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André Ventura reeleito presidente do Chega com 98% dos votos

31 October 2026 at 21:31

André Ventura foi reeleito hoje presidente do Chega com 98% dos votos, em eleições diretas em que foi o único candidato à liderança e que antecedem a 7.ª Convenção Nacional do partido.

De acordo com um comunicado divulgado pelo partido, André Ventura teve 98% dos votos, houve 1,5% de votos em branco e 0,5% de votos nulos.

Neste comunicado, assinado pelo presidente da Mesa da Convenção e do Conselho Nacional do Chega, João Lopes Aleixo, não são indicados o número de votos nem a taxa de participação nestas diretas.

As eleições diretas de hoje para eleger o presidente do Chega e os delegados à 7.ª Convenção decorreram entre as 10:00 e as 19:00.

André Ventura, antigo militante do PSD, lidera o Chega desde a sua fundação, em 2019. Em junho desse ano, foi eleito presidente na 1.ª Convenção do partido, com 94% dos votos. Depois, foi sucessivamente reeleito, em diretas e em Convenção, com votações acima dos 94%.

A 7.ª Convenção Nacional do Chega está marcada para entre 20 e 22 de novembro, no Entroncamento, no distrito de Santarém.

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“Assenta bem [a vitória], porque foi um jogo muito difícil”

31 October 2026 at 18:56

Declarações em conferência de imprensa após o jogo Moreirense – Estrela da Amadora (2-1), da 10.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado hoje, no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos:

– Vasco Botelho da Costa (treinador do Moreirense): “Assenta bem [a vitória], porque foi um jogo muito difícil, como sabíamos que iria ser. O Estrela é uma equipa muito organizada. Preparámos o jogo para aproveitar o jogo exterior. Não o conseguimos fazer devidamente na primeira parte. Não fomos perigosos. Corrigimos isso na segunda parte.

O que foi constante no jogo todo foi como não demos nada ao Estrela, o que não era fácil. Forçámos o Estrela a esticar jogo. Fomos competentes na primeira e na segunda bola [dividida]. Tirámos confiança à equipa do Estrela e fomo-la ganhando ao longo do jogo.

Estamos muito próximos de ter o plantel que idealizámos a 100%. Acreditamos muito em todos. Uns vão levar mais tempo do que outros [a mostrarem-se]. O Nile [John] chegou a meio da época passada. Passados três ou quatro dias, tivemos de o colocar no jogo em Guimarães e foi completamente ‘atropelado’. Já teve tempo para conhecer o clube, o campeonato, as ideias do treinador e está a mostrar o seu potencial.

Já tínhamos sentido isto ao contrário, com o Vitória [1-1] e com o Gil Vicente [derrota por 1-0], em que sentimos que merecíamos mais e sofremos no fim. A nível mental, é importante ganhar no fim. Tivemos muita vontade de ganhar.

As vitórias [duas seguidas] dão sentido ao que fazemos. Faço sempre um esforço muito grande para não deixarmos que o resultado seja demasiado marcante. O que marca é o que fazemos no campo. Se houve jogos em que perdemos agressividade como bloco, hoje voltámo-la a recuperar. Estes pormenores fazem a diferença no resultado. Temos uma equipa jovem, mas que precisa de erros para crescer. Os erros são uma oportunidade enorme para a aprendizagem”.

– Pepa (treinador do Estrela da Amadora): “É muito ingrato o que aconteceu e o que tem acontecido. Não fico preocupado com os pontos, mas com a sequência de resultados. Se visse uma equipa de ‘braços caídos’, sem ser abnegada, sem energia, era muito preocupante. Não deixa de ser preocupante. Temos tido uma sequência de últimos jogos infelizes. Temos dado mais ao futebol do que o futebol a nós.

Não quero falar de justiça, porque a justiça é o placar que dita. Temos de saber lidar com a frustração, com os resultados negativos, e continuar a acreditar no processo. Sentimos uma frustração enorme pelo que aconteceu. Tudo serve de aprendizagem. Foi um soco no estômago tremendo.

O campo levantou muito e estava escorregadio. Por vezes, fica perigoso jogar por dentro. Adaptámo-nos bem e fomos objetivos. Não tivemos a clarividência de afastar a bola no lance decisivo. O cansaço era muito. A bola caiu num dos melhores jogadores do Moreirense no remate.

