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A 28.800 km/h e a 410 milhões de km da Terra: como uma sonda da Nasa encarou um asteroide de perto pela 1ª vez

Uma espaçonave construída para explorar Júpiter acabou fazendo história antes mesmo de chegar ao planeta. Em 29 de outubro de 1991, a sonda americana Galileo, da NASA, realizou a primeira passagem próxima de uma espaçonave por um asteroide, registrando imagens inéditas de Gaspra, localizado entre Marte e Júpiter. O acontecimento completa 35 anos nesta quinta-feira (29).

Durante a aproximação, a Galileo passou a aproximadamente 1.600 quilômetros do centro do asteroide, permitindo observar detalhes de sua superfície que até então não haviam sido registrados tão de perto. O feito marcou uma nova etapa na exploração espacial e ampliou o conhecimento sobre esses corpos rochosos.

Imagens históricas da missão Galileo mostram os asteroides Gaspra e Ida, cujas observações marcaram avanços na exploração espacial da NASA
À esquerda, Gaspra, fotografado em 1991; à direita, Ida, registrado em 1993, com destaque para sua pequena lua Dactyl • NASA/JPL

Encontro entre Galileo e Gaspra

Desenvolvida pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), da NASA, a Galileo foi projetada para investigar Júpiter e suas luas. A missão recebeu o nome do astrônomo italiano Galileu Galilei, que descobriu quatro grandes luas do planeta em 1610. Seu objetivo era estudar Júpiter durante anos, algo que nenhuma espaçonave havia feito até então.

Lançada em 18 de outubro de 1989, a bordo do ônibus espacial Atlantis, a Galileo precisou seguir um caminho diferente do planejado. Após o acidente com o ônibus espacial Challenger, em 1986, a NASA alterou o sistema de lançamento da missão. Sem a propulsão inicialmente prevista para uma viagem mais direta, a espaçonave aproveitou a gravidade de Vênus e da Terra para ganhar velocidade e alcançar Júpiter.

Durante esse percurso, surgiu a oportunidade de observar Gaspra. A NASA ajustou a trajetória da Galileo para permitir a aproximação e, em 1991, a sonda passou pelo asteroide a uma velocidade relativa de aproximadamente 28.800 quilômetros por hora.

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Porém, a missão enfrentava algumas dificuldades técnicas. Meses antes, a antena principal da sonda não havia conseguido se abrir completamente, prejudicando a comunicação com a Terra. Apesar do problema, a Galileo conseguiu armazenar imagens e informações sobre Gaspra, que foram transmitidas posteriormente.

Das primeiras imagens às novas descobertas

Com aproximadamente 20 quilômetros em sua maior dimensão, Gaspra chamou a atenção pelos detalhes registrados durante a aproximação. As fotografias revelaram um asteroide de formato irregular, com crateras espalhadas pela superfície, características que até então não haviam sido observadas de tão perto por uma espaçonave.

Em 14 de novembro de 1991, pouco mais de duas semanas após a aproximação, a NASA divulgou a primeira imagem próxima de um asteroide. A fotografia havia sido captada a cerca de 16.200 quilômetros de Gaspra, aproximadamente 34 minutos antes da maior aproximação. Na época, a Galileo estava a cerca de 410 milhões de quilômetros da Terra.

Dois anos depois, em agosto de 1993, a missão protagonizou outra descoberta ao passar pelo asteroide Ida. Meses após a aproximação, pesquisadores identificaram nas imagens uma pequena lua, posteriormente chamada Dactyl. Foi a primeira identificação confirmada de um satélite natural orbitando um asteroide.

Somente em dezembro de 1995, seis anos após o lançamento, a Galileo chegou a Júpiter, seu principal destino. A missão foi encerrada em setembro de 2003, quando a NASA direcionou a espaçonave para a atmosfera do planeta. Apesar disso, a passagem por Gaspra permanece como um marco da exploração espacial por ter proporcionado as primeiras imagens próximas de um asteroide.

