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Protestos após acidente na Espanha terminam em confronto com a polícia

Grupos entraram em confronto com a polícia espanhola em Madri, nesta quarta-feira (28), durante um protesto que exigia a renúncia do governo, horas após um acidente com um trem de alta velocidade que deixou pelo menos 68 mortos.

Cerca de 500 manifestantes se reuniram em frente ao Ministério dos Transportes; alguns lançaram garrafas e sinalizadores contra os policiais.

Os agentes responderam com o uso de gás lacrimogêneo enquanto dispersavam os manifestantes da via pública.

As autoridades informaram que não houve feridos nem detenções.

A colisão ocorreu por volta das 9h, horário local (05h00, em Brasília), desta quarta-feira, quando um trem de alta velocidade chocou-se contra uma composição que estava parada.

O desastre — o acidente ferroviário mais letal na Europa desde o descarrilamento ocorrido em 2013 em Santiago de Compostela, na Espanha, que resultou na morte de 80 pessoas — sucede outro acidente fatal ocorrido em janeiro, envolvendo trens de alta velocidade operados pelas mesmas empresas na mesma linha, no qual 46 pessoas morreram.

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ONU vota pelo fim do embargo econômico imposto pelos EUA a Cuba

A Assembleia Geral da ONU pediu, por esmagadora maioria, pelo fim do embargo econômico imposto há décadas pelos Estados Unidos a Cuba, mas uma campanha de pressão dos EUA levou vários países a se oporem à resolução nesta quarta-feira ou a se absterem pela primeira vez em anos.

Os resultados mostraram que 130 nações votaram a favor da resolução, 25 se abstiveram e 17 países, incluindo os EUA e Israel, votaram contra. No ano passado, a votação havia sido de 165 a 7, com 12 abstenções. Vários países ocidentais, incluindo Alemanha e Itália, se abstiveram pela primeira vez em muitos anos.

A votação da ONU tem peso político, mas somente o Congresso dos EUA pode suspender o embargo da era da Guerra Fria. A Assembleia Geral da ONU, composta por 193 membros, vem adotando a resolução anualmente há mais de três décadas — exceto em 2020, durante a pandemia da Covid.

“Estou satisfeito por tantos países agora, incluindo grandes economias como a Coreia, a Alemanha e outros, terem mudado sua posição”, disse o enviado dos EUA à ONU, Mike Waltz, aos repórteres após a votação.

“A diplomacia leva tempo, mas agora que o número de países que mudaram de posição triplicou, esperamos que isso só continue a crescer”, disse ele.

As tensões entre as duas nações na ONU se intensificaram antes da votação, incluindo discussões acaloradas entre diplomatas cubanos e norte-americanos na ONU na semana passada, bem como gritos e empurrões no plenário da Assembleia Geral na terça-feira.

Nesta quarta-feira, Waltz acusou um diplomata cubano de “agredir um diplomata norte-americano” durante as discussões de terça-feira, acrescentando que Richard Tur de la Concepción, primeiro-secretário da missão de Cuba na ONU, será expulso dos EUA.

“Esse primeiro secretário cubano estará hoje em um avião saindo do país de volta a Havana”, disse Waltz a repórteres na ONU.

A missão de Cuba na ONU não respondeu imediatamente às perguntas sobre a expulsão.

Os EUA mantêm um embargo comercial contra Cuba há mais de 60 anos, e o governo do presidente norte-americano  Donald Trump vem intensificando a pressão, após ter recorrido às Forças Armadas em janeiro para destituir o presidente venezuelano Nicolás Maduro.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou no X, após a votação, que “o governo dos EUA está mais uma vez isolado em sua tentativa de continuar sufocando o povo cubano e submetendo-o a um ato de punição coletiva e genocídio”.

“Nem seus pretextos mais insanos, nem suas pressões, nem o circo midiático prevalecerão sobre a força dos fatos e da verdade”, disse ele.

Os Estados Unidos têm votado contra as resoluções da ONU desde 1992, mas se abstiveram pela primeira vez em 2016, durante o governo do ex-presidente Barack Obama, quando Washington e Havana estreitaram suas relações.

