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Vitória confortável do Vila Real no regresso ao Calvário

25 October 2026 at 19:08

VTM

O Sport Clube de Vila Real regressou este domingo ao Campo do Calvário, onde recebeu e venceu o Mesão Frio por 7-1, num jogo da oitava jornada da Divisão de Honra da Associação de Futebol de Vila Real (AFVR). O regresso a casa ficou também marcado pelas manifestações de desagrado de alguns adeptos do clube relativamente ao estado do relvado sintético.

Uma tarja colocada no exterior do recinto, mas visível para quem se encontrava nas bancadas, deu expressão à insatisfação em torno das condições do piso de jogo, com a inscrição “o Calvário não é para remendar”. A mensagem surgiu num momento de regresso ao histórico campo, que voltou a receber a equipa alvinegra.

Dentro das quatro linhas, o Vila Real impôs-se com um resultado expressivo frente ao Mesão Frio, começando a vencer cedo na partida. Ainda não tinham passado dois minutos de jogo e Mika colocou os líderes da classificação da AFVR a vencer.

Ainda na primeira parte, John Lucas e João Maia marcaram para o Vila Real, enquanto Mika, de grande penalidade, carimbou o único golo dos visitantes. Na segunda parte, João Maia completou o hat-trick, enquanto Cláudio Mateus e André Azevedo fecharam as contas deste embate.

A jornada ficou ainda marcada pela vitória do Pedras em casa do Cumieira, por cinco bolas a zero, e o Régua bateu o Constantim por 2-1, com Jota a bisar.

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Fontelas apresenta exposição à AF Vila Real por atitudes da equipa de arbitragem

12 October 2026 at 17:14

VTM

O Futebol Clube de Fontelas apresentou uma exposição formal à Associação de Futebol de Vila Real (AFVR) e ao respetivo Conselho de Arbitragem, na sequência dos acontecimentos registados no encontro frente ao Pedras Salgadas, referente à última jornada da Divisão de Honra. Em causa estão alegados comentários depreciativos, respostas consideradas desrespeitosas e comportamentos que a direção do clube entende serem incompatíveis com as responsabilidades da equipa de arbitragem.

Em declarações à VTM sobre o sucedido, Hugo Ermida, presidente do FC Fontelas, fez questão de separar a contestação à postura dos árbitros da análise ao jogo e ao resultado. “Não depende de questão de resultados ou que a arbitragem, de alguma forma, tenha influenciado nisso. Não é uma situação dessas”, disse, acrescentando que o desagrado está relacionado com a forma como, alegadamente, os elementos dessa equipa terão interagido com os atletas visitantes.

“Árbitro nunca pode tomar partido de maneira nenhuma”

“Sabemos perfeitamente que ia ser um jogo bastante complicado e temos noção da diferença qualitativa de uma equipa para a outra”, declarou o responsável do Fontelas. Segundo Hugo Ermida, durante a partida, os reparos feitos pelos da sua equipa a algumas decisões do trio de arbitragem terão recebido respostas acompanhadas de sorrisos e de uma postura que considerou provocatória.

O presidente deu como exemplo uma situação em que um jogador terá sido impedido de prosseguir o seu movimento em direção à bola pelo árbitro. Quando questionado sobre a razão pela qual não interrompeu o jogo, este terá respondido que não tinha de o fazer porque a bola não lhe tinha tocado.

“Tudo bem, é uma decisão dele, mas era mais fácil dizer isto do que estar a rir-se”, relatou o responsável, frisando que a contestação não se prende com a interpretação técnica do lance, mas com a forma como a resposta terá sido dada.

Uma outra situação apontada pelo presidente diz respeito uma suposta falta atacante na área da sua equipa, quando um elemento da arbitragem terá comentado que a queda “parece uma piscina”.

O presidente considera que este tipo de interação ultrapassa a discussão sobre decisões de arbitragem. “Uma coisa é uma má decisão e qualquer jogador tem de perceber isso. Outra coisa é estar em campo e ter o senhor que mais tem de ter mão no jogo a provocar”, afirmou.

O responsável entende que a forma de comunicar com os atletas pode contribuir para aumentar a tensão dentro de campo e tornar o jogo mais agressivo. “Um árbitro nunca pode tomar partido de maneira nenhuma em jogos”, defendeu, argumentando que os jogadores podem reagir ao comportamento que atribuem à equipa de arbitragem.

O presidente referiu ainda um episódio após o encontro, junto à saída do recinto desportivo. De acordo com a sua versão, um elemento da arbitragem terá entrado no carro e, ao sair, perante jogadores e adeptos do Fontelas, terá piscado o olho e sorrido. Hugo Ermida interpretou o gesto como “uma atitude clara de provocação”.

O clube sustenta, no comunicado oficial, que o desagrado “não se prende apenas com decisões técnicas tomadas durante a partida”, mas com “um conjunto de atitudes, comentários e gestos” que considera incompatíveis com o respeito exigido aos agentes desportivos.

“Não tem a ver exclusivamente connosco”

Apesar das críticas, Hugo Ermida ressalvou que não pretende generalizar a todos os árbitros nem colocar em causa a dificuldade da função. “Sabemos que o erro humano na arbitragem está inerente”, afirmou, lembrando que o futebol distrital não dispõe de videoárbitro.

A intenção, explicou, é levar a AFVR e o Conselho de Arbitragem a analisar situações que o clube considera não serem exclusivas do Fontelas. “Não tem a ver exclusivamente connosco. Aconteceu connosco, temos de ser nós a relatar o assunto. Mas isto é geral”, declarou.

Hugo Ermida reconheceu que o comunicado partilhado nas suas redes sociais poderá ter consequências para o clube, mas garantiu que a direção decidiu avançar para marcar uma posição. “Independentemente de qualquer tipo de consequência que possa trazer, marcamos uma posição clara”, afirmou.

No comunicado, o FC Fontelas sublinha que não pretende alimentar polémicas, mas entende que não pode ficar em silêncio perante aquilo que considera ter atentado contra a dignidade dos seus atletas, dirigentes e instituição. “O respeito não pode depender do resultado, do clube ou do momento do jogo”, escreve o clube, que solicita às entidades competentes a análise dos acontecimentos e a tomada das medidas que considerem adequadas.

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