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Segredo de engenharia dos anos 60 que fez um minúsculo carrinho atingir o equivalente a 320 km/h

Em 1968, a fabricante de brinquedos Mattel lançou no mercado a linha de miniaturas em escala 1/64 denominada Hot Wheels. Ao contrário dos veículos de brinquedo produzidos até então, os novos modelos conseguiam rolar em alta velocidade em pistas inclinadas ou com um simples toque de dedo, atingindo o equivalente a 200 milhas por hora (cerca de 320 km/h) em comparação com a escala de um automóvel em tamanho real.

O diferencial técnico que permitiu o desempenho das miniaturas residia em sua estrutura de suspensão e rolamento.

Os projetistas utilizaram um eixo de arame fino de aço (music wire), devidamente lubrificado e conectado a um mancal de plástico exclusivo. Essa solução de engenharia reduziu o atrito mecânico, permitindo que as rodas girassem com resistência mínima.

Além do sistema de rodagem, os modelos originais apresentavam acabamento com a tinta metálica Spectraflame, escapamentos侧ais, traseiras elevadas e pneus com faixa vermelha.

A primeira coleção comercializada ficou conhecida entre entusiastas como “Sweet 16”, constituída por dez modelos baseados em carros de produção modificados e seis veículos de exposição (show cars).

Valorização no mercado de colecionadores

A combinação entre velocidade e design expandiu o apelo do produto para além do público infantil.

Entre as opções de lançamento, a cor rosa choque (hot pink) tornou-se a mais rara e valorizada por colecionadores, uma vez que executivos da empresa na década de 1960 consideravam a tonalidade pouco apropriada para brinquedos masculinos.

O impacto técnico e cultural do projeto resultou na inclusão da marca no National Toy Hall of Fame em 2011. Atualmente, exemplares antigos raros alcançam valores expressivos em leilões, com registros que chegam a 72 mil dólares por uma única unidade.

 

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Volkswagen vê prejuízo trimestral subir para 5,8 mil milhões de euros face à concorrência chinesa

A gigante automóvel Volkswagen registou um prejuízo de 5,8 mil milhões de euros no terceiro trimestre, um valor mais de cinco vezes superior ao de um ano antes, sobretudo devido à concorrência chinesa.

De acordo com um comunicado do grupo alemão, a principal causa dos fatores excecionais, que totalizam 7,8 mil milhões de euros, é a desvalorização dos ativos ligados à Porsche.

A subsidiária de automóveis de luxo, que enfrenta sérias dificuldades, sofreu uma desvalorização que ascende a 6,4 mil milhões de euros.

Os ativos na China, mercado onde a fabricante automóvel, que atravessa uma crise, enfrenta uma concorrência feroz, também sofreram uma desvalorização de mil milhões de euros.

O impacto acumulado destes fatores ao longo de nove meses ascende a 8,7 mil milhões de euros, informou a Volkswagen.

Outros fatores excecionais incluem o impacto financeiro da interrupção da produção do modelo elétrico ID.4 nos Estados Unidos, as despesas com a reestruturação e os custos associados à venda planeada da fábrica de Osnabrück (no oeste da Alemanha), que deverá ser convertida para o setor da defesa.

“Estamos a sentir o peso das tarifas aduaneiras norte-americanas, o mercado chinês está a encolher e, na Europa, a pressão competitiva está a intensificar-se consideravelmente”, explicou o diretor financeiro da empresa, Arno Antlitz, citado no comunicado.

Na China, as entregas de veículos no terceiro trimestre caíram 38,5%, totalizando 405.800 unidades, segundo dados divulgados anteriormente pela Volkswagen.

Neste cenário, o grupo, que detém 10 marcas (VW, Audi, Porsche, Seat, entre outras), registou, entre julho e setembro, um prejuízo operacional de quase 5,9 mil milhões de euros, o que equivale a uma margem negativa de 7,8%. Nos primeiros nove meses do ano e sem ter em conta fatores excecionais, a margem operacional terá atingido 3,8%.

Face à concorrência chinesa, a Volkswagen reduziu, em meados de setembro, as previsões para 2026, passando a projetar uma margem de, no máximo, 1%, face aos 4% a 5% anteriormente estimados.

Envolvido num amplo programa de reestruturação, integrado num acordo com os sindicatos que prevê a eliminação de até 100 mil postos de trabalho, o grupo, que conta com cerca de 648 mil colaboradores em todo o mundo, procura poupar um total de 31 mil milhões de euros.

Entre julho e setembro, a receita da Volkswagen totalizou 75,3 mil milhões de euros, uma quebra de 6,3%.

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