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Petistas falam em crime de responsabilidade após carta de Flávio

Petistas cobram do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que o senador Flávio Bolsonaro (PL) responda por crime de responsabilidade após as acusações feitas ao pleito eleitoral nesta quarta-feira (28). Para esse caso, a punição inclui perda do cargo e a cassação dos direitos políticos.

Em uma carta, Flávio aponta, sem provas, que viu “estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar”. O parlamentar chegou a apresentar uma versão da carta em que se autointitulava presidente eleito do Brasil e depois corrigiu para “líder”.

“O Tribunal Superior Eleitoral precisa se pronunciar urgente e firmemente. Flávio Bolsonaro não apenas se auto-proclamou Presidente como mentiu descaradamente e contestou o resultado oficial proclamado pela Justiça Eleitoral. E ele deve responder por isso”, defendeu o secretário nacional de comunicação do PT (Partido dos Trabalhadores), Éden Valadares.

 

Eden ainda diz que a contestação do resultado das eleições é feita de maneira “coordenada” com a disseminação massiva de acusações falsas de fraude, o senador deveria ser alvo de investigações por desinformação contra a integridade do processo eleitoral e denunciação caluniosa.

O presidente do TSE, minsitro Nunes Marques, reagiu à carta de Flávio e disse que a eleição aconteceu “dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais”.

A tese levantada por Flávio e por uma ala do bolsonarismo de que houve fraude na eleição não encontra qualquer margem de veracidade por dois motivos. O primeiro é que foram computados menos de 40 mil votos após a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), dada pelo ministro Cristiano Zanin, para prorrogar a votação até 19h. A campanha de Flávio também pediu a prorração do prazo, após a solicitação feita pelo PT.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aumentou seu desempenho em quase 11 milhões de votos do primeiro para o segundo turno. Flávio também cresceu, com 3 milhões de votos a mais. A diferença final entre os dois foi de cerca de 4,4 milhões de votos.

O segundo fator tem explicação aritmética. No primeiro turno, cerca de 9,3 milhões de votos válidos foram para outros candidatos. No segundo, a abstenção caiu de 21,08% para 19,21%, e o número de votos válidos aumentou em cerca de 4,8 milhões. Esses 14,1 milhões de votos foram divididos entre os finalistas: Lula ganhou 10,4 milhões, e Flávio, 3,7 milhões.

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Argentina’s Milei Administration Denounced Over Flávio Bolsonaro Escape

Opposition in Congress demands the interception of the Chief of Staff for the operation that included police escort, private flights and suspicions of official cover-up. Photo: EFE.

Argentine lawmaker Marcela Pagano filed a criminal complaint against officials of the Milei administration to investigate how Brazilian senator Flavio Bolsonaro crossed into Argentina and departed for United States despite a judicial ban on leaving Brazil.


The complaint was presented before the Federal Court in Puerto Iguazu, in Misiones province. It seeks to establish the circumstances of Bolsonaro’s entry into Argentina and his later departure toward United States.

The far-right senator, son of former President Jair Bolsonaro, lost the presidential run-off to Luiz Inacio Lula da Silva on Sunday. He faces criminal cases in Brazil for corruption and money laundering, and Supreme Federal Court justice Alexandre de Moraes had prohibited him from leaving the country.

RELATED: What Role Did Milei Play in Flavio Bolsonaro’s Escape?

Pagano framed the matter in stark terms. “The justice system has to establish who organized Bolsonaro’s passage through our territory toward U.S. and whether Argentine officials facilitated it. A government cannot become the escape route for someone who is barred from leaving his country by court order”, she said.

The reconstruction presented to the court traces the route in detail. The Brazilian Senator crossed the international border between Foz do Iguazu and Puerto Iguazu through the Tancredo Neves crossing at 10.50 P.M. local time on Tuesday.

Forty minutes after entering Argentine soil, Flávvio Bolsonaro and his family boarded a private Gulfstream G400 jet at Iguazu International Airport. The aircraft belongs to the firm Baires Fly and had been positioned there since Monday.

🇧🇷 "I address the Brazilian people and the international community as the true elected president of Brazil."

Senator Flávio Bolsonaro, who lost Sunday's presidential runoff to incumbent Lula da Silva by about 4.4 million votes, is claiming the presidency in a statement released… pic.twitter.com/oTTodsaOcU

— Drop Site (@DropSiteNews) October 28, 2026

A Flight Around Brazil

The jet traced a path through the airspace of Paraguay, Bolivia, and Peru. It made a technical stop in Guayaquil, Ecuador, before landing Wednesday in Miami, avoiding Brazilian airspace at every stage.

Pagano detailed that Flávio Bolsonaro reached the air terminal under escort from an Airport Security Police patrol car. That force answers to the Security Ministry, which falls under the federal Executive.

The National Directorate of Migration initially denied on Tuesday that the conservative leader was present or had any flight plans. Yet the government of Javier Milei officially acknowledged his passage at 2.00 A.M. Wednesday, when the aircraft was already airborne.

The complaint demands clarification of another element, the presence in Misiones of Santiago Caputo, political strategist and chief advisor to the Argentine presidency. Caputo reportedly arrived in the province earlier in the week aboard the same private plane.

La Dirección Nacional de Migraciones informa que a las 22:50 hs del dia 27/10, ingresaron por el paso fronterizo de Puente internacional Tancredo Neves en la provincia de Misiones, los ciudadanos Flavio Nantes Bolsonaro, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, Carolina Figueira…

— Migraciones (@Migraciones_AR) October 28, 2026

Text reads: “The National Directorate of Migration reports that at 10:50 P.M. on October 27, entered through the border crossing of Tancredo Neves International Bridge in the province of Misiones, citizens Flávio Nantes Bolsonaro, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, Carolina Figueira Bolsonaro and Luiza Figueira Bolsonaro, who did so with skilled travel documentation without any legal impediment to entry into the country, also the transits were registered by the enforcement authority without incidents. For its part, at 11:30 P.M., the incoming party boarded a private flight dispatched by the company Baires Fly S.A to the city of Guayaquil, Ecuador, as reported in the flight plan.”

The written filing asks the court to investigate alleged crimes of illegal trafficking of persons, facilitation of illegal stay, abuse of authority, violation of public official’s duties, and cover-up. It requests urgent evidence measures including camera footage from the border bridge, aeronautical records, and the Airport Security Police duty logs.

