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Operação Contenção: DPRJ pede R$ 50 milhões em reparação a moradores

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A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPRJ) entrou com uma ação civil pública na Justiça pedindo que os moradores dos Complexos da Penha e do Alemão atingidos pela Operação Contenção sejam indenizados em R$ 50 milhões. O valor, segundo a DPRJ, deve ser revertido em obras nas áreas de educação, saúde, esportes e lazer, além de prestação de atendimento psicossocial.

Deflagrada em 28 de outubro de 2025 nos dois complexos, na zona norte da capital fluminense, a ação resultou na morte de 122 pessoas, sendo cinco policiais e 117 não policiais.

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“A Operação Contenção expôs a vida dos moradores e gerou traumas pessoais, com agressões físicas, invasão de domicílios e furto de bens, tudo feito em nome de uma positiva tentativa de reocupação territorial, mas que, na verdade, só gerou derramamento de sangue”, afirma o defensor público Marcos Paulo Dutra Santos, coordenador do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos (NUDEDH).

“Nesta ação, estamos buscando a condenação do Estado para que disponibilize tratamento diferenciado em prol da saúde mental de todos esses moradores, cujo território ficou marcado pelo episódio de maior letalidade policial do Brasil, sem prejuízo a proteções individuais, relacionadas aos danos causados a cada um”, destaca.

Um dos casos de reparação individual envolve a família de Ronaldo Julião da Silva, assassinado aos 46 anos no dia da operação. Silva era natural de Campina Grande (PB), tinha seis filhos, trabalhava como pedreiro e não tinha anotações criminais. A ação da DPRJ defende que “a omissão do Estado não comprometeu apenas a preservação do local, a realização da perícia e a investigação da morte, mas também o respeito à dignidade da pessoa humana, já que o corpo foi abandonado e exposto em via pública”.

Relatório

A ação civil pública ajuizada pela DPRJ tomou como base um relatório produzido pela organização internacional Human Rights Watch. O documento demonstrou o descumprimento, durante a operação, das determinações estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da  Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635, conhecida como ADPF das Favelas, especialmente quanto à utilização de câmeras corporais por agentes de segurança do Estado.

Os dispositivos são considerados um instrumento essencial à transparência das operações, à produção de provas e à proteção jurídica tanto da população quanto dos próprios agentes de segurança.

“O não uso de câmaras corporais acaba dificultando a elucidação de crimes. Esses equipamentos são uma garantia do morador contra arbitrariedades policiais, mas também uma garantia do bom policial, para que ele fique resguardado de eventuais acusações injustas de abuso de autoridade, por exemplo”, explica o defensor público Lucas Aparecido Alves Nunes, subcoordenador do NUDEDH.

Para Nunes, a retomada de territórios submetidos ao domínio de organizações criminosas é relevante, mas o relatório revela “excessos inadmissíveis” cometidos durante a Operação Contenção, que representam “um contrassenso”.

“Como uma operação que objetivava uma reocupação territorial e que, portanto, foi idealizada em benefício dos próprios moradores, poderia se voltar contra eles próprios, gerando danos a patrimônios, invasões indiscriminadas a domicílio e ofensas à integridade física dos moradores?”

A ação ajuizada também se apoia em outras fontes, como o relatório produzido pelo NUDEDH em conjunto com o Projeto Mirante, encaminhado ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) para auxiliar na apuração dos fatos.

Investigações

A investigação do MPRJ reúne mais de 4 mil horas de gravações de câmeras corporais, 122 laudos periciais médico-legais e 262 depoimentos de agentes públicos, prestados por 255 pessoas. O material é analisado pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp) e confrontado com registros de ocorrência, documentos operacionais de planejamento, mapas, croquis e dados sobre o uso de munições, para identificar possíveis divergências entre os relatos e as provas, de modo a reconstruir as circunstâncias de cada episódio.

Foram utilizadas técnicas de preservação tridimensional de imagens dos corpos, que permitem reexaminar aspectos das perícias e compará-los com outras evidências. O MPRJ realizou perícias próprias e complementares no Instituto Médico Legal (IML) e produziu laudos médico-legais relacionados às vítimas da ação. O trabalho também inclui a preservação e a análise de arquivos digitais, para garantir a integridade das provas e o cumprimento dos procedimentos de cadeia de custódia.

