❌

Normal view

Escócia estuda criação de serviço de exportação cultural inspirado nos modelos europeus | Por João Palmeiro

30 October 2026 at 07:30

Um novo estudo encomendado pelo Governo Escocês, em parceria com o British Council, defende a criação urgente de um serviço dedicado à exportação cultural na Escócia. O relatório, intitulado “Considering a Scottish Cultural Export Service: Something similar, but different”, alerta que, sem uma estrutura de apoio coordenada, o país corre o risco de perder oportunidades internacionais, conhecimento setorizado e toda uma geração de criadores e profissionais globalmente conectados.

Embora a cultura escocesa já chegue aos quatro cantos do mundo através de digressões, exposições, coproduções e distribuição digital em setores que vão desde a música, artes visuais e literatura até aos jogos digitais e artes tradicionais gaélicas, o setor debate-se com a falta de uma estratégia centralizada. O diagnóstico resulta de um amplo auscultamento que incluiu um inquérito a 124 entidades, 21 grupos de consulta com 68 intervenientes do setor e 13 entrevistas em profundidade.

O exemplo europeu, o que a Escócia pode aprender com outros Estados

Para desenhar o futuro modelo, a investigação analisou detalhadamente o ecossistema de internacionalização cultural em vários países e regiões europeias de dimensão comparável, destacando a eficácia de organismos já consolidados:

Música e Artes de Palco na Finlândia (Music Finland e Dance Info Finland): Os países nórdicos surgem como uma das principais referências. A Finlândia demonstra como agências especializadas por setor, financiadas por parcerias público-privadas, conseguem alavancar a presença de artistas nacionais em feiras internacionais e mercados estratégicos através de subsídios de mobilidade e ações de formação comercial.

Redes Regionais e Descentralizadas da Flandres (Bélgica): A região flamenga da Bélgica serve de termo de comparação pela sua estrutura altamente especializada de apoio à exportação artística (Flanders Arts Institute), que combina financiamento direto a digressões com uma forte presença diplomático-cultural em redes europeias.

Estratégias Transversais em França e na Irlanda: Enquanto França assenta a sua projeção no Institut Français — que beneficia de uma vasta rede diplomática para exportar indústrias criativas —, a Irlanda (através da Culture Ireland) oferece um modelo ágil de apoio financeiro direto a artistas que apresentam trabalho no estrangeiro, garantindo um forte retorno de imagem nacional.

As propostas para a Escócia

A análise comparativa com os restantes Estados europeus revelou que a chave do sucesso reside na combinação de conhecimento setorial especializado com uma porta de entrada única para financiamento e recursos.

Com base nessas boas práticas, o relatório apresenta quatro modelos de atuação e recomenda uma implementação faseada. A proposta final sugere um serviço transversal a todas as artes, mas com uma primeira divisão especializada inteiramente dedicada ao setor da música — identificada como a área com maior maturidade e potencial imediato de exportação para os mercados internacionais.

Edição e adaptação com IA de João Palmeiro com Ian Thomas*.

JOÃO PALMEIRO

*Head of Evidence, Arts at British Council.

Leia também: Do combate à desinformação ao orçamento da UE. Cidades exigem ter voz no futuro da Europa | Por João Palmeiro

Loulé celebra tradição celta com música irlandesa, gastronomia e atividades gratuitas

30 October 2026 at 07:15

O Museu Municipal de Loulé vai promover, no próximo sábado, 31 de outubro, uma festa dedicada à tradição celta do Samhain irlandês, com música ao vivo, gastronomia típica e atividades para crianças. A iniciativa começa às 15:00, nos Banhos Islâmicos e Casa Senhorial dos Barreto, e tem entrada gratuita, sem necessidade de inscrição prévia.

Organizado em parceria com o Consulado Honorário da Irlanda em Portugal, o evento pretende dar a conhecer as tradições culturais irlandesas e proporcionar um momento de encontro entre as diferentes comunidades residentes no concelho.

A Festa Celta: Celebração do Samhain Irlandês integra o ciclo “Inclusivamente”, um programa desenvolvido pelo Museu Municipal de Loulé que procura promover o diálogo intercultural, a inclusão social e a valorização da diversidade cultural.

Música tradicional irlandesa e atividades para crianças

A programação tem início às 15:00, com um conjunto de atividades especialmente dirigidas ao público infantil, permitindo aos mais novos contactar com elementos da cultura e das tradições irlandesas.

Às 16:30, a banda The New Cobblestones sobe ao palco para apresentar um concerto dedicado à música tradicional irlandesa.

Durante a tarde, os visitantes poderão ainda participar numa mostra e degustação de gastronomia irlandesa, numa oportunidade para conhecer alguns dos sabores associados à cultura daquele país.

O programa inclui também a possibilidade de visitar livremente os Banhos Islâmicos e Casa Senhorial dos Barreto, permitindo conjugar a descoberta das tradições celtas com o contacto com o património histórico de Loulé.

Samhain assinala a chegada da estação mais escura do ano

Com raízes nas tradições celtas da Irlanda, o Samhain é uma celebração que assinala historicamente a transição para a estação mais escura do ano, ocupando um lugar importante na identidade cultural irlandesa.

Através desta iniciativa, o Museu Municipal de Loulé pretende proporcionar à população e aos visitantes uma oportunidade de conhecer melhor o significado desta tradição, valorizando simultaneamente a partilha cultural e o convívio entre diferentes comunidades.

A celebração insere-se na estratégia de aproximação do museu às populações residentes no concelho, através de atividades que procuram estabelecer ligações entre diferentes culturas e incentivar o conhecimento de outras tradições.

A Festa Celta realiza-se no sábado, 31 de outubro, a partir das 15:00, nos Banhos Islâmicos e Casa Senhorial dos Barreto, situados na Rua Garcia de Orta, n.º 4, em Loulé.

A participação é gratuita e não exige inscrição prévia.

Leia também: Prémio BPI Fundação ”la Caixa” Solidário distingue a Fundação Irene Rolo em Tavira

“Um momento verdadeiramente inesquecível”: Idalina, segunda pessoa mais velha de Portugal, celebrou 110 anos com uma filarmónica à porta [vídeo]

30 October 2026 at 07:00

A segunda pessoa mais velha de Portugal celebrou 110 anos com uma filarmónica a tocar-lhe os parabéns e moradores reunidos junto à sua casa. A homenagem a Idalina Moniz aconteceu esta quarta-feira, 28 de outubro, na freguesia da Ribeirinha, no concelho da Ribeira Grande, em São Miguel.

“Um momento verdadeiramente inesquecível”

A Filarmónica do Santíssimo Salvador do Mundo partilhou nas redes sociais um vídeo da atuação, que levou a música de aniversário até à casa da homenageada.

“Tivemos o enorme privilégio e a alegria de viver um momento verdadeiramente inesquecível”, escreveu a banda na mensagem que acompanhou a divulgação.

Várias pessoas associaram-se à celebração. Idalina acompanhou a homenagem à janela, de onde agradeceu o gesto dos músicos e da comunidade.

🎵 Parabéns, Dona Idalina! 110 Anos de Vida e Muita Música! 🎉Tivemos o enorme privilégio e a alegria de viver um momento verdadeiramente inesquecível: a nossa Filarmónica deslocou-se para junto da Senhora Idalina para lhe cantar os parabéns e brindar com a nossa música a sua impressionante celebração de 110 anos de vida! 🎂✨

Posted by Filarmónica do Santíssimo Salvador do Mundo on Wednesday, October 28, 2026

Uma data especial para a Ribeirinha

A iniciativa tinha sido anunciada pela Junta de Freguesia da Ribeirinha, que convidou a população a participar e destacou o significado do aniversário para a história local.

Na mensagem de homenagem, a autarquia apresentou Idalina como um “verdadeiro património vivo da Ribeirinha”. Recordou também os laços construídos ao longo da vida com familiares, vizinhos e amigos.

Nascida a 28 de outubro de 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, Idalina nunca casou nem teve filhos. A junta salientou, porém, a rede de afeto e proximidade que a acompanhou durante mais de um século.

A pessoa mais idosa dos Açores

Na tarde do aniversário, Idalina falou com a RTP Antena 1 Açores, que a descreveu como lúcida e bem-disposta.

A estação pública apresenta-a como a segunda pessoa mais velha do país, depois de Joaquim Varela, que completou 111 anos em maio. Idalina é também identificada como a pessoa mais idosa dos Açores.

Leia também: Idalina Moniz fez 110 anos e é a segunda pessoa mais velha de Portugal

Chuva permanece em Portugal até segunda-feira: esta será a região afetada

30 October 2026 at 06:20

A precipitação deverá perder expressão nos Açores esta sexta-feira, 30 de outubro, segundo a análise de Afonso Lopes na Meteored, baseada nas projeções do modelo europeu ECMWF.

Fim de semana com chuva localizada

No sábado, 31, poderão surgir pequenos núcleos de chuva no Grupo Oriental, incluindo São Miguel. No domingo, 1 de novembro, mantém-se a possibilidade de precipitação dispersa.

As áreas mais extensas de chuva deverão encontrar-se sobre o Atlântico, sem garantia de atingirem diretamente as ilhas.

Segunda-feira com reforço das rajadas

A madrugada de 2 de novembro poderá trazer chuva fraca à Terceira. Pela manhã, prevêem-se núcleos de precipitação nas proximidades dos grupos Central e Oriental, intercalados com períodos secos.

Durante a madrugada de segunda-feira, as rajadas poderão alcançar 30 a 35 km/h em Ponta Delgada, cerca de 30 km/h em Angra do Heroísmo e 10 a 15 km/h na Horta.

Leia também: Temperaturas podem chegar aos 29 graus no Sul este fim de semana e o IPMA já sabe quando poderá terminar o calor

Cafés e restaurantes com televisão para os clientes podem precisar de licença: coimas chegam aos 24.000 euros

29 October 2026 at 19:50

Ter uma televisão ligada num café ou restaurante pode implicar obrigações que vão além do pagamento à operadora de telecomunicações. A comunicação de determinados conteúdos aos clientes pode exigir uma autorização adicional. Quando essa autorização é legalmente necessária e não existe, estão previstas coimas que, no escalão aplicável às grandes empresas, podem chegar aos 24.000 euros.