O Moreirense teve mais bola nos últimos 20 minutos, mas não criou lances de perigo. Depois do golo do empate, sentimos que poderíamos virar o jogo. Nos últimos minutos, não houve um baixar de linhas propositado. Houve um ressalto e um remate muito bom por parte do John. É muito importante o equilíbrio emocional para não cairmos numa onda negativa a nível de processo, porque, a nível de resultados, já estamos [com quatro derrotas seguidas].

[Ausências de Eddy Doué e de Beni Souza] São questões internas. Na vida, os treinadores, os líderes têm de resolver questões com atitudes. Houve uma questão interna que está resolvida”.

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Moreirense vence Estrela da Amadora com golo aos 90+5 minutos

31 October 2026 at 17:41

O golo de fora da área de Nile John na compensação da segunda parte permitiu hoje ao Moreirense derrotar o Estrela da Amadora, por 2-1, num desafio equilibrado da 10.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.

O médio inglês, de 23 anos, enquadrou-se com a baliza de muito longe, aos 90+5 minutos, e desferiu um remate certeiro a baixa altura, que ainda tabelou no poste esquerdo, indefensável para Leo Linck, para garantir a segunda vitória consecutiva da equipa de Moreira de Cónegos, após os golos de Landerson, para os minhotos, aos 50, e de Zvonarek, para os ‘tricolores’, aos 57.

O resultado guia à equipa treinada por Vasco Botelho da Costa ao oitavo lugar provisório do campeonato, com os mesmos 14 pontos do sétimo, Gil Vicente, enquanto o conjunto treinado por Pepa averbou a quarta derrota seguida e mantém o 12.º posto, com 10.

Fruto do equilíbrio tático e das bolas divididas a meio-campo, o perigo esteve arredado das balizas numa primeira parte ‘amarrada’, em que o conjunto da Amadora se aproximou com mais frequência da área contrária nos primeiros 20 minutos e os anfitriões no último quarto de hora.

Os ‘tricolores’ Leandro Antonetti, aos 12 minutos, e Ianis Stoica, aos 17, tentaram alvejar a baliza à guarda de André Ferreira, sem sucesso, ao passo que, do lado minhoto, Tiago Andrade foi o elemento mais irrequieto, atirando por cima de fora da área, aos 29.

Obrigado a trocar Francisco Domingues, lesionado na coxa esquerda, por Álvaro Martínez no lado esquerdo da defesa, aos 35 minutos, o Moreirense elevou o ritmo no início da segunda parte e adiantou-se no marcador na conclusão de um ataque rápido.

O médio Nile John aproveitou a clareira no meio-campo do Estrela e entregou a bola a Manuel Mendonça, que progrediu pela esquerda e colocou a bola no poste mais distante, para Landerson finalizar de primeira.

Em desvantagem, a equipa treinada por Pepa alongou-se imediatamente no terreno, em busca do empate, que alcançou sete minutos depois, num lance de insistência ofensiva: Kevin Jansson rematou de fora da área, com a bola a tabelar em Manuel Mendonça, a esbarrar no poste e a sobrar para a recarga certeira de Zvonarek.

A igualdade repôs a toada de equilíbrio da primeira parte, embora com menor rigor tático e maior agressividade nas disputas de bola, o que levou à sucessão de faltas e de interrupções na última meia hora.

O remate de Tom Moustier, desviado por Gilberto Batista pela linha final, aos 87 minutos, e o cabeceamento ao lado de Antonetti, no canto subsequente, aos 88, foram os únicos lances perigosos, ambos protagonizados pelo Estrela, antes do remate decisivo de Nile John, médio formado no Tottenham e ex-Feirense.

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos.

Moreirense – Estrela da Amadora, 2-1.

Ao intervalo: 0-0.

Marcadores

1-0, Landerson, 50 minutos.

1-1, Lovro Zvonarek, 57.

2-1, Nile John, 90+5.

