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“365 dias sem parar a ouvir as pessoas e a resolver os seus problemas” Telmo Pinto

30 October 2026 at 17:19

No balanço do primeiro ano de mandato, Telmo Pinto agradece à equipa, às pessoas trabalhadoras da Câmara, às instituições do concelho,  e a cada munícipe, e mostra que o planeamento já está a dar frutos: casas entregues, escolas a avançar e serviços mais rápidos.

Em comunicado enviado às redações, Telmo Pinto faz o balanço do primeiro ano em que assumiu a presidência da Câmara Municipal de Loulé, um dos maiores e mais dinâmicos concelhos do país. Um ano passado a planear, a estruturar e na rua, nas freguesias, nas associações e nas empresas. E é com um agradecimento que o Presidente abre este balanço.

“Neste balanço de 1.º ano as minhas primeiras palavras vão para a minha equipa de executivo que comigo ousou fazer diferente, planear e melhorar a vida das pessoas do nosso concelho. O segundo agradecimento é para as pessoas trabalhadoras da Câmara de Loulé que acreditaram no projeto, empenharam-se e, hoje, acreditam que se pode melhorar procedimentos para dar uma resposta mais célere às pessoas. E, por último, neste agradecimento inicial quero fazê-lo a cada munícipe que me abordou na rua, a cada associação que me convidou para partilhar os momentos comunitários, a cada empresário com quem me reuni porque me ajudou a ter uma visão mais real do que o nosso concelho precisa. Contem comigo para manter a mesma energia e exigência nos próximos anos.”

Loulé cresceu depressa. Tem hoje cerca de 94 mil habitantes, mais 24 mil do que em 2011. É sinal de vitalidade, mas também de pressão: mais procura de casas, de lugares nas escolas, de cuidados de saúde, de água, de transportes.

Um ano a desbravar o que estava parado

Não foi um ano fácil. Na Câmara encontrou burocracia a mais e respostas a menos. Encontrou instrumentos de gestão territorial desatualizados, a começar pelo plano regional do Algarve (PROT), aprovado em 2007, e um Plano Diretor Municipal cuja revisão passou a ser prioridade. Encontrou planos de ordenamento que não estavam a ser cumpridos. Foi preciso voltar ao essencial e começar a fazer cidade, como é o espírito da lei: casas, escolas, equipamentos desportivos e de saúde, espaço público de qualidade a nascer em conjunto, nas novas centralidades de Almancil, Quarteira e Loulé.

Em algumas áreas havia uma inércia instalada que foi preciso acordar e pôr a funcionar. Por isso, a modernização administrativa foi uma das primeiras frentes: novo software com inteligência artificial no Urbanismo, um olhar atento sobre os circuitos internos para simplificar procedimentos, reuniões semanais entre o Urbanismo e as Obras, desmaterialização de processos e novas plataformas digitais para gerir o território. O objetivo é simples: menos papel, menos espera, respostas mais rápidas.

“Encontrámos regras desatualizadas, processos parados e planos esquecidos na gaveta. Não ficámos à espera: arregaçámos as mangas. Planear não é perder tempo, é ganhar futuro. E isso já se vê nas chaves que entregamos às famílias e nas obras que estão a sair do papel.”

Habitação: o planeamento a chegar às famílias

Vivemos em emergência habitacional. Por isso, só em 2026, a Câmara entregou 171 casas, 36 delas a 27 de outubro. O parque habitacional municipal passou de 330 para 474 habitações num ano (mais 43,6%), mais do dobro das 234 que existiam em 2019. Entre as novas casas estão a primeira fase da urbanização da CLONA, com 64 habitações, e a primeira fase do Bairro Municipal Frederico Ulrich, com 18.

E o caminho continua. Há 942 respostas habitacionais em curso em todo o concelho. Há casas entregues a professores, militares da GNR e jovens, e o apoio municipal ao arrendamento chegou a mais de 65 famílias, no ano em curso. Por trás de cada número há uma família que pôde, finalmente, abrir a porta de casa.