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Martian meteorite found in the Sahara is 4.1 billion years old

A meteorite found in 2022 in the Sahara in Mali formed in the Martian crust at least 4.1 billion years ago, according to scientists, making the reddish igneous rock perhaps the oldest of the 435 meteorites from Mars known on Earth.

The researchers said the composition of the meteorite, called Teghaza 001, is providing insight into the environment early in the history of Earth’s planetary neighbor, with fresh evidence of liquid water on the surface that bolsters the notion that primordial Mars may have been conducive to microbial life.

Planetary scientist Yang Liu of NASA’s Jet Propulsion Laboratory in California, which is managed by Caltech, called the meteorite “a witness to a time when Mars was likely warmer and wetter than it has been for most of its history.”

The chemistry of the meteorite, a type of coarse-grained rock called gabbro, shows that it experienced interactions with water when it was slowly cooling and crystallizing in the Martian subsurface. It was part of the Martian crust, the planet’s outermost layer, but formed from magma originating at greater depths in the planet’s mantle.

Mars is now cold, dry and desolate, but extensive evidence indicates it had water flowing on its surface in the form of rivers, lakes and an ocean in the northern hemisphere billions of years ago.

Teghaza 001 was discovered in eight pieces, with the largest chunk about the size of a fist, in the desert roughly 21 miles (34 km) from the Malian village of Bir Chali. Its main minerals are feldspar and pyroxene, and it contains zircon crystals bearing the element uranium. The researchers ascertained its age using a technique based on the decay of uranium into lead over time.

“Martian meteorites are our only samples from Mars, forming our basis for understanding the formation and differentiation of early Mars and allowing us to evaluate in laboratories whether ancient Mars could have supported habitable conditions,” said Liu, lead author of a study on the meteorite published in the journal Science.

“The detailed information we can extract from these meteorite samples complements and validates our exploration of Mars using satellites, landers and rovers,” Liu said.

This information provides clues about how the evolution of Mars diverged from Earth’s when they were in their infancy and life was beginning to take hold on our planet, Liu said. Earth, Mars and the solar system’s other planets formed roughly 4.5 billion years ago.

Only three Martian meteorites, including Teghaza 001, date to the planet’s early history. One of them, discovered in Antarctica in 1984, was initially assessed as being about 4.5 billion years old but more recently was determined to have a similar age to Teghaza 001. Teghaza 001 likely is the older of the two, according to the new study.

WATER WAS PERCOLATING

Isotopes, or forms, of the elements oxygen and hydrogen present in the meteorite show that water was percolating down into the planet’s deeper crust, as occurs on Earth, and mixing with molten rock from the mantle.

“Multiple lines of evidence in Teghaza 001 suggest Mars’ surface had water at more than 4.1 billion years ago. This is reflected by hydrogen isotopes in phosphate and oxygen isotopes in minerals and bulk samples,” Liu said.

Water is considered a key ingredient for life.

“The findings lend support to the idea that early Mars had the necessary ingredients and conditions to harbor life, but do not directly answer the question of whether there was life on Mars,” said planetary scientist and study co-author Lee Saper of NASA’s Ames Research Center and the BAER Institute in California.

“The rock is a snapshot in time that shows how a wetter early Mars with a thick atmosphere could have supported habitable conditions but that these conditions were waning rapidly over the first billion years or so of Mars’ existence, trending towards its currently dry and inhospitable environment,” Saper said.

Teghaza 001’s chemistry shows it is distinct from the other known Martian meteorites. It may have originated in the southern highlands, possibly from near Hellas Basin, one of the largest Martian impact craters, Liu said.

The meteorite has a dramatic backstory.

“It was blasted by an impact from the surface of Mars and was flying through space until its path crossed that of Earth. It then entered the atmosphere as a meteor and survived as a meteorite by landing in the Sahara,” Liu said. “We do not know when the sample landed on Earth.”