Equipas

– Moreirense: André Ferreira, Dinis Pinto, Kevyn Monteiro, Gabriel Batista, Francisco Domingues (Álvaro Martínez, 35), Liberato, Nile John, Tiago Andrade, Manuel Mendonça (Rodrigo Alonso, 79), Landerson (Chipyoka Songa, 68) e Leonardo Vonic (Yan Lincon, 68).

(Suplentes: Aranha, Francisco Barbosa, Leandro Santos, Maracás, Janderson, Álvaro Martínez, Afonso Assis, Stjepanovic, Rodrigo Alonso, Chipyoka Songa, Afonso Vieira e Yan Lincon).

Treinador: Vasco Botelho da Costa.

– Estrela da Amadora: Leo Linck, Max Scholze, Stefan Lekovic, Luan Patrick, Lucas Mincarelli (Rafa Soares, 82), Santiago Serra, Kevin Jansson (Tom Moustier, 82), Abraham Marcus, Lovro Zvonarek, Ianis Stoica (Jefferson Encada, 67) e Leandro Antonetti.

(Suplentes: David Grilo, Diogo Pinto, Jefferson Encada, Bernardo Schappo, Atanas Chernev, Rafa Soares, Tom Moustier, Emerson Vanga, René Mitongo e Henrique Poniewas).

Treinador: Pepa.

Árbitro: João Pinheiro (AF Braga).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Santiago Serra (19).

Assistência: 1.900 espetadores.

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Patrícia Sampaio medalha de prata no Grand Slam de Abu Dhabi

31 October 2026 at 16:42

Patrícia Sampaio conquistou hoje a medalha de prata, na categoria -78kg, no Grand Slam de Abu Dhabi, ao ser derrotada pela campeã mundial e judoca da casa Yelyzaveta Lytvynenko, no ‘golden score’.

Vice-líder do ranking mundial, Lytvynenko bateu a medalhada olímpica portuguesa por ‘waza-ari’ no ‘golden score’, num combate bastante tático que durou 7.07 minutos.

A representar os Emirados Árabes Unidos, a judoca nascida na Ucrânia foi muito mais calculista, deixando Sampaio tomar a iniciativa, o que acabou por atraiçoar a portuguesa.

Após um primeiro ‘shido’ (castigo) duvidoso aplicado a Sampaio, a campeã mundial foi penalizada pela sua passividade já no ‘golden score’ – ambas teriam mais um ‘shido’.

Quinta no ranking mundial, a representante da Sociedade Filarmónica Gualdim Pais pareceu ter conseguido um ‘yuko’, mas o árbitro teve outro entendimento. Logo de seguida, com as duas judocas visivelmente cansadas, a taticista Lytvynenko acabaria por fazer um ‘waza-ari’ para conquistar o ouro.

A judoca dos Emirados já tinha derrotado a lusa rumo ao título mundial, com Sampaio a perder então pela primeira vez no frente a frente entre ambas nas meias-finais.

Para chegar hoje à final, a medalhada de bronze olímpica em Paris2024 começou por derrotar a brasileira Dandara Camillo (69.º) em menos de dois minutos, por duplo ‘waza-ari’, seguindo-se a polaca Eliza Wroblewska (41.º), por ‘ippon’.

Nas meias-finais, a judoca de Tomar afastou a neerlandesa Yael van Heemst, impondo-se em 2.30 minutos graças a novo duplo ‘waza-ari’.

Esta é a 13.ª medalha de Sampaio em Grand Slams, tendo vencido em Paris e Ulaanbaatar (Mongólia) no ano passado. 

A prata nos -78 kg foi a segunda medalha para Portugal no Grand Slam de Abu Dhabi, depois de Taís Pina ter-se sagrado campeã nos -70 kg na sexta-feira. 

Também hoje estiveram em competição Jorge Fonseca (-100 kg) e Rochele Nunes (+78 kg), com o medalhado de bronze em Tóquio2020 a cair ao primeiro combate e a judoca do Benfica ao segundo.

Isento na primeira ronda, Fonseca foi derrotado pelo neerlandês Simeon Catharina, sétimo do ranking mundial – o português é 31.º -, já no ‘golden score’, após somar um terceiro castigo.

A também olímpica Rochele Nunes venceu a angolana Fernanda Quimbira, por yuko, no primeiro combate nos +78kg, perdendo depois com a italiana Asya Tavano, quinta do ranking, devido a três castigos (‘shido’).