O Gaesp vem realizando buscas ativas por testemunhas e atividades de escuta de parentes das vítimas. Foram ouvidos 45 familiares de pessoas que morreram durante a operação. O Núcleo de Apoio às Vítimas (NAV/MPRJ) também atua no acolhimento dos familiares, com atendimento psicossocial, orientações e encaminhamentos para serviços públicos de saúde e proteção.

*Com informações da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro e do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro

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Vídeo: ônibus é incendiado e atravessado na zona Norte do Rio

Um ônibus foi incendiado e atravessado na tarde desta quinta-feira (29), na Avenida Monsenhor Félix, em Irajá, na zona Norte do Rio de Janeiro.

Imagens obtidas pela CNN Brasil mostram o coletivo completamente tomado pelo fogo. Veja:

Segundo o COR-Rio (Centro de Operações e Resiliência), a Avenida Monsenhor Félix está interditada nos dois sentidos próximo a Avenida Pastor Martin Luther King Júnior. O trânsito está sendo desviado no trecho.

A Polícia Militar apura se a ocorrência seria uma retaliação à uma operação realizada mais cedo nas comunidades da Primavera e da Serrinha, nos bairros de Madureira e Cavalcanti.

Em nota, a Polícia Civil informou que a ação segue em andamento na 27ª DP (Vicente de Carvalho).

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Operação da PM no Rio tem tiroteio, suspeito morto e fuzil apreendido

Um suspeito morreu e outro foi detido durante uma operação policial na manhã desta quinta-feira (29) na comunidade da Primavera, em Cavalcanti, na zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Militar, um fuzil e drogas foram apreendidos.

A ação também ocorre na comunidade da Serrinha, onde equipes do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) atuam.

De acordo com a PM, policiais do 9º BPM (Rocha Miranda) realizavam patrulhamento na Primavera quando equipes do serviço de inteligência detiveram um homem e apreenderam o armamento e os entorpecentes. A quantidade de drogas ainda será contabilizada.

Ainda durante o patrulhamento, outro suspeito foi baleado e não resistiu.

A operação tem como objetivo combater um grupo ligado ao TCP (Terceiro Comando Puro) que atua na região, cumprir mandados de prisão e recuperar veículos roubados.

Na Serrinha, a comunidade ficará ocupada por tempo indeterminado, segundo a corporação.

Imagens registradas por moradores mostram um intenso tiroteio no local. Veja abaixo:  

A Secretaria Municipal de Educação informou que, no Complexo da Serrinha, quatro unidades escolares foram impactadas. Na comunidade Primavera, em Cavalcanti, as escolas atendem presencialmente.

Bloqueio afetou trânsito e ônibus

Durante a ação, agentes interditaram temporariamente a avenida Edgar Romero, que já teve o fluxo de veículos restabelecido.

O bloqueio policial também afetou o transporte público. Segundo a MOBI-Rio, as linhas de ônibus 42 e 46 circulam com intervalos irregulares no trecho entre Vila Queiroz e Otaviano.

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Megaoperação no RJ: nenhuma morte foi registrada por bodycams, aponta ONG

Um relatório da Human Rights Watch aponta falhas no uso de câmeras corporais e na investigação das mortes durante a Megaoperação Contenção, realizada nos complexos da Penha e do Alemão, na zona Norte do Rio, em 28 de outubro de 2025. Segundo a organização, nenhum dos 117 mortos que não eram policiais teve a morte registrada pelas câmeras analisadas.

A pesquisa examinou 4,4 mil horas de gravações de 527 policiais, além de laudos de necropsia, documentos oficiais e quase 600 vídeos e fotografias. Os pesquisadores também entrevistaram 41 testemunhas, familiares de vítimas e autoridades.

O relatório identificou 278 ocorrências de obstrução de câmeras envolvendo 132 policiais. Entre os casos, há registros de equipamentos retirados do corpo, lentes cobertas e câmeras deixadas em viaturas. Em 146 ocorrências, a organização encontrou indícios de possível manipulação intencional.

