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África do Sul descarta veto geral a aves brasileiras por surto de Newcastle

A África do Sul não irá impor uma proibição geral às importações de aves do Brasil, restringindo apenas os embarques provenientes de estabelecimentos onde tenham sido registrados surtos da doença de Newcastle, informou o Departamento de Agricultura do país nesta quarta-feira, em comunicado (28).

O país africano importa cerca de um quinto do consumo anual de carne de frango, sendo o Brasil responsável por pelo menos 70% do total das importações.

Os certificados sanitários veterinários acordados entre os dois países permitem a continuidade do comércio de carne de aves fresca, ovos para incubação e pintinhos de um dia, apesar do surto, desde que sejam cumpridos os requisitos de importação, informou o departamento.

As autoridades locais informaram terem sido notificadas pelo Brasil sobre o primeiro surto no estado de Santa Catarina em 20 de outubro. Nesta terça-feira (27), o Brasil anunciou um terceiro surto da doença de Newcastle em uma granja avícola no município de Nova Erechim, em Santa Catarina.

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Cacau tem maior recomposição da oferta desde 2021, mas déficit é esperado

O balanço global de cacau da temporada 2025/26 foi revisado para um superávit de 494 mil toneladas, consolidando o maior movimento de recomposição da oferta desde 2020/21. Os dados constam na quinta e última revisão do relatório da StoneX Brasil, elaborada pelo analista Lucca Bezzon e Leonardo Rossetti, especialista de Inteligência de Mercado.

A revisão, referente ao ciclo de outubro a setembro, foi impulsionada principalmente pelo aumento das estimativas de produção nos principais países produtores. Na Costa do Marfim, a projeção foi ajustada para 2,05 milhões de toneladas. 

O Equador encerrou o período com exportações recordes, enquanto o Brasil registrou uma das melhores safras da série histórica. Em Gana, informações que citam o Cocobod, órgão regulador do setor cacaueiro do país, indicam uma produção próxima de 700 mil toneladas.

Camarões foi uma exceção entre as origens analisadas. Segundo o relatório, o país foi afetado pelas temperaturas elevadas e pela intensificação do fenômeno climático Harmattan, caracterizado por ventos secos que atingem partes da África Ocidental.

Pelo lado da demanda, a StoneX elevou a estimativa em 30 mil toneladas, para 4,69 milhões de toneladas. O ajuste ocorreu após a moagem de cacau apresentar resultado acima do esperado no terceiro trimestre. A consultoria ressalta, porém, que parte desse aumento está associada à recomposição de estoques e ao processamento nos países de origem, sem representar necessariamente uma expansão equivalente do consumo de chocolate.

Oferta menor e déficit previsto para 2026/27

Para a temporada 2026/27, também compreendida entre outubro e setembro, a StoneX projeta um déficit global de 64 mil toneladas. A estimativa indica uma interrupção no processo de recomposição dos estoques observado no ciclo anterior.

A revisão incorpora os efeitos de um evento de El Niño de forte intensidade, que vêm afetando de maneira distinta as principais regiões produtoras. Na Costa do Marfim, o relatório aponta chuvas abaixo da média e lentidão na colheita. Na Indonésia, o destaque é a seca severa, enquanto o Equador enfrenta excesso de umidade.

Com esse cenário, a oferta global de cacau deve diminuir 9,6% em 2026/27. A estimativa foi reduzida em 90 mil toneladas em relação à projeção de julho. Ao mesmo tempo, a demanda deve continuar em recuperação gradual.

Apesar do déficit previsto, o volume é menor do que os registrados nas temporadas entre 2021/22 e 2023/24. Ainda assim, de acordo com a análise da StoneX, o mercado deve iniciar o próximo ciclo com menor margem de segurança nos estoques, aumentando a sensibilidade dos preços a eventuais deteriorações das condições climáticas, especialmente na África Ocidental.