Na repescagem, a portuguesa, 64.ª da hierarquia, foi desclassificada diante da azeri Madina Kaisinova quando estavam decorridos 1.10 minutos do combate.

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Franclim Carvalho quer regresso às vitórias para injetar confiança no Braga

31 October 2026 at 16:38

O treinador Franclim Carvalho assumiu hoje que o SC Braga é uma equipa menos confiante depois da eliminação da Taça da Liga de futebol, mas frisou que só as vitórias podem recuperar animicamente a equipa.

OS bracarenses recebem o Famalicão no domingo, na 10.ª jornada da I Liga, no segundo encontro entre as duas equipas em três dias, ambos em Braga, depois de, na quinta-feira, o Famalicão ter eliminado os ‘arsenalistas’ nos quartos de final da Taça da Liga no desempate por grandes penalidades (3-1), após um empate 2-2 no final dos 90 minutos.

“As vantagens e desvantagens [de as equipas terem jogado recentemente] são para os dois lados. Já conhecíamos o Famalicão e eles a nós. É um jogo completamente diferente, outra competição, o outro jogo era a eliminar, tentaremos apresentar coisas diferentes. Não estamos na posição que queremos e em que vamos terminar a temporada”, disse.

O SC Braga também vem de três derrotas seguidas no campeonato e o treinador assumiu que uma equipa “quando não ganha não pode estar tão confiante” e que, animicamente, não está da mesma forma que o adversário, mas “a melhor resposta” de ultrapassar esse estado é voltar aos triunfos.

“A cara de quem ganha não é igual à de quem perde. Nós, jogadores, treinadores, estrutura e adeptos não estamos habituados a perder e queremos ganhar”, reforçou.

Questionado sobre se considera urgente um ciclo de quatro ou cinco jornadas seguidas a vencer para encetar a recuperação desejada, referiu que o seu pensamento é “jogo a jogo”.

“Não podemos falar de ciclos de jogos. Terá de ser jogo a jogo. Gostei do lado competitivo [diante do Famalicão] e às vezes não vamos ganhar pelo talento, mas sim pela fome competitiva, pelo suor. Não me parece prudente pensar em ciclos, mas sim nos três pontos”, disse.

Franclim Carvalho quer melhorar a eficácia ofensiva e os equilíbrios defensivos para subir na tabela, notando que “não é normal” o SC Braga ter 11 pontos à nona jornada: “A nossa margem de erro está cada vez mais reduzida na I Liga, mas temos que pensar no imediato e não fazer contas”.

Vítor Carvalho era um habitual titular com Carlos Vicens, assumindo a posição de defesa central, mas ainda não somou minutos com o novo técnico, que disse contar com o jogador brasileiro, frisando considerá-lo um médio defensivo.

Franclim Carvalho concordou ainda que os reforços que chegaram esta época ao Sporting de Braga ainda não mostraram todo o seu potencial, mas estendeu isso a todo o plantel.

“Falta de adaptação? Pode acontecer, obviamente, até porque alguns vieram de países e campeonatos diferentes. Sinceramente, o que penso é que os reforços e os que cá estavam estão aquém do que podem e vão dar. Temos muita qualidade interna e vamos demonstrar isso de forma mais consistente”, disse.

SC Braga, nono classificado, com 11 pontos, e Famalicão, 11.º, com 10, defrontam-se a partir das 20:30 de domingo, no Estádio Municipal de Braga, jogo que será arbitrado por David Rafael Silva, da Associação de Futebol do Porto. 

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Famalicão espera SC Braga “combativo e muito determinado”

31 October 2026 at 16:37

O treinador interino do Famalicão, Ricardo Silva, disse hoje esperar um SC Braga “combativo e muito determinado”, no domingo, na 10.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.

Três dias depois de os famalicenses terem afastado os bracarenses da Taça da Liga, após empate 2-2 e triunfo por 3-1 no desempate por grandes penalidades, Ricardo Silva rejeitou qualquer vantagem pelo facto de as duas equipas voltarem a defrontar-se num espaço tão curto de tempo.

