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Cinco regiões de corais no Brasil estão em estado crítico e correm risco de colapso

30 October 2026 at 06:37

Uma pesquisa apontou que cinco das oito ecorregiões de recifes de coral do Brasil estão em risco crítico de colapso. Outros três ponto não têm dados suficientes para uma classificação geral de risco.

O levantamento vê ondas de calor marinhas como a principal ameaça aos recifes do país. De acordo com a avaliação, projeções climáticas indicam aumento do estresse térmico severo, branqueamento e da mortalidade de espécies de corais para as próximas décadas, com eventos já registrados anteriormente, em 2019 e 2020 e 2024.

Além disso, também foram identificadas alterações na cobertura dos corais e na composição das comunidades marinhas, a proporção entre algas e corais e a biomassa de peixes herbívoros e predadores estão entre os principais motivos para essas alterações.

Nos últimos 50 anos, as ecoregiões de Parrachos, Costa dos Corais e Atol das Rocas e Fernando de Noronha apresentavam uma situação crítica, enquanto Abrolhos, Baía de Todos os Santos e Baixo Sul eram classificadas como EN (Em Perigo) de extinção e passaram para CR (Criticamente em Perigo).

A analista de Conservação do WWFBrasil, Ana Lídia Gaspar, afirma que “Os resultados mostram que três dessas ecorregiões já estavam em risco crítico pelo que aconteceu nos últimos 50 anos, e que as projeções colocam outras duas no mesmo patamar. Onde faltam dados, a falta de informação não pode ser lida como ausência de risco. A avaliação aponta a necessidade de ampliar o conhecimento sobre essas áreas para compreender melhor sua situação e orientar medidas de conservação.”

O levantamento da UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza) mostra que, além das mudanças climáticas, os recifes de corais são afetados pela pesca excessiva, pelo desenvolvimento costeiro, a pressão turística e com o lançamento de nutrientes e sedimentos que comprometem a qualidade da água.

A UICN também relata que as atividades de exploração de petróleo e gás, a mineração e a navegação são outros fatores que apresentam risco de contaminação dos ambientes marinhos.

O levantamento 

A Lista Vermelha de Ecossistemas da UICN juntou mudanças observadas nos últimos 50 anos para analisar o estresse térmico que os recifes brasileiros podem sofrer nas próximas cinco décadas, avaliando o risco de colapso dos ecossistemas a partir de critérios como redução da distribuição, restrição geográfica, degradação das condições ambientais e alterações nos componentes biológicos.

 

*Sob supervisão de Thiago Félix

Mergulhador brasileiro está descobrindo novas espécies nas profundezas do oceano

 

UFPE lidera ranking de universidades do Nordeste em 2026

27 October 2026 at 20:32

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) ocupa a 11ª posição nacional no Ranking Universitário Folha (RUF) 2026 e é a instituição mais bem colocada do Nordeste. O levantamento, publicado na última semana, avaliou 205 universidades brasileiras e destacou a presença das instituições federais entre as primeiras colocadas.

As universidades federais ocupam sete das dez primeiras posições do ranking. Entre as 20 primeiras colocadas, 17 são federais. Já entre as 50 melhores, 37 pertencem à rede federal de ensino superior.

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) é a federal mais bem posicionada no ranking nacional, em terceiro lugar, com nota 97,22. Em seguida, aparecem a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na quarta colocação, com 95,86, e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em quinto, com 95,58.

Também estão entre as dez primeiras a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em sétimo lugar; a Universidade Federal do Paraná (UFPR), em oitavo; a Universidade de Brasília (UnB), em nono; e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em décimo.

UFPE é destaque no Nordeste

Entre as universidades nordestinas, a UFPE ocupa a primeira posição. A Universidade Federal da Bahia (UFBA) aparece em segundo lugar na região, seguida pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em terceiro, e pela Universidade Federal do Ceará (UFC), em quarto.

