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México autoriza entrada de cargas de frango fora de SC já embarcadas

O governo mexicano autorizou a entrada de cargas de carne de frango brasileira que já estavam a caminho do país quando foi confirmado um foco de doença de Newcastle em Santa Catarina. A informação foi publicada pela Globo Rural e confirmada ao CNN Agro por fontes de mercado.

A autorização contempla embarques realizados até 19 de outubro, exceto os provenientes de Santa Catarina, estado onde o foco foi identificado. O primeiro caso foi confirmado pelo governo brasileiro em 18 de outubro.

Segundo estimativas de exportadores, a medida pode beneficiar até 20 mil toneladas de carne de aves que já estavam em navios com destino ao México.

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A decisão reduz as perdas inicialmente esperadas pelo setor exportador para outubro. A indústria calcula que as restrições comerciais impostas por países importadores podem retirar de 30 mil a 40 mil toneladas mensais dos embarques brasileiros de carne de aves.

Apesar da autorização, o México ainda não suspendeu as restrições às exportações brasileiras. A liberação vale para cargas que já estavam em trânsito e não representa, por si só, uma mudança geral nas condições de acesso ao mercado.

Restrições à exportações

Confira as restrições adotadas pelos países importadores de aves do Brasil no documento do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) mais recente, assinado nesta quinta-feira (29):

  • Restrição nacional: Marrocos, Malásia, México (ovos férteis e pintos de até três dias), Uruguai e Síria. Para essas categorias, não há aceitação de compartimentos reconhecidos pelo Brasil.
  • Restrição ao estado afetado: Chile, Malásia, Paraguai, Peru, Rússia, Turquia e União Aduaneira Euroasiática. Chile, Paraguai e Peru aceitam compartimentos reconhecidos, conforme as categorias indicadas no documento. Para a Malásia, há condições específicas para embarques provenientes de estados não afetados.
  • Restrição à zona afetada: África do Sul, Angola, Arábia Saudita, Argélia, Argentina, Bahrein, Bolívia, Botsuana, Burkina Faso, Camarões, Colômbia, Coreia do Sul, Cuba, Egito, Emirados Árabes Unidos, Equador, Grã-Bretanha, Guiné Equatorial, Jordânia, Lesoto, Mianmar, Nigéria, Quênia, República Dominicana, Senegal, Suazilândia, Sudão, União Europeia, Uruguai, Venezuela e Zimbábue. A aceitação de compartimentos varia conforme o país e o produto. Em alguns casos, a restrição considera um raio específico em torno do foco.
  • Restrição a estabelecimentos afetados: Cabo Verde, Etiópia, Estados Unidos, Filipinas, Guiana, Índia, Israel, Japão, Moçambique, Paquistão, Sri Lanka e Tanzânia. Para categorias específicas, a lista também estabelece regras próprias para ovos SPF da Argentina, do Equador e do Paraguai, além de ovos SPF do México, da Colômbia e do Peru e ovos férteis de perus da Venezuela.

 

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Aurora Coop anuncia aquisição de ativos da Mar & Terra em MS

A Aurora Coop anunciou nesta quinta-feira (29) a aquisição de ativos do complexo de produção e industrialização de pescados da Mar & Terra, localizado em Itaporã, em Mato Grosso do Sul. A operação foi formalizada com a Bello Alimentos, empresa com sede em Itaquiraí (MS), e faz parte da estratégia da cooperativa de ampliar sua atuação no segmento de pescados.

O negócio envolve ativos isolados da operação, incluindo a estrutura industrial de processamento de peixes, uma fábrica de rações e fazendas destinadas à produção própria. A aquisição amplia a estrutura da Aurora Coop no setor, embora as empresas não tenham divulgado valores ou outros detalhes financeiros da transação.

A conclusão da operação ainda depende da aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e do cumprimento das demais condições aplicáveis. Até que todas as etapas sejam concluídas, Aurora Coop e Bello Alimentos continuarão operando de forma independente.

Em comunicado conjunto, as empresas afirmaram que estão comprometidas com uma transição responsável e transparente, com atenção aos colaboradores, produtores, parceiros comerciais e demais públicos envolvidos no processo.

https://stories.cnnbrasil.com.br/?post_type=web-story&p=626307

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Soja em Chicago tem 4ª queda seguida apesar de exportações fortes dos EUA

Os contratos futuros da soja encerraram a sessão em baixa na bolsa de Chicago, acumulando o quarto pregão consecutivo de perdas. O vencimento para entrega em janeiro recuou 0,26% e fechou cotado a US$ 12,34 por bushel, pressionado pelo avanço da colheita norte-americana e pela desvalorização do farelo de soja.

Segundo análise da Granar, o avanço dos trabalhos no campo nos Estados Unidos acelera a entrada de novos grãos no mercado, aumentando a disponibilidade do produto. Outro fator de pressão foi o desempenho do farelo de soja, cujo contrato para dezembro registrou queda de US$ 7,05 e encerrou o dia a US$ 362,99 por tonelada.

A desvalorização do derivado foi atribuída, em parte, ao forte desempenho das exportações argentinas e à maior competitividade da soja brasileira no mercado internacional, favorecida pela desvalorização do real frente ao dólar. Esse cenário ampliou a pressão sobre os preços, mesmo diante de indicadores positivos para a demanda externa norte-americana.

O relatório semanal do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), referente ao período de 16 a 22 de outubro, apontou vendas de 2,576 milhões de toneladas de soja da safra 2026/27. O volume ficou abaixo das 2,841 milhões de toneladas registradas no levantamento anterior, mas superou as expectativas dos operadores, que variavam entre 400 mil e 2,2 milhões de toneladas.