Cuba atribuiu às sanções dos EUA a crise em que o país se encontra atolado, a pior recessão econômica em décadas, caracterizada pela escassez de bens básicos, infraestrutura em colapso e inflação galopante.

No mês passado, Trump afirmou na ONU que Cuba era um Estado falido e que a liberdade chegaria à nação insular.

A rede elétrica de Cuba sofreu um colapso total no mês passado, mergulhando a ilha na escuridão e deixando milhões de pessoas sem energia elétrica.

Apagão e bloqueio de petróleo: O que está acontecendo em Cuba?

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Trump diz que eleição foi “estranha” e aprovaria entrada de Flávio nos EUA

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que aprovaria a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL) no país e classificou como “terrível” a maneira como o resultado das eleições presidenciais brasileiras foi alcançado.

“Bem, eu teria aprovado. Acho que são boas pessoas”, disse Trump ao ser questionado por um repórter na madrugada desta quarta-feira (28).

O presidente americano também voltou a criticar a eleição brasileira, afirmando que o resultado foi obtido de maneira “muito estranha” e que considerou o processo “terrível”.

“A eleição foi muito estranha, e achei que foi terrível. Recebeu avaliações ruins. Veja só o que aconteceu com o mercado deles”, afirmou.

A afirmação acontece horas após um assessor confirmar à CNN que Trump autorizou a entrada do senador no país após a derrota nas eleições presidenciais.

Autoridades do governo Trump estavam cientes, na segunda-feira (26), de que Bolsonaro tinha cerca de 24 horas para entregar seu passaporte, e deixaram claro ao candidato brasileiro que sua entrada nos EUA seria permitida, disse o assessor.

Uma fonte brasileira próxima a Flávio afirmou que o senador temia ser preso no Brasil. Ele está sendo investigado por supostos atos de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Uma pessoa a par da situação disse à CNN, na tarde desta terça-feira (27), que Flávio chegou aos EUA com sua mulher e filhas. Não está claro onde ele desembarcou.

Não se sabe, no momento, se Trump e Bolsonaro conversaram diretamente por telefone antes da partida do político brasileiro.

Fuga de Flávio

A decisão do senador acontece após a PF (Polícia Federal) solicitar a entrega dos passaportes do senador na segunda-feira.

Ainda na manhã desta terça-feira, a PF acionou autoridades argentinas sobre um eventual risco de fuga de Flávio. O senador teria até as 11h para entregar os documentos à PF, segundo determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), o que não ocorreu.

Com isso, a corporação cancelou tanto o passaporte comum como o diplomático, destinado a autoridades, levando a uma restrição aos documentos nos portos e aeroportos ao redor do mundo nos sistemas de migração.

O STF determinou a entrega dos passaportes e seus cancelamentos após receio de fuga por parte de investigadores da PF que tocam o inquérito contra Flávio por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

A medida também se baseou na fala do irmão Eduardo Bolsonaro, que disse em uma entrevista na internet que apoiava a saída do Brasil de Flávio caso ele perdesse as eleições presidenciais, como ocorreu no domingo (25).

Lula critica decisão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a fuga do senador.

“Fico imaginando o que tem na consciência um cidadão que acabou de perder as eleições e foge do seu país. […] Quem não deve, não teme. O cidadão que sai escondido desse país deve alguma coisa. E não vá dizer que não há democracia”, disse o petista.

Lula disse, em celebração do seu aniversário de 81 anos, no Palácio da Alvorada, que “lamenta a falta de respeito de Flávio com seus eleitores e com a democracia”.

O petista disse que permaneceu no país após derrotas para Fernando Collor, em 1989, e para Fernando Henrique Cardoso, em 1994 e 1998. Afirmou ainda que quando acusado, à época da operação Lava Jato, teve convites para deixar o Brasil, mas permaneceu para “provar a inocência”.

“Quando pediram meu passaporte, eu entreguei. E ele deveria ter entregado. Mas infelizmente a família Bolsonaro é isso. O Brasil é a segunda pátria deles, a primeira é a devoção aos Estados Unidos”.