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Agroindústria recua 2,7% em agosto e acumula queda de 1% em 2026

A produção agroindustrial brasileira caiu 2,7% em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2025, e registrou a quarta retração interanual consecutiva, segundo o Índice de Produção Agroindustrial, da FGV (Fundação Getulio Vargas). Com o resultado, o setor acumulou queda de 1% nos oito primeiros meses de 2026.

O desempenho foi influenciado principalmente pelo segmento de produtos não alimentícios, com uma produção que recuou 5,4% em agosto, na comparação anual. Já o segmento de produtos alimentícios e bebidas teve queda de 0,3% no período.

Entre os produtos não alimentícios, a produção de insumos agropecuários caiu 18,3% em agosto, a maior retração para o mês desde o início da série histórica do indicador, em 2023. Segundo o FGV Agro, o resultado foi determinado pela menor produção de intermediários para fertilizantes, adubos e fertilizantes, defensivos agrícolas, tratores e máquinas agrícolas, ainda como consequência do conflito no Oriente Médio.

A produção de produtos têxteis também recuou, 7,6% na comparação anual. O setor de fumo teve queda de 19,6%, enquanto o segmento de produtos florestais avançou 1,1%. 

Os biocombustíveis registraram alta de 6,4%, impulsionados pelo aumento da moagem de cana-de-açúcar, pela maior destinação da matéria-prima à produção de etanol e pelo avanço do etanol de milho.

No acumulado de janeiro a agosto, o segmento de produtos não alimentícios apresentou retração de 2,9%. Apenas biocombustíveis, com expansão de 14,1%, e fumo, com alta de 2%, registraram crescimento no período entre os setores que compõem esse grupo.

Alimentos e bebidas

No segmento de produtos alimentícios e bebidas, a produção de alimentos caiu 1% em agosto em relação ao mesmo  mês de 2025. Os alimentos de origem vegetal tiveram retração de 1,4%, enquanto os de origem animal recuaram 0,8%.

Entre os produtos de origem vegetal, houve queda na produção de conservas e sucos, produtos da moagem de trigo e açúcar refinado. A expansão da produção de café, óleos e gorduras e arroz ajudou a limitar a retração. 

Nos alimentos de origem animal, a queda foi influenciada pela menor produção de carne bovina e pescados, parcialmente compensada pelo crescimento de carne suína, aves e laticínios.

Segundo o relatório, a retração da produção de carne bovina está relacionada, sobretudo, ao esgotamento da cota chinesa para a carne brasileira. Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária citados pelo estudo mostram que o volume embarcado para a China caiu 89,9% em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2025.

Na direção oposta, a produção de bebidas cresceu 4,4% em agosto. O avanço foi de 2,3% nas bebidas alcoólicas e de 6,4% nas não alcoólicas.

No acumulado do ano, o segmento de produtos alimentícios e bebidas registrou expansão de 0,5%, insuficiente para compensar a retração dos produtos não alimentícios. A produção de alimentos avançou 0,2% entre janeiro e agosto, enquanto a de bebidas cresceu 2,3%.

Desaceleração 

O relatório do FGV Agro aponta perda gradual de dinamismo da agroindústria ao longo de 2026. Até abril, a produção acumulava expansão de 0,8%. Nos meses seguintes, o indicador passou a registrar variações negativas, encerrando agosto com retração de 1% no acumulado do ano.

Os pesquisadores citam fatores econômicos, como os juros elevados, o desaquecimento do mercado interno e a limitação da renda disponível das famílias, além do cenário eleitoral, como elementos relevantes para a trajetória da atividade.

Segundo o estudo, a reversão ou o aprofundamento da desaceleração depende da reação dos agentes econômicos ao resultado das urnas. O relatório afirma que os efeitos desse cenário talvez sejam mais claros na próxima divulgação do indicador, prevista para meados de novembro.

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Basf vê receita do segmento agrícola cair 19,7% no terceiro trimestre

A receita de vendas do segmento agrícola da Basf somou 1,4 bilhão de euros no terceiro trimestre de 2026, queda de 19,7% em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado de janeiro a setembro, a receita recuou 6%, para 6,7 bilhões de euros.

