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Bater a cabeça pode causar hemorragias detectadas meses depois, diz Kalil

30 October 2026 at 18:45

Bater a cabeça por acidente, durante uma queda ou ao se levantar, pode trazer riscos à saúde neurológica mesmo meses após o ocorrido. É o que alertam o Dr. Roberto Kalil e seus convidados no “CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista” deste sábado (31).

No programa, o especialista recebe Ronaldo Rosa, cardiologista e diretor da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, e Cristine Cukiert, neurologista da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, para falar sobre os alertas do cérebro.

De acordo com Cristine, pancadas na cabeça podem causar hematomas, principalmente em idosos, e aumentar o risco de AVC (acidente vascular cerebral) hemorrágico. O problema é que os sintomas relacionados à condição podem surgir semanas ou meses após a batida.

“À medida que o hematoma vai aumentando, a pessoa começa a ter os sintomas”, afirma a neurologista. Nesses casos, é preciso procurar o pronto-atendimento para realizar exames de imagem.

O AVC hemorrágico corresponde a apenas 20% dos casos, enquanto o tipo isquêmico é mais frequente, correspondendo a 80% dos casos.

“O AVC isquêmico é a obstrução de uma artéria a nível do cérebro”, explica Cristine, comparando o quadro ao que ocorre no infarto, quando a obstrução acontece no coração. Já o hemorrágico ocorre quando um vaso se rompe dentro ou ao redor do cérebro, causando sangramento que aumenta a pressão intracraniana.

Os sinais de alerta do AVC ocorrem de forma súbita, conforme alertam os especialistas. Os sintomas podem variar de diminuição da força em um lado do corpo e alteração na fala, até quadros de confusão mental.

Além disso, os especialistas alertam para os fatores de risco para o AVC e outras doenças neurológicas, como pressão alta, colesterol e tabagismo. Isso acontece por conta da relação entre saúde cardiovascular e saúde cerebral.

Ronaldo ressalta que o coração, por bombear sangue para todos os órgãos, pode levar problemas ao cérebro: um coágulo formado dentro dele, por exemplo, “pode cair na corrente sanguínea e parar em qualquer território, inclusive o cerebral, que é o mais trágico de todos”, segundo o especialista.

“CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista” será exibido neste sábado, às 19h30, na CNN Brasil.

Estudo: adoçante popular pode prejudicar cérebro e elevar risco de AVC

La ‘proteína de Borges’ muestra cómo aliviar las pérdidas de memoria con la edad

30 October 2026 at 15:00
Mapa del cerebro de una mosca de la fruta.

Nuestro cerebro alcanza su máximo de capacidad antes de los 30 años. Después, algunas de sus capacidades empiezan a menguar, eso sí, muy lentamente. La capacidad para recordar series de números, por ejemplo, es solo un poco peor en personas sanas de 60 años que en jóvenes veinteañeros. Se sabe mucho más sobre la creación y mantenimiento de recuerdos que de la pérdida de estos. Normalmente, se achaca a que el cerebro encoge con la edad y va perdiendo conexiones entre neuronas, pero aún es una gran incógnita cómo y por qué perdemos la memoria con los años desde un punto de vista bioquímico, a nivel molecular.

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El bioquímico Rubén Hervás, en el centro, junto al resto de su equipo en la Universidad de Hong Kong, en China.

Exercício físico em excesso pode afetar a química do cérebro, diz estudo

30 October 2026 at 14:47

Realizar exercícios fisícos em excesso pode alterar a regulação química do cérebro, causando a oscilação dos níveis de dopamina no hipocampo –– região cerebral  ligada à memória e à regulação das emoções. A constatação é resultado de um estudo de cientistas brasileiros, publicado em outubro na revista Neurosciense.

