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Dados do TSE revelam os números mais digitados para anular votos

No pleito deste ano, os eleitores que gostariam de anular os votos no segundo turno poderiam votar em qualquer número que não pertencesse aos partidos do presidente Lula (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputavam o Palácio do Planalto.

Conforme levantamento da CNN Brasil com base nos dados divulgados pelo TSE, o número mais utilizado para anular os votos foi “00”, que não pertence a nenhum partido e representou 54,5% dos votos nulos.

Confira a lista dos números mais utilizados para anular o voto:

  1. 00 – Sem partido – 1.483.343 votos – 54,5% dos nulos;
  2. 11 – PP (Partido Progressistas) – 162.324 votos – 6% dos nulos;
  3. 14 – Missão – 143.372 votos – 5,3% dos nulos;
  4. 12 – PDT (Partido Democrático Trabalhista) – 98.490 votos – 3,6% dos nulos;
  5. 99 – Sem partido – 78.143 votos – 2,9% dos nulos;
  6. 31 – Sem partido – 77.823 votos – 2,9% dos nulos;
  7. 15 – MDB (Movimento Democrático Brasileiro) – 77.389 votos – 2,8% dos nulos;
  8. 55 – PSD (Partido Social Democrático) – 61.750 votos – 2,3% dos nulos;
  9. 10 – Republicanos – 38.803 votos – 1,4% dos nulos;
  10. 33 – Mobiliza – 35.576 votos – 1,3% dos nulos;
  11. 44 – União Brasil – 35.254 votos – 1,3% dos nulos; 
  12. 23 – Cidadania – 27.427 votos – 1% dos nulos; 
  13. 45 – PSDB – 27.359 votos – 1% dos nulos; 
  14. 73 – Sem partido – 24.688 votos – 0,9% dos nulos; 
  15. 70 – Avante – 21.649 votos – 0,8% dos nulos; 
  16. 01 – Sem partido – 18.551 votos – 0,7% dos nulos; 
  17. 77 – Solidariedade – 16.615 votos – 0,6% dos nulos; 
  18. 25 – PRD – 16.319 votos – 0,6% dos nulos; 
  19. 67 – Sem partido – 15.298 votos – 0,6% dos nulos; 
  20. 88 – Sem partido – 14.840 votos – 0,5% dos nulos; 
  21. 20 – Podemos – 11.906 votos – 0,4% dos nulos; 
  22. 35 – Democrata – 11.474 votos – 0,4% dos nulos; 
  23. 66 – Sem partido – 10.423 votos – 0,4% dos nulos; 
  24. 56 – Sem partido – 10.335 votos – 0,4% dos nulos;
  25. 21 – PCB – 9.447 votos – 0,3% dos nulos;
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“Contestação não se sustenta”, diz coligação de Lula após carta de Flávio

A coligação partidária do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestou contra a interferência estrangeira no processo democrático após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fugir para os Estados Unidos e publicar uma carta proclamando-se “líder do Brasil”.

A coligação, composta pelo PT (Partido dos Trabalhadores), PCdoB (Partido Comunista do Brasil), PV (Partido Verde), PSB (Partido Socialista Brasileiro), Rede e PDT (Partido Democrático Trabalhista), afirma que Flávio “fugiu do Brasil para não enfrentar a Justiça brasileira”.

“Não por acaso, o candidato derrotado buscou abrigo justamente junto a Trump, que atuou abertamente para interferir em nossas eleições”, escreveram.

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As siglas argumentam que a contestação do resultado não se sustenta, visto que o pedido de prorrogação da votação, concedido pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin, foi solicitado pelo PT e PL (Partido Liberal), sigla de Flávio. No período, conforme reportou a CNN Brasil, foram computados 34.393 votos após as 17h, sendo que a diferença entre os dois candidatos foi de 4,4 milhões de votos.

Os partidos também destacam o reconhecimento do resultado pelo presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Kassio Nunes Marques, destacado no texto como ministro “indicado por [Jair] Bolsonaro”. “Não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial”, declarou o ministro.

“Além do Tribunal Superior Eleitoral, todos os partidos políticos, inclusive o PL, e os observadores internacionais independentes igualmente atestaram a legalidade das eleições”, argumentou a coligação.

A coligação afirma que a “soberania popular se manifestou através do voto livre e universal” e citou as eleições de parlamentares do PL no Senado Federal e Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas e Distrital, Governadores e Presidente como exemplo de “eleição incontestável”.

A fuga do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do senador, também foi lembrado.

“Não é a primeira vez que a família Bolsonaro se recusa a aceitar a vontade das urnas. Em 2022, Jair Bolsonaro tramou uma tentativa de golpe de Estado, que incluía o plano de assassinar o presidente e o vice-presidente eleitos. A democracia resistiu, e ele e os militares envolvidos foram condenados e estão presos”, citaram.

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