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Aneel leiloa hoje projetos de transmissão com R$ 8,9 bi em investimentos

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) realiza nesta sexta-feira (30), na sede da B3, em São Paulo, um leilão de transmissão de energia com investimentos estimados em R$ 8,9 bilhões. Serão oferecidos oito lotes de empreendimentos em sete Estados, com previsão de construção de 1.866 quilômetros de novas linhas e conexões com a rede existente.

Com início previsto para às 10h, o certame também contempla a continuidade da operação e manutenção de 483 quilômetros de linhas existentes e subestações com capacidade de transformação de 12.694 megavolt-amperes (MVA). Os projetos estão distribuídos por Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rondônia e São Paulo.

Neste leilão, o objetivo mais amplo é ampliar a capacidade da rede e aumentar a confiabilidade do abastecimento, atendendo ao consumo de energia. Algumas obras também permitem conectar mais geração.

As concessões terão duração de 30 anos, contados a partir da assinatura dos contratos. Os prazos para entrada em operação comercial variam de 42 a 60 meses, conforme o empreendimento. Segundo a Aneel, a construção das instalações poderá gerar mais de 20 mil empregos ao longo da cadeia produtiva.

O maior investimento está concentrado no lote 4, estimado em R$ 4,1 bilhões. O conjunto reúne 1.167 quilômetros de linhas e obras voltadas ao atendimento elétrico de Mato Grosso do Sul, além do aumento da capacidade para conexão de geração na região.

Esse lote foi dividido nos sublotes 4A e 4B, com investimentos previstos de R$ 2,2 bilhões e R$ 1,9 bilhão, respectivamente. O primeiro contempla a ligação entre Rio Brilhante e Sarandi e ampliações na subestação Rio Brilhante. O segundo inclui as linhas Rio Verde Norte–Chapadão e Chapadão–Rio Brilhante, além de intervenções na subestação Chapadão.

Os interessados poderão apresentar propostas pelo lote completo ou pelos sublotes. A Aneel comparará a menor oferta pelo conjunto com a soma das menores propostas pelos dois sublotes para definir a modalidade de contratação com menor receita anual.

Em São Paulo, o lote 3 prevê investimento de R$ 1,1 bilhão na subestação Santana e em conexões com linhas existentes. As instalações ficarão em Mogi das Cruzes e terão como finalidade atender à região central da capital paulista.

No Paraná, o lote 5 reúne ampliações para atendimento à região metropolitana de Curitiba, com investimento estimado em R$ 982,5 milhões. Já o lote 6, de R$ 480,3 milhões, contempla a subestação Iguaçu e conexões destinadas ao atendimento das regiões Oeste e Sudoeste do estado.

Na Bahia, o lote 1 combina novas instalações com a continuidade dos serviços de transmissão de ativos da Afluente-T cujo contrato de concessão está próximo do fim. O lote 2, com empreendimentos em território baiano e goiano, busca atender ao Nordeste de Goiás. Na Paraíba, o lote 7 prevê reforços para o abastecimento do Sertão.

O lote 8 contempla a instalação de três compensadores síncronos na subestação Coletora Porto Velho, em Rondônia. O investimento previsto é de R$ 753,2 milhões, com a finalidade de ampliar a resiliência do sistema de transmissão que atende Acre e Rondônia diante das mudanças climáticas.

Vencerá cada disputa o proponente que oferecer a menor RAP (Receita Anual Permitida), remuneração pela prestação do serviço de transmissão. A soma dos valores máximos de referência dos lotes é de aproximadamente R$ 1,6 bilhão por ano.

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JSL registra lucro ajustado de R$ 40,3 milhões no 3º tri, alta de 12,6%

A empresa de logística JSL, integrante do grupo Simpar, registrou lucro líquido ajustado de R$ 40,3 milhões no terceiro trimestre, alta de 12,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo balanço divulgado ao mercado nesta quinta-feira (29).

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, indicador de resultado operacional, somou R$ 522,8 milhões entre julho e setembro, queda ligeira de 0,6% na comparação anual.

O resultado ficou abaixo da expectativa média de analistas consultados pela LSEG, que projetavam Ebitda de R$ 540 milhões.

A receita líquida da companhia atingiu R$ 2,63 bilhões no trimestre, crescimento de 5,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já o capex (investimento líquido) recuou 65%, para R$ 22 milhões.

A alavancagem financeira ficou em 2,6 vezes, redução de 0,4 vez em relação ao terceiro trimestre de 2025. No período, a empresa também anunciou novos contratos que somam R$ 2,8 bilhões, com prazo médio de 42 meses.

Segundo a JSL, a conquista de novos contratos ao longo do ano, o início das operações para novos clientes e a expansão em setores com alto potencial, aliados à disciplina na alocação de capital, devem contribuir para sustentar a geração de caixa e dar continuidade à redução da alavancagem financeira.

*Com informações de Alberto Alerigi Jr. e Igor Sodré, da Reuters

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Vendas de principais químicos da Braskem caem 18% no Brasil no 3º tri

A Braskem informou que as vendas de principais químicos no Brasil caíram 18% no terceiro trimestre na comparação com o mesmo período de 2025, segundo relatório de produção divulgado nesta quinta-feira.

As vendas de resinas no país avançaram 9% no período, enquanto o spread de resinas subiu 5% e principais químicos avançaram 50%. A taxa de utilização de eteno ficou em 69%, contra 65% no terceiro trimestre de 2025.

Nos Estados Unidos, as vendas da Braskem caíram 1% no terceiro trimestre, enquanto, no México, subiram 9%

Minerais críticos podem elevar PIB do país em R$ 243 bi até 2050

 

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Vale tem queda de 53% no lucro líquido do 3º tri; Ebitda recua 24%

A mineradora Vale teve lucro líquido de US$ 1,255 bilhão no terceiro trimestre, queda de 53% em relação ao mesmo período do ano anterior, informou a companhia nesta quinta-feira (29).

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou US$ 3,327 bilhões entre julho e setembro, recuo de 24% ante o mesmo intervalo de 2025.

A receita líquida de vendas totalizou US$ 10,599 bilhões, alta de 2% na mesma comparação.

A Vale informou ainda que manteve inalterados todos os seus guidances de produção para 2026, destacando que cobre e níquel seguem caminhando para a metade superior das faixas previstas para o ano.

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