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Leilão de transmissão termina com cinco vencedores e contrata R$ 8,9 bi

30 October 2026 at 16:41

O Leilão de Transmissão nº 4/2026 da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), realizado nesta sexta-feira (30), na sede da B3, em São Paulo, terminou com os oito lotes arrematados e deságio médio de 50,1%. Os empreendimentos têm investimentos estimados em R$ 8,9 bilhões.

Celeo Redes, Neoenergia, Cymi, EDP e Cox Brasil foram as vencedoras do certame. As obras abrangem Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rondônia e São Paulo, com previsão de construção de 1.866 quilômetros de novas linhas e continuidade da operação de outros 483 quilômetros já existentes.

Os consumdires terão que pagar uma RAP (Receita Anual Permitida) de R$ 811 milhões por ano para ter à disposição as infraestruturas.

O conjunto também contempla 12.694 megavolt-amperes (MVA) de capacidade de transformação. A disputa ocorreu pelo critério de menor RAP, remuneração anual pela prestação do serviço de transmissão. Os deságios representam os descontos oferecidos sobre os tetos de receita estabelecidos pela Aneel.

A Celeo Redes concentrou mais da metade dos investimentos previstos ao conquistar os lotes 4 e 8, que somam cerca de R$ 4,9 bilhões. O maior projeto do leilão, o lote 4, foi arrematado com RAP de R$ 377 milhões por ano e desconto de 50,55%.

O empreendimento reúne R$ 4,11 bilhões em investimentos estimados, 1.167 quilômetros de linhas e 3.600 MVA de transformação. O conjunto inclui os sublotes 4A e 4B e tem como finalidade reforçar o atendimento elétrico a Mato Grosso do Sul e ampliar a capacidade para conexão de geração.

A Celeo também venceu o lote 8, em Rondônia, com investimentos previstos de R$ 753,2 milhões. O projeto contempla três compensadores síncronos na subestação Coletora Porto Velho, destinados a ampliar a resiliência da rede que atende Acre e Rondônia diante das mudanças climáticas.

A Cymi levou os lotes 3 e 5, que somam cerca de R$ 2,05 bilhões em investimentos. No lote 3, apresentou o maior deságio do certame, de 57,08%, com RAP de R$ 78,7 milhões por ano. As obras ficarão em Mogi das Cruzes e são destinadas ao atendimento da região central da capital paulista. O lote 5 prevê reforços para a região metropolitana de Curitiba.

A Neoenergia conquistou os lotes 1 e 7, na Bahia e na Paraíba, respectivamente, com investimentos estimados em R$ 1,16 bilhão. A disputa pelo lote 1 teve mais de 150 lances em viva-voz contra a Tradetek e terminou com desconto de 51,2%. Na Paraíba, os projetos incluem linhas e subestações para reforçar o atendimento ao Sertão.

A EDP venceu o lote 2, com investimento previsto de R$ 317 milhões, linhas entre Bahia e Goiás e reforços para o atendimento ao nordeste goiano. A Cox Brasil arrematou o lote 6, de R$ 480,3 milhões, destinado ao atendimento das regiões oeste e sudoeste do Paraná.

Veja os vencedores de cada lote:

Lote Vencedora Investimento previsto
1 Neoenergia R$ 493,1 milhões
2 EDP R$ 317 milhões
3 Cymi R$ 1,07 bilhão
4 Celeo Redes R$ 4,11 bilhões
5 Cymi R$ 982,5 milhões
6 Cox Brasil R$ 480,3 milhões
7 Neoenergia R$ 665,3 milhões
8 Celeo Redes R$ 753,2 milhões

As concessões terão duração de 30 anos. Os prazos para entrada em operação comercial variam de 42 a 60 meses, contados da assinatura dos contratos.

“O resultado consolida as diretrizes do MME sob a gestão do presidente Lula para a modernização do setor. Os lotes arrematados reforçam a segurança e a resiliência do sistema, garantem o escoamento da energia limpa e preparam o país para novas demandas estratégicas, como a atração de data centers e inteligência artificial. Continuamos construindo, com planejamento, o sistema elétrico de que o Brasil vai precisar nas próximas décadas”, disse em nota o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

Leilão: Lote 2, em Goiás e Bahia, sai para EDP com desconto de 53,29%

30 October 2026 at 16:05

A portuguesa EDP arrematou o lote 2 do Leilão de Transmissão nº 4/2026 da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), realizado nesta sexta-feira (30), na sede da B3, em São Paulo.