Educação, juventude e famílias: crescer com quem cresce

Para que as escolas acompanhem o crescimento demográfico do concelho, estão a ser preparadas a reconstrução da Escola Secundária Dra. Laura Ayres, em Quarteira, e da Escola Básica António de Sousa Agostinho, em Almancil, a nova Escola Básica do Morgadinho e uma nova EB 2,3 em Quarteira/Vilamoura, além de várias ampliações. No imediato, chegaram às escolas 294 ventoinhas, estando em curso o programa de climatização de todo o parque escolar. Para além disso, as questões de segurança das nossas crianças e jovens são prioritárias, tendo sido reforçadas com mais  9 vigilantes.

As famílias sentiram a diferença no dia a dia: o programa Férias para Todos foi alargado ao pré-escolar e passou de 1.982 para 2.534 participantes, com o número de monitores a subir de 20 para 43. A Creche do Forte Novo vai acolher 128 crianças e foi alargado o programa de bolsas para estudantes do ensino superior.

Reativámos e aumentámos as respostas no Centro de Recursos Educativos para a Inclusão, em Loulé, passando para 30 as pessoas com necessidades específicas apoiadas.

O Conselho Municipal de Juventude foi reativado e está a funcionar em pleno, com o envolvimento e a participação dos jovens.

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Em parceria com três Instituições de Solidariedade Social do Concelho, vão nascer três lares em Loulé, Vale Judeu e Barranco Velho.

Desporto, Cultura, Ambiente e Turismo

Os clubes e os atletas do concelho esperavam há anos por melhores condições, e elas estão a chegar. O Campo de Futebol de Boliqueime vai ter relvado sintético com certificação internacional para futebol de 11, de 7 e râguebi, balneários novos, bancada e estacionamento. Em Almancil, avançam a bancada e os balneários do estádio municipal, um novo campo de futebol e o projeto das piscinas municipais, com 10 pistas de 25 metros.

Ao mesmo tempo, cuida-se do que já existe: novos balneários nos campos n.º 2 de Loulé e de Quarteira, coberturas das bancadas substituídas, relva e iluminação novas no Estádio Municipal n.º 1, a Pista Bexiga Peres e o Pavilhão Carlos Gravata requalificados.

E o concelho continua a receber e atrair grandes eventos, como o Rally Raid, o Portugal Invitational e a Maratona do Algarve, com o IRONMAN e o Dakar já à porta, em 2027.

A cultura também está a ganhar novos espaços. Em Quarteira, o Centro de Educação e Cultura, com auditório, black box e escola pública de dança, terá a empreitada lançada no próximo ano e o Casino Velho tem o projeto de reabilitação pronto. Em Loulé, prepara-se a obra do Quarteirão Cultural, avançam os projetos de ampliação do Cineteatro Louletano e do Conservatório de Música Francisco Rosado.

Ao mesmo tempo, dá-se rumo e voz a quem faz cultura. A Estratégia Municipal de Cultura 2034 traça o caminho, está a ser criado o Conselho Municipal de Cultura e está em discussão pública o novo Regulamento Municipal de Apoio ao Associativismo Cultural e Recreativo, num concelho onde as associações culturais passaram de 19 para 42 desde 2013.

Loulé entrou na Rede Nacional de Jovens Criadores, potenciando o trabalho desenvolvido nas Galerias Municipais e no Cineteatro Louletano, integrados nas Redes Nacionais de Teatros e Cineteatros e na Rede Portuguesa de Arte Contemporânea.

A candidatura a Capital Portuguesa da Cultura 2028 é uma ambição que se insere numa política cultural municipal consistente e continuada.

O Geoparque Algarvensis recebeu a chancela da UNESCO, potenciando uma maior coesão territorial e um desenvolvimento sustentado do interior, com fluxos entre o litoral e o interior. Aliado ao trabalho que o município de Loulé está a desenvolver, nomeadamente o Plano de Gestão Integrada das cinco Áreas Protegidas – Rocha da Pena, Nave do Barão, Fonte Benémola, Gruta de Vale Telheiro e Foz do Almargem e Trafal – que permitirá garantir a proteção ambiental e assim contribuir para uma maior qualidade de vida neste concelho.

Estamos a criar o Conselho Municipal de Turismo para que de forma concertada com os vários atores do setor, se possa promover o concelho de forma articulada, integrada e aumentar a capacidade de atração.