De acordo com o USDA, as vendas líquidas recuaram 9% em relação à semana anterior, mas apresentaram crescimento expressivo na comparação com a média das quatro semanas anteriores.

Apesar do resultado acima das projeções do mercado, o avanço da oferta norte-americana e a concorrência internacional contribuíram para manter as cotações sob pressão em Chicago, prolongando a sequência de perdas da oleaginosa.

Milho

Os contratos futuros do milho encerraram a sessão majoritariamente em baixa na bolsa de Chicago, pressionados pelo avanço da colheita nos Estados Unidos e pelos dados de vendas externas do país. O vencimento para entrega em dezembro recuou 0,11% e fechou cotado a US$ 4,51 por bushel.

Segundo análise da Granar, a entrada de novos grãos no mercado, impulsionada pelo andamento da segunda maior colheita já registrada nos Estados Unidos, continuou limitando o desempenho das cotações. O relatório semanal de exportações também não trouxe suporte significativo aos preços, diante da redução das vendas em relação à semana anterior.

De acordo com o USDA, as vendas de milho da safra 2026/27 totalizaram 1,303 milhão de toneladas na semana encerrada em 22 de outubro. O volume ficou abaixo das 1,527 milhão de toneladas registradas no relatório anterior e próximo do limite inferior das estimativas de analistas privados, que variavam entre 1,1 milhão e 2,6 milhões de toneladas.

O USDA informou que as vendas semanais recuaram 15% em relação à semana anterior, mas avançaram 32% na comparação com a média das últimas quatro semanas. Os destinos não especificados concentraram o maior volume de negociações no período.

Apesar do crescimento em relação à média recente, o desempenho acumulado das exportações segue inferior ao do ano passado. Até 22 de outubro, os Estados Unidos haviam comercializado 23,50 milhões de toneladas de milho, queda de 33,56% ante as 35,37 milhões de toneladas negociadas no mesmo período de 2025.

O avanço da colheita norte-americana e o ritmo das vendas externas permanecem no radar dos participantes do mercado, que avaliam a capacidade da demanda internacional de absorver a oferta disponível e oferecer sustentação às cotações em Chicago.

Trigo

Os contratos futuros do trigo encerraram a sessão em alta na bolsa de Chicago, apoiados pelo avanço das vendas externas dos Estados Unidos e por operações de hedge realizadas por fundos de investimento. O vencimento para entrega em dezembro valorizou 0,79% e fechou cotado a US$ 6,03 por bushel.

Segundo análise da Granar, os fundos aproveitaram os níveis atuais de preços para realizar operações financeiras após uma liquidação expressiva de contratos nas sessões anteriores. O movimento ocorre em meio a uma sequência de oito semanas consecutivas de desvalorização do cereal, que ainda poderia se estender ao fim desta semana.

O mercado também encontrou suporte nos dados semanais de exportação divulgados pelo USDA. Na semana encerrada em 22 de outubro, as vendas líquidas de trigo para a safra 2026/27 totalizaram 849,8 mil toneladas, volume superior às 239,6 mil toneladas registradas no relatório anterior.

O resultado também ficou acima das estimativas dos operadores, que variavam entre 275 mil e 600 mil toneladas. De acordo com o USDA, as vendas líquidas alcançaram o maior volume do ano comercial e apresentaram crescimento expressivo em relação à média das quatro semanas anteriores. As Filipinas foram o principal destino das negociações, com compras de 226,3 mil toneladas.

Apesar do desempenho semanal positivo, a comercialização acumulada dos Estados Unidos permanece abaixo do registrado no ano passado. Até 22 de outubro, o país havia vendido 11,52 milhões de toneladas de trigo, uma redução de 29,33% em relação às 16,30 milhões de toneladas comercializadas na mesma data de 2025.

Produção de tomate bate recorde, mas clima desafia produção em 2026

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Açúcar sobe 0,67% em Nova York com queda na moagem de cana no Brasil

Os contratos futuros do açúcar encerraram a sessão desta quinta-feira (29) em alta na bolsa de Nova York. O vencimento para março avançou 0,67%, cotado a 19,47 centavos de dólar por libra-peso, impulsionado por dados que apontam redução na moagem de cana-de-açúcar e na produção brasileira.

Segundo informações compiladas pela Barchart, o Ministério da Agricultura informou, na noite de quarta-feira, que as usinas brasileiras processaram 32 milhões de toneladas de cana na primeira quinzena de outubro, volume 18% inferior às 39 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano passado.

De acordo com os dados divulgados pelo ministério, a produção brasileira de açúcar também apresentou retração e foram produzidas 2,15 milhões de toneladas na primeira metade de outubro, queda de 23% na comparação anual.

As chuvas persistentes associadas ao El Niño têm interrompido a colheita e atrasado a moagem da cana-de-açúcar no país, um dos principais fornecedores globais do produto. A continuidade das precipitações mantém a atenção do mercado sobre o ritmo das operações nas usinas e a disponibilidade de açúcar.

Em relatório divulgado nesta quinta-feira, a StoneX apontou que as previsões de chuva para as regiões produtoras de cana-de-açúcar do Brasil nos próximos sete dias indicam a continuidade das dificuldades nas operações de moagem. O cenário reforça as preocupações com o ritmo da produção brasileira e contribuiu para a valorização dos contratos futuros na sessão.

