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BTS no Brasil: relembre os shows que marcaram a trajetória do grupo no país

O BTS retorna ao Brasil nesta semana para três apresentações da turnê “Arirang” no Morumbis, em São Paulo. Os shows acontecem nos dias 28, 30 e 31 de outubro, com ingressos esgotados desde abril.

Os shows reforçam a forte conexão construída entre o grupo sul-coreano e o público brasileiro ao longo de mais de uma década. Entre apresentações históricas, recordes de público e encontros memoráveis com os fãs, o país se tornou uma das paradas mais especiais da trajetória do septeto.

Muito antes de reunir dezenas de milhares de fãs em estádios, o BTS já encontrava no Brasil uma de suas bases de apoio mais fiéis fora da Coreia do Sul. De shows para públicos menores a apresentações históricas para os fãs, o grupo protagonizou momentos marcantes no país ao longo de sua trajetória.

Relembre as passagens dos artistas por terras brasileiras.

Apresentações marcantes do BTS no Brasil

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BTS em São Paulo com sua primeira apresentação em 2014. • Reprodução / X

2015 – “Live Trilogy Episode II: The Red Bullet“

Em 31 de julho de 2015, o BTS realizou sua primeira apresentação no Brasil com a turnê “Live Trilogy Episode II: The Red Bullet“, no Espaço Unimed, em São Paulo. Ainda longe dos estádios lotados que viriam anos depois, o grupo encontrou uma base de fãs apaixonada que acompanhava de perto seus primeiros passos no cenário internacional.

A apresentação marcou o início da relação entre o grupo e o público brasileiro. A energia dos fãs e a interação dos integrantes no palco transformaram o show em um momento especial, que abriu caminho para reencontros cada vez maiores no país.

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BTS se apresentou em São Paulo no ano de 2017 • Reprodução / X

2017 – “The Wings Tour”

Dois anos depois, o BTS retornou ao Brasil com a turnê “The Wings Tour“, em março de 2017. A apresentação aconteceu no Citibank Hall, em São Paulo, diante de uma plateia maior do que a encontrada na visita anterior, refletindo o rápido crescimento da popularidade do grupo dentro e fora da Coreia do Sul. Naquele período, os artistas começavam a ganhar cada vez mais destaque no cenário internacional e ampliavam sua base de fãs ao redor do mundo.

O setlist reuniu faixas marcantes da carreira do septeto, incluindo “Not Today“, “Am I Wrong“, “Baepsae (Silver Spoon)” e “Save Me“, além de outras músicas que levaram o público ao delírio e transformaram a apresentação em um dos momentos mais lembrados pelos fãs brasileiros.

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BTS se apresentando em São Paulo no ano de 2019. • BIGHIT ENTERTAINMENT/DIVULGAÇÃO

2019 – “Love Yourself: Speak Yourself”

O reencontro aconteceu em 2019, quando o BTS trouxe ao Brasil a turnê mundial “Love Yourself: Speak Yourself“. As duas apresentações realizadas no Allianz Parque, em São Paulo, reuniram dezenas de milhares de fãs e entraram para a história como alguns dos maiores shows de k-pop já realizados no país. Os ingressos se esgotaram rapidamente, evidenciando a força do grupo e a dedicação do fã brasileiro.

Além dos palcos, os integrantes também demonstraram carinho pelo Brasil em diversas ocasiões. Ao longo dos anos, compartilharam mensagens para os fãs brasileiros, reagiram a conteúdos produzidos pelo público local e citaram o país em entrevistas e transmissões ao vivo. Essas interações ajudaram a fortalecer ainda mais a conexão entre o BTS e os admiradores brasileiros, mesmo nos períodos em que o grupo esteve longe dos palcos do país.

Saiba mais sobre a turnê “Arirang”

Com ingressos esgotados para as três apresentações no Morumbis, os fãs devem ficar atentos aos horários de abertura dos portões, formas de acesso ao estádio e orientações de segurança divulgadas pela organização. Confira abaixo as principais informações para quem vai acompanhar o BTS em São Paulo.