“Não existe nem vantagem, nem desvantagem. É um contexto atípico, não acontece com muita frequência”, afirmou.

O técnico espera, porém, um contexto diferente daquele encontrado na quinta-feira.

“Nós chegamos lá como a equipa que lhes roubou algo que eles sentem que era deles. Se estivesse do lado de lá, estaria com um sentimento de que hoje é dia de devolvermos uma alegria aos nossos adeptos. Estou à espera de uma equipa combativa e muito determinada em vencer”, salientou, garantindo que o Famalicão também vai corrigir aspetos do primeiro duelo.

Ricardo Silva revelou ainda que a condição de treinador interino poderá prolongar-se, assegurando estar em “perfeita sintonia” com o presidente da SAD, Miguel Ribeiro.

“Este registo de interino provavelmente vai prolongar-se até que eu e o presidente, e mais neste caso o presidente, entendamos que há um caminho e uma decisão para tomar”, explicou, acrescentando que Mathias de Amorim, que saiu lesionado frente ao Sporting de Braga, poderá estar disponível.

O SC Braga, nono classificado, com 11 pontos, recebe o Famalicão, 11.º, com 10, no domingo, às 20:30, no Estádio Municipal de Braga, em encontro da 10.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, que será arbitrado por David Silva, da associação do Porto.

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Novembro promete ser um mês de luta com várias greves e manifestações agendadas

31 October 2026 at 12:11

Greves e manifestações vão marcar o mês de novembro, com lutas por melhores salários e condições de trabalho, mas também pelo direito à habitação, numa agenda que reúne sindicatos e movimentos cívicos que têm vindo a ganhar expressão.

Já na segunda-feira, há uma greve convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e de Entidades com Fins Públicos (STTS), que abrange os trabalhadores da administração pública central, regional e local, dos institutos públicos, entidades públicas empresariais, incluindo as unidades locais de saúde e do setor empresarial local. 

Os trabalhadores reivindicam um cartão refeição com o valor diário de 10,20 euros, a revisão do Sistema Integrado de Gestão e Avaliação do Desempenho na Administração Pública (SIADAP), para que permita manter os pontos obtidos em contratos a termo e na mudança de carreira ou categoria, um subsídio de risco para a carreira de técnico auxiliar de saúde, a revisão do Acordo Coletivo aplicável às entidades públicas empresariais, e a contratação de pessoal.

As iniciativas intensificam-se a partir de meados do mês, com um Dia Nacional de Luta pela Habitação, agendado para 14 de novembro, pelos movimentos Casa para Viver e Porta a Porta, estando previstas ações descentralizadas por todo o país, incluindo os Açores e a Madeira. 

Em Lisboa, o início da manifestação está marcado para as 15:00, com ponto de encontro na Alameda Dom Afonso Henriques, enquanto no Porto começa na Praça do Marquês, à mesma hora.

Esta mobilização nacional surge no seguimento da onda de contestação social contra a crise imobiliária, que teve início no Porto a 10 de outubro e se expandiu a Lisboa e outras cidades, dias depois da aprovação parlamentar da nova lei do arrendamento, que se encontra em discussão na especialidade.

Os protestos têm gerado controvérsia devido à intervenção da polícia para retirar os acampados das praças do Rossio, em Lisboa, e Dom João I, no Porto, entre quem contesta o uso excessivo da força contra manifestantes pacíficos e quem defende a atuação das forças policiais.

Os promotores dos protestos prometem continuar nas ruas até que sejam ouvidas reivindicações que passam pela reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos “verdadeiramente acessíveis” à renda.

Para o dia 20 está convocada uma greve na administração pública, por iniciativa da Frente Comum, o que habitualmente tem impacto em escolas e serviços de saúde, entre outros.

Os sindicatos reunidos nesta plataforma pretendem, assim, reafirmar que não aceitam “o empobrecimento” e “a desvalorização profissional”, nem “a destruição de serviços públicos”.

A votação final global do Orçamento do Estado para 2027 está agendada para 24 de novembro e para que a greve seja desconvocada, a Frente Comum diz ser necessário que o Governo se sente à mesa para negociar as 83 propostas que a estrutura sindical entregou no dia 30 de setembro.