A pesquisa, que teve Alisson Luiz da Rocha e João Pedro Floriano como primeiros autores, foi conduzida no estado de São Paulo em uma parceria entre a USP (Universidade de São Paulo) e a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

O estudo investigou o que acontece na sinalização monoaminérgica do hipocampo, principalmente da dopamina e da serotonina, quando o corpo é levado ao limite físico extremo, seja por um único treino exaustivo ou após meses de treino excessivo.

Os resultados contradizem a teoria clássica da fadiga central, que afirma que o esgotamento físico ocorre por uma elevação excessiva da serotonina cerebral ou do aumento da diferença entre a serotonina e a dopamina.

Nesse estudo, porém, os pesquisadores observaram que os níveis de serotonina no hipocampo não sofreram alterações significativas nem no exercício exaustivo e nem no excessivo. As respostas neuroquímicas observadas foram mudanças na dopamina, e não na serotonina.

O que isso significa para o corpo?

Essa oscilação pode causar episódios frequentes de insônia, hipervigilância e recuperação deficiente observadas em atletas com sobretreinamento. Isso ocorre porque a dopamina promove o estado de alerta e vigília no sistema nervoso central, causando hiperatividade durante a fase de repouso.

Ao cruzar dados genéticos, os pesquisadores também notaram que, quando a fábrica de dopamina no cérebro trabalha em excesso, a inflamação cerebral também sobe. A inflamção torna os animais visivelmente mais ansiosos, reagem com pânico exagerado ao estresse e perdem a coordenação motora.

A teoria principal é que o treino em excesso cria um estado inflamatório constante no organismo, cobrando um preço alto: o atleta não só perde rendimento físico, mas também passa a sofrer com insônia, estresse elevado, oscilações de humor e esgotamento mental

Sessão única de exercício até a exaustão

O experimento utilizou camundongos machos com 8 semanas de idade e os dividiu em dois experimentos principais: protocolo agudo (exercício até a exaustão) e protocolo crônico (treinamento excessivo).

Os camundongos desse grupo passaram por cinco dias de adaptação na esteira e realizaram um teste com inclinação de para definir sua potência aeróbia máxima. Depois de 48 horas, os animais correram a 60% dessa potência até atingirem a exaustão.

Imediatamente após a corrida, os camundongos apresentaram um aumento substancial nas concentrações teciduais de dopamina em relação ao grupo controle.

Ao mesmo tempo em que a dopamina atingiu o pico, houve uma queda imediata na tirosina hidroxilase (TyrH), que é a principal enzima responsável por fabricar a dopamina, e também no sinal genético (Th) que comanda a sua produção.

Ou seja, como o esforço extremo exigiu muita dopamina do cérebro, ele perdeu momentaneamente a capacidade de fabricar mais assim que a fadiga aumentou.

Oito semanas de treinamento excessivo

Após 8 semanas seguindo um protocolo usando uma esteira inclinada, que era progressivamente intensificado, os camundongos apresentaram uma redução no rendimento físico em comparação na quarta semana de treino, mostrando uma sobrecarga do corpo.

Foram colhidas amostras 48 horas após o último teste de esforço, que mostraram um aumento persistente nos níveis de dopamina especificamente durante a fase de descanso dos animais.

Diferente do primeiro grupo, o treinamento crônico provocou um aumento na expressão da TyrH durante essa mesma fase de repouso.

Limitações

O estudo, no entanto, tem limitações importantes a considerar:

  • Medição: A dopamina foi medida no tecido cerebral como um todo, o que não mostra exatamente a velocidade com que ela estava sendo usada nas conexões nervosas.
  • Sexo: O estudo testou apenas camundongos machos, o que não possibilita estender 100% dos resultados para fêmeas sem realizar outras pesquisas.
  • Genética: As conexões feitas entre inflamação e comportamento dos animais foram feitas por meio de análise de banco de dados. Ainda são necessários testes diretos em laboratório para confirmação definitiva.

Fazer exercícios à noite atrapalha o sono? Estudo sugere que não

 

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