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“La sonda ha iniziato a ruotare come una trottola impazzita, si è sfiorato il disastro”: il telescopio Swift precipita verso la Terra, fallisce la missione disperata della Nasa. Lo speciale di Bignami su Focus

“Missione impossibile: salvate Swift!”. In questa storia oltre cielo e stelle Brian De Palma e Tom Cruise non c’entrano nulla. Semmai i protagonisti sono il telescopio spaziale Swift – in caduta libera verso la terra – e una sonda chiamata Link che la Nasa ha lanciato per riagganciare Swift e riportarlo in orbita. Per sapere come questa storia ambientata nello spazio va a finire, non andate a sbirciare su Google e collegatevi su Focus (canale 35 del digitale terrestre), venerdì 30 ottobre alle 22:00, quando andrà in onda lo speciale Missione impossibile: salvate Swift!, firmato da Fabio Fagone e Luigi Bignami, dove vi verranno spiegati tutti i dettagli della vicenda. “Il telescopio spaziale Swift ha permesso scoperte che hanno riscritto i libri di astrofisica”, spiega il divulgatore e consulente scientifico del documentario, Luigi Bignami, a FQMagazine. “Per oltre 20 anni è stato il nostro detective privato per eccellenza, progettato per dare la caccia ai fenomeni più energetici e catastrofici del cosmo: i lampi di raggi X e i potentissimi lampi gamma (GRB).Parliamo di eventi titanici, capaci di sprigionare in pochi secondi più energia di quanta il nostro Sole ne produrrà in tutta la sua vita!”.

Si parla di eventi in diretta cosmica come lo scontro mortale e la successiva fusione di stelle di neutroni dense come un nucleo atomico, le spettacolari esplosioni di supernovae o persino i buchi neri che inglobano le stelle sfortunate che passano troppo vicine a loro. Solo che a un certo punto della storia Swift ha cominciato a precipitare. “Il colpevole della caduta è l’attrito atmosferico – continua Bignami – Anche a quote molto elevate dello spazio, l’atmosfera terrestre non scompare del tutto, ma lascia un residuo debolissimo. Questa agisce come un freno sulla velocità del satellite. Tra l’altro, negli ultimi anni ci sono state numerose esplosioni solari che hanno fatto “gonfiare” l’atmosfera terrestre e ciò ha ulteriormente rallentato il satellite. Rallentando, la gravità ha preso il sopravvento e SWIFT ha perso la sua sfida contro la gravità terrestre, iniziando una inesorabile discesa verso il basso”.

A questo punto entra in gioco Link, la sonda artificiale che la Nasa nell’estate del 2026 lancia nello spazio. “Gli ingegneri aerospaziali hanno tentato un’impresa disperata. Il piano era lanciare una sonda di salvataggio con il compito di agganciare Swift e usare i propri motori come un rimorchiatore cosmico per spingerlo di nuovo in un’orbita sicura”, spiega Bignami. “Un’operazione di una complessità mai vista, pianificata e realizzata in tempi record. Purtroppo, la fretta è stata fatale: senza il tempo necessario per testare le procedure in orbita, si è sfiorato il disastro. Durante una manovra di rotazione, un piccolo propulsore d’assetto di Link è rimasto bloccato in posizione di accensione. La sonda ha iniziato a ruotare su se stessa, come una trottola impazzita nel vuoto. Per fermarla e riprendere il controllo, gli ingegneri hanno dovuto attivare tutti gli altri motori, consumando quasi tutto il propellente a disposizione. Quando il contatto è stato ristabilito, i serbatoi erano ormai vuoti: non c’era più abbastanza carburante per salvare Swift”.

Una caduta libera che però non metterà in pericolo gli abitanti della Terra: “Nei prossimi giorni, Swift rientrerà nell’atmosfera e brucerà completamente come una spettacolare stella cadente; nessun pericolo che ci cada in testa, state tranquilli”. “Lasciatemi dire una cosa – chiosa Bignami – quando gli astrofisici lo lanciarono nello spazio, speravano che resistesse 2 o forse 3 anni. Invece, questo incredibile instancabile esploratore ha lavorato per ben 22 anni, regalandoci una delle missioni scientifiche più longeve e di successo della storia dell’umanità”.