De acordo com a GEDIPE, entidade de gestão coletiva que representa produtores cinematográficos e audiovisuais, os estabelecimentos que comunicam ao público conteúdos protegidos abrangidos pela sua representação devem assegurar o respetivo licenciamento. A associação consta do registo de entidades de gestão coletiva da Inspeção-Geral das Atividades Culturais (IGAC), mas não é a autoridade que aplica as coimas.

Pagar a televisão à operadora não chega?

Um dos aspetos que pode suscitar dúvidas entre os comerciantes é a diferença entre contratar um serviço de televisão e obter autorização para comunicar conteúdos protegidos ao público. Segundo a GEDIPE, a assinatura paga à operadora remunera o acesso ao serviço de distribuição de televisão e não substitui, por si só, o licenciamento dos direitos que a associação representa.

Assim, um café que disponibilize filmes, séries ou outros conteúdos protegidos pode estar sujeito a obrigações adicionais. O artigo 184.º do Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos reconhece aos produtores de fonogramas e videogramas o direito de autorizar a comunicação pública dessas gravações. A aplicação concreta depende dos conteúdos e da utilização realizada.

O que diz a legislação portuguesa?

O artigo 205.º, n.º 4, do mesmo código classifica como contraordenação económica grave a comunicação ao público de videogramas previamente editados ou estreados comercialmente, através de emissões e retransmissões televisivas, sem as autorizações legalmente exigidas. A disposição abrange também as obras e prestações incorporadas nesses videogramas.

A transmissão televisiva em estabelecimentos comerciais também tem sido apreciada pelos tribunais. Num acórdão de 10 de julho de 2025, relativo ao processo n.º 535/24.0YHLSB.L1-PICRS, o Tribunal da Relação de Lisboa considerou que os responsáveis por um café-restaurante praticam um ato de comunicação ao público quando transmitem intencionalmente obras protegidas aos clientes através dos equipamentos instalados no estabelecimento.

Esse processo envolvia a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) e a utilização de obras musicais e literário-musicais através de televisão e música ambiente. O tribunal salientou a necessidade de uma apreciação individualizada. Não se tratou, portanto, de uma decisão que impusesse uma licença da GEDIPE a qualquer estabelecimento apenas por ter um televisor.

Quanto pode custar a falta de licença?

Quando está em causa uma contraordenação económica grave, os valores gerais constam do artigo 18.º do Regime Jurídico das Contraordenações Económicas, aprovado em anexo ao Decreto-Lei n.º 9/2021, de 29 de janeiro. Para uma pessoa singular, a coima varia entre 650 e 1.500 euros. Para uma microempresa, situa-se entre 1.700 e 3.000 euros, enquanto uma pequena empresa pode enfrentar uma coima entre 4.000 e 8.000 euros.

Os montantes sobem para empresas de maior dimensão: entre 8.000 e 16.000 euros para médias empresas e entre 12.000 e 24.000 euros para grandes empresas. Para este efeito, o artigo 19.º considera grandes empresas as pessoas coletivas que empreguem 250 ou mais trabalhadores. O valor de 24.000 euros não é, por isso, o máximo geral aplicável a qualquer pequeno café.

Estes intervalos correspondem à infração praticada com dolo. A negligência também é punível, mas os limites mínimos e máximos são reduzidos para metade. O regime admite ainda agravamentos e atenuações em situações específicas, pelo que a coima concreta depende das circunstâncias apuradas.

Segundo o artigo 206.º do Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos, cabe à IGAC processar estas contraordenações e ao respetivo inspetor-geral aplicar as coimas. O pagamento da sanção não substitui a obtenção da autorização em falta nem permite continuar uma utilização não autorizada.

Como obter a licença para disponibilizar conteúdos televisivos?

Os responsáveis pelos estabelecimentos podem consultar junto da GEDIPE as condições aplicáveis aos direitos que esta gere. A entidade disponibiliza um sistema de registo online e formulários para solicitar o licenciamento, com valores definidos nos tarifários correspondentes à utilização dos conteúdos.

Importa, contudo, perceber que podem estar envolvidos direitos diferentes. A Câmara Municipal de Lagos distingue, no seu portal dedicado às empresas, as autorizações dos autores, representados pela SPA, das relativas aos produtores e artistas. No caso da música gravada e dos vídeos musicais, o serviço de licenciamento anteriormente conhecido como PassMúsica passou a ser divulgado como Audiogest, conforme comunicado pela entidade em abril de 2023.

Assim, não deve ser assumido que uma única licença cobre necessariamente todos os conteúdos utilizados. É preciso verificar os direitos abrangidos por cada autorização e evitar confundir o serviço de televisão com o licenciamento das obras ou gravações comunicadas aos clientes.

Ter uma televisão no estabelecimento significa sempre pagar?

A simples presença de um aparelho não deve ser confundida com a comunicação pública de conteúdos protegidos. A jurisprudência distingue a disponibilização de equipamentos da intervenção de quem os utiliza para dar aos clientes acesso a essas obras.

Num acórdão de 22 de fevereiro de 2017, o Tribunal da Relação de Coimbra considerou que a mera receção de emissões televisivas em cafés e restaurantes não constituía, por si só, crime de usurpação. Essa decisão dizia respeito à responsabilidade criminal e ao enquadramento então aplicável.

Posteriormente, a Lei n.º 92/2019, de 4 de setembro, introduziu o regime contraordenacional para as utilizações nela previstas, e o Decreto-Lei n.º 9/2021 alterou as respetivas coimas. Além disso, o acórdão de Lisboa de 2025 distingue as consequências criminais das consequências civis da utilização de obras protegidas.

Por isso, uma decisão antiga que afaste o crime não permite concluir que qualquer exibição televisiva esteja hoje dispensada de autorização. Os responsáveis devem confirmar os conteúdos disponibilizados, as condições do contrato com a operadora e os direitos abrangidos pelas licenças existentes. É essa análise, e não apenas a presença de um televisor, que permite perceber quais as obrigações aplicáveis.

Leia também: Análise aponta referência de 1.808 euros líquidos por mês para viver sozinho confortavelmente em Portugal: e se for em casal?

Prémio BPI Fundação ”la Caixa” Solidário distingue a Fundação Irene Rolo em Tavira

29 October 2026 at 18:54

A Fundação Irene Rolo, de Tavira, foi uma das 24 instituições distinguidas na 11.ª edição dos prémios BPI Fundação ”la Caixa” Solidário 2026, que vão distribuir um total de 1.124.150 euros por projetos de inclusão social em Portugal. A iniciativa pretende apoiar 1.839 pessoas em situação de vulnerabilidade, promovendo melhores condições de vida e igualdade de oportunidades.

Os vencedores foram anunciados esta quinta-feira, 29 de outubro, numa cerimónia realizada na Quinta das Lágrimas, em Coimbra. Entre as instituições selecionadas encontra-se a Fundação Irene Rolo, a única entidade do distrito de Faro identificada na lista de premiados.

A nível nacional, os 24 projetos selecionados vão receber, em média, cerca de 46.840 euros cada, embora os montantes individuais possam variar.

Fundação Irene Rolo entre as 24 instituições premiadas

A distinção atribuída à Fundação Irene Rolo integra um programa de financiamento dirigido a instituições sociais que desenvolvem respostas para pessoas em situação de especial vulnerabilidade.

A edição de 2026 recebeu 101 candidaturas, que solicitaram um financiamento global de 5,1 milhões de euros. Destas, foram selecionadas 24 propostas, distribuídas por diferentes regiões do país, incluindo o Algarve.

Os projetos apoiados abrangem áreas como a integração profissional, o combate à exclusão social, a promoção da autonomia pessoal e financeira e o acompanhamento de pessoas em situações de maior fragilidade económica e social.

Entre os destinatários das iniciativas encontram-se desempregados de longa duração, migrantes, refugiados, pessoas em situação de sem-abrigo, reclusos e ex-reclusos, jovens em acolhimento residencial e pessoas com problemas de saúde mental.

Projetos promovem emprego, autonomia e reinserção social

Na área da empregabilidade, os projetos distinguidos incluem iniciativas destinadas a apoiar mulheres migrantes e refugiadas, através de formação e atividades de cozinha intercultural, procurando facilitar a integração no mercado de trabalho e a criação de fontes de rendimento.

Outras propostas apostam na formação de mulheres em situação de vulnerabilidade para desenvolverem atividades empreendedoras na restauração e na promoção da autonomia financeira através da criação de pequenos negócios apoiados por uma cooperativa.

A reinserção social constitui outra das áreas contempladas, com programas destinados a preparar pessoas reclusas para o regresso à comunidade e a reforçar os laços familiares entre pais em situação de reclusão e os seus filhos.

Entre as iniciativas selecionadas encontra-se também uma resposta de alojamento temporário, acompanhada de apoio especializado, dirigida a pessoas em situação de sem-abrigo.

No domínio da saúde e do bem-estar, os projetos incluem medidas para facilitar o acesso de migrantes aos cuidados do Serviço Nacional de Saúde, promover a saúde materna junto de mulheres migrantes sul-asiáticas e criar uma estrutura residencial de reabilitação para pessoas com doença mental grave.

A agricultura urbana, a expressão artística e a dança surgem igualmente entre os instrumentos utilizados por algumas das instituições premiadas para promover a aquisição de competências e a inclusão social.

Prémio Solidário já apoiou mais de 46 mil pessoas desde 2016

Criado em 2016, o Prémio BPI Fundação ”la Caixa” Solidário já distinguiu 256 projetos de instituições sociais, num investimento acumulado de 9,7 milhões de euros.

Ao longo das 11 edições, os projetos apoiados beneficiaram 46.867 pessoas em situação de vulnerabilidade, através de iniciativas destinadas a melhorar as condições de vida e promover a igualdade de oportunidades.

Os Prémios BPI Fundação ”la Caixa” de 2026, que incluem as categorias Infância, Solidário, Seniores e Capacitar, dispõem de uma dotação global de cinco milhões de euros para apoiar projetos desenvolvidos por instituições privadas sem fins lucrativos.