Cacau

Os contratos futuros do cacau encerraram a sessão com resultados mistos na bolsa de Nova York. O vencimento para dezembro terminou estável, cotado a US$ 5.456 por tonelada, enquanto o contrato para março recuou 0,22%, a US$ 5.563 por tonelada.

Os preços da commodity permaneceram sob pressão e se consolidaram pouco acima da mínima de um mês registrada na sessão anterior, mesmo diante de novas projeções de redução da oferta global para a próxima temporada.

Em relatório divulgado nesta quinta-feira, a StoneX revisou suas estimativas para o mercado mundial de cacau em 2026/27 e passou a projetar um déficit de 64 mil toneladas, revertendo a previsão anterior de superávit de 25 mil toneladas. Segundo a consultoria, a ocorrência de um El Niño intenso deve prejudicar a produção em importantes países produtores.

A expectativa da StoneX é de que a produção mundial de cacau recue 9,6% na temporada 2026/27, para 4,74 milhões de toneladas. A queda deve ser influenciada principalmente pela redução da oferta na Indonésia, na Costa do Marfim e no Equador, em razão dos impactos climáticos associados ao fenômeno.

A nova estimativa contrasta com o cenário projetado para a safra 2025/26, quando a consultoria prevê um superávit global de 494 mil toneladas. Apesar da perspectiva de restrição na oferta na temporada seguinte, os contratos encerraram o dia sem recuperação significativa, mantendo o mercado próximo das mínimas recentes.

Café

A possibilidade de aumento das vendas de café brasileiro pressionou as cotações do arábica nesta sessão. Na bolsa de Nova York, o contrato futuro para entrega em dezembro recuou 0,45% e encerrou o dia negociado a US$ 2,85 por libra-peso, atingindo uma nova mínima de um mês.

Segundo análise da Barchart, a queda ampliou as perdas acumuladas ao longo da semana, em meio às expectativas de que os exportadores brasileiros intensifiquem as vendas após a desvalorização do real. Embora o real tenha recuperado parte das perdas, a moeda ainda acumula desvalorização de 8% na semana, conforme os dados citados pela Barchart.

A queda do real tende a favorecer as exportações brasileiras, uma vez que os produtores e exportadores passam a receber mais reais pela receita obtida em dólares. Esse movimento pode estimular a comercialização do café no mercado internacional e ampliar a disponibilidade do produto, pressionando os preços futuros.

Com isso, o mercado acompanha o comportamento do câmbio e o ritmo das vendas brasileiras, diante da perspectiva de maior oferta no curto prazo.

Algodão

Os contratos futuros do algodão encerraram a sessão em alta na bolsa de Nova York, em que o vencimento para entrega em dezembro avançou 0,45%, fechando cotado a 78,50 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo dados compilados pela Barchart, o relatório semanal de vendas para exportação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) apontou a comercialização de 216.488 fardos de algodão na semana encerrada em 22 de outubro. O volume representa um aumento de 8,45% em relação à semana anterior e um crescimento de 63,07% na comparação com o mesmo período do ano passado.

As vendas referentes à nova safra somaram 38.345 fardos no período. Porém, os embarques norte-americanos apresentaram retração semanal e anual.

De acordo com o levantamento, os embarques totalizaram 160.762 fardos, queda de 18,13% em relação à semana anterior e recuo de 8,02% na comparação com a mesma semana do ano passado.

O desempenho das vendas externas e o ritmo de entrega da fibra norte-americana seguem entre os indicadores acompanhados pelos participantes do mercado, que avaliam a demanda internacional e as perspectivas para o equilíbrio entre oferta e consumo.

Suco de Laranja

Na Bolsa de Nova York, o preço futuro do suco de laranja para janeiro finalizou o dia com desvalorização de 5,10% e precificado em US$ 1,36 por libra-peso. 

https://stories.cnnbrasil.com.br/agro/como-o-agronegocio-enfrenta-o-risco-climatico-que-muda-a-cada-safra/

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Exportações do agro à UE crescem 15% nos cinco primeiros meses de acordo

As exportações do agronegócio brasileiro para a União Europeia somaram US$ 12,2 bilhões entre maio e setembro de 2026, alta de 14,8% em relação ao mesmo período de 2025, quando as vendas alcançaram US$ 10,6 bilhões. O avanço representa um incremento de US$ 1,57 bilhão em cinco meses.

Os dados são do Agrostat, sistema de estatísticas de comércio exterior do agronegócio brasileiro do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), e abrangem os 27 países do bloco europeu.

A aplicação provisória do acordo comercial entre o Mercosul e a UE começou em 1º de maio de 2026. O tratado prevê a redução ou eliminação de tarifas de importação para diferentes produtos, de acordo com cronogramas específicos e condições negociadas para cada classificação tarifária.

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As condições variam conforme o produto. Enquanto determinados itens podem ter tarifas eliminadas desde o início da aplicação do acordo, outros seguem cronogramas de redução ao longo de vários anos ou estão sujeitos a condições específicas.

Entre os setores que registraram crescimento nas exportações, estão:

  • Complexo soja: as vendas passaram de US$ 3,12 bilhões para US$ 4,19 bilhões, alta de 34,2%. Em valor, o avanço foi de US$ 1,07 bilhão. Regime tarifário: redução ou eliminação gradual de tarifas, conforme os cronogramas previstos no acordo, que podem chegar a 12 anos.
  • *Carnes: as exportações passaram de US$ 604,4 milhões para US$ 1,23 bilhão, crescimento de 103,5%. A diferença entre os períodos foi de US$ 625,8 milhões. Regime tarifário: ampliação do acesso ao mercado europeu por meio de cotas para carnes bovina, de aves e suína. A implementação será gradual, em seis etapas anuais. A carne de aves terá tarifa zero dentro da cota; para as carnes bovina e suína, há condições tarifárias específicas.