Segundo dados do governo estadual enviados ao STF (Supremo Tribunal Federal), apenas 23% dos cerca de 2,5 mil policiais mobilizados na operação usavam câmeras corporais.

A entidade também apontou falhas na investigação das mortes. De acordo com o levantamento, equipes de perícia não foram enviadas aos locais dos assassinatos, e a Polícia Civil reuniu informações básicas sobre as circunstâncias das mortes de apenas duas das 117 vítimas que não eram policiais.

Mais de 60% dos mortos foram atingidos por quatro ou mais disparos, segundo o relatório. A análise dos laudos de necropsia levantou indícios de uso excessivo da força e de possíveis mortes intencionais. A organização ressalta que eventuais vínculos das vítimas com o tráfico não justificam execuções ou uso ilegal da força.

O documento também relata episódios de agressão a um adolescente de 16 anos, registrados por câmeras corporais, e aponta que a retirada dos corpos sem perícia nos locais prejudicou a coleta de provas.

A imagem a seguir registra um dos episódios que mostram a câmera sendo coberta por um policial durante a operação. Veja abaixo: 

Na ocasião, a operação mobilizou policiais civis e militares para cumprir mandados contra integrantes do Comando Vermelho. Ao fim da ação, 117 civis e cinco agentes morreram.

Até a elaboração do documento, 19 policiais aguardavam julgamento por acusações como invasão de domicílios, roubo e manipulação de câmeras corporais.

Segundo a Human Rights Watch, nenhum havia sido acusado de uso ilegal da força, e os comandantes responsáveis pelas decisões operacionais não tinham sido responsabilizados.

A CNN Brasil entrou em contato com as polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro. O espaço segue aberto.

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Márcio Poncio: entenda investigação contra pastor alvo de nova operação

O pastor Márcio Poncio, preso em julho durante uma operação contra crime organizado, voltou a ser alvo da PF (Polícia Federal) nesta quinta-feira (29). Ele é alvo de mandado de busca na nona fase da Operação Unha e Carne, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio no Rio de Janeiro.

Além de Poncio, a PF também cumpre mandados de busca contra Bernardo Loyola, sobrinho do bicheiro Adilsinho. Conforme apurado pela CNN Brasil, Loyola é apontado como gerente e sucessor do contraventor.

As buscas incluem salas comerciais ligadas ao pastor, apontadas pela investigação como estruturas operacionais e administrativas do grupo, e um imóvel residencial vinculado a Loyola. 

Segundo as apurações, a organização criminosa teria construído uma rede patrimonial composta por imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas registradas em nome de familiares, colaboradores próximos e terceiros.

A investigação ainda levantou a possível utilização de entidades religiosas e holdings patrimoniais para desvinculação formal da titularidade de bens de elevado valor econômico.

Preso em operação contra o crime organizado

Poncio foi preso em julho, durante a quinta fase da Operação Unha e Carne, que investiga várias frentes da ligação entre autoridades e o crime organizado no Rio de Janeiro. 

Na mesma operação, também já foram alvos o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), o contraventor Adilsinho e Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral.

De acordo com a PF, os elementos reunidos ao longo das diligências indicaram possíveis conexões entre agentes públicos e integrantes de facções criminosas. Além disso, os investigadores também identificaram indícios de lavagem de dinheiro e possíveis ramificações do esquema nos Poderes Executivo e Legislativo do estado.

Durante as diligências, os policiais apreenderam documentos e registros que associariam autoridades a criminosos, incluindo informações sobre supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e movimentações financeiras relacionadas à lavagem de dinheiro.

A análise do material apreendido, especialmente dos dados extraídos de um celular, contribuiu para identificar novos endereços, empresas e bens investigados na atual fase da operação.

Prisão convertida em domiciliar humanitária

Poucos dias após a prisão, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu prisão domiciliar humanitária a Márcio José Matos Poncio de Souza. A decisão converteu a prisão preventiva em domiciliar, mediante o cumprimento de medidas cautelares.

A defesa pediu a conversão da prisão com base em laudos médicos que apontam que o pastor enfrenta, desde 2013, um quadro grave de retocolite ulcerativa, doença inflamatória crônica e sem cura.