A seleção das candidaturas decorre em três fases. A primeira consiste numa avaliação técnica dos projetos, seguindo-se uma análise complementar realizada por mais de duas dezenas de avaliadores voluntários do BPI, que reúnem com as instituições que passam à segunda fase.

A decisão final cabe a um júri presidido pelo sociólogo António Barreto, do qual fazem também parte António Seruca Salgado, Carlos Farinha Rodrigues, José Pena do Amaral, Marc Simón e Rafael Chueca.

Desde 2010, considerando as 51 edições concluídas das diferentes categorias dos prémios, foram atribuídos cerca de 45 milhões de euros a 1.344 projetos, que contribuíram para melhorar a qualidade de vida de mais de 282 mil pessoas em situação de vulnerabilidade.

A Fundação ”la Caixa”, que iniciou a sua atividade em Portugal em 2018, na sequência da integração do BPI no grupo CaixaBank, destina em 2026 um total de 56 milhões de euros a projetos sociais, de investigação, educativos e de divulgação cultural e científica.

Conheça as 24 instituições distinguidas na edição de 2026 do Prémio Solidário.

Leia também: Obra exclusiva feita à mão por Vanessa Bagarrão vai ser sorteada em gala solidária em Faro

Silves convida população a participar na elaboração do Orçamento Municipal para 2027

29 October 2026 at 18:24

A Câmara Municipal de Silves vai promover, entre 2 e 10 de novembro, oito sessões públicas de participação nas diferentes freguesias do concelho, com o objetivo de envolver a população na preparação do Orçamento Municipal para 2027. Os encontros permitirão aos munícipes apresentar propostas, identificar necessidades e indicar os investimentos que consideram prioritários para as suas comunidades.

A iniciativa pretende dar aos habitantes a oportunidade de participar na definição das prioridades municipais, através da apresentação de sugestões relacionadas com o desenvolvimento das freguesias e do concelho.

Os contributos recolhidos durante as sessões serão posteriormente analisados pelo executivo municipal, tendo em conta critérios técnicos, financeiros e estratégicos, que servirão de base à avaliação das propostas apresentadas.

Sessões públicas percorrem as oito freguesias do concelho

O calendário arranca na segunda-feira, 2 de novembro, com duas sessões. A primeira realiza-se às 19:00, no edifício da Junta de Freguesia de Tunes, seguindo-se, às 21:00, um encontro no edifício da Junta de Freguesia do Algoz.

Na quarta-feira, 4 de novembro, a iniciativa prossegue em Alcantarilha, às 19:00, no edifício da respetiva Junta de Freguesia. Nesse mesmo dia, às 21:00, será a vez da população de Pêra participar, numa sessão marcada para o edifício da Junta de Freguesia local.

O programa continua na quinta-feira, 5 de novembro, com um encontro às 19:00, no Polo de Educação ao Longo da Vida de São Marcos da Serra. Às 21:00, realiza-se outra sessão no edifício da Junta de Freguesia de São Bartolomeu de Messines.

Na segunda-feira, 9 de novembro, a população de Armação de Pêra poderá apresentar os seus contributos, a partir das 19:00, no edifício da Junta de Freguesia.

O ciclo de encontros termina na terça-feira, 10 de novembro, às 19:00, no edifício da Junta de Freguesia de Silves.

Propostas dos cidadãos serão avaliadas pelo executivo municipal

Através desta iniciativa, o Município de Silves pretende recolher opiniões e sugestões diretamente junto das populações, procurando identificar as necessidades consideradas mais relevantes em cada freguesia.

As sessões permitem aos cidadãos apresentar propostas de investimento e transmitir preocupações relacionadas com o desenvolvimento das respetivas comunidades.

Depois de concluída a fase de participação pública, os contributos serão analisados pelo executivo camarário, que terá em consideração a viabilidade técnica e financeira das propostas, bem como o seu enquadramento nas prioridades estratégicas do município.

A autarquia pretende, deste modo, integrar a participação dos munícipes no processo de preparação do Orçamento Municipal para 2027, proporcionando momentos de diálogo e auscultação das populações nas oito freguesias do concelho.

Leia também: Obra exclusiva feita à mão por Vanessa Bagarrão vai ser sorteada em gala solidária em Faro

O Algarve não pode continuar a viver apenas do turismo | Por Bruno Castelão Santos

29 October 2026 at 18:10

Quando pensamos no Algarve, pensamos quase automaticamente em praias, hotéis, restaurantes e turismo. Não podemos ignorar a importância deste setor para a economia regional, mas devemos questionar se é sustentável continuar a depender tão fortemente dele, bem como do comércio e dos serviços.

Na minha perspetiva, o Algarve precisa de ambicionar mais. Precisa de se afirmar também como uma região de produção, inovação, conhecimento e indústria.

De que serve gerar riqueza se tantos trabalhadores continuam a enfrentar salários baixos, contratos temporários e dificuldades em construir um projeto de vida na região onde trabalham?

Uma economia que precisa de alternativas

O turismo cria emprego e dinamiza a economia, mas a sazonalidade condiciona muitas oportunidades profissionais. Os baixos salários em parte da hotelaria e da restauração, associados à instabilidade laboral, tornam ainda mais urgente a diversificação económica.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados pelo Turismo de Portugal, a remuneração bruta média mensal por posto de trabalho nas atividades de alojamento e restauração foi de 1.145 euros em 2025, face a 1.686 euros na economia nacional. Estes valores são nacionais, não exclusivamente algarvios, mas evidenciam uma diferença salarial que merece reflexão.

Não se trata de desvalorizar quem trabalha no turismo, muito pelo contrário. Trata-se de defender que os algarvios devem ter acesso a mais oportunidades profissionais, melhores condições de trabalho e carreiras que não dependam exclusivamente dos meses de maior procura turística.

A estratégia regional Algarve 2030, promovida pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve), reconhece a importância da inovação e da diversificação da base económica. O desafio é transformar essa orientação em resultados concretos para a população.

Recuperar a indústria e valorizar os nossos recursos

O Algarve tem recursos naturais, conhecimento científico e uma história industrial que podem servir de ponto de partida para um novo modelo de desenvolvimento.

A indústria conserveira é um exemplo evidente. Olhão e outras localidades algarvias têm uma forte ligação histórica à transformação do pescado, uma atividade que marcou gerações e contribuiu para a identidade económica da região.

Defendo que devemos estudar formas de reimpulsionar este setor, apostando na modernização tecnológica, na qualidade, na inovação dos produtos e na valorização da produção nacional. Não se trata de regressar ao passado, mas de recuperar competências e criar novas oportunidades de emprego e exportação.

Também o aproveitamento sustentável das algas merece maior atenção. A biotecnologia marinha pode abrir oportunidades nas áreas da cosmética, dos ingredientes alimentares, da agricultura e de outras aplicações industriais. A investigação desenvolvida na Universidade do Algarve pode contribuir para aproximar a ciência das empresas e transformar conhecimento em produtos com valor acrescentado.

Naturalmente, qualquer exploração deverá respeitar os ecossistemas marinhos e assentar em estudos de viabilidade económica e ambiental.

A transformação agroalimentar, a valorização da alfarroba, da amêndoa e dos citrinos, as energias renováveis, a reciclagem industrial e as tecnologias de gestão da água são outras áreas que merecem investimento.

Não precisamos de transformar o Algarve num território industrial indiferenciado. Precisamos de desenvolver uma indústria moderna, sustentável e adaptada às características da região.

Uma responsabilidade política

Esta transformação exige uma estratégia articulada entre o Governo, a CCDR Algarve, a AMAL, os municípios, a Universidade do Algarve e o tecido empresarial.

Os municípios não podem limitar-se à promoção turística. Devem identificar oportunidades de investimento, preparar áreas empresariais adequadas e criar condições para a instalação de empresas inovadoras, respeitando o ordenamento do território e os limites ambientais.

É igualmente importante aproveitar os instrumentos de financiamento do Algarve 2030 para apoiar projetos produtivos, fomentar a investigação e aproximar as empresas das instituições de ensino e formação profissional.

O investimento público deve ser avaliado pelos resultados: empregos qualificados criados, salários praticados, empresas desenvolvidas, exportações e riqueza que permanece na região.

Esta estratégia deve ainda chegar ao interior algarvio, promovendo atividades económicas capazes de fixar população e reduzir as desigualdades territoriais.

Não defendo crescimento a qualquer preço. A escassez de água, as alterações climáticas e a proteção dos ecossistemas exigem uma indústria eficiente na utilização dos recursos e ambientalmente responsável.

Que Algarve queremos construir?

Quero um Algarve onde um jovem possa encontrar oportunidades numa empresa tecnológica, numa unidade agroalimentar ou numa indústria ligada ao mar, sem sentir que precisa de sair da região para construir uma carreira.

Quero uma economia que continue a receber visitantes, mas que também produza, transforme, investigue e exporte. Uma economia capaz de gerar riqueza durante todo o ano e de oferecer aos trabalhadores mais estabilidade, melhores perspetivas profissionais e condições de vida dignas.

O sucesso do Algarve não deve ser medido apenas pelo número de turistas ou pelas receitas da época alta. Deve também ser avaliado pela qualidade do emprego, pelos salários e pelas oportunidades que oferece a quem aqui vive.

A diversificação económica não é um luxo: é uma escolha política sobre o futuro da região.

O Algarve não pode continuar a depender excessivamente do turismo enquanto deixa por explorar oportunidades de produção, inovação e valorização dos seus recursos.

É tempo de passar das intenções à ação e de construir um Algarve que seja também uma região industrial, tecnológica e produtiva.

Porque o Algarve não pode viver apenas dos visitantes que chegam. Tem de garantir futuro a quem é de cá e dar oportunidades a quem por cá fica.

Leia também: O Algarve não pode ser um lugar onde se trabalha, mas não se consegue viver | Por Bruno Castelão Santos

Em Quarteira há um hotel junto ao mar onde se pode dormir por 74 euros em novembro

29 October 2026 at 17:50

Dormir num hotel junto à praia, com piscina exterior e pequeno-almoço incluído, pode custar apenas 74 euros por noite para duas pessoas durante o mês de novembro. A oferta está disponível no Dom José Beach Hotel, em Quarteira, que foi renovado recentemente e apresenta uma campanha especial de inverno com descontos sobre os preços habituais.

