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Bolsas da Ásia fecham em baixa com techs pressionadas por tombo da Alphabet

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta sexta-feira (30), acompanhando as perdas de Wall Street, após a frustração com a receita da Alphabet, controladora do Google, levar investidores a reduzir a exposição a ações de tecnologia.

A empresa, uma das principais “hyperscalers” (gigantes de computação em nuvem) no boom de inteligência artificial, perdeu cerca de meio trilhão de dólares em valor de mercado na quinta-feira (29), depois que o crescimento da receita de buscas do Google no terceiro trimestre perdeu fôlego, devido ao menor potencial de monetização das pesquisas com IA.

“O entusiasmo com a inteligência artificial pode sustentar expectativas elevadas, mas os resultados precisam mostrar avanços em rentabilidade e geração de caixa”, disse Antonio Di Giacomo, analista sênior de mercado da XS.com.

“Nesse ambiente, o mercado pode punir até um crescimento robusto de receita quando os lucros decepcionam ou quando as necessidades de investimento continuam aumentando.”

O tombo de quase 13% da Alphabet pesou sobre ações de tecnologia nos EUA e o movimento de aversão ao setor deve continuar, com futuros do Nasdaq em baixa de 2% no fim da madrugada.

As perdas também se espalharam para a Ásia. Na Coreia do Sul, o Kospi caiu 3,48%, para 5.730,74 pontos, embora tenha se recuperado das mínimas do dia.

As ações das fabricantes de chips Samsung Electronics e SK Hynix recuaram 3% e 7%, respectivamente.

A Samsung ampliou as perdas de ontem após divulgar resultados do terceiro trimestre, enquanto a SK Hynix interrompeu uma sequência de cinco sessões de ganhos.

A Korea Exchange chegou a suspender temporariamente as negociações de ações do Kospi depois que os futuros do índice recuaram mais de 5%.

No Japão, o Nikkei caiu 2,12%, para 63.290,11 pontos. Ao fim de sua reunião de dois dias de política monetária, o Boj (Banco do Japão) decidiu manter sua taxa básica de juros inalterada em 1,25%, como amplamente esperado, depois de elevá-la no mês passado.

Na China continental, o Xangai Composto recuou 1,44%, a 3.599,02 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto apresentou queda mais intensa, de 2,65%, a 2.057,33 pontos.

Em Taiwan, o Taiex perdeu 2,49%, a 45.211,83 pontos. Na contramão, o Hang Seng avançou 1,46% em Hong Kong, para 23.294,42 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana contrariou o tom negativo da Ásia, e o S&P/ASX 200 avançou 0,18% em Sydney, para 8.908,10 pontos.

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Ibovespa cai junto com exterior e dados de desemprego no radar; dólar sobe

A bolsa paulista tem desempenho negativo nesta sexta-feira (30), estendendo as quedas vistas nos últimos dias diante de ajustes pós-eleições.

Acompanhando o exterior e os resultados dos dados de desemprego, investidores mostram aversão a risco no final desta semana, o que leva o Ibovespa a ceder mais de 1,2% durante a abertura dos negócios, aos 167.050 pontos.

Enquanto isso, o dólar operava em alta nesta manhã, em dia de disputa pela formação da taxa Ptax de fim de mês.

O foco também está voltado para a taxa de desemprego no Brasil, que ficou em 5,2% nos três meses até setembro. Segundo IBGE, o país chegou em 5,6 milhões de desocupados no país no terceiro trimestre.

No mesmo horário do IBOV, o dólar à vista subia 1%, a R$ 5,4353 na venda.

Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros.

No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).

Na quinta-feira (29), o dólar à vista encerrou a sessão com alta de 0,76%, aos R$ 5,3875.

No exterior, a moeda americana exibia leves ganhos ante algumas moedas pares do real, diante do caso da Binance, que teve US$ 6,3 bilhões em criptomoedas roubadas em um ataque hacker.

*Com informações da Reuters 

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Criptomoedas têm forte queda após ataque hacker contra a Binance

Um ataque cibernético balançou o mercado de criptomoedas nesta sexta-feira (30), após a Binance informar nas redes sociais que estava investigando um “problema de segurança” em sua plataforma. A corretora de cripto sinalizou também que congelou US$ 2,54 bi em ativos.

