Quatro homens e uma mulher acusados de tráfico de pessoas para fins de exploração laboral e de branqueamento. Mantiveram “em condições degradantes” duas pessoas, “durante anos”. Devem mais de meio milhão em salários. O Ministério Público (MP) de Coimbra acusou esta segunda-feira quatro homens e uma mulher da prática dos crimes de tráfico de pessoas para exploração laboral e branqueamento, por alegadamente terem explorado, durante 15 anos, dois cidadãos portugueses em explorações agrícolas na Espanha. “Quatro dos arguidos foram acusados, em coautoria, de dois crimes de tráfico de pessoas para fins de exploração laboral e de um crime de branqueamento.
Dois portugueses com vulnerabilidade cognitiva foram forçados a trabalhar 11 a 12 horas por dia na agricultura, alojados num estábulo e sem documentos. Arguidos terão lucrado mais de 572 mil euros.
Dois dos cinco arguidos encontram-se em prisão preventiva, enquanto os restantes estão sujeitos a medidas de coação não privativas da liberdade
Operação liderada pela Europol e pela Autoridade Europeia do Trabalho decorreu de 14 a 20 de setembro em 34 países, com 27 detidos e 248 potenciais vítimas.
Empresário de agropecuária com 71 anos foi detido na sequência do cumprimento de três mandados de busca domiciliária. Quer o detido, quer as vítimas são cidadãos portugueses.
A Polícia Judiciária deteve em Torre de Moncorvo, um empresário da indústria agropecuária por suspeitas da prática do crime de tráfico de seres humanos