L'articolo “La sonda ha iniziato a ruotare come una trottola impazzita, si è sfiorato il disastro”: il telescopio Swift precipita verso la Terra, fallisce la missione disperata della Nasa. Lo speciale di Bignami su Focus proviene da Il Fatto Quotidiano.

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Robô da Nasa descobre poeira ultrafina em Marte que pode criar grandes desafios para futuros astronautas

Marte é um lugar empoeirado. A poeira é transportada pelos ventos do dia a dia, por redemoinhos chamados de redemoinhos de poeira e por tempestades de poeira maiores que ocorrem em escalas locais, regionais e globais. A poeira é um fator que precisa ser levado em consideração em qualquer missão humana a Marte, e novos dados de um veículo espacial da NASA estão revelando o tamanho do desafio que ela pode representar.

O rover Perseverance da NASA, que opera na região da Cratera Jezero, no hemisfério norte de Marte, desde seu pouso em 2021, detectou as partículas de poeira mais finas já registradas no planeta vizinho da Terra. Ele documentou partículas ultrafinas com cerca de 100 nanômetros de largura, aproximadamente 500 vezes mais finas que um fio de cabelo humano.

“Partículas menores não necessariamente tornam a poeira mais perigosa, mas têm maior potencial para penetrar mais profundamente no corpo humano e são mais difíceis de serem eliminadas pelo organismo”, disse o cientista planetário Scott VanBommel, da Universidade de Washington em St. Louis, membro da equipe científica do Perseverance e principal autor de um estudo que descreve as descobertas na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

“Como qualquer substância, a toxicidade depende da dose e da duração da exposição. A poeira marciana contém sílica, compostos de ferro e compostos de cloro, como o perclorato, que são conhecidos por serem prejudiciais em doses suficientemente altas na Terra”, disse VanBommel.

O Perseverance mediu partículas de poeira que aderiram aos componentes do veículo explorador, incluindo materiais de trajes espaciais transportados a bordo do veículo robótico de seis rodas, com o objetivo de observar como eles se comportam no ambiente hostil do planeta.

Medições anteriores identificaram partículas de poeira marciana com diâmetro de até cerca de 3 micrômetros. Mas o Instrumento Planetário para Litoquímica de Raios X (PIXL) do Perseverance documentou duas categorias de partículas ainda menores. Além das partículas ultrafinas, havia uma categoria de partículas finas com menos de 2,5 micrômetros de diâmetro, ou 30 vezes mais finas que um fio de cabelo.

Partículas tão minúsculas podem ser pequenas o suficiente para penetrar nos pulmões de um astronauta, entrar na corrente sanguínea e potencialmente danificar órgãos vitais. Outra preocupação é que o ambiente marciano e as propriedades físicas da poeira possam degradar os materiais dos trajes espaciais e dos habitats ao longo do tempo.

Com isso em mente, o Perseverance carrega amostras de possíveis materiais para trajes espaciais, como a fibra sintética Vectran e o revestimento protetor Teflon, cada uma com cerca de 20 mm de lado.

“Não temos evidências de que a poeira tenha danificado os materiais do traje espacial, apenas que os materiais tenderam a interagir com a poeira de maneira diferente”, disse VanBommel. “O Vectran pareceu reter partículas de poeira maiores, com maior prevalência na parte inferior de sua trama. A amostra de Teflon reteve menos poeira, mas a poeira retida era mais fina, refletindo diferenças em como as propriedades eletrostáticas podem aderir preferencialmente partículas de tamanhos diferentes a cada material.”

Astronautas em Marte

A NASA pretende enviar astronautas a Marte já na década de 2030.

“Essas descobertas ajudarão a orientar o projeto de futuros sistemas de suporte humano para missões tripuladas a Marte, incluindo a escolha de materiais para trajes espaciais e habitats, bem como métodos de limpeza que funcionem com partículas de tamanho submicrométrico. Elas também complementam as diretrizes e os protocolos que a NASA estabeleceu para riscos toxicológicos”, disse VanBommel.