O desempenho trimestral foi pressionado principalmente pela redução dos volumes comercializados, que caíram 17,3% na comparação anual. Os preços tiveram queda de 4,8%, enquanto os efeitos cambiais contribuíram positivamente em 2,1%. Os efeitos de portfólio adicionaram 0,2% às vendas.

Entre as categorias de produtos, os fungicidas registraram receita de 470 milhões de euros no trimestre, recuo de 22,2% em relação ao terceiro trimestre de 2025. As vendas de herbicidas caíram 31,3%, para 316 milhões de euros, enquanto as de inseticidas diminuíram 11%, para 237 milhões de euros.

O tratamento de sementes apresentou queda de 29,7%, com receita de 108 milhões de euros. Na direção oposta, a categoria de sementes e características genéticas de cultivares foi a única a registrar crescimento, de 3,3%, alcançando 272 milhões de euros.

O segmento agrícola registrou Ebitda negativo de 78 milhões de euros no terceiro trimestre, contra resultado positivo de 44 milhões de euros um ano antes. De janeiro a setembro, o indicador recuou 10,8%, para 1,41 bilhão de euros.

A BASF informou que a redução do Ebitda antes de itens especiais refletiu principalmente a queda das vendas, com destaque para a região que reúne América do Sul, África e Oriente Médio. Margens ligeiramente menores, em razão da redução de preços em algumas regiões, também pressionaram o resultado. A diminuição dos custos fixos compensou apenas parcialmente esses efeitos.

Os itens especiais do Ebitda somaram 30 milhões de euros negativos no trimestre, principalmente em decorrência da separação jurídica da divisão agrícola e da migração para o novo sistema de planejamentos industriais.

Segundo a empresa, na América do Sul, África e Oriente Médio, as vendas recuaram significativamente. A Basf atribuiu parte da queda à antecipação de vendas para o segundo trimestre, medida adotada para facilitar a migração para um novo sistema de planejamento de recursos empresariais . Preços menores também contribuíram para o resultado negativo.

As vendas na Europa recuaram substancialmente, principalmente em razão de condições climáticas desfavoráveis, que reduziram os volumes comercializados. Na América do Norte, a queda foi mais moderada, com menores volumes de herbicidas, fungicidas e tratamento de sementes parcialmente compensados pelo aumento das vendas de sementes para culturas agrícolas.

Na região Ásia-Pacífico, as vendas também diminuíram consideravelmente, sobretudo pela redução dos volumes de herbicidas em meio a condições climáticas adversas associadas ao El Niño. Preços menores e efeitos cambiais negativos, especialmente relacionados à rupia indiana, também pressionaram o resultado.

Considerando todas as operações, a Basf registrou lucro líquido de 155 milhões de euros no terceiro trimestre, queda de 9,8% em relação ao mesmo período de 2025. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, porém, o lucro líquido aumentou 393,4%, para 5,23 bilhões de euros.

A receita de vendas do grupo alcançou 16,36 bilhões de euros no trimestre, alta de 14,2% na comparação anual. O Ebitda ficou praticamente estável, em 1,2 bilhão de euros. No acumulado do ano, o indicador cresceu 16,5%, para 5,36 bilhões de euros.

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Bunge fecha fábrica de amônia para fertilizantes na Argentina

A multinacional agroindustrial Bunge fechou uma fábrica de insumos industriais e agrícolas na província de Buenos Aires, na Argentina. A unidade, em operação há mais de 50 anos, produzia amônia e tiossulfato de amônio, utilizados na fabricação de fertilizantes. As informações foram inicialmente publicadas pelo jornal argentino La Nación.

A Bunge informou em nota que a decisão ocorreu “após um extenso processo de análise e avaliação de diferentes alternativas operacionais e comerciais”.

