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Viagens dos portugueses baixam pela primeira vez em dois anos


Os portugueses viajaram menos no segundo trimestre deste ano, o que já não acontecia há dois anos, segundo os dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A determinar este travão no crescimento do turismo de residentes esteve a quebra das viagens dentro do território nacional.

Os residentes em Portugal realizaram 5,9 milhões de viagens turísticas no segundo trimestre do ano, o que representa uma descida homóloga de 1,5% e que compara com o aumento de 7% que tinha registado nos primeiros três meses do ano. Trata-se da primeira descida desde o terceiro trimestre de 2024.

A justificar a quebra no trimestre esteve a descida das viagens em território nacional, que baixaram 3,8% (+3,4% no trimestre anterior) e totalizaram 4,8 milhões (81,8% do total).

Já as viagens ao estrangeiro aumentaram 10%, depois de terem disparado 30% no arranque do ano, atingindo 1,1 milhões deslocações (18,2% do total) e atenuando a redução global das deslocações.

“As principais motivações para viajar foram o “lazer, recreio ou férias”, responsável por 2,9 milhões de viagens (49,9% do total, +0,1 p.p. face ao 2ºT 2025), e a “visita a familiares ou amigos”, que motivou cerca de 2,1 milhões de viagens dos residentes (36,2%, -0,3 p.p. face ao 2ºT 2025)”, explica o instituto.

Nas viagens ao estrangeiro, 68,2% do total das viagens foram em lazer, 41,4% foram justificadas por visitas a família ou amigos, enquanto o trabalho esteve na origem de 15,5% das deslocações.

Cerca de 45,2% das viagens incluíram marcação prévia de serviços, no segundo trimestre, uma prática que foi bastante mais frequente nas deslocações ao estrangeiro (94,7%; +2,3 p.p.) do que nas viagens em território nacional (34,1%; sem variação face ao período homólogo). A internet foi utilizada na organização de 32,3% das deslocações (+2,2 p.p.), sendo mais frequente nas deslocações ao estrangeiro (69,9% do total; +4,2 p.p.) do que nas realizadas em território nacional (23,9% do total; +0,7 p.p.).

O “alojamento particular gratuito” manteve-se como a principal opção de alojamento, concentrando 53% das dormidas (10,1 milhões). Seguiram-se os “hotéis e similares” com 6,4 milhões de dormidas (34% do total).

(Notícia atualizada)

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UBS aumenta lucros para 2,7 mil milhões de dólares e acelera “buyback”


O banco suíço UBS fechou o terceiro trimestre do ano com um resultado líquido de 2,69 mil milhões de dólares, o que representa um aumento de 8% face aos lucros no período homólogo. O banco adiantou ainda que vai acelerar o programa de recompra de ações.

Os lucros saíram em linha com as estimativas dos analistas, sendo que foi a primeira vez em mais de dois anos que a instituição não superou as previsões, segundo adiantaram os analistas do Bank Vontobel, citados pela Reuters.

O banco indicou que já investiu 1,8 mil milhões de dólares na recompra de ações no trimestre e que pretende completar o buyback de três mil milhões até fevereiro, quando inicialmente tinha previsto realizar as compras até meados de 2027.

O banco condicionou o montante e o ritmo dos programas de recompra de ações ao resultado da revisão das regras bancárias suíças, na sequência do colapso do Credit Suisse, em 2023, e da sua aquisição de emergência pelo UBS.

“No geral, um conjunto sólido de resultados, embora as atenções continuem centradas nas possíveis implicações para a atividade decorrentes das novas regras suíças em matéria de capital”, afirmou o Citi.

Em termos de perspetivas, o UBS destaca que o sentimento dos investidores continua moderado, devido à volatilidade macroeconómica, às tensões geopolíticas e à incerteza política.

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Lucro do Santander em Portugal recua 9% com reformas antecipadas e mudança nas agências


O Santander Portugal fechou os primeiros nove meses do ano com um resultado líquido consolidado 663,8 milhões de euros, uma queda de 8,8% em relação aos 728,2 milhões reportados no período homólogo de 2025.