Ao acolher o pedido, Moraes fundamentou a decisão na situação de saúde considerada excepcional, ressaltando que a medida não afasta a necessidade de preservação da investigação criminal.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) também se manifestou favoravelmente ao pedido. Entre os argumentos apresentados, o órgão destacou que as diligências de busca e apreensão já haviam sido realizadas e que as medidas patrimoniais adotadas preservavam a integridade da investigação.

Veja: Entenda a prisão domiciliar humanitária concedida ao pastor Márcio Poncio

O que está sendo investigado agora

A nona fase da Operação Unha e Carne apura a organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, além do uso de pessoas físicas e jurídicas para dissimular a propriedade de bens e valores.

Segundo a PF, dados extraídos de aparelho celular apreendido de um dos investigados indicaram novos endereços, estruturas empresariais e ativos patrimoniais supostamente utilizados pela organização criminosa na administração, ocultação e movimentação de recursos financeiros.

As apurações apontaram a existência de uma complexa rede patrimonial, com imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas registradas em nome de familiares, colaboradores próximos e terceiros formalmente desvinculados do núcleo investigado, mas que permaneceriam sob administração de integrantes da organização criminosa.

Além disso, a investigação ainda constatou a utilização recorrente de dinheiro em espécie, movimentações financeiras sem rastreabilidade compatível e o uso de empresas nacionais e estrangeiras que, segundo a PF, são sediadas em jurisdições de tributação favorecida.

Outro lado

Pastor Márcio Poncio

“Não tivemos acesso à decisão, razão pela qual desconhecemos os fundamentos que ensejaram a medida, a qual, ressalte-se, não atingiu diretamente Marcio Poncio, porquanto ele não figurou como alvo da referida cautelar.”

A CNN Brasil tenta contato com as defesas dos investigados. O espaço segue aberto para manifestações.

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Marisa Monte fará show beneficente para Instituto da Providência

A turnê Phonica, da cantora e compositora Marisa Monte, vai ter apresentação beneficente no dia 6 de novembro, no Brava Arena Jockey, na Gávea, com arrecadação destinada ao Instituto da Providência. Há 66 anos, o instituto realiza ações de combate à pobreza, promovendo oportunidades para pessoas em situação de vulnerabilidade.

A renda da noite será destinada à manutenção dos projetos sociais da organização sem fins lucrativos, que capacita mulheres e jovens para a geração de renda e independência financeira. As ações ocorriam, em parte, com recursos arrecadados nas edições anuais da Feira da Providência, que movimentava a cena carioca e recebia grande público em busca de produtos postos à venda, produzidos em diversos países e estados brasileiros. O dinheiro era destinado ao Banco da Providência, que fazia a gestão dos recursos.

O Instituto da Providência, fundado em 1961, por Dom Hélder Câmara, grande defensor dos direitos humanos durante a ditadura militar no Brasil, desenvolveu metodologia própria para a realização de projetos de inclusão social produtiva, incentivando o empreendedorismo feminino e a empregabilidade jovem, além da formação de uma rede contínua de negócios e do compartilhamento da sua tecnologia social pelo Brasil.

Para a diretora executiva do Instituto da Providência, Maria Garibaldi, a instituição fez esse caminho ao longo de toda a sua história, mantendo a solidariedade na sua essência, mas soube ainda agregar uma tecnologia social estruturada, premiada e reconhecida.

“Nós medimos resultados dos projetos. Trabalhamos sempre para gerar impacto no longo prazo. Para isso acontecer, é necessário investimento e continuidade. Além disso, para a gente conseguir aprofundar metodologias, profissionalizar a gestão e ampliar o impacto, é preciso ter recursos de forma perene, por isso, faz-se extremamente necessário realizar grandes mobilizações e ativações de grandes redes”, afirmou.

É nesse aspecto, segundo analisou, que se insere o show beneficente de Marisa Monte. “É uma ação que faz parte dessa estratégia de a gente criar possibilidades novas de captação de recursos, mobilizar diferentes setores da sociedade em torno da nossa causa e da continuidade do trabalho”, disse.

Impacto

Desde a sua criação, o Instituto da Providência beneficiou mais de 4,7 milhões de pessoas com suas ações. Por falta de viabilidade, a última edição oficial da Feira da Providência, a 60ª, ocorreu de 9 a 12 de dezembro de 2021 no Riocentro, na zona sudoeste do Rio.