De acordo com informações obtidas pela CNN Internacional, o total de ativos roubados pelos hackers ultrapassam os US$ 6 bilhões, um novo recorde para o maior assalto do tipo já registrado.

Com a notícia, as principais criptomoedas do mundo tinham queda expressiva. Pela manhã, o Bitcoin – um dos ativos mais conhecidos do mundo -, cedia 1,50%, cotado a US$ 77.624 (R$ 417.610). Antes disso, a moeda chegou a ceder mais de 2%.

Enquanto isso, a Ethereum tinha queda de 3,27%, a US$ 2.244,6 (R$ 12.080).

Diversos investigadores apontaram a Coreia do Norte como a possível responsável pelo ataque. Os invasores conseguiram acessar carteiras digitais mantidas na Binance, que hoje é a maior corretora de criptomoedas do mundo.

“Estamos trabalhando sem parar para resolver este problema. A Binance cobrirá todas as perdas. […] Estamos trabalhando 24 horas por dia e compartilharemos um relatório completo pós-incidente assim que a investigação for concluída”, escreveu a empresa na rede social X.

Segundo a Binance, os recursos dos usuários estão seguros, e a sede nos Estados Unidos afirmou que suas operações não foram afetadas pelo “incidente de segurança”.

“Somos uma plataforma separada e independente, e os fundos e serviços dos clientes estão seguros e funcionando normalmente”, diz a conta da operação norte-americana no X.

*Com informações da CNN Internacional

Bitcoin supera US$ 80 mil pela 1ª vez com otimismo por governo Trump

 

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Circuit Breaker: CNN Brasil estreia documentário sobre revolução do mercado

A CNN Brasil exibe de 9 a 13 de novembro, às 23h30, os cinco episódios de Circuit Breaker – A Revolução do Mercado Financeiro, documentário do selo CNN Séries Originais produzido pela NeoFeed Produções.

No CNN Money, a estreia será em 12 de novembro, às 20h15, com novos episódios às quintas-feiras até 10 de dezembro. A produção percorre os últimos 25 anos do mercado financeiro brasileiro e mostra como a tecnologia, as mudanças regulatórias e o surgimento de novos modelos de negócio transformaram o setor.

Com direção e roteiro do cineasta Lúcio Goldfarb e produção de Carlos Sambrana e Ralphe Manzoni Jr., a série documental acompanha a evolução de um mercado historicamente concentrado nas grandes instituições financeiras. A narrativa aborda a expansão das corretoras independentes, das plataformas de investimento e das assessorias, além do crescimento da educação financeira e da participação de novos perfis de investidores.

Por dentro da série

Ao longo dos cinco episódios, a produção recupera momentos decisivos dessa trajetória e mostra como as transformações tecnológicas, regulatórias e econômicas alteraram a relação dos brasileiros com os investimentos.

O documentário também acompanha os movimentos das instituições tradicionais e a entrada de novos participantes que ajudaram a redefinir a dinâmica do setor.

A série reúne mais de 40 entrevistados, entre executivos de instituições financeiras, empreendedores, investidores, reguladores, assessores de investimentos e especialistas em educação financeira.

Entre os participantes estão Guilherme Benchimol, fundador e presidente executivo do conselho de administração da XP; Gilson Finkelsztain, CEO da B3 entre 2017 e 2026; Marcelo Flora, sócio do BTG; Carlos Constantini, diretor executivo do Itaú Unibanco; João Pedro Nascimento, presidente da CVM entre 2022 e 2025; Alexandre Riccio, CEO do banco Inter; Carlos André, presidente da Anbima entre 2022 e 2026; Luciane Effting, head do Santander AAA; Augusto Miranda, diretor executivo do Wealth Management do Bradesco; Roberto Dagnoni, chairman do Mercado Bitcoin; Roberto Lee, cofundador e CEO da Avenue; Nathália Rodrigues, CEO da Nath Finanças; e Thiago Nigro, fundador do Grupo Primo.