A empresa também esclarece que essa decisão se limita exclusivamente à planta operada pela Bunge em Campana. “A medida é resultado de uma combinação de fatores estruturais que, há anos, vêm afetando a viabilidade e a sustentabilidade dessa atividade. Entre eles estão as limitações de infraestrutura e tecnologia de uma planta com mais de 50 anos de operação, bem como as mudanças ocorridas nas condições de mercado e no abastecimento de insumos.”

“Temos plena consciência do impacto que essa decisão tem sobre os colaboradores e suas famílias. Por isso, nossa prioridade é conduzir esse processo com o máximo respeito, responsabilidade e proximidade, fornecendo informações claras e apoio às pessoas afetadas, além de cumprir todos os compromissos e obrigações correspondentes”, diz a empresa.

A fábrica em questão produzia amônia, matéria-prima utilizada na fabricação de fertilizantes nitrogenados, como a ureia, aplicada em culturas como trigo, milho, cevada e arroz. Já o tiossulfato de amônio é utilizado na formulação de fertilizantes líquidos que fornecem nitrogênio e enxofre, nutrientes importantes para o desenvolvimento das plantas. A produção foi iniciada no local em outubro de 2004.

A unidade também tinha participação da ACA (Associação de Cooperativas Argentinas), responsável por uma fatia equivalente a 17,5% da produção, segundo o periódico argentino.

O encerramento se restringe à unidade industrial de Campana e não altera as demais atividades da Bunge na Argentina. A multinacional mantém planos de investimento em infraestrutura e ativos produtivos ligados ao processamento de matérias-primas agrícolas.

 

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Klabin tem lucro líquido de R$ 393 milhões no 3º trimestre, queda de 18%

A Klabin registrou lucro líquido de R$ 393 milhões no terceiro trimestre de 2026, queda de 18% em relação ao mesmo período do ano passado. 

No acumulado de janeiro a setembro, o lucro somou R$ 283 milhões, recuo de 81% em relação aos R$ 1,51 bilhão registrados nos nove primeiros meses de 2025.

O Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), caiu 12% na comparação anual, para R$ 1,85 bilhão no terceiro trimestre. No acumulado do ano, o indicador recuou 9%, para R$ 5,48 bilhões.

A receita líquida da companhia de papel e celulose cresceu 3% no trimestre, para R$ 5,5 bilhões, enquanto o volume total de vendas permaneceu estável, em 1,06 milhão de toneladas. Entre janeiro e setembro, a receita avançou 1%, para R$ 15,6 bilhões, e o volume comercializado aumentou 4%, para 3,1 milhões de toneladas.

Segundo a companhia, o desempenho do trimestre foi influenciado pela valorização do real frente ao dólar, pela pressão inflacionária sobre os custos de insumos e fretes em meio aos conflitos geopolíticos e pelas medidas preventivas adotadas para mitigar os efeitos do El Niño.

O custo caixa total por tonelada, incluindo os efeitos das paradas gerais de manutenção, aumentou 12% em relação ao terceiro trimestre de 2025, para R$ 3.483. Desse total, a empresa atribuiu R$ 111 por tonelada às iniciativas de prevenção contra o El Niño e R$ 66 por tonelada à pressão sobre insumos e fretes decorrente dos conflitos geopolíticos.

A Klabin informou que medidas de eficiência operacional e gestão de custos variáveis reduziram as despesas em R$ 13 milhões no período. A companhia também afirmou ter iniciado, no segundo trimestre, ações preventivas diante da expectativa de um dos episódios de El Niño mais severos das últimas décadas.

Desempenho por segmento

As vendas de celulose cresceram 1% no terceiro trimestre, para 403 mil toneladas. No acumulado do ano, o volume avançou 4%, para 1,19 milhão de toneladas. De acordo com a empresa, a diversificação entre fibras curta, longa e fluff e a gestão do mix de vendas contribuíram para preservar a rentabilidade do segmento.

No negócio de papéis, o volume comercializado somou 379 mil toneladas, praticamente estável na comparação anual. O crescimento das vendas de cartões, de 20 mil toneladas, compensou os efeitos da parada programada para manutenção da unidade de Otacílio Costa sobre as vendas de kraftliner, segundo a Klabin.

