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Aston Martin revela novo Valhalla Spider; 1.079 cv agora conversíveis

A Aston Martin apresentou oficialmente nesta quarta-feira (28) o novo Valhalla Spider, versão conversível do seu superesportivo de motor central.

Revelado no “Concours at Wynn Las Vegas”, nos Estados Unidos, o modelo se torna o conversível de produção mais rápido da história da montadora, mantendo a arquitetura híbrida plug-in de 1.079 cv e o pacote tecnológico derivado da Fórmula 1.

O desenvolvimento do veículo foi realizado em parceria com a AMPT (Aston Martin Performance Technologies), divisão de consultoria técnica da equipe Aston Martin Aramco F1. As entregas globais do superesportivo estão programadas para começar no segundo semestre de 2027.

Duas opções de capota e aerodinâmica ativa

Novo Aston Martin Valhalla Spider; mecanicamente idêntico ao cupê porém com teto removível e ajustes finos de carroceria
Novo Aston Martin Valhalla Spider; mecanicamente idêntico ao cupê porém com teto removível e ajustes finos de carroceria • Divulgação Aston Martin

O Valhalla Spider — pronunciado “vaurrala”, e não “valhala” — foi projetado para oferecer diferentes configurações de condução ao ar livre. De série, o veículo é equipado com uma capota removível em tecido preto, que permite rodar com o teto fechado a velocidades de até 200 km/h.

Como opcional, a marca disponibiliza um teto rígido feito em fibra de carbono, que permite ao veículo atingir sua velocidade máxima de 350 km/h (limitada eletronicamente), mesmo com a capota instalada. A velocidade final de 350 km/h também pode ser alcançada sem o teto.

Para conter a turbulência na cabine, a engenharia da marca desenvolveu um defletor de vento específico instalado no topo do para-brisa. O componente direciona o fluxo de ar sobre os ocupantes enquanto conduz o ar frio para a tomada de admissão superior, comumente chamado de “snorkel”, que foi redesenhada e posicionada 35 mm mais alta em relação ao cupê.

Quando o teto está instalado, o defletor pode ser dobrado em três partes e armazenado num compartimento de 15 litros nas soleiras das portas.

O modelo conta ainda com aerodinâmica ativa dianteira e traseira que ajusta o nível de downforce e o arrasto de acordo com o modo de condução e com a presença ou ausência do teto. Na configuração de carga máxima, o pacote aerodinâmico gera mais de 600 kg de pressão aerodinâmica.

Powertrain híbrido plug-in de 1.079 cv

Novo Aston Martin Valhalla Spider; mecanicamente idêntico ao cupê porém com teto removível e ajustes finos de carroceria
Novo Aston Martin Valhalla Spider; mecanicamente idêntico ao cupê porém com teto removível e ajustes finos de carroceria • Divulgação Aston Martin

O conjunto mecânico é idêntico ao do Valhalla Cupê. O sistema propulsor combina um motor a combustão V8 4.0 biturbo com virabrequim plano (180°), que rende 828 cv, a três motores elétricos adicionais, que somam 251 cv. O rendimento combinado atinge 1.079 cv de potência e 1.100 Nm de torque.

A tração é integral sob demanda, sem conexão mecânica direta entre os eixos. Dois motores elétricos ficam posicionados no eixo dianteiro e contam com vetorização de torque independente.

O terceiro motor elétrico é integrado à transmissão de dupla embreagem (DCT) de oito marchas, auxiliando o motor V8 a tracionar o eixo traseiro com diferencial eletrônico. O gerenciamento de dinâmica, suspensão e freios é controlado pelo sistema integrado IVC (Integrated Vehicle Dynamics Control).

Estrutura em carbono e interior

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A base do veículo utiliza uma monocoque de fibra de carbono desenvolvida pela AMPT, fabricada por meio da combinação do processo RTM (Resin-Transfer-Moulding) com moldagem em autoclave. As portas com abertura diédrica foram mantidas no conversível, recebendo ajuste geométrico no vidro das janelas para facilitar o acesso à cabine quando a capota está instalada.

No interior, o modelo passa a trazer de série novos bancos do tipo concha em fibra de carbono com especificação Touring, voltados para o uso em estradas. Os assentos esportivos originais do cupê continuam disponíveis como opcional, sem custo adicional para os compradores.

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Nova bateria da GAC promete mais de 1.000 km de rodagem em carros elétricos

O Grupo GAC anunciou nesta quarta-feira (28) o avanço no desenvolvimento de suas baterias de estado sólido, migrando a tecnologia da fase de pesquisas para a linha de produção-piloto em sua matriz em Guangzhou, na China.