Na celebração, o presidente disse que as plataformas digitais, incluindo a Meta, o mercado financeiro e o governo dos Estados Unidos atuaram contra a sua reeleição. Voltou ainda a afirmar que “o Brasil não é quintal de ninguém”.

(Com informações de Jussara Soares e Danilo Moliterno, da CNN Brasil, Max Saltman, Alayna Treene, Kevin Liptak, Julia Vargas Jones, Jennifer Hansler, da CNN e da Reuters)

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Eleições em Israel: Siga a reta final da apuração em tempo real

Mais da metade dos votos nas eleições de Israel já foi apurada, segundo o Comitê Central Eleitoral. Projeções atualizadas da imprensa israelense sugerem que os partidos que apoiam o atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu podem estar ampliando a vantagem, mas ainda ficariam abaixo da maioria absoluta.

Até 10h56, no horário local (4h56 no Brasil), cerca de 76,4% das urnas haviam sido apuradas. Ao todo, 4.026.049 votos foram contabilizados, dos quais 4.008.086 eram válidos, de acordo com o Comitê Central Eleitoral.

Ao todo, 7.331.981 pessoas são aptas a votar em Israel. Número corresponde a 77,7% do total de eleitores aptos a votar, informou a Comissão Central Eleitoral na noite de terça-feira — o maior percentual desde 1999.

O partido Likud, de Netanyahu, tinha 20,68% dos votos válidos até o momento. Já o partido Yashar, do líder da oposição Gadi Eisenkot, registrava 15,97%.

Se essa tendência continuar, o bloco de Netanyahu poderá conquistar 54 cadeiras no Knesset, o Parlamento israelense, enquanto o bloco de oposição de Eisenkot ficaria com 48 cadeiras, segundo projeções do Canal 12 de Israel e do portal Ynet. Outros partidos devem conquistar 18 cadeiras.

São necessárias 61 cadeiras para obter a maioria absoluta.

Como ainda há muitos votos a serem apurados, os números podem mudar. Pesquisas de boca de urna divulgadas anteriormente apontavam uma diferença menor entre os dois lados.

Veja a reta final da apuração

10h56 (76,4% das urnas apuradas)

  • Likud, partido de Netanyahu, lidera com 828.972 votos válidos (20,68%)

  • Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 640.241 votos (15,97%)

  • Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 396.534 votos (9,89%)

  • Juntos, partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, com 353.717 votos (8,83%)

  • Os Democratas, partido liderado por Yair Golan, com 254.429 votos (6,35%)

  • Judaísmo Unido da Torá, com 240.648 votos (6,00%)

  • Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, com 239.040 votos (5,96%)

  • Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, com 220.798 votos (5,51%)

  • Shas, partido religioso sefardita, com 217.202 votos (5,42%)

  • Ra’am (Lista Árabe Unida), com 207.230 votos (5,17%)

  • Sionismo Religioso, de Bezalel Smotrich, e Zehut, de Moshe Feiglin, com 196.346 votos (4,90%)

10h01 (72% dos votos apurados)

  • Likud, partido de Netanyahu, lidera com 790.994 votos válidos (21,05%)

  • Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 606.897 votos (16,15%)

  • Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 344.133 votos (9,16%)

  • Juntos, partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, com 334.776 votos (8,91%)

  • Os Democratas, partido liderado por Yair Golan, com 243.064 votos (6,47%)

  • Judaísmo Unido da Torá, com 225.949 votos (6,01%)

  • Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, com 225.073 votos (5,99%)

  • Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, com 210.692 votos (5,61%)

  • Shas, partido religioso sefardita, com 207.694 votos (5,53%)

  • Sionismo Religioso, de Bezalel Smotrich, e Zehut, de Moshe Feiglin, com 187.330 votos (4,98%)

  • Ra’am (Lista Árabe Unida), com 180.982 votos (4,82%)

04h16 (66% dos votos apurados)

  • Likud, partido de Netanyahu, lidera com 732.001 votos válidos (21,45%)

  • Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 554.397 votos (16,24%)

  • Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 322.878 votos (9,46%)

  • Juntos, partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, com 300.887 votos (8,82%)

  • Os Democratas, partido liderado por Yair Golan, com 225.455 votos (6,61%)