O show de Marisa Monte, que está dentro da programação da quarta edição da Brava Arena Jockey, marca a iniciativa beneficente inédita desse espaço cultural de temporadas de espetáculos com diversos artistas, na Gávea, zona sul do Rio.

Esta é a primeira vez que a Brava Arena Jockey faz uma ação beneficente “unindo cultura, música, entretenimento e responsabilidade social em prol da mobilização de recursos para o combate à pobreza”.

O idealizador da Brava Arena Jockey, Simon Fuller, disse que o projeto considera que a cultura também pode ser um meio de transformação. Na sua avaliação, a parceria com o Instituto da Providência permite criar uma experiência especial para o público, aliada a uma causa importante.

“Para nós, é muito importante que a Brava Arena Jockey seja também um espaço capaz de gerar impacto positivo na sociedade. A música tem esse poder de reunir pessoas, criar conexões e mobilizar em torno de causas importantes”, afirmou à Agência Brasil

Fuller acrescentou que receber um show beneficente como o de Marisa Monte, por meio do Instituto da Providência, reforça justamente a vocação da Brava Arena Jockey. “A de unir entretenimento e responsabilidade social, fazendo com que a experiência de um grande espetáculo possa também contribuir para transformar vidas”, concluiu.

Orquestra

Na turnê Phonica, além de sua banda, Marisa Monte leva ao palco uma orquestra de 55 músicos, sob regência do maestro André Bachur. Para a cantora, participar de uma iniciativa beneficente para o Instituto da Providência significa reforçar o caráter social da arte, da música e da cultura. Marisa destacou o alcance dessa ação que beneficia milhares de jovens, crianças e mulheres, ao promover assistência, capacitação e dignidade humana para as pessoas que mais necessitam de apoio.

“Juntos, podemos fazer a diferença na vida de muitos, combatendo a pobreza, gerando inclusão e inspirando amor e esperança através da arte”, completou.

A conselheira do Instituto da Providência, Glória Severiano Ribeiro, avaliou que a noite representa novo capítulo na história de mobilização do Instituto. Ela contou que quando apresentaram à Marisa Monte o trabalho realizado pelo Instituto, a cantora logo aceitou dedicar uma apresentação para essa causa social.

Glória recordou que durante muitos anos as realizações da Feira da Providência e do Arraial da Providência foram grandes momentos de mobilização no calendário filantrópico do Rio. “Desde então, almejávamos a retomada de um grande evento, capaz de reunir grande mobilização em apoio aos nossos projetos sociais”, disse à Agência Brasil.

A apresentação representa a retomada de uma rede que junta tradição cultural e de filantropia, que durante anos mobilizou gerações no Rio. Depois de 60 edições da Feira da Providência e mais de dez anos de Arraial da Providência, segundo a organização, o Instituto realiza novamente um grande evento beneficente no calendário do Rio de Janeiro, “renovando uma longa história de mobilização que atravessa décadas e faz parte da memória da cidade”.

“Receber a Marisa e poder apresentar a um público cada vez maior o trabalho maravilhoso que o instituto realiza há 66 anos tem um significado enorme para mim. E é ainda mais bonito saber que esse encontro também vai gerar recursos para que o Instituto continue apoiando milhares de pessoas todos os anos”, afirmou Glória.

Ela lembrou que o Instituto da Providência tem uma linda história de mobilizar a cidade do Rio que vem desde que promovia a Feira da Providência. “Agora, estamos revivendo esse sonho coletivo, unindo cultura e solidariedade para dar continuidade a um trabalho tão necessário”.

Segundo a organização do show, empresas solidárias que queiram participar também podem patrocinar o evento. A conselheira disse que o Instituto ainda está em busca de patrocinadores para alcançar o impacto esperado para o desenvolvimento dos projetos sociais. “Com o dinheiro arrecadado, vamos conseguir ajudar muitas pessoas que fazem parte dos nossos programas de capacitação profissional e geração de renda”.