“A quantidade de poeira que atinge um habitat dependerá em grande parte de como os trajes espaciais e as câmaras de descompressão são projetados, e esse trabalho está em andamento. A NASA está atualmente estudando estações de acoplamento para trajes espaciais e câmaras de descompressão de câmara dupla, bem como outros conceitos, para manter a poeira fora das áreas habitáveis”, disse VanBommel.

A NASA tem experiência com os efeitos da poeira lunar proveniente das missões Apollo, realizadas entre 1969 e 1972. A poeira lunar degradou as camadas externas dos trajes espaciais, danificou as vedações e arranhou as viseiras. Também pode ter causado sintomas semelhantes aos da rinite alérgica em alguns astronautas.

Mas a poeira de Marte difere da poeira lunar.

“Na Lua, a poeira é gerada principalmente por impactos na superfície , incluindo micrometeoritos. Sem atmosfera ou vento para desgastá-las, as partículas lunares permanecem afiadas e angulares. A maior preocupação com a poeira lunar vem de seu formato, enquanto que, para a poeira marciana, sua composição química e tamanho das partículas são as principais preocupações”, disse VanBommel.

A poeira de Marte surge principalmente das rochas basálticas de granulação fina do planeta. O intemperismo dessas partículas as torna menos abrasivas.

“O ambiente eólico ativo mistura a substância globalmente, conferindo-lhe uma composição bastante uniforme. Esse mesmo ambiente arredonda as partículas e gradualmente as quebra em partículas menores por meio de colisões”, disse VanBommel.

O foco do Perseverance tem sido a busca por sinais de vida microbiana antiga em Marte . Mas a NASA também o utilizou para se preparar para missões tripuladas.

“Os resultados deste estudo não significam que Marte seja perigoso demais para os humanos. A poeira marciana é um risco que precisa ser levado em consideração no planejamento, da mesma forma que a radiação e a distância da Terra”, disse VanBommel.

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Empresa de satélites que ajudam no avanço do agro no Brasil e na prospecção de terras raras fecha parceria com a Nasa para monitoramento terrestre

A Nasa fechou um contrato de US$ 3 milhões com a EarthDaily, que vai fornecer dados sobre seus satélites para a agência espacial e ao USG (Serviço Geológico dos Estados Unidos), para criar novas formas de incorporar recursos comerciais aos programas federais de monitoramento da superfície terrestre.

A empresa canadense atua no Brasil e presta serviço para o agronegócio e exploração mineral, incluindo terras raras, do país e tem sede própria em São Paulo. Brasil tem a segunda maior reserva do mundo, ficando atrás apenas da China. 

A parceria será realizada avaliando os dados da constelação de satélites da EarthDaily com base nos padrões e requisitos do Landsat, que considera a qualidade dos dados, calibração o, estabilidade, desempenho radiométrico e geométrico, capacidade de harmonização e adequação às finalidades de uso.

A avaliação examinará se os dados podem oferecer produtos de reflectância da superfície e temperatura da superfície com qualidade equivalente aos padrões do Landsat.

O grupo também oferece serviços para mineradores, combinando sensoriamento remoto imagens, dados geológicos e geoquímicos e modelos de inteligência artificial para trabalhos que envolvam a exploração de minérios, como as terras raras, essenciais para economia global.

Imagens de campo de mineração • Earth Daily

“A tecnologia não significa que o satélite simplesmente “enxerga uma jazida de terras raras” no subsolo. O trabalho é mais sofisticado: sensores espectrais conseguem identificar assinaturas minerais e alterações geológicas presentes ou refletidas na superfície que podem estar associadas a determinados tipos de depósitos. Esses dados são combinados com outras informações geológicas, geofísicas e geoquímicas para selecionar áreas prioritárias para investigação em campo e, posteriormente, perfuração”, diz trecho da nota enviada à CNN Brasil.