No acumulado de janeiro a setembro, as vendas de papéis cresceram 6%. Já no segmento de embalagens, o volume comercializado caiu 3% no trimestre, para 283 mil toneladas, mas permaneceu estável no acumulado do ano. A companhia informou que manteve a receita do segmento estável no período, com repasses de preços e volume contratado.

A participação do mercado interno na receita líquida foi de 65% no terceiro trimestre, um ponto percentual abaixo do registrado um ano antes. No acumulado do ano, a fatia também foi de 65%, dois pontos percentuais acima da registrada nos nove primeiros meses de 2025.

O mercado doméstico respondeu por 53% das vendas no trimestre, recuo de um ponto percentual na comparação anual, e pela mesma proporção no acumulado do ano, avanço de um ponto percentual.

Ao fim de setembro, a alavancagem da Klabin, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado em dólares, ficou em 3,3 vezes, praticamente estável em relação ao segundo trimestre.

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Krilltech capta R$ 22,5 milhões da Finep para desenvolver nanodefensivos

A agtech brasileira Krilltech recebeu aprovação para captar aproximadamente R$ 22,5 milhões em recursos de subvenção econômica da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) para desenvolver uma nova geração de defensivos agrícolas à base de nanotecnologia. 

O projeto prevê a construção de uma planta piloto para produção experimental de nanoherbicidas, nanofungicidas e nanoinseticidas, com foco no aumento da eficiência dos produtos e na redução de seus impactos ambientais.

A iniciativa representa a entrada da Krilltech no mercado brasileiro de defensivos agrícolas. 

“As nanopartículas podem melhorar a eficiência fisiológica das plantas. Agora, levamos esse conhecimento para a proteção de cultivos. Estamos falando de um mercado que movimenta quase R$ 100 bilhões por ano no Brasil e é dominado por grandes multinacionais. A planta piloto nos permitirá avançar com uma tecnologia brasileira, com potencial de produção industrial e comercialização”, afirma Everton Molina, diretor de Marketing e sócio da Krilltech.

Com duração prevista de 36 meses, a iniciativa será desenvolvida em parceria com a UnB (Universidade de Brasília), a UFV (Universidade Federal de Viçosa) e a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). A localização da unidade industrial ainda está em definição, mas a previsão é que ela seja instalada no Centro-Oeste brasileiro.

Entre as substâncias que serão estudadas está o glifosato, herbicida amplamente utilizado na agricultura brasileira. Segundo a empresa, a proposta é utilizar sua tecnologia para aprimorar o desempenho de moléculas já conhecidas, buscando maior eficiência na proteção das lavouras e menor impacto sobre o ambiente.

Uma das frentes da pesquisa será a avaliação dos efeitos dos produtos sobre a microbiota benéfica do solo. Esses microrganismos desempenham funções como a solubilização de nutrientes e o auxílio no controle de doenças e pragas que afetam as plantas.

“Estamos trabalhando para tornar as moléculas utilizadas na proteção das lavouras mais eficientes, sem perder de vista seus efeitos sobre o ambiente. Queremos desenvolver defensivos com melhor desempenho e mais compatíveis com os processos biológicos que sustentam a produtividade agrícola. É uma aplicação dos conhecimentos que acumulamos ao longo de mais de uma década de pesquisas”, afirma Marcelo Rodrigues, CEO da Krilltech e professor da UnB, onde responde pela pesquisa.

A unidade terá como função transferir tecnologias desenvolvidas em laboratório para processos industriais. A estrutura será utilizada na fabricação experimental dos produtos, na realização de testes, no aperfeiçoamento das formulações e na validação dos processos necessários à futura produção em escala comercial.

De acordo com a empresa, as tecnologias empregadas no projeto foram desenvolvidas ao longo de mais de dez anos de pesquisa e são protegidas por patentes. Além do desenvolvimento das formulações, os recursos serão destinados à estruturação da capacidade produtiva e à validação dos processos tecnológicos para a futura industrialização.

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