Para a diretora executiva do Instituto da Providência, Maria Garibaldi, a sustentabilidade financeira é um dos grandes desafios da gestão das organizações sociais. Para lidar com isso, ela identifica a necessidade de atuar na diversificação das possibilidades de receitas a fim de viabilizar qualquer execução de projeto e não depender de uma única fonte.

Além disso, conforme avaliou, o terceiro setor vem mudando bastante. “Atuar com projetos sociais hoje tem uma dimensão bastante diferente do que já teve, e o contexto atual faz com que a gente busque promover o entendimento de que é preciso sair de uma atuação assistencial e construir transformações muito mais profundas de longo prazo”, acrescentou.

Os ingressos estão disponíveis para compra na Ticketmaster Brasil.

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PF cumpre no Rio novos mandados da Operação Unha e Carne

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Policiais Federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão na nona fase da Operação Unha e Carne, nesta quinta-feira (29), na cidade do Rio de Janeiro. 

A ação investiga crimes de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial de organização criminosa, por meio de imóveis de alto padrão, veículos de luxo e aeronaves executivas registradas em nome de “laranjas”.

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De acordo com a Polícia Federal (PF), o grupo é suspeito de registrar bens e valores em nome de familiares, colaboradores próximos e terceiros formalmente desvinculados do núcleo investigado, a fim de ocultar os verdadeiros proprietários.

A investigação apurou também o uso de dinheiro em espécie, movimentações financeiras sem rastreabilidade e o emprego de empresas nacionais e estrangeiras, inclusive em paraísos fiscais. 

Também há indícios do envolvimento de entidades religiosas e holdings patrimoniais para desvinculação formal da titularidade de bens de elevado valor econômico.

Fase anterior

Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A oitava fase da operação Unha e Carne resultou na prisão de um ex-prefeito de município da Baixada Fluminense e um ex-secretário da Polícia Civil fluminense.

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Pastor Márcio Poncio e sobrinho de Adilsinho são alvos de operação no Rio

A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (29), a nona fase da Operação Unha e Carne, que investiga uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, além do uso de pessoas físicas e jurídicas para dissimular a propriedade de bens e valores. O pastor Márcio Poncio e Bernardo Loyola, sobrinho do bicheiro Adilsinho, são alvos dos mandados de busca.

Ao todo, são cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em endereços localizados na Barra da Tijuca, na zona Sudoeste do Rio de Janeiro. As ordens judiciais foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

As buscas são realizadas em salas comerciais do pastor Márcio Poncio, indicadas como estruturas operacionais e administrativas do grupo.

Um imóvel residencial vinculado ao sobrinho do contraventor Adilsinho também é alvo dos mandados. Conforme apurado pela CNN Brasil, Bernardo é apontado como gerente e sucessor do bicheiro e um dos principais operadores identificados na investigação.

Segundo a PF, as medidas têm como objetivo apreender documentos, dispositivos eletrônicos, registros contábeis e outros elementos de prova relacionados à investigação.

A CNN Brasil tenta contato com a defesa dos citados. O espaço segue aberto.

Esquema de lavagem e rede patrimonial

Deflagrada nesta manhã, a nova fase da operação é resultado da análise de fatos identificados após a deflagração da quinta fase da ação, que teve como alvo o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, o contraventor Adilsinho e Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral.

As informações levantadas durante a investigação –– sobretudo dos dados extraídos de aparelho celular apreendido de um dos investigados –– indicaram novos endereços, estruturas empresariais e ativos patrimoniais supostamente utilizados pela organização criminosa na administração, ocultação e movimentação de recursos financeiros.

De acordo com a Polícia Federal, as apurações apontaram indícios da existência de uma complexa rede patrimonial composta por imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas registradas em nome de familiares, colaboradores próximos e terceiros formalmente desvinculados do núcleo investigado, mas que permaneceriam sob administração de integrantes da organização criminosa.

Além disso, os investigadores ainda constataram a utilização recorrente de dinheiro em espécie, movimentações financeiras sem rastreabilidade compatível e o uso de empresas nacionais e estrangeiras que, segundo a PF, são sediadas em jurisdições de tributação favorecida.

A investigação ainda levantou a possível utilização de entidades religiosas e holdings patrimoniais para desvinculação formal da titularidade de bens de elevado valor econômico.

