A McLaren Automotive anunciou oficialmente o McL 820, superesportivo de produção em série que chegará ao mercado em 2027 como o substituto direto do 750S.O anúncio marca o fim da produção do antecessor e dá início a uma nova etapa na estratégia de nomenclatura da fabricante britânica.
Para antecipar a novidade, a marca revelou em Londres uma escultura em formato de kiwi — ave símbolo da Nova Zelândia — envelopada com a mesma camuflagem que exibe a denominação do veículo no material de divulgação.O elemento remete às origens de Bruce McLaren, fundador da equipe de corridas e criador da identidade visual original da companhia.
Novo padrão de nomenclatura e ganho de potência
O McL 820 estreia uma convenção de nomes que integrará os veículos de rua e a divisão de automobilismo McLaren Racing.A sigla “McL” passa a ser adotada como prefixo padrão, enquanto o numeral “820” faz referência direta à potência métrica do motor já informada pela montadora: 820 PS, o equivalente a 809 cv mecânicos (809 bhp).
Segundo a fabricante, o novo acerto representa um ganho expressivo de desempenho em relação ao 750S, cuja motorização entrega 750 cv.O incremento mantém o alinhamento da fabricante na disputa do segmento de superesportivos com motores centrais-traseiros, mantendo sua tradição. Nunca houve um McLaren sem o motor na posição central-traseira, desde o primeiro projeto da divisão de carros de rua, a F1.
Revelação técnica e cronograma de lançamento
Embora os detalhes mecânicos e de motorização completa ainda não tenham sido abertos, a fabricante confirmou que as especificações técnicas detalhadas e o design definitivo do McL 820 serão apresentados ao longo de 2027, ano em que o modelo tem previsão de estrear tanto nas ruas quanto nas pistas de testes.
A Aston Martin apresentou oficialmente nesta quarta-feira (28) o novo Valhalla Spider, versão conversível do seu superesportivo de motor central.
Revelado no “Concours at Wynn Las Vegas”, nos Estados Unidos, o modelo se torna o conversível de produção mais rápido da história da montadora, mantendo a arquitetura híbrida plug-in de 1.079 cv e o pacote tecnológico derivado da Fórmula 1.
O desenvolvimento do veículo foi realizado em parceria com a AMPT (Aston Martin Performance Technologies), divisão de consultoria técnica da equipe Aston Martin Aramco F1. As entregas globais do superesportivo estão programadas para começar no segundo semestre de 2027.
Duas opções de capota e aerodinâmica ativa
Novo Aston Martin Valhalla Spider; mecanicamente idêntico ao cupê porém com teto removível e ajustes finos de carroceria • Divulgação Aston Martin
O Valhalla Spider — pronunciado “vaurrala”, e não “valhala” — foi projetado para oferecer diferentes configurações de condução ao ar livre. De série, o veículo é equipado com uma capota removível em tecido preto, que permite rodar com o teto fechado a velocidades de até 200 km/h.
Como opcional, a marca disponibiliza um teto rígido feito em fibra de carbono, que permite ao veículo atingir sua velocidade máxima de 350 km/h (limitada eletronicamente), mesmo com a capota instalada. A velocidade final de 350 km/h também pode ser alcançada sem o teto.
Para conter a turbulência na cabine, a engenharia da marca desenvolveu um defletor de vento específico instalado no topo do para-brisa. O componente direciona o fluxo de ar sobre os ocupantes enquanto conduz o ar frio para a tomada de admissão superior, comumente chamado de “snorkel”, que foi redesenhada e posicionada 35 mm mais alta em relação ao cupê.
Quando o teto está instalado, o defletor pode ser dobrado em três partes e armazenado num compartimento de 15 litros nas soleiras das portas.
O modelo conta ainda com aerodinâmica ativa dianteira e traseira que ajusta o nível de downforce e o arrasto de acordo com o modo de condução e com a presença ou ausência do teto. Na configuração de carga máxima, o pacote aerodinâmico gera mais de 600 kg de pressão aerodinâmica.
Powertrain híbrido plug-in de 1.079 cv
Novo Aston Martin Valhalla Spider; mecanicamente idêntico ao cupê porém com teto removível e ajustes finos de carroceria • Divulgação Aston Martin
O conjunto mecânico é idêntico ao do Valhalla Cupê. O sistema propulsor combina um motor a combustão V8 4.0 biturbo com virabrequim plano (180°), que rende 828 cv, a três motores elétricos adicionais, que somam 251 cv. O rendimento combinado atinge 1.079 cv de potência e 1.100 Nm de torque.
A tração é integral sob demanda, sem conexão mecânica direta entre os eixos. Dois motores elétricos ficam posicionados no eixo dianteiro e contam com vetorização de torque independente.
O terceiro motor elétrico é integrado à transmissão de dupla embreagem (DCT) de oito marchas, auxiliando o motor V8 a tracionar o eixo traseiro com diferencial eletrônico. O gerenciamento de dinâmica, suspensão e freios é controlado pelo sistema integrado IVC (Integrated Vehicle Dynamics Control).
Estrutura em carbono e interior
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A base do veículo utiliza uma monocoque de fibra de carbono desenvolvida pela AMPT, fabricada por meio da combinação do processo RTM (Resin-Transfer-Moulding) com moldagem em autoclave. As portas com abertura diédrica foram mantidas no conversível, recebendo ajuste geométrico no vidro das janelas para facilitar o acesso à cabine quando a capota está instalada.
No interior, o modelo passa a trazer de série novos bancos do tipo concha em fibra de carbono com especificação Touring, voltados para o uso em estradas. Os assentos esportivos originais do cupê continuam disponíveis como opcional, sem custo adicional para os compradores.