Freguesias e segurança: mais perto, mais depressa

Quem está mais próximo consegue resolver mais depressa. Por isso, a Câmara reforçou as competências das Juntas de Freguesia, com novos contratos que lhes dão meios para intervir diretamente nas suas comunidades, mais equipamentos e competências reforçadas, por exemplo, na intervenção de manutenção em espaço público e na área de despejos ilegais de resíduos. Foram criadas as estruturas de apoio às freguesias de Benafim, Querença e Tôr, agora autónomas.

A segurança é outra das prioridades. Em articulação com o Governo, a Câmara está a avançar com a criação da Polícia Municipal, uma força de proximidade ao serviço de quem vive, trabalha e visita o concelho. Foi constituído o Centro Municipal de Emergência e Proteção Civil, está a ser instalada videovigilância em Vilamoura, e preparados os procedimentos para a instalação da videovigilância em Loulé, Quarteira e Almancil. A instalação da videovigilância nas áreas florestais está em fase de conclusão, e prepara-se a presença da GNR em Boliqueime. Estão ainda em curso as adaptações para acolher em permanência, no concelho, uma companhia da Força Especial de Proteção Civil.

Muito mais foi feito: o apoio ao Hospital Central do Algarve, a abertura da Extensão de Saúde da Tôr e da USF Soberana, a requalificação do Centro de Saúde de Loulé em curso, redes de água e saneamento que chegam pela primeira vez a centenas de moradores, num total de 88 km em curso, 490 bicicletas partilhadas a partir de janeiro e a fibra ótica a fechar a cobertura do interior. Vamos passar de 4 para 14 autocarros elétricos, aumentando a frequência, horários e áreas de abrangência em Loulé, Quarteira e Almancil. E para o interior está a ser construída uma resposta de transportes flexíveis a pedido, para além do projeto táxi sénior que abrange todo o concelho.

Loulé, uma voz para o Algarve e para o país

Loulé não quer resolver os seus problemas sozinho, quer ajudar a resolver os do Algarve. Por isso, tem sido, junto das entidades regionais e do Governo, uma voz ativa na reivindicação de respostas claras e céleres sobre várias questões da região, nomeadamente em áreas como a proteção da costa, a valorização dos resíduos e a área da habitação, tendo, nesta última área, proposto ao Governo um regime excecional para enfrentar a crise da habitação na região, a revisão urgente do PROT Algarve e uma linha de financiamento para os territórios sob maior pressão.

É também por isso que aposta na saúde, na cultura todo o ano e em grandes eventos que projetam o concelho no mundo.

“O primeiro ano foi de arrumar a casa e de semear. Os próximos serão de colher. Queremos que Loulé seja o motor de um Algarve que não vive só do verão: com casas para quem cá trabalha, com saúde, escolas e cultura todo o ano, e com uma voz forte junto do país. Vamos continuar a fazê-lo como começámos, perto das pessoas. Loulé não espera. Loulé lidera.”

Um ano depois, o balanço cabe numa ideia simples: quem ouve as pessoas sabe por onde começar. Há famílias que já dormem na casa nova, escolas, campos e equipamentos culturais a sair do papel, freguesias com mais meios e uma Câmara que responde mais rápido. Ainda há muito por fazer, e ninguém o esconde. Mas o rumo está traçado e já se vê no terreno. Um ano a ouvir. Um ano a resolver. E a certeza de que virão mais 365 dias sem parar, a trabalhar para as pessoas.

Loulé | 365 dias sem parar: um ano a ouvir as pessoas e a resolver os seus problemas

30 October 2026 at 17:07

No balanço do primeiro ano de mandato, Telmo Pinto agradece à equipa, às pessoas trabalhadoras da Câmara, às instituições do concelho,  e a cada munícipe, e mostra que o planeamento já está a dar frutos: casas entregues, escolas a avançar e serviços mais rápidos. Faz um ano que Telmo Pinto assumiu a presidência da Câmara […]

Recife se consolida como o novo motor do Minha Casa, Minha Vida e lança desafio regulatório à RMR

27 October 2026 at 22:27

O mercado imobiliário da Região Metropolitana do Recife (RMR) consolidou uma transformação estrutural no terceiro trimestre de 2026. Impulsionado por incentivos da política habitacional estadual e municipal, a capital pernambucana centralizou os investimentos do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) na região. Esse movimento expôs uma disparidade regulatória em relação às cidades vizinhas, lançando um alerta direto às gestões municipais da RMR. 

