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Alves Roçadas vence dérbi frente ao Club de Vila Real

VTM

Os Infantis do Académico Alves Roçadas (ARR) venceram o Club de Vila Real por 4-1, num encontro onde a equipa academista conseguiu construir uma vantagem de três golos na primeira parte, mas permitiu que o adversário reduzisse antes do intervalo. Na segunda metade, manteve a vantagem e chegou ao quarto golo, fixando o resultado final em 1-4.

Migas, autor de dois golos, Tomás e Mini Gomes marcaram para o Académico Alves Roçadas. O autor do “bis”, Migas, foi distinguido como homem do jogo, recebendo o prémio Casa Dolores.

No rescaldo da partida, Marco Eiriz, coordenador técnico do Académico Alves Roçadas, considerou que o resultado refletiu o desenrolar do encontro, embora tenha reconhecido momentos em que o Club de Vila Real conseguiu criar dificuldades. “O resultado de 4-1 acaba por traduzir aquilo que se passou dentro de campo”, afirmou.

O responsável realçou a iniciativa da sua equipa na primeira parte, mas identificou os minutos que antecederam o intervalo como um dos períodos menos conseguidos. “Perdemos algum controlo no jogo e acabámos por sofrer o 3-1”, explicou, apontando a necessidade de melhorar a concentração e a intensidade ao longo de toda a partida.

Na segunda parte, o ARR procurou manter a dinâmica, apesar da maior rotação de jogadores, com o adversário a criar situações de perigo que obrigou a guarda-redes a intervenções importantes.


FICHA TÉCNICA
Pavilhão Municipal Desportos de Vila Real
Árbitro: César Monteiro

CLUB DE VILA REAL: António Escaleira; Gui Ribeiro, Tomás Santos, Marco Teixeira e Joaquim Carriço
Suplentes: Afonso Teles, Roméo Alves, Miguel Melim, Dinis Gomes, Tomás Queirós e Samuel Santos
Treinador: Júlio Miguel Rodrigues Brochado

A. ALVES ROÇADAS: Filipa Carvalho; João Gomes, Miguel Monteiro, Gonçalo Vale e Luís Machado
Suplentes: José Santos, Manuel Ginja, Gonçalo Pinto, Tomás Sousa, Rafael Fernandes e Francisco Oliveira
Treinador: Ricardo Parafita

Ao intervalo: 1-3
Marcadores: Miguel Monteiro (8’ e 40’), Tomás Sousa (10’), João Gomes (17’) e Marco Teixeira (25’)

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Jorge Braz diz que dirigentes têm obrigação na educação de comportamentos

O selecionador português de futsal defendeu hoje que os dirigentes desportivos têm a responsabilidade e obrigação na educação de comportamentos menos positivos nas competições, mesmo reconhecendo a dificuldade.

“Nós, dirigentes desportivos, temos obrigação e responsabilidade nos comportamentos. Temos um papel fundamental. Se é fácil? Não, mas temos de ser nós a promover essa educação”, defendeu Jorge Braz.

A título de exemplo, o selecionador nacional de Futsal indicou as “discussões à volta de um momento” de jogo como se é ou não um pontapé de linha lateral ou se o que se ouviu é ou não um insulto.

“Se eu estiver com foco total no jogo não vou desperdiçar tempo, não vou discutir e criar conflito”, argumentou.

Jorge Braz falava em entrevista na quarta edição do S4 – Congresso Internacional Safety, Security, Service at Sports Events (proteção, segurança, e acolhimento em eventos desportivos, tradução livre), que termina hoje em Viseu, organizado pela Autoridade para a Prevenção e Combate à Violência no Desporto (APCVD).

O selecionador vincou ainda que “os lances de maior agressividade no jogo nunca são pessoais, nunca são contra as pessoas, são jogadas que se fazem para tentar ganhar a bola e vencer”.

“Em mais de 90% desses lances perigosos, o atleta no final vai cumprimentar o adversário e, vê-se muitas vezes a ajudar a levantar logo a seguir ao lance, porque não é contra a pessoa, é um momento de jogo entre dois adversários”, reforçou.

Jorge Braz disse ainda que não se deixa influenciar pelo público, apesar do “enorme respeito” que tem pela opinião dos adeptos, pois “isso não conta para o ‘totobola’”.

“Como é que focamos no essencial, o jogo, se estamos a ouvir os adeptos, as críticas ou os insultos? Estamos focados, não ouvimos, não nos influenciam, nem reagimos”, disse.

Questionado sobre os comportamentos mais agressivos no público de jogos de camadas mais jovens, e a influência dos pais nas bancadas até, em diversas vezes, a promover a agressividade, Jorge Braz foi perentório: “Terminaria o jogo de imediato”.

“Há uns anos, quando era mais novo, e professor, não teria coragem para isso, mas, hoje, sei e afirmo convictamente, teria coragem de o fazer e terminaria o jogo de imediato e chamaria o pai para conversar”, admitiu.

Jorge Braz realçou ainda que, após uma derrota, e com os atletas a recusarem tirar a fotografia, ele exigiu que a mesma fosse tirada, “e com um sorriso”, ainda que “não tão grande”, até porque “tem impacto” nos atletas, para saírem “do foco da derrota”.

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