O componente alcançou uma densidade energética superior a 400 Wh/kg, índice projetado para viabilizar veículos 100% elétricos com autonomia superior a 1.000 km com uma única carga.

A tecnologia substitui o eletrólito líquido convencional das baterias íon-lítio por um composto sólido, permitindo o uso de ânodos de lítio metálico e a construção de estruturas mais compactas. A promessa da montadora chinesa é aplicar a inovação em modelos comerciais da Hyper, sua divisão premium de veículos elétricos, ainda em 2026.

Processo e redução de custos

Nova bateria da GAC promete mais de 1.000 km de rodagem em carros elétricos
Nova bateria da GAC promete mais de 1.000 km de rodagem em carros elétricos • Divulgação GAC

Além dos ganhos em alcance e estabilidade térmica, a fabricante desenvolveu um método de produção que combina eletrodos secos, transferência de eletrólito fino e fusão de interface diretamente no local de montagem, garantindo um contato ideal sem a necessidade de etapas complexas de colagem.

Segundo estimativas da própria empresa, a consolidação desse processo fabril em larga escala pode reduzir em 15% os investimentos em equipamentos, cortar em 40% a área necessária para as instalações industriais e diminuir em mais de 35% os custos de produção das baterias.

O movimento da GAC ocorre em meio a uma corrida da indústria automotiva global por maior eficiência energética e alcance na mobilidade elétrica. Recentemente, a BMW também deu início à produção em série de suas baterias Gen6 na planta de Shenyang, na China, apostando na tecnologia cell-to-pack para elevar a densidade de energia em mais de 20% e a autonomia em até 30% em sua futura linha de veículos Neue Klasse.

Estratégia de eletrificação

O projeto de baterias de estado sólido é desenvolvido pelo GAC Group desde 2014 e é tratado pela companhia como um pilar central para a próxima geração de automóveis elétricos.

A transição para o estado sólido é vista por especialistas como a solução definitiva para mitigar a ansiedade por autonomia e acelerar o tempo de recarga nos modelos eletrificados de alta capacidade, duas das maiores preocupações dos clientes e possíveis compradores de automóveis na atualidade.

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Chevrolet começa implementação do Gemini em carros integrados no Brasil

A General Motors anunciou nesta quarta-feira (28) o início da disponibilização gradual do Gemini em português para veículos da Chevrolet, equipados com o sistema Google integrado no Brasil.

A novidade, que estreou nos Estados Unidos em abril de 2026 e posteriormente em países da América Hispânica, marca uma nova etapa na conectividade automotiva da montadora, substituindo a navegação manual por comandos de “linguagem natural”.

No mercado brasileiro, a atualização via Google Play abrange os modelos Blazer EV, Equinox EV, Equinox Turbo e a picape Silverado, fabricados a partir de 2024. Para o funcionamento, o veículo precisa estar atualizado com o sistema operacional Android 11 ou superior e contar com uma conta Google conectada na central multimídia.

A liberação depende também do status do serviço OnStar. Nos veículos de ano-modelo 2027 em diante, a funcionalidade de voz baseada no Gemini passa a ser incluída sem custo adicional por meio do plano OnStar Basics.

Já para os modelos 2026 e anteriores, é necessária a manutenção de um plano OnStar pago ativo para viabilizar a navegação e o processamento de dados do assistente.

A plataforma reúne o Gemini, o Google Maps e a loja de aplicativos Google Play com conexão de internet nativa. Entre os recursos de conveniência está a função Gemini Live, que permite conversas contínuas e planejamento de rotas por voz, além do controle de plataformas de áudio integradas ao painel.

Para resguardar os dados do usuário, o sistema permite o cadastramento de múltiplos perfis de motoristas protegidos por senha e dispõe de modo manobrista. Caso o condutor prefira, a opção de alternar para o Google Assistant convencional permanece disponível nas configurações do veículo.

Diferente dos assistentes de voz tradicionais, a inteligência artificial compreende contextos complexos e pedidos em múltiplas etapas. Na prática, o motorista pode ajustar a climatização por intenção, como ao dizer “estou com frio”, consultar o manual do proprietário para identificar luzes do painel ou solicitar rotas de recarga refinadas por distância e avaliação sem precisar repetir o comando inicial.

Em modelos elétricos, o sistema atua integrado à arquitetura do veículo para, por exemplo, monitorar o nível da bateria ao longo do trajeto.

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