* OBS: O resultado também deve ser analisado no contexto das restrições sanitárias que afetaram o comércio de proteínas brasileiras a partir de 3 de setembro. A categoria do Agrostat, porém, não permite identificar qual tipo de carne puxou o crescimento nem mensurar o impacto das restrições sobre as vendas para a UE.

  • Produtos florestais: as vendas aumentaram de US$ 1,20 bilhão para US$ 1,48 bilhão, alta de 23%, ou US$ 276,5 milhões. Regime tarifário: redução ou eliminação de tarifas conforme os cronogramas aplicáveis, que podem variar de 4 a 12 anos.
  • Produtos oleaginosos, exceto soja: o segmento passou de US$ 63,1 milhões para US$ 164,5 milhões, crescimento de 160,7%. Regime tarifário: redução ou eliminação tarifária conforme os prazos estabelecidos para os produtos abrangidos pelo acordo.
  • Produtos apícolas (mel e derivados): as vendas subiram de US$ 2,3 milhões para US$ 10,8 milhões, alta de 367,1%. Regime tarifário: o acordo prevê uma cota de 45 mil toneladas de mel com tarifa zero dentro do limite estabelecido, cuja implementação será gradual, em seis etapas anuais. Como o Agrostat reúne diferentes produtos apícolas, não é possível determinar quanto do valor exportado corresponde especificamente ao mel.
  • Complexo sucroalcooleiro: as exportações passaram de US$ 218,6 milhões para US$ 261,9 milhões, aumento de 19,8%. Regime tarifário: cotas e condições específicas para açúcar e etanol. Para o açúcar, há uma cota de 180 mil toneladas com tarifa zero. Para o etanol, são previstas cotas de 450 mil toneladas para uso industrial, com tarifa zero, e de 200 mil toneladas para outros usos, com tarifa reduzida. A implementação das cotas será gradual, em seis etapas anuais.
  • Frutas, nozes e castanhas: as exportações cresceram 15%, de US$ 274,1 milhões para US$ 315,1 milhões. Regime tarifário: algumas frutas, como abacate, limão, lima, melão, melancia, uva de mesa e maçã, terão eliminação tarifária sem cotas. Os dados agregados não permitem identificar quais produtos contribuíram para o crescimento.

Café e sucos registram queda

Apesar do crescimento geral das exportações do agronegócio, alguns setores registraram recuo no período:

  • Café: as vendas para a UE caíram 7,7%, de US$ 2,66 bilhões para US$ 2,46 bilhões. Mesmo com a redução, o produto permaneceu entre os principais itens da pauta exportadora brasileira para o bloco.
  • Sucos: as exportações recuaram 35,7%, de US$ 692,6 milhões para US$ 445,6 milhões. Para o suco de laranja, o acordo prevê desgravação gradual ou margem de preferência, conforme a categoria do produto.
  • Cereais, farinhas e preparações: as vendas caíram 16,5%, de US$ 572,4 milhões para US$ 478,1 milhões.
  • Fumo e seus produtos: as exportações diminuíram 15,9%, de US$ 677,4 milhões para US$ 570 milhões.

Abacates, mel e óleo de milho lideram altas

Dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio) focam principalmente nas  exportações brasileiras de seis produtos agropecuários e agroindustriais para a União Europeia, que cresceram 137,3% entre maio e setembro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado.

As vendas somaram US$ 379,7 milhões nos primeiros cinco meses de aplicação provisória do acordo comercial entre o Mercosul e o bloco europeu, ante US$ 160 milhões em 2025.

Entre os produtos analisados, os abacates frescos registraram a maior expansão percentual. As exportações passaram de US$ 3,8 milhões, entre maio e setembro de 2025, para US$ 19,9 milhões no mesmo período de 2026, alta de 421,2%.

As vendas de mel natural avançaram 367,1%, de US$ 2,3 milhões para US$ 10,8 milhões. Já as exportações de óleo de milho cresceram 266,3%, de US$ 35,3 milhões para US$ 129,4 milhões.

O etanol também apresentou aumento expressivo. As vendas ao mercado europeu passaram de US$ 67,5 milhões para US$ 131,8 milhões, crescimento de 95,2%.

No caso do óleo essencial de laranja, as exportações avançaram 75,8%, de US$ 47,1 milhões para US$ 82,7 milhões. As vendas de maçãs frescas cresceram 28,8%, de US$ 4 milhões para US$ 5,1 milhões.

Nota: Mesmo com crescimento em diversos setores, a comparação relacionada aos dados do Agrostat não permite atribuir diretamente o avanço às concessões comerciais, já que outros fatores também influenciam o desempenho das vendas externas.

Além disso, os dados agregados não permitem identificar, em todos os casos, quais produtos específicos foram beneficiados pelas novas condições de acesso ao mercado europeu.

Cabe ainda destacar que o Mapa e o Mdic utilizam metodologias diferentes. 

 

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Suzano eleva preços de celulose em US$50 para Europa e América do Norte

A Suzano está ​comunicando clientes na Europa e América do Norte sobre novo aumento no preço da celulose ⁠da ​companhia a ​partir de novembro, segundo ⁠fonte do mercado.

O ⁠reajuste a ser ​aplicado ‌será de ⁠US$50 dólares, com isso, na Europa, o preço ‌de lista ⁠da ‌celulose da companhia na Europa passará a ⁠ser ⁠de US$1.410 por tonelada. Procurada, a ‌Suzano confirmou o reajuste.

