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Irani tem lucro líquido de R$ 56,5 mi no terceiro trimestre, alta de 34,3%

30 October 2026 at 11:52

A Irani Papel e Embalagem registrou lucro líquido de R$ 56,51 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 34,3% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo a companhia, o resultado foi influenciado pela maior variação do valor justo dos ativos biológicos.

A receita líquida somou R$ 456,58 milhões no período, crescimento de 5,3% na comparação anual. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado alcançou R$ 151,99 milhões, avanço de 3,9% em relação ao terceiro trimestre do ano passado.

De acordo com a empresa, o desempenho operacional foi impulsionado pelo maior volume de vendas no segmento de embalagens sustentáveis, que inclui papelão ondulado. O volume comercializado nesse segmento apresentou crescimento de 11,5% na comparação interanual.

Apesar do aumento nas vendas, os preços médios recuaram 1,2% no trimestre. A companhia atribuiu o movimento à dinâmica do mercado, caracterizada pelo equilíbrio entre oferta e demanda.

No encerramento do terceiro trimestre de 2026, a alavancagem da Irani ficou em 1,89 vez.

Do total da dívida, 67% correspondia a obrigações de longo prazo, enquanto os 33% restantes tinham vencimento no curto prazo. Em relação à composição por moeda, 99% do endividamento estava denominado em moeda nacional.

Produtos florestais crescem 1,1% em agosto, mas seguem em queda no ano

28 October 2026 at 20:08

A produção de produtos florestais cresceu 1,1% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo o Índice de Produção Agroindustrial, da FGV (Fundação Getulio Vargas). Apesar do resultado positivo, o setor segue enfrentando dificuldades: esse foi apenas o terceiro crescimento interanual registrado nos últimos 12 meses.

O desempenho em agosto foi sustentado principalmente pelo aumento da produção de madeira e papel. Por outro lado, a produção de celulose apresentou retração, limitando uma expansão mais expressiva do segmento.

No acumulado de janeiro a agosto, os produtos florestais permaneceram no campo negativo, acompanhando a retração de 1% registrada pela agroindústria no período.

Entre os segmentos de produtos não alimentícios, apenas biocombustíveis e fumo apresentaram crescimento no acumulado do ano, com altas de 14,1% e 2%, respectivamente. Já os setores de insumos agropecuários, produtos têxteis e produtos florestais registraram contrações no período.

Mudanças climáticas são principal risco do agronegócio

 

Bioenergia ganha espaço e reforça potencial da indústria de base florestal

28 October 2026 at 19:58

O setor de papel e celulose tem ampliado sua contribuição para a oferta de energia renovável no Brasil, impulsionado pelo aproveitamento energético de subprodutos industriais e pelo uso de biomassa florestal. A tendência é destacada pelo estudo Oferta de Energia Renovável pelo Agronegócio, do Observatório de Conhecimento e Inovação em Bioeconomia da FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Um dos principais destaques é o crescimento da oferta de energia proveniente da lixívia, também conhecida como licor negro, coproduto gerado no processo de fabricação de celulose. O volume passou de 10,1 milhões de tep (toneladas equivalentes de petróleo), em 2021, para 13,2 milhões de tep, em 2025, uma expansão de aproximadamente 30%.

No mesmo período, a participação do licor negro na oferta interna de energia do Brasil avançou de 3,3% para 4%. O resultado evidencia a relevância do aproveitamento energético de resíduos e coprodutos industriais para ampliar a participação de fontes renováveis na matriz nacional.

Além do licor negro, a lenha e o carvão vegetal provenientes da silvicultura energética também integram a oferta de bioenergia vinculada ao agronegócio. Em 2025, essas fontes responderam por 16,8 milhões de tep, o equivalente a 5,1% da oferta interna de energia brasileira, segundo o levantamento.

A combinação entre biomassa florestal e coprodutos do processamento industrial coloca o setor de papel e celulose em posição estratégica na transição energética, ao associar a produção de matérias-primas renováveis à geração e ao aproveitamento de energia.

Bioenergia representa quase três quartos do consumo energético do setor

A importância da bioenergia para a indústria de papel e celulose também aparece na composição de sua matriz energética. Segundo a FGV, as fontes vinculadas ao agronegócio representaram aproximadamente 74% do consumo total de energia do segmento em 2025.

O percentual coloca papel e celulose entre as atividades industriais com maior presença de bioenergia, ao lado de alimentos e bebidas, setor no qual essa participação superou 80% no mesmo ano.

De acordo com o estudo, a elevada utilização dessas fontes está associada à integração entre as atividades industriais e as cadeias produtoras de biomassa e seus coprodutos energéticos. No caso da celulose, o licor negro e a biomassa florestal constituem componentes relevantes dessa estrutura.

O levantamento também mostra que a participação de papel e celulose na bioenergia destinada à indústria brasileira chegou a aproximadamente 30% em 2025. O segmento ampliou sua presença ao longo das últimas décadas e se consolidou como um dos principais consumidores industriais dessa energia, ao lado de alimentos e bebidas.