Os alertas estão respaldados na nova pesquisa apresentada pela Ademi-PE e Brain Inteligência Estratégica sobre os resultados do mercado imobiliário da RMR no terceiro trimestre de 2026. No período, o Recife registrou um salto de 83% no número de empreendimentos lançados em comparação ao mesmo período de 2025, enquanto a RMR teve uma queda de 33%.

Historicamente focado em poucos bairros tradicionais da Zona Sul e Zona Norte, o mercado imobiliário do Recife agora se expande para diversas regiões antes desatendidas. "A política habitacional tanto do governo estadual quanto do governo municipal proporcionou que empreendimentos fossem lançados nesses bairros. Então a gente já vê hoje uma cidade muito mais descentralizada", diz o presidente da Ademi-PE, Leonardo Pessoa de Queiroz.

Por outro lado, o ritmo acelerado de adequação do Recife em contraste com a lentidão dos demais municípios da RMR acendeu um sinal vermelho para a atração de investimentos na região. O relatório faz uma provocação aos agentes do mercado e gestores públicos.

"Se a legislação municipal da região metropolitana não se modernizar, vai se perder a atividade econômica, né? Vão ser empregos que vão ser transferidos pra Recife, moradias que vão ser transferidas para a capital. Recife fez a parte dela. Se eles não fizerem também, vai haver uma migração muito forte", alerta Leonardo.

Em volume de unidades habitacionais lançadas no trimestre, o Recife cresceu 45%, alcançando 2.337 unidades. No acumulado de 12 meses, a capital saltou de 6.800 para 9.441 unidades lançadas. Quando se observa apenas o segmento econômico (MCMV), o ritmo no Recife no acumulado em 12 meses registrou um crescimento de 174%, passando de 2.232 unidades para 6.119 unidades lançadas.

As unidades do Minha Casa, Minha Vida representaram 73,9% do total lançado no trimestre. Os imóveis compactos responderam por 20,4%, enquanto o médio padrão caiu para 4,7%. Os apartamentos de dois dormitórios dominaram 74% dos lançamentos no trimestre.

Desempenho de vendas e VGV

A performance de vendas no Recife acompanhou a forte oferta. A capital registrou um aumento de 44% nas vendas no 3T26 frente ao 3T25, comercializando 2.481 unidades.

O grande motor dessas vendas foi o MCMV, cujas comercializações no Recife dispararam 138% no trimestre (1.471 unidades vendidas) e 74% no acumulado de 12 meses (atingindo 4.226 unidades). Na RMR, as vendas de MCMV mantiveram-se estáveis no patamar de 5.200 unidades no acumulado de 12 meses.

No 3T26, o Recife movimentou R$ 880 milhões em VGV lançado (-29% em relação ao 3T25, devido à maior participação de unidades econômicas de menor ticket médio). Já a RMR somou R$ 774 milhões em VGV lançado no trimestre.

 No acumulado de 12 meses, o VGV vendido no Recife cresceu 12%, atingindo R$ 4,7 bilhões, superando a RMR, que movimentou R$ 3,2 bilhões.

O estoque imobiliário do Recife cresceu 9%, alcançando 6.348 unidades, o que é considerado um patamar saudável devido ao alto ritmo de absorção pelas vendas. Cerca de dois terços de todo o estoque da capital e da RMR foram lançados entre 2025 e 2026. A velocidade média de vendas estabilizou-se entre 25% e 26%, sendo puxada pelas metragens menores (até 50 m². O preço médio geral do metro quadrado subiu  4,3%, situando-se entre R$ 11.800 e R$ 11.900.

No mapa da capital, os lançamentos continuam concentrados fora da orla de Boa Viagem, que concentrou 2,6% dos novos empreendimentos. Os bairros com maior concentração de lançamentos foram Imbiribeira (26,4%), Iputinga (23,1%), Várzea (21,7%) e São José (15,8%). Nas vendas, a liderança ficou com a Iputinga (35,1%) e a Imbiribeira (24,7%).

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No Recife, MCMV cresceu 138% em comercialização no trimestre e 74% no acumulado de 12 meses
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