A companhia, maior produtora de celulose de eucalipto ‌do mundo, já havia elevado o preço ⁠do insumo neste mês em US$20 ​na Ásia, e em ​US$50 nas Américas.

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Força-tarefa intensifica combate à doença de Newcastle em Santa Catarina

A força-tarefa de combate à doença de Newcastle intensificou as ações de vigilância e controle sanitário no oeste de Santa Catarina.

Até quarta-feira (28), três focos da doença haviam sido confirmados em criações comerciais de aves nos municípios de Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim.

Coordenada pelo Coezoo (Centro de Operações de Emergência Zoossanitária), a operação reúne 124 profissionais de diferentes instituições, incluindo 90 agentes da Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina), além de equipes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI), do Icasa e da Polícia Civil.

A estrutura conta com cinco barreiras sanitárias para desinfecção e controle do trânsito de veículos nas áreas afetadas.

O primeiro foco foi confirmado em 18 de outubro, em Nova Itaberaba. A depopulação das aves, a limpeza e a desinfecção da propriedade foram concluídas, e o local entrou em período de vazio sanitário no dia 23.

Em Coronel Freitas, onde o segundo foco foi detectado em 24 de outubro, a retirada e o enterrio das aves, da cama e da ração foram finalizados. A propriedade passa pelas etapas de limpeza e desinfecção das instalações e dos equipamentos.

O terceiro foco foi confirmado em 26 de outubro, em uma propriedade comercial de perus de corte em Nova Erechim. As equipes iniciaram a depopulação das aves na quarta-feira, com instalação de uma barreira sanitária no acesso ao estabelecimento.

Mais de 400 propriedades vistoriadas

A vigilância também foi ampliada nas propriedades rurais da região. Na quarta-feira, 51 equipes realizaram inspeções em 362 propriedades com criações de subsistência e em 57 estabelecimentos comerciais.

As informações sobre a ocorrência sanitária são comunicadas continuamente à OMS (Organização Mundial de Saúde Animal).

Além das medidas de contenção, a força-tarefa iniciou ações educativas para orientar produtores rurais e moradores sobre a prevenção da doença e a importância da notificação de casos suspeitos.

Nas visitas às propriedades, os técnicos reforçam práticas de biosseguridade, como restringir o acesso de pessoas e veículos, higienizar e desinfetar equipamentos e materiais e adotar cuidados no manejo das aves.

A orientação é que produtores comuniquem imediatamente à Cidasc qualquer sinal ou situação suspeita, para permitir a investigação e a adoção das medidas sanitárias necessárias.

A força-tarefa também esclarece que, conforme as orientações sanitárias oficiais, o consumo de produtos de origem animal provenientes de estabelecimentos submetidos à inspeção sanitária oficial e identificados com o selo correspondente não representa risco à saúde do consumidor.

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Lucro líquido da Bunge quase dobra no terceiro trimestre de 2026

A Bunge, uma das maiores empresas do agro mundial, teve um lucro líquido de US$ 318 milhões no terceiro trimestre de 2026, quase o dobro dos US$ 166 milhões registrados um ano antes. O lucro líquido ajustado ficou em US$ 496 milhões, alta de 10,2% na comparação anual.

O resultado foi impulsionado pelo desempenho das operações de processamento e refino de soja e de outras oleaginosas, que compensaram a piora em segmentos como óleos tropicais e ingredientes especiais.

No acumulado do ano, o lucro líquido da trading ficou em US$ 1,06 bilhão, ante US$ 721 milhões nos nove primeiros meses de 2025.

A receita líquida somou US$ 23,8 bilhões no trimestre, alta de 7,4% na comparação anual. O resultado operacional ajustado (EBIT) alcançou US$ 846 milhões, ante US$ 757 milhões no terceiro trimestre de 2025, avanço de 11,8%.

Na divulgação do balanço financeiro, a Bunge afirma que a América do Norte foi o principal fator para a melhoria do desempenho, impulsionada por resultados mais sólidos no processamento, parcialmente compensados ​​por um desempenho inferior no refino.

Na América do Sul, a melhora no desempenho refletiu resultados mais fortes no processamento na Argentina e no Brasil, parcialmente compensados ​​por resultados mais fracos nos segmentos de fertilizantes e refino em ambos os países.

O volume de soja processada globalmente foi de 11,75 milhões de toneladas, queda de 3,2% em relação às 12,14 milhões de toneladas do terceiro trimestre de 2025.

Na Europa, o processamento teve bom resultado e foi parcialmente compensados ​​por uma menor originação na América do Sul e por resultados de processamento mais fracos na Ásia.

O segmento de processamento e refino de outras oleaginosas, como canola e girassol, também apresentou avanço.  Os volumes processados cresceram de 3,13 milhões para 3,61 milhões de toneladas, refletindo um ambiente de margens mais favorável.

A América do Norte foi novamente o principal motor da melhora nessa divisão, enquanto a companhia registrou resultados inferiores nas operações de processamento e refino na Argentina.

Os resultados globais da comercialização de óleo de soja ficaram abaixo dos registrados no ano anterior. Volumes menores de processamento na América do Sul e na Ásia foram parcialmente compensados ​​por volumes maiores na Europa. Os volumes de processamento nos EUA mantiveram-se em patamares semelhantes aos do ano anterior.