De acordo com uma simulação realizada no site oficial do estabelecimento, uma estadia de 18 para 19 de novembro, para dois adultos num quarto, apresenta um preço total de 74 euros, já com um desconto de 25%. O valor inclui alojamento e pequeno-almoço, mas não contempla a taxa turística.

Simulação de reserva para o Dom José Beach Hotel, em Quarteira

Hotel fica na primeira linha de praia de Quarteira

Uma das principais características desta unidade é a localização, junto ao passeio marítimo de Quarteira, com vista para o oceano Atlântico. A proximidade da praia permite realizar caminhadas pela marginal e conhecer os restaurantes e estabelecimentos comerciais existentes naquela zona, mesmo durante os meses de menor procura turística.

Segundo o site oficial do Dom José Beach Hotel, o estabelecimento foi totalmente renovado no início de 2024 e dispõe atualmente de 154 quartos, distribuídos pelas categorias duplo e superior. A decoração foi concebida com tons inspirados no oceano, privilegiando ambientes contemporâneos.

Desconto de 25% reduz preço de 98 para 74 euros

A simulação efetuada para a noite de 18 para 19 de novembro apresenta uma campanha denominada “Oferta Especial Inverno”. Na modalidade de alojamento e pequeno-almoço, o preço originalmente apresentado era de 98 euros, mas a aplicação do desconto de 25% reduz o valor para 74 euros, para dois adultos.

Existem ainda outras possibilidades de reserva. Na modalidade de meia pensão, a mesma noite apresenta um preço de 104 euros, em vez dos habituais 139 euros. Já para quem prefere uma tarifa flexível com pagamento diretamente no hotel, o alojamento com pequeno-almoço custa 82 euros, enquanto a meia pensão está disponível por 115 euros. Em todas estas opções, a taxa turística é cobrada à parte.

Dom José Beach Hotel, em Quarteira.
Dom José Beach Hotel, em Quarteira. Crédito: DR

Piscina exterior permite aproveitar a vista para o Atlântico

Entre as comodidades disponíveis encontra-se uma piscina exterior com vista panorâmica sobre o mar. O hotel dispõe também de uma zona destinada ao descanso, serviços de massagens e um ginásio, permitindo aos hóspedes combinar os momentos de lazer com atividades físicas durante a estadia.

Existem ainda bicicletas disponíveis para explorar Quarteira e as zonas envolventes, bem como diferentes serviços de apoio aos hóspedes. Nas proximidades encontra-se a Marina de Vilamoura, que constitui outra possibilidade de passeio para quem pretende conhecer a região sem realizar grandes deslocações.

Restaurante e bares também têm vista para o mar

O Dom José Beach Hotel dispõe de um restaurante com serviço de buffet, onde são apresentadas propostas gastronómicas de inspiração mediterrânica. O pequeno-almoço também é servido neste espaço, numa área com vista para a praia e para o oceano, uma das características mais destacadas na apresentação oficial do estabelecimento.

A oferta inclui ainda um bar principal e um bar junto à piscina, onde são disponibilizados snacks e bebidas. Os hóspedes podem também utilizar a esplanada com vista para o Atlântico. No entanto, importa verificar quais os serviços incluídos em cada modalidade de reserva, uma vez que a opção mais económica identificada na simulação contempla alojamento e pequeno-almoço, mas não inclui outras refeições.

Quarto do Dom José Beach Hotel, em Quarteira.
Quarto do Dom José Beach Hotel, em Quarteira. Crédito: DR

Hotel já foi distinguido seis vezes com um prémio nacional

A unidade conta com várias décadas de atividade no turismo algarvio e foi distinguida por seis vezes com o prémio de Melhor Hotel de Três Estrelas nos Publituris Portugal Travel Awards. A sexta distinção foi atribuída em 2019, antes da renovação realizada no início de 2024.

O Dom José Beach Hotel encontra-se na Avenida Infante de Sagres, número 143, em Quarteira. As reservas podem ser efetuadas através do site oficial do estabelecimento, onde estão disponíveis os diferentes tipos de quartos, regimes de alojamento e condições de pagamento. Os preços apresentados para novembro correspondem à simulação realizada e podem sofrer alterações conforme a disponibilidade.

Leia também: W Algarve conquista sete prémios internacionais nas áreas da hotelaria, gastronomia e bem-estar

Obra exclusiva feita à mão por Vanessa Bagarrão vai ser sorteada em gala solidária em Faro

29 October 2026 at 17:34

A artista têxtil portuguesa Vanessa Barragão criou uma obra exclusiva para integrar uma rifa solidária da edição de 2026 da Prometo Viver, que se realiza a 5 de novembro, no Teatro das Figuras, em Faro. A iniciativa pretende angariar fundos para apoiar o trabalho humanitário da UNICEF junto das crianças em Gaza, através da atribuição de uma peça original produzida no atelier da artista, em Albufeira.

Sob o mote “Pelo direito de ser criança”, a edição deste ano procura sensibilizar a comunidade para a importância de assegurar às crianças condições de proteção, segurança e afeto, bem como a liberdade de viverem plenamente a infância.

A participação na rifa está aberta ao público, através de uma plataforma digital, permitindo que os interessados contribuam para a causa e concorram à atribuição da obra.

Coração têxtil inspirado no oceano simboliza proteção e amor

Conhecida pelas suas criações inspiradas na natureza e nos ecossistemas marinhos, Vanessa Barragão aceitou o convite para desenvolver uma peça especialmente concebida para a iniciativa.

A obra consiste num coração têxtil, inteiramente produzido à mão no atelier da artista, em Albufeira, recorrendo a técnicas artesanais e materiais reciclados que caracterizam o seu trabalho.

Inspirada nas formas orgânicas do oceano, a criação procura representar valores como o cuidado, a proteção e o amor, associados ao direito de todas as crianças a uma infância segura.

Vanessa Barragão explicou que o convite assumiu um significado particular, levando-a a criar uma peça que alia a sua linguagem artística a uma causa humanitária.

“Há projetos que nos tocam de uma forma muito especial, e este foi certamente um deles. Quando recebi o convite para criar uma peça para esta iniciativa, soube imediatamente que queria fazer parte. Criei este coração inspirado na natureza e no oceano, como tantas outras obras minhas, mas desta vez com um propósito ainda maior. Para mim, representa o cuidado, a proteção e o amor que todas as crianças merecem. Porque todas as crianças deveriam ter a liberdade de simplesmente ser crianças”, afirmou a artista.

Rifa digital apoia trabalho humanitário da UNICEF em Gaza

A obra será atribuída através de uma rifa solidária digital, cuja participação está aberta a todos os interessados.

A aquisição de rifas permite contribuir para a angariação de fundos destinados a apoiar a intervenção humanitária da UNICEF junto das crianças em Gaza, oferecendo simultaneamente a possibilidade de receber uma peça única de Vanessa Barragão.

A iniciativa decorre através da plataforma GoTombola, estando as rifas disponíveis para aquisição online.

O vencedor será anunciado durante a transmissão em direto da gala Prometo Viver, marcada para 5 de novembro, no Teatro das Figuras, em Faro.

A edição de 2026 pretende, assim, associar a criação artística à sensibilização para os direitos das crianças, mobilizando a comunidade em torno de uma causa humanitária.

As rifas solidárias estão disponíveis aqui.

Leia também: Tem 50 anos ou mais? Universidade do Algarve abriu aulas sem exames e não exige habilitações académicas

Olhão aprova empréstimo de 49 milhões de euros com 40 milhões destinados à habitação

29 October 2026 at 17:00

A Câmara Municipal de Olhão aprovou, esta quinta-feira, 29 de outubro, um pedido de empréstimo de 49 milhões de euros, que prevê a aplicação de 40 milhões na área da habitação. A proposta terá agora de ser submetida à Assembleia Municipal, numa altura em que o executivo liderado por Ricardo Veia Calé aponta o acesso à habitação como uma das principais prioridades do concelho.

A decisão representa, segundo a autarquia, mais um passo na resposta às necessidades habitacionais da população, num contexto marcado pelas dificuldades de acesso à habitação em Portugal.

O investimento previsto pretende, em particular, criar melhores condições para que os jovens possam permanecer no concelho e constituir família.

Ricardo Veia Calé destaca habitação como prioridade do executivo

O presidente da Câmara Municipal de Olhão, Ricardo Veia Calé, sublinhou que a aprovação do pedido de financiamento pelo executivo constitui uma primeira etapa, estando a concretização da operação dependente da apreciação da Assembleia Municipal.

“O executivo aprovou hoje este empréstimo e o próximo passo será apresenta-lo em Assembleia Municipal para aprovação dos nossos deputados. A habitação continua a ser uma das nossas grandes prioridades e vamos continuar a trabalhar nesse sentido”, afirmou o autarca.

Ricardo Veia Calé destacou também a preocupação do município com as dificuldades enfrentadas pelas gerações mais jovens no acesso à habitação.

“Aprovámos este empréstimo a pensar nos nossos habitantes. Sobretudo nos mais jovens, para que tenham mais hipóteses de se fixar e construir família no concelho”, acrescentou.

“Mais casas significam também mais futuro”, concluiu o presidente da Câmara.

A proposta de financiamento, no valor global de 49 milhões de euros, contempla assim um investimento de 40 milhões na habitação, ficando a sua aprovação definitiva dependente da deliberação da Assembleia Municipal.

Leia também: Tem 50 anos ou mais? Universidade do Algarve abriu aulas sem exames e não exige habilitações académicas

No Algarve há uma gruta ‘secreta’ com mais de 25 espécies de animais e algumas não existem em mais lado nenhum

29 October 2026 at 16:50

Duas espécies de animais que não existem em mais nenhum lugar conhecido do planeta vivem numa gruta portuguesa, a cerca de 20 metros de profundidade. O espaço alberga mais de 25 espécies adaptadas à vida subterrânea e apresenta uma biodiversidade tão invulgar que é considerado um dos locais de maior importância mundial para o estudo dos ecossistemas cavernícolas.

