Seis falsos motoristas de aplicativo foram presos, nesta quarta-feira (28), suspeitos de extorquir passageiros no Terminal Rodoviário da Barra Funda, na zona Oeste de São Paulo. De acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública), os indivíduos cobravam pagamentos adicionais, inclusive com o impedimento das vítimas saírem dos veículos até concordarem com a exigência.
As investigações apontam que os suspeitos utilizavam uma ferramenta externa aos aplicativos de transporte para calcular os preços de viagem e conseguirem cobrar valores acima dos acordados inicialmente.
As seis pessoas foram presas em flagrante por suspeita de extorsão e organização criminosa, sendo que uma já era alvo de mandado de prisão temporária. Seis carros foram apreendidos pelo DTP (Departamento de Transportes Públicos), além de celulares e máquinas de cartão.
Uma das vítimas era um passageiro estrangeiro do Togo, país localizado no continente africano, que teve suas malas e seus pertences retidos por um dos falsos motoristas até que ele pagasse cerca de R$ 500 pela viagem. O caso ocorreu em março deste ano. Os policiais conseguiram localizar as bagagens da vítima.
A Polícia Civil alerta que, para não cair no golpe dos falsos motoristas de aplicativo, as pessoas prestem atenção e desconfiem de motoristas que trabalhem fora de canais oficiais de aplicativos de transporte. Outro aviso é a confirmação do valor e os dados da corrida antes de iniciar viagem.
A Justiça de São Paulo revogou, nesta terça-feira (27), a prisão preventiva do influenciador Gabriel Spalone no caso em que ele é suspeito de extorquir e ameaçar dois empresários com quem ele mantinha sociedade. Spalone, no entanto, deverá cumprir medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de contato com os ofendidos.
Na decisão, o juiz Fabio Martins Marsigli considerou o argumento da defesa de Spalone de que o cliente teria se prejudicado em um “desacerto comercial” envolvendo membros das empresas Life Coin e CargoBR. Teria havido inclusive o registro de um Boletim de Ocorrência pelo influenciador em 11 de junho deste ano.
A Justiça ainda destacou a fragilização de uma condição de caráter indevido de vantagem econômica envolvendo o réu e as vítimasem investimentos de criptoativos.
As medidas cautelares foram aplicadas porque houve a confirmação de relatos de intimidação a familiares dos empresários. O juiz determinou a proibição de contato e aproximação de no mínimo 500 metros com as vítimas e os respectivos familiares, o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de Spalone se ausentar da comarca de residência sem autorização judicial. Ele ainda deverá se apresentar em juízo a cada dois meses.
Em nota, o advogado de Spalone, Eduardo Maurício, informou que a decisão foi “assertiva e em sintonia com a Lei”, negando qualquer prática de extorsão por parte de seu cliente. A defesa ainda alega que tudo se trataria de uma “manobra ardilosa de terceiros [os empresários que denunciaram Spalone]”, uma vez que, segundo Eduardo Maurício, os denunciantes não queriam pagar valores lícitos ao influenciador.
Membro do PCC e extorsão
De acordo com as investigação, desde abril deste ano, as vítimas passaram a ser ameaçadas e extorquidas por Spalone, que teria dito ser membro do PCC (Primeiro Comando da Capital). De acordo com os relatos, ele exigia pagamentos sobre o valor investido em supostas criptomoedas.
Após a apuração com base na denúncia por parte dos empresários, a Justiça expediu ummandado de prisão temporáriacontra o influenciador, que foi cumprido no dia 8 de outubro.
À época, o advogado de Spalone negou que o cliente fizesse parte do PCC.
Réu por dois crimes
Spalone já é réu por furto qualificado e associação criminosa em um esquema que desviou R$ 146,5 milhões por meio de transferências via Pix. Ele é dono das fintechs Dubai Cash e da Next Trading Dubai e foi alvo de uma operação, deflagrada em setembro do ano passado, que apurou o esquema no qual ele estava envolvido.
O grupo criminoso utilizava a credencial de uma prestadora de serviços para desviar os valores de um banco. A Polícia Civil constatou que o esquema utilizou 10 contas mantidas junto à entidade bancária para recebimento dos valores.
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Gabriel Spalone foi alvo de operação em SP • Reprodução/Redes sociais
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Influenciador e empresário dono de fintechs • Reprodução/Redes sociais
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Empresário alvo de operação • Reprodução/Redes sociais
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Influenciador ostentava vida de luxo em Dubai • Reprodução/Redes sociais
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Veículo apreendido • Reprodução/Polícia Civil
Em fevereiro, Spalone recebeu liberdade provisória, após Justiça considerar um pedido da defesa que considerou a condição de réu primário.