A CGTP convocou, entretanto, uma manifestação para 21 de novembro, em Lisboa, apelando aos trabalhadores para que se juntem ao protesto e façam de novembro “um grande mês de luta” nos locais de trabalho e nas ruas. 

O protesto tem como lema “TODOS A LISBOA! |Mais salário e melhores pensões! Pelo direito à Saúde, Habitação, Educação, Segurança Social|Contra o aumento do custo de vida! Baixar e controlar os preços dos bens e serviços essenciais|Um novo rumo para Portugal”. 

No dia de votação final do OE2027 (24 de novembro), dirigentes, delegados e ativistas sindicais da CGTP vão concentrar-se também em frente à Assembleia da República, por aumentos salariais e contra o aumento do custo de vida. 

Entre 17 de novembro e 03 de janeiro, mobilizam-se os guardas prisionais para uma greve, com exceção dos serviços mínimos e do trabalho urgente dos grupos de intervenção e cinotécnico.

O protesto foi convocado pelo Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, segundo o qual esta greve de cerca de um mês e meio colocará a maioria dos reclusos fechados nas celas 22 horas por dia, com exceção de diligências indispensáveis para os detidos e para a segurança, por parte do Grupo de Intervenção e Segurança Prisional (GISP) e do Grupo Operacional Cinotécnico (GOC).

O sindicato exige que o Governo cumpra o já negociado sobre a regulamentação do pagamento do trabalho extraordinário e plano plurianual de promoções e segundo curso de chefes, entre outras reivindicações.

As manifestações que decorreram em outubro levaram milhares de pessoas às ruas em Lisboa e no Porto, devido ao aumento do custo de vida e à dificuldade de acesso à habitação, ficando os protestos marcados por uma intervenção policial coordenada nas duas cidades, que resultou em vários feridos e detidos, cuja legalidade abriu uma discussão na sociedade civil sobre o uso da força repressiva e as limitações do direito à manifestação.

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Empresário de Viana diz que já trouxe quase 3.000 milhões para o futebol português

31 October 2026 at 11:33

O empresário de futebol Jorge Mendes estimou que a sua empresa já trouxe para o futebol português cerca de três mil milhões de euros, defendendo que a credibilidade e as relações com os clubes são determinantes para concretizar negócios.

“A Gestifute, até à data, já trouxe para Portugal quase 3.000 milhões de euros. Se calhar o segundo agente mais importante no mundo poderá ter levado para o seu país, no máximo, 500 milhões de euros”, revelou o agente, na sexta-feira, durante a conferência ‘Leading the Game’, na Universidade Católica, no Porto.

Jorge Mendes considerou que a dimensão alcançada pela Gestifute, empresa que criou há 30 anos, demonstra a importância das relações internacionais num mercado em que Portugal, apesar da reduzida população, consegue movimentar valores significativos.

“Vivemos num país pequeno, temos 10 milhões de habitantes, conhecemos a nossa realidade, mas, nesta indústria, o mais importante são as relações e a credibilidade”, afirmou.

O empresário recordou que, no início da carreira, conhecia apenas algumas pessoas dos departamentos de prospeção dos clubes, tendo construído progressivamente uma rede de contactos através de viagens e negociações.

“Hoje em dia, a nível mundial, tenho as portas abertas em todo o lado. Conheço toda a gente, mas, para chegar a esse ponto, foi preciso muito trabalho, muito sacrifício e muitas viagens. Mas o lema é que ‘nada é impossível’”, sublinhou.

Como exemplo das dificuldades iniciais, contou o processo que levou o ex-médio Costinha, então na terceira divisão portuguesa, até ao Mónaco, depois de uma tentativa falhada de colocação no Valência.

Mendes explicou que o clube espanhol pretendia emprestar o médio ao Villarreal, solução que recusou, acabando por conseguir, através de contactos na prospeção, uma oportunidade no emblema monegasco.

“Pedi por favor uma oportunidade, que o deixassem ficar uma semana, mas disseram que não, que o Mónaco não ia contratar um jogador de 23 anos da terceira divisão portuguesa. Passada uma semana, disseram para o trazer”, recordou.