“O Circuit Breaker é o primeiro filme da NeoFeed Produções, produtora que atuará no segmento audiovisual. É o nosso cartão de visita para quem pretende conhecer a fundo a história por trás da popularização e da revolução do mercado financeiro no Brasil”, afirma Carlos Sambrana, cofundador do NeoFeed e produtor da série documental.

Segundo Sambrana, o projeto levou cerca de um ano e meio de pesquisas e entrevistas. “O resultado é um trabalho de dezenas de pessoas e de um ano e meio de pesquisas e entrevistas para mostrar como os grandes players se movimentaram e outros surgiram chacoalhando o mercado. Trazemos a visão dos reguladores, dos líderes das empresas do mercado financeiro, dos influenciadores, dos educadores, dos assessores de investimento e muito mais”, completa.

Para Lúcio Goldfarb, diretor e roteirista do documentário, o desafio foi transformar uma história extensa, com diferentes personagens e mudanças estruturais, em uma narrativa acessível também a quem não acompanha o mercado financeiro.

“Partimos de uma proposta ousada, de contar uma história grande, que envolvia todo o mercado financeiro por 25 anos. Eram muitos personagens, como players, empreendedores, investidores e outros, em um momento de intensa transformação do mercado. Portanto, creio que o ponto principal foi encontrar um caminho criativo para deixar essa história compreensível e interessante mesmo para quem não é do mercado financeiro”, afirma.

O documentário marca a estreia da NeoFeed Produções no audiovisual e amplia a parceria entre NeoFeed e CNN Brasil, que já desenvolveram projetos conjuntos como É Negócio, Números Falam, Café com Investidor, Call de Negócios e Fato Relevante.

Além da exibição na CNN Brasil e no CNN Money, a produção também será distribuída pelo NeoFeed.

“Para estrear a série nada mais natural do que estarmos ao lado da nossa grande parceira, a CNN Brasil. Já produzimos alguns programas em conjunto e o documentário, que será exibido na tela da CNN e também no NeoFeed, coroa essa parceria”, conclui Sambrana.

Serviço

CNN Brasil

  • Maratona inédita: de 9 a 13 de novembro, às 23h30.
  • Reprises: aos sábados, de 14 de novembro a 12 de dezembro, às 14h30.

CNN Money

  • Estreia: 12 de novembro, às 20h15.
  • Exibição inédita: às quintas-feiras, até 10 de dezembro, às 20h15.
  • Reprises: em rodízio aos fins de semana, de 14 de novembro a 13 de dezembro, na faixa vespertina.

Distribuição: CNN Brasil, CNN Money e NeoFeed.

Ficha técnica

A direção e o roteiro são de Lúcio Goldfarb; a produção, de Carlos Sambrana e Ralphe Manzoni Jr.; e a direção de conteúdo, de Patrícia Valle. A direção de produção é de Letycia Cardoso. A direção de fotografia é assinada por Fabio de Paula e Vinicius Torres, com montagem de Rogério Zagallo e finalização da The Hue. A direção de arte, design e animação é da NOO Works.

Sobre o NeoFeed

O NeoFeed é uma das principais plataformas de conteúdo sobre negócios, economia e finanças do Brasil, reconhecida por sua cobertura exclusiva e análises aprofundadas.

Fundado por jornalistas com ampla experiência no mercado, o veículo se destaca por antecipar tendências, revelar bastidores do poder econômico e oferecer insights estratégicos sobre empresas, tecnologia e investimentos, conectando líderes e tomadores de decisão às transformações que moldam o ambiente de negócios.

Sobre CNN Séries Originais

A CNN Séries Originais é a frente de produções especiais da CNN Brasil dedicada ao desenvolvimento de conteúdos documentais, investigativos e temáticos com linguagem multiplataforma.

Com foco em aprofundamento jornalístico e narrativas autorais, o projeto reúne séries inéditas que exploram temas de relevância nacional e internacional, conectando informação, contexto e storytelling audiovisual.

As produções abordam diferentes universos — como economia, inovação, comportamento, política, cultura, tecnologia e sociedade — por meio de entrevistas exclusivas, reportagens especiais e personagens que ajudam a traduzir tendências e transformações contemporâneas.