The political fallout reached the legislature quickly. Argentine Congressman and former Defense Minister Agustin Rossi formalized a request to summon the Chief of Cabinet, Diego Santilli, to answer before Parliament.

The sequence raises the question at the heart of the complaint. A senator barred from leaving his country crossed a border, boarded a private jet, and flew to Miami without touching Brazilian airspace, all with a police escort on Argentine soil.

The government first denied any knowledge. It then confirmed the passage hours later, after the plane was gone. That gap between denial and confirmation sits at the center of the criminal filing.

The denunciation now forces the federal justice system to determine whether officials in the Milei administration facilitated a fugitive’s exit. The demand in Congress puts the same question to the Cabinet’s Chief.

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Brazil's Flávio Bolsonaro flees to U.S. after election loss

Another member of Brazil's Bolsonaro family has found haven from possible prosecution by fleeing to the U.S., where they have an ally in President Trump. Just three days after losing Brazil's presidential election, Flávio Bolsonaro, who faces multiple criminal investigations, defied a Brazilian court and left the country. Stephanie Sy discussed more with Brian Winter of America's Quarterly.

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Após carta de Flávio, Marinho nega que haja provas de fraude nas eleições

O líder da Oposição no Senado e coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho, disse nesta quarta-feira (28) que não é possível afirmar, sem provas, que as eleições foram fraudadas.

A declaração se deu após Flávio Bolsonaro divulgar uma carta com teor golpista onde afirma que o pleito, no qual foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi fraudado.

“Agora é evidente que, se você faz alguma afirmação, você precisa trazer provas. Eu não posso fazer essa afirmação, não tenho provas e eu acabei de dizer que é um desabafo de alguém que está se sentindo injustiçado”, disse o senador.

Leia Mais:

Marinho, que coordenou a campanha de Flávio rumo ao Palácio do Planalto, também disse que não foi consultado sobre o documento divulgado pelo candidato derrotado do PL e que não sabe como o senador atuará nos Estados Unidos para coordenar a direita. Ainda voltou a dizer que não sabia que Flávio iria fugir para os Estados Unidos.

Apesar de dizer não ter provas de fraude, o senador disse que houve abuso de poder econômico por parte da chapa de Lula e Geraldo Alckmin (PSB).

“Nunca antes, me permita parafrasear o atual presidente, na história desse país, se cometeu um abuso do poder econômico dessa magnitude”, disse. Marinho citou mais de R$ 400 bilhões em gastos e mais de R$ 60 bilhões depois da apresentação da lei orçamentária, além de mensagens a milhões de brasileiros sobre perdão de dívidas e Bolsa Família.

Carta de Flávio

Flávio Bolsonaro divulgou nesta quarta-feira (28) uma carta em que se apresentava como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Minutos depois, o senador republicou o texto nas redes sociais sem essa frase. Na carta, o senador confirma que está nos Estados Unidos com a família e diz que vai liderar a oposição do exterior.

Flávio foi derrotado no segundo turno, no domingo (25), pelo presidente Lula. O resultado oficial do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deu a Lula 64.256.232 votos (51,79% dos válidos), contra 59.826.041 (48,21%) de Flávio. A diferença foi de 4,4 milhões de votos.

“Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos”, escreveu. A carta não apresenta provas de irregularidade na votação ou na apuração.

Um dos argumentos da carta é a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), de prorrogar a votação até as 19h. Flávio diz que a medida de Zanin, “ex-advogado do Lula”, permitiu “uma impossibilidade matemática”: Lula ter somado mais de 10 milhões de votos entre o primeiro e o segundo turno.

Os dados oficiais não sustentam a tese. Em nota divulgada na terça-feira (27), o TSE informou que 32.399 votos foram computados entre 17h e 18h, 1.981 entre 18h e 19h e 13 após as 19h. Das 497.333 seções eleitorais, 437.065 concluíram os trabalhos até as 17h10, e 24.268 funcionaram depois desse horário.

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Após carta de teor golpista de Flávio, Kassio diz que eleição foi normal

Após divulgação da carta com teor golpista do senador Flávio Bolsonaro (PL), ex-candidato à Presidência, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, disse em nota nesta quarta-feira (28) que as eleições “transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais”.

O ministro destacou o compromisso da Justiça Eleitoral com a “vontade soberana do eleitorado, que foi às urnas e legitimamente escolheu seus representantes”.

Nunes Marques mencionou “instabilidade”, mas ressaltou que, apesar disso, o resultado do pleito foi entregue com segurança.

“Mesmo diante da instabilidade na reta final de votação, graças às medidas adotadas e a competência dos técnicos do Tribunal, foi possível avançar com a apuração e entregar um pleito com segurança“, escreveu em comunicado.

Ainda afirmou que todos os “questionamentos feitos dentro do devido processo legal” serão analisados e respondidos.

“Com empenho de servidores públicos de todo o país, dos mesários, das forças de segurança e dos demais atores envolvidos, as Eleições 2026 transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais”, prosseguiu.

Nesta tarde, Flávio divulgou uma carta em que se apresentava como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Minutos depois, apagou o texto e republicou um novo sem usar a frase.

No documento, o senador confirma que está nos Estados Unidos com a família e diz que vai liderar a oposição no exterior. Ainda acusa “fraude eleitoral” no segundo turno das eleições, mas não apresenta provas de irregularidades no processo eleitoral.

O ex-candidato do PL (Partido Liberal) cita a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), que prorrogou a votação de domingo (25) até as 19h, como um dos argumentos. Ele se refere a Zanin como “ex-advogado de Lula” e afirma que o magistrado permitiu uma “impossibilidade matemática”.

Segundo a Justiça Eleitoral, Lula venceu no segundo turno com 64.256.232 votos (51,79% dos válidos), contra 59.826.041 (48,21%) de Flávio — uma diferença de 4,4 milhões de votos.

Como mostrou a CNN, dados oficiais divulgados pelo TSE mostram que 34.393 votos foram computados após as 17h do dia do pleito. Dessa forma, mesmo que todos os votos dados no horário extra tivessem ido para o petista, eles representariam menos de 1% da diferença final entre os candidatos.

No próprio domingo, Nunes Marques já havia declarado que a prorrogação do horário de votação não comprometeu o pleito.

“Volto a dizer: não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial. Temos absoluta segurança de todo o processo eleitoral”, destacou.

Desde a divulgação dos resultados, Flávio disse não reconhecer o resultado do segundo turno e afirmou que pediria anulação das eleições. Um dia depois, porém, integrantes da campanha do ex-candidato ouvidos pela CNN disseram que ele havia desistido de questionar a validade da votação.