Segundo adianta o banco em comunicado enviado à CMVM, o resultado foi pressionado por 29,9 milhões de euros de encargos com a transformação da rede de agências e reformas antecipadas. Além deste custo “extra”, o banco detalha que, nos primeiros nove meses de 2025, contabilizou um “ganho” de 27,6 milhões gerado pelo reembolso adicional de solidariedade.

Sem estes dois efeitos, o resultado, que conta com seis meses de Isabel Guerreiro na liderança da instituição, baixou apenas 1% face aos nove meses concluídos em setembro de 2025, para 693,7 milhões de euros.

Isabel Guerreiro assumiu as funções de liderança do Santander Portugal no dia 1 de março, onde já era vice-presidente, na sequência da saída de Pedro Castro e Almeida para o cargo de administrador do risco do grupo espanhol, tornando-se na primeira mulher à frente de um grande banco em Portugal.

“O banco continua a crescer a base de clientes, ativos e digitais, captando a transacionalidade, e materializando a estratégia do Santander de ser cada vez mais o banco principal dos seus clientes”, realça o comunicado de resultados do banco.

O Santander Totta angariou 23 mil novos clientes em 2026, elevando os clientes ativos para 1,97 milhões no final de setembro, enquanto os clientes digitais cresceram 54 mil, no mesmo período, para 1,38 milhões.

A entidade explica ainda que continua a transformação da sua rede comercial, “orientada para ser um banco digital com agências, com a expansão da rede de WorkCafés para 10 espaços”.

No final de setembro, o banco contava com 258 balcões, menos 20 que no final de 2025. Quanto ao número de trabalhadores, o número de colaboradores situava-se nos 4.509, menos 157 que em dezembro. Na apresentação dos resultados semestrais, Isabel Guerreiro considerou tratar-se de um “processo naturalíssimo” a saída de trabalhadores, que está relacionado com reformas quando chegam à idade limite e também de pré-reformas.

Em termos de atividade, a margem financeira — que resulta da diferença entre os juros cobrados nos empréstimos e os juros pagos nos depósitos — fixou-se em 1.015,7, menos 1,3% que no período homólogo. Já as comissões subiram 4,8% para 382,9 milhões de euros.

No final de setembro de 2026, a carteira de crédito a clientes (bruto) ascendeu a 56,5 mil milhões de euros, mais 8,3%, enquanto os recursos de clientes ascenderam a 51,6 mil milhões de euros (+6,3%), com crescimento diversificado entre depósitos (+6,3%) e recursos fora de balanço (+5,9%).

O rácio de capital CET1 (phase-in) situou-se em 15,3% (+1,3 p.p. face ao período homólogo).

Os resultados em Portugal são conhecidos um dia depois de o Banco Santander ter divulgado que registou um lucro de 12.405 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, mais 20% do que no período homólogo anterior.

(Notícia atualizada)

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Eleições em Israel ainda sem um vencedor claro


Ainda não há um vencedor das eleições em Israel. Com cerca de 85% dos votos contados, o atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, do Likud, e o antigo general das Forças de Defesa de Israel, Gadi Eisenkot, do partido Yashar!, estão praticamente empatados, com o atual primeiro-ministro a surgir ligeiramente à frente. Apesar de estar tudo em aberto, ambos fizeram declarações, durante a madrugada, em que assumiam a liderança das eleições.

Estão contados cerca de 84% dos votos das eleições desta segunda-feira para eleger o novo primeiro-ministro do país, naquele que é o primeiro ato eleitoral desde os ataques do 7 de outubro de 2023 que mataram mais de 1.000 israelitas.

Os resultados parciais — os definitivos poderão só ser conhecidos quinta-feira — atribuíam 49 lugares ao bloco da oposição liderado por Gadi Eisenkot, antigo chefe militar israelita, contra 54 para a coligação de Netanyahu. Os partidos liderados por palestinianos deverão conquistar os restantes 17 lugares, mas várias localidades importantes ainda não tinham comunicado os resultados da contagem.