Sobre o CNN Money

No ar desde novembro de 2024, o CNN Money já é referência em cobertura econômica, com 12 horas diárias de programação ao vivo acompanhando os mercados do Brasil e do exterior, da abertura ao fechamento. A equipe traz os índices financeiros globais por meio de um moderno dashboard, com dados fundamentais para investidores e tomadores de decisão.

Sobre a CNN Brasil

No país desde março de 2020, a CNN Brasil atinge mais de 105 milhões de pessoas por mês com a cobertura jornalística multiplataforma mais completa do Brasil.

Disponível em TV por assinatura, banda kU, streaming (Claro, Amazon Prime, Vivo Play, Samsung TV Plus e LG) e YouTube, a CNN Brasil também oferece seu conteúdo via portal, apps, redes sociais e podcasts.

Com um time que reúne alguns dos mais renomados jornalistas e analistas do país em suas respectivas áreas, a multiplataforma endossa o compromisso de levar as notícias mais importantes do Brasil e do mundo ao alcance do espectador ou leitor, na forma e no momento que mais lhe for conveniente, contemplando informações sobre política, economia, meio ambiente, assuntos internacionais, tecnologia, cultura e esportes.

Desde o início de 2024, a marca estende sua credibilidade ao CNN Talks, unidade que hoje se notabiliza pelo êxito em unir líderes dos setores público e privado em debates sobre os temas mais relevantes para o desenvolvimento do país.

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O que explica o Google perder meio trilhão de dólares em um só dia?

As ações da Alphabet –  empresa controladora do Google – despencaram mais de 12% na quinta-feira (29), o pior dia já registrado — uma queda histórica maior do que qualquer sessão durante a pandemia de Covid-19 ou a crise financeira de 2008.

A queda apagou aproximadamente meio trilhão de dólares do valor de mercado da Alphabet, a segunda maior destruição de valor em um único dia da história, atrás apenas da queda de quase US$ 600 bilhões da Nvidia no início de 2025.

O que está acontecendo?

Os investidores estão examinando cada vez mais a corrida de gastos com IA das grandes empresas de tecnologia e como a tecnologia está afetando seus próprios negócios — e a Alphabet é o alvo mais recente.

As ações da empresa caíram acentuadamente à medida que os investidores se preocuparam com a desaceleração do crescimento no negócio de publicidade em buscas do Google, ocorrendo simultaneamente a uma contínua aceleração dos gastos com IA.

As maiores empresas de tecnologia do mundo estão gastando centenas de bilhões de dólares para construir data centers, em uma corrida para tentar figurar entre os vencedores do boom da inteligência artificial.

Wall Street está ficando mais cautelosa, tentando identificar quais empresas estão gastando de forma racional, como esses desembolsos estão impactando outras partes de seus negócios e quem realmente se beneficiará do impacto transformador da IA na sociedade.

A Alphabet divulgou na quarta-feira os resultados de vendas trimestrais que ficaram abaixo das expectativas dos analistas.

Os investidores ficaram consternados com o resultado aquém do esperado nas vendas, o que reacendeu preocupações antigas sobre se a principal fonte de receita da empresa — o negócio de publicidade em buscas do Google — será capaz de resistir à pressão dos consumidores que utilizam cada vez mais os próprios chatbots de IA do Google (e dos concorrentes) em substituição à busca tradicional.

“O temor é que esse deslocamento possa acontecer mais rápido do que o Google consegue reagir e redirecionar seus negócios”, disse Jed Ellerbroek, gestor de portfólio da Argent Capital Management.

 

A empresa também divulgou um segundo trimestre consecutivo de fluxo de caixa livre negativo, outro indicador que está gerando preocupação entre os investidores.

Desde sua abertura de capital em 2004, o Google — que se tornou Alphabet em 2015 — não havia registrado um único trimestre de fluxo de caixa livre negativo até este ano.

Um fluxo de caixa livre robusto é um sinal de uma empresa saudável, capaz de pagar dividendos, realizar recompras de ações e reinvestir em seus negócios.

A Alphabet registrou US$ 51,4 bilhões em despesas de capital apenas no terceiro trimestre, em comparação com US$ 91,4 bilhões em todo o ano de 2025.