A empresa ofereceu R$ 26,5 milhões por ano de Receita Anual Permitida (RAP), com deságio de 53,29% em relação ao valor máximo de R$ 56,7 milhões anuais estabelecido pela agência. A RAP é a remuneração pela prestação do serviço de transmissão.

O projeto tem investimento estimado pela Aneel em R$ 317 milhões e prevê aproximadamente 126 quilômetros de novas linhas, além de 300 megavolt-amperes (MVA) de capacidade de transformação. As instalações ficarão em Iaciara e Guarani de Goiás, em Goiás, e em Correntina, na Bahia.

O lote contempla a linha de 230 quilovolts (kV) Rio das Éguas-Iaciara 2, em circuito duplo, e a subestação Iaciara 2. Segundo a Aneel, as obras têm como finalidade reforçar o atendimento elétrico à região nordeste de Goiás.

O prazo para entrada em operação comercial das instalações é de 48 meses, contados a partir da assinatura do contrato. A concessão terá duração de 30 anos. Participaram do certame Argo Energia, Cox Brasil, EDP, Zopone Engenharia, Cymi, Rialma, Axia Energia, Consórcio Olympus e
Brennand Investimentos.

Leilão: Celeo Redes vence o lote 8 em Rondônia com deságio de 48,02%

30 October 2026 at 15:55

A Celeo Redes arrematou o lote 8 do Leilão de Transmissão nº 4/2026 da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), realizado nesta sexta-feira (30), na sede da B3, em São Paulo. Este foi o segundo lote que a empresa venceu. A empresa também ganhou o lote 4 do leilão.

A empresa ofereceu R$ 66,6 milhões por ano de Receita Anual Permitida (RAP), com deságio de 48,02% em relação ao valor máximo de R$ 128,2 milhões anuais estabelecido pela agência. A RAP é a remuneração pela prestação do serviço de transmissão.

Com investimento estimado pela Aneel em R$ 753,2 milhões, o projeto contempla a instalação de três compensadores síncronos na subestação Coletora Porto Velho, na capital de Rondônia. Cada equipamento terá faixa de operação de -200 a +300 megavolt-amperes reativos (Mvar).

O lote é voltado a equipamentos na subestação, sem construção de novas linhas ou acréscimo de capacidade de transformação em MVA. Segundo a Aneel, as instalações têm como finalidade ampliar a resiliência do sistema de transmissão que atende Acre e Rondônia em resposta às mudanças climáticas.

O prazo para entrada em operação comercial das instalações é de 42 meses, contados a partir da assinatura do contrato. A concessão terá duração de 30 anos. Estiveram na disputa Cymi, Argo Energia, Celeo Redes, EDP, Axia Energia E Consórcio Olympus.

Leilão: Neoenergia leva o lote 7 na Paraíba, com desconto de 38,55%

30 October 2026 at 15:43

Neoenergia arrematou o lote 7 do Leilão de Transmissão nº 4/2026 da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), realizado nesta sexta-feira (30), na sede da B3, em São Paulo. O lote foi disputado em viva-voz com a Celeo Redes.

A proposta vencedora foi de R$ 68 milhões por ano de Receita Anual Permitida (RAP), com deságio de 38,55% em relação ao valor máximo de R$ 110,6 milhões anuais estabelecido pela agência. A RAP é a remuneração pela prestação do serviço de transmissão.

O projeto tem investimento estimado pela Aneel em R$ 665,3 milhões e reúne aproximadamente 113 quilômetros de linhas e conexões e 2.100 megavolt-amperes (MVA) de capacidade de transformação. As instalações abrangem Coremas, Cajazeiras, Emas e São José de Piranhas, na Paraíba.

As obras incluem as subestações Coremas II e Cajazeiras II, as linhas entre Coremas II e Coremas e conexões com os circuitos Santa Luzia II-Milagres II e Milagres-Coremas. A finalidade é reforçar o atendimento elétrico ao Sertão da Paraíba.

O prazo para entrada em operação comercial das instalações é de 42 meses, contados a partir da assinatura do contrato. A concessão terá duração de 30 anos. Estiveram no páreo Celeo Redes, Cymi, Axia Energia, Neoenergia, Cox Brasil e Consórcio Olympus.

Leilão: Cymi oferece R$ 78,7 milhões e vence a disputa pelo lote 3

30 October 2026 at 14:02

A Cymi arrematou o lote 3 do Leilão de Transmissão nº 4/2026 da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), realizado nesta sexta-feira (30), na sede da B3, em São Paulo.