Tendo em conta os resultados, nenhum dos dois partidos consegue atingir os 61 assentos parlamentares para governar com maioria absoluta. Netanyahu apelou à formação de um Governo de direita, enquanto Eisenkot afirmou que os eleitores tinham rejeitado o histórico líder israelita, embora a contagem preliminar não apontasse para um vencedor claro.

“O Likud é o maior partido de Israel“, disse Netanyahu , sob aplausos dos seus apoiantes, após as projeções dos canais de televisão israelitas apontarem para um cenário e empate técnico. “A maioria judaica e sionista tem de se recompor e unir-se”, afirmou, opondo-se a qualquer “governo com o apoio dos árabes israelitas”.

Por seu lado, Eisenkot afirmou que os eleitores tinham votado contra a permanência de Netanyahu como primeiro-ministro e instou-o a abandonar a política, alertando simultaneamente contra a instrumentalização da segurança de Israel para fins políticos.

“Netanyahu é um primeiro-ministro em funções, sem mandato nem a confiança do povo”, afirmou Eisenkot, apelando às estruturas de segurança para que “se mantenham firmes” contra qualquer tentativa de colocar interesses políticos acima da segurança de Israel.

Entretanto, o presidente norte-americano, Donald Trump, que apoiou o atual primeiro-ministro, disse na sua rede social Truth Social que “quando o Presidente Trump declarou o seu apoio a Bibi Netanyahu, toda a tendência se inverteu e, agora, em vez de uma derrota decisiva para um Grande Primeiro-Ministro, parece que estamos perante um empate renhido, depois de uma recuperação significativa, ou até uma VITÓRIA de Netanyahu”. “Tudo aconteceu DEPOIS do apoio do Presidente Trump, que só quer o melhor para o Médio Oriente, Israel e os Estados Unidos da América”, acrescentou.

A participação final nas eleições legislativas israelitas de segunda-feira atingiu os 77,7%, quase oito pontos acima da registada nas anteriores (2022) e a taxa mais elevada desde 2001, informou a Comissão Eleitoral Central. Nas primeiras eleições legislativas israelitas desde os ataques do movimento islamita Hamas contra o país em 2023, um total de 5.695.682 israelitas deslocaram-se às mesas de voto, encerradas às 22:00 (hora local; 20:00 em Portugal continental), adiantou a mesma fonte.

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“Carência de oferta” e dinamismo imobiliário reforçam peso da construção na economia portuguesa


A “forte carência de oferta” no setor da habitação em Portugal e o dinamismo imobiliário contribuíram para o forte crescimento do peso da construção na economia, conclui um estudo divulgado pela Iberinform esta quarta-feira. A análise revela ainda que o turismo ganhou peso nas vendas ao exterior, colocando Portugal na 18.ª posição mundial nas exportação de serviços de viagens.

As empresas portuguesas fecharam o último ano com a situação financeira mais sólida dos últimos sete anos. “As empresas não financeiras em Portugal, com volume de negócios em 2025, confirmaram a sua tendência de maior criação e acumulação de valor, e de maior geração e acumulação de caixa, com perceção de risco empresa inferior, com crescente autonomia financeira“, conclui o relatório da Iberinform “Panorama Empresarial Português 2026”, que analisou a evolução económica e financeira de 366.900 empresas não financeiras em Portugal, em 2025.

Segundo a Iberinform, “a procura interna aumentou o seu peso em 2024 e 2025, por via do consumo de bens não duradouros e serviços (37,8% da procura total, com 8,5% respeitantes aos produtos alimentares), bens duradouros (para 3,8%) e do fortalecimento do investimento em construção (de 7,7% para 8,1%, com forte carência de oferta de habitação, face ao forte aumento da procura)”.

Em termos de contributo para o valor acrescentado bruto (VAB) de Portugal, o relatório destaca a continuidade do forte crescimento da construção, cujo peso subiu para 5,5% do total, “favorecida pela dinâmica imobiliária (peso de 11,2%) e turística (6,2%)“.