À medida que a empresa intensifica seus gastos com IA, incluindo a construção de data centers, sobra menos caixa para o tipo de gratificação imediata que os investidores apreciam, como recompras de ações e dividendos.

Em nítido contraste com o fluxo de caixa livre negativo da Alphabet, a Microsoft divulgou esta semana que registrou US$ 18,6 bilhões em fluxo de caixa livre no terceiro trimestre, mesmo continuando a gastar bilhões em sua expansão de IA.

As ações da Microsoft encerraram o dia estáveis na quinta-feira, enquanto as ações da Alphabet caíram mais de 12%.

“Agora estamos começando a ver quem está gastando de forma racional em IA e quem não está”, disse Richard Reyle, diretor de investimentos da Questar Capital Partners.

Pode parecer estranho que as ações de uma das maiores big techs não estejam em alta depois que a Anthropic protocolou seu tão aguardado prospecto de oferta pública inicial apenas alguns dias antes.

A Anthropic está se comprometendo a gastar muito dinheiro para alugar capacidade computacional de empresas de tecnologia como a Alphabet.

Mas essa promessa futura não é garantida, especialmente se a expansão dos data centers não ocorrer conforme o planejado ou se a IA não for tão lucrativa quanto o esperado.

A Alphabet está pedindo aos investidores que acreditem em sua visão para a IA e para a construção de data centers, ao mesmo tempo em que tenta monetizar a IA e demonstrar que é capaz de gerar retornos sólidos com a tecnologia.

O crescimento nas divisões de computação em nuvem das big techs é um sinal de que a demanda por IA continua robusta. Mas o mercado está tenso diante de qualquer coisa que possa dar errado para o boom da IA.

Big techs como a Alphabet estão recorrendo a dívidas e aos mercados financeiros para captar mais capital e impulsionar suas ambições. Embora as empresas afirmem estar tentando acompanhar a demanda, a concorrência por recursos dos investidores está aumentando.

“Todo mundo está tentando passar pela porta ao mesmo tempo, e isso faz as pessoas hesitarem”, disse Ted Mortonson, estrategista de investimentos da Baird especializado no setor de tecnologia.

Wall Street está ficando cada vez mais preocupada com a expansão dos data centers, e as empresas que estão consumindo o fluxo de caixa livre estão sendo penalizadas.

 

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Ações da dona do Google despencam mais de 12% com temor por IA

As ações da Alphabet, controladora do Google, despencaram 12,6% nesta quinta-feira (29), registrando a maior queda da história da empresa em um único dia.

A Alphabet ficou entre as empresas que chamaram a atenção de Wall Street após a divulgação de seu relatório trimestral, na noite de quarta-feira (28). A receita abaixo do esperado foi agravada pelo aumento acelerado dos gastos de caixa relacionados à IA (inteligência artificial).

Com isso, a queda eliminou cerca meio trilhão de dólares em valor de mercado da companhia.

O movimento reflete a preocupação dos investidores com os gastos elevados das grandes empresas de tecnologia, as chamadas Big Techs, em inteligência artificial, além das dúvidas sobre como essa tecnologia está afetando seus próprios negócios.

As ações da Alphabet recuaram acentuadamente em meio aos receios de desaceleração do crescimento do negócio de publicidade nas buscas do Google, ao mesmo tempo que os investimentos em inteligência artificial continuam aumentando.

As maiores empresas de tecnologia do mundo estão investindo centenas de bilhões de dólares na construção de centros de dados, em uma corrida para tentar garantir posições entre as vencedoras do boom da inteligência artificial.

Diante desse cenário, Wall Street tem adotado uma postura mais cautelosa e busca entender quais empresas estão investindo de forma racional, como esses gastos afetam outras áreas de seus negócios e quais companhias realmente se beneficiarão do impacto transformador da IA na sociedade.

A Alphabet registrou US$ 51,4 bilhões em despesas de capital apenas no terceiro trimestre, em comparação com US$ 91,4 bilhões ao longo de todo o ano de 2025.

À medida que a empresa amplia os investimentos em inteligência artificial, incluindo a construção de centros de dados, sobra menos caixa para formas de retorno mais imediatas aos acionistas, como recompra de ações e pagamento de dividendos.

*Com informações da Reuters e CNN Internacional 

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