Trata-se da Gruta de Vale Telheiro, situada na freguesia de São Sebastião, no concelho de Loulé, que recebeu em janeiro deste ano a classificação de Monumento Natural Local. De acordo com o portal da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, o reconhecimento resulta de quase duas décadas de investigação científica, durante as quais foram identificados animais raros e espécies que nunca tinham sido encontradas noutros locais.

Há duas espécies que só existem nesta gruta

Entre os animais identificados encontram-se dois milpés, conhecidos cientificamente como Boreviulisoma barrocalense e Acipes machadoi, cuja distribuição conhecida está limitada à Gruta de Vale Telheiro. Esta particularidade encontra-se expressamente referida no Regulamento n.º 74/2026, publicado em Diário da República, que reconhece a importância internacional do ecossistema subterrâneo.

Segundo a mesma fonte, a gruta alberga ainda outras espécies endémicas das cavidades subterrâneas do Algarve, incluindo o pseudoescorpião gigante Titanobochica magna e o peixinho-de-prata-gigante Squamatinia algharbica. Este último é considerado o maior inseto terrestre cavernícola da Europa, enquanto o pseudoescorpião gigante chegou a integrar uma seleção das 100 espécies mais extraordinárias do planeta.

Investigadora começou a explorar a gruta em 2008

A descoberta da riqueza biológica de Vale Telheiro está associada ao trabalho de Ana Sofia Reboleira, investigadora e professora da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Quando começou a estudar a cavidade, em 2008, ainda não existia um conhecimento aprofundado sobre as espécies que habitavam naquele ambiente, embora as condições encontradas sugerissem a possibilidade de novas descobertas.

Em declarações à instituição universitária, a cientista destacou a singularidade do local, afirmando que “é impressionante a biodiversidade que se encontra nesta gruta”. A investigadora considera que o conhecimento acumulado ao longo dos últimos 18 anos foi determinante para justificar a proteção legal daquele espaço, cuja importância ultrapassa as fronteiras nacionais.

Gruta tem pouco oxigénio e não está aberta aos turistas

Apesar do interesse científico, a Gruta de Vale Telheiro não é um destino turístico que possa ser visitado livremente. A cavidade apresenta uma extensão superior a 240 metros e condições ambientais particularmente exigentes, nomeadamente concentrações reduzidas de oxigénio e níveis elevados de dióxido de carbono, que tornam necessária a utilização de equipamentos de respiração autónoma.

O acesso ao interior está praticamente reservado a investigadores devidamente autorizados. Além dos riscos associados à atmosfera subterrânea, a presença humana pode provocar alterações num ecossistema extremamente sensível, onde algumas espécies perderam os olhos ou a pigmentação corporal ao longo da evolução, adaptando-se à ausência permanente de luz.

Proteção da gruta estende-se a quase 80 hectares

A classificação como Monumento Natural Local foi formalizada em janeiro, através de um processo conduzido pela Câmara Municipal de Loulé. O regulamento publicado em Diário da República estabelece medidas de proteção para uma área de 78,52 hectares, que abrange não apenas a cavidade, mas também terrenos à superfície considerados importantes para preservar as condições do ambiente subterrâneo.

Segundo o município, o espaço integra a Rede Natura 2000 e o território do Geoparque Algarvensis. O regulamento define diferentes zonas de proteção e condiciona atividades suscetíveis de provocar alterações nos habitats. O objetivo é impedir que intervenções à superfície, incluindo determinadas atividades agrícolas ou alterações do solo, prejudiquem espécies que vivem vários metros abaixo da terra.

Cientistas vão continuar a acompanhar o que acontece no interior

A investigação científica não terminou com a atribuição do estatuto de proteção. A Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa desenvolveu uma Estação Ecológica de Longo Termo, equipada com sensores capazes de recolher informações ambientais e transmiti-las em tempo real, permitindo acompanhar as condições da gruta sem ser necessário entrar constantemente no seu interior.

O equipamento, financiado através do Prémio Fundação Belmiro de Azevedo, atribuído em parceria com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia, permitirá disponibilizar dados a investigadores nacionais e internacionais. Ana Sofia Reboleira admite que ainda possam existir espécies por descobrir, uma vez que o conhecimento sobre os ecossistemas subterrâneos continua a desenvolver-se. A Gruta de Vale Telheiro mantém-se, assim, como um local de investigação científica, agora com proteção legal destinada a preservar a sua biodiversidade.

Leia também: Caminhadas gratuitas no Algarve convidam a desacelerar e a reduzir o stress

Alcoutim recebe Jornadas da Rede de Museus do Algarve dedicadas à arqueologia

29 October 2026 at 16:25

A vila de Alcoutim vai acolher, no próximo dia 20 de novembro, a 9.ª edição das Jornadas da Rede de Museus do Algarve (RMA), dedicada à arqueologia e aos desafios de tornar o património arqueológico mais acessível à população. O encontro realiza-se a partir das 09:30, no Espaço Guadiana, com entrada gratuita e inscrições abertas até 13 de novembro.

Organizada pela Rede de Museus do Algarve e pelo Município de Alcoutim, a iniciativa terá como tema central “Arqueologia para Todos: Mediação e Comunicação do Património”, procurando aproximar o conhecimento científico das comunidades e incentivar a valorização da herança histórica e cultural.

As jornadas vão reunir especialistas e técnicos de diferentes instituições para debater estratégias, metodologias e boas práticas de divulgação do património arqueológico, com especial atenção à comunicação com o público.

Especialistas debatem formas de aproximar a arqueologia da população

Um dos principais objetivos do encontro passa por refletir sobre a forma como os resultados da investigação arqueológica podem ser apresentados de maneira clara, acessível e rigorosa, despertando o interesse de públicos com diferentes conhecimentos e experiências.

A arqueologia permite compreender a ocupação humana dos territórios ao longo do tempo, mas a transmissão desse conhecimento ao público coloca desafios aos investigadores e às instituições museológicas.

Entre as questões a abordar estarão a escolha de linguagens e ferramentas adequadas à divulgação científica, a construção de narrativas que facilitem a compreensão do passado e a adaptação dos espaços museológicos e sítios arqueológicos visitáveis às necessidades dos diferentes públicos.

A programação pretende ainda explorar o papel da mediação cultural na criação de relações mais próximas entre os museus e as comunidades, promovendo o diálogo entre o passado e o presente.

Neste contexto, será dada particular atenção à importância de desenvolver estratégias de comunicação inclusivas, capazes de reforçar o sentimento de pertença das populações e o reconhecimento do património arqueológico enquanto parte da sua identidade coletiva.

As jornadas constituirão, assim, um espaço de reflexão e partilha de experiências entre profissionais ligados à investigação, à conservação e à divulgação do património, procurando identificar soluções para os desafios enfrentados pelos museus na comunicação do conhecimento arqueológico.

Participação gratuita com inscrições até 13 de novembro

A 9.ª edição das Jornadas da Rede de Museus do Algarve realiza-se no dia 20 de novembro, a partir das 09:30, no Espaço Guadiana, em Alcoutim.

A participação é gratuita, mas está sujeita a inscrição prévia e à disponibilidade de lugares. Os interessados devem preencher o formulário online até 13 de novembro, disponível aqui.

Para obter informações adicionais, os interessados podem contactar a Unidade de Cultura, Património Cultural e Turismo da Câmara Municipal de Alcoutim, através dos números 281 540 545 ou 281 540 555.

É também possível contactar a organização através do endereço eletrónico rede.museusdoalgarve@gmail.com.

Promovida pela Rede de Museus do Algarve em parceria com o Município de Alcoutim, a iniciativa pretende contribuir para uma maior aproximação entre o conhecimento arqueológico e a sociedade, incentivando a participação das comunidades na valorização e preservação do património cultural.

Leia também: Tem 50 anos ou mais? Universidade do Algarve abriu aulas sem exames e não exige habilitações académicas

Lagoa reuniu 70 participantes no primeiro torneio de Walking Football do Algarve

29 October 2026 at 16:06

Cerca de 70 participantes, com 50 ou mais anos de idade, reuniram-se no Campo Desportivo Municipal de Estômbar, no concelho de Lagoa, para disputar o I Torneio de Walking Football do Algarve, realizado a 23 de outubro. A iniciativa contou com cinco equipas e teve como principal objetivo incentivar a prática desportiva, promover o envelhecimento ativo e reforçar o convívio entre participantes de diferentes instituições.

O encontro foi promovido pela ADR – CCS Quinta de S. Pedro, em parceria com a RUTIS e com o apoio do Município de Lagoa, assumindo um carácter recreativo e privilegiando a participação e o espírito de equipa em detrimento dos resultados competitivos.

Crédito: ADR – CCS Quinta de S. Pedro

Participaram no torneio a ADR – Quinta de S. Pedro, a Universidade Sénior de Aljustrel, a ASAS – Academia Sénior Artes e Saberes, o Klubesol Fuzeta e o Portimonense Walking Football.

Desporto para todos marcou torneio em Estômbar

A cerimónia de encerramento contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Luís Encarnação, que felicitou a organização e os atletas pela participação na primeira edição da iniciativa.

O autarca destacou a importância do Walking Football enquanto modalidade que facilita a prática de atividade física em idades mais avançadas, permitindo também a participação conjunta de homens e mulheres em equipas mistas.

Crédito: ADR – CCS Quinta de S. Pedro

Luís Encarnação salientou que estas características estão alinhadas com a política desportiva do município, assente no princípio do “Desporto para Todos”, que procura incentivar a participação da população em atividades físicas, independentemente da idade.

Envelhecimento ativo e convívio entre instituições

Mais do que uma competição desportiva, o torneio constituiu uma oportunidade para promover a atividade física regular, combater o isolamento social e fortalecer os laços entre instituições e comunidades.

A participação de cinco equipas proporcionou momentos de partilha e interação entre os atletas, valorizando o espírito de equipa e a dimensão social da modalidade.

Crédito: CML

O encontro terminou com um almoço de confraternização, que permitiu prolongar o convívio entre os participantes e os representantes das instituições envolvidas.