Na terça (27), aliados relataram à CNN que Flávio havia deixado o Brasil.

O senador chegou em Miami, nos Estados Unidos, na manhã desta quarta após passar pela fronteira da Argentina, fazer escala no Equador — onde parou para abastecer — e decolar em direção aos EUA.

 

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PT vê risco de “efeito Guaidó” com Flávio Bolsonaro nos EUA

O Partido dos Trabalhadores está receoso quanto ao tratamento político que Flávio Bolsonaro (PL) receberá nos Estados Unidos após sua chegada ao país. A avaliação interna do partido é de que a presença do senador em solo americano pode ampliar a pressão internacional sobre o Brasil.

“Eles avaliam que estão muito receosos de qual será o tratamento político dado ao Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos”, afirmou o analista de Política Pedro Venceslau, durante o CNN 360º desta quarta-feira (28).

Um dos cenários monitorados pelo PT envolve uma possível equiparação ao tratamento dado ao opositor venezuelano Juan Guaidó.

Guaidó deixou a Venezuela após um processo eleitoral conturbado em 2018, foi para os Estados Unidos e chegou a ser reconhecido como presidente legítimo do país, contextando a vitória de Nicolás Maduro e obtendo também o reconhecimento de diversas outras nações.

“Claro que essa não é a situação de Flávio Bolsonaro, mas os EUA podem dar um tratamento a ele de uma liderança política internacional e, a partir disso, impor sanções ao Brasil. Eles podem exigir contrapartidas com essa justificativa e até mesmo voltar a aplicar a Lei Magnitsky”, destacou Venceslau.

De acordo com Venceslau, ainda não está claro qual seria o plano de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos. A principal possibilidade é a de que ele tente atuar como uma espécie de liderança à distância, mantendo influência no cenário político brasileiro.

Venceslau também destacou que o fato de Donald Trump, até o momento, não ter reconhecido o processo eleitoral brasileiro e tê-lo criticado, pode ser um sinal de abertura para que Flávio Bolsonaro construa uma narrativa de perseguição política.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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Trump diz que não vai se "envolver", após carta de Flávio Bolsonaro

Logo Agência Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (28) que "não irá se envolver", quando perguntado sobre carta golpista divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) se declarando o "verdadeiro presidente eleito do país". Meia hora depois, o senador deletou a primeira carta e alterou o termo para "líder do Brasil".

Trump confirmou que os Estados Unidos deram visto para Bolsonaro e sua família e voltou a citar, sem provas, desconfiança sobre o processo eleitoral no Brasil.  

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“Não vou fazer comentário sobre isso, mas eu sei que demos a ele uma autorização para entrar no país. Mas eu não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha, isso é certo”, disse Trump.  

Mais cedo, após fugir do Brasil para os Estados Unidos, Flávio Bolsonaro divulgou uma carta em que agradece aos presidentes da Argentina, Javier Milei, e dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo apoio recebido para sair do país.

No documento, o candidato derrotado afirma, sem provas, que a eleição brasileira foi fraudada e critica a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin de estender o prazo de votação até as 19h. Zanin atendeu a pedido das campanhas do PL e do PT.

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Após carta com teor golpista de Flávio, Tarcísio defende respeito às urnas

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que a oposição deve respeitar o resultado das eleições e atuar dentro das instituições democráticas. Em nota, o governador disse compreender a indignação do senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da disputa presidencial, e afirmou que o sentimento é compartilhado por parte dos brasileiros.

“A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”, afirmou Tarcísio.

Segundo o governador, o momento exige “responsabilidade, serenidade e a construção de uma oposição forte”. Ele defendeu que a atuação dos oposicionistas ocorra dentro das instituições para fortalecer o sistema de freios e contrapesos da democracia.

Carta de Flávio

A manifestação de Tarcísio ocorre após Flávio divulgar, dos Estados Unidos, uma carta em que contestou o resultado da eleição presidencial e se apresentou inicialmente como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. No documento, o senador alegou fraude eleitoral, criticou a atuação do Judiciário e afirmou que lideraria a oposição a Lula a partir do exterior.

Em uma versão posterior do texto, Flávio substituiu a expressão “verdadeiro presidente eleito” por “líder do Brasil”, mantendo a intenção de se apresentar como uma liderança política nacional. O senador deixou o Brasil acompanhado da mulher e das duas filhas, após a derrota no segundo turno.

Tarcísio amplia discurso nacional

Na terça-feira (27), Tarcísio publicou um vídeo nas redes sociais em que reconheceu o resultado eleitoral e defendeu uma oposição vigilante ao governo Lula. Na gravação, o governador afirmou que a eleição havia terminado, mas que permanecia o desejo de um governo com quadros técnicos, redução de gastos e impostos e responsabilidade fiscal.

A manifestação integra um movimento de ampliação da projeção nacional do governador. Como mostrou a CNN, aliados de Tarcísio e dirigentes partidários o consideram um dos nomes mais bem posicionados para liderar a oposição e avaliam que ele pode se tornar um candidato competitivo à Presidência em 2030.

A estratégia envolve conciliar a gestão de São Paulo com uma atuação mais presente no debate político nacional.

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How André Janones Helped Turbocharge Lula’s Comeback in Brazil’s Election

With street talk and tactics from the far-right’s playbook, André Janones used a WhatsApp channel to help organize millions of Brazilians online.

© Victor Moriyama for The New York Times

The Brazilian congressman André Janones created a digital “army” by setting up WhatsApp groups and posting on Instagram, which helped mobilized the vote for the reelection of President Luiz Inácio Lula da Silva.
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Trump diz que EUA permitiram entrada de Flávio, mas que não vai se envolver

O presidente Donald Trump confirmou nesta quarta-feira (28) que os Estados Unidos permitiram a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL) no país, após ele ter deixado o Brasil depois de perder a eleição presidencial.

De toda forma, Trump disse que não comentaria sobre a carta com teor golpista em que Flávio se autodeclarou “presidente eleito” do Brasil.

“Mas sei que demos a ele autorização para entrar no país; veremos o que acontece”, disse ele a repórteres antes de partir para Ohio.

“Mas não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha, isso é certo”, acrescentou o presidente.

Trump afirmou acreditar que Flávio e sua família foram “maltratados”, insistindo, contudo, que não participou da disputa eleitoral.

Uma fonte brasileira próxima a Flávio informou que o político temia ser preso no Brasil. Ele é alvo de investigações por supostos atos de corrupção e lavagem de dinheiro.

