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Desempleo en Brasil cae a mínimo trimestral histórico

Brasilia, 30 oct (Prensa Latina) La tasa de desempleo en Brasil descendió a 5,2 por ciento en el tercer trimestre de 2026, el menor nivel registrado para ese período desde 2012, informó hoy el Instituto de Geografía y Estadística.

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Esperados mais de 100 mil visitantes e cerca de 600 expositores

VTM

A organização procura aumentar o número de participantes sem comprometer a presença dos comerciantes locais e dos expositores habituais

A Feira dos Santos regressa a Chaves, reunindo perto de 600 expositores e com expectativas de trazer mais de 100 mil visitantes. Considerada pela organização a maior feira de rua do país, a iniciativa ocupa cerca de cinco quilómetros de arruamentos urbanos e mantém uma forte ligação à tradição, à agricultura, à pecuária e ao comércio.

A organização estima que o número de expositores aumente face aos cerca de 530 registados no ano passado, aproximando-se agora dos 600. O crescimento resulta de uma melhor gestão dos espaços disponíveis, sem alterações significativas ao percurso. “Conseguimos fazer isto sem grandes alterações ao percurso”, explica Vítor Pimentel, referindo que a ocupação de ambos os lados do Largo General Silveira permite aumentar a capacidade.

EVENTO DIFERENTE

“Mais do que vender uma feira, nós aqui vendemos uma cultura”, afirma Vítor Pimentel, defendendo que o certame permite preservar costumes e tradições que se têm perdido com a passagem do tempo. Para o responsável, a capacidade de reunir expositores de diferentes proveniências e visitantes portugueses e estrangeiros torna a feira um acontecimento distinto de outras iniciativas realizadas ao longo do ano.

“É um evento que é diferente de todos os outros. A Feira dos Santos é diferente”, sublinha, considerando que o certame poderá ser “o evento mais importante da cidade durante o ano”. O presidente da ACISAT destaca ainda a dimensão do percurso, que atravessa o centro histórico e condiciona a circulação automóvel durante os dias de maior afluência.

A seleção dos participantes procura conciliar a entrada de novos vendedores com a permanência de quem participa há vários anos. “Não queremos, naturalmente, que alguém que esteve nas edições anteriores fique de fora da feira querendo continuar a participar nela”, afirma, acrescentando que a organização também pretende garantir espaço aos comerciantes de Chaves que queiram integrar o certame.

O orçamento mantém-se próximo dos 150 mil euros, valor que deverá ser compensado por receitas de montante semelhante. Apesar de a edição deste ano decorrer ao longo de três dias, a redução da duração não representa uma diminuição significativa dos custos, devido ao aumento das despesas operacionais. “A nossa preocupação aqui é que a feira se pague a ela própria”, explica o responsável, que reconhece a dificuldade de acompanhar a inflação sem aumentar os encargos dos expositores na mesma proporção.

“Não conseguimos aumentar aos expositores na medida em que aumenta a inflação e os produtos, porque isso também inviabilizava a feira para eles”, acrescenta, defendendo a necessidade de uma gestão cuidada para garantir a continuidade do evento. Nesse processo, considera fundamental a colaboração do município de Chaves.

LOTAÇÃO

O impacto do evento de rua estende-se à hotelaria, à restauração e ao comércio local. Embora seja difícil contabilizar com rigor o número de visitantes, a organização estima que possam passar pela cidade mais de 100 mil pessoas. “Sabemos que efetivamente é muita gente e que a hotelaria e a restauração estão completamente lotadas durante os três dias, nos dias anteriores e nos dias seguintes”, refere Vítor Pimentel.

Para o presidente da ACISAT, a feira contribui também para promover Chaves enquanto destino turístico, levando muitos visitantes a descobrir outros recursos da cidade, como as termas e o património cultural. O responsável destaca ainda a dimensão intergeracional do evento, que continua a ser um ponto de reencontro para quem vive fora do concelho.

“Cada vez mais, o que esta feira tem de fantástico é que nós conseguimos manter as tradições, mas, ao mesmo tempo, criar aqui um relacionamento intergeracional”, afirma. A programação procura, por isso, conjugar as atividades tradicionais com propostas dirigidas aos mais jovens, nomeadamente através da música e da animação noturna.

A vertente rural mantém-se como um dos pilares do certame, com a Feira do Gado e os concursos pecuários e o Festival Gastronómico do Polvo. A animação musical inclui a atuação da Belcanto Show Orquestra e uma noite dedicada aos DJ que assinala os 30 anos de carreira de DJ Wild.

A ACISAT prepara já, entretanto, os projetos seguintes, num calendário que inclui iniciativas comerciais e de animação ao longo de todo o ano. “Não há muito tempo para pensar no que aconteceu. Fazemos uma análise daquilo que correu menos bem e que é preciso mudar, procuramos alterar, mas imediatamente estamos com o foco no evento seguinte”, conclui Vítor Pimentel.

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Plano de salvaguarda da capoeira é validado em Pernambuco e prevê novas políticas públicas

Pernambuco validou o Plano de Salvaguarda da Capoeira, que estabelece diretrizes para preservar e fortalecer a manifestação cultural no Estado. A aprovação ocorreu na terça-feira (27), em reunião na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), no Recife, com participação de mestres, contramestres e praticantes.

Construído coletivamente, o documento orienta ações do poder público e da comunidade capoeirista. Entre as propostas estão ampliar políticas existentes, acompanhar sua execução e criar iniciativas para garantir a continuidade da manifestação e a transmissão de seus conhecimentos às próximas gerações.

Plano foi construído em seis cidades pernambucanas

A elaboração contou com fóruns promovidos pela Fundarpe e pelo Iphan-PE entre dezembro de 2025 e março de 2026. Os encontros ocorreram em Salgueiro, Arcoverde, Caruaru, Palmares, Igarassu e Recife. Em abril, uma consulta pública on-line ampliou a participação de pessoas que não puderam comparecer às reuniões.

O plano foi organizado em quatro eixos: mobilização social e alcance da política; gestão participativa; difusão e valorização; e produção e reprodução cultural. Cada um reúne objetivos e ações propostas.

Comunidade poderá cobrar ações do poder público

A representante do Iphan em Pernambuco, Lívia Moraes, afirmou que os capoeiristas poderão utilizar o documento para acompanhar e cobrar o cumprimento das medidas pelos governos municipal, estadual e federal. Já a superintendente de Patrimônio Imaterial da Fundarpe, Jacira França, destacou que o plano pretende fortalecer e ampliar as políticas culturais já existentes.

Reconhecida como Patrimônio Cultural do Brasil desde 2008 e Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco desde 2024, a capoeira já conta com planos de salvaguarda em nove estados: Acre, Bahia, Maranhão, Pará, Paraná, Santa Catarina, Rondônia, Roraima e Rio Grande do Norte.

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© Divulgação

Plano de Salvaguarda visa proteger e dar visibilidade à capoeira
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