Pastor Márcio Poncio já havia sido preso

O pastor Márcio Poncio foi um dos presos pela 5ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela PF em julho, no Rio de Janeiro. A ação deu sequência a investigação de um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas de ações policiais para o CV (Comando Vermelho).

Segundo os investigadores, os elementos colhidos ao longo das diligências apontaram uma ligação entre políticos e a facção criminosa carioca.

Além de Poncio, também foram alvos o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, que foi presidente da Alerj e já está preso, o contraventor Adilsinho e Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral.

Poucos dias após a operação, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu prisão domiciliar humanitária ao pastor Márcio José Matos Poncio de Souza.

A decisão converteu a prisão preventiva decretada no fim de junho em prisão domiciliar, acompanhada de um conjunto de medidas cautelares.  A defesa do pastor pleitou a prisão domiciliar com base em laudos médicos que atestam que o pastor enfrenta, desde 2013, uma retocolite ulcerativa grave — doença inflamatória, crônica e sem cura.

Ao acatar o pedido,Alexandre de Moraes fundamentou a decisão na “situação de saúde considerada excepcional”, ressaltando que a concessão ocorre “sem afastar a necessidade de preservação da investigação criminal”.

Entenda prisão domiciliar humanitária concedida ao pastor Márcio Poncio

Operação Unha e Carne

A Polícia Federal deflagrou em 2 de julho a 5ª fase da Operação Unha e Carne, no Rio de Janeiro. A operação apura um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas de ações policiais para o CV (Comando Vermelho).

A autorização para operação partiu do STF (Supremo Tribunal Federal) e foi determinado o sequestro de bens e valores até o montante de cerca de R$ 22 milhões.

Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão e três de prisão expedidos pelo STF. Há alvos nas cidades do Rio de Janeiro e São João do Meriti, na Baixada Fluminense.

Segundo apurou a CNN Brasil, entre os alvos está o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, que foi presidente da Alerj e já está preso, o contraventor Adilsinho, que também é investigado por homicídio e Marco Antônio Cabral, que é filho do ex-governador Sérgio Cabral.

A quinta fase da operação começou depois que os policiais encontraram listas com os contraventores que continham supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade ligada a lavagem de dinheiro. O material chamou atenção por conter repasses diretos a agentes políticos do Rio de Janeiro.

As investigações incluem análise do material apreendido, identificação do fluxo financeiro e identificação de beneficiários, intermediários e operadores do esquema.

Combate ao crime organizado exige mais que operações, dizem especialistas

 

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Adolescente de 16 anos denuncia MC Poze por estupro após festa no Rio

A Delegacia da Criança e do Adolescente investiga a denúncia de uma adolescente de 16 anos que afirma ter sido estuprada pelo cantor MC Poze do Rodo. A jovem registrou a ocorrência nesta quarta-feira (28), mas caso teria acontecido em 26 de setembro, por volta das 22h.

Segundo o boletim de ocorrência, na ocasião, a adolescente teria sido convidada por uma amiga para ir a uma festa na casa do cantor.

A vítima disse que estava sob efeito de drogas, como o “Black Lança”, uma variação clandestina do lança-perfume, além de bebidas alcoólicas. Segundo o relato, no momento da relação sexual, ela não estava plenamente consciente.

De acordo com a advogada criminalista Daiana Andrade, que representa a adolescente, a jovem deixou claro que só aceitaria manter relações sexuais com o uso de preservativo. Ainda segundo a advogada, a condição teria sido desrespeitada pelo cantor, que teria se recusado a usar o método de proteção e dado continuidade ao ato.

Ainda segundo o boletim de ocorrência, cerca de dois dias depois, a adolescente teria sido coagida por Poze a retornar à residência. No local, ele teria tomado o celular da jovem e a forçado a ingerir medicamentos que teria comprado.

A vítima relatou ainda que, caso se recusasse a tomar os medicamentos, teria sido ameaçada pelo cantor, que afirmou que pediria a um dos amigos para fazê-la desaparecer.

Em nota, a Polícia Civil informou que os supostos autores serão intimados a prestar esclarecimentos. As investigações seguem em andamento.

A CNN Brasil procurou a defesa do cantor MC Poze do Rodo e aguarda retorno.

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