Segundo o empresário, bastaram três dias de treinos para Jean Tigana decidir contratar Costinha por quatro temporadas, iniciando um percurso que o levaria posteriormente ao FC Porto e às conquistas europeias de 2003 e 2004.

A necessidade de proteger os investimentos dos clubes foi outro dos princípios destacados por Mendes, que recordou o regresso de Ricardo Quaresma do Barcelona ao FC Porto.

“O FC Porto tentou comprá-lo por dois ou três milhões. Eu disse que não. Se o queriam comprar, tinham de pagar exatamente aquilo que o Barcelona tinha pago”, contou, referindo que o extremo acabaria por ser transferido para o Inter Milão por cerca de 30 milhões.

O agente evocou também o atacante Pedro Neto, atualmente ao serviço do Chelsea, na transferência do Sporting de Braga para a Lázio, de Itália, quando tinha apenas alguns minutos de utilização na equipa principal, num negócio em que a crença de Mendes foi determinante.

“Custava 20 milhões de euros, era muito dinheiro para um jogador que ninguém conhecia. Mas disse ao diretor desportivo [da Lázio], para acreditar em mim e para o comprar, porque percebi que tinha talento. Depois, venderam-no [ao Wolverhampton] por mais três milhões”, partilhou

Na mesma conferência, o presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, Reinaldo Teixeira, destacou o peso económico da modalidade, apontando um contributo de 956 milhões de euros para a economia nacional, cerca de 300 milhões em impostos e mais de 6.300 empregos diretos.

A iniciativa serviu também para apresentar o MBA Executivo em Futebol, desenvolvido pela Católica Porto School of Business and Economics e pela Liga Portugal Business School, cuja primeira edição começa em novembro.

O diretor da Católica Porto SBE, João Pinto, destacou que será o primeiro MBA executivo em futebol a iniciar-se com acreditação internacional da Associação de MBAs (AMBA), visando formar líderes capazes de conciliar desempenho desportivo, sustentabilidade financeira e visão estratégica.

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FC Porto tenta fugir ainda mais na liderança

31 October 2026 at 10:31

O FC Porto procura hoje fugir ainda mais na liderança e continuar completamente vitorioso na I Liga de futebol, na receção ao Estoril Praia, último classificado e sem triunfos, num duelo da 10.ª jornada.

No Dragão, os atuais campeões nacionais, em caso de nova vitória, ficam à condição com oito pontos de vantagem sobre o Benfica, segundo classificado e principal perseguidor, que só entra em campo na segunda-feira frente ao Alverca, no Estádio da Luz.

Num encontro em que é clara favorita, a equipa de Farioli, a fazer o melhor arranque de campeonato dos últimos 87 anos, vai igualmente tentar continuar à procura de atingir ou até ultrapassar o recorde de 13 triunfos consecutivos, o melhor registo do clube, que já dura de 1939/40 e que foi alcançado pelo luso húngaro Mihály Siska.

Já o Estoril Praia chega ao jogo do Dragão, agendado para as 20:30, no último lugar, com dois pontos, e já a cinco dos lugares de manutenção.

Antes, às 15:30, Moreirense e Estrela da Amadora medem forças em Moreira de Cónegos, num embate entre o nono e o 12.º classificado da I Liga.

A ronda arrancou na sexta-feira, em Rio Maior, com o Sporting a regressar aos triunfos, na visita ao Casa Pia (2-0), e a isolar-se provisoriamente no terceiro lugar.

Programa da 10.ª jornada

– Sexta-feira, 30 out:

Casa Pia – Sporting, 0-2

– Sábado, 31 out:

Moreirense – Estrela da Amadora, 15:30

FC Porto – Estoril Praia, 20:30

– Domingo, 01 nov:

Arouca – Nacional, 15:30

Académico de Viseu – Rio Ave, 18:00

Marítimo – Santa Clara, 18:00

Sporting de Braga – Famalicão, 20:30

– Segunda-feira, 02 nov:

Benfica – Alverca, 20:15

Gil Vicente – Vitória de Guimarães, 20:15

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Sócios do Vitória SC aprovam venda de 17% da SAD à V Sports

31 October 2026 at 08:53

Os sócios do Vitória SC, da I Liga portuguesa de futebol, aprovaram hoje, por maioria, a venda de 17% das ações da SAD à V Sports, que restabeleceu assim a participação de 46% do capital social.