A constelação de satélites também pode auxiliar no monitoramento de florestas, permitindo acompanhar mudanças na vegetação, estresse ambiental, incêndios e áreas queimadas. 

Além disso, as organizações irão analisar como as observações comerciais podem contribuir para o desenvolvimento de produtos de observação da Terra, que serão preparados para inteligência artificial, que utilizará eles para realizar o processamento de dados e aplicações de aprendizado de máquina.

Essa avaliação pode resultar em observações mais frequentes e em benefícios para usuários que precisam de medições consistentes das mudanças ocorridas entre as aquisições de imagens.

Para a EarthDaily, a colaboração com a Nasa e a USGS está centrada na avaliação de dados, demonstração de fluxos de processamento, avaliação e validação de produtos, estruturas padronizadas de dados e caracterização de incertezas.

Imagens do Aeroporto Internacional de Pequim-Capital gerada pelo satélite • Earth Daily

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A empresa explica que o trabalho entre as organizações vai testar os dados da constelação de satélites juntamente com Landsat e dados de outras missões que são referência, além da avaliação da utilização desses fatores em luxos de processamento do USGS Analysis Ready Data e do NASA Harmonized Landsat and Sentinel-2.

A EarthDaily informou a CNN Brasil que serão analisadas a compatibilidade com séries, as séries históricas de longo prazo de observação da superfície terrestre e a possibilidade desses dados aumentarem a frequência de visitas e a melhora da resolução espacial.

Os resultados do trabalho previsto no contrato poderão contribuir para identificar e aprimorar os requisitos que os recursos comerciais e os produtos de dados derivados devem atender para para permitir sua harmonização com o acervo histórico do Landsat.

 

*Sob supervisão de Thiago Félix 

Satélite “morto” da Nasa retorna à Terra após 38 anos

 

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Partes de telescópio espacial desativado da Nasa podem atingir o Brasil ao cair do espaço

Partes do telescópio espacial Neil Gehrels Swift Observatory, da Nasa, que após 22 anos encerrou sua missão, podem cair em solo brasileiro nas próximas semanas, quando entrar em órbita terrestre. A Nasa ainda não consegue informar com precisão a data e o horário que isso pode acontecer, sabe-se apenas que o equipamento percorre uma órbita inclinada, de aproximadamente 20,6° em relação a Linha do Equador.

Dentro dessa faixa a ser percorrida pelo Neil Gehrels Swift Observatory, está o Brasil, então a Nasa aponta que uma reentrada na órbita da Terra que o faça deixar rastros em solo brasileiro é possível, mas não há como ter uma certeza absoluta.

O Observatório Swift da NASA orbita acima da Terra nesta ilustração conceitual
O Observatório Swift da NASA orbita acima da Terra nesta ilustração conceitual • Centro de Voos Espaciais Goddard/NASA

“É importante separar possibilidade de previsão. O Brasil não pode ser descartado simplesmente por estar parcialmente dentro da faixa orbital do Swift, mas hoje não existe qualquer dado que permita afirmar que os destroços cairão no país”, explica o Prof. Dr. Marcos Calil, responsável pelo Setor de Observatório da Urânia Planetário.

A Nasa explica que não é possível concretizar uma data ou a certeza do trajeto porque é possível que pequenas mudanças na densidade da atmosfera, na atividade solar e até mesmo no comportamento da espaçonave interfiram no momento da entrada em órbita, podendo alterar o local.

 A última  observação científica do Swift aconteceu em 20 de outubro, quando ele já estava a aproximadamente 275 quilômetros de altitude e o aumento do arrasto atmosférico dificultava a manutenção de sua orientação.

Planejado inicialmente para uma missão de apenas dois anos, o telescópio espacial Neil Gehrels Swift Observatory foi lançado em novembro de 2004.

Em seus 22 anos, Swift observou mais de 2 mil explosões de raios gama, além de supernovas, buracos negros, asteroides e cometas.

 

*Sob supervisão de Thiago Félix

Nasa apresenta novas imagens do telescópio James Webb

 

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