“Como vocês sabem, não tomei partido na eleição. Mas, quando vejo algo inadequado, eu aponto. Achei que ele e sua família foram tratados de forma muito injusta”, adicionou.

A CNN noticiou, ainda nesta quarta-feira, que Flávio havia chegado aos EUA. Imagens mostraram o senador desembarcando de um avião no aeroporto de Opa-locka, em Miami, acompanhado de sua esposa e duas filhas. Posteriormente, a família foi fotografada deixando o aeroporto, protegida por guarda-chuvas.

Na segunda-feira, Trump alegou, sem apresentar provas, que a eleição presidencial brasileira “pareceu mais uma eleição fraudada, para ser sincero”, declarando aos repórteres que o processo foi “tão corrupto, tão terrível”.

Segundo um assessor relatou à CNN, integrantes do governo Trump sabiam, já na segunda-feira, que Flávio Bolsonaro tinha um prazo de cerca de 24 horas para entregar seu passaporte.

Eles deixaram claro ao candidato derrotado que sua entrada nos Estados Unidos seria permitida.

Flávio Bolsonaro perdeu a eleição no segundo turno, no domingo (25), contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O resultado oficial do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deu a Lula 64.256.232 votos (51,79% dos válidos), contra 59.826.041 (48,21%) de Flávio.

A diferença foi de 4,4 milhões de votos.

*com informações de Alejandra Jaramillo, da CNN

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Brasil, la calle que derrotó al algoritmo, el arco progresista y el preámbulo de noviembre

En Brasil, la izquierda se abrió a la guerra cognitiva y se fundieron despliegue digital, movilización popular y alianza del progresismo. Freno en seco a la ola conservadora, fue prueba de que en tiempos de manipulación el voto masivo es más importante que nunca y dejó lecciones para procesos que se avecinan.
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Em carta golpista, Flávio agradece Milei e Trump por apoio para fuga

Logo Agência Brasil

Após fugir do Brasil para os Estados Unidos, o candidato derrotado na eleição presidencial, Flávio Bolsonaro (PL), divulgou uma carta em que agradece aos presidentes da Argentina, Javier Milei, e dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo apoio recebido para sair do país.

Em uma primeira versão da carta golpista, o senador se declarava o "verdadeiro presidente eleito do país". Meia hora depois, o termo foi alterado para "líder do Brasil".

Notícias relacionadas:

No documento, o candidato derrotado afirma, sem provas, que a eleição brasileira foi fraudada e critica a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin de estender o prazo de votação até as 19h. Zanin atendeu a pedido das campanhas do PL e do PT.

Flávio Bolsonaro foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições para a Presidência da República. No pleito, realizado no último domingo (25), Lula obteve 64 milhões de votos. Já Flávio ficou com pouco mais de 59 milhões de votos. As duas horas de extensão no horário de votação computaram apenas 34.393 votos. Cerca de 158,7 milhões de eleitores brasileiros estavam aptos a votar, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Uma decisão do STF, tomada por cima da competência do TSE, estendeu a votação no apagar das luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas”, reclamou.

As afirmações de Flávio contrariam a apuração e o reconhecimento do pleito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As eleições no Brasil tiveram ainda o reconhecimento da Organização dos Estados Americanos (OEA) e de líderes de diversos países de diferentes continentes. O PL, partido de Flávio, também reconheceu a vitória de Lula nas urnas. 

Na carta, Flávio criticou ainda a decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes que o proibiu de deixar o país e determinou a entrega de seus passaportes pessoal e diplomático. Moraes expediu a ordem judicial de apreensão dos passaportes a pedido da Polícia Federal (PF), que apontou riscos de o senador fugir do país em meio a investigações contra ele sobre casos de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Flávio é investigado em dois inquéritos que tramitam no Supremo. Em um deles, é suspeito, ao lado do advogado Willer Tomaz, de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de bets. Ele também é alvo de outro inquérito que investiga o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de seu pai.

No comunicado distribuído à imprensa por sua assessoria, Flávio diz ainda que vai liderar a oposição a partir dos Estados Unidos e que correrá os riscos que os parlamentares eleitos do PL não poderão correr.

"Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr", diz.

A primeira versão da carta trazia um brasão da República com a palavra "Brazil", escrita com "z", em vez de Brasil, com "s". No lugar de República Federativa do Brasil, o símbolo trazia a denominação “Estados Unidos do Brazil”, nome que deixou de ser usado em março de 1967.

O senador chegou a Miami, nos Estados Unidos, com a mulher e as duas filhas na manhã desta quarta-feira (28), após um dia de incertezas sobre o seu paradeiro. Eles cruzaram a fronteira com a Argentina às 22h50 de terça-feira (27) por meio da Ponte Internacional Tancredo Neves, em Foz do Iguaçu, cidade que faz fronteira com a argentina Puerto Iguazú. Às 23h30, a família embarcou em um avião privado rumo a Guayaquil, no Equador. De lá, eles foram para os Estados Unidos. 

Irmão nos EUA

Irmão mais novo de Flávio, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde março de 2025. Poucos dias antes do segundo turno, ele chegou a falar em entrevista que Flávio deveria deixar o Brasil, caso perdesse as eleições.

Eduardo foi condenado pelo STF por ter articulado o tarifaço aplicado pelo governo dos Estados Unidos ao Brasil, em julho de 2025. O intuito era impedir o julgamento do seu pai, Jair Bolsonaro. O ex-presidente foi condenado, meses mais tarde, a 27 anos de prisão por golpe de Estado.

Democratas

Na manhã de hoje (28), o Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos criticou a decisão do governo de Donald Trump de conceder visto ao senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Nas redes sociais, o comitê, ligado aos democratas, fez um comparativo entre a atual política migratória estadunidense aplicada a pessoas que fogem de conflitos e o tratamento concedido a Flávio e à família Bolsonaro.

“Nenhum asilo para pessoas fugindo da guerra no Sudão ou de conflitos no Haiti, mas [o secretário de Estado Marco] Rubio está estendendo o tapete vermelho para Bolsonaro”, diz o post do comitê no X.

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Moraes autoriza Valdemar a visitar Bolsonaro após fuga de Flávio

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou nesta quarta-feira (28) o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, a visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro. O encontro está marcado para quinta (29), das 9h às 11h, na residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar. O pedido foi feito pela defesa.