Na assembleia geral extraordinária realizada no Pavilhão Desportivo Unidade Vimaranense, que durou mais de seis horas e contou com 19 intervenções de associados, 717 sócios votaram a favor da venda e 468 votaram contra, restando seis votos em branco e quatro nulos, anunciou o presidente da mesa da assembleia geral Luís Filipe Silva, após o ato realizado por voto secreto.

Na sequência da decisão tomada, a empresa detentora do Aston Villa, clube da Premier League inglesa que disputa a Liga dos Campeões, vai entregar dois milhões de euros (ME) ao clube vimaranense, que, por sua vez, o vai aplicar no capital social da SAD e investir diretamente 1,8 ME na SAD, numa operação que envolve um total de 3,8 ME. 

A aprovação da transmissão de 17% das ações repõe o cenário aprovado na assembleia geral extraordinária de 03 de março, quando a maioria dos associados presentes votou favoravelmente a venda de 46% das ações à V Sports, mediante o pagamento de 5,5 ME e um donativo adicional de dois ME para aplicar em infraestruturas.

O egípcio Nassef Sawiris e o norte-americano Wesley Edens, bilionários proprietários da V Sports, assumiram lugares no conselho de administração da SAD vitoriana em 23 de maio de 2023 e deixaram os cargos 37 dias depois, em 29 de junho.

O fundo diminuiu então a participação na SAD para 29% para se cumprirem “todas as determinações da UEFA” quanto à “independência de ambas as sociedades desportivas”, como comunicou então o Vitória, e retirou o donativo de dois ME para infraestruturas, que agora devolve, com a reposição da participação em 46%. 

Durante as três sessões de esclarecimento aos sócios, promovidas ao longo de outubro, no auditório do Estádio D. Afonso Henriques, a equipa jurídica da SAD vimaranense esclareceu que os 17% recém-adquiridos pela V Sports serão geridos por um ‘blind trust’.

A figura jurídica permite que uma entidade independente gira essa percentagem da SAD e exerça o direito de voto sem receber instruções do proprietário, para evitar possíveis conflitos de interesse entre o Vitória, acionista maioritário, com 50,84% do capital, e a V Sports, garantindo o cumprimento da regra de multipropriedade da UEFA.

O presidente do clube e da SAD, Rui Rodrigues, adiantou também que o clube vai manter três lugares no conselho de administração e a V Sports recuperar os dois que chegou a ocupar, tendo revelado os nomes dos futuros administradores.

A empresa detida por Nassef Sawiris, Wes Edens e agora pelo fundo de investimento norte-americano Atairos estará representada pelo espanhol Roberto Olabe, diretor desportivo do Aston Villa, após ter exercido esse cargo na Real Sociedad, e pelo canadiano Bashir Lebada, presidente da equipa feminina do clube de Birmingham.

O acordo entre o clube minhoto e a V Sports prevê ainda o compromisso de se desenvolver, em 60 dias úteis, “um plano de reestruturação de parte da dívida” da SAD, entre os 20 ME e 30 ME, após os vimaranenses terem concluído a época 2025/26 com um passivo total superior a 85 ME, um passivo líquido acima dos 57 ME e capitais próprios de 37 ME negativos.

A parceria contempla ainda a possibilidade de o Vitória SC receber até seis jogadores do Aston Villa em cada época, dois para a equipa principal, dois para a equipa B, que milita na Liga 3, e dois na equipa sub-19. 

O acordo prevê também que “decisões estratégicas” têm de merecer a aprovação de, no mínimo, 60% do capital social, o que exige concordância entre Vitória e V Sports.

A SAD do Vitória SC foi constituída em 10 de abril de 2013, com Mário Ferreira, empresário português radicado na África do Sul, como acionista maioritário, e o clube com 40% do capital, embora com alguns direitos especiais, como o de veto a alterações aos estatutos da SAD.

Em 01 de outubro de 2021, o emblema vimaranense anunciou a compra das ações detidas pela empresa MAF, de Mário Ferreira, correspondentes a 56,4% do capital social, por 6,5 ME, ficando então na posse de mais de 96% do capital.

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