  • Abertura dos portões: 16h
  • Horário de início do show: 20h
  • Local: Estádio do Morumbis (Praça Roberto Gomes Pedrosa, 1 – Morumbi, São Paulo – SP)
  • Classificação etária: 16 anos (menores de 5 a 15 anos entram apenas acompanhados dos pais ou responsáveis legais)
  • Transporte público: Estação São Paulo–Morumbi, Linha 4-Amarela

A Live Nation, empresa responsável pela organização dos três shows do BTS no estádio do Morumbis, vai barrar a entrada de pessoas sem ingresso ao redor do local. A ação será realizada com a Polícia Militar e os demais órgãos de segurança pública de São Paulo.

Além da Polícia Militar, também participam da ação a Prefeitura do Município de São Paulo, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e a AME Morumbi (Associação de Moradores Locais).

A recomendação para quem vai aos shows é utilizar o metrô, especialmente a Linha 4 – Amarela do metrô. A Estação São Paulo-Morumbi será o principal ponto de acesso ao local do show e, por isso, foram designadas orientações devido a interdições e alterações no trânsito previstas para as ruas mais próximas ao estádio, o que pode dificultar a chegada de carros particulares e serviços de transporte por aplicativo.

A estação amarela operará com atendimento estendido no retorno dos fãs após o show, conforme alinhamento entre os centros de controle das concessionárias responsáveis pelo sistema metroviário da capital.

*Sob supervisão de Nathalie Ayres, da CNN Brasil

Relembre o que cada integrante do BTS fez durante pausa de 4 anos

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Padova, l’antenna telefonica vince contro l’oratorio vincolato con gli affreschi del Mille. La Sovrintendenza: “Forte impatto, ma basta verniciarla di azzurro”

L’antenna telefonica sconfigge l’antico campanile. E l’oratorio con gli affreschi precedenti perfino a Giotto. “Di continuo spuntano piccoli campanili romanici”. Così lo scrittore trevigiano Giovanni Comisso ha descritto la sua pianura veneta. Quel susseguirsi di campanili, appuntiti nel paesaggio dolce e piatto. In fondo è uno dei segreti del Veneto e dell’Italia: i grandi tesori delle città e quelli più discreti quasi dimenticati, disseminati ovunque. Ma oggi, ecco cosa ci racconta questa storia, all’antico patrimonio sembriamo preferire le antenne telefoniche. Parliamo dell’antico oratorio di San Michele Arcangelo a Pozzoveggiani (nella frazione di Salboro che è ancora comune di Padova). I volontari dell’associazione SalboroIncontra, che ogni settimana dedicano il loro tempo a tenere aperto e vivo l’oratorio, raccontano con passione del tempietto romano che era nato proprio qui. E dell’oratorio dove decine e decine di generazioni di padovani hanno pregato da quando l’edificio fu costruito nel V-VI secolo in epoca longobarda (fu ampliato nel XII secolo). Ma soprattutto raccontano dei due cicli di affreschi precedenti perfino al maestro Giotto. Il primo, che risale circa all’anno 1000, raffigura gli apostoli tra gli archi di un colonnato. Il secondo, un piccolo anonimo capolavoro, ritrae un Cristo Pantocratore. Nel registro inferiore una teoria di apostoli con san Prosdocimo e, nella fascia inferiore, un torneo di due cavalieri con intorno un bestiario medievale.

