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Caso Ana Clara: vaquinha arrecada R$ 1,5 mi para mãe de baleada por fuzil

Uma vaquinha virtual arrecadou R$ 1,5 milhão em menos de cinco horas para Cristiane Gomes da Silva, mãe de Ana Clara Gomes Machado, menina de 5 anos morta após ser atingida por um tiro de fuzil durante uma ação policial, em 2021, em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro. 

A campanha tinha como objetivo garantir uma moradia digna e segura para Cristiane, criar uma poupança para Pedro, irmão de Ana Clara, e contribuir com com aqueles que fizeram parte da rede de apoio à família.  

A arrecadação foi encerrada nesta terça-feira (27). Os organizadores do ‘Revelando’ são os responsáveis pela campanha e  alertaram para possíveis golpes e informaram que divulgarão a prestação de contas da campanha. 

“Em menos de 5 horas, 15 mil pessoas doaram pela memória da Ana Clara, e arrecadamos R$ 1.500.000 para sua mãe e o seu irmão. O valor vai garantir uma casa segura e digna para a Cris, uma poupança para o Pedro e fortalecer a rede de apoio da família”, diz trecho da nota de posicionamento dos organizadores.

 

Caso Ana Clara 

Ana Clara Gomes Machado morreu em 2 de fevereiro de 2021, aos 5 anos, após ser atingida por um tiro de fuzil enquanto brincava com o irmão na frente de casa, na comunidade Monan Pequeno, no bairro do Badu, em Niterói. 

A menina chegou a ser levada ao Hospital Estadual Azevedo Lima, mas não resistiu aos ferimentos. 

 

Na época, a Polícia Militar do Rio de Janeiro afirmou que agentes do 12º Batalhão de Polícia Militar (Niterói) faziam patrulhamento pela Estrada do Monan Pequeno quando indivíduos atiraram contra a equipe, que teria reagido. 

 

*Sob supervisão de Thiago Félix

 

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Indígenas denunciam ameaças após eleições no MS

O povo indígena Terena, localizado no Mato Grosso do Sul, denunciou, nesta terça-feira (27), ameaças, intimidações e episódios de racismo dentro das próprias aldeias durante o segundo turno das eleições presidenciais.  

A APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), ainda publicou situações em que os indígenas foram impedidos de votar em escolas localizadas nas aldeias. Muitos ainda foram chamados de “bugres”, termo pejorativo, racista e histórico usado no Brasil para designar os povos originários.  

Um dos áudios pulicados em meio a denúncia mostra o desejo de um homem de que os povos não deveriam votar.  

“Senão nós não vamos começar a botar isso, trabalhar, mandar fechar a porteira para não sair mais para a cidade, porque índio é só no mato. E cortar luz, cortar água, porque índio também não pode ter nada disso, é só lamparina. E água no poço. E eu acho que o índio também não podia voltar”, ressaltava um dos áudios da denúncia.  

A APIB destacou que repudia essas violações e exige que as denúncias sejam investigadas, com a responsabilização dos envolvidos e a garantia da segurança das comunidades.  “O direito ao voto é de todos! Nenhum povo indígena pode ser ameaçado, discriminado ou silenciado por exercer seus direitos políticos”, ainda afirmou o órgão.  

 A CNN Brasil entrou em contato com o Governo do Mato Grosso do Sul, com a Polícia Federal e com o Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso do Sul, mas até o momento não obteve resposta. 

Povo Terena

Os Terena são um povo indígena falante de língua Aruak. Atualmente, uma das maiores populações indígenas do país, habitam terras indígenas em dois estados brasileiros, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Os Ministérios dos Povos Indígenas (MPI), dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e da Igualdade Racial (MIR), por meio de nota, apontaram que estão atuando em conjunto para investigar as denúncias de violência relacionadas aos povos indígenas, comunidades quilombolas e povos de terreiro, após o segundo turno das eleições. 