O levantamento também aponta universidades federais entre as primeiras colocadas nas demais regiões do país. No Norte, a Universidade Federal do Pará (UFPA) lidera, seguida pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam). No Centro-Oeste, a Universidade de Brasília (UnB) ocupa a primeira posição regional, à frente da Universidade Federal de Goiás (UFG).

No Sudeste, a UFMG aparece na terceira colocação regional, atrás da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que também lideram o ranking nacional. A UFRJ ocupa o quarto lugar, e a UFSCar, o sexto.

Na Região Sul, a UFRGS está na primeira posição, seguida pela UFSC e pela UFPR, em segundo e terceiro lugares, respectivamente.

Universidades federais se destacam em ensino e pesquisa

Nas avaliações por dimensão, as universidades federais também aparecem entre as primeiras colocadas. Em Ensino, a UFMG ocupa a terceira posição nacional, com nota 31,54. A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) está em quarto lugar, com 30,97, e a UFRGS, em quinto, com 30,96. A UFSC, a UnB e a UFSCar também integram as dez primeiras.

Em Pesquisa, a UFRGS alcança a terceira posição, com nota 41,12. A UFMG aparece em quarto lugar, com 40,82, seguida pela Unifesp, em quinto, com 40,46. A UFSC ocupa a sétima posição, enquanto a UFRJ e a UFSCar aparecem em oitavo e nono lugares, respectivamente.

Na dimensão Mercado, a UFMG ocupa o segundo lugar nacional, com nota 17,91, e a UFRJ está em quarto, com 17,74. A UFPE e a UFBA dividem a oitava posição, ambas com nota 17,38. A UFC aparece em 11º lugar, com 17,12.

Em Inovação, a UFRGS divide a primeira colocação com a Unicamp, ambas com nota 3,87. A UFRJ está em terceiro lugar, com 3,81, e a UFMG, em quinto, com 3,63. Também figuram entre as dez primeiras a UFRN, em sexto; a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em oitavo; a Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), em nono; e a Universidade Federal do ABC (UFABC), em décimo.

Na dimensão Internacionalização, a UFABC ocupa a primeira posição nacional, com nota 3,95. A UFRJ aparece em quinto lugar, com 3,73. A UFSC e a UFRN também estão entre as dez primeiras, nas sétima e oitava posições, respectivamente. A Unifesp divide a oitava colocação com a UFRN.

Participação das universidades federais

De acordo com os dados divulgados pela Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (Sesu/MEC), das 74 universidades federais existentes, 69 estão em atividade e todas foram consideradas no estudo. Desse total, 51 aparecem entre as 100 primeiras colocadas.

Ao todo, o RUF 2026 avaliou 205 instituições classificadas como universidades. Ficaram de fora a Universidade Federal Indígena (Unind) e a Universidade Federal do Esporte (UFEsporte), cujas leis de criação foram sancionadas recentemente e que ainda estão em fase de implantação, com previsão de início das atividades em 2027.

Também não foram incluídas as universidades federais de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (UFCI/RJ) e de Minas Gerais (UFCI/MG), que ainda não haviam sido transformadas em universidades quando o levantamento foi produzido. A Universidade Federal da Fronteira Norte (UFFN) também ficou de fora, pois seu desmembramento do Campus Oiapoque da Universidade Federal do Amapá (Unifap) ainda não havia ocorrido.

Para o secretário de Educação Superior do MEC, Marcus David, os resultados reforçam a contribuição das universidades federais para o desenvolvimento nacional.

“As universidades federais são parte fundamental de um projeto de desenvolvimento nacional que articula formação, produção científica, cultura, compromisso social e inovação, inclusive em consonância com a Nova Indústria Brasil (NIB), a partir do apoio do nosso programa Universidades Transformadoras, que atua no alinhamento da oferta acadêmica das universidades federais aos cenários de transformação digital, transição para economia de baixo carbono e novas demandas demográficas”, afirma.