A organização procurou ainda dar maior visibilidade ao Walking Football, uma modalidade direcionada para a prática desportiva a partir dos 50 anos, destacando o seu contributo para o bem-estar físico, a qualidade de vida e a participação social.

A primeira edição do torneio em Estômbar reforçou, assim, a aposta na promoção de atividades desportivas acessíveis à população mais velha, associando a prática de exercício físico ao convívio e ao envelhecimento ativo.

Leia também: Tem 50 anos ou mais? Universidade do Algarve abriu aulas sem exames e não exige habilitações académicas

Crédito: CML

Investigação da UAlg revela que a pedra foi decisiva para a sobrevivência dos primeiros humanos nos desertos da Arábia

29 October 2026 at 15:29

Uma equipa internacional de investigadores, liderada por Jeffrey Rose, do Centro Interdisciplinar em Arqueologia e Evolução do Comportamento Humano (ICArEHB) da Universidade do Algarve (UAlg), concluiu que a disponibilidade de pedra adequada ao fabrico de ferramentas foi determinante para a instalação dos primeiros humanos nos desertos da Península Arábica, contrariando a ideia de que a existência de água doce seria suficiente para determinar os locais de fixação das populações pré-históricas.

O estudo, publicado na revista científica Nature com o título “Stone and water governed early human settlement of the desert”, demonstra que a ocupação humana estava condicionada pela presença simultânea de água e de rochas que pudessem ser utilizadas na produção de instrumentos.

A investigação resulta de trabalhos arqueológicos e geológicos realizados na Península Arábica, incluindo uma expedição de cerca de 1.500 quilómetros pelo Rub’ al Khali, considerado o maior deserto de areia do mundo.

Expedição identificou 55 antigos lagos, mas nenhuma ferramenta de pedra

Durante vários períodos da pré-história, as chuvas de monção transformaram extensas áreas da Península Arábica em paisagens com lagos e pradarias, dando origem ao que os investigadores designam por “Arábia Verde”.

Até agora, os modelos científicos sobre a dispersão do Homo sapiens a partir de África atribuíam à disponibilidade de água o papel principal na escolha dos locais de ocupação humana.

No entanto, esta hipótese ainda não tinha sido testada diretamente no terreno.

Antigo leito de lago no Rub’ al Khali (em cima); superfície coberta de sílex com ferramentas de pedra, Dhofar, Omã (em baixo). Créditos: Rudolf W. Dellmour (em cima); Jeffrey I. Rose (em baixo)

No final de 2023, uma equipa de investigadores percorreu cerca de 1.500 quilómetros pelo deserto de Rub’ al Khali, no sul da Península Arábica, para procurar vestígios de antigos ambientes de água doce e sinais de presença humana.

O geólogo Rudolf Dellmour, da Universidade de Viena e primeiro autor do estudo, examinou 125 locais, tendo identificado vestígios de antigos lagos em 55 deles.

Estes ambientes aquáticos existiram há aproximadamente 122 mil a 67 mil anos, num período em que havia populações humanas instaladas nas margens do deserto.

Apesar da presença de água no passado, os investigadores não encontraram qualquer ferramenta de pedra no interior do território, nem rochas adequadas ao seu fabrico.

A explicação, segundo a equipa científica, está nas características geológicas da região. As rochas que podiam ser trabalhadas para produzir ferramentas encontravam-se à superfície apenas nas margens do deserto, permanecendo enterradas a grande profundidade sob areia e salinas nas restantes áreas.

Mesmo quando os lagos voltaram a formar-se após a última Idade do Gelo, o interior do deserto continuou sem apresentar vestígios de ocupação humana.

Rudolf Dellmour destacou a diversidade de vestígios naturais encontrados durante os trabalhos de campo, contrastando com a ausência de instrumentos produzidos pelos primeiros humanos.

“Onde existiram os antigos lagos, encontrámos conchas de caracóis e de amêijoas de água doce, fragmentos de casca de ovo de avestruz e as galerias de animais que viveram outrora na lama do lago. Se conseguíamos avistar uma concha de caracol do tamanho de uma unha, também teríamos avistado uma ferramenta de pedra. Mas não havia nenhuma”, explicou o investigador.

Modelo científico revela que a água não era suficiente para garantir ocupação humana

Perante os resultados da expedição, a equipa decidiu alargar a investigação a outras regiões da Península Arábica, desenvolvendo um modelo que cruza a disponibilidade de água com a existência de rochas adequadas à produção de ferramentas.

Para isso, os cientistas recorreram a mais de duas décadas de prospeções arqueológicas realizadas em Omã, que permitiram identificar os locais onde existiam matérias-primas utilizáveis.

Os resultados demonstraram que os sítios arqueológicos conhecidos se concentram nas zonas onde os dois recursos estavam disponíveis em simultâneo.

A investigação revelou ainda que mais de metade do território da Arábia com acesso a água se encontra sobre formações geológicas que não disponibilizam pedra adequada ao fabrico de ferramentas.

Os autores comparam a antiga “Arábia Verde” a um arquipélago, no qual as áreas com água e pedra funcionavam como ilhas capazes de atrair populações humanas, separadas por extensões de território onde a água estava presente, mas faltavam materiais para produzir instrumentos.

Esta interpretação sugere que os modelos de ocupação humana baseados exclusivamente nas condições climáticas e na disponibilidade de água poderão sobrestimar as áreas efetivamente acessíveis às populações pré-históricas.

Os investigadores identificaram padrões semelhantes em regiões áridas de África, da Ásia e da América do Norte, admitindo que a dependência de matérias-primas para fabricar ferramentas poderá ter condicionado a expansão humana em diferentes continentes.

Investigador da Universidade do Algarve destaca importância das ferramentas de pedra

Jeffrey Rose, investigador do ICArEHB da Universidade do Algarve, dirige trabalhos de prospeção arqueológica em Omã desde 2002 e concebeu o estudo em colaboração com Rudolf Dellmour.

O investigador reconhece que os resultados obrigam a reconsiderar algumas das hipóteses anteriormente utilizadas para explicar a dispersão dos primeiros humanos pela Península Arábica.

“Todos os que trabalham sobre as primeiras dispersões humanas na Arábia, eu incluído, assumiram que, se encontrássemos a água, encontraríamos as pessoas. O que vinte e cinco anos em Omã acabaram por me ensinar é que as pessoas que dependem de ferramentas de pedra nunca se afastam muito de boa pedra”, esclareceu Jeffrey Rose.

A equipa científica reuniu especialistas de várias instituições internacionais, incluindo investigadores da Universidade do Algarve.

Emily Coco, do ICArEHB, foi responsável pela construção do modelo científico, enquanto Roman Garba, da Academia das Ciências da República Checa, contribuiu para alargar a sua aplicação aos desertos de diferentes regiões do mundo.

Metin Eren e Michelle Bebber, da Universidade Estadual de Kent, desenvolveram a explicação sobre os processos de povoamento de novos territórios pelas primeiras populações humanas.

Participaram também Osama Samawi, do ICArEHB; Mohammed Al Kindi, do Earth Sciences Consultancy Centre, em Mascate; Mathias Harzhauser, do Museu de História Natural de Viena; e Ali Al Mahrooqi, do Ministério do Património e do Turismo de Omã.

Trabalhos arqueológicos não envolveram escavações nem recolha de materiais

A investigação realizada no Rub’ al Khali baseou-se em métodos de observação não invasivos, sem recurso a escavações ou recolha de materiais arqueológicos.

Mapa da água e da pedra na Arábia, com o percurso da expedição (adaptado do artigo) – Adaptado de Dellmour et al., Nature (2026), CC BY 4.0

Os investigadores documentaram as observações através de fotografias e registos de GPS, não tendo recolhido artefactos, sedimentos ou espécimes.

Em Omã, os trabalhos de campo decorreram ao abrigo de licenças atribuídas pelo Ministério do Património e do Turismo.

O modelo desenvolvido pela equipa foi disponibilizado em código aberto, permitindo que outros investigadores o utilizem no estudo de regiões áridas em diferentes partes do mundo.

Investigação do Algarve contou com financiamento europeu

João Cascalheira, diretor do ICArEHB, destacou a importância da investigação para aprofundar o conhecimento sobre a evolução humana e demonstrar o contributo da colaboração entre diferentes áreas científicas.

“Este é o tipo de trabalho para o qual o ICArEHB existe, combinando trabalho de campo de longa duração, geologia e modelação computacional para responder às grandes questões da evolução humana. Dois projetos do Conselho Europeu de Investigação sediados no Centro apoiaram este estudo, e o modelo aberto que daqui resultou será útil a investigadores muito para além da Arábia”, afirmou.

O estudo foi financiado por dois projetos do Conselho Europeu de Investigação sediados no ICArEHB da Universidade do Algarve: o projeto DISPERSALS (101052761), coordenado por Nuno Bicho, através de uma Bolsa Avançada, e o FINISTERRA (101045506), coordenado por João Cascalheira, através de uma Bolsa Consolidator.

A publicação em acesso aberto contou com financiamento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), através do projeto UID/04211/2025 do ICArEHB.

A investigação beneficiou ainda de financiamento da Academia das Ciências da República Checa, através do programa Praemium Academiae, da Universidade Estadual de Kent e da Adventure Lab Association, de Viena, além de apoio logístico da Nokian Tyres.

Os resultados publicados na Nature introduzem, assim, uma nova perspetiva sobre a ocupação humana dos territórios desérticos, demonstrando que a disponibilidade de água, embora essencial, não era suficiente para determinar os locais onde as primeiras populações conseguiam estabelecer-se.

O estudo pode ser consultado aqui.

Leia também: Tem 50 anos ou mais? Universidade do Algarve abriu aulas sem exames e não exige habilitações académicas

Poesia sai dos livros e ganha palco em Faro no Festival Calceteiros de Letras

29 October 2026 at 14:56

A cidade de Faro vai receber, entre 13 e 15 de novembro, a 10.ª edição do Festival Calceteiros de Letras, uma iniciativa dedicada à poesia e à palavra dita, que este ano contará com a participação de Adolfo Luxúria Canibal, vocalista dos Mão Morta, e de outros artistas ligados à música, à literatura e às artes performativas. Organizado pelo Ginásio Clube de Faro, o evento decorrerá na sede da associação e no Teatro Municipal de Faro.