“Em um ambiente complexo — marcado por incertezas geopolíticas, fluxos comerciais em transformação e políticas governamentais em constante evolução —, nossa plataforma global nos permitiu aproveitar oportunidades e, ao mesmo tempo, gerenciar riscos de forma eficaz. Paralelamente, continuamos avançando em nossas principais prioridades de criação de valor, incluindo as sinergias relacionadas à Viterra e o progresso nos esforços para viabilizar grandes investimentos voltados ao crescimento”, diz o CEO da empresa, Greg Heckman, em nota.

A companhia mantém a estimativa de lucro ajustado por ação entre US$ 9,25 e US$ 9,75 em 2026.

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Governo inicia em janeiro testes para mistura de 35% de etanol na gasolina

O governo federal prevê iniciar em janeiro de 2027 os testes para elevar de 32% para 35% a mistura de etanol anidro na gasolina, conhecida como E35.

A expectativa do MME (Ministério de Minas e Energia) é consolidar os resultados até julho do próximo ano, após a realização dos ensaios técnicos.

Segundo Marlon Arraes, diretor de programas do Ministério de Minas e Energia, a publicação da portaria com o plano de testes está prevista para o início de novembro.

O cronograma definitivo deverá ser consolidado ainda no mesmo mês, após a definição dos procedimentos e da contratação dos laboratórios necessários.

A avaliação será fundamental para determinar se o aumento da mistura pode ser adotado com segurança. Entre os principais pontos estão a durabilidade dos componentes dos veículos, a compatibilidade dos materiais com concentrações mais elevadas de etanol e a capacidade dos sistemas de gerenciamento dos motores de se adaptar ao combustível.

De acordo com Arraes, os relatórios técnicos serão reunidos e apresentados ao CNPE (Conselho Nacional de Política Energética), responsável por avaliar a viabilidade do aumento definitivo da mistura.

Testes incluem veículos de diferentes gerações

O Instituto Mauá de Tecnologia participará dos ensaios mecânicos, com avaliações de motores, veículos e componentes. O plano prevê uma frota de 16 veículos de diferentes gerações, abrangendo modelos desde a década de 1990 até os mais recentes, além de motocicletas e testes específicos de componentes.

Renato Romil, gerente da Divisão de Motores e Veículos do instituto Mauá, destacou que a análise exige atenção especial aos automóveis movidos exclusivamente a gasolina, que não contam com a mesma flexibilidade dos veículos flex.

Segundo ele, esses motores foram originalmente desenvolvidos para trabalhar com proporções menores de etanol. Por isso, a elevação da mistura exige testes adicionais para verificar não apenas o funcionamento imediato, mas também possíveis efeitos sobre peças e sistemas ao longo do tempo.

O especialista ressaltou que um veículo pode funcionar aparentemente bem com o novo combustível e, ainda assim, apresentar desgaste de componentes. A avaliação da durabilidade é, portanto, uma das etapas consideradas essenciais antes de qualquer mudança definitiva.

E32 segue em vigor temporariamente

A mistura atual de 32% de etanol na gasolina tem vigência prevista até 27 de janeiro de 2027, com possibilidade de prorrogação por mais 180 dias, conforme os procedimentos mencionados pelo ministério.

A Lei do Combustível do Futuro prevê a possibilidade de elevar a participação do etanol na gasolina até 35%, desde que a viabilidade técnica seja comprovada. A ampliação faz parte da estratégia brasileira para aumentar o uso de biocombustíveis e reduzir gradualmente a dependência de combustíveis fósseis.

Além da mistura na gasolina, o governo vê oportunidades para ampliar o uso do etanol em outros segmentos, como navegação e equipamentos que hoje utilizam diesel. O combustível também pode servir de matéria-prima para a produção de combustíveis sustentáveis de aviação.

Arraes afirmou que o desenvolvimento desses mercados depende de condições que tornem os projetos competitivos e ofereçam previsibilidade aos investimentos. Nesse contexto, políticas de descarbonização e mecanismos de precificação de carbono podem contribuir para ampliar a demanda por biocombustíveis.

 

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Arábia Saudita amplia suspensão de compra de aves para todo estado de SC

Um dos maiores compradores de aves do Brasil, a Arábia Saudita, se manifestou oficialmente sobre a suspensão de compras da proteína brasileira. Em um comunicado enviado ao país nesta quarta-feira (28), Ríade informou que todo o estado de Santa Catarina foi bloqueado.

Antes, a propria adidancia brasileira havia recomendado o bloqueio em um raio de 10km do foco principal da doença, mas a autoridade sanitária Saudita ainda nao havia se manifestado.

Quais países suspenderam as compras?

O quadro atualizado pelo Ministério da Agricultura em 28 de outubro mostra que as restrições variam conforme o país e a abrangência territorial definida por cada autoridade sanitária.

Embargos para todo o Brasil: Uruguai, México e Malásia.

Embargos para Santa Catarina: China, Chile, Peru, Turquia, Paraguai, Uzbequistão e os integrantes da União Econômica Eurasiática — Armênia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Rússia.

Restrições limitadas à área sob controle sanitário: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Japão, União Europeia, Reino Unido, Coreia do Sul, Filipinas, África do Sul, Omã, Jordânia, Hong Kong, Egito, Argentina, Cuba, Vietnã, Canadá, Bahamas, Argélia, Namíbia, República Dominicana, Nova Caledônia, Tanzânia, Marrocos, Timor-Leste, Bolívia, El Salvador e Vanuatu.

A lista considera a atualização do ministério, mas a decisão saudita publicada nesta quinta-feira exige atenção pela divergência quanto à extensão territorial do embargo.