  • Judaísmo Unido da Torá, com 216.021 votos (6,33%)

  • Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, com 209.101 votos (6,13%)

  • Shas, partido religioso sefardita, com 194.069 votos (5,69%)

  • Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, com 193.414 votos (5,67%)

  • Sionismo Religioso, de Bezalel Smotrich, e Zehut, de Moshe Feiglin, com 165.003 votos (4,83%)

  • Ra’am (Lista Árabe Unida), com 116.926 votos (3,43%)

3h15 (51% dos votos apurados)

  • Likud, partido de Netanyahu, lidera com 607.519 votos válidos (20,68%)

  • Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 490.877 votos (16,72%)

  • Juntos, partido liderado por Naftali Bennett, com 264.631 votos (9,01%)

  • Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 262.714 votos (8,94%)

  • Os Democratas, partido liderado por Yair Golan, com 202.124 votos (6,88%)

  • Judaísmo Unido da Torá, com 200.220 votos (6,82%)

  • Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, com 178.743 votos (6,09%)

  • Shas, partido religioso sefardita, com 168.103 votos (5,72%)

  • Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, com 158.164 votos (5,38%)

  • Sionismo Religioso, de Bezalel Smotrich, e Zehut, de Moshe Feiglin, com 144.046 votos (4,90%)

  • Ra’am (Lista Árabe Unida), com 102.825 votos (3,50%)

02h42 (38,3% dos votos apurados)

  • Likud, partido de Netanyahu, lidera com 586.995 votos válidos (20,66%)
  • Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 479.221 votos (16,86%)
  • Juntos, partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, com 258.618 votos (9,10%)
  • Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 242.226 votos (8,52%)
  • Os Democratas, com 198.105 votos (6,97%)
  • Judaísmo Unido da Torá, com 197.431 (6,95%)
  • Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, com 173.430 votos (6,10%)
  • Shas, com 163.230 votos (5,74%)
  • Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, registra 153.499 votos (5,40%)
  • Sionismo Religioso, com 139.687 votos (4,92%)
  • Ra’am (Lista Árabe Unida), com 96.639 votos (3,40%)

02h26 (37,62% dos votos apurados)

  • Likud, partido de Netanyahu, lidera com 571.627 votos válidos (20,81%)
  • Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 468.460 votos (17,06%)
  • Juntos, partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, com 252.883 votos (9,21%)
  • Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 233.963 votos (8,52%)
  • Os Democratas, com 194.528 (7,08%)
  • Judaísmo Unido da Torá, com 176.599 (6,43%)
  • Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, com 169.988 votos (6,19%)
  • Shas, com 153.764 votos (5,60%)
  • Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, registra 148.508 votos (5,41%)
  • Sionismo Religioso, com 135.032 votos (4,92%)
  • Ra’am (Lista Árabe Unida), com 93.655 votos (3,41%)

00h57 (29,08% dos votos apurados)

  • Likud, partido de Netanyahu, lidera com 460.565 votos válidos (21,70%)
  • Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 333.786 votos (15,72%)
  • Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 195.808 votos (9,22%)
  • Juntos, partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, com 177.904 votos (8,38%)
  • Judaísmo Unido da Torá, com 136.365 (6,42%)
  • Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, com 133.186 votos (6,27%)
  • Os Democratas, com 125.030 (5,89%)
  • Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, registra 124.001 votos (5,84%)
  • Shas, com 120.402 votos (5,67%)
  • Sionismo Religioso, com 116.836 (5,50%)
  • Ra’am (Lista Árabe Unida), com 80.894 votos (3,81%)

00h13 (24,2% dos votos apurados)

  • Likud, partido de Netanyahu, lidera com 388.865 votos válidos (22,02%)
  • Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 273.048 votos (15,46%)
  • Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 151.337 votos (8,57%)
  • Juntos, partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, com 146.387 votos (8,29%)
  • Judaísmo Unido da Torá, com 118.588 (6,71%)
  • Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, com 112.430 votos (6,37%)
  • Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, registra 105.158 votos (5,95%)
  • Os Democratas, com 104.003 (5,89%)
  • Shas, com 102.302 votos (5,79%)
  • Sionismo Religioso, com 99.293 (5,62%)
  • Ra’am (Lista Árabe Unida), com 65.267 votos (3,70%)