Ao longo de três dias, o festival apresenta uma programação que cruza a poesia contemporânea com o teatro, a música, as artes visuais e a joalharia de autor, através de espetáculos, performances e atividades de formação.

A edição comemorativa dos dez anos inclui ainda a estreia de novas criações artísticas e a atribuição do Prémio “Calceteiros de Letras”, destinado a distinguir personalidades ou instituições pelo seu contributo para a poesia e a palavra dita.

Adolfo Luxúria Canibal abre programação do festival

O programa arranca a 13 de novembro, na sede do Ginásio Clube de Faro, com “ESTILHAÇOS”, um projeto que conta com a participação de Adolfo Luxúria Canibal, conhecido como vocalista da banda Mão Morta.

No dia seguinte, 14 de novembro, será apresentada a performance poética “Os Poetas têm de cumprir a lei!”, primeira criação de Kijota, um dos fundadores do coletivo Calceteiros de Letras.

O espetáculo contará com a participação do poeta e escritor algarvio Rogério Cão, numa proposta artística centrada na expressão poética e performativa.

A programação dessa noite termina com a atuação de “Fundos Perdidos & Napoleão Mira”, um projeto que combina o rock underground com a poesia e o spoken word, explorando diferentes formas de interpretação da palavra.

Oficina de poesia com campeã nacional de Poetry Slam

O festival inclui também uma componente formativa, com a realização da oficina “Poesia Con’Sentidos”, marcada para 14 de novembro.

A atividade será orientada por Rita Bravo, campeã nacional de Poetry Slam em 2025, e terá como tema central a performance e a palavra dita.

Os espetáculos dos dias 13 e 14 de novembro, bem como a oficina, decorrerão na sede do Ginásio Clube de Faro, situada na Rua Ivens, n.º 12, 2.º andar, em Faro.

Teatro Municipal recebe desfile de joalharia e estreia da Lisbon Poetry Orchestra

O último dia do festival, 15 de novembro, será dedicado a propostas que exploram a relação entre a poesia e outras formas de expressão artística, com iniciativas no Teatro Municipal de Faro.

Entre os momentos previstos encontra-se “Corpo Restrito”, um espetáculo que combina poesia e joalharia contemporânea de autor, apresentado através de um desfile com modelos vivos.

Nesta proposta, o corpo humano assume-se como suporte de esculturas experimentais e peças de joalharia criadas por joalheiros, escultores, cenógrafos, designers e artistas plásticos, estabelecendo uma relação entre a criação visual e a expressão poética.

O programa inclui ainda a estreia absoluta de “O Lugar do Silêncio”, pela Lisbon Poetry Orchestra, um coletivo multidisciplinar que reúne músicos e poetas.

O projeto integra Alex Cortez e Filipe Valentim, músicos ligados aos Rádio Macau, e propõe uma abordagem à poesia através da música e da interpretação, com a participação de outros artistas convidados.

Festival termina com entrega do Prémio Calceteiros de Letras

A 10.ª edição termina com a entrega do Prémio “Calceteiros de Letras”, criado para reconhecer uma personalidade ou instituição que se tenha distinguido pelo seu papel no universo da poesia e da palavra dita.

A distinção integra o encerramento de uma edição que assinala uma década do festival e reúne diferentes linguagens artísticas em torno da expressão poética.

Organizado pelo Ginásio Clube de Faro, o evento realiza-se de 13 a 15 de novembro, com atividades distribuídas entre a sede da associação, na Rua Ivens, e o Teatro Municipal de Faro.

Leia também: Tem 50 anos ou mais? Universidade do Algarve abriu aulas sem exames e não exige habilitações académicas

Gala solidária em Faro reúne artistas para transformar sala de espera da Oncologia

29 October 2026 at 14:30

No próximo dia 7 de novembro, às 18:00, uma gala solidária vai reunir vários artistas algarvios no Grande Auditório da Universidade do Algarve, no campus de Gambelas, em Faro, com o objetivo de angariar fundos para melhorar a sala de espera do Serviço de Oncologia de Faro. A iniciativa, intitulada “Humanizar a Espera”, pretende transformar aquele espaço num ambiente mais confortável, digno e acolhedor para os doentes e seus acompanhantes.

O espetáculo contará com atuações musicais, dança e outras expressões culturais, reunindo artistas e projetos que se associam à causa. As receitas de bilheteira serão destinadas a apoiar a transformação da sala de espera, procurando melhorar as condições de quem ali aguarda por consultas ou tratamentos.

A iniciativa parte do reconhecimento de que os momentos de espera podem ser particularmente difíceis para quem enfrenta uma doença oncológica, muitas vezes acompanhados de ansiedade, receio e incerteza.

Tornar o espaço mais acolhedor pretende, por isso, responder não apenas às necessidades de conforto dos utentes, mas também à dimensão emocional da experiência vivida pelos doentes e pelas suas famílias.

IRIS, Bubba Brothers e outros artistas juntam-se à causa solidária

O cartaz da gala “Humanizar a Espera” inclui vários nomes ligados à música e à cultura, que vão participar numa noite dedicada à solidariedade.

Entre os artistas anunciados encontram-se os IRIS, Bubba Brothers, João de Brito, Marine & Tiago, Fernando Leal e Rui Baeta.

Através da música, da dança e de outras manifestações artísticas, o evento pretende mobilizar a comunidade algarvia em torno de uma intervenção concreta no Serviço de Oncologia de Faro.

A organização procura sensibilizar o público para a importância das condições em que os doentes aguardam por cuidados médicos, destacando o papel que um ambiente mais humano e confortável pode desempenhar no seu bem-estar.

Receitas de bilheteira destinam-se à melhoria da sala de espera

A gala realiza-se no sábado, 7 de novembro, às 18:00, no Grande Auditório da Universidade do Algarve, situado no campus de Gambelas, em Faro.

As receitas obtidas com a venda de bilhetes contribuirão para a transformação da sala de espera do Serviço de Oncologia de Faro, sendo cada entrada um contributo para a concretização do projeto.

Os bilhetes estão disponíveis para compra online, através da plataforma Ticketline.

A iniciativa está associada à missão da Liga Portuguesa Contra o Cancro, uma associação sem fins lucrativos e de utilidade pública dedicada ao combate ao cancro, cuja atividade abrange o apoio aos doentes oncológicos e às suas famílias, a prevenção primária e secundária, a investigação e a formação em oncologia.

Com a gala “Humanizar a Espera”, pretende-se reunir a comunidade em torno de uma melhoria das condições de acolhimento de quem recorre aos serviços oncológicos em Faro, procurando tornar os períodos de espera menos difíceis para os doentes e acompanhantes.

Leia também: Tem 50 anos ou mais? Universidade do Algarve abriu aulas sem exames e não exige habilitações académicas

Temperaturas podem chegar aos 29 graus no Sul este fim de semana e o IPMA já sabe quando poderá terminar o calor

29 October 2026 at 14:00

O último fim de semana de outubro promete temperaturas pouco habituais para esta altura do ano, com os termómetros a poderem chegar aos 29 graus em algumas zonas do Sul de Portugal. A previsão aponta ainda para vários dias sem chuva e com céu pouco nublado ou limpo, numa altura em que as temperaturas máximas se encontram acima dos valores normalmente registados no outono.

A agência de notícias Lusa cita Patrícia Gomes, meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que prevê que as temperaturas deverão manter-se elevadas pelo menos até ao fim de semana de 31 de outubro e 1 de novembro. Os valores mais altos são esperados na região Sul, embora o aumento das temperaturas também se faça sentir no Norte e Centro do país.

Temperaturas vão ficar até cinco graus acima do normal

A meteorologista explicou que a subida das temperaturas máximas deverá ser relativamente pequena nesta quinta-feira, 29 de outubro, seguindo-se um período de estabilidade até sábado. No Sul, os valores poderão aproximar-se dos 29 graus, enquanto grande parte das regiões Norte e Centro deverá registar máximas iguais ou superiores a 20 graus.

Segundo a mesma fonte, as temperaturas previstas encontram-se entre dois e cinco graus acima dos valores habituais para esta época do ano, embora a diferença varie consoante a região. Assim sendo, os últimos dias de outubro e os primeiros de novembro serão marcados por condições meteorológicas mais amenas do que seria expectável nesta fase do outono.

Chuva deverá continuar afastada durante o fim de semana

Além das temperaturas elevadas, a previsão aponta para a manutenção do tempo seco em grande parte do território continental. Patrícia Gomes adiantou à Lusa que não se espera precipitação, pelo menos, até domingo ou segunda-feira, o que significa que o último fim de semana de outubro deverá decorrer sem chuva significativa.

A previsão descritiva publicada pelo IPMA confirma esta tendência, apontando para céu pouco nublado ou limpo entre quinta-feira e domingo. O vento deverá soprar, de um modo geral, fraco do quadrante leste, embora possa apresentar maior intensidade nas serras algarvias. No Norte e Centro, existe ainda a possibilidade de formação de neblina ou nevoeiro durante a manhã, sobretudo nas zonas costeiras.

Algarve e Alentejo entre as regiões com temperaturas mais elevadas

O Sul do país deverá concentrar alguns dos valores máximos mais elevados durante os próximos dias, com temperaturas que poderão atingir os 29 graus em determinadas localidades. Contudo, esta previsão não significa que todas as cidades algarvias ou alentejanas venham a registar esses valores, uma vez que existem diferenças entre as zonas costeiras e o interior.

Para esta quinta-feira, o IPMA aponta para temperaturas mínimas entre os sete graus em Bragança e os 15 graus em Faro e Portalegre. Quanto às máximas, os valores deverão variar entre os 20 graus previstos para Guarda e Aveiro e os 28 graus em Santarém, mostrando que a subida das temperaturas também se faz sentir fora da região Sul.

Calor poderá prolongar-se até segunda-feira

A manutenção das temperaturas elevadas não deverá limitar-se a sábado e domingo. Segundo a meteorologista do IPMA, os valores mais altos poderão persistir durante o início da próxima semana, nomeadamente na segunda-feira, 2 de novembro, antes de começar uma possível descida gradual.

