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Irani tem lucro líquido de R$ 56,5 mi no terceiro trimestre, alta de 34,3%

A Irani Papel e Embalagem registrou lucro líquido de R$ 56,51 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 34,3% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo a companhia, o resultado foi influenciado pela maior variação do valor justo dos ativos biológicos.

A receita líquida somou R$ 456,58 milhões no período, crescimento de 5,3% na comparação anual. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado alcançou R$ 151,99 milhões, avanço de 3,9% em relação ao terceiro trimestre do ano passado.

De acordo com a empresa, o desempenho operacional foi impulsionado pelo maior volume de vendas no segmento de embalagens sustentáveis, que inclui papelão ondulado. O volume comercializado nesse segmento apresentou crescimento de 11,5% na comparação interanual.

Apesar do aumento nas vendas, os preços médios recuaram 1,2% no trimestre. A companhia atribuiu o movimento à dinâmica do mercado, caracterizada pelo equilíbrio entre oferta e demanda.

No encerramento do terceiro trimestre de 2026, a alavancagem da Irani ficou em 1,89 vez.

Do total da dívida, 67% correspondia a obrigações de longo prazo, enquanto os 33% restantes tinham vencimento no curto prazo. Em relação à composição por moeda, 99% do endividamento estava denominado em moeda nacional.

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Produção de soja no Paraná deve crescer 4% em 2026/27

A safra 2026/27 de soja do Paraná deve alcançar 22,75 milhões de toneladas, alta de 4% com relação ao período anterior, enquanto o trigo caminha na direção oposta, com produção estimada em 1,9 milhão de toneladas, queda de 34%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pelo Deral (Departamento de Economia Rural), da Seab (Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento).

Na soja, a área prevista é de 5,74 milhões de hectares, com 62% do plantio já concluído. Entre as lavouras implantadas, 88% estão em boas condições, 11% em situação média e 1% em condição ruim.

O cenário, porém, ainda pode mudar conforme a evolução do clima ao longo dos próximos meses.

Segundo Larissa Nahirny, coordenadora da Divisão de Estatísticas do Deral, os efeitos climáticos foram mais severos sobre as culturas de inverno. “Essa safra ficou cerca de 30% menor do que a safra anterior. O principal impacto ocorreu no trigo. A produção atual ela está em torno de 1.9 milhões toneladas e esse valor representa um uma diminuição de 28% da produção desse cereal”, explicou Larissa.

A produção total de grãos de inverno está estimada em 2,84 milhões de toneladas. Excesso de chuvas durante o desenvolvimento e a colheita reduziu a produtividade e comprometeu a qualidade dos grãos.

No milho, o plantio da primeira safra 2026/27 chegou a 94% dos pouco mais de 372 mil hectares previstos. A produção é estimada em 4,08 milhões de toneladas, com 78% das lavouras em boas condições.

No trigo, além da queda de 12% na área cultivada, a produtividade recuou para 44 sacas por hectare, ante 54 sacas no ciclo anterior. As chuvas frequentes também afetaram a qualidade do cereal, o que pode limitar a oferta de trigo adequado à indústria de panificação.

Para Larissa o cenário é de bastante dificuldade para o produtor rural pois nos próximos meses é previsto que continue o volume de chuva.

No sentido oposto, a canola ganhou espaço e deve dobrar a produção em relação à safra passada, impulsionada pela expansão da área cultivada no Estado.

Entre as hortaliças, o plantio segue abaixo do esperado em algumas culturas. A batata alcançou 77% da área prevista, ante 90% esperados para outubro, enquanto o tomate chegou a 66%, diante de uma referência de 77%.

Já a produção de cebola é estimada em 96,5 mil toneladas, redução de 23,3% em relação a 2018.

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Monsanto vence julgamento sobre glifosato após decisão da Suprema Corte

Um júri do Tribunal de Circuito do Missouri, nos Estados Unidos, decidiu por unanimidade a favor da Monsanto em um processo envolvendo o herbicida Roundup, um glifosato. O julgamento, realizado nesta quinta-feira (29), foi o primeiro relacionado ao produto desde que a Suprema Corte dos Estados Unidos proferiu, em junho de 2026, uma decisão que restringiu parte das ações judiciais contra a empresa.

O processo envolvia três autores, que apresentaram acusações de defeito de projeto, fraude e negligência. Segundo comunicado divulgado pela Bayer, controladora da Monsanto, o júri rejeitou as três alegações.