23h47

  • Likud, partido de Netanyahu, lidera com 355.360 votos válidos (22,24%)
  • Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 246.260 votos (15,41%)
  • Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 132.331 votos (8,28%)
  • Juntos, partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, com 131.419 votos (8,22%)
  • Judaísmo Unido da Torá, com 107.776 (6,74%)
  • Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, com 102.720 votos (6,43%)
  • Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, registra 96.216 votos (6,02%)
  • Os Democratas, com 94.096 (5,89%)
  • Shas, com 91.677 votos (5,74%)
  • Sionismo Religioso, com 91.257 (5,71%)
  • Ra’am (Lista Árabe Unida), com 58.671 votos (3,67%)

23h00

  • Likud, partido de Netanyahu, lidera com 282.772 votos válidos (23,36%)
  • Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 190.524 votos (15,74%)
  • Juntos, partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, com 103.220 votos (8,53%)
  • Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, com 80.706 votos (6,67%)
  • Judaísmo Unido da Torá, com 80.348 (6,64%)
  • Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 79.154 votos (6,54%)
  • Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, registra 76.229 votos (6,30%)
  • Os Democratas, com 70.003 (5,78%)
  • Shas, com 69.641 votos (5,75%)
  • Sionismo Religioso, com 69.609 (5,75%)
  • Ra’am (Lista Árabe Unida), com 38.751 votos (3,20%)

Em atualização*

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

 

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

 

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Apesar de indefinição, Netanyahu diz que tem apoio de “maioria decisiva”

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou na noite desta terça-feira (27) que os resultados da eleição israelense demonstram que seu bloco de direita conta com o apoio de uma “maioria decisiva entre o público sionista e judeu”.

As pesquisas boca de urna divulgadas após a votação indicam que o partido de Netanyahu era o maior do Knesset, mas sem uma maioria para governar.

“Duas coisas estão claras. A primeira é que o Likud é o maior partido em Israel… não há dúvida quanto a isso”, disse ele, falando da sede do partido em Jerusalém.

“A segunda coisa que ficou clara é que o bloco de direita possui uma maioria decisiva entre o público sionista — uma maioria decisiva. É por isso que eu disse, e repito: precisamos formar um governo nacional forte, um governo de direita”, declarou.

Ele criticou duramente os partidos árabes, classificando-os como “antissionistas” e alegando que eles “apoiam a destruição de Israel”, além de rejeitar a ideia de colaborar com eles para a formação de um governo. Projeções indicam que os partidos árabes conquistarão um número recorde de cadeiras.

“São partidos palestinos, ou partidos antissionistas, que apoiam a destruição de Israel. Não podemos permitir esse cenário”, afirmou.

Agradecimento a Trump

Em seu discurso, Netanyahu também agradeceu a muitos de seus apoiadores, o presidente dos EUA, Donald Trump, e Deus.

“Juntamente com nosso grande amigo, o presidente Trump, estamos determinados a eliminar essa ameaça de uma vez por todas”, disse ele, referindo-se ao Irã e à guerra em curso.

Ele também agradeceu aos membros do seu partido Likud, aos outros parceiros de governo e de coalizão, à sua esposa e filhos e aos soldados de Israel.

“Por fim, gostaria de agradecer ao criador do mundo, que me dá o poder de continuar a agir pela eternidade de Israel e de nossa amada nação e estado – nosso único estado”, disse ele ao final de seu discurso.

“Eu gostaria de dizer a vocês: nós vencemos nossos inimigos e construiremos o futuro… Não tenha medo, Israel, não tenha medo. O leão rugirá… O povo de Israel está vivo.”

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

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Eleições em Israel: Resultado da boca de urna saiu, o que acontece agora?

Embora as pesquisas de boca de urna ofereçam uma indicação inicial do que pode acontecer, a disputa real começa após a contagem dos votos e o início do processo de formação de uma coalizão. Pode levar semanas ou até meses até que o novo primeiro-ministro seja escolhido.