No entanto, Patrícia Gomes alertou que ainda existe alguma incerteza relativamente ao momento e à intensidade dessa descida. A evolução dependerá das condições atmosféricas dos próximos dias, pelo que a previsão poderá sofrer alterações à medida que se aproxima o início de novembro.

O que prevê o IPMA para sábado e domingo?

A previsão oficial para sábado, 31 de outubro, aponta para céu geralmente pouco nublado ou limpo, com possibilidade de maior nebulosidade no litoral a norte do Cabo Raso. O vento deverá continuar fraco, predominantemente de leste, podendo soprar com alguma intensidade nas serras algarvias. Está ainda prevista uma pequena descida da temperatura nas regiões Norte e Centro.

Já para domingo, 1 de novembro, o cenário deverá manter-se semelhante, com céu pouco nublado ou limpo e vento geralmente fraco. A possibilidade de neblina ou nevoeiro matinal continuará a existir em algumas zonas. Desta forma, o fim de semana deverá ser marcado por temperaturas acima do habitual e ausência de precipitação significativa, embora os valores exatos possam variar entre localidades.

Leia também: Frente fria traz chuva a Portugal: IPMA emite avisos para região portuguesa

Tem um cão? Pequenos gestos do dia a dia podem revelar que confia verdadeiramente em si

29 October 2026 at 13:40

Um cão que escolhe dormir perto do dono procura a sua companhia quando está assustado ou demonstra entusiasmo ao reencontrá-lo pode estar a revelar uma ligação de confiança. Embora estes comportamentos sejam frequentes, nem sempre é fácil perceber o que significam, uma vez que os animais comunicam sobretudo através da postura, dos movimentos e das reações às situações do quotidiano.

A empresa Kiwoko esclareceu num comunicado divulgado esta quinta-feira, 29 de outubro, que a confiança dos cães desenvolve-se através das experiências positivas que partilham com os donos. A empresa especializada em produtos e cuidados para animais explica que os passeios, as brincadeiras, a alimentação e os momentos de descanso contribuem para criar uma relação em que o animal associa a presença humana à segurança e ao bem-estar.

Dormir perto do dono pode ser um sinal de confiança

Um dos comportamentos associados à confiança é a escolha de descansar junto de uma determinada pessoa. Um cão que procura espontaneamente um lugar próximo do dono e consegue relaxar na sua presença pode estar a demonstrar que se sente seguro naquele ambiente, sobretudo quando apresenta uma postura corporal descontraída.

Segundo a mesma fonte, a procura de contacto físico também pode revelar afeto. Alguns cães gostam de encostar o corpo às pernas dos donos ou de receber festas, enquanto outros preferem manter alguma distância. Esta diferença não significa necessariamente que exista menos confiança, uma vez que cada animal tem a sua personalidade e diferentes preferências relativamente ao contacto.

Procurar o dono quando está assustado também revela uma ligação

Outro sinal importante surge quando o cão enfrenta uma situação desconhecida ou desconfortável. Perante um ruído intenso, a presença de pessoas estranhas ou uma mudança no ambiente, o animal pode aproximar-se do dono em busca de segurança. Este comportamento sugere que reconhece aquela pessoa como alguém capaz de lhe proporcionar proteção e tranquilidade.

A Kiwoko explica que a confiança se constrói através de rotinas consistentes e de respostas adequadas às necessidades do animal. Por isso, respeitar os seus limites, proporcionar experiências positivas e evitar situações que provoquem medo desnecessário são atitudes que ajudam a fortalecer a relação ao longo do tempo.

Abanar a cauda significa sempre que o cão está feliz?

A chegada do dono a casa pode provocar diferentes reações de entusiasmo, como movimentos descontraídos do corpo, procura de contacto e vontade de brincar. Estes comportamentos estão frequentemente associados a emoções positivas e podem demonstrar que o animal aprecia a interação com aquela pessoa.

No entanto, a organização britânica Dogs Trust alerta que abanar a cauda nem sempre significa felicidade. O movimento também pode surgir em situações de ansiedade ou incerteza, pelo que deve ser interpretado em conjunto com a postura corporal, a posição das orelhas e a expressão do animal. Um cão com o corpo rígido e a cauda levantada pode estar em estado de alerta, mesmo que a esteja a movimentar.

Há sinais que podem ser confundidos com manifestações de carinho

Nem todos os comportamentos de proximidade representam necessariamente afeto ou confiança. Os cães também manifestam medo, ansiedade e frustração através da linguagem corporal. Tremores, tentativas de se esconder, inquietação ou alterações na postura podem indicar que o animal se sente desconfortável e necessita de espaço ou de tranquilidade.

A Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals (RSPCA) acrescenta que sinais como evitar o contacto visual, baixar a cabeça, colocar a cauda entre as pernas ou lamber repetidamente os lábios podem estar associados a preocupação ou receio. Assim, um cão que procura constantemente o dono pode estar a demonstrar uma ligação próxima, mas também pode revelar insegurança, dependendo do contexto.

Como fortalecer a relação de confiança com o cão?

A criação de uma relação saudável depende, em grande parte, da forma como o animal é tratado no quotidiano. A Kiwoko recomenda proporcionar passeios, brincadeiras, oportunidades de exploração e momentos de atenção, permitindo que o cão satisfaça as suas necessidades físicas e comportamentais. A previsibilidade das rotinas também contribui para que o animal se sinta mais seguro.

É igualmente importante evitar interpretar todas as manifestações de afeto como sentimentos humanos. A empresa esclarece que, embora muitos donos considerem determinados gestos demonstrações de gratidão, não é possível afirmar que os cães experienciem essa emoção exatamente da mesma forma que as pessoas. A confiança deve, por isso, ser avaliada através do conjunto dos comportamentos, respeitando as características individuais de cada animal.

Leia também: Vêm aí novas regras de proteção animal: Parlamento aprova proibição de manter animais permanentemente acorrentados ou em varandas

W Algarve conquista sete prémios internacionais nas áreas da hotelaria, gastronomia e bem-estar

29 October 2026 at 12:50

O hotel W Algarve conquistou sete prémios internacionais que distinguem diferentes áreas da sua oferta, desde o alojamento de luxo e as residências privadas até à gastronomia e ao bem-estar. Entre os reconhecimentos obtidos destacam-se uma distinção de âmbito mundial pelas residências, outra pela oferta hoteleira no sul da Europa e três galardões atribuídos ao restaurante Market Kitchen, em Portugal.

As distinções abrangem ainda o AWAY Spa, que recebeu dois prémios europeus relacionados com o design de interiores e as instalações dedicadas ao bem-estar.

Para a unidade hoteleira, localizada na costa central do Algarve, os resultados representam um reconhecimento do trabalho desenvolvido pelas suas equipas e da aposta em diferentes segmentos da hotelaria de luxo.

Residências de luxo e hotel distinguidos a nível mundial e europeu

Entre as sete distinções conquistadas, o W Algarve recebeu o prémio Best Luxury Residences – Global Winner, atribuído às suas residências privadas, numa categoria de âmbito mundial.

A unidade foi também distinguida com o galardão Best Luxury Destination Hotel in Southern Europe, que reconhece a sua oferta de alojamento no segmento de luxo do sul da Europa.

O hotel dispõe de 134 quartos e suites, além de 83 residências com vista para o mar e varandas espaçosas.

Entre as opções de alojamento encontram-se as W Suites, distribuídas por dois pisos, e a Penthouse II Suite, que inclui um quarto inspirado nas paisagens e aldeias piscatórias algarvias, um terraço panorâmico e uma piscina infinita.

AWAY Spa recebe duas distinções europeias

O AWAY Spa, espaço do W Algarve dedicado ao bem-estar, foi distinguido em duas categorias europeias.

A primeira, Best Interior Design in Europe, reconhece o design de interiores do espaço, enquanto a segunda, Best Luxury Wet Area in Europe, distingue as instalações associadas às experiências de água e bem-estar.

Os dois galardões juntam-se aos reconhecimentos atribuídos à componente de alojamento, alargando a presença da unidade hoteleira entre os espaços premiados no segmento de luxo.

Restaurante Market Kitchen conquista três prémios de gastronomia

A gastronomia foi outra das áreas em destaque, com o restaurante Market Kitchen a receber três distinções em Portugal.

O espaço conquistou os prémios Best Wine Selection in Portugal, Best Mediterranean Cuisine in Portugal e Best Portuguese Cuisine in Portugal, que reconhecem, respetivamente, a seleção de vinhos e as propostas gastronómicas de inspiração mediterrânica e portuguesa.

Segundo a unidade hoteleira, estes resultados estão associados à valorização dos sabores nacionais e mediterrânicos, à utilização de ingredientes de qualidade e à criatividade na preparação dos pratos.

Além do Market Kitchen, a oferta gastronómica do W Algarve inclui o Vino, dedicado aos vinhos, e o restaurante Paper Moon, de origem milanesa, com vistas panorâmicas sobre o hotel, a região e o oceano Atlântico.

Diretor-geral destaca trabalho das equipas

Christian Humbert, diretor-geral do W Algarve, considera que os sete prémios representam um reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos profissionais da unidade nas diferentes áreas de atividade.

“Receber sete distinções internacionais, em áreas tão diferentes da nossa oferta, é motivo de enorme orgulho para toda a equipa do W Algarve. Desde o primeiro dia, a nossa ambição tem sido proporcionar uma experiência que vá além da hotelaria tradicional, combinando design, gastronomia, bem-estar e um serviço de excelência, sempre com a identidade irreverente que caracteriza a marca W. Estes prémios são o reflexo da dedicação e paixão das nossas equipas e reforçam o nosso compromisso de continuar a surpreender quem nos visita, elevando constantemente a experiência que oferecemos”, afirmou.

A unidade hoteleira considera que as distinções contribuem também para reforçar a projeção internacional do Algarve enquanto destino turístico, valorizando a diversidade da oferta regional e a capacidade de atrair visitantes ao longo de todo o ano.

Leia também: CCDR Algarve defende ligação ferroviária a Sevilha até 2040 e ponte Alcoutim–Sanlúcar

❌