A visita ocorre em meio à crise aberta na direita depois que o senador Flávio Bolsonaro (PL) deixou o país e anunciou que pretende comandar a oposição do exterior, embora o próprio partido tenha reconhecido a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição.

Leia Mais:

Já nos Estados Unidos, Flávio divulgou nesta quarta uma carta na qual voltou a alegar, sem apresentar provas, que houve fraude no segundo turno. Na primeira versão do texto, o senador se declarou “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Minutos depois, republicou a carta apresentando-se como “líder do Brasil”.

A direção do PL, após o pleito, divulgou nota assinada por Valdemar reconhecendo o resultado proclamado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Lula venceu o segundo turno, no domingo (25), com 64,2 milhões de votos (51,79% dos válidos). Flávio teve 59,8 milhões (48,21%), diferença de cerca de 4,4 milhões.

Após a derrota, Moraes determinou que o senador entregasse seus passaportes. Flávio, porém, saiu do Brasil na terça (27) pela Argentina e seguiu em avião particular para Miami.

Flávio Bolsonaro chega aos EUA após derrota na eleição
Senador Flávio Bolsonaro desembarca de um avião após chegar ao Aeroporto Executivo de Opa-locka, em Miami, na Flórida • 28/10/26 – Reuters/Eva Marie Uzcategui

A viagem surpreendeu a cúpula do PL. Valdemar convocou uma reunião emergencial com dirigentes estaduais para alinhar o discurso e discutir os rumos da legenda. O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio, disse que o núcleo político da candidatura não foi avisado previamente.

Na carta, Flávio citou Marinho como seu candidato à presidência do Senado e disse que pretende orientar do exterior a atuação de aliados no Congresso.

A saída do senador também abriu disputa pela liderança da direita. Com Flávio fora do país e Jair Bolsonaro em prisão domiciliar, aliados da família e integrantes do centrão passaram a apontar o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como um dos nomes mais bem posicionados para ocupar o espaço.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado, por tentativa de golpe de Estado. Como está em prisão domiciliar, depende de autorização judicial para receber visitantes que não estejam dispensados das restrições impostas pelo Supremo.

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Flávio recua em carta com teor golpista e se diz “líder do Brasil”

Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência da República, divulgou nesta quarta-feira (28) uma carta em que se apresentava como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Minutos depois, o senador republicou o texto nas redes sociais sem essa frase.

Na carta, Flávio confirma que está nos Estados Unidos com a família e diz que vai liderar a oposição do exterior.

Flávio foi derrotado no segundo turno, no domingo (25), pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O resultado oficial do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deu a Lula 64.256.232 votos (51,79% dos válidos), contra 59.826.041 (48,21%) de Flávio. A diferença foi de 4,4 milhões de votos.

“Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos”, escreveu. A carta não apresenta provas de irregularidade na votação ou na apuração.

Um dos argumentos da carta é a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), de prorrogar a votação até as 19h. Flávio diz que a medida de Zanin, “ex-advogado do Lula”, permitiu “uma impossibilidade matemática”: Lula ter somado mais de 10 milhões de votos entre o primeiro e o segundo turno.

Os dados oficiais não sustentam a tese. Em nota divulgada na terça-feira (27), o TSE informou que 32.399 votos foram computados entre 17h e 18h, 1.981 entre 18h e 19h e 13 após as 19h. Das 497.333 seções eleitorais, 437.065 concluíram os trabalhos até as 17h10, e 24.268 funcionaram depois desse horário.

Ou seja, mesmo que todos os votos dados no horário extra tivessem ido para Lula, eles representariam menos de 1% da diferença final entre os dois candidatos. No primeiro turno, sem nenhuma prorrogação, 3,7 milhões de eleitores votaram depois das 17h por estarem na fila, como prevê o Código Eleitoral.

O crescimento de Lula entre os turnos também tem explicação aritmética. No primeiro turno, cerca de 9,3 milhões de votos válidos foram para outros candidatos. No segundo, a abstenção caiu de 21,08% para 19,21%, e o número de votos válidos aumentou em cerca de 4,8 milhões. Esses 14,1 milhões de votos foram divididos entre os finalistas: Lula ganhou 10,4 milhões, e Flávio, 3,7 milhões.

A prorrogação foi pedida pela coligação de Lula, depois de problemas na circulação de ônibus em várias cidades. A campanha de Flávio também havia pedido ao TSE para estender o horário em São Paulo, no Paraná e em Santa Catarina, alegando que as condições do tempo prejudicaram o comparecimento. A carta não menciona esse pedido.

Resultado proclamado por indicado de Jair Bolsonaro

O resultado foi proclamado pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, indicado ao STF em 2020 por Jair Bolsonaro, pai de Flávio.

“Não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial. Temos absoluta confiança em todo o processo eleitoral”, afirmou o ministro após a divulgação do resultado.

Aliados de Flávio reconheceram a derrota. O PL, partido do senador, afirmou em nota assinada pelo presidente Valdemar Costa Neto que reconhece o resultado proclamado pelo TSE. O candidato a vice na chapa, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), fez o mesmo na terça-feira (27), em vídeo nas redes sociais.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que fez campanha para Flávio, reconheceu a vitória de Lula em vídeo divulgado também na terça-feira. “A eleição passou”, disse, ao defender que a direita se organize para fazer oposição. O presidente do Republicanos, Marcos Pereira, e o do União Brasil, Antonio Rueda, também cumprimentaram Lula.

Estratégia Guaidó

Na carta, ao se declarar presidente eleito do exterior, Flávio se aproximou do roteiro adotado pelo venezuelano Juan Guaidó, citado nominalmente no texto. A retirada da expressão na republicação afasta a autoproclamação formal, mas a carta mantém a tese de fraude e a promessa de liderar a oposição de fora do país.

Em janeiro de 2019, Guaidó, então presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, se proclamou presidente interino do país, alegando que a reeleição de Nicolás Maduro havia sido fraudulenta. Ele foi reconhecido pelos Estados Unidos, no primeiro governo Trump, e por dezenas de outros países. Montou uma estrutura paralela de governo, mas nunca chegou a controlar o Estado.

A própria oposição venezuelana extinguiu o “governo interino” no fim de 2022, e Guaidó deixou o país no ano seguinte.

Há diferenças entre os casos brasileiro e venezuelano. Guaidó atuava de dentro da Venezuela, apoiado em um cargo institucional e em uma eleição contestada por observadores internacionais. Flávio está fora do país, deixou para trás uma decisão judicial que o proibia de sair e contesta um resultado reconhecido pelo próprio partido e pelos principais aliados.