Já as atividades financeiras e de seguros passaram de 4,8% em 2019, para 7% em 2023 e 6,3% em 2024, “favorecidas pelo aumento das taxas de juro, das comissões e dos níveis de serviço aos clientes mais limitados”.

As atividades agrícolas, da floresta, da pesca, industriais, da energia, água e ambiente, mantiveram o seu nível de 18,4% (18,5% em 2024), enquanto os transportes recuperaram o nível de 2019 (5,1%), a informação e comunicação aumentou para 5% (2024 e 2025) e o comércio aumentou ligeiramente, em 2025 (11,9%), depois de contínua diminuição (13,3% em 2019).

“Imenso potencial” no turismo

No que diz respeito à internacionalização e exportações, o inquérito realça que “as quotas de Portugal nas Exportações mundiais de Serviços de Viagens (Turismo), foram reforçadas para a 18.ª posição, passaram de 1,2% em 2016, para 1,8% em 2024, tendo realizado o 5.º maior aumento (49%), o que revela a forte competitividade e atração turística de Portugal, com um imenso potencial, que estava por realizar”.

Apesar da evolução positiva do turismo, a Iberinform conclui que a procura externa (exportações) diminuiu o seu peso para 30,6%, uma percentagem que compara com 31,8% em 2024, 32,6% em 2022, ao nível dos 30,5% em 2019. Em sentido oposto a procura interna subiu 7% para 69,4%.

As exportações de serviços (com saliência para o turismo) mantiveram o seu nível em 11,8% (valor médio nos últimos três anos, 10,1% em 2019). As exportações de bens baixaram para 18,8% (19,9% em 2024), com o saldo externo de bens e serviços a diminuir de 1,3% para 0,6% da oferta/procura, face a 0,4% em 2019.

A taxa de exportação das empresas baixou para 18,4% do volume de negócios em 2025, em comparação com 20% em 2024, enquanto a taxa de importação diminuiu para 23,3%, de 24,4% dos fornecimentos. O contributo direto para o saldo da Balança Comercial foi de 5.375 milhões de euros (1,2% dos negócios com clientes).

As empresas em 2025, manifestaram um Risco Estratégico, Risco Económico, Risco Financeiro e Risco de Tesouraria menores do que os percecionados em 2024, com uma resultante favorável na relação na valor e rendibilidade versus risco, com um nível de resiliência significativo, com ameaças e oportunidades no aumento dos riscos macroeconómicos, de aumento dos preços, estrangulamentos nas cadeias de fornecimentos, aumento das taxas de juro, a poderem ser superados ao longo do corrente ano.

Relatório da Iberinform

O relatório realça ainda que, a par do reforço das exportações, “a internacionalização com participações no exterior (Europa, América, África e Ásia), tem sido uma resposta estratégica fundamental às limitações da procura interna, da disponibilidade de matérias, ou de condições de relação com os mercados, seja por condições de produção, custo, proximidade ou outros fatores estratégicos determinantes”.

No que diz respeito à evolução das vendas, o volume de negócios em 2025 aumentou 7,4% em relação a 2024, acompanhado do aumento da taxa de margem bruta negocial para 50,7%, do grau de valorização para 27,6%, do valor dos empregados médio (para quase 26 mil euros, +4,9%), com manutenção dos níveis de emprego em I&D e de formação, e do investimento em meios estratégicos.

“As empresas em 2025, manifestaram um Risco Estratégico, Risco Económico, Risco Financeiro e Risco de Tesouraria menores do que os percecionados em 2024, com uma resultante favorável na relação valor e rendibilidade versus risco, com um nível de resiliência significativo, com ameaças e oportunidades no aumento dos riscos macroeconómicos, de aumento dos preços, estrangulamentos nas cadeias de fornecimentos, aumento das taxas de juro, a poderem ser superados ao longo do corrente ano”, conclui o relatório.

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