Regionalização busca limitar perdas

O Ministério da Agricultura e o Ministério das Relações Exteriores trabalham para que os parceiros comerciais reconheçam a regionalização sanitária brasileira, restringindo as compras às áreas afetadas em vez de suspender as importações de todo o país.

Segundo o governo brasileiro, as negociações internacionais ajudaram a evitar perdas potenciais estimadas em US$ 954 milhões por ano. O cálculo compara as restrições efetivamente adotadas em 2026 com um cenário hipotético em que os países repetissem as medidas mais amplas aplicadas durante o episódio de Newcastle registrado no Rio Grande do Sul, em 2024.

 

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AGCO tem queda de 83% no lucro líquido do terceiro trimestre

A AGCO, fabricante de máquinas agrícolas dona das marcas Valtra, Fendt e Massey Ferguson, registrou lucro líquido de US$ 51,7 milhões no terceiro trimestre de 2026, queda de 83,1% em relação aos US$ 305,7 milhões registrados no mesmo período de 2025.

Nos nove primeiros meses do ano, o lucro líquido somou US$ 183,9 milhões, recuo de 70,8% na comparação com os US$ 631 milhões registrados entre janeiro e setembro do ano passado.

A receita líquida de vendas da companhia totalizou US$ 2,3 bilhões no terceiro trimestre, queda de 8,6% em relação ao mesmo período de 2025. No acumulado do ano, a receita atingiu US$ 7,2 bilhões, alta de 0,7% na comparação anual.

Na América Latina, as vendas líquidas recuaram 19,1% no terceiro trimestre, desconsiderando os efeitos cambiais. Segundo a companhia, a redução refletiu a menor demanda por máquinas agrícolas na região. O resultado operacional também caiu, pressionado principalmente pela diminuição das vendas e dos volumes de produção.

No Brasil, as vendas de tratores no varejo recuaram 17% nos nove primeiros meses de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado. A empresa atribuiu o movimento à menor demanda por máquinas de maior porte. As vendas de colheitadeiras caíram 38% na mesma base de comparação.

A AGCO apontou juros elevados, restrições ao crédito e condições econômicas desfavoráveis para os produtores rurais como fatores que pressionaram a rentabilidade no campo. A incerteza econômica e sobre as políticas públicas também reduziu a confiança dos agricultores e contribuiu para o adiamento das compras de equipamentos.

Em nota, o presidente e CEO da AGCO, Eric Hansotia, afirmou que a companhia opera em um cenário de demanda global por máquinas agrícolas no nível mais fraco em mais de uma década. Segundo ele, os custos elevados de insumos e as incertezas nos mercados de commodities e no comércio internacional contribuíram para a retração.

A empresa informou que ajustou a produção à demanda, administrou os estoques dos concessionários e manteve o controle de custos. Também destacou investimentos em agricultura de precisão, sistemas de pulverização direcionada com inteligência artificial e soluções autônomas, voltados à redução dos custos operacionais dos produtores.

A AGCO estima a receita líquida entre US$ 9,8 bilhões e US$ 10 bilhões em 2026. A margem operacional ajustada deve ficar em torno de 7%, enquanto o lucro por ação ajustado é estimado em aproximadamente US$ 5,50.

A fabricante também informou que pretende manter os volumes de produção alinhados à demanda do mercado, com foco no controle de custos e na disciplina de preços.

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Raízen fecha acordo tributário de R$ 22,4 bilhões e revisa projeções

A Raízen firmou nesta quarta-feira (28) um acordo tributário com a PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional) e a Receita Federal do Brasil para regularizar débitos com a União que somam R$ 22,4 bilhões. A operação envolve a companhia e outras sociedades de seu grupo econômico e representa uma etapa importante para a implementação do Plano de Recuperação Extrajudicial.

Do total negociado, R$ 16,7 bilhões são de responsabilidade econômica da própria Raízen, enquanto os R$ 5,7 bilhões restantes são de responsabilidade econômica final dos acionistas controladores, conforme os instrumentos aplicáveis.

Para os débitos atribuídos à companhia, foram concedidos descontos de R$ 8,5 bilhões sobre multas e juros. Com isso, o saldo a ser liquidado pela Raízen caiu para R$ 8,2 bilhões. A quitação ocorrerá por meio da utilização de R$ 5,7 bilhões em prejuízos fiscais e do pagamento de R$ 2,5 bilhões à vista.

A transação tributária é uma das condições necessárias para a reestruturação financeira da empresa. A companhia informou que manterá os acionistas e o mercado atualizados sobre os próximos desdobramentos do processo.

Em comunicado, a empresa divulgou uma versão atualizada do material apresentado aos credores financeiros, com revisões de informações operacionais e financeiras referentes à safra 2026/27. A atualização ocorre no contexto do processo de reestruturação financeira da companhia e da implementação de seu Plano de Recuperação Extrajudicial.

Segundo comunicado ao mercado, o documento foi disponibilizado no site de Relações com Investidores da empresa. A companhia informou que a divulgação busca garantir aos acionistas e ao mercado acesso simultâneo e equitativo às principais informações sobre os termos e as condições do plano.

O material reúne dados sobre os negócios e o desempenho operacional e financeiro da Raízen, além de estimativas e projeções elaboradas com base nas informações disponíveis e nas premissas consideradas razoáveis pela administração.

A empresa ressalta, porém, que as projeções refletem as expectativas atuais da gestão e não representam garantia de resultados futuros. Segundo a companhia, fatores operacionais, comerciais, financeiros, macroeconômicos e setoriais podem provocar diferenças relevantes entre os resultados efetivamente apurados e as estimativas divulgadas.