A carta reforça a comparação ao listar outros líderes que atuaram do exílio, como Rui Barbosa, Charles de Gaulle, José Martí, Edmundo González e María Corina Machado. “Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil”, escreveu Flávio.

O apoio de Washington, decisivo no caso venezuelano, até agora se limitou à acolhida em território americano pelo governo Trump.

Passaportes e inquérito

A carta também ataca o ministro Alexandre de Moraes, sem citá-lo nominalmente. Flávio diz que, “sete minutos após essa repugnante fraude eleitoral”, o juiz “pôs em andamento a máquina de perseguição política do regime”.

Moraes determinou que o senador entregasse os passaportes à Polícia Federal, no âmbito de um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz, amigo do senador. Na terça-feira (27), a PF cancelou os passaportes comum e diplomático do senador, que já havia deixado o país.

“Para deixar claro, não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime”, afirma Flávio no texto.

Recado aos aliados

No trecho final, Flávio se dirige a senadores, deputados e governadores que ajudou a eleger e cita o senador Rogério Marinho (PL-RN) como seu candidato à presidência do Senado. “Liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer”, escreveu.

Ele promete se dirigir regularmente à população e apresentar uma estratégia para mobilizar a oposição “por todos os meios pacíficos e legítimos”. O mandato de Flávio no Senado termina em fevereiro de 2027.

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Flávio recua em carta golpista e troca ‘presidente’ por ‘líder do Brasil’

Depois de se declarar “presidente eleito” do Brasil após fugir para os Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro recuou e postou versão alterada da carta em sua conta no X. Ele se declara como “líder do Brasil” na segunda versão do documento.

Flávio Bolsonaro modificou carta divulgada após chegada aos Estados Unidos, onde passou a contestar derrota para Lula e criticar decisões do STF | Foto: Ricardo Arduengo

Flávio foi derrotado nas urnas por Lula (PT) no último domingo (25).

“Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil”, afirmava na primeira versão da carta divulgada.

Segundo a carta, o senador anuncia que pretende liderar a oposição brasileira do exterior e volta a dizer, sem provas, que houve fraude na eleição de domingo, além de criticar o STF (Supremo Tribunal Federal) e agradecer ao presidente americano, Donald Trump, por acolher sua família no país.

Flávio desembarcou em Miami nesta quarta após deixar o Brasil pela fronteira com a Argentina e embarcar em um avião privado que fez escala no Equador. A viagem ocorreu depois de o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar a entrega de seus passaportes no âmbito de uma investigação por suspeita de lavagem de dinheiro. O senador nega irregularidades.

A declaração golpista representa uma reviravolta, já que o senador afirmou, na véspera, que desistiria de anular a eleição e que não iria fugir do país.

No domingo, Lula venceu Flávio por uma diferença de 4,43 milhões de votos. Apesar de tanto a campanha do PT como a do PL ter pedido a prorrogação da votação por duas horas no dia da eleição, o candidato derrotado acabou questionando posteriormente a medida determinada pelo ministro do STF Cristiano Zanin, com aval posterior de Kassio Nunes Marques, presidente do TSE e indicado à Suprema Corte por Jair Bolsonaro.

Apenas 34 mil votos —0,03% do total— foram registrados após as 17h deste domingo (25).

No pronunciamento divulgado nesta quarta, Flávio afirma que não pretendia deixar o país, mas que decidiu viajar para escapar do que descreveu como uma perseguição política.

“Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece”, disse.

Ele confirmou que está acompanhado da família nos Estados Unidos e agradeceu a Trump e ao governo americano por oferecerem, segundo suas palavras, uma segurança jurídica que não existe mais no Brasil.

“Diante da instrumentalização política da Justiça no Brasil, trouxe minha família para os Estados Unidos, onde estamos em segurança”, afirmou.

O presidente americano disse na noite de terça-feira (27) que aprovaria a entrada do senador nos Estados Unidos, apesar de afirmar que não sabia seu paradeiro. Uma autoridade do Departamento de Estado confirmou à Folha que o governo americano concederia vistos a Flávio e seus familiares.

O candidato derrotado também agradeceu ao presidente argentino, Javier Milei, pela “coragem, senso de justiça e legalidade”. O senador passou pela Argentina antes de seguir para os Estados Unidos.

Ao contestar novamente o resultado das urnas, Flávio concentrou suas críticas na decisão judicial que permitiu a ampliação do horário de votação no segundo turno. Ele acusou o STF de interferir nas competências do TSE e afirmou que a mudança teria beneficiado Lula, contrariando os dados que apontam para uma diferença mínima na quantidade de votos.

“A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno”, declarou.

O crescimento do número de votos recebidos por um candidato entre dois turnos não configura, porém, nenhuma evidência de fraude eleitoral.

Flávio também acusou a campanha de Lula de abuso de poder político e econômico, além de utilização da máquina pública em favor da reeleição, e afirmou que essas supostas irregularidades justificariam a cassação da chapa Lula-Alckmin. Ele não apresentou provas das acusações no pronunciamento.

O senador dedicou parte do discurso a atacar o Judiciário, que acusou de atuar para silenciar a oposição. Sem citar nominalmente Alexandre de Moraes, fez referências ao magistrado e afirmou que as medidas judiciais adotadas contra ele fazem parte de um suposto plano de perseguição política.

“Para deixar claro, não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime. O que existe é uma caça às bruxas politicamente motivada”, afirmou.

Flávio disse acreditar que a apreensão de seus passaportes seria apenas o primeiro passo de uma sequência de medidas que poderia incluir tornozeleira eletrônica, prisão domiciliar e condenação judicial.

A decisão de Moraes determinou a entrega dos documentos em uma investigação que envolve a relação do senador com o advogado Willer Tomaz. A medida não equivale a uma ordem de prisão.

Ao justificar sua decisão de permanecer fora do Brasil, Flávio estabeleceu paralelos com personalidades históricas e líderes políticos que atuaram no exílio, entre eles Rui Barbosa, Charles de Gaulle, José Martí e os opositores venezuelanos Juan Guaidó e Edmundo González.

O senador também afirmou que pretende assumir a liderança da oposição brasileira a partir dos Estados Unidos e fez um apelo direto a parlamentares e governadores aliados, com menção especial ao senador Rogério Marinho (PL-RN), a quem chamou de seu candidato à presidência do Senado.