Assim que a contagem dos votos é concluída — geralmente em poucos dias —, o presidente realiza uma rodada de consultas, na qual cada partido eleito indica sua preferência para o cargo de primeiro-ministro.

Com base nessas conversas, o presidente encarrega um candidato de formar o governo. Não se trata, necessariamente, do líder do maior partido, mas sim daquele que apresenta as melhores chances de construir uma coalizão viável.

Pelo cenário atual, é improvável que o atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, seja escolhido, uma vez que nem o bloco de oposição nem os partidos árabes o indicariam.

Nesse caso, é provável que o presidente Isaac Herzog ofereça a primeira oportunidade de formar um governo a Gadi Eisenkot.

Ele teria de quatro a seis semanas para negociar com outros partidos a distribuição de cargos no gabinete, prioridades orçamentárias e diretrizes políticas, buscando articular uma maioria no Knesset. Se as pesquisas de boca de urna se confirmarem, os dois partidos árabes desempenharão um papel fundamental nesse processo.

Uma pesquisa realizada na noite desta terça-feira (27) pelo centro aChord, da Universidade Hebraica, revelou que a maioria dos eleitores do bloco de oposição deseja que Eisenkot forme um governo com o Raam, um dos dois partidos árabes.

Caso Eisenkot fracasse, o presidente concederá a outro candidato a chance de formar o governo, e todo o processo de negociação recomeça.

Se este também não obtiver sucesso, o próprio Knesset terá um breve período para apresentar outro candidato; caso não consiga, o país deverá passar por novas eleições.

Portanto, vencer não se resume apenas a conquistar votos e cadeiras; trata-se de construir — e manter — uma coalizão viável.

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

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Partidos árabes devem bater recorde de cadeiras em Israel, diz boca de urna

Espera-se que os partidos árabes “Lista Conjunta” e Raam conquistem um número recorde de 18 cadeiras, a maior representação árabe já registrada no país.

Esse aumento na participação eleitoral foi impulsionado pelo desejo urgente de desmantelar a coalizão de direita de Netanyahu, que inclui ministros de linha-dura como Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich.

Os partidos árabes poderiam desempenhar um papel fundamental na construção de uma coalizão para formar um novo governo. No entanto, ainda não está claro como isso poderia se concretizar.

A expectativa é de que o bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu obtenha 50 cadeiras. Contudo, ele descartou explicitamente a possibilidade de formar um governo com os partidos árabes. Para alcançar a maioria no Knesset, ele precisaria de 61 cadeiras.

Por outro lado, Gadi Eisenkot — cujo bloco de oposição deve conquistar 52 cadeiras — afirmou que esses partidos não atendem aos seus critérios para uma parceria política, os quais incluem o reconhecimento de Israel como um Estado judeu e a classificação do Hamas como uma organização terrorista que deve ser desmantelada.

Ainda assim, uma pesquisa realizada pelo centro aChord, da Universidade Hebraica, revela que a maioria dos eleitores do bloco de oposição deseja que essa parceria se concretize.

Segundo a pesquisa, mais de 61% dos eleitores do bloco de oposição querem que Eisenkot forme um governo com o Raam. Apenas 20% desses eleitores preferem a realização de novas eleições, enquanto 12% apoiam um governo de coalizão com sistema de rodízio envolvendo Netanyahu, e 7% preferem um governo que inclua partidos ultraortodoxos.

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Principal rival de Netanyahu diz que Israel votou pela mudança

O principal rival de Benjamin Netanyahu, Gadi Eisenkot, afirmou que os israelenses votaram por uma mudança, embora as pesquisas de boca de urna indiquem que seu bloco possui apenas uma vantagem estreita sobre a coalizão do primeiro-ministro.

“Fizemos história! O público votou por mudança. A coalizão do fracasso perdeu a confiança do povo. O público israelense votou contra a permanência de Netanyahu como primeiro-ministro de Israel”, disse.

No entanto, ele evitou declarar uma vitória definitiva sobre Netanyahu, ressaltando que “são apenas pesquisas de boca de urna, e precisamos aguardar os resultados finais”.

Eisenkot afirmou que agirá com “toda a nossa força para formar um governo” e que seu partido pretende representar todos os israelenses.

