes trouxeram novas aparições da “vovó”, sempre sozinha. Em março de 2024, após mais um ciclo reprodutivo sem um parceiro, uma das voluntárias na conservação ambiental das Ilhas Midway, Ann Bell, escreveu no blog da ONG Friends of Midway Atoll que era “muito improvável” que Wisdom encontrasse outro macho para acasalar: “Mas não por falta de tentativa!”

Meses depois, ela contrariou as expectativas e apareceu com um novo “amor”, tornando-se o pássaro mais velho do mundo (aos 73 anos) a botar ovos. E deu certo: um novo pintinho nasceu em janeiro de 2025, mas acabou falecendo em novembro do mesmo ano.

Wisdom foi vista novamente em 26 de novembro de 2026, acompanhada do mesmo macho, conhecido apenas por seu número de rastreio EX25. Com número de filhos estimado entre 30 e 36, a ave é uma potência para recuperar a população de albatrozes, ameaçada pelo desaparecimento de seu habitat pela elevação do nível do mar, pela poluição dos oceanos por resíduos plásticos e pela baixa frequência reprodutiva.

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Remontada alicerçada no “ADN Chaves”

VTM

O Chaves conseguiu uma importante vitória ao bater o Vizela com remontada nos instantes finais, que foram emocionantes. Lacava adiantou os vizelenses, mas, na reta final do encontro, Júnior Mendes e Marquinhos consumaram a cambalhota e colocaram em ebulição o Municipal de Chaves.

Na tarde/noite fria foram os forasteiros que entraram com maior abordagem no último terço ofensivo, embora isso não tivesse correspondência em remates. O primeiro remate foi dos transmontanos por intermédio de Wilson Tavares (19’), mas sem grande perigo. O controlo de jogo estava do lado dos minhotos que se adiantaram no marcador num excelente remate de Lacava, num tiro de ressaca à entrada da área, que não deu qualquer possibilidade a João Valido. Um grande golo. Os flavienses reagiram e André Rodrigues (30’) teve uma boa situação para visar a baliza de Gomís, mas o remate foi facilmente defendido pelo guarda-redes espanhol. Mais uma grande jogada sobre a direita de Lacava, que colocou a bola na cabeça de Fortuné (39’) que, perante o adormecimento de Léo Alaba, teve tudo para ampliar o marcador, mas o seu cabeceamento não teve sucesso.

No regresso das cabines, os transmontanos entraram com outra atitude, com mais coragem, arrojo e agressivos na disputa da bola. Fruto dessa entrada foram empurrando o Vizela para o seu terço defensivo e as oportunidades de golo iam surgindo. Aos 51’, Robyn Esajas, servido por Wilson Tavares, viu Gomís desviar para canto. Na sequência do canto, Aílson rematou ao lado. Também André Rodrigues (55’) farejou o golo.

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