“Aos senadores, deputados e governadores que ajudei a eleger, e em especial ao meu candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho: sei que hoje vocês não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política. Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr”, afirmou.

O discurso indica que Flávio pretende manter uma atuação política ativa mesmo fora do território brasileiro, com pronunciamentos regulares e articulação de aliados.

“Nos próximos dias, vou me dirigir regularmente ao povo brasileiro, e apresentaremos uma estratégia para mobilizar a oposição e o imenso apoio popular que temos, por todos os meios pacíficos e legítimos”, disse.

O senador não detalhou quais seriam as medidas dessa estratégia nem esclareceu se pretende solicitar asilo político aos Estados Unidos. Também não estabeleceu uma previsão de retorno ao Brasil.

No encerramento, afirmou que sua saída do país não representa o fim de sua atuação política.

“Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros. Esta luta não terminou no dia 25 de outubro. Ela só termina quando o Brasil voltar a ser um país livre.”

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Bolsonaro declares himself rightful president-elect of Brazil

Brazilian Senator Flavio Bolsonaro on Wednesday declared himself the rightful president-elect of Brazil, saying his victory had been denied by an electoral coup d’etat by leftist President Luiz Inacio Lula da Silva and the country’s Supreme Court.

Bolsonaro, who lost Sunday’s presidential election and left Brazil for Miami where he and his family received US visas, thanked US President Donald Trump and Argentine leader Javier Milei for helping him leave his country and for welcoming him.

“I want to say, not only to my 60 million voters but to the Brazilian people, that I am the elected president and that the criminals who stole Brazil’s election are part of a criminal organization that has established a tyranny,” he said in an open letter shared with journalists by his allies.

Bolsonaro did not provide evidence for the alleged electoral fraud. International observers have found Sunday’s vote fair.

Bolsonaro and his family arrived in Miami on Wednesday, leaving Brazil after he refused to comply with a Brazilian Supreme Court order to surrender his passports. He left under a shroud of secrecy after the court order, which relates to a money-laundering investigation in which he denies wrongdoing.

Neither Lula’s office, the federal electoral court or the supreme court immediately responded to requests for comment.

Bolsonaro based his rejection of the result on the fact that the a Lula-appointed Supreme Court justice had extended voting by two hours on Sunday due to allegations of voter suppression in left-leaning northeastern state brought by Lula’s campaign. However, Bolsoanro’s campaign also sought an extension due to rains in conservative-leaning southern states.

Bolsonaro lost to Lula by more around 4.5 million votes. Fewer than 35,000 votes, or some 0.03% of the total, were cast in the extra two hours of voting ordered by ​the Supreme Court, according to an analysis of electoral records by Insper professor Pedro Burgos.

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Lula é orientado a ignorar Trump sobre Flávio e eleição

O presidente Lula (PT) foi orientado por sua equipe a ignorar politicamente as declarações de Donald Trump sobre a entrada de Flávio Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos e sobre o não reconhecimento da vitória eleitoral brasileira. A apuração é da âncora da CNN Débora Bergamasco, no CNN 360°.

Segundo auxiliares de Lula ouvidos pela reportagem, a postura recomendada ao petista é de silêncio e cautela, ao menos por enquanto. A avaliação interna é de que toda a situação desgasta mais a família Bolsonaro e o poder do bolsonarismo do que o próprio governo.

Análise dos auxiliares de Lula

Três pontos norteiam a avaliação da equipe do presidente. O primeiro é que não é novidade que bolsonaristas sejam protegidos nos Estados Unidos — Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem são citados como exemplos.

O segundo é que as declarações de Trump são consideradas, nas palavras dos auxiliares, “chororô de perdedor”, embora sejam vistas como ambíguas, já que Trump afirmou gostar de Lula, deixando uma porta aberta para o relacionamento bilateral. O terceiro ponto é que Lula não deve “entrar nessa agenda de perdedores”.

A orientação passada a Lula é a de aguardar os desdobramentos da situação da família Bolsonaro nos Estados Unidos e também o resultado das eleições de meio de mandato americanas, momento em que Trump “deve passar por um momento de aflição, para dizer o mínimo”, segundo as fontes.

Caso o governo decida agir, a “caixa de ferramentas” disponível inclui uma nota do Itamaraty, uma nota da Presidência ou falas do próprio Lula. Por ora, contudo, a recomendação é que Lula se mantenha “magnânimo, soberano, como o vencedor”, sem dar palco à crise.

Entrada de Flávio Bolsonaro nos EUA

Segundo a correspondente da CNN Priscila Yazbek, no CNN 360°, Flávio Bolsonaro entrou no território dos Estados Unidos usando seu passaporte diplomático — documento ao qual tem direito como senador, mas que havia sido cancelado pela Polícia Federal por determinação de Alexandre de Moraes, em meio a investigações sobre lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Registros públicos disponíveis no site da US Customs and Border Protection indicam a entrada de Flávio nos Estados Unidos, e o número do documento apontado pelas autoridades americanas é o mesmo atribuído ao senador na lista oficial de controles de passaportes diplomáticos do Senado Federal.

O passaporte diplomático de Flávio foi emitido em fevereiro de 2023 e teria validade até 31 de julho de 2027, mas o STF determinou o cancelamento após o descumprimento de decisão judicial de entrega dos documentos.

Trump se envolve diretamente no caso

Trump se manifestou publicamente sobre o caso, afirmando que aprovaria a entrada de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos. Na mesma fala, questionou as eleições brasileiras pela pelo menos quarta vez desde o domingo (25), descrevendo-as como “terríveis” e “muito estranhas”.

Fontes do Departamento de Estado americano disseram à agência Reuters que os Estados Unidos garantiram vistos a Flávio Bolsonaro, à sua esposa e às suas filhas.

O envolvimento direto de Trump no caso chamou a atenção de analistas políticos americanos, que apontam similaridades entre a narrativa de questionamento eleitoral adotada pela família Bolsonaro no Brasil e a do próprio Trump nos Estados Unidos. Segundo esses analistas, ao defender a família Bolsonaro, Trump também legitima sua própria narrativa de contestação dos resultados eleitorais americanos de 2020.

Congressistas democratas reagiram ao caso, acusando Trump de agir com “dois pesos e duas medidas”: enquanto nega asilo a refugiados que fogem de conflitos no Sudão e no Haiti, estaria abrindo as portas do país a um candidato derrotado em eleições no Brasil que descumpriu ordens judiciais.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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Bancada do PL no Congresso manifesta “total apoio” a Flávio Bolsonaro

A bancada de parlamentares do PL (Partido Liberal) no Congresso manifestou nesta quarta-feira (28) seu “total apoio” ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que fugiu para os Estados Unidos após ser derrotado na eleição presidencial do último domingo (25).