A Raízen também informou que atualizará a seção 3, referente a projeções, de seu Formulário de Referência dentro do prazo regulamentar. O documento deverá refletir as estimativas revisadas e os motivos das alterações.

No comunicado, a companhia reiterou seu compromisso com a transparência, a governança corporativa e o cumprimento das normas aplicáveis. A empresa afirmou ainda que manterá os acionistas e o mercado informados sobre eventuais desdobramentos relevantes.

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Carteira de crédito rural do Santander recua com alta do endividamento

A carteira de crédito rural ampliada do Santander para pessoa jurídica totalizou R$ 10,4 bilhões no 3º trimestre encerrado em setembro, um recuo de 10% com relação aos R$ 11,5 bilhões do mesmo período no ano anterior.

Para pessoa física, o crédito rural totalizou R$ 7,5 bilhões no encerramento do trimestre, queda de 18,7% quando comparado aos R$ 9,2 bilhões registrados no mesmo recorte em 2025. O crédito rural corresponde a 2,9% da composição da carteira.

O índice de inadimplência de 15 a 90 dias de pessoa física encerrou o trimestre em 5,2%, praticamente estável. O banco observa pressão no segmento de agronegócio, mas mantém foco na rentabilidade.

O índice de inadimplência acima de 90 dias em pessoa física registrou alta de 3,4% no trimestre. Em ambos os períodos, houve aumento nos segmentos de baixa renda e agronegócio, em um cenário econômico ainda desafiador e de elevado nível de endividamento.

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Pilgrim’s Pride tem lucro líquido ajustado de US$ 117,7 milhões no 3º tri

A Pilgrim’s Pride registrou lucro líquido ajustado de US$ 117,7 milhões no terceiro trimestre de 2026, encerrado em 27 de setembro. Pelo critério contábil GAAP, o lucro líquido foi de US$ 116,3 milhões. A companhia norte-americana de alimentos divulgou os resultados nesta quarta-feira (28), em meio à pressão sobre os preços da carne de frango nos Estados Unidos e à redução das margens operacionais.

As vendas líquida somou US$ 4,65 bilhões no período, queda de 2,2% em relação aos US$ 4,76 bilhões registrados no mesmo trimestre de 2025. O lucro operacional recuou 61,1%, para US$ 191,5 milhões, ante US$ 492,6 milhões um ano antes.

O EBITDA ajustado, indicador que mede o resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização, totalizou US$ 316,3 milhões, redução de 50% na comparação anual, frente aos US$ 633,1 milhões registrados no terceiro trimestre do ano passado. A margem EBITDA ajustada caiu de 13,3% para 6,8%, uma retração de 6,5 pontos percentuais.

A companhia encerrou o trimestre com alavancagem líquida de 1,76 vez o EBITDA ajustado, abaixo da faixa de referência de duas a três vezes estabelecida pela empresa. Segundo a Pilgrim’s Pride, a posição de liquidez permanece sólida para sustentar futuras oportunidades de crescimento.

No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, a receita líquida atingiu US$ 13,81 bilhões, queda de 1,2% ante os US$ 13,98 bilhões registrados no mesmo período de 2025. O lucro operacional recuou 70,2%, para US$ 420 milhões, enquanto o EBITDA ajustado somou US$ 984,4 milhões, baixa de 46,9% em relação aos US$ 1,85 bilhão de um ano antes.

No mesmo intervalo, o lucro por ação pelo critério GAAP caiu 76,7%, de US$ 4,17 para US$ 0,97. No terceiro trimestre isolado, o indicador passou de US$ 1,44 para US$ 0,49, recuo de 66%.

Pressão sobre o mercado de frango

Nos Estados Unidos, a oferta de carne de frango aumentou acima do crescimento da demanda, pressionando os preços dos cortes. Dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) apontaram expansão de 2,2% na oferta em relação ao ano anterior, movimento que contribuiu para reduzir os valores de mercado durante o trimestre.

A Pilgrim’s Pride informou que a diversificação do portfólio, os ganhos de eficiência operacional e as melhorias no rendimento da produção ajudaram a compensar parcialmente a pressão sobre os preços das commodities. Os volumes de frango fresco permaneceram estáveis em relação ao trimestre anterior, apoiados por ações promocionais e ampliação da distribuição.

O segmento de alimentos preparados nos Estados Unidos apresentou desempenho positivo, com crescimento superior a 15% nos volumes em relação ao terceiro trimestre de 2025. A marca Just Bare, de produtos de frango totalmente cozidos, também avançou no varejo, com aumento superior a 25% nas vendas em comparação anual.

Na Europa, as vendas e os volumes cresceram em relação ao ano anterior, impulsionados pela procura por proteínas e refeições com preços mais acessíveis. Apesar disso, as margens foram pressionadas pela situação do mercado de carne suína e pela elevação dos custos de produção. A empresa também informou que segue em andamento o processo de aprovação da aquisição da Walkers Deli & Sausage, com conclusão prevista para o início de 2027.

No México, a rentabilidade melhorou em relação ao trimestre anterior, acompanhando a recuperação das condições de mercado para o frango vivo. As vendas de produtos frescos de marca no varejo cresceram mais de 40% na comparação anual, enquanto os volumes junto a clientes estratégicos do varejo aumentaram mais de 8%.

“Continuamos focados em nossos investimentos e estratégias para impulsionar o crescimento rentável e adaptar nosso portfólio às mudanças nas condições de mercado”, afirmou Fabio Sandri, presidente e diretor-executivo da Pilgrim’s Pride, em comunicado.

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