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© Reprodução

Fachada da Universidade Federal de Pernambuco

Participação cultural cresce no Brasil, mas insegurança ainda preocupa, aponta pesquisa

23 October 2026 at 17:54

A participação dos brasileiros em atividades culturais presenciais cresceu nos últimos 12 meses, segundo a 7ª edição da pesquisa Hábitos Culturais, realizada pelo Observatório Fundação Itaú, com apoio técnico do Datafolha.

O levantamento aponta que 88% dos entrevistados participaram de pelo menos uma atividade cultural presencial no período, quatro pontos percentuais acima dos 84% registrados em 2025.

Entre as atividades que apresentaram crescimento estão os shows de música, cuja participação passou de 45% para 51%.

As visitas a centros culturais subiram de 26% para 32%, enquanto as idas a museus aumentaram de 16% para 21%. Já a participação em exposições de arte passou de 27% para 31%.

A pesquisa também investigou a frequência a espaços ligados ao patrimônio histórico, pontos de cultura e espaços comunitários, além da participação em rodas de samba, pagode ou choro e bailes funk.

Nos últimos 12 meses, 39% dos entrevistados visitaram espaços ligados ao patrimônio histórico e 38% participaram de atividades culturais em pontos de cultura ou espaços comunitários.

Rodas de samba, pagode ou choro foram frequentadas por 30% dos participantes, enquanto 9% foram a bailes funk.

O levantamento ouviu 2.448 pessoas em entrevistas presenciais e individuais, realizadas em 137 municípios brasileiros, entre 7 e 20 de julho de 2026.

“Os dados mostram que o hábito cultural continua presente e cada vez mais intenso na vida dos brasileiros. Mais pessoas estão indo a shows, museus, exposições, teatros e centros culturais. Isso importa porque o acesso à arte e à cultura amplia repertórios, cria vínculos e é uma dimensão fundamental do desenvolvimento humano”, afirma Jader Rosa, superintendente do Itaú Cultural.

Desigualdade e insegurança limitam acesso

Apesar do crescimento da participação em atividades culturais presenciais, a pesquisa aponta diferenças significativas entre as classes socioeconômicas.

Considerando o conjunto das atividades investigadas, 97% dos entrevistados das classes A/B participaram de pelo menos uma delas nos últimos 12 meses. Entre as classes D/E, o índice foi de 82%.

A desigualdade também aparece na frequência a equipamentos culturais. Enquanto 63% dos brasileiros das classes A/B foram ao cinema no período, o percentual entre as classes D/E foi de apenas 18%.

No teatro, a diferença foi de 41% entre os entrevistados das classes A/B para 17% entre os das classes D/E. Já as visitas a museus foram mencionadas por 35% dos participantes das classes A/B, ante 14% dos integrantes das classes D/E.

Além das diferenças socioeconômicas, a insegurança e a violência estão entre os fatores que mais afetam a experiência cultural presencial.

Segundo a pesquisa, 30% dos entrevistados citaram essas questões como obstáculos à participação em atividades culturais.

Entre os problemas relacionados à segurança, a falta de policiamento nas proximidades dos espaços culturais foi mencionada por 43% dos entrevistados que apontaram preocupações com o tema. Já os riscos de furtos ou assaltos durante o trajeto foram citados por 29%.

A violência contra as mulheres e o assédio nos espaços culturais também aparecem entre as preocupações. O fator foi apontado por 27% dos respondentes – índice 6% maior que no levantamento anterior. A preocupação é maior entre as mulheres: 38% delas mencionaram a questão, ante 14% dos homens.

Sobre a pesquisa

A 7ª edição da Pesquisa Hábitos Culturais ouviu homens e mulheres de 16 a 65 anos, das classes A, B, C e D/E, residentes em todas as regiões do Brasil. A margem de erro para o total da amostra é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

© ACERVO JC IMAGEM

Pesquisa aponta aumento da participação cultural presencial no Brasil, mas insegurança preocupa
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