A proposta vencedora foi de R$ 78,7 milhões por ano de Receita Anual Permitida (RAP), com deságio de 57,08% em relação ao valor máximo de R$ 183,3 milhões anuais estabelecido pela agência. A RAP é a remuneração pela prestação do serviço de transmissão.

O investimento estimado pela Aneel é de R$ 1,07 bilhão. O empreendimento reúne cerca de 45 quilômetros de linhas e conexões com a rede existente e 3.600 megavolt-amperes (MVA) de capacidade de transformação, em Mogi das Cruzes, no estado de São Paulo.

As obras incluem a subestação Santana, de 500/345 quilovolts (kV), e conexões com as linhas Lorena-Tijuco Preto, Tijuco Preto-Itapeti e Itapeti-Santo Ângelo. As instalações em Mogi das Cruzes têm como finalidade atender à região central da cidade de São Paulo, segundo a Aneel.

O prazo para entrada em operação comercial das instalações é de 48 meses, contados a partir da assinatura do contrato. A concessão terá duração de 30 anos. Também participaram da disputa EDP, Axia e Consórcio Olympus.

Aneel leiloa hoje projetos de transmissão com R$ 8,9 bi em investimentos

30 October 2026 at 07:30

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) realiza nesta sexta-feira (30), na sede da B3, em São Paulo, um leilão de transmissão de energia com investimentos estimados em R$ 8,9 bilhões. Serão oferecidos oito lotes de empreendimentos em sete Estados, com previsão de construção de 1.866 quilômetros de novas linhas e conexões com a rede existente.

Com início previsto para às 10h, o certame também contempla a continuidade da operação e manutenção de 483 quilômetros de linhas existentes e subestações com capacidade de transformação de 12.694 megavolt-amperes (MVA). Os projetos estão distribuídos por Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rondônia e São Paulo.

Neste leilão, o objetivo mais amplo é ampliar a capacidade da rede e aumentar a confiabilidade do abastecimento, atendendo ao consumo de energia. Algumas obras também permitem conectar mais geração.

As concessões terão duração de 30 anos, contados a partir da assinatura dos contratos. Os prazos para entrada em operação comercial variam de 42 a 60 meses, conforme o empreendimento. Segundo a Aneel, a construção das instalações poderá gerar mais de 20 mil empregos ao longo da cadeia produtiva.

O maior investimento está concentrado no lote 4, estimado em R$ 4,1 bilhões. O conjunto reúne 1.167 quilômetros de linhas e obras voltadas ao atendimento elétrico de Mato Grosso do Sul, além do aumento da capacidade para conexão de geração na região.

Esse lote foi dividido nos sublotes 4A e 4B, com investimentos previstos de R$ 2,2 bilhões e R$ 1,9 bilhão, respectivamente. O primeiro contempla a ligação entre Rio Brilhante e Sarandi e ampliações na subestação Rio Brilhante. O segundo inclui as linhas Rio Verde Norte–Chapadão e Chapadão–Rio Brilhante, além de intervenções na subestação Chapadão.

Os interessados poderão apresentar propostas pelo lote completo ou pelos sublotes. A Aneel comparará a menor oferta pelo conjunto com a soma das menores propostas pelos dois sublotes para definir a modalidade de contratação com menor receita anual.

Em São Paulo, o lote 3 prevê investimento de R$ 1,1 bilhão na subestação Santana e em conexões com linhas existentes. As instalações ficarão em Mogi das Cruzes e terão como finalidade atender à região central da capital paulista.

No Paraná, o lote 5 reúne ampliações para atendimento à região metropolitana de Curitiba, com investimento estimado em R$ 982,5 milhões. Já o lote 6, de R$ 480,3 milhões, contempla a subestação Iguaçu e conexões destinadas ao atendimento das regiões Oeste e Sudoeste do estado.

Na Bahia, o lote 1 combina novas instalações com a continuidade dos serviços de transmissão de ativos da Afluente-T cujo contrato de concessão está próximo do fim. O lote 2, com empreendimentos em território baiano e goiano, busca atender ao Nordeste de Goiás. Na Paraíba, o lote 7 prevê reforços para o abastecimento do Sertão.

O lote 8 contempla a instalação de três compensadores síncronos na subestação Coletora Porto Velho, em Rondônia. O investimento previsto é de R$ 753,2 milhões, com a finalidade de ampliar a resiliência do sistema de transmissão que atende Acre e Rondônia diante das mudanças climáticas.

Vencerá cada disputa o proponente que oferecer a menor RAP (Receita Anual Permitida), remuneração pela prestação do serviço de transmissão. A soma dos valores máximos de referência dos lotes é de aproximadamente R$ 1,6 bilhão por ano.

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