A decisão ocorre após o julgamento da Suprema Corte no caso Monsanto v. Durnell. Na ocasião, a Corte entendeu que a legislação federal norte-americana sobre pesticidas, a Lei Federal de Inseticidas, Fungicidas e Rodenticidas, prevalece sobre determinadas ações baseadas em leis estaduais que alegam falha na advertência sobre riscos de produtos, quando a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos já tiver estabelecido uma posição definitiva sobre sua segurança.

Esse entendimento afastou as chamadas alegações de falha na advertência, uma das principais linhas de argumentação utilizadas nos processos contra a Monsanto envolvendo o Roundup. Com isso, os autores do caso no Missouri seguiram com as acusações de defeito de projeto e negligência, além da alegação de fraude.

De acordo com a Bayer, o julgamento no Missouri foi o primeiro a avaliar, após a decisão da Suprema Corte, se as provas apresentadas seriam suficientes para sustentar acusações de defeito de projeto e negligência.

Em declaração divulgada pela empresa, Bill Dodero, diretor jurídico da Monsanto nos Estados Unidos e chefe global de litígios, afirmou que o resultado reforça a posição da companhia de que não há evidências suficientes para comprovar as acusações apresentadas nos processos envolvendo o herbicida.

A Bayer também argumentou que a decisão poderá dificultar novas ações judiciais contra a Monsanto, tanto pela necessidade de demonstrar a viabilidade jurídica das acusações quanto pela exigência de apresentar provas que as sustentem em tribunal.

Nos últimos anos, a empresa enfrentou milhares de processos estaduais que alegam que a empresa não alertou sobre possíveis riscos de câncer associados ao produto, que contém glifosato. Até o momento, a companhia já desembolsou bilhões de dólares em indenizações. 

Em fevereiro, a Monsanto anunciou um acordo de até US$ 7,25 bilhões proposto para uma ação coletiva nacional nos Estados Unidos, destinado a resolver atuais e futuras reivindicações relacionadas ao herbicida, incluindo casos de câncer. 

Posição da empresa

No comunicado, a Bayer voltou a defender a segurança do glifosato, princípio ativo do Roundup. A empresa afirma que o produto é amplamente estudado e que o conjunto das evidências científicas e as avaliações de órgãos reguladores de diferentes países respaldam sua segurança quando utilizado conforme as instruções.

A companhia também destacou que a Agência de Proteção Ambiental americana considera que o glifosato “provavelmente não é carcinogênico” e que os rótulos do Roundup aprovados pela agência não incluem advertências sobre câncer.

Ao final do comunicado, a Bayer informou que continuará defendendo seus produtos nos processos judiciais ainda em andamento.

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Copacol prevê R$ 1 bilhão em investimentos até 2028

A Copacol (Cooperativa Agroindustrial Consolata), primeira cooperativa do Oeste do Paraná, prevê investir R$ 1 bilhão até 2028 em projetos voltados à ampliação da capacidade produtiva, à modernização da estrutura e ao fortalecimento das atividades agroindustriais.

Entre os principais investimentos está a construção de um novo incubatório em Rancho Alegre.

O projeto deve receber R$ 165 milhões e terá capacidade para produzir até 80 milhões de ovos por ano.

A iniciativa faz parte do plano de expansão da avicultura, que inclui também novos matrizeiros para aumentar a produção de aves.

De acordo com Valter Pitol, diretor-presidente da cooperativa, os resultados refletem a integração entre produção, tecnologia, industrialização e mercado.

Outro projeto considerado estratégico é a Unidade de Produção de Leitões, na Central Santa Cruz.

Ao mesmo tempo, a cooperativa avança na ampliação da capacidade de recebimento de grãos, com novas estruturas voltadas ao crescimento da produção agrícola e ao atendimento dos cooperados.

O conjunto de investimentos busca acompanhar a expansão das atividades no campo, melhorar a eficiência operacional e ampliar a infraestrutura disponível aos produtores.

Produção em alta

A Copacol celebrou mais um aniversário e alcançou 63 anos com números expressivos em diferentes áreas de atuação. Em 2026, a cooperativa alcançou 2,5 milhões de toneladas de soja e milho, volume que reforça a importância da produção de grãos dentro do negócio.

Atualmente, a rede de atendimento conta com 47 unidades de recebimento de grãos, insumos e sementes. Essa estrutura teve sua capacidade ampliada nos últimos cinco anos.

Na avicultura, as duas unidades industriais processam juntas cerca de 800 mil aves por dia. Na piscicultura, o processamento chega a 210 mil peixes por dia, enquanto a produção anual alcança 100 milhões de alevinos.

A cadeia leiteira responde pela entrega de 13 milhões de litros à Frimesa. Já na suinocultura, a produção chega a aproximadamente 660 mil leitões por ano.