Agroenergia avança na matriz brasileira

O potencial do setor florestal está inserido em um movimento mais amplo de expansão da bioenergia no Brasil. De acordo com o estudo da FGV, a oferta de energia vinculada ao agronegócio atingiu 97,8 milhões de tep em 2025, o maior volume da série histórica iniciada em 1970.

O resultado representa um crescimento de aproximadamente 16% em relação a 2021, quando a oferta somava 84,2 milhões de tep. A participação dessas fontes na oferta interna de energia também avançou, de 27,7% para 29,8% no período.

Considerando todas as fontes renováveis contabilizadas pelo levantamento, o Brasil ofertou 162,3 milhões de tep em 2025. Desse total, cerca de 60% tiveram origem em cadeias vinculadas ao agronegócio, incluindo atividades agropecuárias, agroindustriais e florestais.

Para os pesquisadores, a evolução da bioenergia demonstra que a contribuição do agronegócio para a matriz energética brasileira vai além dos biocombustíveis utilizados no transporte. A energia de origem biológica também abastece atividades industriais, nas quais pode atender à demanda por calor de processo e outras necessidades energéticas.

Nesse cenário, o setor de papel e celulose reúne características relevantes para a expansão do aproveitamento energético da biomassa: a disponibilidade de matérias-primas florestais, a geração de coprodutos industriais e a participação expressiva de fontes renováveis no consumo de energia.

Os dados da FGV mostram a dimensão que essa integração já alcançou no Brasil e reforçam a importância da indústria florestal para a oferta de energia renovável e para a diversificação da matriz energética nacional.

Brasil lídera biotecnologia agrícola, mas falta rapidez regulatória

 

Klabin tem lucro líquido de R$ 393 milhões no 3º trimestre, queda de 18%

28 October 2026 at 11:53

A Klabin registrou lucro líquido de R$ 393 milhões no terceiro trimestre de 2026, queda de 18% em relação ao mesmo período do ano passado. 

No acumulado de janeiro a setembro, o lucro somou R$ 283 milhões, recuo de 81% em relação aos R$ 1,51 bilhão registrados nos nove primeiros meses de 2025.

O Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), caiu 12% na comparação anual, para R$ 1,85 bilhão no terceiro trimestre. No acumulado do ano, o indicador recuou 9%, para R$ 5,48 bilhões.

A receita líquida da companhia de papel e celulose cresceu 3% no trimestre, para R$ 5,5 bilhões, enquanto o volume total de vendas permaneceu estável, em 1,06 milhão de toneladas. Entre janeiro e setembro, a receita avançou 1%, para R$ 15,6 bilhões, e o volume comercializado aumentou 4%, para 3,1 milhões de toneladas.

Segundo a companhia, o desempenho do trimestre foi influenciado pela valorização do real frente ao dólar, pela pressão inflacionária sobre os custos de insumos e fretes em meio aos conflitos geopolíticos e pelas medidas preventivas adotadas para mitigar os efeitos do El Niño.

O custo caixa total por tonelada, incluindo os efeitos das paradas gerais de manutenção, aumentou 12% em relação ao terceiro trimestre de 2025, para R$ 3.483. Desse total, a empresa atribuiu R$ 111 por tonelada às iniciativas de prevenção contra o El Niño e R$ 66 por tonelada à pressão sobre insumos e fretes decorrente dos conflitos geopolíticos.

A Klabin informou que medidas de eficiência operacional e gestão de custos variáveis reduziram as despesas em R$ 13 milhões no período. A companhia também afirmou ter iniciado, no segundo trimestre, ações preventivas diante da expectativa de um dos episódios de El Niño mais severos das últimas décadas.

Desempenho por segmento

As vendas de celulose cresceram 1% no terceiro trimestre, para 403 mil toneladas. No acumulado do ano, o volume avançou 4%, para 1,19 milhão de toneladas. De acordo com a empresa, a diversificação entre fibras curta, longa e fluff e a gestão do mix de vendas contribuíram para preservar a rentabilidade do segmento.

No negócio de papéis, o volume comercializado somou 379 mil toneladas, praticamente estável na comparação anual. O crescimento das vendas de cartões, de 20 mil toneladas, compensou os efeitos da parada programada para manutenção da unidade de Otacílio Costa sobre as vendas de kraftliner, segundo a Klabin.

No acumulado de janeiro a setembro, as vendas de papéis cresceram 6%. Já no segmento de embalagens, o volume comercializado caiu 3% no trimestre, para 283 mil toneladas, mas permaneceu estável no acumulado do ano. A companhia informou que manteve a receita do segmento estável no período, com repasses de preços e volume contratado.

A participação do mercado interno na receita líquida foi de 65% no terceiro trimestre, um ponto percentual abaixo do registrado um ano antes. No acumulado do ano, a fatia também foi de 65%, dois pontos percentuais acima da registrada nos nove primeiros meses de 2025.

O mercado doméstico respondeu por 53% das vendas no trimestre, recuo de um ponto percentual na comparação anual, e pela mesma proporção no acumulado do ano, avanço de um ponto percentual.

Ao fim de setembro, a alavancagem da Klabin, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado em dólares, ficou em 3,3 vezes, praticamente estável em relação ao segundo trimestre.

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