*Em atualização.

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À CNN, defesa cita acordo para Flávio entregar passaporte e relata surpresa

O advogado do senador Flávio Bolsonaro (PL), Tracy Reinaldet, afirmou nesta quarta-feira (28), em entrevista à CNN, que havia combinado com o parlamentar a entrega dos passaportes à PF (Polícia Federal), conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Segundo Reinaldet, o acordo foi feito em uma reunião para discutir questões técnicas do processo. Na ocasião, ficou acertado que o advogado passaria na casa do senador na terça-feira (27), prazo final para o cumprimento da medida, para buscar os documentos e entregá-los à PF.

“Em momento algum dessa reunião foi sequer cogitada a possibilidade de o senador Flávio deixar o país. A gente debateu as questões técnicas do processo, mas essa possibilidade de deixar o país não foi ventilada”, afirmou à CNN Brasil.

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O advogado disse ter sido surpreendido pela ida do parlamentar aos Estados Unidos e afirmou que soube da viagem pela imprensa. “Eu estou no mesmo nível de conhecimento dos senhores”, declarou.

Na segunda-feira (26), Flávio havia sido intimado a entregar à PF o passaporte brasileiro e quaisquer documentos relacionados a outras nacionalidades ou viagens internacionais. A decisão de Moraes também o proibia de manter contato com o advogado Willer Tomaz, investigado no mesmo processo por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

No dia seguinte, o senador deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos sem entregar os documentos, descumprindo a determinação. Moraes também havia proibido Flávio de sair do território brasileiro.

Para a defesa, não havia necessidade de descumprir a medida cautelar, pois o Santander, banco que mantém a conta investigada, já teria apresentado informações que contestariam a hipótese da PF.

“A percepção técnica da defesa é que o Santander tinha desconstruído a hipótese investigativa, que não haveria necessidade nenhuma de descumprir medida cautelar”, disse Reinaldet.

Segundo o advogado, o banco afirma nos autos que “o senador não usava essa conta e que não houve nenhuma transferência bancária dessa conta para o Flávio”.

O processo tramita no STF em razão do foro por prerrogativa de função do senador e apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo Flávio e Willer Tomaz.

A principal suspeita da Polícia Federal é de que o parlamentar teria participação econômica e societária em empresas com Tomaz, principalmente na Alcazar Holding. Flávio estaria cadastrado como usuário master de uma conta bancária da empresa.

A investigação identificou movimentações suspeitas de R$ 130 milhões entre março e maio de 2025, montante considerado incompatível com as atividades econômicas conhecidas do senador.

A PF também apura possíveis irregularidades envolvendo apostas esportivas e uma casa lotérica no Rio de Janeiro, além de suspeita de fraude em licitação. Willer Tomaz, que atualmente mora nos Estados Unidos, já havia sido alvo de busca e apreensão na Operação Sem Desconto, que investiga irregularidades envolvendo o INSS.

Reinaldet afirmou que ainda não conseguiu conversar com Flávio após a saída do país e que os próximos passos da defesa não foram definidos.

*Sob supervisão de Mayara da Paz

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Entenda por que Flávio Bolsonaro não é considerado foragido

Apesar do cancelamento de seus passaportes comum e diplomático, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desembarcou nos Estados Unidos nesta quarta-feira (28), acompanhado de sua esposa e das duas filhas.

Como mostrou a CNN Brasil, o ex-candidato a presidente utilizou um passaporte italiano para ingressar na Argentina e, depois, o passaporte diplomático para dar entrada nos EUA.

A PF (Polícia Federal) solicitou ao STF (Supremo Tribunal Federal), no último domingo (25), a adoção de medidas cautelares contra o parlamentar, incluindo a apreensão de passaportes, a proibição de saída do país e a restrição de contato com outros investigados.

O pedido se deu no âmbito do inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz.

Segundo a PF, após a decisão judicial, os passaportes emitidos no Brasil foram cancelados e o senador foi intimado a entregar documentos de outras nacionalidade em até 24 horas. A determinação não foi cumprida.

Apesar disso, a corporação afirma que a “existência de restrições relacionadas a documentos de viagem, por si só, não caracteriza a condição de foragido nem autoriza a realização de prisão, vigilância permanente ou outras medidas cautelares”.

Especialistas em direito penal consultados pela CNN Brasil explicam que o senador não pode ser considerado foragido, porque ele não é alvo de pedido de prisão.

“Ele evidentemente não cumpriu uma determinação judicial e está inadimplente, mas isto não significa que ele esteja foragido”, afirma a advogada Marina Coelho Araújo, doutora em direito penal.

A professora de direito penal da FGV (Fundação Getulio Vargas) Luisa Ferreira referenda a explicação, mas destaca que o o não cumprimento da determinação judicial poderia resultar em um decreto de prisão preventiva.

“Só foge, só é foragido alguém que tenha uma prisão preventiva decretada e foge do país. A notícia que nós temos todos é a de que há uma determinação de entrega de passaporte e que não teria sido cumprida por Flávio Bolsonaro”, diz.

“Isso pode ensejar a decretação da prisão preventiva, porque existe nas nas nossas regras de processo penal uma norma que indica que, se a pessoa descumpre uma medida cautelar, pode ser decretada a prisão”, completa.

O professor de direito constitucional da UFF (Universidade Federal Fluminense) Gustavo Sampaio pondera, entretanto, que devido ao cargo de senador, Flávio só poderia ser preso em flagrante ou após uma sentença transitada em julgado.

“Em caso de crimes graves, mesmo não sendo flagranciais delitivos e mesmo não sendo inafiançáveis, houve decretos de prisão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, mas não é a regra constitucional”, explica.

Além do inquérito envolvendo o advogado Willer Tomaz, Flávio Bolsonaro é alvo de outras duas investigações.

O primeiro inquérito apura suspeitas de irregularidades no financiamento do filme “Dark Horse“, produção que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O segundo inquérito investiga uma suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A investigação tem origem em uma publicação feita por Flávio Bolsonaro nas redes sociais, em 3 de janeiro deste ano.

Na postagem, feita na plataforma X, o senador atribuiu ao presidente crimes como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. O caso foi encaminhado ao STF para apuração da conduta do parlamentar.

 

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