 

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FMC amplia prejuízo para US$ 2 bi no 3º trimestre e revisa projeções anuais

A FMC Corporation, uma das maiores empresas globais de ciências para a agricultura, registrou um prejuízo líquido de US$ 2,07 bilhões. O resultado representa um aumento do prejuízo quando comparado ao mesmo trimestre do ano anterior, quando a baixa foi de US$ 586,6 milhões.

Também no terceiro trimestre, a receita da companhia totalizou US$ 105,9 milhões, um recuo de US$ 436 milhões em relação aos US$ 542,2 milhões registrados no mesmo recorte em 2025.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado foi negativo em US$ 559 milhões. O montante caiu US$ 795 milhões na comparação anual.

Em comunicado, o presidente do conselho e diretor-executivo da FMC, Pierre Brondeau, afirmou que os resultados refletiram os esforços da companhia para reduzir os elevados estoques nos canais de distribuição, além de uma demanda abaixo das expectativas.

Segundo o executivo, a empresa está adotando medidas comerciais para melhorar o fluxo de produtos até os produtores. A prioridade, neste momento, é garantir a execução dessas iniciativas em conjunto com os clientes e avançar nas prioridades operacionais.

Brondeau avalia que a conclusão do processo de ajuste dos estoques, somada aos avanços operacionais, poderá contribuir para uma recuperação do desempenho da companhia a partir de 2027. A expectativa é alcançar um perfil mais forte de crescimento e rentabilidade em 2028.

Projeções para 2026

Diante dos resultados do terceiro trimestre e das perspectivas revisadas para os últimos três meses do ano, a FMC atualizou suas projeções financeiras para 2026, incorporando também os efeitos das ações comerciais em andamento.

A companhia estima que a receita anual, excluindo as operações na Índia, fique entre US$ 2,75 bilhões e US$ 2,85 bilhões. No ponto médio da faixa, a projeção representa uma queda de 28% em relação ao resultado de 2025, considerando a mesma base de comparação.

Para o Ebitda ajustado, a expectativa é de um resultado negativo entre US$ 124 milhões e US$ 104 milhões. O ponto médio da estimativa indica uma retração de 114% na comparação com o ano anterior.

Já o lucro ajustado por ação diluída deverá apresentar resultado negativo entre US$ 3,66 e US$ 3,50, o que representa uma queda de 221% no ponto médio em relação a 2025.

As novas estimativas reforçam o cenário de dificuldades enfrentado pela companhia em 2026, em meio à demanda mais fraca e ao processo de ajuste dos estoques nos canais de distribuição. A administração, porém, projeta que as medidas em andamento contribuam para a retomada gradual dos resultados nos próximos anos.

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Preço do café no Vietnã cai para menor nível desde junho

Os preços do ​café no Vietnã continuaram a ​cair antes do pico da colheita, em meio à queda das cotações globais, enquanto os prêmios subiram na Indonésia, informaram os comerciantes nesta quinta-feira.

Os produtores das Terras Altas Centrais, o cinturão cafeeiro do Vietnã, venderam os grãos a preços entre 88.000 e ⁠89.000 dongs (US$ 3,40 ​a US$ 3,44) por kg, abaixo dos 91.000 a ​92.500 dongs da semana passada, marcando o menor nível desde ⁠meados de junho, de acordo ⁠com dados da LSEG.

Os contratos futuros de café ​robusta ‌para janeiro fecharam em queda de US$ 21, ou 1%, ⁠a US$3.199 por tonelada métrica na quarta-feira.

“Os agricultores já começaram a colheita, mas os volumes continuam limitados. É provável que a ‌oferta se ⁠torne mais ‌abundante no próximo mês”, disse um corretor das Terras Altas Centrais.

“Alguns agricultores disseram que as condições climáticas adversas no início ⁠do ano fizeram com que uma ⁠pequena parte de sua safra produzisse grãos menores e mais escuros”, acrescentou ‌o corretor.

O corretor ofereceu 83.000 dongs por kg para entrega em dezembro.

Os corretores ofereceram robusta grau 2, com 5% de grãos pretos e quebrados, com um prêmio de US$150 a ‌US$200 por tonelada em relação ao contrato de janeiro da bolsa em Londres.

Na Indonésia, os grãos de café robusta ⁠de Sumatra foram oferecidos com um prêmio de US$220 em relação ao contrato de novembro, acima do prêmio de US$165 a ​US$200 da semana passada, disse um corretor.

Outro corretor citou um prêmio ​de US$300 em relação ao contrato de janeiro, superior ao prêmio de US$230 da semana passada.

(Reportagem de Phuong Nguyen, em Hanói, e Mas Alina Arifin, ‌em Bandar Lampung)

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