Oggi, però, il campanile, che per secoli è stato un punto di riferimento per viandanti e fedeli, è sovrastato da un’antenna telefonica azzurrina. Tutto comincia, come racconta l’ex sindaco di Padova, Ivo Rossi, quando una società telefonica presenta la domanda per installare un enorme ripetitore proprio accanto all’oratorio. Il Comune, come poi è stato dichiarato in giudizio, sostiene “che l’oratorio non risulta nemmeno classificato tra i beni di interesse culturale”. Come se soltanto ciò che è tutelato dalle norme meritasse di essere protetto. Ma non sarebbe nemmeno così, come riferisce qualcuno: il Ministero della Cultura – Commissione Regionale per il patrimonio culturale infatti ha accertato “la sussistenza dell’interesse culturale nell’immobile” per il quale l’oratorio doveva essere sottoposto a disposizioni di tutela. Ma intanto arriva la prima sorpresa: il comune di Padova dà il via libera al ripetitore. Tocca, come spesso succede in Italia, alle associazioni e ai comitati degli abitanti, provare a difendere quel patrimonio che le istituzioni sembrano non curare. Viene così presentato un ricorso amministrativo. Alla fine il Consiglio di Stato dà ragione ai comitati: “Con una sentenza del giugno 2026”, ricorda Rossi, “viene annullata l’autorizzazione, rendendo l’antenna priva di titolo”.

Anche il Comune, tardivamente, si accorge del guaio. Qualcuno storce il naso e ammette l’errore. Peccato che l’impianto sia già stato realizzato. Ma la parabola del campanile non è ancora finita. Nei giorni scorsi ecco arrivare la decisione della Sovrintendenza. Piuttosto sorprendente: si “riconosce… l’effettivo impatto percettivo determinato dalla realizzazione dell’opera”. Un’espressione burocratica per dire che l’antenna non ci sta proprio bene, accanto all’oratorio millenario. Dunque l’impianto dovrà essere rimosso? No, arriva la soluzione, per così dire, all’italiana. Dipingere il palo. Si può procedere, scrive la Sovrintendenza, alla “colorazione dell’impianto in tutto il suo spiccato fuori terra […] sulla scorta di idonee campionature da produrre in opera. La cromìa dovrà essere individuata nella gamma dell’azzurro e del grigio ceruleo, in modo da ridurre la complessiva percettibilità del palo rispetto allo sfondo in essere”. Vincono i cellulari, per farla breve. Anche se l’assessore alla Cultura di Padova, Andrea Colasio, cerca di correre ai ripari: “La prima autorizzazione, a nostro avviso, è arrivata in assenza di vincolo. Oggi il vincolo c’è”. Quindi? “Ho chiesto la rimozione dell’antenna o, almeno, il suo spostamento centocinquanta metri più in là”.

E pensare che non era la prima volta che l’oratorio di San Michele veniva minacciato. Nel 1866 il Veneto era stato infatti annesso al Regno d’Italia. Appena un anno dopo, con una legge del 15 agosto 1867, insieme con altri abbattimenti e acquisizioni al demanio, era stata prevista la demolizione dell’oratorio di San Michele. Ma il combattivo parroco di Salboro, don Giovanni Rizzo, si era ribellato alla decisione del Regno e aveva scritto addirittura al sindaco di Padova, Andrea Meneghini. A quei tempi, però, la decisione del primo cittadino era stata diversa da oggi: con una nota del 7 agosto 1869, il Comune annunciò che la “Direzione Compartimentale del demanio e Tasse di Venezia ha dichiarato l’oratorio di San Michele in Pozzoveggiani debba ritenersi immune dalla devoluzione al Demanio”. L’oratorio era salvo. Un’altra epoca. Allora, verrebbe da dire, il nostro patrimonio artistico era più curato di oggi. Proprio Rossi ricorda la storia da molti dimenticata della Cappella degli Scrovegni; proprio quella con il ciclo di Giotto che è diventata il simbolo della città e uno dei più noti tesori artistici italiani (ogni anno attira oltre 320mila visitatori). Un secolo fa abbiamo rischiato di perderla e di venderla all’Inghilterra. Era il 1880 quando i proprietari della Cappella, la potente famiglia Gradenigo-Baglioni, decise di venderla agli inglesi che avrebbero trasferito probabilmente i dipinti a Londra. “Per fortuna – conclude Rossi – la città poteva allora contare su un assessore di rara sensibilità e determinazione, quell’Antonio Tolomei che sarebbe diventato sindaco nel 1881, il quale si oppose alla vendita e aprì un durissimo contenzioso con i conti Gradenigo-Baglioni. Il Comune di Padova alla fine acquistò la cappella e la lasciò alla città”.

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