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Colégio Grau chega ao Recife em 2027 com ensino médio integrado à formação técnica

28 October 2026 at 19:36

A partir de 2027, o grupo Grau Educacional passa a atuar no Recife com uma nova proposta de ensino, que integra a formação regular do ensino médio à qualificação técnica.

O Colégio Grau, localizado na Avenida Conde da Boa Vista, nº 1206, está com matrículas abertas e oferece, inicialmente, 120 vagas para a primeira série do ensino médio.

As aulas estão previstas para começar em 27 de janeiro. A iniciativa é destinada a estudantes que estejam cursando ou já tenham concluído o 9º ano do ensino fundamental, tanto da rede pública quanto da privada.

Segundo a instituição, o modelo foi desenvolvido ao longo de mais de dois anos, com base em estudos, análises de experiências nacionais e internacionais e visitas a escolas que já adotam a integração entre educação básica, formação profissional e mercado de trabalho.

“Hoje, nós não somos mais somente o técnico, precisamos ser mais humanos também, trabalhar as habilidades socioemocionais. E aí vem, logicamente, a tendência mundial de uma educação ao longo da vida, o lifelong learning. Agora, o Grau entra com ensino técnico, profissionalizante e superior, e faltava a escola. Na verdade, havia o sentimento de que existia essa necessidade de oferecer a formação escolar para acompanhar os estudantes desde cedo”, explicou Julio Borba, conselheiro estadual de Educação e presidente do LIDE Educação.

 

Divulgação/Grau Educacional
Equipe do Grau Educacional durante apresentação de lançamento do Colégio Grau - Divulgação/Grau Educacional

Formação por etapas

A proposta pedagógica do Colégio Grau tem como foco o desenvolvimento do projeto de vida e carreira dos estudantes. No primeiro ano, os alunos terão 1.000 horas de formação, seguindo as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Nesse período, terão contato com diferentes áreas de atuação por meio de encontros com profissionais, visitas técnicas orientadas, atividades em laboratórios e testes vocacionais. O objetivo é ajudá-los a identificar seus interesses e fazer escolhas profissionais mais conscientes.

A partir do segundo ano, os estudantes poderão iniciar um curso técnico paralelamente ao ensino médio. A duração da formação profissional varia de um ano e meio a dois anos, conforme o curso escolhido. A expectativa é que, ao concluir o terceiro ano, eles obtenham a certificação do ensino médio e a qualificação profissional, ampliando as possibilidades de ingresso no mercado de trabalho.

Borba também destacou a possibilidade de aproveitamento de disciplinas cursadas na formação técnica em graduações relacionadas à área de formação.

“Hoje, a gente sabe também que existe a verticalização da aprendizagem. Então, algumas disciplinas do técnico poderão ser aproveitadas nas instituições. Por exemplo, se o estudante fizer aqui com a gente um curso técnico de Enfermagem e quiser cursar uma faculdade de Enfermagem, a instituição poderá aproveitar algumas disciplinas. Isso depende do regimento interno das instituições de ensino superior, mas a maioria delas já faz isso”, exemplificou.

A construção do projeto também contou com a participação de profissionais com atuação na educação pernambucana, como José Ricardo Diniz, fundador do antigo Colégio Contato e presidente do Sindicato das Escolas de Pernambuco; a professora Karla Albuquerque; e a equipe pedagógica e acadêmica do Grau Educacional, liderada pela professora Anna Cristina.

Informações sobre valores, itinerários formativos e cursos oferecidos podem ser consultadas no site www.colegiograu.com.br.

Conexão com o mundo do trabalho

Além da formação técnica, o Colégio Grau também pretende preparar os estudantes para o ingresso no ensino superior, por meio de processos seletivos como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Sistema Seriado de Avaliação (SSA) e outros vestibulares.

“A gente tem uma metodologia que está distante do mercado de trabalho, do mundo das profissões. O jovem entra no ensino médio sem saber do que gosta ou do que quer. Quando a gente coloca o ensino médio dentro de uma instituição de ensino de profissões, é como se houvesse uma vivência das profissões ao longo da jornada do ensino médio”, destacou Carolina da Fonte, diretora do Grau Educacional.

Os estudantes terão à disposição mais de 20 cursos técnicos, distribuídos em áreas como saúde, indústria, tecnologia, gestão e negócios. As formações são voltadas para diferentes setores do mercado de trabalho, com possibilidades de inserção profissional.

A carga horária dos cursos técnicos varia de 900 a 1.600 horas, conforme a formação escolhida. Além das aulas teóricas, os estudantes terão acesso aos laboratórios da unidade, onde poderão aplicar, na prática, os conteúdos aprendidos em sala.

Nos cursos que exigem estágio obrigatório, os alunos também deverão cumprir a carga horária prevista. No técnico em Enfermagem, por exemplo, são exigidas 400 horas de estágio.

“No Colégio Grau, o conhecimento ganha espaço para ser experimentado na prática. Por meio de laboratórios, projetos, tecnologia e experiências práticas, os estudantes desenvolvem habilidades técnicas, aprendem a resolver problemas, exploram novas ferramentas e conectam o conteúdo às situações reais. É uma formação mais completa, dinâmica e alinhada aos desafios do mundo atual”, explicou Ruy Maurício Porto Carreiro Filho, diretor do Grau Educacional.

Outro diferencial apontado pela instituição é a conexão com a Agência de Emprego do Grau, que conta com uma rede de mais de 5 mil empresas parceiras.

Avaliação da oferta

Na última segunda-feira (19), o Ministério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), publicou as regras para a implementação e o desenvolvimento do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Profissional e Tecnológica (Sinaept).

A nova norma tem como objetivo identificar desafios e orientar melhorias nas redes de ensino. Para isso, prevê parâmetros de avaliação das condições dos cursos técnicos, considerando aspectos como a infraestrutura das instituições, a qualificação dos professores e os indicadores de permanência e conclusão dos estudantes.

O Grau Educacional participou voluntariamente do projeto-piloto do Sinaept e, segundo Júlio Borba, tem  acompanhado as discussões sobre mudanças nos currículos do ensino técnico e o novo perfil das carreiras profissionais.

Ele reforçou inclusive, que o novo Plano Nacional de Educação (PNE 2026-2036) mantém a educação profissional e tecnológica entre as prioridades do planejamento educacional brasileiro para os próximos dez anos.

“Para isso, a gente tem cada vez mais a qualidade sendo avaliada. Diante disso, nos cursos técnicos, a gente já tinha feito uma reorganização: incluímos, por exemplo, disciplinas integradoras, que estimulam a resolução de problemas. Nelas, os estudantes mapeiam desafios e propõem soluções”, disse à coluna Enem e Educação.

“O curso é muito voltado para a solução de problemas reais. A questão da avaliação é muito boa para a gente, pois prezamos pela qualidade. A avaliação vai beneficiar quem faz bem-feito”, completou o docente.

 

© Divulgação/ Grau Educacional

Professor Julio Borba, conselheiro estadual de Educação e presidente do LIDE Educação
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