“É inaceitável que discordâncias políticas possam ter como resultado o uso de violência para reprimir e intimidar opiniões diferentes, colocando em risco a vida das pessoas. Vivemos em um país democrático em que as diferentes visões de mundo devem ser respeitadas e coexistir de forma pacífica e livre”, afirmou a nota.  

 

 

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Idosa perde o controle de carro e invade farmácia em Belo Horizonte

Um carro invadiu, nesta terça-feira (27), uma drogaria no bairro Buritis, na Região Oeste de Belo Horizonte. A motorista perdeu o controle do carro e causou o acidente que causou danos e deixou uma mulher ferida.  

Veja vídeo de local após o acidente:  

A vítima, de 55 anos, que estava dentro da farmácia quando foi atingida pelo veículo, relatou à Itatiaia estar com dores nos membros inferiores e na lombar. 

“Eu estava entre duas gôndolas e aí o carro bateu, mas eu não sabia que era carro. Ele entrou, o vidro estraçalhou e pressionou a gôndola que eu estava. Eu fiquei imprensada entre as duas gôndolas. E aí agora afetou as duas canelas.  E aqui atrás, logo depois aqui na coluna”, relatou a senhora atingida.  

Ela foi atendida no local e depois levada à uma unidade médica para a realização de exames.  

Segundo apurações da Itatiaia, o carro era dirigido por uma idosa de 87 anos.  

O Samu foi acionado e informou que quando chegou ao local, identificou duas vítimas, a senhora atingida no interior da loja e a senhor que conduzia o veículo. 

A equipe do Samu explicou que a motorista perdeu o controle do carro automático, mas não soube dizer exatamente o que aconteceu para resultar no acidente.  

*Sob supervisão de André Rigue

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Receita Federal apreende R$ 350 mil em produtos e ‘cabelo humanos’ ilegais

A Receita Federal apreendeu, nesta terça-feira (27), mais de R$ 350 mil em mercadorias na BR-101, entre eletrônicos, cigarros, vestuários, calçados e cabelo humano, na altura do município de Garuva, em Santa Catarina.  

A apreensão foi feita durante abordagens em ônibus e automóveis na região de fronteira entre o estado do Paraná e Santa Catarina.  Além das mercadorias apreendidas, um veículo também foi apreendido, o valor total de tudo o que foi recolhido pelas equipes somou mais de R$ 350 mil. 

Segundo o órgão, a entrada irregular das mercadorias no país pode ser caraterizada como crimes de descaminho e contrabando.  

Tanto as mercadorias quanto ao veículo, todos foram levados para o depósito de mercadorias da Receita Federal em Joinville. 

 

*Sob supervisão de Thiago Félix

 

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Mais de 17 toneladas de barbatanas de tubarão são apreendidas

A Receita Federal apreendeu, nesta terça-feira (27), mais de 17 toneladas de barbatanas de tubarão, escondidas em um contêiner no Porto de Itapoá, em Santa Catarina, que tinha o exterior como destino.  

A carga que estava escondida em sacos de ráfia, embalagem resistente feita de polipropileno (PP), tinha a Malásia como ponto final do trajeto. Além disso, as equipes apontaram que as embalagens, para despistar as autoridades, tinham uma inscrição de “sardinhas congeladas”.   

A fiscalização e identificação foi feita após o trabalho de inteligência e monitoramento realizado pela Receita Federal durante o controle da alfândega. O órgão analisou que existia a falsa declaração de conteúdo. 

Segundo a Receita, a exportação de barbatanas de tubarão está sujeita a rigoroso controle ambiental, e as irregularidades constatadas podem caracterizar infrações administrativas e crimes previstos na legislação ambiental brasileira. 

As mais de 17 toneladas foram encaminhadas ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que fará a análise técnica da carga e deve adotar as medidas cabíveis. 

 

*Sob supervisão de Thiago Félix

 

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