“Agirei em conjunto com meus parceiros. Esse voto decisivo do povo tornará possível a formação de um governo estável para todos. Este é um momento crucial para isso”, disse ele.

Dirigindo-se a membros do aparato de segurança e do serviço público do país, ele declarou: “Netanyahu não tem mandato nem confiança”, antes de falar diretamente ao primeiro-ministro israelense.

“Não ouse usar a segurança de Israel para seus interesses políticos”, afirmou.

Eisenkot encerrou seu discurso agradecendo à sua equipe de campanha e à sua família.

“Acredito no povo de Israel e neste país. Escreveremos um novo capítulo”, disse ele.

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Trump autorizou entrada de Flávio Bolsonaro nos EUA, diz fonte

O presidente dos EUA, Donald Trump, autorizou a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos após sua derrota nas eleições presidenciais, informou um assessor do presidente americano à CNN.

Autoridades do governo Trump estavam cientes, na segunda-feira (26), de que Bolsonaro tinha cerca de 24 horas para entregar seu passaporte, e deixaram claro ao candidato brasileiro que sua entrada nos EUA seria permitida, disse o assessor.

Os EUA estão emitindo vistos para Bolsonaro e sua família, informaram anteriormente duas autoridades americanas à CNN.

Uma fonte brasileira próxima a Flávio afirmou que o senador temia ser preso no Brasil. Ele está sendo investigado por supostos atos de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Uma pessoa a par da situação disse à CNN, na tarde desta terça-feira (27), que Flávio chegou aos EUA com sua mulher e filhas. Não está claro onde ele desembarcou.

Não se sabe, no momento, se Trump e Bolsonaro conversaram diretamente por telefone antes da partida do político brasileiro.

Fuga de Flávio

A decisão do senador acontece após a PF (Polícia Federal) solicitar a entrega dos passaportes do senador na segunda-feira.

Ainda na manhã desta terça-feira, a PF acionou autoridades argentinas sobre um eventual risco de fuga de Flávio. O senador teria até as 11h para entregar os documentos à PF, segundo determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), o que não ocorreu.

Com isso, a corporação cancelou tanto o passaporte comum como o diplomático, destinado a autoridades, levando a uma restrição aos documentos nos portos e aeroportos ao redor do mundo nos sistemas de migração.

O STF determinou a entrega dos passaportes e seus cancelamentos após receio de fuga por parte de investigadores da PF que tocam o inquérito contra Flávio por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

A medida também se baseou na fala do irmão Eduardo Bolsonaro, que disse em uma entrevista na internet que apoiava a saída do Brasil de Flávio caso ele perdesse as eleições presidenciais, como ocorreu no domingo (25).

Lula critica decisão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a fuga do senador.

“Fico imaginando o que tem na consciência um cidadão que acabou de perder as eleições e foge do seu país. […] Quem não deve, não teme. O cidadão que sai escondido desse país deve alguma coisa. E não vá dizer que não há democracia”, disse o petista.

Lula disse, em celebração do seu aniversário de 81 anos, no Palácio da Alvorada, que “lamenta a falta de respeito de Flávio com seus eleitores e com a democracia”.

O petista disse que permaneceu no país após derrotas para Fernando Collor, em 1989, e para Fernando Henrique Cardoso, em 1994 e 1998. Afirmou ainda que quando acusado, à época da operação Lava Jato, teve convites para deixar o Brasil, mas permaneceu para “provar a inocência”.

“Quando pediram meu passaporte, eu entreguei. E ele deveria ter entregado. Mas infelizmente a família Bolsonaro é isso. O Brasil é a segunda pátria deles, a primeira é a devoção aos Estados Unidos”.

Na celebração, o presidente disse que as plataformas digitais, incluindo a Meta, o mercado financeiro e o governo dos Estados Unidos atuaram contra a sua reeleição. Voltou ainda a afirmar que “o Brasil não é quintal de ninguém”.

(Com informações de Jussara Soares e Danilo Moliterno, da CNN Brasil, Max Saltman, Alayna Treene, Kevin Liptak, Julia Vargas Jones, Jennifer Hansler, da CNN)

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