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Justiça nega novo habeas corpus de Deolane; defesa pretende recorrer ao STJ

29 October 2026 at 11:53

O TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) negou, nesta terça-feira (27), mais um habeas corpus apresentado pela defesa da advogada e influenciadora Deolane Bezerra.

A defesa de Deolane contestou a decisão e afirma que vai recorrer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça). A influenciadora está presa desde o dia 21 de maio desse ano por suspeita de envolvimento com o PCC (Primeiro Comando da Capital). Ela é acusada no âmbito da Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro.

Em nota à imprensa, os advogados Aury Lopes Jr., Josimary Rocha de Vilhena, Luiz Ricardo Rodrigues Imparato e Rogério Nunes, que atuam na defesa de Deolane, afirmaram discordar do entendimento adotado pelo tribunal. Segundo a defesa, a questão envolve garantias constitucionais relacionadas ao devido processo legal.

Os advogados argumentam que a própria acusação reconhece o suposto caráter transnacional dos crimes investigados e a existência de possíveis interesses da União. Para a defesa, esses elementos reforçam o entendimento de que a Justiça estadual não seria competente para julgar o caso.

A defesa também classificou a prisão preventiva de Deolane como ilegal e desnecessária. Os advogados reiteraram que a influenciadora é inocente das acusações e afirmaram que ela ainda demonstrará isso durante o processo. Segundo a nota, Deolane não teve a oportunidade de se defender na fase de inquérito e sequer foi ouvida nessa etapa.

O habeas corpus foi negado por unanimidade pela 16ª Câmara de Direito Criminal do TJSP, que também manteve o entendimento de que o caso deve permanecer na Justiça estadual.

Acusação contra Deolane

O MPSP (Ministério Público de São Paulo) aponta que a ré integrava o núcleo financeiro e a arquitetura de lavagem de capitais da facção. Ela utilizaria sua “aparente respeitabilidade social” e engajamento nas redes para ocultar recursos ilícitos e dar uma fachada legal ao dinheiro. 

A investigação afirma que houve uso de pessoas jurídicas para a circulação de valores. Relatórios ligam Deolane a movimentações incompatíveis com a empresa Lado a Lado Transportes (ou Lopes Lemos Transportes), usada pela cúpula do PCC, além da suspeita de abertura de dezenas de empresas no mesmo endereço para fracionar e mascarar os repasses.

O inquérito coloca Deolane em conexão direta com o núcleo de comando da facção. O processo que acusa Deolane é o mesmo que também mira Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, além de irmãos e sobrinhos do líder criminoso. O principal elo financeiro direto entre eles seria Everton de Souza, o “Player”.

Deolane Bezerra: veja a linha do tempo do caso da influencer

 *Sob supervisão de Carolina Figueiredo

Júri de motorista de Porsche que matou em acidente segue nesta quinta (29)

28 October 2026 at 22:35

O julgamento de Fernando Sastre Filho, motorista do Porsche azul que causou a morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, em 2024, na Zona Leste de São Paulo, continua nesta quinta-feira (29). A sessão acontece no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste da capital.

De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o júri está na fase de oitiva das testemunhas. Nessa etapa, as testemunhas prestam depoimento para esclarecer os fatos relacionados ao processo, contribuindo para a análise dos jurados.

O caso que levou o empresário a julgamento ocorreu na madrugada de 31 de março de 2024, domingo de Páscoa, na Avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo.

Fernando Sastre Filho dirigia o Porsche que atingiu a traseira do Renault Sandero conduzido pelo motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, a cerca de 156 km/h. O limite de velocidade na via é de 50 km/h. O empresário está preso preventivamente desde maio de 2024.

Porsche destruído em acidente em SP; motorista de veículo atingido morreu • Reprodução

Sastre responde por homicídio qualificado por perigo comum, com dolo eventual, e lesão corporal grave. A segunda acusação se refere aos ferimentos sofridos pelo estudante Marcus Vinicius Machado, amigo do empresário, que estava no banco traseiro do carro de luxo.

Caso seja condenado pelos crimes, Fernando Sastre Filho poderá receber uma pena que, somada, ultrapassa 30 anos de prisão.

Em contato com a CNN Brasil, a defesa de Sastre afirmou que a expectativa é de “um julgamento justo, com a desclassificação para uma conduta culposa, na modalidade da imprudência”.

PM viraram réus no caso

Os policiais militares que liberaram Fernado Sastre tornaram-se réus na Justiça Militar do Estado de São Paulo. Daisy Aparecida Cardoso Romão e Thiago Silva Batista foram denunciados por liberarem Fernando Sastre sem a realização do teste de bafômetro.

Segundo a denúncia, a dupla cometeu crimes de inobservância de lei, regulamento ou instrução, na modalidade de tolerância

“Quanto aos próximos atos processuais, estes serão praticados de acordo com o rito legal aplicável e com o regular andamento da ação penal”, se manifestou o Tribunal, por meio de nota.

De acordo com as últimas movimentações do processo de Sastre, Daisy pediu para não comparecer ao julgamento desta manhã. No entanto, o pedido foi indeferido.

“A requerente atuou diretamente no atendimento inicial da ocorrência e esteve no local dos fatos logo após a colisão, de modo que seu relato é relevante para a formação da convicção dos jurados”, destaca a decisão.

*Com informações de Vitor Bontes 

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